BRDE

O Banco já apoiou cinco projetos do Hospital de Clínicas desde 2016

 

Próteses para melhoria na qualidade de vida de pessoas idosas, atenção e assistência a recém-nascidos, pesquisas voltadas às células-tronco, ao diagnóstico de câncer e para tratamento de doenças. Essas são algumas das frentes de atuação para as quais o Hospital de Clínicas, o maior prestador de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná, recorreu aos apoios do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Por meio dos Amigos do HC, uma organização sem fins lucrativos e que tem o propósito de realizar ações para melhorar a qualidade de vida dos pacientes do hospital, seus familiares e acompanhantes de tratamento, o Banco apoiou, desde 2016, cinco projetos do HC. “É de extrema importância para a instituição contar com o apoio de parceiros como o BRDE. A contribuição de forma constante em nossos projetos, permite que sigamos investindo em Pesquisa Oncológica, atendimento pediátrico e ao paciente idoso no HC, que é um hospital 100% SUS”, destacou o presidente dos Amigos do HC, Pedro de Paula Filho.

Para o banco, que está sempre apoiando projetos por meio dos incentivos fiscais, fazer parte da história de um hospital tão importante para a população paranaense tem um significado especial. “O Hospital de Clínicas é referência em todo o Paraná. Por isso, temos muito orgulho em investir em projetos e propostas de inovação que trarão diversos benefícios para a sociedade”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Equipe do Hospital de Clínica e do BRDE quando da entrega do projeto “Atenção e assistência ao recém-nascido na Maternidade do Complexo Hospital de Clínicas” Foto: Divulgação

Conheça os projetos

1. Atenção e assistência ao recém-nascido na Maternidade do Complexo Hospital de Clínicas

O projeto tem o objetivo de qualificar o atendimento através da atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, assegurar à criança o direito ao nascimento seguro, por meio da renovação de equipamentos e mobiliários, a fim de oferecer serviços de qualidade reduzindo a probabilidade de ocorrência de danos à saúde do recém-nascido, além de impactar diretamente na morbidade e mortalidade, especialmente em bebê prematuro.

São aproximadamente 280 recém-nascidos por mês na maternidade do hospital. O auxílio do BRDE vem para auxiliar na renovação de equipamentos, permitindo a melhoria na qualidade do atendimento do paciente recém-nascido no HC.

2. A Prótese de Estenose Aórtica e a qualidade de vida da pessoa idosa

Este projeto de 2016 teve como objetivo oferecer alternativa terapêutica para pacientes idosos portadores de estenose aórtica degenerativa grave sintomática, considerados de alto risco ou inaceitável para a cirurgia de troca valvar, de forma a lhes propiciar uma qualidade de vida adequada, permitindo que permaneçam ativos e independentes. Participaram do projeto 11 pacientes idosos, acima dos 60 anos de idade.

Como o procedimento não é coberto pelo SUS, graças ao projeto, com o incentivo do BRDE, foi possível realizar o sonho de 11 idosos, permitindo o alívio dos sintomas e aumento da sobrevida desses pacientes.

3. Caracterização dos Anticorpos Anti-HLA em Pacientes com Doenças Hemato-Oncológicas

Também de 2016, o projeto de pesquisa tinha como objetivo detectar a presença de anticorpos contra moléculas HLA alogênicas no soro de receptores de células tronco hematopoiéticas. O benefício vindo do banco auxiliou na identificação mais abrangente de anticorpos utilizando estratégias fundamentadas na análise epitôpica.

4. Endoscopia Biliopancreática e Citogenética Molecular no Diagnóstico de Câncer de Pâncreas e trato biliar

O projeto visa avaliar o impacto do emprego de técnicas endoscópicas avançadas e da utilização de citogenética por técnica de Fluorescência por hidridização in situ (FISH) no diagnóstico de tumores biliopancreáticos.  A ideia é replicar essa modalidade diagnóstica para outros centros especializados do Brasil, traduzindo em melhoria dos recursos técnicos e humanos para o diagnóstico de pacientes com tumores biliopancreáticos no âmbito do SUS.

