BRDE

INCENTIVO

Dois expoentes paranaenses de esgrima em cadeira de rodas estarão em Tóquio. Eles são do projeto da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, recebe recursos do Banco, via incentivo fiscal.

O Paraná tem dois atletas de esgrima em cadeira de rodas já confirmados para os Jogos Paralímpicos de Tóquio: Jovane Guissone, que conquistou ouro em Londres, em 2012 e Carminha Oliveira, campeã brasileira na modalidade.
Ambos fazem parte da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), de Curitiba. O projeto da entidade com atletas de esgrima em cadeira de rodas recebe o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio de incentivos fiscais.

“Precisamos apoiar e incentivar esses atletas, fazer com que o sonho deles seja possível. Nós, do BRDE, temos muito orgulho em ver que atletas do projeto chegaram tão longe, trazendo tanto prestígio ao nosso país”, afirma o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley.

Jovane Guissone foi o primeiro atleta brasileiro de esgrima em cadeira de rodas a conquistar o ouro olímpico. Em 2020, foi campeão da etapa da Hungria da Copa do Mundo desta modalidade. Carminha Oliveira conheceu o esporte em 2016 nas Paraolimpíadas do Rio e procurou a ADFP. Ela começou a competir no mesmo ano, no Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas, onde conquistou o segundo lugar. E nas três últimas competições (2017, 2018 e 2019) ganhou o primeiro lugar. Carminha conquistou a medalha de prata no Regional das Américas de Esgrima em Cadeira de Rodas de 2019, realizado no Canadá.

 

Projeto reúne 18 atletas com experiência em competições

A ADFP é uma organização do terceiro setor, de Curitiba, fundada em 1979, com o objetivo de instituir e coordenar serviços de assistência e reabilitação aos deficientes físicos. Ela auxilia no desenvolvimento, independência e autonomia da Pessoa com Deficiência Física nas suas relações sociais através da reabilitação e habilitação física, social, cultural, profissional e esportiva.

Exemplo

O curitibano Sandro Colaço não participa mais de competições como as Paralimpíadas. Mas sua trajetória no esporte é um exemplo do benefício que o apoio como o do BRDE ao projeto da ADFP proporciona à carreira de atletas. Há 21 anos, a vida de Colaço mudou totalmente. O atual atleta profissional de esgrima em cadeira de rodas sofreu um acidente que o fez perder o movimento das pernas e teve de reaprender, aos poucos, como viver e realizar tarefas simples do dia a dia. Desanimado com a nova forma de levar a vida, procurou a ADFP.

Foi lá que Sandro, e muitos outros atletas, puderam ter contato com novas formas de praticar esportes. Em 2010, ele conheceu a esgrima em cadeira de rodas. “Foi estranho ver um monte de gente mascarada se espetando”, brinca o atleta. Em 2011 teve sua primeira colocação para a seleção brasileira da modalidade.
Colaço participou de 15 competições internacionais, uma delas a Paralimpíadas no Brasil, em 2016. “Foi a realização de um sonho. Minha família toda lá, me vendo competir, foi inexplicável”, relembra.

Importância do projeto

O que auxiliou e motivou os atletas a chegarem às competições foi o projeto da ADFP, que garante a manutenção da equipe, com estrutura necessária, treinadores e colegas, já que, como todos os outros, é um esporte que precisa de prática com outros competidores e tem um alto custo de equipamentos.

Além disso, como princípio, o projeto esportivo é um dos caminhos criados pela ADFP para que a Pessoa com Deficiência tenha uma nova expectativa de vida. “Somos um facilitador de sonhos, tanto para quem pratica, ou para quem assiste nossos atletas competirem. O impacto do nosso projeto é esse, como aconteceu com a Carminha”, diz o coordenador de projetos e voluntário da ADFP, Fábio Ferreira da Silva Ingenito. Ele ainda destaca a importância das empresas se envolverem e apoiarem o projeto. “O paradesporto tem um valor para a vida das pessoas e da sociedade, sem estimativas”, afirma.

O projeto nascido, em 2004, mantém 18 atletas, sendo a maioria com experiência em competições. Atualmente, vem trabalhando para obter grandes conquistas dentro e fora das quadras, sendo uma das melhores equipes esportivas do Brasil em estrutura, número de atletas, vitórias e medalhas nas competições oficiais da modalidade. A pretensão é ranquear 4 atletas entre os 5 melhores do Brasil.

