BRDE

Com um total de R$ 671,7 milhões em operações liberadas no primeiro trimestre deste ano, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aparece nas primeiras posições no ranking nacional na utilização de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Líder absoluto entre todas as instituições que operam em parceria com o banco federal na Região Sul, incluindo instituições comerciais e cooperativas de crédito, o BRDE ocupa também a primeira posição em todo o país como agente financeiro do programa BNDES Automático, que financia investimentos fixos.

Na classificação geral em termos de recursos liberados junto ao BNDES, entre janeiro e março, o banco aparece em segundo lugar, ficando atrás apenas do Bradesco (R$ 1,4 bilhão), mas à frente de instituições como Itaú, Santander, Sicredi, Banco do Brasil e Banrisul. Neste período, o BRDE soma 5.728 operações aprovadas junto ao seu principal parceiro de funding. “Trata-se de um desempenho operacional muito forte e que demonstra o quanto o banco está atento aos desafios neste momento de retomada, auxiliando as empresas mais afetadas pela pandemia com capital de giro, mas atuando com força em projetos estratégicos, com forte impacto na geração de emprego e renda”, salientou a diretora de Operações do BRDE, Leany Lemos.

 

Nos estados

Do total das operações já desembolsadas  pelo banco nacional, cerca de R$ 566 milhões são para pessoas jurídicas, com destaque para as linhas de crédito destinadas à construção, ampliação de unidades e modernização do BNDES Automático.

O banco ocupa também o segundo lugar geral, quando o quesito é financiamento para pequenas empresas,especialmente pelo programa Juro Zero RS.  Através do programa que tem os juros do financiamento bancados pelo governo gaúcho, o BRDE já contabiliza mais de três mil contratações em dois meses desde que foi lançado, o que representa R$ 178,5 milhões disponibilizados para empresas de pequeno porte, microempresas e Microempreendedores Individuais (MEIs).

Em Santa Catarina, foram aproximadamente R$ 45 milhões no primeiro trimestre de 2022, especialmente alavancados por programas de Indústria, cooperativas agroindustriais, convênios com empresas e agronegócios. De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, o BRDE manteve sua essência em promover o desenvolvimento em todas as áreas com recursos do BNDES. “Prosseguimos com investimentos no agronegócio e na promoção de projetos sustentáveis e de inovação, principalmente em energias renováveis” , assegurou.

No Paraná, os valores chegaram a R$ 140 milhões nesse mesmo período, de recursos para Agronegócio, Energias Limpas e Renováveis, além do setor industrial.

“Dos R$ 4,1 bilhões dos financiamentos aprovados pelo BRDE no ano passado, o BNDES respondeu por 59,5%. Essa posição no ranking assegura ao BRDE a superação das metas orçamentária e gerencial, com a conquista de novos limites, a fim de garantir a movimentação da economia, a empregabilidade e atendimento à demanda de créditos”, analisou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

 

CLASSIFICAÇÃO BRDE – OPERAÇÕES APROVADAS PELO BNDES

 Fonte: Área de Operações e Canais Digitais do BNDES – Ranking dos Agentes Financeiros Agrupados (março de 2022)

 

Volume de crédito do BRDE no primeiro trimestre é 26% superior ao mesmo período de 2021

Após atingir marcas histórias em operações de crédito ao longo do ano passado, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) inicia 2022 com ritmo acelerado nos financiamentos para os diferentes setores econômicos do Rio Grande do Sul. Nos primeiros três meses, o banco registra R$ 311,12 milhões em novos investimentos apenas no estado, um crescimento de 26% se comparado ao mesmo período de 2021 (R$ 246,56 milhões). Somados, os segmentos da indústria de transformação, do comércio e o de serviços respondem por 78% do volume de recurso contratado no trimestre (veja quadro abaixo).

O total de investimentos no RS alcança 51% de todas as operações de financiamento do banco nos três estados onde opera, que entre janeiro e março registrou R$ 610, 72 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, o total na região Sul ficou em R$ 456,49 milhões. “Por conta dos efeitos da estiagem sobre a safra, a economia gaúcha tem enormes desafios neste ano. Por isso, importante que o banco continue cumprindo com sua missão estratégica de apoiar os diferentes setores”, apontou o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian.

No ano passado, o BRDE fechou com R$ 1,43 bilhão em novos investimentos apenas no RS, com os maiores desempenhos ficando com o agronegócio e a indústria de transformação. As contratações em toda a região Sul igualmente atingiram uma marca histórica: R$ 4, 1 bilhões de novos financiamentos. “Os resultados alcançados no primeiro trimestre indicam para um desempenho promissor em 2022, uma vez que o agro, que representa 60% das nossas operações, terá suas contratações ocorrendo em maior volume nos próximos períodos”, anima-se a diretor de Operações do BRDE, Leany Lemos.

