BRDE amplia contratações e reforça crédito ao agronegócio sustentável

BRDE amplia contratações e reforça crédito ao agronegócio sustentável

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contratou R$ 5,4 bilhões em financiamentos entre janeiro e outubro de 2026, aproximando-se, em dez meses, dos R$ 5,64 bilhões registrados em todo o ano passado. O resultado reflete a expansão do crédito à produção rural e à agroindústria.

De janeiro a setembro, as contratações somaram R$ 4,73 bilhões, avanço real de 33% em relação a igual período de 2025. Santa Catarina respondeu por R$ 1,74 bilhão; Paraná, por R$ 1,48 bilhão; Rio Grande do Sul, por R$ 1,32 bilhão; e Mato Grosso do Sul, por R$ 191 milhões. Ao fim de setembro, a carteira de crédito alcançava R$ 25,64 bilhões, com 54,8 mil clientes ativos em 1.214 municípios.

O agronegócio teve participação decisiva nesses resultados. Os programas reunidos no BRDE Agro somaram R$ 2,25 bilhões em contratações até setembro, equivalentes a 47% de todo o volume financiado. No recorte por setor econômico, as operações com a agropecuária passaram de R$ 1,34 bilhão para R$ 1,72 bilhão, crescimento real de 29%.

Entre os produtores rurais, o volume contratado aumentou de R$ 1,27 bilhão para R$ 1,69 bilhão. O número de clientes atendidos nessa categoria cresceu de 9.145 para 15.455, alta de 69%. Os financiamentos abrangem investimentos em equipamentos, estruturas de produção e armazenagem, com reflexos sobre a capacidade produtiva e a competitividade das propriedades.

“Estamos digitalizando procedimentos e simplificando a relação com o cliente para responder mais rapidamente às necessidades de investimento. No Paraná, o Banco do Agricultor Paranaense mostra a importância da atuação conjunta com o governo estadual para reduzir o custo do financiamento e permitir que mais produtores modernizem suas atividades”, afirma o diretor-presidente do BRDE, Heraldo Neves.

Cooperativas agroindustriais também concentram uma parcela relevante do crédito. Entre janeiro e setembro, a linha destinada a essas organizações movimentou R$ 490,9 milhões. Os recursos apoiam projetos de ampliação da capacidade de processamento e de armazenagem, fortalecendo a integração entre produtores associados, indústria e mercados consumidores.

“O cooperativismo multiplica os efeitos do investimento. Quando uma cooperativa amplia sua estrutura ou agrega valor à produção, os ganhos alcançam os associados, os fornecedores e a economia de toda a região. Nosso compromisso é oferecer financiamento compatível com o planejamento de longo prazo dessas organizações”, destaca o vice-presidente, Mauro Mariani.

A agenda ambiental integra essa estratégia. No mesmo período, a linha BRDE Agronegócio Sustentável somou R$ 189,8 milhões contratados, enquanto os financiamentos para armazenagem alcançaram R$ 213,6 milhões. As operações ligadas à mobilidade rural totalizaram outros R$ 124,7 milhões. As linhas atendem a diferentes etapas da atividade agropecuária. No setor industrial, as contratações passaram de R$ 692 milhões para R$ 1,14 bilhão.

Para o diretor de Planejamento, Leonardo Busatto, a ampliação das fontes de recursos ajuda a dar continuidade ao atendimento. Entre janeiro e setembro, as contratações com recursos próprios, captações de mercado e recursos externos não vinculados a repasses cresceram 153%, alcançando R$ 691 milhões. “Diversificar as fontes de financiamento amplia nossa capacidade de atender às diferentes cadeias produtivas. O crédito de longo prazo permite planejar, elevar a produtividade e incorporar práticas mais eficientes no uso de recursos”, afirma.

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