BRDE

Atuando em parceria no apoio a projetos com impacto positivo no meio ambiente, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) iniciam, a partir desta terça-feira (24/6), a apresentação de uma série de vídeos sobre iniciativas que contemplam a geração de energia com fontes renováveis e melhorias em sistemas de iluminação pública. Com investimentos que alcançam R$ 320 milhões, a parceria já contabiliza 45 projetos na região Sul do país, a partir de um fundo de 50 milhões de euros destinado a financiar propostas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas.

Denominada de Parcerias no Desenvolvimento Sustentável da Região Sul, a websérie vai reunir exemplos de empresas privadas que buscaram financiamento do BRDE para implantar usinas de geração fotovoltaicas e a partir de fontes hídricas. Ao todo, os projetos apoiados representam crescimento de 290 GWh por ano na geração de energia renovável e uma redução de 22 milhões de toneladas na emissão de dióxido de carbono (CO2).

O trabalho relata também projetos de instituições e prefeituras que investiram para ganhar maior eficiência energética e avanços no sistema de iluminação pública.

É o caso da prefeitura de Guarapuava, no Paraná, primeiro destaque da série que estará disponível no canal de Youtube do BRDE e também nas redes sociais do banco. Pioneiro no país, o projeto Ilumina Guarapuava permitiu que, em apenas um ano, todo as luminárias da cidade fossem substituídas por lâmpadas LED, o que representou economia de consumo de energia e maior segurança à população local.

Ainda no ano passado, BRDE a AFD estabeleceram uma nova parceria, agora no montante de 70 milhões de euros. Esse fundo é um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três estados do Sul.

Ao todo, a websérie reúne seis vídeos. A periodicidade da divulgação será semanal, sempre às terças-feiras.

14 projetos serão acelerados pela Feevale entre 31 de agosto e 22 de dezembro de 2021

As startups do Rio Grande do Sul que participam da segunda edição do Programa BRDE Labs serão anunciadas em evento híbrido, na próxima quinta-feira (26/08), às 9 horas, em Porto Alegre, com transmissão ao vivo pelo YouTube (veja link abaixo). A iniciativa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, como responsável pela metodologia e a condução do processo de aceleração das startups neste ano.

Em formato de Talk, o lançamento contará com a presença do governador Eduardo Leite e do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, dos dirigentes do banco, da universidade e parceiros do ecossistema de inovação gaúcho.

Além do Feevale Techpark, selecionado pelo BRDE para executar o trabalho junto às startups, cinco empresas parceiras do banco participam da aceleração na condição de âncoras: CCGL, Coagrisol, Fida, Santa Casa de Porto Alegre e Xalingo. Essas empresas contribuem com suas experiências para propor desafios que possam ser solucionados pelos participantes, uma prática já consolidada no mercado e um dos aspectos mais relevantes do programa.

Das 66 propostas inscritas no Estado, foram selecionados 15 projetos das áreas de saúde, tecnologia da informação, agronegócio, IoT e Indústria 4.0, dos quais 14 participarão do processo de aceleração.

A etapa de aceleração, que corresponde à terceira fase do programa, inicia no dia 31 de agosto e termina em 22 de dezembro deste ano, durante o evento BRDE Labs Demoday. Durante o período de quatro meses, as startups serão contempladas com as fases de validação, product market fit, go to market, crescimento e monitoramento e mentorias, além de mentoria com especialistas, workshops de monitoramento e desenvolvimento, conexões e networking e infraestrutura de apoio no Hub One Porto Alegre. Ao final do processo, os cinco melhores projetos acelerados receberão premiação em dinheiro.

Para acompanhar o evento ao vivo, no dia 26/8, às 9h, acesse: https://youtu.be/NDrdQCl_pBg

14 projetos serão acelerados pela Feevale de 31 de agosto a 22 de dezembro de 2021

As startups do Rio Grande do Sul que terão o seu desenvolvimento acelerado na segunda edição do Programa BRDE Labs serão oficialmente anunciadas em evento híbrido, nesta quinta-feira (26/08), às 9 horas, em Porto Alegre. A iniciativa do BRDE tem a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, como responsável pela metodologia e a condução dos trabalhos em 2021. O lançamento será no HubOne da Feevale, em formato de Talk com transmissão ao vivo pelo link abaixo, e contará com a presença do governador Eduardo Leite, do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, de representantes do banco, da universidade e parceiros do ecossistema de inovação.

