BRDE

Balanço revela aumento de 61.4% nos contratos em 2021 na comparação ao ano anterior e parcerias com novos fundos, nacionais e internacionais ajudaram reduzir impactos causados pela pandemia

Com R$ 4,1 bilhões em contratações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou seu recorde histórico em 2021. No ano em que completou 60 anos de existência, o demonstrativo financeiro da instituição aponta a realização de mais de sete mil operações, o que representa um aumento de 61,4% em comparação ao ano anterior. “Foi um ano muito significativo para o BRDE, porque atuamos fortemente na economia dos três estados, injetando recursos que garantiram não só o desenvolvimento de grandes empresas, mas também assegurando a permanência de milhares de empreendimentos que enfrentaram a crise junto com a pandemia”, comemorou o presidente Wilson Bley Lipski.

 

Se garantir a economia em pleno funcionamento é uma das premissas do banco, em 2021 a instituição lançou mão de recursos próprios para minimizar os impactos da pandemia sobre a atividade econômica, o que representa um total de 10,7% das contratações. Além de suprir o crédito emergencial no ano anterior (2020), no ano passado, o BRDE obteve recursos adicionais e intensificou suas operações com instituições financeiras para incrementar o microcrédito.

 

De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, em 2021 o BRDE manteve sua essência em promover o desenvolvimento em todas as áreas. “Prosseguimos com investimentos no agronegócio, na promoção de projetos sustentáveis e de inovação, no estímulo aos empreendimentos da mulher e do jovem e ainda mantivemos a taxa de inadimplência sob controle (atingindo 0,58% em dezembro) e aumentamos as receitas com a recuperação de créditos”, assegurou.

 

Resultado operacional

O BRDE fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 266,6 milhões, montante 33,8% superior na comparação ao ano anterior.  Trata-se do segundo melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. “Considerando que vivemos em 2021 um cenário econômico ainda com fortes impactos da pandemia, sem dúvida alcançamos um resulto muito expressivo.  Buscamos melhorar nossos processos de gestão, oferecer maior agilidade no atendimento dos clientes. O BRDE, sem dúvida, se preparou para auxiliar os diferentes setores e entender as demandas de cada um para a retomada dos investimentos”, celebrou a diretora de Operações, Leany Lemos.

Além de manter a taxa de inadimplência em 0,58% sobre a carteira – entre as mais baixas de bancos de fomento do país, o BRDE fechou 2021 com novo recorde em termos de patrimônio líquido: R$ 3,4 bilhões (9,6% maior que o ano anterior). “Com isso, tivemos maior capacidade financeira para apoiar o desenvolvimento econômico e social da região Sul que é a nossa principal  missão”, comemorou Leany Lemos, ela que presidiu o banco até novembro de 2021, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 60 anos de história da instituição.

 

BRDE em números

O setor com maior volume destinado foi o de Comércio e Serviços, com valor de R$ 1,3 bilhão, seguido pela Agropecuária com R$ 904,1 milhões em créditos e a Infraestrutura, chegou ao valor de R$ 873,6 milhões. A variação percentual mais expressiva foi observada no Agronegócio, com 89,8% na comparação com 2020.

Em relação ao número de operações contratadas, 53,1% foram direcionadas aos produtores rurais e 44,3% às pequenas e médias empresas, dados que demonstram o sucesso do esforço do BRDE em apoiar os pequenos empreendedores, principalmente em época de dificuldade econômica.

Outro dado relevante para os resultados, está na ampliação de fontes de recursos com parcerias de fornecedores de créditos nacionais e internacionais. Do total contratado, 59,5% dos recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido por aportes internacionais (15,7%), equivalente a R$ 649 milhões, oriundos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), três parcerias firmadas nos anos recentes com a internacionalização das fontes do BRDE.

 

Programas e Projetos

Com o propósito de fomentar renda, geração de emprego e retomar a economia do país no processo pós-pandemia, o BRDE incrementou programas, fortaleceu projetos e ampliou parcerias.

 

 

SC Mais Renda Empresarial – O programa beneficiou micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEIs) de Santa Catarina. A iniciativa foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda e contou com a operacionalização feita pelo BRDE. O SC Mais Renda Empresarial concedeu R$ 263 milhões, somando mais de 6 mil contratos distribuídos em 218 municípios. Além dos financiamentos a juro zero, subsidiado pelo Governo do Estado, o impacto na manutenção dos empregos também é destaque com quase 15 mil empregos preservados.

Para o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, o programa fomentou milhares de empresas catarinenses. “Ajustamos nosso foco procurando viabilizar crédito, especialmente capital de giro para o pequeno empreendedor. Além dos juros subsidiados, temos prazo de carência e amortização que atendem a necessidade de quem busca o recurso. Esses investimentos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda”, explicou.

 

BRDE LABS – No setor de inovação, foram elevados limites por fundos em empresas inovadoras de 1,8% para 2.5%, além do desenvolvimento do programa de aceleração de startups, o BRDE Labs, com soluções para empresas âncoras. Cerca de quatro mil pessoas foram impactadas com o programa, por lives, mentorias e treinamentos. 