Segundo o HC, o auxílio do BRDE permite desenvolver os profissionais pesquisadores, colocando em prática estudos e pesquisas que qualifiquem os serviços prestados pelo SUS no Paraná e no Brasil.

 5. Uso de células-tronco mesenquimais para tratamento da doença do enxerto contra hospedeiro refratária

O projeto visa avaliar a segurança e eficácia do uso de células-tronco mesenquimais obtidas de doadores aparentados ou não aparentados HLA compatíveis ou haploidênticos, para tratamento de doença do enxerto contra hospedeiro aguda e crônica refratárias a corticóide e inibidor de calcineurina.

Esta doença tem consequências debilitantes com impacto na qualidade de vida dos pacientes, comprometimento funcional, necessidade de imunossupressão prolongada, levando a infecções graves recorrentes e diminuição da sobrevida. A utilização das células-tronco adultas como uma alternativa de tratamento tem sido amplamente estudada, pois estas células oferecem suporte para o crescimento e diferenciação de células progenitoras hematopoéticas no microambiente da medula óssea.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no próprio site. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Técnicos e diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) celebraram neste domingo o bom desempenho do vôlei feminino do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em um jogo emocionante a seleção brasileira perdeu o jogo final para as norte-americanas por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/14.

Uma das atletas da seleção, a atacante Rosamaria Montibeller, foi revelada pela Associação de Pais e Amigos do Voleibol Neotrentino, que acessou recursos do BRDE via Fundo de Incentivo ao Esporte. O projeto de Nova Trento foi criado em 1999 e, além do esporte, tem caráter social. A iniciativa recebeu aproximadamente R$ 93 mil do BRDE, ao longo de dois anos.

“Exemplos como este confirmam como os recursos das Leis de Incentivo são bem aplicados, com um retorno enorme para todo Estado”, comentou o Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

Segundo ele, além da escolinha de Nova Trento, os recursos destinados pelo banco apoiaram ao longo dos últimos anos, outros projetos relacionados com modalidades olímpicas: o vôlei da Apan (Blumenau) e da Associação Brusquense de Esporte e Lazer (Brusque); o remo da escolinha do Clube Náutico Martinelli (Florianópolis); a ginástica da Agis (São José); o futsal da Adaf (Saudades); o judô do IEE (Florianópolis) e o tênis do Instituto Guga Kuerten (Florianópolis).

 

HISTÓRICO DE APOIO

Além da Lei de Incentivo ao Esporte, o banco disponibiliza recursos para outras Leis de Incentivo, como o Fundo do Idoso, Fundo da Infância e Adolescência, e Lei de Incentivo à Cultura.

“No acumulado dos últimos seis anos o BRDE destinou R$ 7,9 milhões para 193 projetos culturais, sociais ou esportivos de Santa Catarina. E o cálculo é de que esse recurso impactou mais de 150 mil pessoas diretamente”, comenta o Diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey.

Neste ano, o recebimento de projetos começou no dia 17 de junho e segue até 30 de setembro. Para se habilitar, entidades assistenciais, produtores culturais e ONG´s precisam primeiramente fazer o cadastro e aprovar o projeto para captação. Estando apto, o produtor deve inscrever o projeto no Portal de Incentivos do BRDE até o fim de setembro. Em outubro inicia a fase de seleção, que envolve o corpo técnico do banco. Os indicados terão os recursos disponibilizados até o dia 28 de dezembro deste ano. Os nomes dos projetos e os valores envolvidos serão publicados no site do BRDE, como nos anos anteriores, de forma a garantir transparência ao processo.

 

Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apresenta uma classificação de risco de crédito, em escala local e longo prazo, de nota AA (Bra). O grau significa o BRDE estar no mesmo patamar de outras instituições públicas como Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal. A avaliação acaba de ser emitida pela Fitch Ratings, uma das agências de rating entre as mais conceituadas do mercado financeiro internacional.