Além do Feevale Techpark, selecionado pelo BRDE para executar o trabalho junto às startups, cinco empresas parceiras do banco participam da aceleração como âncoras: CCGL, Coagrisol, Fida, Santa Casa de Porto Alegre e Xalingo. Essas empresas contribuem com suas experiências para orientar e propor desafios que possam ser solucionados pelos participantes, uma prática já consolidada no mercado e um dos aspectos mais relevantes do programa.

Das 66 propostas inscritas, foram selecionados 15 projetos das áreas de saúde, tecnologia da informação, agronegócio, IoT e Indústria 4.0, dos quais 14 participarão do processo de aceleração. São elas: 2metric, Agidesk, AlterVision, Crops Team, Goclin, Latos, MaxxIntelli, NeedDigital, Nurseme, Pix Force, Prosumir, StartLearning, Zeir e Ziel, tendo a AuRos Robotics ficado como suplente, podendo assumir uma das vagas em caso de desistência de alguma selecionada.

A etapa de aceleração, que corresponde à terceira fase do programa, vai iniciar no dia 31 de agosto e terminará em 22 de dezembro deste ano, durante o evento BRDE Labs Demoday. Durante esse período de quatro meses, as startups serão contempladas com as fases de validação, product market fit, go to market, crescimento e monitoramento e mentorias, além de mentoria com especialistas, workshops de monitoramento e desenvolvimento, conexões e networking e infraestrutura de apoio no Hub One Porto Alegre. Ao final do processo, os cinco melhores projetos acelerados receberão premiação em dinheiro.

Para acompanhar o evento no dia 26/8, às 9h, acesse https://youtu.be/NDrdQCl_pBg

Há quatro anos o projeto ‘Envelhecimento Jovem’, que oferece atendimento aos idosos no RS, recebe recursos do Banco

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o número de idosos (60 anos ou mais) no Brasil chegou a 32,9 milhões, e a tendência de envelhecimento da população vem se mantendo. O Rio Grande do Sul, em especial, apresenta um ritmo mais acelerado de envelhecimento dos seus habitantes e, pelas estimativas de um estudo elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado ao governo do Estado, os idosos serão 30% da população gaúcha em 2060.

Além dos desafios para ampliar a produtividade da faixa da população economicamente ativa, o fim do bônus demográfico exigirá maiores cuidados com os idosos em termos de atenção com saúde e mobilidade. Nesse sentido, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apoia diversas entidades através da sua política de responsabilidade socioambiental, com repasses via Fundo Nacional do Idoso.

Uma dessas parcerias é mantida com a Associação Beneficente Casa de Amparo Mão de Deus (ABCAMD), localizada na cidade de Montenegro e que desenvolve o projeto  ‘Envelhecimento Jovem’, por meio do Fundo Municipal do Idoso (FUMID).  O projeto gaúcho atende, em média, 70 idosos que residem na instituição de longa permanência, com atendimento multidisciplinar, oficinas de inclusão digital, oficinas terapêuticas e garantia de ambiente seguro e acolhedor. A iniciativa garante aos idosos em estado de vulnerabilidade social serviços de atenção biopsicossocial em regime integral, priorizando o vínculo familiar e a integração comunitária.

“O projeto é de suma importância por possibilitar, através do acompanhamento multidisciplinar, a adesão dos idosos a um estilo de vida mais saudável, para gerenciamento de suas principais doenças e adaptação às incapacidades funcionais, com foco em valorizar a autonomia e a máxima independência possível deles”, explica Lilian Druzian, executiva de projetos da Idealize, empresa responsável pela consultoria do projeto. Segundo ela, as atividades propostas no projeto contribuem para a redução do isolamento por meio da experiência comunitária e do estímulo à criatividade. “Percebe-se, através do projeto, aumento da autoestima, da saúde e do bem-estar físico e mental dos idosos”, completa.

Projeto oferece atenção multidisciplinar

Com o apoio do BRDE, entre 2017 e 2020, o projeto ‘Envelhecimento Jovem’ recebeu em torno de R$ 89 mil de incentivos fiscais.  Segundo a Associação, o valor repassado foi usufruído para o pagamento de profissionais da equipe multidisciplinar, incluindo atividades de inclusão digital, terapêutica e física. “Para favorecer a promoção da saúde e de um envelhecimento saudável e colaborar para o desenvolvimento de sujeitos resilientes, com boa autoestima, que vivenciem uma velhice ativa e participativa, com uma qualidade de vida satisfatória”, explica Lilian Druzian.