Incentivos Fiscais

O apoio do BRDE, via incentivo fiscal, ajudou a garantir a continuidade do projeto, a conquista de muitas medalhas para a equipe, além de impacto social relevante junto à sociedade e bastante exposição da marca dos patrocinadores.
Para o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, projetos como esse são extremamente importantes não só para o crescimento do esporte no Brasil, mas também o papel social que a prática proporciona aos atletas.
Bley destaca que como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. “A inciativa constitui parte d política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná”, explica Bley.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link www.brde.com.br. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

 

A segunda edição do Programa BRDE LABS no Estado será conduzida pela Universidade, por meio do Feevale Techpark. As inscrições para startups interessadas abrem em julho

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Universidade Feevale assinaram contrato com o objetivo de realizar a segunda edição do Programa BRDE LABS, que promoverá a aceleração de startups com sede no Rio Grande do Sul. O reitor da Universidade, Cleber Prodanov, e a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, celebraram a parceria na manhã desta quarta-feira (23/06), no Hub One Porto Alegre, a nova unidade do Feevale Techpark na capital gaúcha.

Estiverem presentes ao ato de assinatura e visitaram as instalações do Hub One o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian; o diretor do Departamento de Gestão da Inovação da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, André França; a diretora de Inovação da Feevale, Daiana de Leonço Monzon; a coordenadora do Feevale Techpark, Manuela Bruxel; o superintendente da agência do BRDE no Rio Grande do Sul, Paulo Raffin, e o gerente de Planejamento, Alexander Nunes Leitzke, que coordena o BRDE LABS no Estado.

Parceria promissora

Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, essa nova etapa do BRDE LABS reafirma as diretrizes do banco em apoio ao desenvolvimento da região com foco na sustentabilidade e na inovação. “Ao completar 60 anos, o BRDE renova esses compromissos. Além de promover a aceleração de startups, estamos patrocinando fortemente a formação de jovens para um mercado da inovação cada vez mais promissor. Vamos impactar a economia e deixar um legado social”, acentuou a presidente.

Dentre outros concorrentes do ecossistema gaúcho, o Feevale Techpark teve sua proposta aprovada no processo de licitação. Segundo o reitor Cleber Prodanov, a parceria é muito importante, pois é uma conjunção de esforços no sentido de apoiar as startups, o que a Universidade Feevale já vem fazendo há bastante tempo, e acelerar o desenvolvimento do Estado. “Vamos fazer esse trabalho no Hub One Porto Alegre, que é uma unidade do nosso parque tecnológico, mas contribuindo com todo o ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul”, afirmou. Para ele, essa é uma excelente condição para que a Universidade e o Feevale Techpark possam, ao longo do programa, trabalhar na aceleração de startups para solucionar os desafios propostos pelo BRDE e seus clientes.

André França, representando o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado, Luís Lamb, cumprimentou o BRDE por seus 60 anos e afirmou ser muito significativo o lançamento da segunda edição de um programa de inovação num momento de transformação, de mudanças de paradigmas tecnológicos, organizacionais e ambientais. “Os bancos de desenvolvimento têm um papel relevante nessa transformação”, destacou. “É muito importante trabalharmos de forma coordenada. Que a gente junte esforços e tenha essa profusão de iniciativas com muito diálogo”, disse André França.

Empresas âncoras

Neste ano, foi introduzida uma inovação: empresas parceiras do BRDE participarão desde o início da aceleração na condição de “âncoras”, contribuindo com sua experiência para identificar gargalos e propor desafios que possam ser solucionados pelas startups. A aproximação das startups com empresas já consolidadas no mercado é um dos aspectos mais relevantes do BRDE LABS. Da mesma forma, a equipe técnica do banco trabalha de forma integrada com a equipe da Feevale durante a aceleração.

Serão priorizadas verticais como Agronegócio, Saúde, Indústria 4.0, IoT, Tecnologia da Informação, Logística e Meio Ambiente. As startups participantes do processo de aceleração (de 10 a 14) terão seu desempenho avaliado ao longo do programa. Ao final, as cinco melhor classificadas receberão premiação em dinheiro.

Sobre o BRDE LABS

Lançado em 2020 com a finalidade de fomentar inovação e desenvolvimento regional, o Programa BRDE LABS tem foco na gestão e na estruturação das startups, buscando alavancar recursos e parcerias que contribuam para o seu êxito operacional. Na primeira edição realizada no Rio Grande do Sul, o Programa teve 188 startups inscritas. Dessas, 30 participaram da etapa de pré-aceleração e 12 foram escolhidas para a aceleração desenvolvida entre agosto e novembro, 100% em meio virtual em função da pandemia. Foram premiadas as três startups que demonstraram o melhor desempenho, segundo a avaliação do comitê técnico e da banca: Palma Sistemas, DigiFarmz e Elysios se destacaram entre as finalistas por apresentarem soluções inovadoras, perfil empreendedor e evolução durante o programa.

