BRDE

Há quatro anos o projeto ‘Envelhecimento Jovem’, que oferece atendimento aos idosos no RS, recebe recursos do Banco

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o número de idosos (60 anos ou mais) no Brasil chegou a 32,9 milhões, e a tendência de envelhecimento da população vem se mantendo. O Rio Grande do Sul, em especial, apresenta um ritmo mais acelerado de envelhecimento dos seus habitantes e, pelas estimativas de um estudo elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado ao governo do Estado, os idosos serão 30% da população gaúcha em 2060.

Além dos desafios para ampliar a produtividade da faixa da população economicamente ativa, o fim do bônus demográfico exigirá maiores cuidados com os idosos em termos de atenção com saúde e mobilidade. Nesse sentido, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apoia diversas entidades através da sua política de responsabilidade socioambiental, com repasses via Fundo Nacional do Idoso.

Uma dessas parcerias é mantida com a Associação Beneficente Casa de Amparo Mão de Deus (ABCAMD), localizada na cidade de Montenegro e que desenvolve o projeto  ‘Envelhecimento Jovem’, por meio do Fundo Municipal do Idoso (FUMID).  O projeto gaúcho atende, em média, 70 idosos que residem na instituição de longa permanência, com atendimento multidisciplinar, oficinas de inclusão digital, oficinas terapêuticas e garantia de ambiente seguro e acolhedor. A iniciativa garante aos idosos em estado de vulnerabilidade social serviços de atenção biopsicossocial em regime integral, priorizando o vínculo familiar e a integração comunitária.

“O projeto é de suma importância por possibilitar, através do acompanhamento multidisciplinar, a adesão dos idosos a um estilo de vida mais saudável, para gerenciamento de suas principais doenças e adaptação às incapacidades funcionais, com foco em valorizar a autonomia e a máxima independência possível deles”, explica Lilian Druzian, executiva de projetos da Idealize, empresa responsável pela consultoria do projeto. Segundo ela, as atividades propostas no projeto contribuem para a redução do isolamento por meio da experiência comunitária e do estímulo à criatividade. “Percebe-se, através do projeto, aumento da autoestima, da saúde e do bem-estar físico e mental dos idosos”, completa.

Projeto oferece atenção multidisciplinar

Com o apoio do BRDE, entre 2017 e 2020, o projeto ‘Envelhecimento Jovem’ recebeu em torno de R$ 89 mil de incentivos fiscais.  Segundo a Associação, o valor repassado foi usufruído para o pagamento de profissionais da equipe multidisciplinar, incluindo atividades de inclusão digital, terapêutica e física. “Para favorecer a promoção da saúde e de um envelhecimento saudável e colaborar para o desenvolvimento de sujeitos resilientes, com boa autoestima, que vivenciem uma velhice ativa e participativa, com uma qualidade de vida satisfatória”, explica Lilian Druzian.

Qualidade de vida aos idosos

Ainda segundo a executiva do projeto, o apoio do BRDE tem sido de grande relevância, sobretudo no ano de 2020, em que tiveram maior dificuldade em captar recursos e maiores despesas financeiras na instituição por conta da Covid-19. “O apoio financeiro recebido foi fundamental para garantir a continuidade dos atendimentos multidisciplinares, que tiveram uma relevância ainda maior dentro da atual conjuntura, em que os idosos estão impossibilitados de receber visitas de familiares e voluntários e as oficinas terapêuticas são de suma importância para a manutenção da saúde mental dos idosos”, ressalta a executiva de projetos.

Cuidados com a saúde são oferecidos a cerca de 70 idosos perla instituição

Lilian Druzian destaca que a atuação de profissionais de saúde da instituição, viabilizada através do projeto, contribuiu muito para evitar casos de Covid-19 dentre os idosos atendidos. “Os idosos não tiveram que se deslocar para atendimentos de saúde e tiveram uma equipe presente na instituição, garantindo o cumprimento de todos os protocolos de prevenção à doença”, relata.