Qualidade de vida aos idosos

Ainda segundo a executiva do projeto, o apoio do BRDE tem sido de grande relevância, sobretudo no ano de 2020, em que tiveram maior dificuldade em captar recursos e maiores despesas financeiras na instituição por conta da Covid-19. “O apoio financeiro recebido foi fundamental para garantir a continuidade dos atendimentos multidisciplinares, que tiveram uma relevância ainda maior dentro da atual conjuntura, em que os idosos estão impossibilitados de receber visitas de familiares e voluntários e as oficinas terapêuticas são de suma importância para a manutenção da saúde mental dos idosos”, ressalta a executiva de projetos.

Cuidados com a saúde são oferecidos a cerca de 70 idosos perla instituição

Lilian Druzian destaca que a atuação de profissionais de saúde da instituição, viabilizada através do projeto, contribuiu muito para evitar casos de Covid-19 dentre os idosos atendidos. “Os idosos não tiveram que se deslocar para atendimentos de saúde e tiveram uma equipe presente na instituição, garantindo o cumprimento de todos os protocolos de prevenção à doença”, relata.

O gerente regional do BRDE na região dos Vales do Taquari, do Rio Pardo e do Centro do Estado, Márlon Alberto Bentlin, visitou a instituição ainda em 2019 para participar da inauguração de uma sala de convivência para os idosos e contou que, na ocasião, teve uma ótima impressão do projeto ‘Envelhecimento Jovem’. “Não é um trabalho momentâneo. Ele tem qualidade e tem história, além de continuidade de trabalho”, explica. “Deu para notar que o recurso foi empregado corretamente. Até clientes do BRDE apoiam o projeto, que somado a outras parcerias, de outras empresas, valorizam a marca do Banco”, completa o gerente regional.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses

O Heitor era o único engenheiro em nossa equipe da GEARC* e, por conta disso, muito demandado por todos. Sempre quieto e reservado, causava agitação na equipe quando divulgava o ranking de solicitações, informando quem estava na frente, ou seja, quem tinha pedido mais avaliações no período, e todos queriam saber o resultado final, ano a ano.

Gremista “até debaixo d’agua”, morava em frente ao Olímpico, o que facilitou a frequência com que acompanhava o time do coração. Também fez questão de apresentar aos seus sobrinhos o clube, a fim de levá-los aos jogos e incentivar o mesmo amor esportivo. Sofreu com a mudança do time para a Arena, em função da distância, mas nem isso esfriou a sua torcida ou a sua presença.

Mestre cervejeiro, algumas vezes chegou a testar receitas pedidas pelos colegas, como uma vez que uma colega solicitou uma cerveja com frutas vermelhas…nem sempre deu certo. Mas a cerveja era mais uma de suas paixões, como o Grêmio, a corrida e a família.

Não tinha filhos, mas assumiu junto aos seus sobrinhos uma presença constante, e falava de cada um com a preocupação e o orgulho semelhantes aos dos colegas que falavam dos filhos.

Natural de Porto Alegre, deixou-nos aos 49 anos, faria 50 no próximo 31 de outubro. Como destacou o primo Mauricio Grassi: “Heitor era mais preocupado com os outros do que consigo mesmo. Estava sempre disposto a ajudar a todos na família. Como não teve filhos, cuidar dos sobrinhos era tudo para ele.”  Neste espírito, cuidou dos pais durante períodos de doença até o final da vida de cada um. Caseiro, gostava de estar na companhia da família, dos irmãos, tias, primos e sobrinhos, com quem gostava de saborear as cervejas de produção própria e os churrascos do final de semana. Melhor ainda se fosse em Atlântida Sul, onde tinha casa e desfrutava do convívio da família, depois de supervisionar pessoalmente a reforma.

A disposição para ajudar quem estivesse por perto também alcançou os colegas da GEARC, Luciana Piatnicki lembra: “Era um colega que, além de prestativo nos assuntos profissionais, também me auxiliou muito com questões referentes a imóveis. Tinha um vasto conhecimento de tudo que envolve este universo, e não poucas vezes eu solicitei sua ajuda em questões pessoais minhas, como por exemplo na compra e reforma da casa onde moro hoje”.