Números de contratos

Puxado especialmente pelo programa Juro Zero RS, o número de contratos teve um crescimento exponencial no primeiro trimestre deste ano, com um total de 5.823 operações, algo que chega a superar o total que o banco normalmente desempenhava em 12 meses e considerado todos os estados onde atua. Por meio do programa que tem os juros do financiamento bancados pelo governo do Estado, o BRDE já contabiliza mais de 3 mil contratações em dois meses desde que foi lançado, o que representa R$ 178,5 milhões disponibilizados para empresas de pequeno porte, microempresas e Micro Empreendedores Individuais (MEIs). “O BRDE vem cumprindo uma missão estratégica neste momento de retomada da economia, realizando grande esforço interno para viabilizar um volume jamais visto em termos de contratações em favor das pequenas empresas”, destacou Leany Lemos.

No primeiro trimestre, do total de contratações o comércio responde sozinho por 2.419 participações (R$ 78,64 milhões), seguido da indústria (919 contratações – R$ 94,84 milhões) e transporte, com 488 operações de crédito (R$ 22,74 milhões). “Além do Juro Zero RS, o banco está com uma nova matriz de programas para estar mais alinhado às reais necessidades de quem quer empreender no estado, o incluiu empresas lideradas por mulheres, pelos jovens e projetos vinculadas à pauta da sustentabilidade”, acrescentou o diretor Otomar.

Balanço revela aumento de 61.4% nos contratos em 2021 na comparação ao ano anterior e parcerias com novos fundos, nacionais e internacionais ajudaram reduzir impactos causados pela pandemia

Com R$ 4,1 bilhões em contratações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou seu recorde histórico em 2021. No ano em que completou 60 anos de existência, o demonstrativo financeiro da instituição aponta a realização de mais de sete mil operações, o que representa um aumento de 61,4% em comparação ao ano anterior. “Foi um ano muito significativo para o BRDE, porque atuamos fortemente na economia dos três estados, injetando recursos que garantiram não só o desenvolvimento de grandes empresas, mas também assegurando a permanência de milhares de empreendimentos que enfrentaram a crise junto com a pandemia”, comemorou o presidente Wilson Bley Lipski.

 

Se garantir a economia em pleno funcionamento é uma das premissas do banco, em 2021 a instituição lançou mão de recursos próprios para minimizar os impactos da pandemia sobre a atividade econômica, o que representa um total de 10,7% das contratações. Além de suprir o crédito emergencial no ano anterior (2020), no ano passado, o BRDE obteve recursos adicionais e intensificou suas operações com instituições financeiras para incrementar o microcrédito.

 

De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, em 2021 o BRDE manteve sua essência em promover o desenvolvimento em todas as áreas. “Prosseguimos com investimentos no agronegócio, na promoção de projetos sustentáveis e de inovação, no estímulo aos empreendimentos da mulher e do jovem e ainda mantivemos a taxa de inadimplência sob controle (atingindo 0,58% em dezembro) e aumentamos as receitas com a recuperação de créditos”, assegurou.

 

Resultado operacional

O BRDE fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 266,6 milhões, montante 33,8% superior na comparação ao ano anterior.  Trata-se do segundo melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. “Considerando que vivemos em 2021 um cenário econômico ainda com fortes impactos da pandemia, sem dúvida alcançamos um resulto muito expressivo.  Buscamos melhorar nossos processos de gestão, oferecer maior agilidade no atendimento dos clientes. O BRDE, sem dúvida, se preparou para auxiliar os diferentes setores e entender as demandas de cada um para a retomada dos investimentos”, celebrou a diretora de Operações, Leany Lemos.

Além de manter a taxa de inadimplência em 0,58% sobre a carteira – entre as mais baixas de bancos de fomento do país, o BRDE fechou 2021 com novo recorde em termos de patrimônio líquido: R$ 3,4 bilhões (9,6% maior que o ano anterior). “Com isso, tivemos maior capacidade financeira para apoiar o desenvolvimento econômico e social da região Sul que é a nossa principal  missão”, comemorou Leany Lemos, ela que presidiu o banco até novembro de 2021, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 60 anos de história da instituição.

 

BRDE em números

O setor com maior volume destinado foi o de Comércio e Serviços, com valor de R$ 1,3 bilhão, seguido pela Agropecuária com R$ 904,1 milhões em créditos e a Infraestrutura, chegou ao valor de R$ 873,6 milhões. A variação percentual mais expressiva foi observada no Agronegócio, com 89,8% na comparação com 2020.

Em relação ao número de operações contratadas, 53,1% foram direcionadas aos produtores rurais e 44,3% às pequenas e médias empresas, dados que demonstram o sucesso do esforço do BRDE em apoiar os pequenos empreendedores, principalmente em época de dificuldade econômica.

