BRDE

Banco reafirma seus compromissos de apoiar o desenvolvimento econômico e social alinhado com a sustentabilidade

Principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas nos três estados do Sul do país, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) completa 60 anos de atuação na próxima terça-feira (15/6). Entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, o BRDE tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação, compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

Além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, a instituição vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados pela pandemia de Covid-19. O BRDE fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Diante de um cenário de crise, além dos seus próprios recursos, o Banco vem trabalhando por meio de parcerias com outras instituições, nacionais e internacionais, com o objetivo de contemplar tanto o crédito emergencial em momento de extrema dificuldade para os empreendedores quanto o apoio a novos investimentos.

“Como agente de fomento, chegar aos 60 anos representa um acúmulo muito significativo de conquistas para toda a região, mas também carrega um grande desafio de futuro. Por isso, o BRDE busca acompanhar de modo contemporâneo as mudanças cada vez mais aceleradas, acentuando seu compromisso com uma agenda de sustentabilidade, de apoio à inovação, de um olhar para o impacto ambiental, econômico e social que cada projeto trará”, destaca a diretora-presidente Leany Lemos. Em seis décadas de atuação, o banco já atinge a marca de R$ 200 bilhões em operações de crédito.

Neste sentido, um aspecto relevante é o compromisso assumido pelo Banco como signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. “A partir da diversificação das nossas fontes de funding, houve também um esforço em ampliar os programas e linhas para atender a esse compromisso, o que compreende desde projetos para o uso e produção de energias renováveis, agricultura de baixo carbono e obras de saneamento, mas também estímulo ao empreendedorismo das mulheres”, acrescenta Leany Lemos. Aproximadamente 83% da sua carteira de crédito é aderente a, no mínimo, um ODS.

Diversificação

Criado em 1961 com o desafio inicial de propiciar ganhos de produtividade para uma economia regional à época majoritariamente agrícola, o BRDE nasce diante da necessidade de atrair para os estados do Sul melhores fatias das linhas de crédito federal, por muitos anos fonte majoritária de funding.

Ao longo de sua trajetória, em especial no período mais recente, o Banco buscou diversificar suas fontes a ponto de registrar, no último ano, uma redução da participação do Sistema BNDES a 57,6% do total de financiamentos contratados.  Esse resultado ocorreu mesmo com um aumento de 24,3% do volume contratado com recursos do BNDES em relação ao ano anterior, que passou de R$ 1,5 bilhão em 2019 para R$ 1,9 bilhão em 2020.

O BRDE registra hoje uma importante relação de parcerias com organismos internacionais, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), BIRD-Banco Mundial, Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Europeu de Investimentos (BEI), Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).  No ano passado, as contratações com fontes externas corresponderam a R$ 308,4 milhões em operações, um salto de 93,6% na comparação com 2019. Já as concessões de crédito com recursos próprios do BRDE somaram R$ 651 milhões, uma elevação de 75,1% em relação a 2019.

“É um orgulho imenso ver o crescimento do Banco nesses 60 anos e também a diversificação de fundings que conquistamos. A captação de recursos no BID, por exemplo, representa a terceira parceira internacional da história do BRDE, que já contratou 50 milhões de euros na Agência Francesa de Desenvolvimento e outros 80 milhões de euros no BEI. Isso é muito importante para o futuro e inovação dos três estados, porque os recursos contratados na AFD são destinados ao financiamento de projetos relacionados à produção e consumo sustentáveis na Região Sul”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

O BRDE também já trabalha com a preparação na emissão de títulos financeiros como alternativa de captação de recursos. Numa etapa inicial, a captação de RDB´s é estimada em R$ 30 milhões, os quais serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região Sul – BRDE PROMOVE SUL, a fim de serem utilizados para operações de crédito. Outras emissões estão programadas para 2022.