 

Banco do Agricultor Paranaense – Instrumento criado pelo Governo do Estado do Paraná para auxiliar produtores rurais, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, e as agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e programas destinados à irrigação. Em 2021, o valor contratado totalizou R$ 43,7 milhões, beneficiando 351 agricultores. “São linhas de financiamento destinadas ao desenvolvimento sustentável, inovação e tecnologia, a fim de melhorar a competitividade dos produtos do Paraná, por meio de subsídios, com a Fomento Paraná, Secretaria de Agricultura, cooperativas de crédito e o BRDE, com a finalidade de ajudar no crescimento de pequenos e médios agricultores” – explicou o diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira.

 

ODS – Em 2021, o BRDE aportou mais de R$ 1 bilhão em projetos que colaboram com os desafios do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, com a participação significativa de investimentos na infraestrutura de produção de alimentos, incluindo projetos das diversas cooperativas que são tradicionalmente clientes do Banco. E financiou R$ 684 milhões, o que representa 20% das operações diretas em 2021, para projetos que contribuíram para os desafios do ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis: geração de energia por fonte renovável, saneamento, florestas comerciais, manejo e disposição de resíduos sólidos e uso ou reciclagem de resíduos.  

O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destaca a importância do banco ter implementado, em 2021, uma restruturação de sua matriz de programas e linhas de crédito, tornando a instituição ainda mais aderente à realidade global, aos critérios ESG e à Agenda 2030.  “Ao avançarmos nas parcerias com bancos internacionais, ampliamos o nosso compromisso com a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, o BRDE teve um ano de forte atuação diante das demandas de cada setor neste período de retomada da economia, apoiando as pequenas empresas sem descuidar dos setores mais tradicionais da economia”, evidenciou o diretor.

 

BRDE Empreendedoras do Sul – Entre as novidades de 2021 está o programa BRDE Empreendedoras do Sul. Lançado no mês de março, com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais. Agora sem limite de operação, o programa fechou o ano com a marca de  nos três estados do Sul, com R$ 96, 2 milhões em financiamentos.

Equipe técnica apresentou soluções à disposição do setor empresarial

Promover o desenvolvimento econômico é a principal premissa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e estar próximo do empreendedor é fundamental. Pensando nisso, a Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), buscou junto à instituição, mais informações sobre as soluções e produtos à disposição do setor empresarial e promoveu, nesta quinta-feira, 24, um encontro entre associados e equipe técnica do BRDE.

“O Sul do estado é uma região rica e pujante. Com uma economia diversificada e destaque nas áreas da indústria cerâmica, plástica, química e outras, o BRDE pode impulsionar tais setores, gerando emprego, renda e desenvolvimento de toda a região. Por isso, estamos cada vez mais próximos dos municípios, levando informação e soluções”, explica o diretor financeiro Eduardo Pinho Moreira.

O encontro contou com a participação do Gerente de Planejamento do BRDE em Santa Catarina, Felipe Castro Couto, que fez uma apresentação sobre as linhas de crédito, juros e prazos e carências ofertados pela instituição. “Encontros como estes são importantes para debatermos como BRDE pode auxiliar na melhoria das empresas, trocar conhecimentos, estreitar relacionamentos e, possivelmente, firmar novos negócios que vão gerar emprego e renda para a sociedade”, comenta.

Parceiro estratégico na promoção do desenvolvimento econômico, com a ACIC, a parceria já vem de longa data. O BRDE foi importante propulsor da instituição com financiamento que garantiu a ampliação da sede da instituição, inaugurada em 2014, hoje uma das maiores e mais importantes associações do estado.

“A ACIC está sempre atenta em apresentar possibilidades que tragam e assegurem o desenvolvimento das empresas associadas. Diante disso, em parceria com o BRDE, buscou um profissional qualificado para apresentar as operações de crédito disponíveis pelo banco. O BRDE já é parceiro desde o financiamento para a ampliação da sede da entidade empresarial em 2013”, comenta a diretora executiva da instituição, Julita Volpato Gomes.

No total, R$ 100 mil serão aplicados em empreendimentos de Microempreendedores Individuais

Claudete Dalarosa Schmitz e Evandro Schimitz é um casal empreendedor. Eles inauguraram uma choperia há quatro meses e um salão de beleza há um ano. Mas esses negócios do casal terão mais um impulso, já que eles assinaram nesta semana o contrato da linha de crédito SC Mais Renda MEI, programa do Governo do Estado de Santa Catarina, operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), em parceria com cooperativas de crédito do estado. Outros nove contratos foram assinados durante o ato realizado na Cresol, em Cordilheira Alta, totalizando R$ 100 mil.

“Não tem juro, tem seis meses de carência, então vai ser uma boa ajuda. Se fosse outra linha poderia pesar, pois estamos investindo bastante”, comemorou Claudete. O esposo, também fabrica móveis rústicos que utilizou na choperia, vende por encomendas e, inclusive, irá expor na ExpoCordi que ocorrerá de 30 de março à três de abril.

De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra, o programa para micro e pequenas empresas funcionou até 31 de dezembro de 2021 e agora está na fase de repasse dos recursos. Até o momento já foram encaminhados através das cooperativas de crédito, R$ 42 milhões, que irão beneficiar 4,5 mil MEIs em toda Santa Catarina. “Não somente garantir o funcionamento dessas atividades, mas acreditamos que estes recursos servirão como impulso para as boas ideias e a vontade de crescer desses empreendedores. Tudo isso retorna à sociedade com o desenvolvimento econômico e social do nosso estado”, afirmou.

A Cresol Central Brasil operacionalizou a linha SC Mais Renda via convênio com o BRDE, onde já foram liberados R$ 22 milhões para o SC Empresarial e R$ 7 milhões para MEI. “O SC Mais Renda foi criado para dar apoio às empresas durante a pandemia e para que continuassem suas atividades. Graças a este programa, garantimos no total, o aporte de R$ 227 milhões na economia do Estado, beneficiando aproximadamente 2,7 mil empresas, o que manteve milhares de empregos e a economia girando”, explica o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira.

Parceria BRDE e Cresol

A parceria com a Cresol, amplia os horizontes do BRDE e dá o apoio necessário para fazer com que os recursos disponibilizados pelo banco cheguem a milhares de microempreendedores individuais. “Nisso reside a importância de nossos parceiros operacionais, no caso as cooperativas de crédito como a Cresol, que tem milhares de associados, micro e pequenas empresas, empreendedores individuais e conseguimos fazer os repasses através da Cresol para que os recursos também cheguem aos pequenos empreendedores e não apenas nas grandes empresas”, explicou o gerente regional do Oeste Catarinense do BRDE, Paulo Cesar Antoniollo.

Via Agência Estadual de Notícias

 

Os quatro estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) planejam projetos conjuntos para melhorar a infraestrutura da região, com destaque para os modais rodoviários e ferroviários. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; e de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior; e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discutiram o tema nesta segunda-feira (21), em Chapecó (SC), na primeira reunião do ano do bloco.

O presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski, participou do encontro, onde assinou em conjunto com os governadores e seus representantes, a resolução que cria o Grupo de Trabalho para o Planejamento Integrado de Rodovias e Ferrovias do Codesul, que vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados, que estão entre os principais produtores do agronegócio brasileiro. O projeto de maior envergadura nessa área é a Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, e tem nos planos um ramal interligando Cascavel e Chapecó, cidades do Oeste paranaense e catarinense. Na reunião, também participou a diretoria do BRDE: o vice-presidente Marcelo Haendchen Dutra, o diretor administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira, o diretor financeiro Eduardo Pinho Moreira e diretora de Operações Leany Barreiro de Sousa Lemos, além do diretor de Planejamento, Otomar Oleques Vivian.

Diretores do RS ao lado do vice-governados Ranolfo Vieira Júnior (ao centro)

 

Ratinho Junior destacou que o projeto da nova ferrovia, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 30 bilhões, está bastante avançado. A previsão é que as audiências públicas ocorram em abril. A liberação da licença prévia deve sair no final de maio, com a expectativa de que o projeto vá a leilão na Bolsa de Valores ainda neste semestre.

“Iniciamos os estudos para a ampliação da ferrovia em 2019, mas a discussão para ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá vem de décadas. O Mato Grosso do Sul depende muito do porto e é também um grande fornecedor de matéria prima para a produção de proteína animal. Paraná e Santa Catarina respondem por 70% da carne de porco e de frango exportada pelo Brasil”, salientou Ratinho Junior.

Segundo o estudo de viabilidade técnica, a Nova Ferroeste terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos já no primeiro ano de operação plena, tornando-se o segundo maior corredor de exportação de grãos e de proteína animal do País, atrás apenas da malha paulista.

“Dentro dos estudos que fizemos, se chegou à possibilidade de construção de um ramal até Chapecó. Os produtores de proteína animal são muito dependentes dos grãos produzidos no Mato Grosso do Sul. Essa conexão vai criar um grande corredor de insumos para o Paraná e Santa Catarina e, no caminho inverso, de fertilizantes para o Mato Grosso do Sul”, explicou o governador.

AMPLIAÇÃO – Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o Governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste do Estado e também entre os portos de Itajaí e Araquari. “É uma visão de futuro para Santa Catarina. Com a conexão entre Cascavel e Chapecó, vamos começar a trabalhar com projetos de Chapecó até o Planalto Serrano de Santa Catarina, formando um importante corredor Leste-Oeste”, explicou Carlo Moisés.

“Ao invés de rejeitar qualquer projeto que venha de outro estado, queremos aproveitar a integração que já temos através do Codesul. Os quatro estados são muito parecidos economicamente, e uma integração logística regional trará ganhos de eficiência, além da redução dos custos de transporte da produção e de insumos, principalmente para o Oeste catarinense. São investimentos coordenados, de médio a longo prazo”, destacou o governador de SC.

