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Projeto apoiado pelo BRDE estimula leitura em escolas públicas e penitenciárias

Data04/01/22
|CategoriaNotícias

Apoio do banco ao Pró-Biblioteca vem desde 2018 e já representa um acervo literário com mais de 200 títulos

Dados da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” mostram que as vendas de livros cresceram no Brasil durante o período mais agudo da pandemia. No primeiro semestre de 2021, o aumento foi de 46,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Porém, esse incremento na leitura não se reflete em todas as camadas da sociedade brasileira: a mesma pesquisa mostra que os 52% da população com hábito regular da leitura estão concentrados nas classes A e B. A falta de acesso e estímulo são alguns dos principais fatores que explicam essa desigualdade.

Com o intuito de ser uma porta de entrada para o mundo dos livros nos lugares em que eles não costumam chegar, nasceu o projeto Pró-Biblioteca, apoiado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2018. De lá para cá, o Banco já destinou R$ 200 mil que foram revertidos em muitas bibliotecas nas escolas da rede estadual e penitenciárias do Rio Grande do Sul, assim como em unidades da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE).

O projeto

O Pró-Biblioteca nasceu em 2018 com o intuito de incentivar a literatura e a educação, por meio da doação de acervos literários para formação, ampliação e atualização de bibliotecas públicas, escolares e comunitárias. Desde o início, o projeto conta com o apoio do BRDE, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), conhecida também por Lei Rouanet, que promove incentivos culturais em todo o Brasil.

“O projeto consiste na doação de um acervo bibliográfico de 200 títulos. A curadoria dos livros é feita pela L&PM Editores e a seleção das instituições que receberão esses livros é feita pelo próprio BRDE. Assim, nós realizamos a entrega dos títulos, extremamente atualizados e diversificados, principalmente em escolas”, explica Adriane Laste, responsável pelo relacionamento com os patrocinadores do projeto.

BRDE é parceiro do projeto desde 2018

O programa já beneficiou 1.242 escolas em 260 municípios, quase cinco milhões de pessoas em todo o país e contou com mais 40 patrocinadores, entre eles o BRDE. Além da doação dos livros  infantis, infantojuvenis e de literatura em geral (nacional e estrangeira), o Pró-Biblioteca organiza encontros de Contação de Histórias abertos à comunidade, realizados em locais públicos e com acessibilidade.

 Acesso universal à cultura

As instituições beneficiadas são majoritariamente escolas públicas, mas não se limitam a elas. Numa primeira leva de doações, o BRDE contemplou em 2020, em parceria com o projeto Pró-Biblioteca, um total de dois mil livros para dez penitenciárias gaúchas.

Já no ano passado, foram dois momentos de doações. O último marcou o encerramento da 7ª edição Mostra Literária do BRDE, no mês de novembro, quando foram destinadas mais dez novas coleções, incluindo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Porto Alegre.

 

Escolas públicas, penitenciárias e instituições que cuidam de menores e mulheres vítimas de violência foram contempladas com as coleções

Sem o apoio do Banco, esse movimento não seria possível, segundo Adriane. “A participação do Banco é muito importante, porque o BRDE é nosso parceiro antigo, ele já patrocinou outras edições do Pró-Biblioteca e viabiliza atitudes como essa”, disse.

A responsável pelo projeto conta que poucas pessoas têm acesso à literatura porque não têm condições de adquirir os títulos. Sendo assim, a presença de bibliotecas públicas em escolas, presídios e outros locais vulneráveis são uma forma de aproximar a cultura da sociedade.

“No Brasil, hoje, existem mais de cento e dez milhões de neoleitores, que são pessoas que aprenderam a ler mas não têm o hábito da leitura. Por isso o Pró-Biblioteca é tão importante, porque o livro e o acesso à cultura dão condições para que as pessoas abram seus horizontes, exercitem a visão do todo, a criatividade, conheçam novos assuntos, e tenham outras oportunidades. Queremos dar condições para as comunidades, instituições mais carentes e mais vulneráveis, para ajudar a reduzir o distanciamento econômico e social que temos na sociedade”, conclui.


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