Incentivos Fiscais

Além de apoiar com crédito produtores rurais, cooperativas, indústrias, serviços e o setor público, sempre a partir das diretrizes das políticas delineadas pelos estados acionistas, o banco desenvolve sua política de responsabilidade socioambiental. Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como diretriz apoiar, por meio das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde, aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. No acumulado desde 2015, o Banco já destinou mais de R$ 23,7 milhões através das Leis de Incentivos.

Quem somos

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE foi fundado em 15 de junho de 1961 pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o objetivo de fazer o Sul do Brasil prosperar. Desde então, o BRDE tem sido um parceiro que apoia e acompanha o desenvolvimento de projetos para aumentar a competitividade de empreendimentos de todos os portes na região. O ativo total do banco é de R$ 16,7 bilhões e com um patrimônio líquido que chegou agora a R$ 3,12 bilhões (Relatório 2020).

Uma referência em financiamentos de longo prazo para investimentos, capaz de transformar projetos em realidades. É uma Instituição financeira pública de fomento, controlada pelos três estados do Sul e que conta com autonomia financeira e administrativa.

O BRDE atua incorporando nas suas rotinas práticas de boa gestão ASG (ambiental, social e governança), com uma visão de desenvolvimento sustentável da Região Sul, apoiando as políticas públicas dos estados controladores,

Conta atualmente com mais de 33 mil clientes ativos e está presente em 1.088 municípios, o que corresponde a 91,4% das cidades da região Sul. O BRDE está sujeito a acompanhamento e controle do Tribunal de Contas, bem como à fiscalização do Banco Central do Brasil. O Banco tem hoje 468 colaboradores nos três Estados. Sua estrutura administrativo-organizacional é determinada por Regimento Interno estabelecido pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul – CODESUL e fundamentada por Atos Constitutivos aprovados pelas Assembleias Legislativas dos Estados-Membros.

Com sede administrativa e agência na cidade de Porto Alegre (RS), possui também agências em Florianópolis (SC) e em Curitiba (PR), além de um escritório de representação no Rio de Janeiro (RJ) e espaço de divulgação em Campo Grande (MS). Possui também espaços de divulgação em 10 cidades da Região Sul.

O frio está chegando com força e para ajudar a aquecer aqueles que mais precisam, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participa como parceiro da Campanha Cobertor Solidário 2021, promovida pela Rede Laço em Santa Catarina.

Quem quiser colaborar com a campanha pode doar cobertores novos e usados higienizados, embalados e em bom estado. O projeto visa ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade na época do inverno. As doações iniciaram no dia 21 de maio e seguem até 30 de junho.

O diretor financeiro, Marcelo Haendchen Dutra, reforça a necessidade da campanha. “Vamos ajudar a multiplicar boas ações e fortalecer os laços de solidariedade em SC. Existem muitas famílias que precisam de doações e o BRDE será parceiro nesta causa”.

Assim como o BRDE, os pontos de arrecadação em todo o estado de Santa Catarina são:  Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias e Escolas Estaduais.

“Além das baixas temperaturas, ainda estamos enfrentando a pandemia do coronavírus, por isso ações como essa de solidariedade nunca foram tão importantes quanto agora”, ressalta o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey.

Informações sobre a campanha também estão disponíveis no site da Rede Laço de voluntariado: redelaco.sc.gov.br

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), através de sua diretoria e colaboradores, lamenta o falecimento do ex-governador de Santa Catarina e ex-presidente do banco, Casildo Maldaner.

Maldaner Iniciou sua vida pública em 1962 como vereador no município de Modelo, no Oeste Catarinense. Foi deputado e vice-governador do estado de Santa Catarina, eleito em 1986 na chapa encabeçada por Pedro Ivo Campos (PMDB).  Com o falecimento do titular, em janeiro de 1990, assumiu a chefia do poder executivo estadual, exercendo o mandato até março de 1991, sendo até hoje o primeiro e único governador oriundo do oeste catarinense.