Outro dado relevante para os resultados, está na ampliação de fontes de recursos com parcerias de fornecedores de créditos nacionais e internacionais. Do total contratado, 59,5% dos recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido por aportes internacionais (15,7%), equivalente a R$ 649 milhões, oriundos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), três parcerias firmadas nos anos recentes com a internacionalização das fontes do BRDE.

 

Programas e Projetos

Com o propósito de fomentar renda, geração de emprego e retomar a economia do país no processo pós-pandemia, o BRDE incrementou programas, fortaleceu projetos e ampliou parcerias.

 

 

SC Mais Renda Empresarial – O programa beneficiou micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEIs) de Santa Catarina. A iniciativa foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda e contou com a operacionalização feita pelo BRDE. O SC Mais Renda Empresarial concedeu R$ 263 milhões, somando mais de 6 mil contratos distribuídos em 218 municípios. Além dos financiamentos a juro zero, subsidiado pelo Governo do Estado, o impacto na manutenção dos empregos também é destaque com quase 15 mil empregos preservados.

Para o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, o programa fomentou milhares de empresas catarinenses. “Ajustamos nosso foco procurando viabilizar crédito, especialmente capital de giro para o pequeno empreendedor. Além dos juros subsidiados, temos prazo de carência e amortização que atendem a necessidade de quem busca o recurso. Esses investimentos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda”, explicou.

 

BRDE LABS – No setor de inovação, foram elevados limites por fundos em empresas inovadoras de 1,8% para 2.5%, além do desenvolvimento do programa de aceleração de startups, o BRDE Labs, com soluções para empresas âncoras. Cerca de quatro mil pessoas foram impactadas com o programa, por lives, mentorias e treinamentos. 

 

Banco do Agricultor Paranaense – Instrumento criado pelo Governo do Estado do Paraná para auxiliar produtores rurais, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, e as agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e programas destinados à irrigação. Em 2021, o valor contratado totalizou R$ 43,7 milhões, beneficiando 351 agricultores. “São linhas de financiamento destinadas ao desenvolvimento sustentável, inovação e tecnologia, a fim de melhorar a competitividade dos produtos do Paraná, por meio de subsídios, com a Fomento Paraná, Secretaria de Agricultura, cooperativas de crédito e o BRDE, com a finalidade de ajudar no crescimento de pequenos e médios agricultores” – explicou o diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira.

 

ODS – Em 2021, o BRDE aportou mais de R$ 1 bilhão em projetos que colaboram com os desafios do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, com a participação significativa de investimentos na infraestrutura de produção de alimentos, incluindo projetos das diversas cooperativas que são tradicionalmente clientes do Banco. E financiou R$ 684 milhões, o que representa 20% das operações diretas em 2021, para projetos que contribuíram para os desafios do ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis: geração de energia por fonte renovável, saneamento, florestas comerciais, manejo e disposição de resíduos sólidos e uso ou reciclagem de resíduos.  

O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destaca a importância do banco ter implementado, em 2021, uma restruturação de sua matriz de programas e linhas de crédito, tornando a instituição ainda mais aderente à realidade global, aos critérios ESG e à Agenda 2030.  “Ao avançarmos nas parcerias com bancos internacionais, ampliamos o nosso compromisso com a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, o BRDE teve um ano de forte atuação diante das demandas de cada setor neste período de retomada da economia, apoiando as pequenas empresas sem descuidar dos setores mais tradicionais da economia”, evidenciou o diretor.

 

BRDE Empreendedoras do Sul – Entre as novidades de 2021 está o programa BRDE Empreendedoras do Sul. Lançado no mês de março, com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais. Agora sem limite de operação, o programa fechou o ano com a marca de  nos três estados do Sul, com R$ 96, 2 milhões em financiamentos.

Desde 2017, por meio de incentivos fiscais, o Banco é parceiro da Associação

Com um gol do melhor jogador do mundo, Ricardinho Alves, a Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (Agafuc), que por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte recebe apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), sagrou-se tetracampeã da Supercopa do Brasil de Futebol de Cegos neste último sábado (26/03). A Agafuc venceu o Maestro/PR por 1 x 0. A Competição que foi disputada no CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, e começou no dia 23 de março, reuniu os quatro melhores times do Brasil e a equipe gaúcha saiu invita da competição com três vitórias e um empate.

Para o técnico da Agafuc, Rafael Astrada, a conquista é fruto do trabalho sério e dedicação de todos os envolvidos: “Mais uma vez estamos mostrando que nosso trabalho dentro e fora da quadra é muito forte. Sempre somos o time a ser batido e o mais estudado em função da qualidade dos nossos jogadores, mas conseguimos, com muita garra e entrega, jogo a jogo e respeitando cada adversário. Nosso esforço é enorme para manter patrocinadores e tudo mais, mas o resultado está aí, mais uma vez, mais uma grande conquista para o RS! Agradecemos a todos os envolvidos, jogadores, comissão técnica e direção da Agafuc”, comemora Astrada.

