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BRDE Cenários: “A agenda ESG traz oportunidades para bancos de fomento”, diz Vanessa Pinsky

Data28/10/21
|CategoriaNotícias

 “Agenda ESG e o Papel dos Bancos de Desenvolvimento no Brasil” foi o tema da 4ª edição do ciclo de palestras BRDE Cenários, nesta quinta-feira (28/10), tendo como convidada a especialista em sustentabilidade e inovação, Vanessa Pinsky. Com mais de 20 anos de experiência profissional na área, ela abordou a relevância da agenda ESG em termos globais, o contexto atual e as novas regulações nacionais, destacando a perspectiva de contribuição dos bancos de fomento para o desenvolvimento sustentável. O evento teve mediação do chefe de Gabinete da presidência do BRDE, Mauricio Mocelin.

Agenda ESG e saúde planetária

A sigla ESG (do inglês Environmental, Social and Governance, ou seja, Governança Ambiental, Social e Corporativa) “acabou assumindo a condição de um selo que pode atestar o nível de compromisso de empresas com essas iniciativas, assim como servir de orientação para novos investimentos”, afirmou Vanessa Pinski. É uma agenda em construção e em crescimento constante. Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), em 2020 havia cerca de R$ 700 milhões em fundos ESG, quase três vezes mais que no ano anterior.

A palestrante destacou que o impacto da ação humana em todos os ecossistemas do planeta resulta em “consequências extremamente complexas à saúde humana”, que geram também problemas sociais e econômicos. Segundo Vanessa Pinski, diante da complexidade dos problemas emergentes, como a pandemia de Covid-19 e seus impactos, por exemplo, já existe uma percepção entre líderes empresariais, sociedade civil, organizações internacionais em âmbito econômico e formuladores de políticas públicas sobre a necessidade de empreender ações coletivas. “Isso não é um problema de uma empresa ou de um governo, são problemas que devem ter a cooperação internacional e uma união de esforços”, sublinhou.

Novo marco regulatório no Brasil

De acordo com a pesquisadora, a novidade e o grande desafio para os bancos brasileiros são as seis novas regulações lançadas pelo Banco Central (Bacen) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em setembro deste ano, e que entram em vigência em 2022. “Elas [regulações] trazem especificamente as diretrizes sobre como o mercado financeiro vai incorporar a questão da agenda ESG em termos de riscos para o sistema financeiro nacional e de critérios de avaliação de riscos para as empresas”.

Para Vanessa Pinski, espera-se que todos os bancos avaliem as empresas com as quais negociam operações de crédito e investimentos em relação aos impactos de suas emissões. Trata-se de um grande desafio para os bancos, porque ainda não há modelos de avaliação de risco com essa finalidade.  “É algo que está em construção absolutamente em todos os bancos”, informa a especialista.

Nesse sentido, Vanessa Pinski considera como propósito do momento colocar o bem social na centralidade do sistema financeiro brasileiro. “ESG é uma ferramenta fundamental para que o banco trabalhe alinhado com as expectativas do desenvolvimento sustentável”, disse. “A análise de risco traz a perspectiva de o banco trabalhar como parceiro em determinadas cadeias de valor, e identificar, inclusive, oportunidades de novos negócios para atuar em parceria com os próprios clientes. É uma mudança de paradigma, que traz uma série de oportunidades. Um formulário de gestão de risco pode ser um instrumento de trabalho para identificar oportunidades de negócio, para um novo financiamento”, exemplifica.

Ao agradecer a participação da palestrante convidada, Mauricio Mocelin enfatizou a necessidade de o BRDE se manter alinhado com a agenda ESG: “para nós, não é só uma questão normativa, é a nossa missão como banco de fomento”, reiterou.

A palestra teve transmissão ao vivo pelo canal do BRDE no YouTube – @brdeoficial e segue disponível pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=nnoV8mQb4F8

 

 


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