Foi eleito senador da república em 1995 e em 1999. Em 2006 foi eleito primeiro suplente de senador. Foi diretor-presidente do BRDE no período de 2003 a 2004 e no ano de 2007, permanecendo na diretoria do Banco até janeiro de 2011, quando assumiu o mandato de senador no lugar de Raimundo Colombo.

Sua trajetória vitoriosa e seu trabalho pelo Estado serão sempre lembrados.

Em nome do BRDE, externamos nossos sentimentos de pesar e desejos de conforto aos familiares e amigos.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) deve suspender por seis meses o pagamento de empréstimos para micro e pequenos empreendedores da região Sul do Brasil, cujos negócios foram fortemente impactados pela pandemia. A medida aprovada deve beneficiar aproximadamente 700 contratos, que totalizam cerca de R$ 1 bilhão.

O Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey, explica que o congelamento temporário da dívida, conhecido como standstill, já havia sido adotado pelo BRDE no ano passado, beneficiando empresários do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A medida está sendo reeditada agora, tendo em vista o prolongamento da pandemia, com a possibilidade de prorrogação do prazo total de financiamento em até 18 meses para os contratos que utilizam a TLP como fator de atualização. “No formato anterior, o empresário deixava de pagar a dívida durante meio ano. Mas como o prazo do financiamento não mudou, houve um aumento no valor das parcelas. Desta vez é diferente, havendo a possibilidade de alongamento da dívida para não afetar o fluxo mensal de caixa das empresas”, complementa Fey.

Em linha com o movimento feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fonte original dos recursos, a novidade garante fôlego adicional também a alguns dos segmentos mais impactados pela pandemia, independentemente do porte. “É um auxilio significativo para empresas de setores como turismo, eventos e hotelaria, que tiveram as atividades fortemente impactadas no último ano” destaca o Diretor Financeiro Marcelo Haendchen Dutra. Segundo ele, as condições originais dos contratos devem ser mantidas na renegociação, inclusive o spread.

Não estão incluídos neste pacote os empréstimos do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC) ou que contam com algum fundo garantidor ou subvenção econômica; aqueles tomados para negócios envolvendo comércio exterior; contratados pela administração pública; e dívidas agrícolas.

“O BRDE está estruturando a operacionalização conforme regulamentação do BNDES, que disponibilizou os recursos repassados. Os clientes que tiverem necessidade desta repactuação – e estiverem enquadrados – podem procurar as agências já a partir desta semana”, explica a superintendente de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Ana Cláudia Silveira Camargo.

A diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, explica que, além do standstill com recursos do BNDES, o BRDE vai estender as condições para operações que utilizam recursos próprios. Ela reforça que as medidas integram uma série de ações tomadas desde março do ano passado para ajudar os clientes a enfrentar os impactos da pandemia. “É mais uma demonstração de que o BRDE é um parceiro do empreendedor do Sul. Esperamos que esse conjunto auxilie os empresários a passarem com mais tranquilidade pela crise. E que possamos voltar à normalidade o mais rapidamente possível”.

Segmentos beneficiados pelo standstill BNDES/BRDE:

1 – Atividades artísticas, criativas e de espetáculos

Atividades artísticas, criativas e de espetáculos

Atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental

Atividades esportivas e de recreação e lazer

Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão; gravação de som e edição de música

2 – Transporte aéreo e auxiliares

Transporte aéreo

Atividades auxiliares dos transportes aéreos

3 – Serviços de alojamento

Alojamento

4 – Outras atividades administrativas e serviços complementares

Seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra

Agências de viagens, operadores turísticos e serviços de reservas

Serviços para edifícios e atividades paisagísticas

Serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços prestados principalmente às empresas

5 – Transporte interestadual e intermunicipal de passageiros

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, interestadual e internacional

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, e outros transportes rodoviários não especificados anteriormente

6 – Serviços de alimentação

Alimentação

7 – Transporte público urbano

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal e em região metropolitana