O gerente regional do BRDE na região dos Vales do Taquari, do Rio Pardo e do Centro do Estado, Márlon Alberto Bentlin, visitou a instituição ainda em 2019 para participar da inauguração de uma sala de convivência para os idosos e contou que, na ocasião, teve uma ótima impressão do projeto ‘Envelhecimento Jovem’. “Não é um trabalho momentâneo. Ele tem qualidade e tem história, além de continuidade de trabalho”, explica. “Deu para notar que o recurso foi empregado corretamente. Até clientes do BRDE apoiam o projeto, que somado a outras parcerias, de outras empresas, valorizam a marca do Banco”, completa o gerente regional.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses

No segundo dia do seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento, importantes agentes financeiros apresentaram suas políticas de apoio a projetos que ampliam a participação de fontes limpas na matriz energética do Brasil. O painel trouxe um leque de ações, incluindo a formação de fundings internacionais, que também permitem financiamento de iniciativas que representam ganhos em termos de eficiência energética e redução de impactos climáticos. O evento é organizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com transmissão aberta pelo canal de Youtube.

Como um dos grandes líderes globais no financiamento na geração de energias renováveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma participação direta em cerca de 70% na expansão da matriz energética do país nos últimos 20 anos. Da capacidade de produção atual a partir da geração hídrica, 51% fazem parte da carteira do banco, percentual que chega a 86% na fonte eólica e  35%, na geração solar. Conforme relatou a gerente da Área de Energia do BNDES, Ana Raquel Paiva Martins, a instituição teve êxito em buscar parceiros internacionais e assim atrair investidores para projetos que, apenas em 2020, representaram R$ 72,9 bilhões em parques eólicos no Brasil, que já é a segunda maior fatia da matriz nacional. “O sucesso da fonte eólica se reflete na indústria, pela exigência de conteúdo local mínimo”, observou Ana Raquel.

A diretora-geral do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Cláudia Prates, destacou que a instituição tem como base de atuação a inovação e a sustentabilidade. Da carteira de US$ 28,8 bilhões do banco, o Brasil responde por quase 18%. “O Brasil tem a matriz energética mais limpa na comparação com os demais membros do banco. Mas o país vem ganhando espaço, em especial depois de 2019, quando foi criado o escritório local”, mencionou.

Claudia Prates – NDB

A representante do NDB destacou também a parceria com o BRDE em projetos vinculados aos Objetivos do Desenvolvimento Social (ODS) e citou financiamento em projetos de energias solar e eólica na região Sul.

Banco do Clima

Com 70% dos projetos financiados necessariamente alinhados com o Acordo de Paris, no sentido da redução da emissão de gases que impactam na mudança climática do planeta, o Banco Europeu de Investimentos (BEI) está presente em mais de 170 países. “Temos um objetivo de chegarmos a 2025 com no mínimo 50% dos nossos projetos ligados à agenda do clima”, frisou a representante do BEI no Brasil e Bolívia, Joana Sarmento. Além de financiar projetos com fontes renováveis, segundo ela, o banco agregou o apoio a iniciativas que apresentam maior eficiência energética, agricultora de baixo carbono, melhorias no transporte público e saneamento.

Joana Sarmento – BEI

Atuando no financiamento a estados e municípios do Brasil há 26 anos, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) também trabalha em parceria com o BRDE. “Isso amplia nossa capilaridade, uma parceria com tem um potencial muito grande”, frisou o representante da CAF no Brasil, Jaime Holguín. Ele mencionou que a instituição já acumula US$ 20 bilhões de carteira em financiamento para infraestrutura em diferentes pontos da América Latina, onde as energias renováveis ganham relevância,  entre elas a aposta firme na energia eólica no nordeste do Brasil.

Jaime Holguín – CAF

O painel que reuniu as instituições financeiras encerrou com a participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Segundo o gerente de projetos no Brasil, Victor Bielly, um diferencial da linha de atuação da AFD é incluir a assistência técnica nos projetos financiados. “Com isso, os investimentos em fontes de energia hidráulica, fotovoltaica e inclusive biomassa têm um impacto em escala macroeconômica”, destacou Bielly.

Victor Bielly – AFD

Para o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, o tema da geração de energia exige bastante reflexão. “Essa mesma reflexão temos internamente no BRDE. Queremos apoiar projetos renováveis”, disse ele na abertura do painel. O diretor Administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira, fechou o segundo dia do seminário, que nesta quarta-feira (18/8) tem seu fechamento com a participação de entidades que representam as empresas do setor para tratar da demanda do setor de energia renovável no Brasil..