Parceria BRDE e Agafuc

Desenvolvido pela Agafuc na cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), o projeto “Olhar no Presente, Visão de Futuro” tem como objetivo promover o esporte adaptado para deficientes visuais e incentivar a participação das modalidades esportivas como forma de inclusão. Por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, desde 2017, o BRDE apoia o projeto, cuja prática é fundamental para o aumento da autoestima, motivação, autonomia e independência dos atletas. Até o momento, foram repassados R$ 85,1 mil para a Associação. Inclusive, a parceria bem-sucedida entre o BRDE e a Agafuc foi renovada para o ano de 2022.

Depois de atingir a marca histórica de R$ 1,4 bilhão em novos investimentos no Rio Grande do Sul apenas no ano passado, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) quer ampliar a parceria com os municípios gaúchos. Através do programa “Município Forte é BRDE”, o banco já financiou mais de R$ 361 milhões nos últimos cinco anos, contemplando projetos em 80 prefeituras, mas há espaço na carteira do banco para ampliar as operações de financiamento com o setor público.

Para apresentar as oportunidades de crédito e assistência técnica a projetos que vão desde obras de urbanização de ruas e avenidas, passando por maior eficiência no sistema de iluminação pública e gestão de resíduos, o banco participou do primeiro dia da Assembleia de Verão 2022, nesta quinta-feira (24/03). Tradicional evento organizado pela Famurs (Federação das Associações dos Municípios do RS), o encontro reúne prefeitos e representantes das 497 prefeituras gaúchas em dois dias de programação.

Conforme a diretora de Operações, Leany Lemos, o banco vem buscando diversificar suas fontes de recursos, o que incluiu funding de instituições financeiras internacionais, justamente para atender as necessidades atuais das cidades, em especial nos projetos com alinhamento aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à agenda climática. “Somos um banco cuja missão é o desenvolvimento econômico e social da Região Sul. Criamos uma nova matriz de programas justamente com esse olhar para a sustentabilidade ambiental e social, com linhas exclusivas para as mulheres empreendedoras, aos jovens, energias renováveis e microcrédito, entre outros setores já tradicionais que o BRDE apoia, como é o agro”, afirmou a diretora.

Operações no RS já superam R$ 307 milhões

Banco reafirma atuação em parceria com os municípios

Leany Lemos apresentou as principais oportunidades que o banco oferece para financiamento as prefeituras e estabeleceu como meta ampliar neste ano o número de cidades contempladas. Ela relatou que neste ano, o BRDE já contabiliza R$ 307 milhões em operações apenas no Rio Grande do Sul, o que representa mais da metade de todo o volume contrato pela instituição nos três estados onde opera. “Foram mais de 5.800 operações desde o início do ano, em especial através do programa Juro Zero RS, onde a média das operações é em torno de R$ 60 mil por empréstimo, o que demonstra nossa atuação em favor da retomada da economia gaúcha”, frisou.

Na abertura do painel, o diretor de Planejamento, Otomar Vivian, fez uma saudação à Famurs pela organização do evento, que sempre traz importantes contribuições ao trabalho dos gestores municipais. “Estamos à disposição dos municípios gaúchos”, frisou o diretor. Numa referência ao acordo de cooperação que o banco assinou com a prefeitura de Sapiranga para a estruturar o projeto de iluminação pública da cidade, Otomar observou a dificuldade das pequenas e médias cidades têm para estruturar projetos voltados às parceria público-privadas (PPPs), algo que o BRDE passa a atuar a partir de agora.

O programa específico para municípios foi lançado em 2015 e contempla, também, crédito para obras de saneamento, produção de energia com fontes renováveis, aquisição de maquinário, construção de prédios para abrigar serviços públicos e adaptações em edificações destinados a programas habitacionais.

Fundo global

A convite dos diretores do BRDE, a oficial de projetos do Fundo Global para o Desenvolvimento de Cidades ( FMDV- Global Fund for Cities Development), Libertad Sobrado, acompanhou o evento, com o objetivo de expor a atuação da organização em projetos de financiamento para os municípios. O Fundo é a organização responsável pela Secretaria da Aliança de Bancos Subnacionais de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (Alianza de Desarrollo), entidade que o BRDE integra.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) inicia uma nova etapa na parceria já histórica que tem com os municípios a partir desta quinta-feira (24), passando a atuar também na estruturação de projetos para futura participação de parceiros privados. Durante a Assembleia de Verão 2022 da Famurs (Federação das Associações Municipais do RS), que ocorre na cidade de Torres, o banco e a prefeitura de Sapiranga assinaram acordo de cooperação técnica para seleção e elaboração de iniciativas visando a concessão de ativos e parcerias público-privadas (PPPs).