Grande exportador de grãos, o Mato Grosso do Sul não tem saída para o mar e conta com a integração logística com os outros estados para o acesso ao mercado internacional. “Temos um posicionamento muito forte em buscar saídas logísticas, exatamente pela dificuldade de acessar os portos”, explicou Jaime Verruck.

“A competitividade do Mato Grosso do Sul passa necessariamente pela redução dos custos de transporte, e o nosso foco é a ferrovia. A Nova Ferroeste vai adentrar justamente na maior região produtora do Estado, 60% do que produzimos está no eixo da ferrovia”, salientou o secretário do MS.

“A forma como a malha está sendo concebida, de não adentrar unidades de conservação, áreas indígenas e quilombolas, antecipou muito o cronograma. A ferrovia vai gerar o desenvolvimento integrado de todas as regiões, já que ela também se conecta com a Malha Oeste, promovendo uma integração nacional”, complementou.

MEIO AMBIENTE – Durante o encontro, também foi firmado um termo de Cooperação Técnica para elaboração do diagnóstico e mapeamento de áreas desmatadas nos quatro estados-membro, por meio do compartilhamento da ferramenta Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento de Santa Catarina (Simad/SC).

A ferramenta detecta, registra e gera alertas precisos de desmatamento após cruzamento de diversos bancos de dados e imagens de satélites. O código-fonte do sistema será compartilhado com os demais estados, para a criação de um banco de dados conjunto para observar onde há a supressão ilegal da vegetação.

Foi instituído, ainda, o Grupo de Trabalho de Loterias do Codesul, e aprovado o Relatório Financeiro e de Atividades do exercício de 2021 do bloco.

CODESUL – Criado em 1961, o Codesul integrava, primeiramente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, em 1992, passou a contar também com o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo do conselho é buscar alternativas aos desequilíbrios regionais e potencializar questões comuns aos estados-membros, sobretudo em questões essenciais como desenvolvimento econômico e social, além de fomentar a integração dos quatro estados com o Mercosul.

PRESENÇAS – Também participaram da solenidade, pelo Paraná, os secretários de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, e de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. De Santa Catarina, o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira, e o secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira; e do Rio Grande do Sul, o secretário extraordinário de apoio à Gestão Administrativa e Política, Agostinho Meirelles. Os secretários executivos do Codesul do Paraná, Wilson Quinteiro; de Santa Catarina, Amauri Cantu e Gustavo Salvador Pereira; do Mato Grosso do Sul, Magda Côrrea dos Santos, e do Rio Grande do Sul, Micheli Petry; os presidentes da Aurora Alimentos, Neivor Canton; e do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.

No final do evento, o vice-governador Ranolfo convidou os integrantes do conselho para o South Summit, de 4 a 6 de maio, em Porto Alegre. “Um dos maiores eventos mundiais de inovação e tecnologia, que pela primeira vez ocorrerá fora da Europa. Por isso, deixo aqui o convite para que as equipes dos demais estados prestigiem o evento e aprofundem a discussão nesse tema tão importante”, finalizou

Neste mês da mulher, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destaca o trabalho das mulheres que estão à frente de cargos estratégicos do Banco e que são responsáveis por dar vida à instituição que também contribui para o desenvolvimento de muitas empreendedoras brasileiras. 

Hoje, 30% dos cargos estratégicos do BRDE são ocupados por elas. Isso significa que das 153 funcionárias do Banco, 25 delas lideram suas equipes. Em 2020, Leany Lemos tornou-se a primeira mulher a assumir a diretoria e a presidência do BRDE. Essas conquistas deram ao Banco o selo Women On Board, que valoriza a existência de ambientes corporativos com a presença de mulheres na liderança máxima das empresas, em conselhos de Administração ou Consultivo. 

“O Banco tem mulheres fantásticas em papéis de liderança, que dão o seu melhor pelo desenvolvimento da região, do Brasil e do mundo, porque quando a gente muda o local, a gente muda o global também. Temos muito orgulho disso e continuamos trabalhando para que nenhum homem e nenhuma mulher sejam impedidos de desenvolver seus talentos simplesmente por uma questão de gênero”, afirmou Leany.

E nesse cenário de transformação do papel da mulher, as colaboradoras do BRDE contam suas jornadas de crescimento.

“Quando a gente tem a oportunidade, agarramos e fazemos nosso nome” – Fernanda Santos Silva, Gerente de Operações Adjunta

Fernanda Silva, Gerente de Operações Adjunta do Paraná, acredita que os espaços estão sendo conquistados pelas mulheres, devido à competência delas. “Eu vejo isso na prática. A mulher tende a ter uma postura motivacional mais forte do que o homem, mais generosidade, paciência, ela costuma pensar em todos os aspectos, se colocar no lugar do outro”, diz. 

Responsável pelas operações com micro e pequenas empresas e relacionadas ao Fundo Setorial Audiovisual (FSA), a Engenheira Agrônoma e Civil diz que sempre teve referências de mulheres em cargos de liderança no BRDE. “Me inspirei e ainda me inspiro nelas, porque são muito competentes, e é gratificante ver o Banco como exemplo nesse movimento”, conta. 

Fernanda também percebe um crescimento da presença de clientes mulheres. Para ela, esse é um processo sem volta: “Se as mulheres são mais da metade da população, tem que ter essa representatividade em todos os setores da sociedade”, defende. Ela acredita que, com igualdade de condições, não haverá mais barreiras.

Silvia Daniela da Silva Monteiro, Gerente Adjunta de Operações de Florianópolis

 

“Para avançarmos ainda mais, faltam oportunidades mesmo. Existem pessoas com visões que impedem o avanço das mulheres” – Silvia Daniela da Silva Monteiro, Gerente Adjunta de Operações de Florianópolis

Silvia Daniela da Silva Monteiro, gerente adjunta de Operações, lidera uma equipe de nove pessoas e cuida dos projetos de análise de crédito dos setores de inovação e indústria, na agência do BRDE de Florianópolis. Formada em Administração, Silvia está há 23 anos no Banco. Hoje, ela é a única mulher em sua gerência. “Se me perguntam como os meus colegas me veem, eu respondo que sem nenhuma diferença. O grande problema é ter acesso”, reafirma.  

Para ela, as mulheres costumam usufruir da empatia e da habilidade de fazer mais atividades ao mesmo tempo que são ensinadas a elas ao longo da vida nos cargos estratégicos que ocupam. Porém, destaca que ainda há muitos preconceitos na sociedade relacionados à maternidade e à capacidade das mulheres de se doarem para seus cargos. 

“Eu fui convidada para ser gerente logo que entrei de licença maternidade pela segunda vez. E, desde a primeira licença, quando retornei, segui com minhas tarefas normalmente. Ou seja, eu sou um exemplo de que essas questões não influenciam em nossa competência”, conta.

Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance

 

“Os avanços precisam se manter e isso deve ser encarado como algo normal. Aí sim teremos avançado” – Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance do BRDE

Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance, acredita que, especialmente na área em que atua, “observar qualquer questão por diversos pontos de vista sempre é enriquecedor para os processos”. Por isso, destaca essa habilidade de pensar no coletivo das mulheres como ponto forte delas, bem como a resiliência. Para ela, o avanço na presença das mulheres no mundo empresarial é perceptível e acompanha essa evolução em todas as carreiras: 

“Sou economista de formação e em diversas cadeiras era a única mulher, mesmo em turmas de 70 pessoas. Ouvi piadas de que ali não era meu lugar, mas fui aprendendo a reagir e a fazer tudo com dedicação, muito estudo e sempre dar o meu melhor, pois eu sabia que seria testada. Depois, durante muitos anos fui professora de diversas disciplinas na área de economia e havia sempre muitas mulheres na turma”, relata.

Apesar dos benefícios representados pela presença de mulheres em cargos estratégicos nas empresas, ainda há um caminho pela frente até que a igualdade seja alcançada. O preconceito e a dupla, por vezes tripla, jornada ainda são alguns dos desafios a serem percorridos. Entretanto, é por meio da participação cada vez maior das mulheres em empresas tão importantes quanto o BRDE que eles serão superados, porque lugar de mulher é no mundo empresarial, no BRDE, em cargos estratégicos e onde ela quiser. 

Visão

O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, tem a visão de que habilidades específicas das mulheres contribuem para melhorar o ambiente de trabalho. “A mulher geralmente traz a experiência da inteligência emocional nas relações profissionais, o que torna o ambiente mais leve e equilibra eventuais conflitos. Na maioria dos casos, se mostra mais disposta ao aprendizado e ensina com paciência. Todas essas características somadas à competência da função, agregam para que ocupem seu espaço merecidamente”, analisou.  

Dia Internacional da Mulher

Programa lançado há exatamente um ano, opera nos três estados do Sul  e faz mudança para facilitar acesso nas linhas de crédito

 

No Dia Internacional da Mulher, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), anuncia novidade no Programa BRDE Empreendedoras do Sul, que teve aproximadamente R$ 120 milhões de recursos destinados para projetos coordenados por mulheres, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, exatamente há um de seu lançamento.

O programa é direcionado para empresas de diferentes portes que tenham ao menos 40% do seu capital social de sócias mulheres. A oferta de crédito para capital de giro é reservada apenas para pessoas jurídicas e com receita operacional bruta de até R$ 90 milhões no ano anterior ao pedido. Com a nova mudança, não há valor máximo por operação. ““O BRDE está comprometido com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  e a Agenda 2030. Uma das metas já conquistadas, foi a criação do Programa Empreendedoras do Sul. Promover o empreendedorismo feminino financiando R$ 120 milhões em um ano de atuação, beneficiando projetos que geram emprego e renda é uma resposta prática do maior banco de desenvolvimento regional do Brasil à sociedade” – analisou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

As microempreendedoras individuais e pessoas físicas poderão ter o apoio através de parcerias do banco com outras instituições que atuam com programas de microcrédito, como as cooperativas.

Do valor total operado pelo Empreendedoras do Sul, o Paraná destinou R$ 44,7 milhões, Santa Catarina R$ 32,4 milhões e Rio Grande do Sul R$ 41,3 mi para micro, pequenos e médios empreendimentos, dirigidos à produção rural, inovação, construções e reformas, compra de equipamentos e adaptações de tecnologia.

 

Os casos em cada Estado – Com o total de 384 contratos nos três estados, firmados no programa em um ano de criação, a possibilidade de recursos para os projetos de trabalho, auxiliam na mudança de vida das mulheres, como no caso do Rio Grande do Sul.

Para que o programa BRDE Empreendedoras do Sul chegasse ao maior número de interessadas, em especial beneficiando pequenas e médias empresas, uma das alternativas é atuar através de instituições parceiras. A exemplo disso, foi o contrato no valor de R$ 700 mil do BRDE com a ICC Serra, instituição que atua em vários municípios do interior do Rio Grande do Sul. Por meio do Banco do Povo, são liberados empréstimos pela modalidade de microcrédito para empreendedoras de diferentes segmentos.

Do total liberado pelo BRDE, a ICC Serra já celebrou 66 contratações, totalizando R$ 636 mil em empréstimos. A grande maioria do crédito beneficiou empresas lideradas por mulheres do setor do comércio (63%), seguido do segmento de serviços (31%).

Para a gerente da ICC Serra, Jaqueline Pattis, o apoio do BRDE foi fundamental para disponibilizar uma linha de microcrédito na compra de matérias-primas, para a aquisição de equipamentos que viabilizam maior produção ou mesmo abrir um novo negócio. “Assim foi possível fomentar a economia dando uma atenção maior às mulheres empreendedoras”, salienta ela.  Conforme a diretora, o programa permitiu inclusive diversificar as atividades, citando o exemplo de uma empresária que atua há 14 anos na venda de roupas de porta em porta por uma equipe de sacoleiras e que, com o financiamento do BRDE, abriu uma cozinha para tele-entrega, viabilizando uma nova fonte de renda.

Na avaliação da diretora de Operações, Leany Lemos, o resultado alcançado no primeiro ano do programa comprova a demanda que existia em termos de maior apoio às mulheres que empreendem e auxiliam no fortalecimento da atividade econômica. “Além representar um caminho para maior inserção social, a iniciativa do banco em incentivar o empreendedorismo das mulheres trouxe impactos positivos nesse momento de retomada em meio à crise da pandemia, além de reafirmar nossos compromissos com o desenvolvimento sustentável”, destacou Leany Lemos, ela que foi a proponente do programa quando estava na presidência do banco (a primeira mulher em 60 anos da instituição) e que foi aprovado por unanimidade pelos demais diretores.  A diretora observa, também que o BRDE Empreendedoras do Sul tem alinhamento direto ao ODS 5, diante de gap de crédito para empresas e projetos liderados por mulheres estimado em US$ 5 bilhões pela ONU.

Para o diretor de Planejamento, Otomar Vivian, tanto o lançamento do programa há um ano, como os ajustes que agora facilitarão o acesso ao crédito, demonstram o esforço interno do banco em estar alinhado com as políticas públicas de cada um dos Estados. “Vivemos ainda um momento de muitos desafios para a economia e, assim como o Empreendedoras do Sul, o BRDE vem atuando em várias frentes para garantir renda e gerar empregos. Somos efetivamente parceiros dos empreendedores e das empreendedoras da região Sul nos seus projetos e resultados”, observou Vivian.

 

Caroline Dellacorte, criadora da PACK ID, de Chapecó (SC)

 

Chapecó, em Santa Catarina – A engenheira de alimentos Caroline Dellacorte da PACK ID, de Chapecó (SC), revelou ter buscado várias formas de melhorar o processo para evitar perdas financeiras que afetavam qualidade dos produtos. Com isso, se aperfeiçoou em modelos de inovação e através de prêmios ganhos com suas propostas de soluções e assim teve acesso a recursos pelas redes de fomento. ‘Hoje atendemos não somente o mercado alimentício, mas também o mercado de fármaco, afinal todos esses produtos precisam ter a sua qualidade e segurança garantida, para que nós como pacientes e consumidores possamos consumir produtos que de fato venham a ter a qualidade e eficácia desejada”, descreveu Caroline.

Ela detalha que apesar de seu modelo de negócio ser SAS (software as a servisse), necessita fazer a compra de equipamentos. “Para cada cliente que eu vendo esse monitoramento, há necessidade de instalar esse dispositivo, que vai ler esses dados e transmitir para a nuvem para que no software ele acompanhe todas as informações, receba os insights, os alertas e os benefícios que a gente oferece para poder ajudá-lo a evitar as perdas dos produtos e a manter a qualidade dos mesmos. O recurso do BRDE foi fundamental para apoiar esse financiamento e dar sequência no nosso projeto e ter uma solução rodando no mercado que cause esses efeitos benéficos na comunidade”, finalizou Caroline.

O vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, explica que esse tipo de parceria é a essência do banco como fomentador de desenvolvimento, renda e expansão de negócios.  “Assim como o Governo Carlos Moisés tem trabalhado numa política de inclusão, o BRDE tem se esforçado para continuar sendo uma instituição que vai além de sua atuação para o crescimento de Santa Catarina, mas também como um agente importante dentro desta inserção social”.

“Por meio do programa, o BRDE também agilizou a fiscalização dos contratos, assim como reduziu as tarifas de análise e o percentual de comissão interna. Com as alterações para este ano, esperamos que o número de empresárias e empreendedoras beneficiadas possa ser ainda maior, ajudando no desenvolvimento dos negócios e crescimento do estado”, destaca o diretor financeiro, Eduardo Pinho Moreira.

 

Bruna Havresko, criadora da Modab | Foto: Douglas Camargo

Modab, o e-commerce de Irati, no Paraná – Bruna Havresko, de 32 anos, migrou da fotografia para a criação da Modab, o e-commerce com base em Irati (PR) e que hoje é a maior marca de roupas modeladoras e tecnológicas do Brasil. Em 2013, ela deixou a carreira de fotógrafa e realizou o sonho de “ajudar as pessoas pela moda”, com investimento modesto. Ao passar uma juventude sem se sentir confortável com as roupas tradicionais, Bruna desenvolveu peças que se moldam ao corpo da cliente, tornado o ato de vestir algo prazeroso, além de incrementar um nicho de empreendimento pouco explorado.

Com apoio de recursos do Programa BRDE Empreendedoras do Sul, a Modab pode investir na recomposição de estoque.  “Foi maravilhoso, pois conseguimos a expansão que sempre sonhamos e um papel fundamental nos resultados obtidos, uma vez que o sucesso das novas estratégias se deve em grande parte ao suporte oferecido pelo recurso do BRDE”, descreveu Bruna.

Além de recursos próprios, o BRDE vai se valer de outros fundigns nacionais e de captação de recursos em organismos internacionais para atender a demanda.

Para solicitar o financiamento, as empresas devem acessar o site www.brde.com.br, no ambiente do Internet Banking (IB) – https://ib.brde.com.br/Usuario/Login. Todos as operações serão através da plataforma digital e a documentação deverá ser inserida (upload) também através do site. O app do BRDE também traz as informações sobre o programa.

A associação esportiva T-REX futebol americano, há 14 anos, entende o esporte como um agente transformador na vida de crianças e adolescentes. Essas transformações impulsionam novas perspectivas e o vislumbre de um futuro promissor a esses jovens, que além de desenvolverem práticas esportivas constituem princípios fundamentais para a formação de seu caráter. Disciplina, trabalho em equipe e respeito mútuo, são alguns dos fundamentos que associação almeja proporcionar na vida pessoal de cada aluno.

Visando dar continuidade a esse trabalho, a instituição busca nas leis de incentivo fiscal o suporte necessário para a elaboração de seus projetos. Dentre estas iniciativas está “Trex futebol americano formação de base”, que conta com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A finalidade da ação é promover a formação de categorias de base para o futebol americano e atuar na profissionalização de futuros atletas.

Com duração de 11 meses o programa é voltado ao público infanto-juvenil, de idades que variam entre 8 a 19 anos, subdivididos em categorias de acordo com cada faixa etária. Ao todo por ano o projeto recebe cerca de 170 alunos.

O Banco desde o início de sua parceria com o projeto, em 2019, repassou cerca de R$ 10.000,00 a organização. O que auxiliou na aquisição de itens como: materiais esportivos, uniformes para os benificiários do projeto, contratação de treinadores e equipe administrativa, além de serviços na divulgação e promoção.

“O apoio e confiança do BRDE em nosso projeto é fundamental para conseguirmos atingir nossos objetivos de transformar a sociedade através do esporte. Somos muito gratos e horados em ter uma organização de tamanha relevância como parceira do T-Rex.” Afirma o diretor geral da Associação, Igor Rick.

A instituição

Fundada em outubro de 2007 e sediada em Timbó -SC, a associação T-REX futebol americano é considerada hoje uma das maiores e mais qualificadas equipes de futebol americano na América Latina. Desde sua fundação adotou como ideologia não apenas fazer esporte, mas também formar caráter e disciplina.

O esporte por si só já é uma ferramenta transformadora. Entretanto, os valores enraizados e inabaláveis do T-Rex são motores propulsores desta ferramenta. Os resultados alcançados dentro e fora de campo, ano após ano, são prova de que todo o trabalho estratégico desenvolvido é efetivo, o que nos orgulha e nos mantém firmes e resilientes em nossos propósitos.” Reflete o Diretor.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) busca iniciativas e estuda soluções, a fim de reduzir os impactos da severa estiagem da Região Sul do país. Diante desse quadro que afeta diretamente a produção agrícola, a diretoria do banco está em comunicação com o Banco Nacional de Desenvolvimento  Econômico e Social (BNDES), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outros agentes setoriais e  governamentais, em demonstração e apoio para estratégias conjuntas e suporte nesse momento, além de diagnósticos e monitoramento da situação nas regiões mais atingidas com a seca.