 O conteúdo do segundo dia do evento está disponível no seguinte endereço: https://youtu.be/OwSaszIRm7c

 

Primeiro dia do seminário organizado pelo BRDE abordou as ações do setor público

Responsável por quase 64% da matriz energética do Brasil, o que o coloca como o segundo maior gerador do mundo, as hidrelétricas já não conseguem acompanhar o mesmo crescimento da demanda de energia do país. Com isso, entre as fontes renováveis, a energia eólica e a fotovoltaica tiveram crescimento expressivo no ano passado e apresentam enorme potencial de crescimento na próxima década.

É o que aponta um estudo do Ministério de Minas e Energia, apresentado nesta segunda-feira (16/8), no primeiro dia do seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento. Organizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o evento prosseguirá até a próxima quarta-feira (18/6) abordando os principais desafios para incentivar a geração de energia por fontes renováveis, as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional.

Conforme a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Fátima Dadald Pereira, as fontes renováveis ganham de importância como papel de complementariedade ao sistema nacional, em especial diante do crescimento de demanda e em períodos de escassez hídrica, como o que o país enfrenta no momento. “Em um ano, a participação da energia solar cresceu mais de 60%. O mercado livre do setor contribuiu para isso, e há uma mudança do perfil do consumidor, que vem buscando sua própria geração”, observou a secretária. Ela confirmou que o leilão que o Ministério realizada agora em setembro vai contemplar projetos que se valem de fonte eólica, resíduos sólidos urbanos e o hidrogênio.

Diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos do Ministério, André Luiz Rodrigues Osório demonstrou que a energia eólica já responde por quase 10% da capacidade instalada no país. Segundo, até 2030 a previsão é que a geração de energia que se vale dos ventos passe dos atuais 15,9 Giga Watts (GW) de capacidade instalada, para 32,2 GW. O saldo com a energia solar é mais significativo ainda:  de 3,1 para 8,4 GW. O crescimento dessas duas fontes deverá compensar a redução da participação hidrelétrica na matriz brasileira.

Conforme o diretor, o país tem uma forte projeção de investimentos para a próxima década, que chegam a cifra de R$ 2,68 trilhões. “Temos um compromisso de elevar para 86% as fontes de geração renováveis da nossa matriz elétrica”, destacou André Osório.

Ações nos Estados

Com o objetivo de debater as políticas do setor público, o painel reuniu também a participação dos governos estaduais do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Secretário-adjunto de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (SEMA), Guilherme de Souza salientou de uma transição energética e destacou que o estado apresenta 81% de suas fontes renováveis e onde a geração eólica já responde por 20% em termos de potência instalada. Souza elencou as ações do governo gaúcho em termos de privatizações como uma agenda importante: “precisamos do parceiro privado para investir”, resumiu. O diretor do Departamento de Energia da SEMA, Eberson José Thimmig Silveira, apresentou detalhes da política que o governo vem adotando para incentivar os investimentos no setor.

Guilherme de Souza

Representando o governo do Paraná, o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, destacou o esforço do governo local em criar o programa Invest Paraná. “Buscamos unificar num único ambiente a segurança técnica e jurídica a quem quer investir. Descomplicar a vida do empreender, mas respeitando as questões de sustentabilidade”, descreveu o secretário. Ele apresentou indicadores que apontam para o crescimento de novos projetos de geração de energia licenciados  apenas nos últimos dois anos.

Márcio Nunes

Já o secretário Executivo do Meio Ambiente (SEMA), Leonardo Schorcht Bracony Porto Ferreira, trouxe um relato da capacidade instalada da matriz energética de Santa Catarina e mencionou o esforço de gradativamente substituir o carvão como fonte geradora no estado, que ainda tem importância para o sistema local, mas que precisa ser substituída por novos modelos por razões ambientais.  “Estamos trabalhando por uma transição energética que seja justa. O estado vem avançando muito em termos de pequenas hidrelétricas e há uma previsão de crescimento para os próximos anos”, observou, salientando que o SC trabalha para cumprir os acordos internacionais.

Leonardo Porto Ferreira

Financiamentos

Na abertura do primeiro dia do seminário, a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, destacou que os projetos de fontes renováveis de energia são tema estratégico para o Banco, mas igualmente para o desenvolvimento da região Sul. “Trata-se de um debate relevante neste momento e o BRDE já tem na sua carteira de operações uma presença forte de apoio a projetos de energia renovável”, acrescentou. O diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian, igualmente destacou a qualidade das palestras ao longo do dia.

O seminário tem transmissão pelo canal de Youtube do BRDE. Nesta tyerça-feira (17/8), serão debatidas as linhas de financiamento, diretrizes e prioridades das para seleção de projetos, alternativas inovadoras de acesso a recursos para projetos sustentáveis de energia, com a participação do BNDES, Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Banco Europeu de Investimento (BEI), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD)  e  Banco de Desenvolvimento da América Latina CAF).

O conteúdo do primeiro dia do evento está disponível no seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=nH7QbJyspPY

Desde 2018, Lar Santa Maria da Paz já foi contemplada com cerca de R$ 65 mil via Lei de Incentivos

Localizado no município de Tijucas, litoral de Santa Catarina, o Lar Santa Maria da Paz atende idosos, preferencialmente aqueles com algum grau de dependência que exija a presença de cuidadores. Sua missão é acolher e garantir assistência material, moral, social e espiritual a esses idosos. Fundada incialmente pelas irmãs do Sagrado Coração de Jesus em 1910, em Curitiba (PR), a instituição hoje é gerenciada pela Associação Casa Irmã Dulce, que está atuando como dirigente desde 2014.

Através de projetos elaborados pela Associação e apoiados pelas leis de incentivo fiscal do idoso, o lar recebe apoio financeiro de empresas parceiras. O BRDE é parceiro da instituição desde 2018. Através do projeto “Ampliação da capacidade de atendimento da instituição”, o Banco destinou um total de R$ 44,7 mil. O lar propõe diversas atividades e programas que melhoram a qualidade no seu atendimento e fazem com que os idosos presentes tenham a melhor experiência possível. Além de um atendimento qualificado e especializado 24 horas por dia por meio de equipes multidisciplinar qualificadas

De acordo com a primeira-secretária da Associação, Tainá Terezinha Coelho, o apoio foi de extrema importância. “Foi uma conquista que ultrapassou as expectativas da instituição, pois além de aumentar a capacidade de atendimento em 2020, quando iniciou-se a pandemia, essa nova área foi utilizada para receber os idosos sintomáticos e afastá-los dos demais”, relatou ela.

No ano seguinte o Banco continuou com o apoio repassando cerca de R$ 20,5 mil para o programa “Aquisição de equipamentos para lavanderia”, que permitiu o aumento na qualidade da higienização das roupas, redução no consumo de água e luz e, consequentemente, uma redução nas contas.

“O apoio do BRDE é fundamental para a execução de projetos sociais que têm alto impacto na qualidade de vida dos idosos que habitam o lar. São poucas instituições com processo de apoio a projetos sociais que, anualmente, publica com transparência o processo de cadastramento e seleção dos projetos a serem apoiados. Sem esse apoio anual não teríamos condições de executar projetos importantes, somos gratos pela confiança e suporte financeiro do BRDE”, salientou Tainá Coelho.  Ela ainda ressalta que todos esses projetos apoiados geram uma melhora na qualidade de vida dos idosos do lar e os auxiliam a continuar entregando à sociedade um atendimento socioassistencial de ponta.

Leis de Incentivos

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

 

Evento inicia na próxima segunda-feira, 16/8, com participação do setor público e principais agentes financeiros de apoio a projetos sustentáveis

Os principais desafios para incentivar a geração de energia por fontes renováveis, as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional. Esses serão temas que estarão em debate no seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento, promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e que inicia na próxima segunda-feira (16/8).

Com a participação do Ministério de Minas e Energia e representantes dos governos dos três estados do Sul do país, o evento terá a duração de três dias, sempre a partir das 14 horas e com transmissão aberta pelo canal do Youtube do banco. A programação do primeiro dia vai abordar justamente as políticas públicas de fomento ao setor.

Importantes organismos financeiros internacionais, que já atuam em parceria com o BRDE oferecendo alternativas inovadores de acesso ao crédito, estarão expondo suas diretrizes em termos de apoio a projetos sustentáveis. O BNDES também participará do painel organizado para a terça-feira (17/8).

A partir de recursos captados em fontes do exterior, o banco já opera com linhas de financiamento para implantação e modernização de unidades geradoras de energia hidráulica, solar, eólica e demais energias renováveis, assim como a aquisição de turbinas, geradores fotovoltaicos e aerogeradores. O banco igualmente tem presença em projetos com unidades de produção de biodiesel.