A prioridade é a modelagem para licitação do projeto de iluminação pública para a cidade, localizada no Vale do Sinos e com uma população ao redor de 80 mil habitantes. É a primeira vez que o BRDE atuará em parceria com prefeituras da Região Sul na estruturação direta de um projeto para concessão. “O banco já tem um histórico de apoio aos municípios através de financiamento de obras e outros investimentos, inclusive auxiliando com assistência técnica nos projetos, mas com esse formato estamos inaugurando uma nova fase que tem grandes perspectivas de sucesso”, destacou o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian.

Diretor Otomar vê no acordo com prefeitura de Sapiranga como um divisor de águas para o BRDE

O diretor salientou, igualmente, que o acordo com Sapiranga reflete “uma sintonia plena que o BRDE atua com os municípios gaúchos”, contribuindo a superar o gargalo de carência de quadros em prefeituras menores na elaboração de projetos.

Esse justamente era o maior obstáculo enfrentado pela prefeitura de Sapiranga. No ato de assinatura do acordo, a prefeita Carina Nath relatou as dificuldades que enfrentou e muitas negativas em ter o apoio de órgãos federais na estruturação de um projeto de iluminação pública para cidade. “O BRDE acabou nos salvando. Queremos qualificar, ganhar em eficiência nos serviços que prestamos”, acentuou ela. A assinatura contou com as presenças da diretora de Operações do banco, Leany Lemos, e do presidente da Famurs, Eduardo Bonotto.

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A maior presença de instituições financeiras internacionais nas operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que atualmente já respondem por um terço dos fundos, garantiu maior alinhamento dos projetos financiados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “O banco ganhou em autonomia, maior visibilidade e uma pegada de sustentabilidade. Financiar atores locais significa que estamos mudando o mundo”, destacou a diretora de Operações, Leany Lemos, durante participação no “Tá na Mesa”, nesta quarta-feira (23/3), evento organizado pela Federação das Entidades Empresariais do RS (Federasul).

Após mencionar os avanços que o Estado alcançou em termos de equilíbrio fiscal após a aprovação das reformas, a diretora salientou a importância de bancos de fomento em favor do desenvolvimento econômico e social, em especial em economias ainda em desenvolvimento, que é o caso do Brasil. “Isso ajuda a reduzir riscos de longo prazo. Mas o país precisa assumir uma agenda de reformas que o Rio Grande do Sul já fez, em especial na área previdenciária”, acrescentou.

Na visão da diretora do BRDE, agora que o RS conseguiu apresentar resultados orçamentários positivos depois de muitos anos, é preciso seguir gerindo as finanças públicas com responsabilidade fiscal, seguir no processo de desburocratização e apostar fortemente na educação. “Temos aqui uma taxa negativa de migração, ao redor de 6%. Precisamos investir para fixar jovens e segurar nossos talentos”, apontou ela.

Evento tratou de cenários de investimentos no RS
Fotos: Divulgação Federasul

Leany Lemos salientou, também, que o BRDE atingiu em 2021 a marca de R$ 4,18 bilhões em operações de crédito na Região Sul, sendo que mais de R$ 1,42 bilhão de investimentos apenas no RS. Ela citou que a carteira do banco atualmente é de R$ 14 bilhões, com um índice de inadimplência ao redor de 0,58%, muito abaixo de outros bancos públicos e privados. Ele mencionou que 2021 foi um ano importante para o banco que, ao reorganizar sua matriz de macroprogramas, criou novos produtos como os financiamentos para energias renováveis, microfinanças e mulheres empreendedoras.

Com foco nos cenários de investimentos para a economia gaúcha, o “Tá na Mesa” teve, também, entre os palestrantes convidados o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Edson Brum; o CEO do Grupo Cobra, Jaime Llopis; e o diretor da Seara/JBS, Fabio Soares. O diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian esteve presente ao evento, assim como o superintendente da Agência de Porto Alegre, Maurício Mocelin. Ao abrir o painel, o presidente da Federasul, Anderson Trautman Cardoso, lembrou da conjuntura local, nacional e internacional e disse que “continua nos desafiando”.

Via Agência Estadual de Notícias

 

Os quatro estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) planejam projetos conjuntos para melhorar a infraestrutura da região, com destaque para os modais rodoviários e ferroviários. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; e de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior; e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discutiram o tema nesta segunda-feira (21), em Chapecó (SC), na primeira reunião do ano do bloco.

O presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski, participou do encontro, onde assinou em conjunto com os governadores e seus representantes, a resolução que cria o Grupo de Trabalho para o Planejamento Integrado de Rodovias e Ferrovias do Codesul, que vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados, que estão entre os principais produtores do agronegócio brasileiro. O projeto de maior envergadura nessa área é a Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, e tem nos planos um ramal interligando Cascavel e Chapecó, cidades do Oeste paranaense e catarinense. Na reunião, também participou a diretoria do BRDE: o vice-presidente Marcelo Haendchen Dutra, o diretor administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira, o diretor financeiro Eduardo Pinho Moreira e diretora de Operações Leany Barreiro de Sousa Lemos, além do diretor de Planejamento, Otomar Oleques Vivian.

Diretores do RS ao lado do vice-governados Ranolfo Vieira Júnior (ao centro)

 

Ratinho Junior destacou que o projeto da nova ferrovia, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 30 bilhões, está bastante avançado. A previsão é que as audiências públicas ocorram em abril. A liberação da licença prévia deve sair no final de maio, com a expectativa de que o projeto vá a leilão na Bolsa de Valores ainda neste semestre.

“Iniciamos os estudos para a ampliação da ferrovia em 2019, mas a discussão para ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá vem de décadas. O Mato Grosso do Sul depende muito do porto e é também um grande fornecedor de matéria prima para a produção de proteína animal. Paraná e Santa Catarina respondem por 70% da carne de porco e de frango exportada pelo Brasil”, salientou Ratinho Junior.

Segundo o estudo de viabilidade técnica, a Nova Ferroeste terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos já no primeiro ano de operação plena, tornando-se o segundo maior corredor de exportação de grãos e de proteína animal do País, atrás apenas da malha paulista.

“Dentro dos estudos que fizemos, se chegou à possibilidade de construção de um ramal até Chapecó. Os produtores de proteína animal são muito dependentes dos grãos produzidos no Mato Grosso do Sul. Essa conexão vai criar um grande corredor de insumos para o Paraná e Santa Catarina e, no caminho inverso, de fertilizantes para o Mato Grosso do Sul”, explicou o governador.

AMPLIAÇÃO – Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o Governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste do Estado e também entre os portos de Itajaí e Araquari. “É uma visão de futuro para Santa Catarina. Com a conexão entre Cascavel e Chapecó, vamos começar a trabalhar com projetos de Chapecó até o Planalto Serrano de Santa Catarina, formando um importante corredor Leste-Oeste”, explicou Carlo Moisés.

“Ao invés de rejeitar qualquer projeto que venha de outro estado, queremos aproveitar a integração que já temos através do Codesul. Os quatro estados são muito parecidos economicamente, e uma integração logística regional trará ganhos de eficiência, além da redução dos custos de transporte da produção e de insumos, principalmente para o Oeste catarinense. São investimentos coordenados, de médio a longo prazo”, destacou o governador de SC.

Grande exportador de grãos, o Mato Grosso do Sul não tem saída para o mar e conta com a integração logística com os outros estados para o acesso ao mercado internacional. “Temos um posicionamento muito forte em buscar saídas logísticas, exatamente pela dificuldade de acessar os portos”, explicou Jaime Verruck.

“A competitividade do Mato Grosso do Sul passa necessariamente pela redução dos custos de transporte, e o nosso foco é a ferrovia. A Nova Ferroeste vai adentrar justamente na maior região produtora do Estado, 60% do que produzimos está no eixo da ferrovia”, salientou o secretário do MS.

“A forma como a malha está sendo concebida, de não adentrar unidades de conservação, áreas indígenas e quilombolas, antecipou muito o cronograma. A ferrovia vai gerar o desenvolvimento integrado de todas as regiões, já que ela também se conecta com a Malha Oeste, promovendo uma integração nacional”, complementou.

MEIO AMBIENTE – Durante o encontro, também foi firmado um termo de Cooperação Técnica para elaboração do diagnóstico e mapeamento de áreas desmatadas nos quatro estados-membro, por meio do compartilhamento da ferramenta Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento de Santa Catarina (Simad/SC).

A ferramenta detecta, registra e gera alertas precisos de desmatamento após cruzamento de diversos bancos de dados e imagens de satélites. O código-fonte do sistema será compartilhado com os demais estados, para a criação de um banco de dados conjunto para observar onde há a supressão ilegal da vegetação.

Foi instituído, ainda, o Grupo de Trabalho de Loterias do Codesul, e aprovado o Relatório Financeiro e de Atividades do exercício de 2021 do bloco.

CODESUL – Criado em 1961, o Codesul integrava, primeiramente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, em 1992, passou a contar também com o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo do conselho é buscar alternativas aos desequilíbrios regionais e potencializar questões comuns aos estados-membros, sobretudo em questões essenciais como desenvolvimento econômico e social, além de fomentar a integração dos quatro estados com o Mercosul.