8 – Transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros

Transporte metroferroviário de passageiros

Trens turísticos, teleféricos e similares

9 – Tecidos, artigos de armarinho, vestuário e calçados

Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios

Comércio varejista de calçados e artigos de viagem

Comércio varejista especializado de tecidos e artigos de cama, mesa e banho

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) foi reconhecido como espaço seguro para funcionários, terceirizados, fornecedores e clientes, durante a pandemia do COVID-19. O selo, que assegura as boas práticas sanitárias, é concedido por uma startup paranaense que atende órgãos governamentais e grandes empresas do país e usa como referência recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), alinhadas às exigências e normativas municipais e estaduais.

Criada pela equipe da Local Confiável a ferramenta monitora diversos indicadores sanitários. Todas as informações podem ser acessadas através da leitura de um QR Code, que leva o visitante a um ambiente digital onde estão consolidados os protocolos de segurança do banco.

“Caso entenda que alguma norma não esteja sendo cumprida, é possível ao usuário monitorar e denunciar a irregularidade. O registro será enviado diretamente à certificadora, que verificará se a denúncia procede ou não, por meio da solicitação de evidencias de cumprimento pelo BRDE para o quesito apontado”, explica o Gerente Administrativo da AGFLO Arlinton João Calza. Segundo ele, a ferramenta está disponível para todo o público interno e visitantes da DIGER, AGPOA, AGFLO e AGCUR.

Desde o início da pandemia o banco adotou o trabalho remoto e o rodízio de equipes para reduzir o risco de contaminação. Além disso, passou a exigir a medição de temperatura e uso de máscaras para empregados, terceirizados ou visitantes que acessam as estruturas do BRDE. Também disponibilizou material educativo e álcool em gel, restringiu o número de passageiros permitidos por viagem nos elevadores e reforçou o trabalho de higienização e limpeza dos ambientes.

Agora com a orientação da startup paranaense e o monitoramento de locais sensíveis, pequenos ajustes foram feitos: louças e utensílios de cozinha foram recolhidos e substituídos por copos descartáveis, e tapetes sanitizantes foram colocados na entrada dos edifícios.

Segundo o GERAD o conjunto de medidas é mais um de uma série de investimentos feitos pelo BRDE para garantir a segurança da equipe, e permitir que – quando possível – os colaboradores voltem ao trabalho com segurança.

Durante a Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI), realizada nesta sexta-feira (23) de forma virtual, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) esteve representado pelo diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey, e o Gerente de Operações, Júlio Oliveira. Na oportunidade, foi feita uma explanação aos prefeitos sobre a estrutura, resultados do banco e as possibilidades de parcerias para o desenvolvimento dos municípios.

Fey destacou em sua fala a missão do BRDE em promover e liderar ações de fomento ao desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação. “Nosso compromisso é apoiar as iniciativas que necessitem de crédito para saírem do papel e gerarem valor e crescimento às cidades. Os gestores municipais possuem no BRDE um parceiro para contribuir com os projetos”.

Durante a reunião, os prefeitos receberam informações detalhadas sobre os produtos financeiros e parcerias para investimentos no setor público, além de opções de financiamento, taxas de juros e prazos de pagamento. Entre as áreas que o BRDE apoia no setor público estão projetos de Mobilidade Urbana e Rural, Saúde, Educação, Saneamento e Energia renovável.

“Muito importante essa porta aberta, porque assim a gente evolui e torna mais rápido a realização dos projetos e sonhos de cada município”, destacou a presidente da AMAVI e prefeita de Trombudo Central, Geovana Gessner.

A participação do BRDE na reunião dos prefeitos foi proposta pelo Deputado Estadual, Jerry Comper.  Além deste encontro virtual, está prevista em breve uma visita presencial da diretoria do banco aos municípios da região do Alto Vale do Itajaí.

O banco foi um dos fundadores do Movimento Nacional ODS em Santa Catarina.