Agenda sustentável

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a crise hídrica que afeta a produção de energia no Brasil, elevando os custos tanto ao consumidor doméstico e como para as empresas, reforça ainda mais a necessidade de uma maior segurança energética e estimula o debate em torno de fontes alterativas. “Na verdade, esse é um desafio que já vem de algum tempo na agenda de sustentabilidade global e que também representa forte impacto em termos de competitividade. Se tivermos um crescimento mais efetivo da nossa economia, a demanda por energia poderá ser um grande obstáculo”, observou ela.

Além de uma política de apoio a projetos estruturais, Leany Lemos observa que a geração de energia com fontes alternativas em pequenas unidades, tanto nas empresas como e nas propriedades rurais, representa um caminho muito promissor. “São exemplos onde é possível suprir a necessidade de energia, agregando ganhos ambientais e com menor custo”, destaca a presidente.

As principais entidades que representam a geração de energia com fontes renováveis participam do terceiro e último dia do seminário. A ideia do painel de encerramento é mensurar as potencialidades do setor. A participação no evento não exige inscrição prévia.

Confira a programação completa.

Para acompanhar o Seminário, acesse:

O Banco já apoiou cinco projetos do Hospital de Clínicas desde 2016

 

Próteses para melhoria na qualidade de vida de pessoas idosas, atenção e assistência a recém-nascidos, pesquisas voltadas às células-tronco, ao diagnóstico de câncer e para tratamento de doenças. Essas são algumas das frentes de atuação para as quais o Hospital de Clínicas, o maior prestador de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná, recorreu aos apoios do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Por meio dos Amigos do HC, uma organização sem fins lucrativos e que tem o propósito de realizar ações para melhorar a qualidade de vida dos pacientes do hospital, seus familiares e acompanhantes de tratamento, o Banco apoiou, desde 2016, cinco projetos do HC. “É de extrema importância para a instituição contar com o apoio de parceiros como o BRDE. A contribuição de forma constante em nossos projetos, permite que sigamos investindo em Pesquisa Oncológica, atendimento pediátrico e ao paciente idoso no HC, que é um hospital 100% SUS”, destacou o presidente dos Amigos do HC, Pedro de Paula Filho.

Para o banco, que está sempre apoiando projetos por meio dos incentivos fiscais, fazer parte da história de um hospital tão importante para a população paranaense tem um significado especial. “O Hospital de Clínicas é referência em todo o Paraná. Por isso, temos muito orgulho em investir em projetos e propostas de inovação que trarão diversos benefícios para a sociedade”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Equipe do Hospital de Clínica e do BRDE quando da entrega do projeto “Atenção e assistência ao recém-nascido na Maternidade do Complexo Hospital de Clínicas” Foto: Divulgação

Conheça os projetos

1. Atenção e assistência ao recém-nascido na Maternidade do Complexo Hospital de Clínicas

O projeto tem o objetivo de qualificar o atendimento através da atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, assegurar à criança o direito ao nascimento seguro, por meio da renovação de equipamentos e mobiliários, a fim de oferecer serviços de qualidade reduzindo a probabilidade de ocorrência de danos à saúde do recém-nascido, além de impactar diretamente na morbidade e mortalidade, especialmente em bebê prematuro.

São aproximadamente 280 recém-nascidos por mês na maternidade do hospital. O auxílio do BRDE vem para auxiliar na renovação de equipamentos, permitindo a melhoria na qualidade do atendimento do paciente recém-nascido no HC.

2. A Prótese de Estenose Aórtica e a qualidade de vida da pessoa idosa

Este projeto de 2016 teve como objetivo oferecer alternativa terapêutica para pacientes idosos portadores de estenose aórtica degenerativa grave sintomática, considerados de alto risco ou inaceitável para a cirurgia de troca valvar, de forma a lhes propiciar uma qualidade de vida adequada, permitindo que permaneçam ativos e independentes. Participaram do projeto 11 pacientes idosos, acima dos 60 anos de idade.

Como o procedimento não é coberto pelo SUS, graças ao projeto, com o incentivo do BRDE, foi possível realizar o sonho de 11 idosos, permitindo o alívio dos sintomas e aumento da sobrevida desses pacientes.

