BRDE

As obras do artista Leandro Serpa já podem ser visitadas no Espaço Cultural BRDE. A mostra ‘A Presença da Matéria’ inaugurou na noite de quinta-feira (12) e representa a imersão do artista pela técnica da monotipia.
O processo de imprimir a imagem uma única vez difere a monotipia de outras técnicas de gravura, como a xilogravura por exemplo. Leandro mistura diversos materiais e linguagens em suas obras, utiliza poesias escritas à mão e objetos pessoais “manchados” com o tempo.
Entre os pigmentos, o artista faz experiências para cada composição. Há marcas de vinagre, de tinta, de frutas e de xilogravuras antigas. Cada peça possui texturas e relevos únicos, causando reações e interações diferentes com o público.
As 22 obras da série ‘A Presença da Matéria’ conectam o expectador a busca do artista por novas narrativas e materiais, alternativos aos clássicos do mundo da arte. A exposição fica aberta à visitação até o dia 29 de março das 9h às 19h de segunda a sexta e é gratuita.

A exposição coletiva Essência Negra, inaugurada ontem (7) no Espaço Cultural BRDE, traz obras das artistas Fernanda Jerônimo e Simone de Fáveri. Até o dia 30 de novembro a mostra celebra o mês da Consciência Negra.
O contraste do colorido das pinturas digitais de Fernanda aos tons terrosos e naturais das esculturas e pinturas em tinta artesanal de Simone, traduzem em arte o amor e interesse pelas referências africanas e afro-brasileiras das multifacetadas artistas.
Em uma perspectiva moderna da cultura afro-brasileira, Fernanda pintou mulheres negras que representam amor, liberdade, e a força da mulher que sabe quem é. Fernanda enfatiza em suas obras a descoberta da identidade, autenticidade e poder da mulher negra.
Já as pinturas e esculturas de Simone de Fáveri remetem ao antigo, as obras representam os povos africanos Surma e Mursi, habitantes do vale do Rio Omo, na Etiópia. Esses povos cultivam ainda uma rica cultura de contato com a natureza, preservada pelas condições geográficas. Eles realizam rituais, pinturas corporais à base de argila e se embelezam com a terra e as plantas.
A exposição fica aberta à visitação até o dia 30 de novembro das 9h às 19h de segunda a sexta e é gratuita.

Pela primeira vez a Escola Bolshoi representou o Brasil no maior evento de dança online do mundo, o World Ballet Day. No último dia 2 de outubro, o evento mostrou o trabalho cotidiano de grandes equipes e artistas dentro das maiores companhias de dança do mundo, tudo ao vivo durante 24 horas pelo Facebook. Em 2018, The Australian Ballet, Royal Opera House e o Bolshoi Theatre of Russia foram os anfitriões do evento.
Dentro da programação do Bolshoi Theatre of Russia, 20 minutos foram reservados para apresentar o trabalho da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, na cidade de Joinville, com a qual o BRDE contribui desde 2015 por meio da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Ao todo foram repassados R$ 373 mil à escola.
O Bolshoi no Brasil agradeceu imensamente seus amigos, que contribuem com a manutenção da escola e fazem parte do reconhecimento da instituição, “Nosso agradecimento aos Amigos do Bolshoi, que contribuem na manutenção de nossa instituição e na formação de bailarinos e cidadãos para o mundo. Este reconhecimento é de vocês também”, agradeceu Alessandra Rocha, Assistente de Produção e Eventos na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
Confira no Youtube a participação da escola do Bolshoi.
Foto: Divulgação Bolshoi no Brasil

