BRDE

Convidado da 3ª edição do BRDE Cenários, consultor econômico avaliou impactos da pandemia na renda das famílias mais pobres

Mesmo com uma alta carga tributária e gastos sociais em bom volume, o Brasil não consegue enfrentar o problema histórico das desigualdades de renda das famílias. Uma das saídas apontadas pelo consultor econômico do Senado, Pedro Fernando Nery, é destinar maiores investimentos na infância, a exemplo de países que criaram um incentivo universal infantil. “Numa comparação global, o Brasil está ente os mais desiguais e o estado brasileiro acaba gastando muito com quem ganha mais e gasta pouco, com as famílias que ganham menos. Ou seja, uma estrutura de proteção social que não está bem calibrada”, apontou ele, durante participação na terceira edição do BRDE Cenários, nesta quarta-feira (22/9).

Uma das razões para o Brasil não superar a desigualdade, na visão de Pedro Nery, é o gasto público muito baixo na infância em comparação a outras nações. “Existe uma carência enorme por creches e pré-escola no país e precisamos de programas de transferência de renda para famílias com filhos, e não apenas para as mais pobres. Toda a criança teria o direito de receber um auxílio, salvo aquelas muito ricas”, insistiu.

O retorno para o investimento público na infância se reflete nas diferentes fases da vida adulta, sendo um cidadão adulto mais produtivo, gerando bens e serviços, acrescentou o consultor econômico. “Investir na infância e na primeira-infância, em particular, representa uma quebra estrutural da pobreza”, resumiu.

Conforme um estudo que apresentou na sua palestra, Pedro Nery demonstrou que o país convive com um contingente estimado em 17 milhões de crianças e jovens que estão fora das políticas de proteção social. “Existe esse fosso de cobertura para as crianças brasileiras que não se encontram entre aquelas tão miseráveis a ponto de estarem no Bolsa Família ou entre as mais ricas, que declaram Imposto de Renda e que acaba, pelo modelo de dedução, recebendo uma transferência em média de R$ 50 por mês”, descreveu.

Consultou avaliou impactos da crise entre os mais pobres

Com o tema “Desigualdade em V”, a palestra de Pedro Nery abordou os impactos da pandemia na renda das famílias e o quanto o programa Auxílio Emergencial conseguiu marcas históricas na redução da pobreza e da extrema pobreza no país. Ele demonstrou, no entanto, que a redução do valor de ajuda federal representa um retorno muito acentuado da situação anterior. “A crise atingiu as famílias de forma muito desigual. É uma verdadeira ´montanha russa´ na vida dos mais pobres”, lamentou. Pedro Nery lembrou que uma fatia da população que trabalhava no mercado informal hoje está vivendo uma situação de “desemprego oculto”, algo entre 10 a 12 milhões de pessoas.

Promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o ciclo de palestras tem por finalidade abordar temas sobre a conjuntura econômica e fiscal do país, tendências de mercado e o papel das instituições de fomento. Na abertura do evento, a diretora-presidente, Leany Lemos, destacou que o banco tem na sua missão um olhar atento para a questão social. “É importante debater como um banco de fomento deve se interessar no tema da desigualdade e mitigar esse problema do país”, frisou a presidente.

A palestra teve transmissão no canal de Youtube do banco e segue disponível para que não acompanhou ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=VAJ6MeViIzM

Pedro Fernando Nery é o convidado da próxima edição do ciclo de palestras promovido pelo banco

Depois de atenuar ao longo de 2020 os efeitos da pandemia de Covid-19 especialmente nas famílias mais pobres, o programa de socorro federal em uma escala menor pode fazer a desigualdade de renda retornar na mesma velocidade. Para debater o impacto de transferências como o Auxílio Emergencial e o risco de milhões de pessoas retornarem a viver na pobreza ou extrema pobreza, o BRDE Cenários terá, na edição desta quarta-feira (22/9), a participação do professor e consultor econômico do Senado Federal, Pedro Fernando Nery. A palestra iniciará às14 horas, com transmissão pelo canal de Youtube do banco.

“O impacto do Auxílio Emergencial em 2020 foi muito poderoso. A pobreza e a pobreza extrema caíram para o menor nível já registrado”, menciona Pedro Nery. Porém, alerta ele, com a redução do programa a desigualdade de renda deverá subir para um patamar maior do que antes e numa velocidade rápida. O tema da sua palestra será “Desigualdade em V”.

Colunista do jornal O Estado de São Paulo, o convidado do BRDE Cenários é Doutor, Mestre e Bacharel em Economia pela Universidade de Brasília. No Senado, atua como consultor na área de Economia do Trabalho, Renda e Previdência.

Promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o ciclo de palestras tem por finalidade abordar temas sobre a conjunta econômica e fiscal do país, tendências de mercado e o papel das instituições de fomento. “Somos uma instituição cuja missão é apoiar o desenvolvimento econômico e social, por isso o tema da desigualdade de renda das famílias merece essa reflexão”, comentou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. O evento é aberto ao público e não exige prévia inscrição.

O Banco

O BRDE completou 60 anos agora em no mês de junho, se consolidando entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões. O Banco fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Prazo para que as instituições encaminhem proposta ao banco termina no dia 30 deste mês

Restam poucos dias para que entidades interessadas em ter o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) por meio de leis de incentivo fiscal encaminhem seus projetos. O prazo para inscrição termina no próximo dia 30 deste mês e todo o processo de cadastramento deve ser realizado através do Portal de Incentivos. O formulário está disponível exclusivamente na forma digital.

O edital para seleção pública foi lançado em 17 de junho, durante as comemorações dos 60 anos de atuação do BRDE na região Sul do país. No ano passado, foram selecionados 106 projetos, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Os projetos selecionados terão os recursos disponibilizados até o dia 28 de dezembro deste ano.

A inciativa do banco constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Desde 2015, o BRDE já disponibilizou mais de R$ 23,7 milhões para instituições dos três Estados

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar projetos por meio dos seguintes mecanismos de renúncia fiscal:

Para outras informações:

Uma das mais tradicionais empresas de Joinville vai contar com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para ampliar a capacidade produtiva. O ato de assinatura que autoriza a operação para contratação de crédito no valor de R$ 45 milhões foi nesta sexta-feira (17), em Joinville e reuniu representantes da empresa, autoridades e diretoria do banco.

Os recursos foram solicitados pela empresa Krona Tubos e Conexões, especializada na fabricação de artefatos para a indústria da construção civil, com destaque para tubos e conexões em PVC. O financiamento será intermediado pelo BRDE, por meio de recursos vindos do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A operação vai permitir a ampliação da empresa com a construção de um galpão para expedição. A estrutura com aproximadamente 14 mil m² de área construída será erguida ao lado da matriz, em Joinville. O recurso vai servir também para aquisição de insumos, compra de matérias-primas e capital de giro.

O diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey, ressalta que o investimento faz parte de um pacote de recursos disponibilizados nos últimos dias para Joinville e região Norte do Estado. E permite “mais que a ampliação da estrutura da empresa, a melhoria de vida das pessoas ligadas direta ou indiretamente à Krona”. A importância do investimento é reforçada pelo diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra. “Ao disponibilizar estes recursos o BRDE cumpre sua missão de fomentar o desenvolvimento econômico e social, apoiando as iniciativas  que tem grande impacto econômico e social”.

O Governador Carlos Moisés, que acompanhou a entrega, diz que o crédito concedido à empresa de Joinville é um bom exemplo da importância estratégica do BRDE, que “cumpre o papel de apoiar empreendedores de todos os ramos e de todas as regiões do Estado”.

 

Histórico operações Krona e BRDE

A relação da Krona com o BRDE começou em 2009, quando as primeiras solicitações de financiamento foram realizadas. Nos últimos três anos, já foram disponibilizados quase R$ 74 milhões para investimentos – sendo esta última contratação a maior dos últimos 12 anos. A Krona está entre as três maiores empresas do país em seu segmento. Perto de completar 27 anos, a empresa possui mais de dois mil colaboradores, ocupando uma área total de 300 mil m² em três unidades fabris em Joinville/SC e outra em Marechal Deodoro/AL.

 

Meta estava fixada em projeto piloto para diversificação de funding do banco

Como parte da estratégia de diversificação de suas fontes de captação de recursos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou o valor global de R$ 30 milhões através da emissão de títulos no mercado de capitais. Uma terceira e última oferta de R$ 10 milhões em Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), conforme previa projeto piloto, acaba de ser fechada pela Agência de Florianópolis.

De acordo com o projeto piloto, os recursos serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região (BRDE Promove Sul) e serão aplicados no fundo rotativo estadual de respectiva agência que realizou a venda dos RDBs. Um primeiro lote havia sido ofertado ainda em fevereiro pela Agência de Curitiba e um segundo, em agosto, foi vendido pela Agência de Porto Alegre.

“A ida ao mercado através da emissão de RDBs faz parte de uma estratégia do BRDE definida no início de 2020, trazendo mais diversificação de funding, como planejamento importante para a independência do banco, além de oportunizar maior oferta de crédito para os potenciais projetos de desenvolvimento em Santa Catarina”, destacou o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Dutra.

O projeto de emissão de RDBs é conduzido pela equipe da Diretoria Financeira do banco e tem como público alvo clientes ou instituições parceiras do BRDE devidamente habilitados conforme regras da Comissão de Valores Mobiliários. “Esta entrega é resultado de um trabalho primoroso da equipe técnica do banco, demonstrando que o BRDE mantém sua solidez e capacidade de inovar de acordo com a necessidade do mercado. Essa estratégia de diversificação deve se ampliar nos próximos anos”, salientou o diretor Financeiro do BRDE, Vladimir Fey.

Toda a operação segue normas do Banco Central do Brasil. A emissão dos títulos tem valor unitário de R$ 1 mil e, por se tratar de uma primeira experiência da instituição com essa natureza, está direcionada a um único investidor interessado em cada agência. O banco já viveu uma primeira experiência no mercado de capitais, mas isso no início da década de 80.

´Abrindo Portas para o Futuro’ já recebeu do Banco, via Funcriança, em torno de R$ 84 mil

Em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apoia o projeto ‘Abrindo Portas para o Futuro’. Desenvolvido pelo Instituto Popular De Arte-Educação (IPDAE), o projeto tem como objetivo propor atividades que possibilitam ao participante redimensionar e ampliar seus horizontes de vida, e desenvolver seus potenciais. O banco apoia a iniciativa desde 2017, com recursos repassados através Fundo para a Infância e Adolescência (Funcriança) que já somam R$ 84 mil.

O IPDAE, localizado no bairro Lomba do Pinheiro em Porto Alegre (RS), é uma organização sem fins econômicos que trabalha com ações voltadas à promoção e à inclusão social de crianças e adolescentes em situação de elevada vulnerabilidade econômica e social. A instituição, fundada há 22 anos, acredita no acesso à leitura, à música, à arte e à cultura como instrumentos mediadores na formação do indivíduo.

“É uma alternativa de promoção da cidadania, da autoestima, de inserção social, cultural e profissional, na qual as crianças, os adolescentes e os jovens têm oportunidade de romper com as condições das quais são originários e delinear um projeto de vida que lhes permita desenvolver suas potencialidades, embasados em valores éticos e humanos”, explica Fátima Flores, presidente-diretora do IPDAE, sobre o objetivo da iniciativa ‘Abrindo Portas para o Futuro’.

De acordo com Fátima Flores, o projeto realiza o atendimento direto de 230 crianças, adolescentes e jovens e, aproximadamente, 3 mil atendimentos indiretos. Ainda, segundo a presidente, a instituição mantém o funcionamento, atualmente, da Biblioteca Leverdógil de Freitas, da Escola de Música, do Museu Comunitário da Lomba do Pinheiro e do Memorial da Família Remião.

Em tempos de pandemia, a música faz a diferença

 Segundo a diretora-presidente da IPDAE, em muitos casos, foram as aulas de música a principal atividade dos alunos do projeto ‘Abrindo Portas para o Futuro’, que em isolamento social, puderam seguir estudando um repertório e sendo orientados semanalmente pelos seus professores. “A depressão juvenil não chegou perto dos alunos do IPDAE, pois permaneceram vibrando em sintonia com seus instrumentos”, completa ela.

Projeto teve aluno seleciona pela Universidade Federal de Santa Maria

Fátima Flores conta com orgulho sobre um dos alunos do projeto, que foi aprovado no curso bacharelado em contrabaixo na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no primeiro semestre de 2021. “Resultado que demonstra a qualidade de ensino de música do IPDAE”, aponta. As ações do projeto passaram por um processo de transformações por causa da pandemia, segundo ela. “Tivemos que aprender a sair do clássico e conservador e tornarmos digital e moderno”, enfatiza.

“O apoio financeiro do BRDE possibilitou que as aulas de música acontecessem do formato virtual, garantindo que o processo de formação dos alunos de violino, viola, contrabaixo, violoncelo, piano, oboé e canto continuassem de forma ininterrupta”, conta Fátima sobre a suspensão de diversas parcerias com o poder público municipal, além da diminuição de recursos recebidos por parceiros locais e doações. Fátima enfatiza que o apoio financeiro do BRDE foi determinante para a continuidade do projeto e para que o IPDAE não fechasse as portas durante a pandemia. “Aplacou a possibilidade da interrupção da continuidade do processo de pedagógico de formação musical”, explica.

Paulo Fiori, ex-funcionário do BRDE e aposentado desde 2007, atuou no Banco por 39 anos, contou sobre a sua ligação com o projeto nos últimos 10 anos. “Passei a colaborar com o IPDAE, ajudando em todas as áreas, mas principalmente me encarregando da elaboração de projetos voltados à captação de recursos”, explica Fiori. “Tem sido muito significativo e extremamente importante o apoio que o BRDE vem nos dando, via Incentivos Fiscais do Funcriança”, ressalta.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Seleção Pública BRDE 2021 – Incentivos Fiscais. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

 

Circuito destinado ao público juvenil funciona há dez anos e conta com o apoio do BRDE

Além de oportunizar entretenimento, a cultura do audiovisual vem se intensificando como uma das ferramentas mais importantes no âmbito educacional, principalmente para o público juvenil.   Lançado há dez anos e atendendo a mais de 100 mil pessoas por temporada, o projeto Circuito de Cinema Infantil é um exemplo de iniciativa que busca fomentar a produção cinematográfica e democratizar o acesso das crianças de Santa Catarina à sétima arte.

Realizado pela Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo, coordenado pela Lume Produções Culturais e com apoio a lei de incentivo à cultura, o projeto contato com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2014. Neste período, o banco já repassou um total de R$ 100 mil, buscando promover a diversidade cultural e inclusão social desses jovens através do cinema brasileiro.

Circuito mobiliza cerca de 100 mil jovens a cada ano – Imagens captadas antes da pandemia de Covid-19

“O apoio do BRDE ao Circuito de Cinema Infantil é a garantia de fazer chegar para as crianças do interior do estado arte brasileira da melhor qualidade. Graças ao patrocínio de tantos anos pudemos garantir a milhares de crianças a alegria de assistir a um filme onde ela pode ver a cultura brasileira na tela”, destaca a diretora-geral do programa, Luiza da Luz Lins. A iniciativa tem como objetivo levar o cinema nacional para crianças, de 3 a 12 anos, em municípios catarinenses em que o acesso a estas atividades é restrito ou em alguns casos inexistente.

Para cada município participante é elaborado um DVD contendo 7 a 8 filmes de curtas metragens, vencedores da mostra de cinema infantil em Florianópolis, com recursos de audiodescrição e Libras para crianças que tenham deficiências auditivas ou visuais. As sessões são organizadas por gestores culturais de cada município e podem ser realizadas em locais como escolas, museus ou centros culturais.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Microsoft Word – ERRATA Incentivos Fiscais 2021 (brde.com.br). Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

A convite da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), técnicos do BRDE explicaram nesta quinta-feira (02) os procedimentos que devem ser adotados por Ongs, produtores culturais, associações esportivas e outras entidades da cidade, interessadas em receber aportes das Leis de Incentivo. Por videoconferência a Assessora de Comunicação da AGFLO, Deborah Sabatini e o Coordenador do CRESA, Eduardo Grijó, tiraram dúvidas, explicaram as singularidades de cada Lei, os tipos de projetos que o BRDE costuma apoiar – com base na política de responsabilidade socioambiental do banco – além de instruir os interessados sobre como navegar pelo site e cadastrar o projeto.

“Oportunidades como esta democratizam a informação e ajudam a esclarecer as entidades, evitando que os interessados fiquem pelo caminho por erro na inscrição”, explica Deborah.

O encontro virtual promovido pela Acic teve duração de aproximadamente uma hora e reuniu trinta e seis interessados.

“Temos um regramento claro e um processo muito rígido para inscrição e análise dos projetos. Inicialmente parece uma burocracia desnecessária. Mas com o tempo as entidades compreendem que é um cuidado necessário, que garante a lisura de todo processo”, complementa o Diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey.

Para se habilitar aos aportes das Leis de Incentivo os interessados precisam aprovar o projeto para captação na Lei de Incentivo à Cultura ou Lei do Audiovisual; Lei de Incentivo ao Esporte; Fundo da Infância e Adolescência; Fundo Nacional do Idoso; Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica ou Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência. Estando apto o próximo passo é inscrever o projeto em portais como o do BRDE. Esta etapa se encerra em 30 de setembro e é seguida pela análise técnica dos projetos e validação em diretoria.

Nos últimos seis anos o BRDE disponibilizou R$ 23,7 milhões para projetos sociais esportivos e culturais nos três estados de atuação. Santa Catarina recebeu R$ 7,9 milhões para 193 projetos, impactando diretamente mais de 150 mil pessoas.

Atuar no apoio a projetos estratégicos em termos de fortalecimento da economia da região Sul do país, mas com maior alinhamento possível às metas de ação global da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. É com essa premissa que o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu, no primeiro semestre deste ano, uma marca importante: 84,2% as operações diretas contratadas no período têm vinculação com ao menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de metas estabelecidas pelas Nações Unidas a serem alcançadas até o final da década.

Através de um projeto-piloto e pioneiro entre os bancos de fomento no Brasil, a análise envolveu um valor total de R$ 1,1 bilhão em financiamentos contratados nos três estados. Deste volume em crédito, mais de R$ 924 milhões tiveram aderência a um ou mais entre os 17 Objetivos.

É o caso de projetos de geração de energia solar destinados ao consumo de empresas e produtores rurais que, além do ODS 7 (Energia Limpa e Acessível) como enquadramento principal, estão presentes na agenda da gestão dos recursos naturais (ODS 12) e das metas climáticas (ODS 13). O mesmo contrato de financiamento, por vezes, ainda está presente o vínculo ao ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico) ao destinar crédito para micro e pequenas empresas.

“É um resultado bastante expressivo e reflete, em termos práticos, o compromisso do BRDE de estar alinhado à agenda da sustentabilidade, aliando crescimento econômico com um legado social e ambiental. Fazer na nossa cidade, na nossa região, significa impactar de maneira global”, destaca a diretora-presidente, Leany Lemos. O estudo confirma esse alinhamento mencionado pela presidente, ao mencionar que o impacto total das operações do banco no primeiro semestre alcança 112,1% do valor contratado, o que significa algo acima de R$ 1,2 bilhão

Segundo a presidente, nos últimos anos o banco incorporou a agenda da sustentabilidade ao próprio planejamento estratégico, processo esse que foi acelerado com a participação de instituições internacionais na formação do funding. “Na medida que o BRDE busca essas parcerias para ampliar sua capacidade de atender a demanda na região Sul, automaticamente reafirma seus compromissos com o desenvolvimento sustentável”, acrescentou ela.

Destaques 

Conforme aponta o estudo, os maiores impactos positivos estão nas contratações direcionados ao ODS 2 (segurança alimentar e agricultura sustentável), que isoladamente alcançou R$ 460 milhões em financiamento. Deste montante, 81% decorre de crédito para as cooperativas agroindustriais. Outros projetos importantes são de armazenamento de grãos, irrigação, agricultura de baixo carbono, agricultura familiar, entre outros.

Para o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian, o alto percentual de vinculação das operações do banco com as metas globais de sustentabilidade significa um diferencial para a região Sul. “O BRDE é um parceiro histórico do agronegócio e, através dos projetos que apoia, vem oportunizando ganhos de produtividade com respeito às questões ambientais. Ao mesmo tempo, o banco está sintonizado com as demandas por inovação na indústria, no apoio aos municípios nas questões de saneamento e na geração de energia com fontes limpas. É um legado importante para as novas gerações”, destaca o diretor.

Neste ranking de vinculação das operações o ODS 8 (crescimento e emprego decente) vem na sequência, com R$ 215 milhões aplicados na disponibilidade de crédito, direcionados em especial para micro e pequenas empresas (total de R$ 170 milhões, considerando a participação de parceiros operacionais do BRDE para atender a esse cliente). As contratações tiveram maior foco no crédito para capital de giro e atenuar os efeitos da pandemia de Covid-19 neste segmento. O mesmo ODS compreende a modernização tecnológica das empresas, que contou com R$ 34 milhões em projetos financiados.

Já o ODS 3 (saúde de qualidade) teve ótimo expressivo no primeiro semestre em decorrência de financiamento à construção de um importante hospital no Rio Grande do Sul que irá refletir na ampliação de leitos e melhoria das condições de atendimento à população em saúde pública. O alinhamento ao ODS 3 respondeu a contratos no valor total de R$160 milhões.

Cada vez mais ocupando escala na carteira do banco, os projetos de construção de centrais geradoras hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas na geração de energia limpa tiveram R$ 74 milhões em financiamento, com destaque para projetos em Santa Catarina e no Paraná. Também alinhados ao ODS 7(energias limpas e renováveis), a geração distribuída fotovoltaica, permitindo o autoconsumo e a compensação do excedente disponibilizado nas redes de distribuição, registrou R$ 11 milhões em contratos.

Demais vinculações: 

Resultado operacional 

Na última semana, o BRDE divulgou o balanço financeiro do primeiro semestre de 2021. Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas neste período, o banco registrou um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

 

 

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30), a Cooperativa Agroindustrial Cooperja inaugurou o novo parque industrial JM II, localizado no bairro Araçá, em Jacinto Machado, no Sul Catarinense. A obra de expansão abriga o mais moderno complexo industrial do Sul do Brasil, com uma área construída de 25 mil metros quadrados, capacidade de 10 mil fardos/dia de produção e com armazenagem total de 2 milhões de sacas. Um investimento de mais R$ 75 milhões, sendo quase a metade (R$ 35 milhões) financiados através do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

O diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey, destaca este momento histórico no dia em que a Cooperja completa 52 anos. “A entrega desta obra, em parceria com o banco, reforça a nossa visão de ser um parceiro estratégico imprescindível na promoção do desenvolvimento econômico e sustentável da região de atuação. Isso só é possível pelo trabalho qualificado de nossa equipe técnica e da relação de confiança que se construiu entre as duas instituições nesses últimos 20 anos”.

O presidente da Cooperja, Vanir Zanatta, destaca que o BRDE foi um parceiro essencial na realização deste sonho. “Com certeza, se não fosse o banco não teríamos condições de entregar esta obra tão importante”.

O novo parque industrial da Cooperja surgiu da necessidade de maior espaço para armazenagem, expansão de novos mercados, modernização e ajustes exigidos pelas Normas Regulamentadoras. Com tecnologia de ponta para seleção e beneficiamento de grãos de arroz, a nova unidade contará com 80 colaboradores diretos. A Cooperja é a maior cooperativa de arroz do Brasil. Com faturamento de R$ 1 bilhão ao ano, reúne atualmente quase 2 mil associados.

“O BRDE fomenta o agronegócio, permitindo a expansão dos negócios e a geração de emprego e renda no campo. Esta obra exemplo para o Brasil tem a marca do banco e isso nos orgulha muito”, destaca o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.