3. Caracterização dos Anticorpos Anti-HLA em Pacientes com Doenças Hemato-Oncológicas

Também de 2016, o projeto de pesquisa tinha como objetivo detectar a presença de anticorpos contra moléculas HLA alogênicas no soro de receptores de células tronco hematopoiéticas. O benefício vindo do banco auxiliou na identificação mais abrangente de anticorpos utilizando estratégias fundamentadas na análise epitôpica.

4. Endoscopia Biliopancreática e Citogenética Molecular no Diagnóstico de Câncer de Pâncreas e trato biliar

O projeto visa avaliar o impacto do emprego de técnicas endoscópicas avançadas e da utilização de citogenética por técnica de Fluorescência por hidridização in situ (FISH) no diagnóstico de tumores biliopancreáticos.  A ideia é replicar essa modalidade diagnóstica para outros centros especializados do Brasil, traduzindo em melhoria dos recursos técnicos e humanos para o diagnóstico de pacientes com tumores biliopancreáticos no âmbito do SUS.

Segundo o HC, o auxílio do BRDE permite desenvolver os profissionais pesquisadores, colocando em prática estudos e pesquisas que qualifiquem os serviços prestados pelo SUS no Paraná e no Brasil.

 5. Uso de células-tronco mesenquimais para tratamento da doença do enxerto contra hospedeiro refratária

O projeto visa avaliar a segurança e eficácia do uso de células-tronco mesenquimais obtidas de doadores aparentados ou não aparentados HLA compatíveis ou haploidênticos, para tratamento de doença do enxerto contra hospedeiro aguda e crônica refratárias a corticóide e inibidor de calcineurina.

Esta doença tem consequências debilitantes com impacto na qualidade de vida dos pacientes, comprometimento funcional, necessidade de imunossupressão prolongada, levando a infecções graves recorrentes e diminuição da sobrevida. A utilização das células-tronco adultas como uma alternativa de tratamento tem sido amplamente estudada, pois estas células oferecem suporte para o crescimento e diferenciação de células progenitoras hematopoéticas no microambiente da medula óssea.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no próprio site. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

O Women on the Road, programa gratuito de formação de empreendedoras do ecossistema de inovação, terá sua largada acontecendo nesta quarta-feira (4/08). Promovido pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) e com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o programa terá três etapas: warm-up, awareness e women on the road. A primeira fase ocorre em agosto e setembro com eventos e workshops abertos – os workshops têm vagas limitadas. Confira a programação e inscreva-se: bit.ly/WomenOnTheRoad.

O propósito é sensibilizar futuras empreendedoras e promover o desenvolvimento de startups em estágio inicial, fundadas ou cofundadas por mulheres, provocando conexões que gerem oportunidades de negócio entre empreendedoras do ecossistema. Dados do Female Founders Report, da Distrito (2021), mostram que apenas 9,8% das startups são fundadas ou cofundadas por mulheres, e muitos destes negócios não ultrapassam o estágio inicial por encontrarem dificuldades no processo de validação. O Women on the Road quer mudar essa realidade.

Painel de abertura

O kick-off do programa inicia às 17 horas, com transmissão ao vivo no Youtube da PUCRS. O evento terá as participações da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, e o superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Jorge Audy.  Flávia Fiorin, Gestora de Operações e Empreendedorismo do Tecnopuc, Flávia Fiorin irá coordenar o painel que contará com Aldren Flores, Aline Deparis e Francisca Moselle.

Aldren Flores

Ligada às questões de pluralidade racial, faz parte de movimentos e coletivos negros. No empreendedorismo é fundadora da startup Mais Afro, que possui o objetivo de diminuir a distância entre as oportunidades e as pessoas negras e também gestora de projetos da pretalab, iniciativa da Organização Social carioca Olabi – que visa incluir e aumentar a visibilidade de mulheres negras nas áreas de Inovação e Tecnologia.

Aline Deparis

CEO da PrivacyTools, analista de Sistemas por formação e somando mais de 15 anos de experiência no setor de TI. Foi presidente da Assespro-RS (2019/2020) e do CETI-RS (Conselho das Entidades de TI do RS) e é atual membro do Conselho Fiscal do Icolab.

Francisca Moselle

Idealizadora do Nutrition Thinking®️ e Founder do Nutrition Thinking®️ Co.  Nutricionista graduada pela PUCRS com mais de 10 anos de atuação clínica, Especialista em Nutrição Clínica pela Sociedade Brasileira de Nutrição, Especialização em Psicologia Positiva pela PUCRS, certificação internacional como Professional Coach e Analista Comportamental DISC pela Sociedade Latino Americana de Coach (SLAC) Mestrado em Fisiologia e Doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, parte de renomados grupos de pesquisa e projetos, tendo conquistado o Prêmio Henri Nestlé (3º lugar) e recebido a Homenagem de Reconhecimento pela UFRGS. Professora do Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Alimentação Saudável e Empreendedorismo da PUCRS. Parte de capítulos de livros, publicações internacionais.

Aliando inclusão social e ensino de música, o projeto Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul (OJRS) tem apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2017. Criada em 2009, com foco na formação musical e voltada para o atendimento de crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, a Orquestra trabalha com estudantes entre os 10 aos 24 anos.

No curso ofertado pelo projeto gaúcho, os jovens aprendem tudo sobre os instrumentos que compõem uma orquestra sinfônica: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, percussão, trompa, trompete, trombone, tuba, flauta transversal, clarinete, oboé, fagote e piano. O projeto se organiza em grupos de iniciantes, intermediários e avançados.

A entidade mantenedora é a Associação Orquestra Jovem do RS, criada em 2010, e conforme sua presidente, Carla Zitto, o projeto tem o compromisso de transformar vidas através da música. “Acreditamos que oferecendo acesso a um bem cultural que se encontra fora do alcance da maior parte da população, seja pela falta de recursos financeiros ou mesmo pela falta de oportunidade, contribuímos para evolução do futuro da nossa comunidade, e de um mundo mais humano e solidário”, explica a presidente da Associação.

Entre 2017 e 2020, foram repassados para a OJRS em torno de R$ 195 mil. Esse valor foi investido em manutenção e aquisição de instrumentos, materiais pedagógicos, recursos humanos, bolsas-auxílio para alunos, equipes e equipamentos para realização dos concertos musicais. Atualmente, a OJRS atende 134 alunos, com entrada de 30 novos alunos agora em julho deste ano. Os jovens acima dos 14 anos são inseridos no programa Jovem Aprendiz na área da música, no curso de músico instrumentista. Nas oficinas diárias, os alunos frequentam aulas de musicalização, de instrumentos musicais e de prática de concerto. As aulas são individuais, por instrumento, naipes e grupos orquestrais.

Orquestra tem o apoio do Banco desde 2017

Música em tempos de pandemia

Em 2020, a OJRS, seguindo as orientações sanitárias para o enfrentamento da pandemia, teve que readequar as suas atividades presenciais para um modelo de ensino on-line. Conforme a presidente da Associação, o principal desafio foi em relação a essa adequação e como manter o vínculo com os alunos e seus níveis de motivação para o aprendizado da música. Também foi constatada a necessidade de uma maior atuação dos professores, resultando em aumento da carga horária e consequentemente a necessidade de mais investimentos. A manutenção e a aquisição de instrumentos também demandaram grande investimento. “Isso aconteceu porque cada aluno levou o instrumento para casa, não havendo compartilhamento como aconteceria em uma situação normal”, completa Carla Zitto.

Mesmo com as restrições, projeto manteve suas atividades na pandemia

Apesar dos desafios, o projeto manteve as aulas individuais através de interação on-line entre aluno e professor. Também foram realizadas apresentações e masterclasses no formato on-line e ao vivo, entre todos os professores e os alunos. Assim, houve manutenção contínua da troca de conhecimento musical e interatividade entre todos os integrantes da Orquestra.

Segundo Zitto, o apoio do BRDE, principalmente no ano passado, foi decisivo para garantir a qualidade dessa “transformação”. “Destaco que os valores do BRDE na sua missão institucional estão muito entrelaçados com os valores da Orquestra Jovem, principalmente neste período quando precisamos aprender e ser resilientes”, ressalta. A Orquestra fez, inclusive,  uma apresentação especial nas comemorações de aniversário dos 60 anos do BRDE, respeitando todos os protocolos sanitários.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

O Projeto Olímpico da Sogipa, que busca oferecer a atletas de alto rendimento melhores condições de treinos, recebe investimento do Banco há quatros anos

 A judoca gaúcha Mayra Aguiar que conquistou a sua terceira medalha olímpica nesta quinta-feira (29/07), nos Jogos Olímpicos de Tóquio, integra o Projeto Olímpico desenvolvido pela Sociedade de Ginástica Porto Alegre (Sogipa), que tem apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

A vitória de Mayra foi contra a sul-coreana Hyunji Yoon no templo das artes marciais na capital japonesa. A judoca de 29 anos se tornou a primeira mulher a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual. Ela já havia levado o bronze nos Jogos de Londres (2012) e no Rio (2016).

O porto-alegrense Daniel Cargnin, também integrante do Projeto Olímpico da Sogipa, conquistou a medalha de bronze no judô no último domingo (25/07). Em sua primeira participação em uma edição dos Jogos Olímpicos, o atleta gaúcho de 23 anos faturou a medalha na categoria meio-leve ao vencer o israelense Baruch Shmailov.

Daniel Cargnin, bronze em Tóquio
Foto: Gaspar Nóbrega/COB

O Projeto Olímpico da Sogipa busca oferecer a atletas de alto rendimento melhores condições de treinos. Além de uma preparação de excelência para as competições nacionais e internacionais, a Sogipa enviou sete atletas, além de dois técnicos e um judoca de apoio, para representar o Rio Grande do Sul e o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Incentivos Fiscais

Desde 2017, o Projeto Olímpico da Sogipa recebe apoio do BRDE. Até o ano passado, foram repassados R$ 167 mil. Os valores foram usufruídos na criação de uma estrutura de treinos, que compreende alimentação, infraestrutura e manutenção das comissões técnicas, além da própria remuneração aos atletas.

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Por meio de incentivos do BRDE, instituição consegue manter acervos e mostras para visitação e estudo do público

 O Museu Paranaense, também conhecido como Mupa, carrega consigo muita história. Não apenas em suas amostras, pesquisas e acervos, mas também por sua longevidade. Criado em 1876, é terceiro museu mais antigo do Brasil.

Tamanha é sua importância por conta de todo o acervo que expõem que, além de um museu, o Mupa também é referência como importante centro de pesquisa. “Nós temos três departamentos de pesquisa, o de antropologia, história e pesquisa, além da pinacoteca. Nós buscamos sempre valorizar esse DNA de estudo inovador, com forte representação científica”, afirma a diretora do Museu Paranaense, Gabriela Ribeira Bettega.

Além disso, um dos objetivos do Mupa é criar uma interdisciplinaridade, abrindo para outros campos, como expressões artísticas, poesias, artes visuais, deixando o museu mais extrovertido e com um leque de público maior. Com a pandemia, a visitação também foi afetada. Mas no momento, está aberto para o público, seguindo todas as normas sanitárias necessárias para isso.

Importância dos incentivos fiscais

O Museu Paranaense recebeu, por meio da Sociedade de Amigos do Museu Paranaense (SAMP), auxílio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Como entidade sem fins lucrativos, a SAMP tem por missão prioritária auxiliar na programação e na manutenção do Museu.

A programação do banco com a SAMP é composta de exposições (temporárias e de acervo), publicações de catálogo e de material pedagógico, restauro de obras do acervo e ciclos de palestras e mesas-redondas.

No momento, o BRDE está expondo junto ao Mupa a mostra “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta”, que propõe diferentes olhares sobre a erva-mate por meio de obras, objetos e documentos históricos provenientes do acervo do Museu. A mostra faz parte do Circuito Ampliado – Acervos em Circulação, que contará com exposições em dois locais. Além do Museu Paranaense, o Palacete dos Leões, sede do Espaço Cultural do BRDE no Paraná, receberá em breve a mostra “Narrativas e Poéticas do Mate”. O circuito conta com a parceria do Museu Oscar Niemeyer e terá vigência até 2022.

“Com a parceria, entre nós e o BRDE, podemos trazer exposições tão ricas quanto essa que agreguem a história e contexto de um elemento muito representativo para o nosso Paraná”, diz a diretora do Museu.

Para o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, a parceria também é muito positiva. “Nós, como um banco inovador, entendemos o quanto é importante manter a cultura e história paranaense viva. Por isso, temos muito orgulho de estarmos presente e fazer esta exposição possível”, finaliza.