No relatório, a Fitch mencionou que o “banco possui um modelo de negócios estável” e destacou as medidas emergências de socorro à economia adotadas durante a pandemia de Covid-19. De maneira específica, a agência salientou o papel do programa BRDE Recupera Sul na retomada da atividade econômica da região Sul do país, “com o objetivo de dar suporte a empresas (principalmente micro e PMEs) e microempreendedores individuais (MEI) afetados direta ou indiretamente pela pandemia de coronavírus”.

O documento identifica, também, o papel do BRDE em termos de apoiar o desenvolvimento nos estados onde atua na concessão de financiamento, em maior escala, para empresas privadas e cooperativas.

“A avaliação demonstra que o BRDE vem cumprindo com seu papel estratégico em  auxiliar diferentes segmentos durante a pandemia e apostar fortemente numa retomada pós-crise. Essa estabilidade em termos de risco em momento de tamanhos desafios, por sua vez, mostra que a instituição tem parâmetros muito sólidos em termos de gestão”, salientou a diretora-presidente, Leany Lemos.

No relatório divulgado na última segunda-feira (2/08), a Fitch descreve que, em 2020, os indicadores de qualidade dos ativos do banco estavam estáveis e “ainda se comparavam favoravelmente com os de pares brasileiros com o mesmo perfil de desempenho” (os créditos na faixa ‘D–H’ da escala do Banco Central corresponderam a 3,9%, contra 3,8% em 2019 e 4,5% em 2018).

Em escala internacional, de longo prazo, a classificação de risco em moeda estrangeria que a Fitch atribuiu ao BRDE é de BB-. A classificação em escala global decorre da própria classificação de risco do Brasil em escala global (mesmo rating ao soberano). Ainda no mês de julho, o BRDE recebeu avaliação positiva de outra agência de rating reconhecida.  Conforme a Moody´s Local, que presta serviços a diferentes instituições financeiras do país, o banco mereceu classifica de longo prazo, escala nacional, em A.br, com perspectiva estável.

Entre os pontos positivos, o relatório da Moody´s apontou que o BRDE fechou o último exercício (dezembro de 2020) com um índice de atrasos nos pagamentos (inadimplência) sobre a carteira de crédito de apenas 0,4%.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) foi uma das instituições participantes do evento virtual realizado nesta quarta-feira (4), a convite da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC). O evento teve o objetivo de divulgar o SC Mais Renda Empresarial – programa voltado a auxiliar micro e pequenos empreendedores no enfrentamento dos prejuízos econômicos e sociais provocados pela Covid-19. O seminário reuniu profissionais de contabilidade do Estado para dar orientação sobre o funcionamento do programa.

Na oportunidade representaram o banco, o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, o diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey, e o superintendente da Agência em Florianópolis, Marcone Souza Melo. “Construído por várias mãos, o projeto vem atender a necessidade de Santa Catarina. Um desafio para o BRDE e o órgãos participantes e que contará com a parceria dos profissionais de contabilidade que tem função importante para ajudar o empresário na solicitação correta destes recursos”, ressaltou Fey.

Para os empreendedores que buscarem o crédito junto ao BRDE, no site do banco há uma lista das cooperativas conveniadas. “As garantias serão negociadas diretamente com as instituições onde o financiamento será solicitado. No BRDE, além dos recursos próprios, serão utilizadas linhas do Fungetur e do BNDES”, explica o diretor Marcelo.

O seminário contou com apoio da Federação dos Contabilistas do Estado de Santa Catarina (Fecotesc) e Núcleo de Contadores de São José (Nucont São José-SC).

Consultora econômica foi a convidada da segunda edição do BRDE Cenários

Além de reafirmar a importância de uma trajetória saudável em termos de déficit das contas públicas e de controle da dívida, a crise provocada pela pandemia de Covid-19 “forçou o país a refletir sobre suas fraquezas e isso, somado a uma sociedade mais inquieta, faz mover uma agenda de reformas”. A expectativa foi manifestada pela consultora econômica Zeina Latif, nesta quarta-feira (4/08), durante sua participação no BRDE Cenários. “Bastou a economia do Brasil recuperar o nível de pré-pandemia, e não falamos de pré-crise de 2015, para que surgissem os gargalos que limitam o nosso crescimento”, alertou ela durante a segunda edição do clico de palestras promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Na sua análise das lições que pandemia trouxe, Zeina Latif apontou como principal pecado a ausência de uma coordenação nacional mais efetiva. “É essencial termos maior eficiência nas políticas públicas. O Brasil gastou bastante, mais do que muitos países emergentes, mas não colheu frutos”, comparou, referindo-se ao elevado percentual de óbitos causados pela Covid-19.

A sobrecarga na área da saúde exigiu muitas medidas de socorro, mas na visão de Zeina Latif a falta de uma melhor calibragem pode estar na origem da inflação e dos juros altos que a economia se depara agora. “A questão fiscal é sempre um combustível para a inflação e ela, quanto mais alta, mais teimosa”, sentenciou a consultora econômica na sua mensagem, alertando para o fato da escalada do indicador no Brasil estar descolada do cenário de outras economias. Ela lembrou que ter disciplina no controle fiscal é importante justamente para, em casos de emergência, o país possa ter política anticíclicas.

Gargalos

Ao identificar como um “apagão de reformas” o que o país viveu entre o período do Mensalão até o ano de 2016, Zeina Latir afirmou que o crescimento da nossa economia tem baixo potencial por diferentes gargalos. Entre outros, ela cita os desafios em termos de melhor qualificação da mão de obra e os desafios de infraestrutura, estes impactados pela falta de maior segurança jurídica. “Nem só recurso e crédito resolve, precisamos de marcos legais. A atual crise de energia, por exemplo, não é apenas uma crise hídrica, mas sim de uma melhor regulamentação do setor”, expôs.

Palestrante abordou os limites ao crescimento da economia do país

Para Zeina Latif, a pandemia acelerou e antecipou muitos investimentos das empresas em inovação como resposta à crise, mas nem todas conseguiram avançar nessa fronteira tecnológica. “Mas nem todas as empresas se salvarão, por isso é importante que as políticas públicas sejam direcionadas em favor do capital organizacional, empresas que são consolidadas e que precisam de socorro e crédito”, apontou. Conforme a economista e colunista do jornal O Globo, os bancos públicos e de fomento têm um papel importante nessa engrenagem justamente para atender empresas que não terão condições de financiar, por exemplo, no mercado de capitais.

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a segunda edição do ciclo de debates, com a presença de Zeina Latif, cumpriu com o objetivo do evento. “Permite refletir sobre a conexão do Banco com ao desenvolvimento econômico e social da região Sul”, observou a presidente. A palestra foi transmitida ao vivo e segue disponível no canal de Youtube do Banco.

O diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey, participou nesta segunda-feira (02) do evento online “Nossa Economia em Debate: O Futuro dos Segmentos que Movem Santa Catarina”, transmitido ao vivo na plataforma do G1 e promovido pela NSC TV, afiliada da Rede Globo.

Na ocasião, o diretor destacou as ações do banco que tem contribuído para retomada da economia no Estado. Entre elas, o mais recente lançamento, o SC Mais Renda Empresarial – uma linha de crédito criada pelo Governo de Santa Catarina, com apoio do BRDE, para atender micro e pequenos empreendedores afetados pela pandemia de Covid-19, sendo possível solicitar crédito de até R$ 100 mil, tendo juros subsidiados pelo Estado.

“Além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, o banco vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados desde o primeiro mês da pandemia e até agora”, ressaltou.

Santa Catarina se manteve economicamente ativa durante a pandemia. Entre os meses de abril de 2020 e março de 2021, o PIB catarinense apresentou crescimento de 2,9%, segundo dados apresentados pelo Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais e divulgados pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), mantendo o estado entre as maiores economias do país.

O evento destacou este cenário positivo para o Estado. “Toda vez que se pensa em novos investimentos, se pensa em crédito. E essa é a missão do BRDE em contribuir e estar ao lado para ajudar no avanço de projetos que gerem renda e emprego, além de apoiar aqueles que mais precisam para retomada da economia catarinense”, finalizou Fey.

Além da participação dos convidados, a programação encerrou com uma palestra do jornalista e comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg sobre “O mundo pós pandemia: sinais de recuperação”.

Próxima rodada do ciclo de palestras acontece nesta quarta-feira, dia 4/08

Entre as mulheres mais influentes no mercado de ações do Brasil e com passagem em importantes instituições financeiras, a consultora econômica Zeina Latif é a convidada da próxima edição do BRDE Cenários. A palestra está marcada para a próxima quarta-feira (4/08), a partir das 14 horas, com transmissão aberta pelo canal do Youtube do Banco. 

Promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o ciclo de palestras tem por finalidade abordar temas sobre a conjunta econômica e fiscal do país, tendências de mercado e o papel das instituições de fomento. Zeina Latif tem doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e já atuou como economista-chefe da XP Investimentos.

Com passagem por várias instituições financeiras, como o Royal Bank of Scotland, ING, ABN Amro e HSBC, foi eleita pela Revista Forbes como uma das mulheres mais influentes do mercado financeiro no Brasil em 2006. Já em 2008, a Ordem dos Economistas do Brasil a destacou como a melhor economista-chefe. Ela é colunista do jornal O Globo.

O evento é aberto ao público e não exige prévia inscrição. Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a presença de Zeina Latif em uma atividade organizada pelo Banco reforça o debate em torno da participação das mulheres nos espaços de liderança das organizações. “Além do amplo conhecimento sobre os movimentos do mercado e as perspectivas para a economia do país, ela tem uma trajetória que serve de inspiração para que vez mais as mulheres ocupem cargos de influência nas organizações”, observa a presidente.

Aliando inclusão social e ensino de música, o projeto Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul (OJRS) tem apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2017. Criada em 2009, com foco na formação musical e voltada para o atendimento de crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, a Orquestra trabalha com estudantes entre os 10 aos 24 anos.

No curso ofertado pelo projeto gaúcho, os jovens aprendem tudo sobre os instrumentos que compõem uma orquestra sinfônica: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, percussão, trompa, trompete, trombone, tuba, flauta transversal, clarinete, oboé, fagote e piano. O projeto se organiza em grupos de iniciantes, intermediários e avançados.

A entidade mantenedora é a Associação Orquestra Jovem do RS, criada em 2010, e conforme sua presidente, Carla Zitto, o projeto tem o compromisso de transformar vidas através da música. “Acreditamos que oferecendo acesso a um bem cultural que se encontra fora do alcance da maior parte da população, seja pela falta de recursos financeiros ou mesmo pela falta de oportunidade, contribuímos para evolução do futuro da nossa comunidade, e de um mundo mais humano e solidário”, explica a presidente da Associação.

Entre 2017 e 2020, foram repassados para a OJRS em torno de R$ 195 mil. Esse valor foi investido em manutenção e aquisição de instrumentos, materiais pedagógicos, recursos humanos, bolsas-auxílio para alunos, equipes e equipamentos para realização dos concertos musicais. Atualmente, a OJRS atende 134 alunos, com entrada de 30 novos alunos agora em julho deste ano. Os jovens acima dos 14 anos são inseridos no programa Jovem Aprendiz na área da música, no curso de músico instrumentista. Nas oficinas diárias, os alunos frequentam aulas de musicalização, de instrumentos musicais e de prática de concerto. As aulas são individuais, por instrumento, naipes e grupos orquestrais.

Orquestra tem o apoio do Banco desde 2017

Música em tempos de pandemia

Em 2020, a OJRS, seguindo as orientações sanitárias para o enfrentamento da pandemia, teve que readequar as suas atividades presenciais para um modelo de ensino on-line. Conforme a presidente da Associação, o principal desafio foi em relação a essa adequação e como manter o vínculo com os alunos e seus níveis de motivação para o aprendizado da música. Também foi constatada a necessidade de uma maior atuação dos professores, resultando em aumento da carga horária e consequentemente a necessidade de mais investimentos. A manutenção e a aquisição de instrumentos também demandaram grande investimento. “Isso aconteceu porque cada aluno levou o instrumento para casa, não havendo compartilhamento como aconteceria em uma situação normal”, completa Carla Zitto.

Mesmo com as restrições, projeto manteve suas atividades na pandemia

Apesar dos desafios, o projeto manteve as aulas individuais através de interação on-line entre aluno e professor. Também foram realizadas apresentações e masterclasses no formato on-line e ao vivo, entre todos os professores e os alunos. Assim, houve manutenção contínua da troca de conhecimento musical e interatividade entre todos os integrantes da Orquestra.

Segundo Zitto, o apoio do BRDE, principalmente no ano passado, foi decisivo para garantir a qualidade dessa “transformação”. “Destaco que os valores do BRDE na sua missão institucional estão muito entrelaçados com os valores da Orquestra Jovem, principalmente neste período quando precisamos aprender e ser resilientes”, ressalta. A Orquestra fez, inclusive,  uma apresentação especial nas comemorações de aniversário dos 60 anos do BRDE, respeitando todos os protocolos sanitários.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

A diretoria da Associação Empresarial de Chapecó (ACIC) recebeu na última sexta-feira (23) a visita dos diretores representantes do BRDE em Santa Catarina. Marcelo Haendchen Dutra e Vladimir Arthur Fey foram recepcionados pelo presidente da ACIC, Nelson Akimoto. Participaram também da reunião o vice-presidente da entidade, Lenoir Broch, o diretor de relações com instituições de crédito Sérgio Perondi, o diretor executivo Fábio Magro e a secretária executiva Taísa Brassanini, além do Gerente do Escritório Regional do BRDE no Oeste do Estado, Paulo César Antoniollo.

“Foi uma visita de cortesia para aproximar ainda mais o BRDE da principal entidade empresarial do Oeste de Santa Catarina”, explica o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

Na conversa de quase duas horas, a diretoria da entidade agradeceu o apoio do BRDE a inúmeros eventos organizados pela ACIC; explicou as principais ações da entidade e pediu informações sobre linhas de crédito e o programa de Leis de Incentivo.

“Este tipo de contato é importante porque nos ajuda a entender os desafios do empresariado do Oeste, e aperfeiçoar a parceria que temos com a ACIC e outras entidades”, disse o diretor Financeiro Vladimir Arthur Fey.

Os diretores representantes de Santa Catarina, Marcelo Haendchen Dutra e Vladimir Arthur Fey, acompanharam nesta segunda-feira (26) o lançamento do SC Mais Renda Empresarial – programa concebido para auxiliar empresários que enfrentam dificuldades financeiras em função da pandemia de Covid-19. O evento realizado no Centro Administrativo do Governo do Estado reuniu secretários, deputados estaduais, prefeitos e outras autoridades.

“A linha de crédito criada pelo Governo de Santa Catarina pretende atender micro e pequenos empreendedores, que são a base da nossa pirâmide econômica, e com juros completamente subsidiados”, explica o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra. Segundo ele, o crédito vai ser viabilizado pelo BRDE e Badesc, com apoio de cooperativas de crédito conveniadas, de forma a chegar a todas regiões do Estado.

A linha poderá ser solicitada por micro e pequenas empresas com sede em Santa Catarina e faturamento bruto de até R$ 4,8 milhões por ano, que tenham a atividade principal ou secundária nos setores de turismo, bares, restaurantes, eventos, educação e transportes. É possível solicitar crédito de R$ 10 mil a R$ 100 mil, de acordo com análise realizada pela instituição de crédito. Além do pagamento das parcelas em dia para ter direito aos juros subsidiados, os micros e pequenos empreendedores beneficiados devem manter quadro de funcionários compatível, mantendo o quadro de funcionários pelo período da carência concedida.

“Esse é o segundo movimento consistente de crédito que realizamos em pouco mais de um ano, sempre com o objetivo de manter a atividade econômica e, principalmente, o emprego” destaca o diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey.

“O empresário que desejar acessar o programa deve procurar a nossa rede de parceiros. A relação completa dos conveniados e outros detalhes do programa, estão disponíveis no site do BRDE”, reforça o superintendente da Agência de Santa Catarina do BRDE, Marcone Souza Melo, que também acompanhou o evento.