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BRDE financia Fundação Proamb na produção de combustível derivado de resíduos industriais

Por: Imprensa BRDE

A Fundação Proamb colocou em operação a sua unidade de energia de coprocessamento de resíduos sólidos industriais sob licença expedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), terça-feira (4/7), no município gaúcho de Nova Santa Rita. O projeto de ampliação e modernização, em investimento de R$ 6 milhões que contou com financiamento de R$ 5,4 milhões do BRDE pelas linhas FINEP Inovacred e BNDES Automático, consolida o conceito de gestão ambiental como oportunidade de negócio numa planta pioneira no Estado e é referência na valorização energética de resíduos sólidos industriais no processo de fabricar combustível derivado de resíduo.

Ao lado da secretária de Estado do Meio Ambiente, Ana Pelni, o diretor de Planejamento Luiz Noronha representou o BRDE no evento de entrega e operação da Unidade da Proamb que produz blend (mistura) de resíduos sólidos com poder de inflamabilidade. O produto resultante de materiais que estão proibidos de serem destinados para aterros industriais, é usado como combustível nos fornos de fabricação de cimento, em Candiota, em parceria da Proamb com a Intercement. Além de substituir outro combustível, as cinzas resultantes da queima são incorporadas ao cimento, evitando a geração de passivos ambientais.

A unidade da Proamb tem capacidade de processar 3.000 toneladas/mês de blend. Traz a inovação para o mercado do país no coprocessamento, com linha de produção completa que resulta na produção de combustível a partir de resíduos sólidos industriais que antes sofriam apenas a destruição.

Diferenciais da Unidade de Coprocessamento

* Conceito de uma linha de produção que processa resíduos por diversos equipamentos em série para garantir que o blend final atenda as especificações de qualidade, aumentando o aproveitamento energético;

* Oferece avaliação quali-quantitativa inicial dos resíduos para o coprocessamento, conforme legislação vigente, viabilizando ao cliente agilidade e menor custo;

* Laboratório próprio para acompanhamento do processo de fabricação do blend e atendimento às especificações, garantindo segurança e controle aos clientes;

* Software para controle da rastreabilidade do resíduo, desde a sua entrada na planta até a destruição térmica nos fornos de cimento, identificando em que estágio do processo o resíduo se encontra até a sua destruição final;

* Certificado de destruição térmica emitido pela própria cimenteira, para assegurar a destruição definitiva do resíduo.

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