BRDE

Com investimento de R$ 60 milhões, unidade vai produzir 72 toneladas/dia em Ibirubá

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Cotribá, cooperativa agropecuária mais antiga do país, assinaram contrato de financiamento para a construção de uma nova fábrica de rações. A unidade será instalada em Ibirubá, município localizado na região do Alto do Jacuí, e terá capacidade de produzir, numa primeira etapa, 72 toneladas de ração por dia. O projeto está orçado em R$ 60 milhões, dos quais o BRDE está disponibilizando R$ 35 milhões em crédito.

O contrato foi assinado nesta quarta-feira (8/09), durante a 44ª edição da Expointer, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O evento contou com as presenças da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, do diretor de Operações do banco, Otomar Vivian, e do presidente da cooperativa, Celso Leomar Krug. A assinatura foi acompanhada ainda pelo deputado estadual Clair Kuhn e as áreas técnicas do banco e da cooperativa. Pelo BRDE, estiveram presentes também o superintendente da agência do Rio Grande do Sul, Paulo Raffin, o gerente de Planejamento, Alexander Leitzke, e o gerente-adjunto regional, Márlon Bentlin.

Além de aumentar o volume e comercialização de rações para o gado leiteiro, a nova fábrica representará maiores ganhos de produtividade dos rebanhos através da incorporação de novas tecnologias. O projeto recebeu, inclusive, o selo de inovação e enquadramentos junto à Finep. Fundada em 1911 e com sede em Ibirubá, a Cotribá reúne mais de oito mil associados e tem cerca de 15 mil clientes. Está presente em 24 municípios do Rio Grande do Sul.

Apoio ao agro

Nos três estados do Sul, o BRDE projeta contratações ao redor de R$ 1,1 bilhão para o Plano Safra 2021/2022. Desse volume, cerca de R$ 150 milhões são de recursos próprios (Programa Equaliza Sul). No primeiro semestre deste ano, um total de 1.393 contratos de financiamento já foram assinados, em especial em favor do setor agropecuário (823 contratos).

A oferta de crédito do BRDE para esta edição da Expointer é de R$ 200 milhões, porém não há um teto, ou seja, haverá recursos se a demanda dos produtores e cooperativas for acima do valor estimado.

 

A Seleção Brasileira de futebol cinco conquistou, neste sábado (4/9), a sua quinta medalha de ouro consecutiva em Jogos Paralímpicos. Ao vencer os rivais argentinos na final disputada em Tóquio, os brasileiros mantiveram sua hegemonia na modalidade em todas as edições Paralímpicas desde 2004. A base da equipe é formada por jogadores que atuam na Associação Gaúcha de Futebol para Cegos (Agafuc), com sede na cidade de Canoas (RS) e que conta com o apoio da Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Autor do único gol que garantiu a medalha, Nonato é um dos atletas que integram o projeto Olhar no Presente, Visão de Futuro. Do selecionado brasileiro, fazem parte ainda o goleiro Luan, além de Tiago Paraná e Ricardinho, que já foi eleito três vezes o melhor do mundo na categoria. Por coincidência, treinam ainda na Agafuc dois atletas da Argentina: Padilla e García, igualmente presentes na disputa em Tóquio.

Desde 2017, o BRDE já destinou mais de R$ 85 mil para apoiar o projeto, cujo objetivo é promover o esporte adaptado para deficientes visuais e incentivar a participação das modalidades esportivas como forma de inclusão. A Agafuc é tricampeã da Super Copa do Brasil e tetracampeã do Brasileiro de Futebol de Cinco, além de heptacampeã do Regional Sul de Futebol de Cinco.

O BRDE também apoia o Projeto Olímpico da Sociedade Ginástica de Porto Alegre (Sogipa), que alcançou importantes vitórias agora em julho, no Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A judoca gaúcha Mayra Aguiar conquistou a sua terceira medalha olímpica. Com mais esse pódio, ela tornou-se a primeira mulher a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual. Ela já havia levado o bronze nos Jogos de Londres (2012) e no Rio (2016). O porto-alegrense Daniel Cargnin, também integrante do Projeto Olímpico da Sogipa, conquistou a medalha de bronze no judô, na categoria meio-leve.

Incentivos

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Para este ano, o prazo de encaminhamento dos projetos termina no dia 30 deste mês.