De acordo com levantamento dos governos dos três estados, 295 municípios estão em estado de emergência ou calamidade pública e outros 178 estão ameaçados de entrar nesse perfil. A falta de chuvas atinge drasticamente o setor agrícola e os produtores rurais, o que afeta a contribuição do setor primário ao PIB da Região Sul do país.

Aumento em 2021 comparado ao ano anterior se deve ao atendimento para micro, pequenos empresários e MEIs afetados pela crise da Covid-19.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou em 2021, aumento de 162,5% no número total de contratos voltados para o setor de comércio e serviços em Santa Catarina, na comparação com o ano anterior. Ao todo, foram 2449 contratos realizados, chegando ao montante de R$ 472 milhões. Em termos de recursos disponibilizados, comparado a 2020, representa um crescimento de 117,5%.

“Com a chegada da pandemia, esse é o segundo movimento consistente de crédito que o BRDE realiza em pouco mais de um ano, sempre com o objetivo de manter a atividade econômica e, principalmente, o emprego. Com a crise mundial, ajustamos nosso foco procurando viabilizar crédito, especialmente capital de giro, para o pequeno empreendedor. Além dos juros subsidiados, temos prazo de carência e amortização que atendem a necessidade de quem busca o recurso”, ressalta o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

O crescimento ocorreu por conta do SC Mais Renda Empresarial e do Recupera Sul, programas desenvolvidos pelo banco para oferecer capital de giro e possibilitar que as empresas pudessem se manter durante a crise causada pela pandemia.

Para o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, “estes recursos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda”.

Ele destaca que o BRDE bateu recordes em investimentos no ano de 2021. “Entendendo a necessidade do mercado, o BRDE criou ou apoiou novos produtos, oferecendo capital de giro. Em especial, o SC Mais Renda Empresarial, uma iniciativa do Governo do Estado, repassou recurso a juro zero para micro e pequenas empresas, algo inédito na operação do banco”, explica Pinho.

SC Mais Renda Empresarial – Lançado pelo Governo do Estado no final de julho do ano passado, o programa SC Mais Renda Empresarial beneficiou micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEIs) catarinenses. A iniciativa foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda e contou com a operacionalização feita pelo BRDE. O SC Mais Renda Empresarial concedeu R$ 263 milhões até o dia 31 de dezembro, somando mais de 6 mil contratos distribuídos em 218 municípios. Além dos financiamentos a juro zero, subsidiado pelo Governo do Estado, o impacto na manutenção dos empregos também é destaque com quase 15 mil empregos preservados.

 

 

Para auxiliar empreendedores de Santa Catarina impactados pela crise econômica, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) disponibilizou em 2021 recursos na ordem de R$ 159 milhões para financiar projetos de investimentos ou como fonte de capital de giro.  Os valores ajudaram a manter negócios e empregos, por exemplo, nas empresas de agências de viagens, empreendimentos turísticos de médio e grande porte, hotéis e pousadas, restaurantes e lanchonetes, transporte de passageiros, etc.

“Acreditamos que apoiar o setor e toda a cadeia do turismo, em meio aos efeitos e prejuízos da pandemia, tem ajudado na reestruturação e desenvolvimento deste importante segmento na nossa economia regional. A entrega destes valores envolve a união de esforços entre BRDE, Governo do Estado de Santa Catarina e Agência de Santa Catarina de Desenvolvimento do Turismo (Santur)”, destaca o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

Além de recursos próprios do banco, os valores também foram disponibilizados por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) do Ministério do Turismo, e do SC Mais Renda Empresarial, programa do Governo do Estado, com subsídio integral dos juros, operacionalizados pelo BRDE. Os projetos contemplados são para implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, além da compra de equipamentos e capital de giro isolado, principalmente, para micro e pequenas empresas – recursos que ajudam no fluxo de caixa.

“Em Santa Catarina, desde o início da pandemia (março de 2020), o BRDE já disponibilizou R$ 211,5 milhões para o setor. Os investimentos para o turismo, além de ajudar os empresários a desenvolver seus negócios, têm sua importância social por manter e ajudar a gerar mais empregos e atrair renda para o Estado”, comemora o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira.

Suporte na crise – O setor do turismo foi um dos mais afetados com a pandemia e, em resposta a isso, foram tomadas diversas medidas para ajudar a aliviar os impactos financeiros nesse setor. Entre elas, houve redução do teto de encargos financeiros para projetos (obras civis) e capital de giro isolado, baixando de 6% e 7% para até 5% a.a. + Selic. Aumento da carência para capital de giro isolado, passando de 6 para até 12 meses, com a suspensão do pagamento de juros por até 6 meses durante o período de carência, devendo o saldo ser capitalizado.

Ainda foram tomadas medidas para ajudar a economia durante a pandemia. Houve aumento do prazo de financiamento para capital de giro isolado de 48 para 60 meses, extensão das linhas de crédito para todos os portes (MEI, micro, pequenas, médias e grandes empresas), suspensão dos limites impostos a aplicação dos recursos do Fundo, permitindo a aplicação de 100% no capital de giro, entre outros.