 

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) é uma das organizações que contribui com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Em março, o BRDE recebeu o selo como signatário do Movimento Nacional ODS em Santa Catarina, para o ano de 2021. Essa certificação renova o compromisso permanente do banco com o desenvolvimento sustentável.

Os ODS compõem um plano de ações para as pessoas, o planeta e prosperidade, busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. São objetivos integrados e indivisíveis, que equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e ambiental.

O BRDE possui em suas operações de crédito elevada aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Conforme Relatório Administrativo e Sócio Ambiental do Banco, publicado no mês de março, mais de 80% das operações financiadas pelo BRDE seguem no mínimo um dos ODS.

A participação do banco em Santa Catarina iniciou em 2006, quando integrava a rede antes mesmo dela se tornar o Movimento ODS SC. Na época, o grupo chamado de Diálogos pela Responsabilidade Social, era formado por 15 instituições. Em junho de 2009, essas 15 organizações adotaram os ODM como bandeira, e assim, surgiu o Movimento Nacional Cidadania e Solidariedade – Nós Podemos SC. Com o surgimento dos ODS em 2016, o nome mudou para Movimento Nacional ODS Santa Catarina.

O Selo ODS 2021 comprova o engajamento da instituição com questões que promovem a melhoria da sociedade em todo o estado catarinense.

A diretora-presidente do Banco regional de Desenvolvimento do extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, participou de evento que debateu, nesta segunda-feira (5/4), os principais desafios do setor financeiro nacional em apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPME´s) na retomada da economia diante da crise da Covid-19. Organizada pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a webinar reuniu representantes das importantes instituições de fomento do país.

No painel que discutiu a atuação do Sistema Nacional de Fomento em apoio às MPME´s, Leany Lemos destacou que os bancos subnacionais, como o BRDE,  tiveram condições de dar uma resposta mais rápida diante da crise justamente por reunirem maior conhecimento das realidades regional e setorial. “Ampliamos nossa oferta de crédito com recursos próprios, além dos demais fundings, além de avançar no uso da tecnologia, o que garantiu maior acesso e agilidade na análise. Um processo mais simples, aumentando nossa capacidade de atuar, o que ajudou a proteger muitos empregos”, acrescentou.

Leany Lemos observou ainda, que diferente dos bancos comerciais que reagem de maneira mais conservadora diante da percepção de risco durante uma crise, as instituições de fomento conseguiram uma melhor resposta por atuarem com fundos de longo prazo. Diante da exigência de uma maior flexibilidade por conta dos impactos da pandemia, a presidente destacou que o BRDE fechou 2020 com crescimento de 45% no volume de financiamentos para as MPME´s na comparação com o ano anterior.

Atuando em parceria com cooperativas de microcrédito, o banco ampliou em 230% o número de contratos para o segmento no mesmo período, o “ajudou aqueles que mais sofrem com a crise”. Ela mencionou os programas em favor dos determinados segmentos, como do turismo, da economia criativa e de sustentabilidade, citando o BRDE Empreendedoras do Sul, lançado há duas semanas para apoiar empresas lideradas por mulheres e produtoras rurais nos três estados de atuação do banco.

Na primeira parte da webinar houve a apresentação da Monografia BID, em co-autoria com a ABDE, que abordou o apoio às MPMEs na crise da Covid-19. O painel com a participação da presidente do BRDE foi coordenado pelo representante do BID no Brasil, Morgan Doyle. O debate teve também as presenças do presidente da ABDE e do Bando de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sérgio Gusmão; do diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky; do presidente da Desenvolve SP, Nelson de Souza; e do presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose. O evento pode ser conferido no canal de Youtube da Associação: https://www.youtube.com/watch?v=RBe8_I2YcXM

Empresas lideradas por mulheres e produtoras rurais podem acessar a financiamento para capital de giro e investimento