Sobre o Hub One Porto Alegre 

A aceleração das empresas selecionadas pelo Programa BRDE LABS ocorrerá na unidade do Feevale Techpark em Porto Alegre (Rua Cândido Silveira, 198, Bairro Auxiliadora). Trata-se de um espaço que integra universidade e empresas para a criação de produtos diversificados e soluções conectadas com o mercado. O Hub é compartilhado com parceiros estratégicos para gerar negócios, fomentar projetos e desenvolver tecnologias, potencializando a cultura de inovação.

Foto: Eduardo Bettio/Universidade Feevale

Por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem poiado o projeto olímpico desenvolvido pela Sociedade de Ginástica Porto Alegre (Sogipa), que busca oferecer a atletas de alto rendimento melhores condições de treinos. Além de uma preparação de excelência para as competições nacionais e internacionais, a Sogipa está prestes a enviar entre sete e nove atletas para representar o Rio Grande do Sul e o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a partir do próximo dia 23 de julho.

Desenvolvido pela o único clube gaúcho que tem quatro medalhas olímpicas nos esportes individuais, o projeto recebe apoio do BRDE há quatro anos. Desde 2017 foram repassados R$ 167 mil. No ano passado, o valor foi de R$ 40 mil. Os repasses foram usufruídos na criação de uma estrutura de treinos, que compreende alimentação, infraestrutura e manutenção das comissões técnicas, além da própria remuneração aos atletas.

Um dos destaques da equipe é a judoca Mayra Aguiar, campeã pan-americana, mundial e medalhista olímpica. Inicialmente a meta do clube era classificar cinco atletas de duas modalidades diferentes para os jogos olímpicos. No entanto, a expectativa possivelmente será superada, com a expectativa de conquistar ao menos uma medalha. Quem já está coma vaga garantida em Tóquio é o atleta de salto triplo, Almir Júnior.

“Sempre foi uma meta ambiciosa que graças a muito trabalho e ao apoio de parceiros, como o BRDE, estamos próximos de alcançar. O valor repassado dá tranquilidade e segurança para os atletas competirem e se desenvolverem”, destacou o presidente da Sogipa, Carlos Wüppel.

 


Almir Júnior, atleta de salto triplo da Sogipa, já tem vaga garantida em Tóquio

Esporte como inclusão social

A Sogipa sempre encarou o esporte como uma poderosa ferramenta de educação e de inclusão social. O clube trabalha o esporte como ferramenta de promoção na formação das crianças e dos jovens. A oferta de treinos de qualidade, a cobrança da disciplina, respeito, dedicação e empatia, desenvolve as potencialidades dos atletas. Não são todos que atingem o ápice de uma carreira bem-sucedida, disputando e vencendo competições internacionais. Mas, mesmo aqueles que não chegam ao estrelato, tornam-se cidadãos, com abertura de oportunidades para uma vida mais promissora.

Neste sentido, na avaliação de Wüppel, o apoio do BRDE é fundamental para a continuidade desta iniciativa. “Acho que estamos no caminho certo, mas a Sogipa não faria nada disso sozinha,” concluiu.

 Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Na última quinta-feira (17/6), o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Economista participou em evento organizado pelos 60 anos do BRDE

“Em períodos de normalidade na economia, as instituições de fomento devem agir nas lacunas do mercado onde o setor privado não atende, com foco maior na sustentabilidade e no enfrentamento das diferenças socias.” A avaliação é do economista Persio Arida, durante evento organizado pelo Banco regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com transmissão on line nesta terça-feira (16/6). Para ele, os bancos públicos, na hora de avaliar os projetos em busca de crédito, não devem se fixar apenas na lógica do emprego na política de investimento. “A avaliação precisa ser independente, com critérios e foco na sustentabilidade e na redução da diferença social. É preciso saber se o retorno social é maior do que o privado”, complementou.

Integrante da equipe que implantou o Plano Real e um dos economistas mais respeitados do país, Persio Arida participou como palestrante na programação alusiva aos 60 anos do BRDE. Com a experiência de ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista observa que, em tempos de crise no setor financeiro como o mundo no momento em razão da pandemia de Covid-19, o cenário de incertezas recomenda que as instituições de fomento atuem como garantias ao que ele define como “créditos bons”.  Como nesse cenário há uma redução de funding e de oferta de crédito, os bancos públicos não devem recorrer ao mercado para suas captações, “pois daí farão parte do problema e não da solução”, indicou.

O economista fez uma avaliação dos cenários da economia mundial, observando uma forte recuperação em termos de crescimento em alguns países ao nível de 2019, porém fez um alerta para a volta do processo inflacionário. Na sua palestra, abordou os desafios que seguem para ganhos de produtividade no Brasil. “Os nossos desafios cresceram com a Covid e não se percebe avanços na abertura da economia e numa política de privatização”, frisou.

A diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, conduziu a transmissão e fez questão de abordar o tema do desenvolvimento sustentável. “Nos temos hoje um desafio global, mas uma oportunidade nacional, mas é preciso ter um conjunto de políticas que promovam a sustentabilidade. E primeiro é energia, é preciso fazer que o Brasil tenha mais energia limpa do que já tem”, apontou. Persio Arida listou ainda ações como incentivo ao ecoturismo e o combate à grilagem de terras pelo país.

Ao completar 60 anos, o BRDE está entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, com a missão de promover o desenvolvimento econômico e social da Região Sul. O banco é signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas, com aproximadamente 83% da sua carteira de crédito sendo aderente a pelo menos um dos ODS

Economista do Ano de 2003, Persio Arida já presidiu também o Banco Central do Brasil e tem larga experiência também no setor privado. A íntegra da palestra pode ser conferida no canal do Youtube do BRDE: https://www.youtube.com/watch?v=fsvc6QuFREc

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas nos três Estados do sul do país, celebrou, nesta terça-feira (15/6), seu aniversário de 60 anos. A cerimônia de comemoração ocorreu em formato híbrido e pode ser conferida, na íntegra, neste link.

Entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, o BRDE tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação, compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

Além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, a instituição vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados pela pandemia de Covid-19. O BRDE fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três Estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Governadores de três estados do Conselho de Desenvolvimento do Extremo Sul (Codesul) estiveram reunidos no Palácio Piratini mais cedo e, após, participaram do evento de aniversário. “Estarmos celebrando este aniversário significa celebrar que, por 60 anos, diante de cenários econômicos incertos, de dificuldades, de pandemia, e de tantas outras adversidades, esse banco, fruto da união de esforços entre três Estados do Sul do Brasil, e do Mato Grosso do Sul, via Codesul, não só resiste às dificuldades dos tempos como é um apoio importante para enfrentá-las nos Estados. Além de dar suporte a tantas iniciativas do setor privado, de pequenas fábricas às grandes instalações, o BRDE tem sido, ao longo da pandemia, parceiro importante para o capital de giro, que também é financiado por meio do banco nesse momento crítico da pandemia, e vai ser parceiro fundamental na retomada econômica pós-Covid”, disse o governador Eduardo Leite.

Diante de um cenário de crise, além dos próprios recursos, o banco vem trabalhando por meio de parcerias com outras instituições, nacionais e internacionais, com o objetivo de contemplar tanto o crédito emergencial em momento de extrema dificuldade para os empreendedores como o apoio a novos investimentos.

“Logo nos primeiros movimentos da pandemia, percebemos que o que viria a se impor teria um impacto econômico, devido às restrições que se fizeram necessárias para poupar vidas, e não apenas as restrições no RS, mas também aquelas em outros Estados e países que afetaram a demanda e o abastecimento de determinados insumos e equipamentos necessários para a produção. Tudo isso afetou a economia de uma forma muito forte. Começamos a buscar os caminhos para que pudéssemos estender a mão, e o BRDE foi imediatamente percebido como o braço que teríamos, com força, com fôlego, com estrutura e com expertise, para dar suporte a quem mais precisaria. O banco teve de se reposicionar e fez isso com competência, se adaptou à realidade, e estruturou novas formas de apoio e novas linhas de financiamento, com prazos de carência fundamentais para quem estava sendo mais afetado”, relembrou Leite.

“É motivo de alegria ver a força desse banco pelo desenvolvimento desses quatro estados que representam uma fatia importante do PIB brasileiro, que têm em comum a vocação do agronegócio. Lá atrás, o BRDE foi criado para levar um trator ou uma máquina para um agricultor que ainda usava enxada. Hoje, ele é parte do sucesso das grandes indústrias de transformação de alimentos do planeta, que passara a ser uma grande base econômica do País”, celebrou do Paraná e presidente do Codesul, Ratinho Junior.

Ele endossou, ainda, a importância da presença do BRDE para o desenvolvimento das cooperativas paranaenses. “Há muito tempo temos um sistema de cooperativas muito forte: das 20 maiores cooperativas do Brasil, 14 estão no Paraná. E hoje não se pensa mais em agronegócio sem pensar em tecnologia. O BRDE é muito importante porque, entendendo tanto de agricultura como de tecnologia, ele conhece a alma de quem quer crédito hoje”, relatou.