 Workshop é parte da programação da Mercoagro On Business, iniciativa conjunta da ACIC e do BRDE 
A inovação tecnológica é um dos pilares da Mercoagro, maior feira do setor de processamento de proteína animal da América Latina. Dentro deste cenário, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE e a ACIC desenvolveram uma atividade paralela à feira para trazer informações sobre tendências e fontes de financiamento para a inovação disponíveis para expositores e visitantes da Mercoagro.
Nesta quarta-feira, o diretor regional Sul da Finep, João Florêncio da Silva, apresentou as linhas de financiamento do órgão de fomento federal na Mercoagro On Business. Florêncio explicou que a Finep atua principalmente em três frentes de suporte à inovação: subsídios e recursos não reembolsáveis – por meio de editais e chamadas públicas, financiamento direto e por meio de agentes como o BRDE, e ainda investimento em participações em empresas diretamente e via fundos de investimento.
Nos financiamentos diretos, a Finep atende empresas que pretendem financiar projetos acima de R$ 10 milhões. Para valores menores, os empreendedores podem procurar os agentes repassadores de recursos, como é o caso do BRDE, que é líder em repasses da linha Finep Inovacred no País.
“A Finep financia empresas e projetos de todos os portes, inclusive startups e empresas de alto risco, neste caso por meio das participações diretas”, explicou.
O diretor explicou ainda que não é necessário ter um projeto de inovação disruptivo ou inédito no mundo para conseguir captar recursos da Finep. “Por meio da linha Finep Inovacred, por exemplo, é possível financiar não só a pesquisa e o desenvolvimento de um produto, mas todas as etapas posteriores, como o início da produção a partir de um protótipo, a logística e distribuição, o marketing e todos os processos e necessidades para colocar aquele produto no mercado”, detalhou.
Para Florêncio, além das taxas de juros atrativas, um dos grandes diferenciais da Finep são os prazos de carência e de amortização mais longos nos financiamentos diretos. “As taxas de juros variam de projeto para projeto, no caso do financiamento direto. Quanto maior o grau de inovação e maior a relevância da inovação, menores serão as taxas”, explicou.
Já na linha de repasse Inovacred, a Finep financia projetos de R$ 150 mil a R$ 10 milhões. Os valores variam de acordo com o porte da empresa:
Microempresas e EPPPs com receita de até R$ 4,8 milhões podem financiar de R$ 150 mil a R$ 3 milhões. As pequenas empresas com receita entre R$ 4,8 milhões e R$16 milhões podem financiar os mesmos valores. Já as médias empresas, que faturam de R$ 16 milhões a R$ 90 milhões, podem financiar até R$ 10 milhões.
As Microempresas, EPPPs e pequenas empresas podem contar ainda com alinha de crédito Inovacred Expresso, que limita os pedidos de financiamento a R$ 200 mil.

Tendências e desafios do setor de alimentos foram tema de workshop com Sidnei Rodrigues
As oportunidades de negócios e as principais tendências observadas no mundo para a indústria de transformação de alimentos foram tema do primeiro workshop da Mercoagro On Business, iniciativa idealizada pelo BRDE e pela ACIC para informar o público da feira sobre inovações nos negócios e fontes de fomento à inovação em ambiente produtivo. 
O evento, paralelo à Mercoagro, vai trazer outros 3 workshops e oferecer consultoria de crédito especializada para projetos de inovação aos visitantes e expositores da feira, que acontece em Chapecó até a próxima sexta-feira (14). 
O coordenador do Observatório da Fiesc, Sidnei Rodrigues, foi o convidado de estreia. Durante o workshop, Rodrigues destacou os principais desafios do setor de alimentos e as principais tendências que as empresas precisam observar para incorporar ao seu modo de fazer negócios. Segundo ele, embora a tecnologia vá trazer impactos relevantes a este mercado, em 8 anos ela terá sido disseminada a ponto de deixar de ser um diferencial. “Em 2020, as empresas catarinenses que exportam alimentos terão incorporado tecnologias já usadas em outros países e precisarão ter feito isso para continuar tendo acesso e vendendo para estes mercados. Internet das Coisas, Big Data e inteligência artificial farão parte de suas rotinas”, explica. 
Rodrigues acredita que o vai diferenciar uma empresa da outra na escolha do consumidor é o seu modelo de negócios. “As indústrias não poderão mais ser só indústrias. Elas precisarão entender e organizar toda a cadeira produtiva, rastrear fornecedores, ajudar esses fornecedores a inovar, pensar no pós-venda e em pesquisa e tecnologia. Precisarão entender a jornada do consumidor, que está mudando”, afirmou. 
Entre as oportunidades para o segmento, Rodrigues destacou o crescimento populacional projetado para os principais mercados importadores da indústria catarinense de alimentos, como China e outros países da Ásia. Também destacou que o aumento da expectativa de vida, tanto no Brasil como no exterior, vão trazer mudanças no comportamento do consumidor e que as empresas, especialmente as micro e pequenas, precisam ficar atentas a esses novos anseios.
A  escolaridade é outro fator que impacta no comportamento do consumidor, que vai ficando mais exigente em relação ao que consome. O perfil desse consumidor também está mudando, com o crescimento de pessoas que moram sozinhas, por exemplo. 
Ele lançou um desafio aos participantes, de refletir sobre qual será o diferencial de sua empresa quando todas as empresas do setor estiverem no mesmo patamar tecnológico. “Qual será o diferencial de um produto made in Chapecó? “, questionou. Segundo ele, a resposta a essa pergunta pode significar a continuidade da empresa.