Funcionário do BRDE desde 2006, Heitor era para todos o sinônimo de um grande colega e profissional, como ressaltou Cristine Rödel: “Competência e confiança eram as palavras para classificar as informações que vinham dele”. De fato, quando algo que o Heitor entregava não batia com o restante das informações, podíamos ter certeza: era erro de sistema, contrato, cadastro, matrícula, mas nunca das planilhas ou laudos do Heitor, pois esses sempre estavam corretos.

Também era rigoroso em seus planejamentos de viagem: distâncias, horários, restaurantes, hotéis, tudo programado com precisão para ele e os colegas que o acompanhavam.  “Um relógio dirigindo”, definiu André Falcão, gerente da Área e colega em muitas viagens, inclusive algumas delas em o próprio o Heitor preferia dirigir.

Celia, prima de Heitor, compartilhou a mensagem da filha Luana, que mostra bem a forma de ser e de agir do tio querido: “Sempre muito preocupado com o crescimento profissional dos sobrinhos. Quis me dar todos os livros quando entrei na faculdade, ofereceu locação de sala para os meus atendimentos e mesmo internado perguntou como estavam as vendas do meu e-book… E o mais incrível: fazia de coração…”

19/08/2021

* Por Simone Thomazi, funcionária da Gerência de Acompanhamento e Recuperação de Crédito – GEARC do BRDE, com a colaboração de colegas e familiares de Heitor Velloso Grassi.

Heitor faleceu no último domingo, 15 de agosto de 2021, vítima de Covid-19. Deixou saudade entre nós. #RIP

No segundo dia do seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento, importantes agentes financeiros apresentaram suas políticas de apoio a projetos que ampliam a participação de fontes limpas na matriz energética do Brasil. O painel trouxe um leque de ações, incluindo a formação de fundings internacionais, que também permitem financiamento de iniciativas que representam ganhos em termos de eficiência energética e redução de impactos climáticos. O evento é organizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com transmissão aberta pelo canal de Youtube.

Como um dos grandes líderes globais no financiamento na geração de energias renováveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma participação direta em cerca de 70% na expansão da matriz energética do país nos últimos 20 anos. Da capacidade de produção atual a partir da geração hídrica, 51% fazem parte da carteira do banco, percentual que chega a 86% na fonte eólica e  35%, na geração solar. Conforme relatou a gerente da Área de Energia do BNDES, Ana Raquel Paiva Martins, a instituição teve êxito em buscar parceiros internacionais e assim atrair investidores para projetos que, apenas em 2020, representaram R$ 72,9 bilhões em parques eólicos no Brasil, que já é a segunda maior fatia da matriz nacional. “O sucesso da fonte eólica se reflete na indústria, pela exigência de conteúdo local mínimo”, observou Ana Raquel.

A diretora-geral do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Cláudia Prates, destacou que a instituição tem como base de atuação a inovação e a sustentabilidade. Da carteira de US$ 28,8 bilhões do banco, o Brasil responde por quase 18%. “O Brasil tem a matriz energética mais limpa na comparação com os demais membros do banco. Mas o país vem ganhando espaço, em especial depois de 2019, quando foi criado o escritório local”, mencionou.

Claudia Prates – NDB

A representante do NDB destacou também a parceria com o BRDE em projetos vinculados aos Objetivos do Desenvolvimento Social (ODS) e citou financiamento em projetos de energias solar e eólica na região Sul.

Banco do Clima

Com 70% dos projetos financiados necessariamente alinhados com o Acordo de Paris, no sentido da redução da emissão de gases que impactam na mudança climática do planeta, o Banco Europeu de Investimentos (BEI) está presente em mais de 170 países. “Temos um objetivo de chegarmos a 2025 com no mínimo 50% dos nossos projetos ligados à agenda do clima”, frisou a representante do BEI no Brasil e Bolívia, Joana Sarmento. Além de financiar projetos com fontes renováveis, segundo ela, o banco agregou o apoio a iniciativas que apresentam maior eficiência energética, agricultora de baixo carbono, melhorias no transporte público e saneamento.

Joana Sarmento – BEI

Atuando no financiamento a estados e municípios do Brasil há 26 anos, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) também trabalha em parceria com o BRDE. “Isso amplia nossa capilaridade, uma parceria com tem um potencial muito grande”, frisou o representante da CAF no Brasil, Jaime Holguín. Ele mencionou que a instituição já acumula US$ 20 bilhões de carteira em financiamento para infraestrutura em diferentes pontos da América Latina, onde as energias renováveis ganham relevância,  entre elas a aposta firme na energia eólica no nordeste do Brasil.