Para o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, o BRDE cumpre um papel estratégico em termos de desenvolvimento regional. “A Região Sul é uma das mais ricas do país e a divulgação do PIB do primeiro trimestre mostra a importância dos nossos estados e que têm na agroindústria, que são hoje financiadas em larga escala pelo BRDE, tem levado o Brasil a crescimento muito importantes”, frisou Azambuja. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, participou da reunião do Codesul. Porém, compromissos de agenda em Brasília fizeram antecipar o seu retorno.

“É com muito orgulho que percebemos a nossa responsabilidade, como dirigentes de uma instituição, de honrar esse legado e de construir juntos, alinhados com os interesses dos nossos Estados, mas também com a visão de futuro que seja regional e que seja para impactar a qualidade de vida das pessoas. É a celebração da força de uma ideia, da ambição que foi criada lá atrás, e que, para que se consolidasse, contou com a colaboração, trabalho e dedicação de muita gente, além do esforço empreendedor dos nossos clientes que geram renda, riqueza e empregos, e que são o foco da nossa atuação”, destacou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Em seis décadas de atuação, o banco já alcança a marca de R$ 200 bilhões em operações de crédito.

Sustentabilidade

Nesse sentido, um aspecto relevante é o compromisso assumido pelo banco como signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. “A partir da diversificação das nossas fontes de funding, houve também um esforço em ampliar os programas e linhas para atender a esse compromisso, o que compreende desde projetos para o uso e produção de energias renováveis, agricultura de baixo carbono e obras de saneamento, mas também estímulo ao empreendedorismo das mulheres”, acrescentou Leany. Aproximadamente 83% da carteira de crédito é aderente a, no mínimo, um ODS.

Os diretores do BRDE igualmente se manifestaram no evento, que teve a Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul como participação cultural. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, além de representantes de bancos internacionais, como o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Ricardo Mourinho Félix, o diretor regional da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Philippe Orliange, o representante do Grupo BID no Brasil, Morgan Doyle, o representante do CAF no Brasil, Jaime Holguín, e a diretora-geral do Escritório Regional das Américas do NDB, Cláudia Prates, enviaram mensagens que foram exibidas ao longo da programação.

*Com informações da Secom/RS e Agência de Notícias/PR.

*Fotos: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini

Programação pelos 60 anos do Banco terá também palestra do economista Persio Arida

Para marcar os 60 anos de sua atuação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) programou uma série de atividades ao longo da próxima semana. O destaque é a participação dos governadores que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) no evento que acontece na terça-feira (15/6), em Porto Alegre, dia do próprio aniversário da instituição. Fundado em 1961, o BRDE é a principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas da Região Sul.

Assim como as demais atividades da semana, a celebração pela data do aniversário inicia às 15 horas e terá transmissão on line através do canal do BRDE no Youtube (/brdeoficial). Os governadores Ratinho Junior (Paraná e atual presidente do Codesul), Carlos Moisés (Santa Catarina) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul) serão recepcionados mais cedo pelo governador Eduardo Leite no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, onde está prevista reunião do Conselho.

O primeiro dia da programação vai trazer um resgate histórico dos principais momentos da trajetória de seis décadas do Banco. O Memória BRDE (segunda-feira, dia 14/6) reunirá relatos de ex-funcionários do Banco dos três estados controladores e depoimentos que destacam passagens marcantes.

Na quarta-feira (16/6), também às 15 horas, está prevista palestra com o economista Persio Arida. Ex-presidente do Banco Central e do BNDES, Persio Arida integrou a equipe que idealizou o Plano Real e é reconhecido como um dos grandes estudiosos sobre a inflação brasileira.

Os dois dias seguintes da programação estão voltados para a celebração e valorização da nossa cultura. Na quinta-feira (17/6) haverá a transmissão de um espetáculo produzido exclusivamente pela Escola de Teatro Bolshoi, de Santa Catarina, em homenagem aos 60 anos do BRDE. Já no fechamento da semana, haverá a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná e uma apresentação especial do Espaço Cultural BRDE-Palacete dos Leões, que fica em Curitiba.

Nesses eventos serão destacados os diferentes apoios do Banco através das Leis de Incentivos, que desde 2015 representam, no acumulado, repasses que superam R$ 23 milhões. Apenas no apoio à cultura, por meio da Lei Rouanet e Audiovisual, foram mais de R$ 10,8 milhões repassados.