A abertura da mostra As Linhas do Corpo lotou o Espaço Cultural BRDE na última terça-feira (4).
Mesmo com a noite fria, cerca de 90 visitantes vieram conferir as histórias contadas por meio das linhas e agulhas. As telas estampadas de emoções, sensações e experiências vividas pelas 28 bordadeiras convidadas deram vida à galeria. Histórias de gestação, de luta contra doenças como o câncer, de amizades e afetos, de espiritualidade e sexualidade.
A noite de abertura da mostra coletiva contou ainda com música ao vivo da artista Larissa Lis, que compôs uma música especialmente para a exposição.
A bordadeira e psicóloga Susan Mariot enfatizou a importância dos temas abordados e agradeceu a dedicação de cada uma para o sucesso da mostra.
“Bordar as linhas do corpo é de uma imensidão inimaginável. Todas nós mergulhamos nessa imensidão. Bordar o corpo é enfrentar tabus encontrados na sociedade e lidar também com os que criamos dentro de nós.”
A mostra segue aberta para visitação até o dia 29 de setembro. Entrada gratuita.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está patrocinando em Florianópolis o Cineclube Infantil, que exibe todos os sábados, gratuitamente, os filmes do acervo da Mostra de Cinema Infantil. Com esta ação, a regional de SC está em sintonia com as novas linhas de Editais lançadas pelo MINC/Ancine, com foco na infância e juventude. O setor audiovisual é um dos que mais cresce no país, e só este ano já recebeu investimentos no valor de R$ 471 milhões através do Fundo Setorial do Audiovisual. O lançamento do Cineclube da Mostra de Cinema Infantil acontece no próximo sábado, às 16h, no cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), com uma programação especial: produções realizadas pelas próprias crianças.

O Projeto Aprendendo a Programar Games promove o aprendizado em programação de jogos para jovens em situação de vulnerabilidade social de todos os bairros de Florianópolis.
O programa é executado pelo Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina – CDI-SC e contou com o patrocínio do BRDE por meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
São 4 horas de aula por dia, de segunda a sexta-feira, durante 2 meses, na escola estadual Rosa Torres de Miranda, no bairro Jardim Atlântico. Puderam participar jovens entre 14 e 20 anos que estejam cursando ou tenham completado o ensino fundamental ou médio.
A primeira etapa do projeto foi concluída na última sexta-feira (15), com a formatura de 12 alunos. Os estudantes foram avaliados por meio de apresentação dos jogos desenvolvidos durante o curso.As inscrições para a nova turma estão abertas no site do CDISC.

O BRDE, em parceria com a Secretaria de Estado do Planejamento, o Tribunal de Contas de SC e a FIESC, realizou no último dia 4 o “I Encontro Catarinense sobre Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs)”. A ideia do encontro era introduzir o tema e apresentar cases de municípios e Estados que adotaram esses modelos, além de esclarecer dúvidas.
Na abertura do evento, o BRDE e o Governo do Estado assinaram um termo de cooperação em que se comprometem a assessorar as prefeituras catarinenses interessadas em elaborar projetos de Concessão ou PPP. Para o secretário de Estado do Planejamento, Murilo Flores, “esse foi o pontapé inicial para uma política do Estado de apoiar os municípios para que eles tenham acesso a esse tipo de proposta. Vamos oferecer um assessoramento, que vai desde a elaboração de uma lei municipal até a construção de um projeto que vá ser contemplado com recursos da iniciativa privada”.
Para o superintendente da Agência do BRDE em Santa Catarina, Nelson Ronnie dos Santos, que representou o Banco na assinatura, essa parceria vai permitir que os municípios catarinenses tenham um suporte técnico adequado para elaborar e analisar propostas de Concessões e PPPs. “Observamos que os municípios têm dificuldade em elaborar projeto, devido à sua complexidade por causa de questões jurídicas, financeiras, fiscais, entre outras. O papel do BRDE será de agente articulador e também de consultor técnico para contribuir com os gestores municipais nesse processo”, comentou.
A primeira palestra do evento foi de Bruno Pereira, sócio da Radar PPP. De acordo com ele, muitos municípios estão buscando solucionar entraves e gargalos públicos através desses instrumentos, mas a falta de informações sobre o assunto pode gerar experiências negativas, o que pode aumentar o preconceito em relação ao tema. Para ele, “não dá pra articular PPP e concessão de qualidade, que gerem valor para o cidadão ou que respeitem o orçamento público, sem que haja conhecimento sobre isso”.
O diretor de Programa do Departamento de Infraestrutura de Logística, do Ministério do Planejamento, Bruno Westin, apresentou a visão do órgão e como as concessões e PPPs estão avançando a nível nacional. “Hoje o ministério do planejamento trabalha com um programa de apoio às parcerias e concessões, pois reconhece que é uma alternativa para viabilizar a melhoria dos serviços públicos prestados ao cidadão”.
A analista do BRDE Cecília Alvares apresentou os novos modelos de serviços que o BRDE poderá prestar assessorando as administrações públicas em relação ao tema. Durante a apresentação, ela destacou a expertise do BRDE na análise e modelagem de projetos, e também a experiência em assessorar o setor público municipal, advinda das operações com o BRDE Municípios e também como agente mandatário do FUNDAM.
“Há uma convergência muito grande sobre as possibilidades de uso da parceria público-privada e da concessão. As palestras foram muito esclarecedoras – conhecemos um pouco mais desse instrumento de gestão, que quando bem executados são instrumentos importantes para melhorar a qualidade de serviço que o Estado pode ofertar para a população”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Murilo Flores.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE e a Cooperativa Central Aurora Alimentos assinaram no dia 4 de agosto um contrato de financiamento para a aquisição de duas unidades de abates, sendo uma de frangos e outra de suínos, pela cooperativa. O investimento da Aurora na compra será de R$ 108.437.500,00, dos quais R$ 49.593.000,00 serão financiados pelo BRDE em parceria com o BNDES, por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária – PRODECOOP.
A assinatura aconteceu durante a reunião de transferência da presidência do CODESUL para o governador catarinense João Raimundo Colombo. O CODESUL reúne os governadores de SC, RS, PR e MS para pensar e implantar ações de desenvolvimento na região.
A Aurora conta hoje com 13 cooperativas afiliadas, que congregam mais de 72 mil famílias. A cooperativa tem 15 plantas de processamento de proteína animal, duas de laticínios e seis fábricas de rações. Nas suas unidades trabalham mais de 26 mil colaboradores diretos. Mais oito mil pessoas trabalham nas cooperativas filiadas.
Suas unidades estão localizadas nos quatro estados que compõem o CODESUL – Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
AS UNIDADES – A Aurora passa a ser proprietária dos ativos antes arrendados da Cotrel, localizados em Erechim, no Rio Grande do Sul. A Unidade de Abate e Industrialização de Suínos tem capacidade para processar 418 mil cabeças/ano, e a Unidade Abate e Industrialização de Aves tem capacidade para abater 26,7 milhões de cabeças/ano. Os dois frigoríficos respondem em conjunto por 7,8% da receita operacional bruta do conglomerado Aurora e sustentam 2.496 empregos diretos, que representam R$ 52,3 milhões em salários e R$ 11,6 milhões em encargos sociais.
O vice-presidente da cooperativa, Neivor Canton, explica que a incorporação será imediata, com a continuidade normal das atividades que vinham sendo desenvolvidas, já que a Aurora já operava as duas plantas por arrendamento. “Temos um compromisso com os nossos cooperados e com os empregos. São mais de 2,4 mil famílias impactadas pela compra, que terão sua renda garantida”, explica.
De acordo com a diretoria do BRDE, Aurora Alimentos tem mantido estreita relação com o Banco nas suas demandas por crédito de longo prazo. Além de operar nos quatro estados do CODESUL, a cooperativa tem demonstrado sua capacidade de geração de emprego e renda, favorecendo a manutenção dos agricultores familiares, seus cooperados, no campo. A diretoria do banco avalia que é muito importante para a economia da Região Sul que os produtores rurais busquem agregar valor à sua produção. As cooperativas têm investido em unidades de processamento e beneficiamento, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região Sul.
COOPERATIVAS – De 2011 a 2016, o BRDE financiou cerca de R$ 5 bilhões para cooperativas de produção dos três estados do Sul. Deste montante, as cooperativas de SC financiaram mais de R$ 1,3 bilhão, as do Paraná financiaram cerca de R$ 2,7 bilhões e as gaúchas mais aproximadamente R$ 1 bilhão.