Circuito destinado ao público juvenil funciona há dez anos e conta com o apoio do BRDE

Além de oportunizar entretenimento, a cultura do audiovisual vem se intensificando como uma das ferramentas mais importantes no âmbito educacional, principalmente para o público juvenil.   Lançado há dez anos e atendendo a mais de 100 mil pessoas por temporada, o projeto Circuito de Cinema Infantil é um exemplo de iniciativa que busca fomentar a produção cinematográfica e democratizar o acesso das crianças de Santa Catarina à sétima arte.

Realizado pela Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo, coordenado pela Lume Produções Culturais e com apoio a lei de incentivo à cultura, o projeto contato com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2014. Neste período, o banco já repassou um total de R$ 100 mil, buscando promover a diversidade cultural e inclusão social desses jovens através do cinema brasileiro.

Circuito mobiliza cerca de 100 mil jovens a cada ano – Imagens captadas antes da pandemia de Covid-19

“O apoio do BRDE ao Circuito de Cinema Infantil é a garantia de fazer chegar para as crianças do interior do estado arte brasileira da melhor qualidade. Graças ao patrocínio de tantos anos pudemos garantir a milhares de crianças a alegria de assistir a um filme onde ela pode ver a cultura brasileira na tela”, destaca a diretora-geral do programa, Luiza da Luz Lins. A iniciativa tem como objetivo levar o cinema nacional para crianças, de 3 a 12 anos, em municípios catarinenses em que o acesso a estas atividades é restrito ou em alguns casos inexistente.

Para cada município participante é elaborado um DVD contendo 7 a 8 filmes de curtas metragens, vencedores da mostra de cinema infantil em Florianópolis, com recursos de audiodescrição e Libras para crianças que tenham deficiências auditivas ou visuais. As sessões são organizadas por gestores culturais de cada município e podem ser realizadas em locais como escolas, museus ou centros culturais.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Microsoft Word – ERRATA Incentivos Fiscais 2021 (brde.com.br). Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Atuar no apoio a projetos estratégicos em termos de fortalecimento da economia da região Sul do país, mas com maior alinhamento possível às metas de ação global da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. É com essa premissa que o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu, no primeiro semestre deste ano, uma marca importante: 84,2% as operações diretas contratadas no período têm vinculação com ao menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de metas estabelecidas pelas Nações Unidas a serem alcançadas até o final da década.

Através de um projeto-piloto e pioneiro entre os bancos de fomento no Brasil, a análise envolveu um valor total de R$ 1,1 bilhão em financiamentos contratados nos três estados. Deste volume em crédito, mais de R$ 924 milhões tiveram aderência a um ou mais entre os 17 Objetivos.

É o caso de projetos de geração de energia solar destinados ao consumo de empresas e produtores rurais que, além do ODS 7 (Energia Limpa e Acessível) como enquadramento principal, estão presentes na agenda da gestão dos recursos naturais (ODS 12) e das metas climáticas (ODS 13). O mesmo contrato de financiamento, por vezes, ainda está presente o vínculo ao ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico) ao destinar crédito para micro e pequenas empresas.

“É um resultado bastante expressivo e reflete, em termos práticos, o compromisso do BRDE de estar alinhado à agenda da sustentabilidade, aliando crescimento econômico com um legado social e ambiental. Fazer na nossa cidade, na nossa região, significa impactar de maneira global”, destaca a diretora-presidente, Leany Lemos. O estudo confirma esse alinhamento mencionado pela presidente, ao mencionar que o impacto total das operações do banco no primeiro semestre alcança 112,1% do valor contratado, o que significa algo acima de R$ 1,2 bilhão

Segundo a presidente, nos últimos anos o banco incorporou a agenda da sustentabilidade ao próprio planejamento estratégico, processo esse que foi acelerado com a participação de instituições internacionais na formação do funding. “Na medida que o BRDE busca essas parcerias para ampliar sua capacidade de atender a demanda na região Sul, automaticamente reafirma seus compromissos com o desenvolvimento sustentável”, acrescentou ela.

Destaques 

Conforme aponta o estudo, os maiores impactos positivos estão nas contratações direcionados ao ODS 2 (segurança alimentar e agricultura sustentável), que isoladamente alcançou R$ 460 milhões em financiamento. Deste montante, 81% decorre de crédito para as cooperativas agroindustriais. Outros projetos importantes são de armazenamento de grãos, irrigação, agricultura de baixo carbono, agricultura familiar, entre outros.

Para o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian, o alto percentual de vinculação das operações do banco com as metas globais de sustentabilidade significa um diferencial para a região Sul. “O BRDE é um parceiro histórico do agronegócio e, através dos projetos que apoia, vem oportunizando ganhos de produtividade com respeito às questões ambientais. Ao mesmo tempo, o banco está sintonizado com as demandas por inovação na indústria, no apoio aos municípios nas questões de saneamento e na geração de energia com fontes limpas. É um legado importante para as novas gerações”, destaca o diretor.

Neste ranking de vinculação das operações o ODS 8 (crescimento e emprego decente) vem na sequência, com R$ 215 milhões aplicados na disponibilidade de crédito, direcionados em especial para micro e pequenas empresas (total de R$ 170 milhões, considerando a participação de parceiros operacionais do BRDE para atender a esse cliente). As contratações tiveram maior foco no crédito para capital de giro e atenuar os efeitos da pandemia de Covid-19 neste segmento. O mesmo ODS compreende a modernização tecnológica das empresas, que contou com R$ 34 milhões em projetos financiados.

Já o ODS 3 (saúde de qualidade) teve ótimo expressivo no primeiro semestre em decorrência de financiamento à construção de um importante hospital no Rio Grande do Sul que irá refletir na ampliação de leitos e melhoria das condições de atendimento à população em saúde pública. O alinhamento ao ODS 3 respondeu a contratos no valor total de R$160 milhões.

Cada vez mais ocupando escala na carteira do banco, os projetos de construção de centrais geradoras hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas na geração de energia limpa tiveram R$ 74 milhões em financiamento, com destaque para projetos em Santa Catarina e no Paraná. Também alinhados ao ODS 7(energias limpas e renováveis), a geração distribuída fotovoltaica, permitindo o autoconsumo e a compensação do excedente disponibilizado nas redes de distribuição, registrou R$ 11 milhões em contratos.

Demais vinculações: 

Resultado operacional 

Na última semana, o BRDE divulgou o balanço financeiro do primeiro semestre de 2021. Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas neste período, o banco registrou um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

 

 

A construção do futuro hospital destinado aos pacientes idosos do SUS que necessitam de cuidados para uma rápida recuperação recebe apoio do banco

Com o objetivo de oferecer uma nova opção para tratamentos prolongados a pacientes que necessitam de reabilitação, a implantação da Unidade Hospital São Luis Orione é um dos importantes projetos liderados pelo Pequeno Cotolengo. Com 25 leitos e idealizado para oferecer cuidados de forma individualizada e humanizada, o hospital deverá iniciar o atendimento ao público no próximo ano e sua instalação contou com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O banco igualmente já auxiliou outros projetos da instituição no acolhimento de crianças, jovens e idosos.

Desde 1965, o Pequeno Cotolengo acolhe pessoas com deficiências múltiplas (físicas e intelectuais) de todas as idades que foram abandonadas por suas famílias, sofreram maus tratos ou viviam em situação de risco. Cerca de 230 pessoas que passaram não apenas a ter um lar feito de tijolos, mas construído com confiança, carinho e respeito. Fundada por São Luis Orione, na Itália, hoje a instituição possui seis unidades no Brasil, sendo a de Curitiba a maior delas. Todo o atendimento realizado pelo Pequeno Cotolengo é gratuito para os moradores da região.

São 553 funcionários na sede da capital paranaense que oferecem saúde, educação e cultura aos moradores. A maioria dos atendimentos é destinado à saúde, segundo o gerente de captação do Pequeno Cotolengo, Carlos Thomazelli, que possui muita paixão pelos cuidados prestados lá. “Enfermagem, psicologia, fisioterapia, dentista e muitas outras especialidades médicas são oferecidas aos moradores. É deslumbrante porque nosso objetivo é oferecer uma vida com qualidade e acessível para essas pessoas”, afirma.

A instituição costuma acolher asilados hospitalares, ou seja, idosos que foram internados em hospitais e depois foram abandonados pela família enquanto estavam lá. “Há idosos que passam um ano abandonados em hospitais, é muito triste. No Pequeno Cotolengo, eles recebem muito carinho e cuidado”, relata o gerente.

Proposta é oferecer atendimento humanizado na nova unidade

Para manter a instituição, que oferece o atendimento gratuito à população, o Pequeno Cotolengo conta com doações, bazares e incentivos fiscais. Conforme o gerente, a captação de recursos por meio de incentivos fiscais é fundamental para o trabalho e desenvolvimento de organizações da sociedade civil.

Diretamente ao projeto da Unidade São Luis Orione, o BRDE contribuiu para toda a instrumentalização do hospital, como equipamentos de acessibilidade e material médico hospitalar permanente, além de treinamentos específicos para equipes multidisciplinares. “Nosso diferencial é que vamos atender melhor a população carente, sempre levando o legado do nosso fundador. São Luis sempre disse que devemos estar à frente do nosso tempo. Este projeto é isso, um bem à sociedade de maneira inovadora”, reflete Thomazelli.

Com o repasses de R$ 26,5 mil em 2018 e R$ 85 mil,  em 2020, o BRDE se sente parte da incrível história que o Pequeno Cotolengo escreve na cidade. “Um projeto tão bonito como este, que visa ajudar o próximo da maneira mais genuína, é um grande orgulho para o BRDE. Nós queremos tornar projetos como este possíveis, que mudam vidas e realidades”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Microsoft Word – ERRATA Incentivos Fiscais 2021 (brde.com.br). Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Mais três estabelecimentos penais gaúchos receberam coleções de livros doados pelo BRDE por meio do Projeto Pró-Biblioteca, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A entrega foi feita pela diretora-presidente do banco, Leany Lemos, e o diretor de Planejamento, Otomar Vivian, para o secretário Mauro Rauschild, titular da Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo do Rio Grande do Sul (SJSPS), na quinta-feira (26/08), na sede do banco, em Porto Alegre.

Em 2020, oito coleções já tinham sido entregues pelo BRDE a penitenciárias indicadas pela Secretaria, nos municípios de Arroio dos Ratos, Bento Gonçalves, Espumoso, Lajeado, Santa Vitória do Palmar, São Francisco de Assis, Sarandi e Três Passos. Agora os 600 livros foram destinados às penitenciárias estaduais de Sapucaia do Sul, Guaíba e Porto Alegre, sendo a de Guaíba um estabelecimento prisional feminino.

Desde 2018, o BRDE entrega coleções de livros para acervos de escolas e de instituições públicas que desenvolvem projetos de leitura, via Pró-Biblioteca. “A ideia de também contemplar penitenciárias foi apresentada pelo BRDE e, na época, a editora consultou o Ministério da Cultura e obteve a autorização para ampliar o benefício para além das redes escolares”, relatou Paulo Lima, sócio-diretor da L&PM Editores, proponente do projeto. Em dois anos de apoio ao Pró-Biblioteca, foram doados 3.800 livros, entre escolas e unidades penais.

Leitura e cidadania 

“Em nome do sistema penal e das vinculadas, Susepe e Fase, e em nome de toda a população carcerária, dos jovens e adolescentes do sistema socioeducativo que serão os beneficiários, agradeço ao BRDE”, disse Mauro Hauschhild. “O livro também é a porta da remissão da pena, para permitir que o jovem possa sair do sistema o mais rapidamente possível. Esse é um trabalho muito importante e que só é possível porque já temos os livros e temos a estrutura dentro da unidade prisional, e porque as pessoas enxergam a possibilidade de, a partir do livro, terem uma chance não só de se preparar, de se qualificar, mas de se formar, e até de despertar o caráter lúdico, o imaginário. O livro é uma alternativa para eles”, enfatizou o secretário.

O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destacou a “missão extraordinária que os senhores fazem ajudando a cuidar de uma parte da sociedade que está privada de liberdade”, dirigindo-se aos servidores públicos presentes. “O BRDE é um banco de desenvolvimento e não se pode pensar em desenvolvimento que não tenha um processo de cidadania”, afirmou. “O caminho mais eficiente de todos, o mais eficaz, é o caminho da educação”, completou o diretor.

A presidente Leany Lemos reforçou o compromisso do BRDE com as políticas públicas de responsabilidade socioambiental: “Construir o futuro, impactar a vida das pessoas é papel do setor público. E o BRDE tem também como missão impactar o futuro. Estamos trabalhando nesse sentido”.

Equipe mobilizada

O secretário Mauro Hauschild foi acompanhado por sua equipe de diretores, superintendentes e técnicos da SJSPS, da Susepe e da Fase, órgãos vinculados à Secretaria, além dos dirigentes das três penitenciárias contempladas. Estiveram no BRDE, pela SJSPS, a diretora Administrativa, Telma Feijó; a diretora de Justiça, Daniela Retzer; a representante do Departamento de Políticas Penitenciárias da SJSPS, Léa Boa Duarte. A FASE foi representada por sua presidente, Sonia DÁvila, e pela diretora Socioeducativa, Claudia Patel. Pela Susepe, participaram o superintendente José Giovani Rodrigues e o diretor de Tratamento Penal, Cristian Colovini. Também esteve presente a delegada Patricia Picolotto, da 10ª Delegacia Penitenciária Regional de Porto Alegre.

Os livros da Penitenciária Estadual e Sapucaia do Sul foram entregues para a administradora Rita Graciele Leonardi, os da Penitenciária Estadual de Porto Alegre, para o administrador Giovani Soares Oliveira, e os da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, para a diretora substituta, Isadora Carlotto Minozzo.

Fotografia: Gerson Turelly

As 14 startups do Rio Grande do Sul que terão o seu desenvolvimento acelerado no Programa BRDE Labs 2021 foram anunciadas nesta quinta-feira (26/08), em Porto Alegre. A iniciativa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, como responsável pela metodologia e a condução dos trabalhos nesta segunda edição do Programa.

O evento de lançamento, que aconteceu em formato de “Talk” no HubOne da Feevale, com transmissão ao vivo pelo YouTube, contou com a presença do governador Eduardo Leite; do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb; da presidente do BRDE, Leany Lemos; e do reitor da Feevale, Cleber Prodanov; com mediação da diretora de Inovação da Universidade, Daiana Monzon. Estavam presentes o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian; o superintendente do BRDE no Rio Grande do Sul, Paulo Raffin; o gerente de Planejamento, Alexander Leitzke (que coordena o BRDE Labs no Estado), equipe da universidade, assessores e convidados do ecossistema de inovação.

Neste ano foi introduzida uma inovação: empresas clientes do BRDE participam desde o início da aceleração na condição de âncoras, contribuindo com sua experiência para identificar gargalos e propor os desafios a serem solucionados pelas startups. São elas: CCGL, Coagrisol, Fida, Santa Casa de Porto Alegre e Xalingo. A aproximação das startups com empresas já consolidadas no mercado é um dos aspectos mais relevantes do BRDE Labs.

Das 66 propostas inscritas, foram selecionados 15 projetos das áreas de saúde, tecnologia da informação, agronegócio, IoT e Indústria 4.0, dos quais 14 participarão do processo de aceleração. As startups são as seguintes: 2metric, Agidesk, AlterVision, Crops Team, Goclin, Latos, MaxxIntelli, NeedDigital, Nurseme, Pix Force, Prosumir, StartLearning, Zeir e Ziel, tendo a AuRos Robotics ficado como suplente, podendo assumir uma das vagas em caso de desistência de alguma selecionada.

A etapa de aceleração inicia no dia 31 de agosto e termina em 21 de dezembro, durante o evento BRDE Labs Demoday. Durante esses quatro meses, as startups serão contempladas com as fases de validação, product market fit, go to market, crescimento e monitoramento, além de mentoria com especialistas, workshops de monitoramento e desenvolvimento, conexões e networking, com infraestrutura de apoio no Hub One Porto Alegre. Ao final do processo, os cinco melhores projetos acelerados receberão premiação em dinheiro.

Parceria fomenta a inovação

“A inovação não é só acelerar os aprendizados do passado, nós precisamos ter as empresas mais maduras dando suporte e colocando os desafios, e resolver os problemas dentro da realidade. Então, o ecossistema do Rio Grande do Sul é um grande diferencial, é algo excepcional, os ecossistemas que temos aqui não existem em outros locais do país e há poucos na região da América Latina. O BRDE tem na sua missão o desenvolvimento econômico e social, e o apoio à política pública, portanto, não podíamos deixar de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. A Universidade Feevale é uma parceira que venceu o processo e vai nos auxiliar no desenvolvimento de um ecossistema”, destacou a presidente do BRDE, Leany Lemos.

O secretário Luís Lamb enfatizou o trabalho colaborativo em rede: “As parcerias, a concentração e as conexões que são realizadas nos ecossistemas são fundamentais hoje em dia. O que o BRDE e a Feevale estão fazendo aqui é uma demonstração da importância e da força das conexões dos múltiplos atores. O setor de inovação tem a característica de perceber, visitar e conhecer os resultados que foram obtidos nos grandes modelos de inovação e empreendedorismo, e são altamente conectados em locais onde a informação, o conhecimento e as próprias ideias fluem naturalmente entre os atores. Então, a ideia de cooperação e de construção é fundamental pois os inovadores aprendem o conhecimento uns dos outros, em prol dos seus negócios individuais. É um conceito que faz com que todos cresçam juntos e que a economia apresente resultados mais acelerados”, disse.

Para o reitor da Feevale, Cleber Prodanov, é preciso aproveitar a expertise de todos. “As nossas diferenças, os nossos ecossistemas e as nossas instituições são o que nos fortalece e cria este diferencial do Rio Grande do Sul. Vemos um banco, como o BRDE, preocupado com a inovação, trazendo uma política de estado relacionada ao empreendedorismo, à ciência e à tecnologia; isso é extremamente louvável. A universidade tem um conhecimento e o que temos visto, principalmente neste mundo pandêmico, é que vivemos a real necessidade, a urgência da acelerarmos o processo do conhecimento para chegar no cidadão. E esse conhecimento chega por meio da inovação, do movimento de empresa, da renda e de uma sociedade muito mais harmônica. Ele chega, principalmente, com uma visão de futuro. O futuro se faz com universidades fortes, pesquisas científicas, transferência de conhecimento, ecossistemas de inovação e com parcerias, principalmente aquilo que chamamos de tríplice hélice, parceria entre os governos, as universidades e as empresas, tendo como pano de fundo a sociedade. Que possamos fazer parte deste processo de criação, aceleração e transformação de empresas. Nós somos uma universidade do século XXI para pessoas do século XXI e isso se passa muito pelo conhecimento”, enfatizou o reitor.

O governador Eduardo Leite relacionou os desafios da inovação com o lema “novas façanhas” de seu governo: “Queremos falar de soluções, do que pode mover o Rio Grande do Sul para o futuro. A gente olha para o passado com orgulho do que fizemos, mas também para o presente com orgulho do que estamos fazendo, dos ecossistemas de inovação, das nossas universidades, do capital humano que o Estado tem e, a partir disso, das perspectivas e do futuro que a gente consegue enxergar. Por isso que a diretriz de governo, incluindo o BRDE, é de ser alavanca para potencializar e dar escala à inovação que vem da sociedade, de forma a gerar mais emprego, renda, movimentação da nossa economia e melhoria de vida da população”.

Saiba mais sobre as startups participantes

2metric: desenvolve um dispositivo que, por meio da medição de energia, identifica padrões de qualidade na água, permitindo o seu monitoramento em tempo real.

– Agidesk: plataforma SaaS com modelo de receita recorrente, focada em gestão de atendimentos, processos e projetos.

– AlterVision: o Google Analytics do varejo físico, fornece dados sobre clientes em espaços físicos por meio de IA (inteligência artificial) integrada a câmeras de segurança.

– Crops Team: Best Cultivar é um sistema inteligente que auxiliará produtores e consultores na escolha da melhor maneira de cultivar a soja para cada lavoura.

– Goclin: plataforma para gestão de clínicas e consultórios médicos, integrada às principais operadoras do Brasil.

– Latos: tem o objetivo de aumentar a eficiência das indústrias por meio de Ciência de Dados e conhecimentos de Engenharia.

– MaxxIntelli: desenvolvimento de tecnologia para mapear, em tempo real, a melhor posição para placas solares, permitindo otimizar e reduzir custos na geração de energia.

– NeedDigital: solução para o monitoramento ambiental (térmico) voltada à produção de farmacêuticos (termolábeis), automatizada e confiável.

– Nurseme: plataforma digital que conecta profissionais de saúde a quem precisa de cuidados de saúde em domicílio.

– Pix Force: interpreta imagens e vídeos automaticamente, de forma mais rápida e precisa do que a visão humana, utilizando IA aplicada à visão computacional.

– Prosumir: desenvolve soluções inovadoras para transformar desperdício de energia em oportunidades, trabalhando com eficiência energética, energia renovável e cogeração.

– StartLearning: plataforma de treinamento corporativo e gestão de aprendizado, ambiente focado para aperfeiçoar o processo de capacitação e o engajamento de equipes.

– Zeit: entrega a qualidade do leite com apenas um toque, utilizando um dispositivo portátil conectado via Bluetooth com um celular, não necessitando de conexão com a internet para o seu funcionamento.

– Ziel Biosciences: empresa voltada para pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores na área de oncologia e saúde da mulher.

*A AuRos Robotics ficou como suplente, podendo assumir uma das vagas em caso de desistência de alguma selecionada.

Saiba mais: https://conteudo.feevale.br/lp-brde-labs

É o melhor desempenho nominal em duas décadas, com crescimento de 57% na comparação ao mesmo período de 2020

Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas no primeiro semestre deste ano, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

“Trata-se de um resultado muito expressivo se considerarmos o cenário econômico ainda fortemente impactado pela pandemia. Demonstra o quanto a instituição está preparada para auxiliar os diferentes setores para uma retomada dos investimentos”, celebrou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Nos primeiros seis meses do ano, o banco já acumula R$ 1,591 bilhão em operações de crédito aprovadas. Um total de 1.393 contratos de empréstimo e financiamento já foram assinados, em especial em favor do setor agropecuário da região (823 contratos). O segmento do comércio e serviços responde por outras 291 operações, seguindo-se a área de infraestrutura (141) e indústria (138). Em termos de operações contratadas, o crescimento de um período para o outro foi de 3,5%.

Impactos
As operações contratadas pelo BRDE no semestre viabilizaram investimento totais de R$ 890,4 milhões na região Sul. Estima-se que esse montante tenha possibilitado a manutenção e/ou criação de aproximadamente 18 mil postos de trabalho. Já em termos de arrecadação de ICMS para os estados onde o banco opera, a projeção é de um incremento na casa de R$ 82,1 milhões/ano.

Presidente ressaltou desempenho mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia

Na avaliação da presidente, além de sua parceria histórica no fomento aos projetos de longo prazo, o banco vem dando uma resposta positiva mesmo ainda em meio a um contexto de incertezas, em especial no apoio aos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19. “Sem se afastar da missão maior de ser um parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região Sul, o primeiro semestre deste ano demonstra que o BRDE caminha alinhado com os novos tempos. Criamos programas de estímulo ao empreendedorismo das mulheres, dos jovens, à economia criativa, às microfinanças e para capital de giro para empresas de menor porte. Os temas da sustentabilidade ambiental e social fundamentam nossas ações”, destacou ela.

Na primeira metade do ano, o BRDE intensificou a parceria com instituições financeiras internacionais. Essa diversificação de seu funding permitiu, em especial, financiar capital de giro e um maior apoio a projetos na área de geração de energia com fontes renováveis. Ao mesmo tempo, no esforço de ampliar o volume de crédito disponibilizado, o banco tornou-se o principal repassador nacional do Programa Agrícola Prodecoop (para desenvolvimento de cooperativas), do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), das operações via Canais Digitais para o Setor Público e do Pronaf Investimento.

Resultados
No primeiro semestre deste ano, o resultado operacional alcançou R$ 264,7 milhões. Boa parte deste número se deve a um melhor desempenho em termos de intermediação financeira, com redução acima de R$ 120 milhões no item das despesas de operações com empréstimos e repasses. O resultado operacional foi igualmente influenciado pela redução significativa das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, que quais passaram de R$ 74,5 milhões no primeiro semestre de 2020 para R$ 2,8 milhão (reversão) no período idêntico deste ano.

Do lado da receita, o balanço do primeiro semestre aponta para um crescimento expressivo de 78% na recuperação de créditos: R$ 91,7 milhões. Esse resultado considera a recuperação por renegociação e a recuperação efetiva.

O relatório também aponta para uma evolução positiva do patrimônio líquido do banco, que agora está em R$ 3,223 bilhões. No primeiro semestre de 2020, esse número estava em R$ 2,968 bilhões. A carteira de crédito está em R$ 13,250 bilhões, que coloca o banco entre os maiores do país neste quesito. Já o ativo total alcançou o valor de R$ 16,1 bilhões.

Aspecto que vem sendo ressaltado pelas agências de classificação de risco, o índice de inadimplência registrado pelo banco é outro ponto ressaltado no balanço. O percentual de atrasos nos pagamentos, a partir de 90 dias, continua em patamares muitos baixos, atingindo 0,61% em junho. O percentual é consideravelmente inferior ao do conjunto de bancos públicos, que atingiu 2,27%, e dos bancos privados, com 2,28%.

Perfil da carteira
Sem mudanças expressivas em relação ao mesmo período do ano passado, a concentração das operações segue majoritária em apoio ao setor privado (96%), com destaque para a agropecuária (27.1%) e indústria (22,8%). Na sequência, a carteira está dividida em projetos de infraestrutura (20,8%), comércio (17,2%) e serviços (8,1%). A carteira total de financiamentos do banco é composta por 33,3 mil operações ativas de crédito, com saldo médio de R$ 396,8 mil.

O demonstrativo financeiro do primeiro semestre de 2021 foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRDE nesta quarta-feira (25/8) e sua íntegra está publicada no site da instituição. Em 30 de junho, o banco possuía 31,8 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estavam localizados em 1.084 municípios. A instituição acaba de completar 60 anos de atuação, com um compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

É o primeiro banco de fomento do país a receber o selo

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) passa a integrar um grupo seleto de empresas do Brasil que são reconhecidas por estimular o aumento de participação das mulheres em cargos de liderança e conselhos. Nesta quarta-feira (25/8), o banco recebeu o selo Women On Board, conferido a companhias com no mínimo duas mulheres com assento no Conselho de Administração. Além da diretora-presidente Leany Lemos, o BRDE tem outras três conselheiras no colegiado que representa os três estados acionistas.

O WOB é um movimento independente criado há dois anos, com o objetivo de valorizar a existência de ambientes corporativos com a presença de mulheres na liderança máxima das empresas, em conselhos de Administração ou Consultivo. Até o momento, pouco mais de 60 grandes companhias do país foram certificadas e o BRDE é a primeira instituição de fomento a receber esse selo em todo o país.

“Esse reconhecimento tem um significado enorme não apenas para o banco, mas para toda uma luta em favor da diversidade, da igualdade de gênero no ambiente profissional, nas academias e onde quer que nós, mulheres, queremos estar presentes”, comemora Leany Lemos, ela própria a primeira mulher a ser indicada para o cargo de presidente em 60 anos de trajetória do BRDE.

Com a experiência de também ter sido pioneira em ocupar cargos no setor público tradicionalmente reservados aos homens, Leany Lemos lembra o quanto a presença de uma mulher em posições de destaque estimula que outras busquem o seu espaço. “Tem um efeito de espelho. A mulher no comando preenche suas equipes preferencialmente com outras mulheres, pois reconhece nelas suas habilidades e competências e todo um histórico da sociedade que, por vezes, não lhes permitem avançar na carreira”, complementa.

A certificação do WOB aconteceu no mesmo dia da posse de mais uma mulher no Conselho de Administração. Eleita pelos colegas, Marisa Marques de Toledo Camargo Barroso Magno passa a ocupar a cadeira representando os funcionários do banco. Já integravam o colegiado Vanessa Neumann Sulzbach (representante do Rio Grande do Sul) e Juliana Baldessar Weber Becker (Santa Catarina). Por ser presidente do banco, Leany Lemos responde também pelo mesmo posto no Conselho.

Além do Conselho de Administração, o banco também vem avançando na presença de mulheres em postos de liderança: tanto nos cargos com função gratificada, superintendências e gerências, a média sempre está acima de 30%. Na avaliação da presidente, isso demonstra o quanto a instituição está alinhada com meta específica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no que se refere à igualdade de gênero.

Ainda neste ano, o BRDE aprovou no âmbito de sua Diretoria uma diretriz interna em favor da diversidade e lançou um programa especificamente para mulheres empreendedoras da região Sul. Trata-se de uma política de concessão de crédito para empresas lideradas por mulheres e produtores rurais nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Também durante a reunião do Conselho, houve a adesão formal do BRDE à Associação Women On Board. Pelo termo, o banco se compromete seguir as boas práticas corporativas e a manter pelo duas mulheres na composição efetiva do Conselho ou notificar a instituição caso não manter as condições de certificação.

Atuando em parceria no apoio a projetos com impacto positivo no meio ambiente, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) iniciam, a partir desta terça-feira (24/6), a apresentação de uma série de vídeos sobre iniciativas que contemplam a geração de energia com fontes renováveis e melhorias em sistemas de iluminação pública. Com investimentos que alcançam R$ 320 milhões, a parceria já contabiliza 45 projetos na região Sul do país, a partir de um fundo de 50 milhões de euros destinado a financiar propostas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas.

Denominada de Parcerias no Desenvolvimento Sustentável da Região Sul, a websérie vai reunir exemplos de empresas privadas que buscaram financiamento do BRDE para implantar usinas de geração fotovoltaicas e a partir de fontes hídricas. Ao todo, os projetos apoiados representam crescimento de 290 GWh por ano na geração de energia renovável e uma redução de 22 milhões de toneladas na emissão de dióxido de carbono (CO2).

O trabalho relata também projetos de instituições e prefeituras que investiram para ganhar maior eficiência energética e avanços no sistema de iluminação pública.

É o caso da prefeitura de Guarapuava, no Paraná, primeiro destaque da série que estará disponível no canal de Youtube do BRDE e também nas redes sociais do banco. Pioneiro no país, o projeto Ilumina Guarapuava permitiu que, em apenas um ano, todo as luminárias da cidade fossem substituídas por lâmpadas LED, o que representou economia de consumo de energia e maior segurança à população local.

Ainda no ano passado, BRDE a AFD estabeleceram uma nova parceria, agora no montante de 70 milhões de euros. Esse fundo é um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três estados do Sul.

Ao todo, a websérie reúne seis vídeos. A periodicidade da divulgação será semanal, sempre às terças-feiras.