 

Confira a programação na íntegra:

https://www.brde.com.br/wp-content/uploads/2021/06/SemanaBRDE.pdf

Banco reafirma seus compromissos de apoiar o desenvolvimento econômico e social alinhado com a sustentabilidade

Principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas nos três estados do Sul do país, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) completa 60 anos de atuação na próxima terça-feira (15/6). Entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, o BRDE tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação, compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

Além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, a instituição vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados pela pandemia de Covid-19. O BRDE fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Diante de um cenário de crise, além dos seus próprios recursos, o Banco vem trabalhando por meio de parcerias com outras instituições, nacionais e internacionais, com o objetivo de contemplar tanto o crédito emergencial em momento de extrema dificuldade para os empreendedores quanto o apoio a novos investimentos.

“Como agente de fomento, chegar aos 60 anos representa um acúmulo muito significativo de conquistas para toda a região, mas também carrega um grande desafio de futuro. Por isso, o BRDE busca acompanhar de modo contemporâneo as mudanças cada vez mais aceleradas, acentuando seu compromisso com uma agenda de sustentabilidade, de apoio à inovação, de um olhar para o impacto ambiental, econômico e social que cada projeto trará”, destaca a diretora-presidente Leany Lemos. Em seis décadas de atuação, o banco já atinge a marca de R$ 200 bilhões em operações de crédito.

Neste sentido, um aspecto relevante é o compromisso assumido pelo Banco como signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. “A partir da diversificação das nossas fontes de funding, houve também um esforço em ampliar os programas e linhas para atender a esse compromisso, o que compreende desde projetos para o uso e produção de energias renováveis, agricultura de baixo carbono e obras de saneamento, mas também estímulo ao empreendedorismo das mulheres”, acrescenta Leany Lemos. Aproximadamente 83% da sua carteira de crédito é aderente a, no mínimo, um ODS.

Diversificação

Criado em 1961 com o desafio inicial de propiciar ganhos de produtividade para uma economia regional à época majoritariamente agrícola, o BRDE nasce diante da necessidade de atrair para os estados do Sul melhores fatias das linhas de crédito federal, por muitos anos fonte majoritária de funding.

Ao longo de sua trajetória, em especial no período mais recente, o Banco buscou diversificar suas fontes a ponto de registrar, no último ano, uma redução da participação do Sistema BNDES a 57,6% do total de financiamentos contratados.  Esse resultado ocorreu mesmo com um aumento de 24,3% do volume contratado com recursos do BNDES em relação ao ano anterior, que passou de R$ 1,5 bilhão em 2019 para R$ 1,9 bilhão em 2020.

O BRDE registra hoje uma importante relação de parcerias com organismos internacionais, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), BIRD-Banco Mundial, Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Europeu de Investimentos (BEI), Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).  No ano passado, as contratações com fontes externas corresponderam a R$ 308,4 milhões em operações, um salto de 93,6% na comparação com 2019. Já as concessões de crédito com recursos próprios do BRDE somaram R$ 651 milhões, uma elevação de 75,1% em relação a 2019.

“É um orgulho imenso ver o crescimento do Banco nesses 60 anos e também a diversificação de fundings que conquistamos. A captação de recursos no BID, por exemplo, representa a terceira parceira internacional da história do BRDE, que já contratou 50 milhões de euros na Agência Francesa de Desenvolvimento e outros 80 milhões de euros no BEI. Isso é muito importante para o futuro e inovação dos três estados, porque os recursos contratados na AFD são destinados ao financiamento de projetos relacionados à produção e consumo sustentáveis na Região Sul”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

O BRDE também já trabalha com a preparação na emissão de títulos financeiros como alternativa de captação de recursos. Numa etapa inicial, a captação de RDB´s é estimada em R$ 30 milhões, os quais serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região Sul – BRDE PROMOVE SUL, a fim de serem utilizados para operações de crédito. Outras emissões estão programadas para 2022.

Incentivos Fiscais

Além de apoiar com crédito produtores rurais, cooperativas, indústrias, serviços e o setor público, sempre a partir das diretrizes das políticas delineadas pelos estados acionistas, o banco desenvolve sua política de responsabilidade socioambiental. Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como diretriz apoiar, por meio das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde, aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. No acumulado desde 2015, o Banco já destinou mais de R$ 23,7 milhões através das Leis de Incentivos.

Quem somos

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE foi fundado em 15 de junho de 1961 pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o objetivo de fazer o Sul do Brasil prosperar. Desde então, o BRDE tem sido um parceiro que apoia e acompanha o desenvolvimento de projetos para aumentar a competitividade de empreendimentos de todos os portes na região. O ativo total do banco é de R$ 16,7 bilhões e com um patrimônio líquido que chegou agora a R$ 3,12 bilhões (Relatório 2020).

Uma referência em financiamentos de longo prazo para investimentos, capaz de transformar projetos em realidades. É uma Instituição financeira pública de fomento, controlada pelos três estados do Sul e que conta com autonomia financeira e administrativa.

O BRDE atua incorporando nas suas rotinas práticas de boa gestão ASG (ambiental, social e governança), com uma visão de desenvolvimento sustentável da Região Sul, apoiando as políticas públicas dos estados controladores,

Conta atualmente com mais de 33 mil clientes ativos e está presente em 1.088 municípios, o que corresponde a 91,4% das cidades da região Sul. O BRDE está sujeito a acompanhamento e controle do Tribunal de Contas, bem como à fiscalização do Banco Central do Brasil. O Banco tem hoje 468 colaboradores nos três Estados. Sua estrutura administrativo-organizacional é determinada por Regimento Interno estabelecido pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul – CODESUL e fundamentada por Atos Constitutivos aprovados pelas Assembleias Legislativas dos Estados-Membros.

Com sede administrativa e agência na cidade de Porto Alegre (RS), possui também agências em Florianópolis (SC) e em Curitiba (PR), além de um escritório de representação no Rio de Janeiro (RJ) e espaço de divulgação em Campo Grande (MS). Possui também espaços de divulgação em 10 cidades da Região Sul.

Alternativas de crédito e estratégias para o desenvolvimento municipal foram apresentadas aos dirigentes e técnicos municipais gaúchos no Seminário Novos Gestores, promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), nos dias 28 e 29 de abril. Na tarde da quarta-feira (28), a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, e o gerente do Programa BRDE Municípios no Estado, André Gotler, participaram do painel “Gestão de recursos, desenvolvimento econômico e microcrédito”.

Diante da dificuldade dos municípios em obter recursos, agravada durante o período da pandemia, a Famurs buscou aproximar os gestores municipais das instituições que disponibilizam programas de crédito e alternativas de financiamento voltadas ao desenvolvimento local, além de apresentar o Programa RS Trabalho, Emprego e Renda, implementado pela Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social.

BRDE MUNICÍPIOS

A presidente do BRDE, Leany Lemos, reafirmou o papel do BRDE como um parceiro dos municípios da região Sul, expondo aos gestores a linha de ação e as recentes realizações do banco na promoção do desenvolvimento sustentável. “Apesar de apenas 5% da carteira do BRDE ser voltada para o setor público, temos muito orgulho do programa BRDE Municípios e queremos ampliar o atendimento aos prefeitos”, disse, informando que nos últimos dois anos foram contratados R$ 284 milhões por municípios junto ao banco por meio desse programa.

Leany Lemos destacou que o grande diferencial do BRDE é sua expertise na assistência técnica e que a agenda voltada para a sustentabilidade – ambiental, econômica e social – está no centro das atenções do banco e de seus parceiros nacionais e internacionais do sistema de fomento. “As agendas e planos municipais também estão incorporando a sustentabilidade. Isso transforma uma região. Isso transforma um país”, sublinhou.

Na sequência, o gerente do Programa BRDE Municípios no Rio Grande do Sul, André Gotler, fez o detalhamento técnico de como os municípios podem buscar as operações e concretizar os recursos para a realização de projetos de desenvolvimento municipal. Entre os exemplos de investimentos financiáveis estão: pavimentação urbana, saneamento básico, aquisição de máquinas, modernização da administração pública, iluminação pública e geração de energia renovável, entre outras.

Participaram do painel a presidente do Badesul, Jeanette Lontra, e a secretária estadual do Trabalho e Assistência Social, Regina Becker, que frisou a importância de promover a integração de ações do Estado e dos entes municipais.

A diretora-presidente do Banco regional de Desenvolvimento do extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, participou de evento que debateu, nesta segunda-feira (5/4), os principais desafios do setor financeiro nacional em apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPME´s) na retomada da economia diante da crise da Covid-19. Organizada pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a webinar reuniu representantes das importantes instituições de fomento do país.

No painel que discutiu a atuação do Sistema Nacional de Fomento em apoio às MPME´s, Leany Lemos destacou que os bancos subnacionais, como o BRDE,  tiveram condições de dar uma resposta mais rápida diante da crise justamente por reunirem maior conhecimento das realidades regional e setorial. “Ampliamos nossa oferta de crédito com recursos próprios, além dos demais fundings, além de avançar no uso da tecnologia, o que garantiu maior acesso e agilidade na análise. Um processo mais simples, aumentando nossa capacidade de atuar, o que ajudou a proteger muitos empregos”, acrescentou.

Leany Lemos observou ainda, que diferente dos bancos comerciais que reagem de maneira mais conservadora diante da percepção de risco durante uma crise, as instituições de fomento conseguiram uma melhor resposta por atuarem com fundos de longo prazo. Diante da exigência de uma maior flexibilidade por conta dos impactos da pandemia, a presidente destacou que o BRDE fechou 2020 com crescimento de 45% no volume de financiamentos para as MPME´s na comparação com o ano anterior.

Atuando em parceria com cooperativas de microcrédito, o banco ampliou em 230% o número de contratos para o segmento no mesmo período, o “ajudou aqueles que mais sofrem com a crise”. Ela mencionou os programas em favor dos determinados segmentos, como do turismo, da economia criativa e de sustentabilidade, citando o BRDE Empreendedoras do Sul, lançado há duas semanas para apoiar empresas lideradas por mulheres e produtoras rurais nos três estados de atuação do banco.

Na primeira parte da webinar houve a apresentação da Monografia BID, em co-autoria com a ABDE, que abordou o apoio às MPMEs na crise da Covid-19. O painel com a participação da presidente do BRDE foi coordenado pelo representante do BID no Brasil, Morgan Doyle. O debate teve também as presenças do presidente da ABDE e do Bando de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sérgio Gusmão; do diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky; do presidente da Desenvolve SP, Nelson de Souza; e do presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose. O evento pode ser conferido no canal de Youtube da Associação: https://www.youtube.com/watch?v=RBe8_I2YcXM

Empresas lideradas por mulheres e produtoras rurais podem acessar a financiamento para capital de giro e investimento

Com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando, gerar novas oportunidades e assim reduzir as desigualdades, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está disponibilizando, a partir desta quinta-feira (25/3), um programa de crédito voltado exclusivamente ao empreendedorismo feminino. Com possibilidade de financiamento para investimentos fixos e capital de giro, incluindo micro e pequenas empresas, o programa BRDE Empreendedoras do Sul vai atender clientes interessadas nos três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Além de recursos próprios, o BRDE vai se valer de outros fundigns nacionais e de captação de recursos em organismos internacionais para atender a demanda. O programa é direcionado para empresas de diferentes portes que tenham ao menos 50% do seu capital social de sócias mulheres. A oferta de crédito para capital de giro é reservada apenas para pessoas jurídicas e com receita operacional bruta de até o máximo de R$ 90 milhões no ano anterior ao pedido.

Produtoras rurais poderão acessar as linhas repassadas pelo BRDE através do Plano Safra. Já as microempreendedoras individuais e pessoas físicas poderão ter o apoio através de parcerias do banco com outras instituições que atuam com programas de microcrédito, como as cooperativas.

“O programa Empreendedoras do Sul significa um grande esforço da instituição que vai além do seu papel de agente do desenvolvimento do Sul do país. Fomentar o empreendedorismo das mulheres representa um passo importante em termos de inserção social”, definiu a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Ao realizar o anúncio do programa durante as atividades da Semana da Mulher, Leany Lemos já antecipava que a oferta exclusiva de crédito teria condições atrativas e por meio de uma análise simplificada dos pedidos de financiamento. “É para que as mulheres tenham do BRDE o efetivo apoio para suas empresas”, destacou ela.

Através do programa, o BRDE está se comprometendo também a reduzir as tarifas de análise e fiscalização dos contratos, assim como do percentual de comissão interna. Com isso, o custo final do financiamento ficará, em média, entre taxa Selic mais 4,5% ao ano nos casos de crédito para capital de giro e de Selic mais 4%, quando destinando a investimento fixo.

O que é possível financiar

Destinado a auxiliar as empresas lideradas por mulheres reorganizarem suas finanças e comprar matéria-prima, por exemplo, o crédito para capital de giro está limitado a 20% do faturamento bruto registrado no ano anterior ao pedido. Já para investimento fixo, não há limite fixado no programa. O valor máximo de apoio será definido a partir do projeto e da capacidade de pagamento calculada pelo banco, permitindo a empresa investimentos de longo prazo, buscando a expansão, modernização e inovação da sua atividade, incluindo a produção e o consumo sustentável. Será possível financiar obras de construção ou reforma, compra de equipamentos nacionais ou do exterior, adaptações de tecnologia e para capital de giro associado ao projeto.

Como acessar

Para solicitar o financiamento, as empresas devem acessar o site www.brde.com.br, no ambiente do Internet Banking (IB) – https://ib.brde.com.br/Usuario/Login. Todos as operações serão através da plataforma digital e a documentação deverá ser inserida (upload) também através do site. O app do BRDE também traz as informações sobre o programa.