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Banco de fomento deve ter foco na sustentabilidade e redução de diferenças sociais, diz Persio Arida

Data16/06/21
|CategoriaNotícias

Economista participou em evento organizado pelos 60 anos do BRDE

“Em períodos de normalidade na economia, as instituições de fomento devem agir nas lacunas do mercado onde o setor privado não atende, com foco maior na sustentabilidade e no enfrentamento das diferenças socias.” A avaliação é do economista Persio Arida, durante evento organizado pelo Banco regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com transmissão on line nesta terça-feira (16/6). Para ele, os bancos públicos, na hora de avaliar os projetos em busca de crédito, não devem se fixar apenas na lógica do emprego na política de investimento. “A avaliação precisa ser independente, com critérios e foco na sustentabilidade e na redução da diferença social. É preciso saber se o retorno social é maior do que o privado”, complementou.

Integrante da equipe que implantou o Plano Real e um dos economistas mais respeitados do país, Persio Arida participou como palestrante na programação alusiva aos 60 anos do BRDE. Com a experiência de ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista observa que, em tempos de crise no setor financeiro como o mundo no momento em razão da pandemia de Covid-19, o cenário de incertezas recomenda que as instituições de fomento atuem como garantias ao que ele define como “créditos bons”.  Como nesse cenário há uma redução de funding e de oferta de crédito, os bancos públicos não devem recorrer ao mercado para suas captações, “pois daí farão parte do problema e não da solução”, indicou.

O economista fez uma avaliação dos cenários da economia mundial, observando uma forte recuperação em termos de crescimento em alguns países ao nível de 2019, porém fez um alerta para a volta do processo inflacionário. Na sua palestra, abordou os desafios que seguem para ganhos de produtividade no Brasil. “Os nossos desafios cresceram com a Covid e não se percebe avanços na abertura da economia e numa política de privatização”, frisou.

A diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, conduziu a transmissão e fez questão de abordar o tema do desenvolvimento sustentável. “Nos temos hoje um desafio global, mas uma oportunidade nacional, mas é preciso ter um conjunto de políticas que promovam a sustentabilidade. E primeiro é energia, é preciso fazer que o Brasil tenha mais energia limpa do que já tem”, apontou. Persio Arida listou ainda ações como incentivo ao ecoturismo e o combate à grilagem de terras pelo país.

Ao completar 60 anos, o BRDE está entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, com a missão de promover o desenvolvimento econômico e social da Região Sul. O banco é signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas, com aproximadamente 83% da sua carteira de crédito sendo aderente a pelo menos um dos ODS

Economista do Ano de 2003, Persio Arida já presidiu também o Banco Central do Brasil e tem larga experiência também no setor privado. A íntegra da palestra pode ser conferida no canal do Youtube do BRDE: https://www.youtube.com/watch?v=fsvc6QuFREc


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