Jaime Holguín – CAF

O painel que reuniu as instituições financeiras encerrou com a participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Segundo o gerente de projetos no Brasil, Victor Bielly, um diferencial da linha de atuação da AFD é incluir a assistência técnica nos projetos financiados. “Com isso, os investimentos em fontes de energia hidráulica, fotovoltaica e inclusive biomassa têm um impacto em escala macroeconômica”, destacou Bielly.

Victor Bielly – AFD

Para o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, o tema da geração de energia exige bastante reflexão. “Essa mesma reflexão temos internamente no BRDE. Queremos apoiar projetos renováveis”, disse ele na abertura do painel. O diretor Administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira, fechou o segundo dia do seminário, que nesta quarta-feira (18/8) tem seu fechamento com a participação de entidades que representam as empresas do setor para tratar da demanda do setor de energia renovável no Brasil..

 O conteúdo do segundo dia do evento está disponível no seguinte endereço: https://youtu.be/OwSaszIRm7c

 

Primeiro dia do seminário organizado pelo BRDE abordou as ações do setor público

Responsável por quase 64% da matriz energética do Brasil, o que o coloca como o segundo maior gerador do mundo, as hidrelétricas já não conseguem acompanhar o mesmo crescimento da demanda de energia do país. Com isso, entre as fontes renováveis, a energia eólica e a fotovoltaica tiveram crescimento expressivo no ano passado e apresentam enorme potencial de crescimento na próxima década.

É o que aponta um estudo do Ministério de Minas e Energia, apresentado nesta segunda-feira (16/8), no primeiro dia do seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento. Organizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o evento prosseguirá até a próxima quarta-feira (18/6) abordando os principais desafios para incentivar a geração de energia por fontes renováveis, as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional.

Conforme a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Fátima Dadald Pereira, as fontes renováveis ganham de importância como papel de complementariedade ao sistema nacional, em especial diante do crescimento de demanda e em períodos de escassez hídrica, como o que o país enfrenta no momento. “Em um ano, a participação da energia solar cresceu mais de 60%. O mercado livre do setor contribuiu para isso, e há uma mudança do perfil do consumidor, que vem buscando sua própria geração”, observou a secretária. Ela confirmou que o leilão que o Ministério realizada agora em setembro vai contemplar projetos que se valem de fonte eólica, resíduos sólidos urbanos e o hidrogênio.

Diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos do Ministério, André Luiz Rodrigues Osório demonstrou que a energia eólica já responde por quase 10% da capacidade instalada no país. Segundo, até 2030 a previsão é que a geração de energia que se vale dos ventos passe dos atuais 15,9 Giga Watts (GW) de capacidade instalada, para 32,2 GW. O saldo com a energia solar é mais significativo ainda:  de 3,1 para 8,4 GW. O crescimento dessas duas fontes deverá compensar a redução da participação hidrelétrica na matriz brasileira.

Conforme o diretor, o país tem uma forte projeção de investimentos para a próxima década, que chegam a cifra de R$ 2,68 trilhões. “Temos um compromisso de elevar para 86% as fontes de geração renováveis da nossa matriz elétrica”, destacou André Osório.

Ações nos Estados

Com o objetivo de debater as políticas do setor público, o painel reuniu também a participação dos governos estaduais do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Secretário-adjunto de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (SEMA), Guilherme de Souza salientou de uma transição energética e destacou que o estado apresenta 81% de suas fontes renováveis e onde a geração eólica já responde por 20% em termos de potência instalada. Souza elencou as ações do governo gaúcho em termos de privatizações como uma agenda importante: “precisamos do parceiro privado para investir”, resumiu. O diretor do Departamento de Energia da SEMA, Eberson José Thimmig Silveira, apresentou detalhes da política que o governo vem adotando para incentivar os investimentos no setor.

Guilherme de Souza

Representando o governo do Paraná, o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, destacou o esforço do governo local em criar o programa Invest Paraná. “Buscamos unificar num único ambiente a segurança técnica e jurídica a quem quer investir. Descomplicar a vida do empreender, mas respeitando as questões de sustentabilidade”, descreveu o secretário. Ele apresentou indicadores que apontam para o crescimento de novos projetos de geração de energia licenciados  apenas nos últimos dois anos.

Márcio Nunes

Já o secretário Executivo do Meio Ambiente (SEMA), Leonardo Schorcht Bracony Porto Ferreira, trouxe um relato da capacidade instalada da matriz energética de Santa Catarina e mencionou o esforço de gradativamente substituir o carvão como fonte geradora no estado, que ainda tem importância para o sistema local, mas que precisa ser substituída por novos modelos por razões ambientais.  “Estamos trabalhando por uma transição energética que seja justa. O estado vem avançando muito em termos de pequenas hidrelétricas e há uma previsão de crescimento para os próximos anos”, observou, salientando que o SC trabalha para cumprir os acordos internacionais.

Leonardo Porto Ferreira

Financiamentos

Na abertura do primeiro dia do seminário, a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, destacou que os projetos de fontes renováveis de energia são tema estratégico para o Banco, mas igualmente para o desenvolvimento da região Sul. “Trata-se de um debate relevante neste momento e o BRDE já tem na sua carteira de operações uma presença forte de apoio a projetos de energia renovável”, acrescentou. O diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian, igualmente destacou a qualidade das palestras ao longo do dia.

O seminário tem transmissão pelo canal de Youtube do BRDE. Nesta tyerça-feira (17/8), serão debatidas as linhas de financiamento, diretrizes e prioridades das para seleção de projetos, alternativas inovadoras de acesso a recursos para projetos sustentáveis de energia, com a participação do BNDES, Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Banco Europeu de Investimento (BEI), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD)  e  Banco de Desenvolvimento da América Latina CAF).

O conteúdo do primeiro dia do evento está disponível no seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=nH7QbJyspPY

Desde 2018, Lar Santa Maria da Paz já foi contemplada com cerca de R$ 65 mil via Lei de Incentivos

Localizado no município de Tijucas, litoral de Santa Catarina, o Lar Santa Maria da Paz atende idosos, preferencialmente aqueles com algum grau de dependência que exija a presença de cuidadores. Sua missão é acolher e garantir assistência material, moral, social e espiritual a esses idosos. Fundada incialmente pelas irmãs do Sagrado Coração de Jesus em 1910, em Curitiba (PR), a instituição hoje é gerenciada pela Associação Casa Irmã Dulce, que está atuando como dirigente desde 2014.

Através de projetos elaborados pela Associação e apoiados pelas leis de incentivo fiscal do idoso, o lar recebe apoio financeiro de empresas parceiras. O BRDE é parceiro da instituição desde 2018. Através do projeto “Ampliação da capacidade de atendimento da instituição”, o Banco destinou um total de R$ 44,7 mil. O lar propõe diversas atividades e programas que melhoram a qualidade no seu atendimento e fazem com que os idosos presentes tenham a melhor experiência possível. Além de um atendimento qualificado e especializado 24 horas por dia por meio de equipes multidisciplinar qualificadas

De acordo com a primeira-secretária da Associação, Tainá Terezinha Coelho, o apoio foi de extrema importância. “Foi uma conquista que ultrapassou as expectativas da instituição, pois além de aumentar a capacidade de atendimento em 2020, quando iniciou-se a pandemia, essa nova área foi utilizada para receber os idosos sintomáticos e afastá-los dos demais”, relatou ela.

No ano seguinte o Banco continuou com o apoio repassando cerca de R$ 20,5 mil para o programa “Aquisição de equipamentos para lavanderia”, que permitiu o aumento na qualidade da higienização das roupas, redução no consumo de água e luz e, consequentemente, uma redução nas contas.

“O apoio do BRDE é fundamental para a execução de projetos sociais que têm alto impacto na qualidade de vida dos idosos que habitam o lar. São poucas instituições com processo de apoio a projetos sociais que, anualmente, publica com transparência o processo de cadastramento e seleção dos projetos a serem apoiados. Sem esse apoio anual não teríamos condições de executar projetos importantes, somos gratos pela confiança e suporte financeiro do BRDE”, salientou Tainá Coelho.  Ela ainda ressalta que todos esses projetos apoiados geram uma melhora na qualidade de vida dos idosos do lar e os auxiliam a continuar entregando à sociedade um atendimento socioassistencial de ponta.

Leis de Incentivos

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Agora o banco já soma R$ 20 milhões em projeto piloto que diversifica as fontes via oferta de títulos

Seis meses depois de ir ao mercado de capitais através de um projeto piloto com foco na diversificação de suas fontes de captação de recursos através da oferta de títulos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou nessa semana sua segunda operação.  Com o mesmo valor da primeira oferta, o banco efetivou a venda de mais R$ 10 milhões em Recibos de Depósitos Bancários (RDBs) a um único comprador, através da Agência de Porto Alegre.

A ida ao mercado através da emissão de RDBs fez parte uma estratégia do BRDE que prevê a captação global de R$ 30 milhões, através da modalidade de depósito a prazo. Um primeiro lote foi ofertado ainda no mês de fevereiro, através da Agência de Curitiba. De acordo com o projeto piloto, os recursos serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região (BRDE Promove Sul) e serão aplicados no fundo rotativo estadual de respectiva agência que realizou a venda dos RDBs.

“Trata-se de um grande esforço da equipe técnica do banco para que possamos seguir na nossa estratégia em favor da diversificação de funding. Além disso, é uma demonstração de solidez e de confiança que a instituição conquistou junto ao mercado”, destacou o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian. Ele salienta que a captação de R$ 10 milhões vai servir como mais um reforço para apoiar, através da concessão de crédito, novos projetos de desenvolvimento econômico no Rio Grande do Sul.

O projeto de emissão de RDB´s é conduzido pela equipe da Diretoria Financeira do banco e tem como público alvo clientes ou instituições parceiras do BRDE devidamente habilitados conforme regras da Comissão de Valores Mobiliários. Para o diretor Financeiro do BRDE, Vladimir Fey, essa diversificação de funding é muito importante para a independência do banco. “Isso mostra todo planejamento que o BRDE vem traçando nos últimos anos para conquistar esse resultado agora. Essa estratégia de diversificação para o mercado deve se ampliar nos próximos anos, destaca ele.

Toda a operação segue normas do Banco Central do Brasil. A emissão dos títulos tem valor unitário de R$ 1 mil e, por se tratar de uma primeira experiência da instituição com essa natureza, está direcionada a um único investidor interessado em cada agência. O banco já viveu uma primeira experiência no mercado de capitais, mas isso no início da década de 80.

 

Evento inicia na próxima segunda-feira, 16/8, com participação do setor público e principais agentes financeiros de apoio a projetos sustentáveis

Os principais desafios para incentivar a geração de energia por fontes renováveis, as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional. Esses serão temas que estarão em debate no seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento, promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e que inicia na próxima segunda-feira (16/8).

Com a participação do Ministério de Minas e Energia e representantes dos governos dos três estados do Sul do país, o evento terá a duração de três dias, sempre a partir das 14 horas e com transmissão aberta pelo canal do Youtube do banco. A programação do primeiro dia vai abordar justamente as políticas públicas de fomento ao setor.

Importantes organismos financeiros internacionais, que já atuam em parceria com o BRDE oferecendo alternativas inovadores de acesso ao crédito, estarão expondo suas diretrizes em termos de apoio a projetos sustentáveis. O BNDES também participará do painel organizado para a terça-feira (17/8).

A partir de recursos captados em fontes do exterior, o banco já opera com linhas de financiamento para implantação e modernização de unidades geradoras de energia hidráulica, solar, eólica e demais energias renováveis, assim como a aquisição de turbinas, geradores fotovoltaicos e aerogeradores. O banco igualmente tem presença em projetos com unidades de produção de biodiesel.

Agenda sustentável

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a crise hídrica que afeta a produção de energia no Brasil, elevando os custos tanto ao consumidor doméstico e como para as empresas, reforça ainda mais a necessidade de uma maior segurança energética e estimula o debate em torno de fontes alterativas. “Na verdade, esse é um desafio que já vem de algum tempo na agenda de sustentabilidade global e que também representa forte impacto em termos de competitividade. Se tivermos um crescimento mais efetivo da nossa economia, a demanda por energia poderá ser um grande obstáculo”, observou ela.

Além de uma política de apoio a projetos estruturais, Leany Lemos observa que a geração de energia com fontes alternativas em pequenas unidades, tanto nas empresas como e nas propriedades rurais, representa um caminho muito promissor. “São exemplos onde é possível suprir a necessidade de energia, agregando ganhos ambientais e com menor custo”, destaca a presidente.

As principais entidades que representam a geração de energia com fontes renováveis participam do terceiro e último dia do seminário. A ideia do painel de encerramento é mensurar as potencialidades do setor. A participação no evento não exige inscrição prévia.

Confira a programação completa.

Para acompanhar o Seminário, acesse: