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Instituições financeiras reafirmam compromisso na geração de energia limpa e redução de efeitos climáticos

Data17/08/21
|CategoriaNotícias

No segundo dia do seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento, importantes agentes financeiros apresentaram suas políticas de apoio a projetos que ampliam a participação de fontes limpas na matriz energética do Brasil. O painel trouxe um leque de ações, incluindo a formação de fundings internacionais, que também permitem financiamento de iniciativas que representam ganhos em termos de eficiência energética e redução de impactos climáticos. O evento é organizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com transmissão aberta pelo canal de Youtube.

Como um dos grandes líderes globais no financiamento na geração de energias renováveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma participação direta em cerca de 70% na expansão da matriz energética do país nos últimos 20 anos. Da capacidade de produção atual a partir da geração hídrica, 51% fazem parte da carteira do banco, percentual que chega a 86% na fonte eólica e  35%, na geração solar. Conforme relatou a gerente da Área de Energia do BNDES, Ana Raquel Paiva Martins, a instituição teve êxito em buscar parceiros internacionais e assim atrair investidores para projetos que, apenas em 2020, representaram R$ 72,9 bilhões em parques eólicos no Brasil, que já é a segunda maior fatia da matriz nacional. “O sucesso da fonte eólica se reflete na indústria, pela exigência de conteúdo local mínimo”, observou Ana Raquel.

A diretora-geral do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Cláudia Prates, destacou que a instituição tem como base de atuação a inovação e a sustentabilidade. Da carteira de US$ 28,8 bilhões do banco, o Brasil responde por quase 18%. “O Brasil tem a matriz energética mais limpa na comparação com os demais membros do banco. Mas o país vem ganhando espaço, em especial depois de 2019, quando foi criado o escritório local”, mencionou.

Claudia Prates – NDB

A representante do NDB destacou também a parceria com o BRDE em projetos vinculados aos Objetivos do Desenvolvimento Social (ODS) e citou financiamento em projetos de energias solar e eólica na região Sul.

Banco do Clima

Com 70% dos projetos financiados necessariamente alinhados com o Acordo de Paris, no sentido da redução da emissão de gases que impactam na mudança climática do planeta, o Banco Europeu de Investimentos (BEI) está presente em mais de 170 países. “Temos um objetivo de chegarmos a 2025 com no mínimo 50% dos nossos projetos ligados à agenda do clima”, frisou a representante do BEI no Brasil e Bolívia, Joana Sarmento. Além de financiar projetos com fontes renováveis, segundo ela, o banco agregou o apoio a iniciativas que apresentam maior eficiência energética, agricultora de baixo carbono, melhorias no transporte público e saneamento.

Joana Sarmento – BEI

Atuando no financiamento a estados e municípios do Brasil há 26 anos, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) também trabalha em parceria com o BRDE. “Isso amplia nossa capilaridade, uma parceria com tem um potencial muito grande”, frisou o representante da CAF no Brasil, Jaime Holguín. Ele mencionou que a instituição já acumula US$ 20 bilhões de carteira em financiamento para infraestrutura em diferentes pontos da América Latina, onde as energias renováveis ganham relevância,  entre elas a aposta firme na energia eólica no nordeste do Brasil.

Jaime Holguín – CAF

O painel que reuniu as instituições financeiras encerrou com a participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Segundo o gerente de projetos no Brasil, Victor Bielly, um diferencial da linha de atuação da AFD é incluir a assistência técnica nos projetos financiados. “Com isso, os investimentos em fontes de energia hidráulica, fotovoltaica e inclusive biomassa têm um impacto em escala macroeconômica”, destacou Bielly.

Victor Bielly – AFD

Para o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, o tema da geração de energia exige bastante reflexão. “Essa mesma reflexão temos internamente no BRDE. Queremos apoiar projetos renováveis”, disse ele na abertura do painel. O diretor Administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira, fechou o segundo dia do seminário, que nesta quarta-feira (18/8) tem seu fechamento com a participação de entidades que representam as empresas do setor para tratar da demanda do setor de energia renovável no Brasil..

 O conteúdo do segundo dia do evento está disponível no seguinte endereço: https://youtu.be/OwSaszIRm7c


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