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BRDE fecha primeiro semestre com resultado líquido de R$ 130,5 milhões

Data26/08/21
|CategoriaNotícias

É o melhor desempenho nominal em duas décadas, com crescimento de 57% na comparação ao mesmo período de 2020

Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas no primeiro semestre deste ano, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

“Trata-se de um resultado muito expressivo se considerarmos o cenário econômico ainda fortemente impactado pela pandemia. Demonstra o quanto a instituição está preparada para auxiliar os diferentes setores para uma retomada dos investimentos”, celebrou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Nos primeiros seis meses do ano, o banco já acumula R$ 1,591 bilhão em operações de crédito aprovadas. Um total de 1.393 contratos de empréstimo e financiamento já foram assinados, em especial em favor do setor agropecuário da região (823 contratos). O segmento do comércio e serviços responde por outras 291 operações, seguindo-se a área de infraestrutura (141) e indústria (138). Em termos de operações contratadas, o crescimento de um período para o outro foi de 3,5%.

Impactos
As operações contratadas pelo BRDE no semestre viabilizaram investimento totais de R$ 890,4 milhões na região Sul. Estima-se que esse montante tenha possibilitado a manutenção e/ou criação de aproximadamente 18 mil postos de trabalho. Já em termos de arrecadação de ICMS para os estados onde o banco opera, a projeção é de um incremento na casa de R$ 82,1 milhões/ano.

Presidente ressaltou desempenho mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia

Na avaliação da presidente, além de sua parceria histórica no fomento aos projetos de longo prazo, o banco vem dando uma resposta positiva mesmo ainda em meio a um contexto de incertezas, em especial no apoio aos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19. “Sem se afastar da missão maior de ser um parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região Sul, o primeiro semestre deste ano demonstra que o BRDE caminha alinhado com os novos tempos. Criamos programas de estímulo ao empreendedorismo das mulheres, dos jovens, à economia criativa, às microfinanças e para capital de giro para empresas de menor porte. Os temas da sustentabilidade ambiental e social fundamentam nossas ações”, destacou ela.

Na primeira metade do ano, o BRDE intensificou a parceria com instituições financeiras internacionais. Essa diversificação de seu funding permitiu, em especial, financiar capital de giro e um maior apoio a projetos na área de geração de energia com fontes renováveis. Ao mesmo tempo, no esforço de ampliar o volume de crédito disponibilizado, o banco tornou-se o principal repassador nacional do Programa Agrícola Prodecoop (para desenvolvimento de cooperativas), do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), das operações via Canais Digitais para o Setor Público e do Pronaf Investimento.

Resultados
No primeiro semestre deste ano, o resultado operacional alcançou R$ 264,7 milhões. Boa parte deste número se deve a um melhor desempenho em termos de intermediação financeira, com redução acima de R$ 120 milhões no item das despesas de operações com empréstimos e repasses. O resultado operacional foi igualmente influenciado pela redução significativa das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, que quais passaram de R$ 74,5 milhões no primeiro semestre de 2020 para R$ 2,8 milhão (reversão) no período idêntico deste ano.

Do lado da receita, o balanço do primeiro semestre aponta para um crescimento expressivo de 78% na recuperação de créditos: R$ 91,7 milhões. Esse resultado considera a recuperação por renegociação e a recuperação efetiva.

O relatório também aponta para uma evolução positiva do patrimônio líquido do banco, que agora está em R$ 3,223 bilhões. No primeiro semestre de 2020, esse número estava em R$ 2,968 bilhões. A carteira de crédito está em R$ 13,250 bilhões, que coloca o banco entre os maiores do país neste quesito. Já o ativo total alcançou o valor de R$ 16,1 bilhões.

Aspecto que vem sendo ressaltado pelas agências de classificação de risco, o índice de inadimplência registrado pelo banco é outro ponto ressaltado no balanço. O percentual de atrasos nos pagamentos, a partir de 90 dias, continua em patamares muitos baixos, atingindo 0,61% em junho. O percentual é consideravelmente inferior ao do conjunto de bancos públicos, que atingiu 2,27%, e dos bancos privados, com 2,28%.

Perfil da carteira
Sem mudanças expressivas em relação ao mesmo período do ano passado, a concentração das operações segue majoritária em apoio ao setor privado (96%), com destaque para a agropecuária (27.1%) e indústria (22,8%). Na sequência, a carteira está dividida em projetos de infraestrutura (20,8%), comércio (17,2%) e serviços (8,1%). A carteira total de financiamentos do banco é composta por 33,3 mil operações ativas de crédito, com saldo médio de R$ 396,8 mil.

O demonstrativo financeiro do primeiro semestre de 2021 foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRDE nesta quarta-feira (25/8) e sua íntegra está publicada no site da instituição. Em 30 de junho, o banco possuía 31,8 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estavam localizados em 1.084 municípios. A instituição acaba de completar 60 anos de atuação, com um compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.


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