Com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando, gerar novas oportunidades e assim reduzir as desigualdades, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está disponibilizando, a partir desta quinta-feira (25/3), um programa de crédito voltado exclusivamente ao empreendedorismo feminino. Com possibilidade de financiamento para investimentos fixos e capital de giro, incluindo micro e pequenas empresas, o programa BRDE Empreendedoras do Sul vai atender clientes interessadas nos três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Além de recursos próprios, o BRDE vai se valer de outros fundigns nacionais e de captação de recursos em organismos internacionais para atender a demanda. O programa é direcionado para empresas de diferentes portes que tenham ao menos 50% do seu capital social de sócias mulheres. A oferta de crédito para capital de giro é reservada apenas para pessoas jurídicas e com receita operacional bruta de até o máximo de R$ 90 milhões no ano anterior ao pedido.

Produtoras rurais poderão acessar as linhas repassadas pelo BRDE através do Plano Safra. Já as microempreendedoras individuais e pessoas físicas poderão ter o apoio através de parcerias do banco com outras instituições que atuam com programas de microcrédito, como as cooperativas.

“O programa Empreendedoras do Sul significa um grande esforço da instituição que vai além do seu papel de agente do desenvolvimento do Sul do país. Fomentar o empreendedorismo das mulheres representa um passo importante em termos de inserção social”, definiu a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Ao realizar o anúncio do programa durante as atividades da Semana da Mulher, Leany Lemos já antecipava que a oferta exclusiva de crédito teria condições atrativas e por meio de uma análise simplificada dos pedidos de financiamento. “É para que as mulheres tenham do BRDE o efetivo apoio para suas empresas”, destacou ela.

Através do programa, o BRDE está se comprometendo também a reduzir as tarifas de análise e fiscalização dos contratos, assim como do percentual de comissão interna. Com isso, o custo final do financiamento ficará, em média, entre taxa Selic mais 4,5% ao ano nos casos de crédito para capital de giro e de Selic mais 4%, quando destinando a investimento fixo.

O que é possível financiar

Destinado a auxiliar as empresas lideradas por mulheres reorganizarem suas finanças e comprar matéria-prima, por exemplo, o crédito para capital de giro está limitado a 20% do faturamento bruto registrado no ano anterior ao pedido. Já para investimento fixo, não há limite fixado no programa. O valor máximo de apoio será definido a partir do projeto e da capacidade de pagamento calculada pelo banco, permitindo a empresa investimentos de longo prazo, buscando a expansão, modernização e inovação da sua atividade, incluindo a produção e o consumo sustentável. Será possível financiar obras de construção ou reforma, compra de equipamentos nacionais ou do exterior, adaptações de tecnologia e para capital de giro associado ao projeto.

Como acessar

Para solicitar o financiamento, as empresas devem acessar o site www.brde.com.br, no ambiente do Internet Banking (IB) – https://ib.brde.com.br/Usuario/Login. Todos as operações serão através da plataforma digital e a documentação deverá ser inserida (upload) também através do site. O app do BRDE também traz as informações sobre o programa.

 

 

Novo acordo permitirá prestar apoio às PMEs afetadas pela Covid-19 nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O empréstimo enquadra-se na resposta da Equipe Europa à Covid-19

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram, nesta segunda-feira (22/3), a disponibilização de financiamento dirigido especificamente às pequenas e médias empresas (PMEs) nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no Brasil, afetadas pela pandemia da Covid-19.

O novo acordo vem alterar um contrato assinado em 2018, no sentido de permitir maior flexibilidade às duas instituições e de ampliar os critérios de elegibilidade do atual empréstimo-quadro BRDE CLIMATE ACTION FL, no montante de 80 milhões de EUR, com o objetivo de apoiar e acelerar a concessão de empréstimos a empresas do setor privado, confrontadas com a crise da Covid-19 na América Latina, especialmente no Brasil.

Esta flexibilidade permitirá acelerar o acesso das PMEs e, em particular, das microempresas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a financiamento no montante de 15 milhões de EUR. Algo próximo de R$ 100 milhões pela cotação do dia, essa liberação inicial será destinada para capital de giro de MPEs, além da possibilidade de crédito para investimento. Trata-se da primeira ação do BEI no Brasil desde o início de 2021.

O BEI e o BRDE estabeleceram uma parceria para apoiar diversos projetos de ação climática no Brasil, incluindo nos domínios da energia solar fotovoltaica, das pequenas centrais hidroelétricas e de outras fontes de energia renováveis. No contexto da Covid-19, a parceria foi adaptada para ajudar a dar resposta às necessidades específicas das PME nesta nova situação difícil, ao permitir maior rapidez no desembolso dos empréstimos às empresas.

No âmbito do empréstimo-quadro BRDE CLIMATE ACTION FL, até 30 milhões de EUR serão destinados ao financiamento de projetos urbanos, apoiados pelo FELICITY. O FELICITY é um mecanismo de preparação de projetos financiado pela Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI), promovida pela Alemanha, e implementado em cooperação com a GIZ. O FELICITY presta assistência aos promotores de projetos em áreas urbanas na elaboração de estudos de viabilidade e outras medidas de preparação e capacitação para apresentar ao BRDE.

Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI responsável pela América Latina, afirmou: “Promover o empreendedorismo é fundamental para o crescimento sustentável, especialmente nestes tempos difíceis. Congratulamo-nos por anunciar este acordo de alteração celebrado com o BRDE para disponibilizar apoio financeiro adicional às pequenas empresas afetadas pela COVID-19 no Brasil. Este financiamento no âmbito da Covid-19 visa acelerar a absorção e afetação de fundos destinados às empresas brasileiras pelo BRDE. Em colaboração com a Equipe Europa, o acordo realça as nossas prioridades na América Latina, ajudando a promover o desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo, ao fomentar o investimento produtivo”.

Vice-presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix 

O embaixador da União Europeia no Brasil, embaixador Ignacio Ybáñez Rubio, igualmente salientou a importância em apoiar as empresas do setor privado, especialmente as PMEs como principais motores da criação de empregos. “Trata-se de um dos principais objetivos da UE e dos seus Estados-Membros. É também uma parte importante da sua agenda de cooperação com os países parceiros. No atual contexto pandêmico, é ainda mais importante alinhar esforços para garantir uma recuperação sustentável dos negócios e reduzir ao máximo as consequências socioeconômicas negativas implícitas derivadas de uma desaceleração da atividade econômica. Temos o orgulho de confirmar que apoiamos a criação deste mecanismo desde o início, uma vez que esta ação faz parte do mandato de empréstimo externo do BEI, que inclui uma garantia da UE. Aplaudimos a conclusão deste acordo que, além do objetivo do contrato original de dar prioridade à ação climática, que está em linha com a abordagem atual do Acordo Verde da UE, também traz a possibilidade de usar até 15 milhões de euros do empréstimo aprovado para prestar apoio às PMEs impactadas pelo Covid-19 nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.”

Embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez Rubio

Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, o acordo com o BEI é resultado de um grande esforço das duas instituições e chega num momento crucial para os micro e pequenos empresários. “O estágio atual da pandemia acabou acentuando as dificuldades que muitas atividades já vêm enfrentando há um ano. Auxiliar nessa travessia significa a sobrevivência de muitas empresas de pequeno porte, mas acima de tudo representa manutenção de empregos e renda, uma melhor perspectiva na hora da retomada”, salientou ela.

Presidente do BRDE, Leany Lemos

O diretor de Planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, conduziu o encontro on line e fez um breve histórico das tratativas que levaram à parceria com o BEI.  Representante da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência alemã de cooperação internacional, Johannes Kissel, também se pronunciou, como responsável pelos programas de energias renováveis e eficiência energética apoiados no Brasil.