PRESENÇAS – Também participaram da solenidade, pelo Paraná, os secretários de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, e de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. De Santa Catarina, o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira, e o secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira; e do Rio Grande do Sul, o secretário extraordinário de apoio à Gestão Administrativa e Política, Agostinho Meirelles. Os secretários executivos do Codesul do Paraná, Wilson Quinteiro; de Santa Catarina, Amauri Cantu e Gustavo Salvador Pereira; do Mato Grosso do Sul, Magda Côrrea dos Santos, e do Rio Grande do Sul, Micheli Petry; os presidentes da Aurora Alimentos, Neivor Canton; e do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.

No final do evento, o vice-governador Ranolfo convidou os integrantes do conselho para o South Summit, de 4 a 6 de maio, em Porto Alegre. “Um dos maiores eventos mundiais de inovação e tecnologia, que pela primeira vez ocorrerá fora da Europa. Por isso, deixo aqui o convite para que as equipes dos demais estados prestigiem o evento e aprofundem a discussão nesse tema tão importante”, finalizou

Neste mês da mulher, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destaca o trabalho das mulheres que estão à frente de cargos estratégicos do Banco e que são responsáveis por dar vida à instituição que também contribui para o desenvolvimento de muitas empreendedoras brasileiras. 

Hoje, 30% dos cargos estratégicos do BRDE são ocupados por elas. Isso significa que das 153 funcionárias do Banco, 25 delas lideram suas equipes. Em 2020, Leany Lemos tornou-se a primeira mulher a assumir a diretoria e a presidência do BRDE. Essas conquistas deram ao Banco o selo Women On Board, que valoriza a existência de ambientes corporativos com a presença de mulheres na liderança máxima das empresas, em conselhos de Administração ou Consultivo. 

“O Banco tem mulheres fantásticas em papéis de liderança, que dão o seu melhor pelo desenvolvimento da região, do Brasil e do mundo, porque quando a gente muda o local, a gente muda o global também. Temos muito orgulho disso e continuamos trabalhando para que nenhum homem e nenhuma mulher sejam impedidos de desenvolver seus talentos simplesmente por uma questão de gênero”, afirmou Leany.

E nesse cenário de transformação do papel da mulher, as colaboradoras do BRDE contam suas jornadas de crescimento.

“Quando a gente tem a oportunidade, agarramos e fazemos nosso nome” – Fernanda Santos Silva, Gerente de Operações Adjunta

Fernanda Silva, Gerente de Operações Adjunta do Paraná, acredita que os espaços estão sendo conquistados pelas mulheres, devido à competência delas. “Eu vejo isso na prática. A mulher tende a ter uma postura motivacional mais forte do que o homem, mais generosidade, paciência, ela costuma pensar em todos os aspectos, se colocar no lugar do outro”, diz. 

Responsável pelas operações com micro e pequenas empresas e relacionadas ao Fundo Setorial Audiovisual (FSA), a Engenheira Agrônoma e Civil diz que sempre teve referências de mulheres em cargos de liderança no BRDE. “Me inspirei e ainda me inspiro nelas, porque são muito competentes, e é gratificante ver o Banco como exemplo nesse movimento”, conta. 

Fernanda também percebe um crescimento da presença de clientes mulheres. Para ela, esse é um processo sem volta: “Se as mulheres são mais da metade da população, tem que ter essa representatividade em todos os setores da sociedade”, defende. Ela acredita que, com igualdade de condições, não haverá mais barreiras.

Silvia Daniela da Silva Monteiro, Gerente Adjunta de Operações de Florianópolis

 

“Para avançarmos ainda mais, faltam oportunidades mesmo. Existem pessoas com visões que impedem o avanço das mulheres” – Silvia Daniela da Silva Monteiro, Gerente Adjunta de Operações de Florianópolis

Silvia Daniela da Silva Monteiro, gerente adjunta de Operações, lidera uma equipe de nove pessoas e cuida dos projetos de análise de crédito dos setores de inovação e indústria, na agência do BRDE de Florianópolis. Formada em Administração, Silvia está há 23 anos no Banco. Hoje, ela é a única mulher em sua gerência. “Se me perguntam como os meus colegas me veem, eu respondo que sem nenhuma diferença. O grande problema é ter acesso”, reafirma.  

Para ela, as mulheres costumam usufruir da empatia e da habilidade de fazer mais atividades ao mesmo tempo que são ensinadas a elas ao longo da vida nos cargos estratégicos que ocupam. Porém, destaca que ainda há muitos preconceitos na sociedade relacionados à maternidade e à capacidade das mulheres de se doarem para seus cargos. 

“Eu fui convidada para ser gerente logo que entrei de licença maternidade pela segunda vez. E, desde a primeira licença, quando retornei, segui com minhas tarefas normalmente. Ou seja, eu sou um exemplo de que essas questões não influenciam em nossa competência”, conta.

Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance

 

“Os avanços precisam se manter e isso deve ser encarado como algo normal. Aí sim teremos avançado” – Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance do BRDE

Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance, acredita que, especialmente na área em que atua, “observar qualquer questão por diversos pontos de vista sempre é enriquecedor para os processos”. Por isso, destaca essa habilidade de pensar no coletivo das mulheres como ponto forte delas, bem como a resiliência. Para ela, o avanço na presença das mulheres no mundo empresarial é perceptível e acompanha essa evolução em todas as carreiras: 

“Sou economista de formação e em diversas cadeiras era a única mulher, mesmo em turmas de 70 pessoas. Ouvi piadas de que ali não era meu lugar, mas fui aprendendo a reagir e a fazer tudo com dedicação, muito estudo e sempre dar o meu melhor, pois eu sabia que seria testada. Depois, durante muitos anos fui professora de diversas disciplinas na área de economia e havia sempre muitas mulheres na turma”, relata.

Apesar dos benefícios representados pela presença de mulheres em cargos estratégicos nas empresas, ainda há um caminho pela frente até que a igualdade seja alcançada. O preconceito e a dupla, por vezes tripla, jornada ainda são alguns dos desafios a serem percorridos. Entretanto, é por meio da participação cada vez maior das mulheres em empresas tão importantes quanto o BRDE que eles serão superados, porque lugar de mulher é no mundo empresarial, no BRDE, em cargos estratégicos e onde ela quiser. 

Visão

O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, tem a visão de que habilidades específicas das mulheres contribuem para melhorar o ambiente de trabalho. “A mulher geralmente traz a experiência da inteligência emocional nas relações profissionais, o que torna o ambiente mais leve e equilibra eventuais conflitos. Na maioria dos casos, se mostra mais disposta ao aprendizado e ensina com paciência. Todas essas características somadas à competência da função, agregam para que ocupem seu espaço merecidamente”, analisou.  

No esforço para realizar novas cooperações financeiras e fortalecer a captação de recursos externos, diretores do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) concluíram, nesta quarta-feira (16/3), uma rodada de encontros de dois dias com importantes instituições financeiras internacionais. O objetivo é alavancar a oferta de crédito que o BRDE disponibiliza aos empreendedores da região Sul do país, com prioridade para linhas voltadas às pequenas empresas e microcrédito e projetos com benefício climático.

Com a participação dos diretores Otomar Vivian (Planejamento) e Leany Lemos (Operações), a rodada de reuniões em Brasília contou com apoio da equipe técnica do banco. O primeiro encontro bilateral, ainda na terça-feira (15/3), foi com o vice-presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), Ricardo Mourinho Félix. O embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, esteve presente na reunião.

A cooperação financeira em andamento com o BEI prevê um aporte total de 80 milhões de euros para apoio a projetos com foco em energia renovável, eficiência energética e mobilidade urbana nos três estados do Sul. Deste volume, as operações liberadas já se aproximam dos 15 milhões de euros e a reunião tratou dos prazos de execução do contrato e a possibilidade de cofinanciamento por parte de outras instituições.

Reunião com BEI abriu rodada de encontros com bancos internacionais

Agenda climática
Já na audiência com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a pauta tratou do andamento de operações relacionados aos programas que o BRDE  desenvolve em favor da retomada da economia. No caso específico, foram tratados detalhes dos programas de Promoção ao Desenvolvimento Local da Região Sul (ProSul) e o Emergencial de Mitigação dos Efeitos Econômicos do Coronavírus (Prosul Emergencial).  É o A reunião contou a participação do representante do BID no Brasil, Morgan Doyle.

O encontro com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) tratou da ampliação da linha de crédito já em operação no valor de US$ 70 milhões para financiar empreendimentos na região Sul. Deste volume, US$ 62,9 milhões já foram liberados, contemplando projetos voltados ao aumento da produtividade das empresas da região Sul, inovação, eficiência energética/energias renováveis e agronegócio. Estiveram presentes o diretor do Escritório no Brasil do CAF, Jayme Holguín e o diretor-executivo de Operações com o Setor Público, Marcelo dos Santos.

Já com um histórico de atuação em parceria, BRDE e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) avançaram mais etapa para a realização de uma nova operação, prevista em 120 milhões de euros. Na reunião técnica realizada na manhã desta quarta-feira, com a participação da diretora regional da AFD no Cone Sul, Laetitia Duffay, as duas instituições discutiram pontos do contrato que prevê financiamento para setores que o BRE já opera. Neste caso, o BRDE atuaria preferencialmente em parceria com cooperativas de crédito.

BRDE e AFD já atuam em parceria através de dois contratos de empréstimos, em apoio a projetos voltados especialmente à geração de energia com fontes renováveis e melhorias de eficiência na iluminação pública das cidades. Os contratos são destinados a financiar propostas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas.