BRDE

A construção do futuro hospital destinado aos pacientes idosos do SUS que necessitam de cuidados para uma rápida recuperação recebe apoio do banco

Com o objetivo de oferecer uma nova opção para tratamentos prolongados a pacientes que necessitam de reabilitação, a implantação da Unidade Hospital São Luis Orione é um dos importantes projetos liderados pelo Pequeno Cotolengo. Com 25 leitos e idealizado para oferecer cuidados de forma individualizada e humanizada, o hospital deverá iniciar o atendimento ao público no próximo ano e sua instalação contou com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O banco igualmente já auxiliou outros projetos da instituição no acolhimento de crianças, jovens e idosos.

Desde 1965, o Pequeno Cotolengo acolhe pessoas com deficiências múltiplas (físicas e intelectuais) de todas as idades que foram abandonadas por suas famílias, sofreram maus tratos ou viviam em situação de risco. Cerca de 230 pessoas que passaram não apenas a ter um lar feito de tijolos, mas construído com confiança, carinho e respeito. Fundada por São Luis Orione, na Itália, hoje a instituição possui seis unidades no Brasil, sendo a de Curitiba a maior delas. Todo o atendimento realizado pelo Pequeno Cotolengo é gratuito para os moradores da região.

São 553 funcionários na sede da capital paranaense que oferecem saúde, educação e cultura aos moradores. A maioria dos atendimentos é destinado à saúde, segundo o gerente de captação do Pequeno Cotolengo, Carlos Thomazelli, que possui muita paixão pelos cuidados prestados lá. “Enfermagem, psicologia, fisioterapia, dentista e muitas outras especialidades médicas são oferecidas aos moradores. É deslumbrante porque nosso objetivo é oferecer uma vida com qualidade e acessível para essas pessoas”, afirma.

A instituição costuma acolher asilados hospitalares, ou seja, idosos que foram internados em hospitais e depois foram abandonados pela família enquanto estavam lá. “Há idosos que passam um ano abandonados em hospitais, é muito triste. No Pequeno Cotolengo, eles recebem muito carinho e cuidado”, relata o gerente.

Proposta é oferecer atendimento humanizado na nova unidade

Para manter a instituição, que oferece o atendimento gratuito à população, o Pequeno Cotolengo conta com doações, bazares e incentivos fiscais. Conforme o gerente, a captação de recursos por meio de incentivos fiscais é fundamental para o trabalho e desenvolvimento de organizações da sociedade civil.

Diretamente ao projeto da Unidade São Luis Orione, o BRDE contribuiu para toda a instrumentalização do hospital, como equipamentos de acessibilidade e material médico hospitalar permanente, além de treinamentos específicos para equipes multidisciplinares. “Nosso diferencial é que vamos atender melhor a população carente, sempre levando o legado do nosso fundador. São Luis sempre disse que devemos estar à frente do nosso tempo. Este projeto é isso, um bem à sociedade de maneira inovadora”, reflete Thomazelli.

Com o repasses de R$ 26,5 mil em 2018 e R$ 85 mil,  em 2020, o BRDE se sente parte da incrível história que o Pequeno Cotolengo escreve na cidade. “Um projeto tão bonito como este, que visa ajudar o próximo da maneira mais genuína, é um grande orgulho para o BRDE. Nós queremos tornar projetos como este possíveis, que mudam vidas e realidades”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Microsoft Word – ERRATA Incentivos Fiscais 2021 (brde.com.br). Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Mais três estabelecimentos penais gaúchos receberam coleções de livros doados pelo BRDE por meio do Projeto Pró-Biblioteca, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A entrega foi feita pela diretora-presidente do banco, Leany Lemos, e o diretor de Planejamento, Otomar Vivian, para o secretário Mauro Rauschild, titular da Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo do Rio Grande do Sul (SJSPS), na quinta-feira (26/08), na sede do banco, em Porto Alegre.

Em 2020, oito coleções já tinham sido entregues pelo BRDE a penitenciárias indicadas pela Secretaria, nos municípios de Arroio dos Ratos, Bento Gonçalves, Espumoso, Lajeado, Santa Vitória do Palmar, São Francisco de Assis, Sarandi e Três Passos. Agora os 600 livros foram destinados às penitenciárias estaduais de Sapucaia do Sul, Guaíba e Porto Alegre, sendo a de Guaíba um estabelecimento prisional feminino.

Desde 2018, o BRDE entrega coleções de livros para acervos de escolas e de instituições públicas que desenvolvem projetos de leitura, via Pró-Biblioteca. “A ideia de também contemplar penitenciárias foi apresentada pelo BRDE e, na época, a editora consultou o Ministério da Cultura e obteve a autorização para ampliar o benefício para além das redes escolares”, relatou Paulo Lima, sócio-diretor da L&PM Editores, proponente do projeto. Em dois anos de apoio ao Pró-Biblioteca, foram doados 3.800 livros, entre escolas e unidades penais.

Leitura e cidadania 

“Em nome do sistema penal e das vinculadas, Susepe e Fase, e em nome de toda a população carcerária, dos jovens e adolescentes do sistema socioeducativo que serão os beneficiários, agradeço ao BRDE”, disse Mauro Hauschhild. “O livro também é a porta da remissão da pena, para permitir que o jovem possa sair do sistema o mais rapidamente possível. Esse é um trabalho muito importante e que só é possível porque já temos os livros e temos a estrutura dentro da unidade prisional, e porque as pessoas enxergam a possibilidade de, a partir do livro, terem uma chance não só de se preparar, de se qualificar, mas de se formar, e até de despertar o caráter lúdico, o imaginário. O livro é uma alternativa para eles”, enfatizou o secretário.

O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destacou a “missão extraordinária que os senhores fazem ajudando a cuidar de uma parte da sociedade que está privada de liberdade”, dirigindo-se aos servidores públicos presentes. “O BRDE é um banco de desenvolvimento e não se pode pensar em desenvolvimento que não tenha um processo de cidadania”, afirmou. “O caminho mais eficiente de todos, o mais eficaz, é o caminho da educação”, completou o diretor.

A presidente Leany Lemos reforçou o compromisso do BRDE com as políticas públicas de responsabilidade socioambiental: “Construir o futuro, impactar a vida das pessoas é papel do setor público. E o BRDE tem também como missão impactar o futuro. Estamos trabalhando nesse sentido”.

Equipe mobilizada

O secretário Mauro Hauschild foi acompanhado por sua equipe de diretores, superintendentes e técnicos da SJSPS, da Susepe e da Fase, órgãos vinculados à Secretaria, além dos dirigentes das três penitenciárias contempladas. Estiveram no BRDE, pela SJSPS, a diretora Administrativa, Telma Feijó; a diretora de Justiça, Daniela Retzer; a representante do Departamento de Políticas Penitenciárias da SJSPS, Léa Boa Duarte. A FASE foi representada por sua presidente, Sonia DÁvila, e pela diretora Socioeducativa, Claudia Patel. Pela Susepe, participaram o superintendente José Giovani Rodrigues e o diretor de Tratamento Penal, Cristian Colovini. Também esteve presente a delegada Patricia Picolotto, da 10ª Delegacia Penitenciária Regional de Porto Alegre.

Os livros da Penitenciária Estadual e Sapucaia do Sul foram entregues para a administradora Rita Graciele Leonardi, os da Penitenciária Estadual de Porto Alegre, para o administrador Giovani Soares Oliveira, e os da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, para a diretora substituta, Isadora Carlotto Minozzo.

Fotografia: Gerson Turelly

As 14 startups do Rio Grande do Sul que terão o seu desenvolvimento acelerado no Programa BRDE Labs 2021 foram anunciadas nesta quinta-feira (26/08), em Porto Alegre. A iniciativa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, como responsável pela metodologia e a condução dos trabalhos nesta segunda edição do Programa.

O evento de lançamento, que aconteceu em formato de “Talk” no HubOne da Feevale, com transmissão ao vivo pelo YouTube, contou com a presença do governador Eduardo Leite; do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb; da presidente do BRDE, Leany Lemos; e do reitor da Feevale, Cleber Prodanov; com mediação da diretora de Inovação da Universidade, Daiana Monzon. Estavam presentes o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian; o superintendente do BRDE no Rio Grande do Sul, Paulo Raffin; o gerente de Planejamento, Alexander Leitzke (que coordena o BRDE Labs no Estado), equipe da universidade, assessores e convidados do ecossistema de inovação.

Neste ano foi introduzida uma inovação: empresas clientes do BRDE participam desde o início da aceleração na condição de âncoras, contribuindo com sua experiência para identificar gargalos e propor os desafios a serem solucionados pelas startups. São elas: CCGL, Coagrisol, Fida, Santa Casa de Porto Alegre e Xalingo. A aproximação das startups com empresas já consolidadas no mercado é um dos aspectos mais relevantes do BRDE Labs.

Das 66 propostas inscritas, foram selecionados 15 projetos das áreas de saúde, tecnologia da informação, agronegócio, IoT e Indústria 4.0, dos quais 14 participarão do processo de aceleração. As startups são as seguintes: 2metric, Agidesk, AlterVision, Crops Team, Goclin, Latos, MaxxIntelli, NeedDigital, Nurseme, Pix Force, Prosumir, StartLearning, Zeir e Ziel, tendo a AuRos Robotics ficado como suplente, podendo assumir uma das vagas em caso de desistência de alguma selecionada.

A etapa de aceleração inicia no dia 31 de agosto e termina em 21 de dezembro, durante o evento BRDE Labs Demoday. Durante esses quatro meses, as startups serão contempladas com as fases de validação, product market fit, go to market, crescimento e monitoramento, além de mentoria com especialistas, workshops de monitoramento e desenvolvimento, conexões e networking, com infraestrutura de apoio no Hub One Porto Alegre. Ao final do processo, os cinco melhores projetos acelerados receberão premiação em dinheiro.

Parceria fomenta a inovação

“A inovação não é só acelerar os aprendizados do passado, nós precisamos ter as empresas mais maduras dando suporte e colocando os desafios, e resolver os problemas dentro da realidade. Então, o ecossistema do Rio Grande do Sul é um grande diferencial, é algo excepcional, os ecossistemas que temos aqui não existem em outros locais do país e há poucos na região da América Latina. O BRDE tem na sua missão o desenvolvimento econômico e social, e o apoio à política pública, portanto, não podíamos deixar de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. A Universidade Feevale é uma parceira que venceu o processo e vai nos auxiliar no desenvolvimento de um ecossistema”, destacou a presidente do BRDE, Leany Lemos.

O secretário Luís Lamb enfatizou o trabalho colaborativo em rede: “As parcerias, a concentração e as conexões que são realizadas nos ecossistemas são fundamentais hoje em dia. O que o BRDE e a Feevale estão fazendo aqui é uma demonstração da importância e da força das conexões dos múltiplos atores. O setor de inovação tem a característica de perceber, visitar e conhecer os resultados que foram obtidos nos grandes modelos de inovação e empreendedorismo, e são altamente conectados em locais onde a informação, o conhecimento e as próprias ideias fluem naturalmente entre os atores. Então, a ideia de cooperação e de construção é fundamental pois os inovadores aprendem o conhecimento uns dos outros, em prol dos seus negócios individuais. É um conceito que faz com que todos cresçam juntos e que a economia apresente resultados mais acelerados”, disse.

Para o reitor da Feevale, Cleber Prodanov, é preciso aproveitar a expertise de todos. “As nossas diferenças, os nossos ecossistemas e as nossas instituições são o que nos fortalece e cria este diferencial do Rio Grande do Sul. Vemos um banco, como o BRDE, preocupado com a inovação, trazendo uma política de estado relacionada ao empreendedorismo, à ciência e à tecnologia; isso é extremamente louvável. A universidade tem um conhecimento e o que temos visto, principalmente neste mundo pandêmico, é que vivemos a real necessidade, a urgência da acelerarmos o processo do conhecimento para chegar no cidadão. E esse conhecimento chega por meio da inovação, do movimento de empresa, da renda e de uma sociedade muito mais harmônica. Ele chega, principalmente, com uma visão de futuro. O futuro se faz com universidades fortes, pesquisas científicas, transferência de conhecimento, ecossistemas de inovação e com parcerias, principalmente aquilo que chamamos de tríplice hélice, parceria entre os governos, as universidades e as empresas, tendo como pano de fundo a sociedade. Que possamos fazer parte deste processo de criação, aceleração e transformação de empresas. Nós somos uma universidade do século XXI para pessoas do século XXI e isso se passa muito pelo conhecimento”, enfatizou o reitor.

O governador Eduardo Leite relacionou os desafios da inovação com o lema “novas façanhas” de seu governo: “Queremos falar de soluções, do que pode mover o Rio Grande do Sul para o futuro. A gente olha para o passado com orgulho do que fizemos, mas também para o presente com orgulho do que estamos fazendo, dos ecossistemas de inovação, das nossas universidades, do capital humano que o Estado tem e, a partir disso, das perspectivas e do futuro que a gente consegue enxergar. Por isso que a diretriz de governo, incluindo o BRDE, é de ser alavanca para potencializar e dar escala à inovação que vem da sociedade, de forma a gerar mais emprego, renda, movimentação da nossa economia e melhoria de vida da população”.

Saiba mais sobre as startups participantes

2metric: desenvolve um dispositivo que, por meio da medição de energia, identifica padrões de qualidade na água, permitindo o seu monitoramento em tempo real.

– Agidesk: plataforma SaaS com modelo de receita recorrente, focada em gestão de atendimentos, processos e projetos.

– AlterVision: o Google Analytics do varejo físico, fornece dados sobre clientes em espaços físicos por meio de IA (inteligência artificial) integrada a câmeras de segurança.

– Crops Team: Best Cultivar é um sistema inteligente que auxiliará produtores e consultores na escolha da melhor maneira de cultivar a soja para cada lavoura.

– Goclin: plataforma para gestão de clínicas e consultórios médicos, integrada às principais operadoras do Brasil.

– Latos: tem o objetivo de aumentar a eficiência das indústrias por meio de Ciência de Dados e conhecimentos de Engenharia.

– MaxxIntelli: desenvolvimento de tecnologia para mapear, em tempo real, a melhor posição para placas solares, permitindo otimizar e reduzir custos na geração de energia.

– NeedDigital: solução para o monitoramento ambiental (térmico) voltada à produção de farmacêuticos (termolábeis), automatizada e confiável.

– Nurseme: plataforma digital que conecta profissionais de saúde a quem precisa de cuidados de saúde em domicílio.

– Pix Force: interpreta imagens e vídeos automaticamente, de forma mais rápida e precisa do que a visão humana, utilizando IA aplicada à visão computacional.

– Prosumir: desenvolve soluções inovadoras para transformar desperdício de energia em oportunidades, trabalhando com eficiência energética, energia renovável e cogeração.

– StartLearning: plataforma de treinamento corporativo e gestão de aprendizado, ambiente focado para aperfeiçoar o processo de capacitação e o engajamento de equipes.

– Zeit: entrega a qualidade do leite com apenas um toque, utilizando um dispositivo portátil conectado via Bluetooth com um celular, não necessitando de conexão com a internet para o seu funcionamento.

– Ziel Biosciences: empresa voltada para pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores na área de oncologia e saúde da mulher.

*A AuRos Robotics ficou como suplente, podendo assumir uma das vagas em caso de desistência de alguma selecionada.

Saiba mais: https://conteudo.feevale.br/lp-brde-labs

É o melhor desempenho nominal em duas décadas, com crescimento de 57% na comparação ao mesmo período de 2020

Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas no primeiro semestre deste ano, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

“Trata-se de um resultado muito expressivo se considerarmos o cenário econômico ainda fortemente impactado pela pandemia. Demonstra o quanto a instituição está preparada para auxiliar os diferentes setores para uma retomada dos investimentos”, celebrou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Nos primeiros seis meses do ano, o banco já acumula R$ 1,591 bilhão em operações de crédito aprovadas. Um total de 1.393 contratos de empréstimo e financiamento já foram assinados, em especial em favor do setor agropecuário da região (823 contratos). O segmento do comércio e serviços responde por outras 291 operações, seguindo-se a área de infraestrutura (141) e indústria (138). Em termos de operações contratadas, o crescimento de um período para o outro foi de 3,5%.

Impactos
As operações contratadas pelo BRDE no semestre viabilizaram investimento totais de R$ 890,4 milhões na região Sul. Estima-se que esse montante tenha possibilitado a manutenção e/ou criação de aproximadamente 18 mil postos de trabalho. Já em termos de arrecadação de ICMS para os estados onde o banco opera, a projeção é de um incremento na casa de R$ 82,1 milhões/ano.

Presidente ressaltou desempenho mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia

Na avaliação da presidente, além de sua parceria histórica no fomento aos projetos de longo prazo, o banco vem dando uma resposta positiva mesmo ainda em meio a um contexto de incertezas, em especial no apoio aos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19. “Sem se afastar da missão maior de ser um parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região Sul, o primeiro semestre deste ano demonstra que o BRDE caminha alinhado com os novos tempos. Criamos programas de estímulo ao empreendedorismo das mulheres, dos jovens, à economia criativa, às microfinanças e para capital de giro para empresas de menor porte. Os temas da sustentabilidade ambiental e social fundamentam nossas ações”, destacou ela.

Na primeira metade do ano, o BRDE intensificou a parceria com instituições financeiras internacionais. Essa diversificação de seu funding permitiu, em especial, financiar capital de giro e um maior apoio a projetos na área de geração de energia com fontes renováveis. Ao mesmo tempo, no esforço de ampliar o volume de crédito disponibilizado, o banco tornou-se o principal repassador nacional do Programa Agrícola Prodecoop (para desenvolvimento de cooperativas), do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), das operações via Canais Digitais para o Setor Público e do Pronaf Investimento.

Resultados
No primeiro semestre deste ano, o resultado operacional alcançou R$ 264,7 milhões. Boa parte deste número se deve a um melhor desempenho em termos de intermediação financeira, com redução acima de R$ 120 milhões no item das despesas de operações com empréstimos e repasses. O resultado operacional foi igualmente influenciado pela redução significativa das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, que quais passaram de R$ 74,5 milhões no primeiro semestre de 2020 para R$ 2,8 milhão (reversão) no período idêntico deste ano.

Do lado da receita, o balanço do primeiro semestre aponta para um crescimento expressivo de 78% na recuperação de créditos: R$ 91,7 milhões. Esse resultado considera a recuperação por renegociação e a recuperação efetiva.

O relatório também aponta para uma evolução positiva do patrimônio líquido do banco, que agora está em R$ 3,223 bilhões. No primeiro semestre de 2020, esse número estava em R$ 2,968 bilhões. A carteira de crédito está em R$ 13,250 bilhões, que coloca o banco entre os maiores do país neste quesito. Já o ativo total alcançou o valor de R$ 16,1 bilhões.

Aspecto que vem sendo ressaltado pelas agências de classificação de risco, o índice de inadimplência registrado pelo banco é outro ponto ressaltado no balanço. O percentual de atrasos nos pagamentos, a partir de 90 dias, continua em patamares muitos baixos, atingindo 0,61% em junho. O percentual é consideravelmente inferior ao do conjunto de bancos públicos, que atingiu 2,27%, e dos bancos privados, com 2,28%.

Perfil da carteira
Sem mudanças expressivas em relação ao mesmo período do ano passado, a concentração das operações segue majoritária em apoio ao setor privado (96%), com destaque para a agropecuária (27.1%) e indústria (22,8%). Na sequência, a carteira está dividida em projetos de infraestrutura (20,8%), comércio (17,2%) e serviços (8,1%). A carteira total de financiamentos do banco é composta por 33,3 mil operações ativas de crédito, com saldo médio de R$ 396,8 mil.

O demonstrativo financeiro do primeiro semestre de 2021 foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRDE nesta quarta-feira (25/8) e sua íntegra está publicada no site da instituição. Em 30 de junho, o banco possuía 31,8 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estavam localizados em 1.084 municípios. A instituição acaba de completar 60 anos de atuação, com um compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

É o primeiro banco de fomento do país a receber o selo

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) passa a integrar um grupo seleto de empresas do Brasil que são reconhecidas por estimular o aumento de participação das mulheres em cargos de liderança e conselhos. Nesta quarta-feira (25/8), o banco recebeu o selo Women On Board, conferido a companhias com no mínimo duas mulheres com assento no Conselho de Administração. Além da diretora-presidente Leany Lemos, o BRDE tem outras três conselheiras no colegiado que representa os três estados acionistas.

O WOB é um movimento independente criado há dois anos, com o objetivo de valorizar a existência de ambientes corporativos com a presença de mulheres na liderança máxima das empresas, em conselhos de Administração ou Consultivo. Até o momento, pouco mais de 60 grandes companhias do país foram certificadas e o BRDE é a primeira instituição de fomento a receber esse selo em todo o país.

“Esse reconhecimento tem um significado enorme não apenas para o banco, mas para toda uma luta em favor da diversidade, da igualdade de gênero no ambiente profissional, nas academias e onde quer que nós, mulheres, queremos estar presentes”, comemora Leany Lemos, ela própria a primeira mulher a ser indicada para o cargo de presidente em 60 anos de trajetória do BRDE.

Com a experiência de também ter sido pioneira em ocupar cargos no setor público tradicionalmente reservados aos homens, Leany Lemos lembra o quanto a presença de uma mulher em posições de destaque estimula que outras busquem o seu espaço. “Tem um efeito de espelho. A mulher no comando preenche suas equipes preferencialmente com outras mulheres, pois reconhece nelas suas habilidades e competências e todo um histórico da sociedade que, por vezes, não lhes permitem avançar na carreira”, complementa.

A certificação do WOB aconteceu no mesmo dia da posse de mais uma mulher no Conselho de Administração. Eleita pelos colegas, Marisa Marques de Toledo Camargo Barroso Magno passa a ocupar a cadeira representando os funcionários do banco. Já integravam o colegiado Vanessa Neumann Sulzbach (representante do Rio Grande do Sul) e Juliana Baldessar Weber Becker (Santa Catarina). Por ser presidente do banco, Leany Lemos responde também pelo mesmo posto no Conselho.

Além do Conselho de Administração, o banco também vem avançando na presença de mulheres em postos de liderança: tanto nos cargos com função gratificada, superintendências e gerências, a média sempre está acima de 30%. Na avaliação da presidente, isso demonstra o quanto a instituição está alinhada com meta específica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no que se refere à igualdade de gênero.

Ainda neste ano, o BRDE aprovou no âmbito de sua Diretoria uma diretriz interna em favor da diversidade e lançou um programa especificamente para mulheres empreendedoras da região Sul. Trata-se de uma política de concessão de crédito para empresas lideradas por mulheres e produtores rurais nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Também durante a reunião do Conselho, houve a adesão formal do BRDE à Associação Women On Board. Pelo termo, o banco se compromete seguir as boas práticas corporativas e a manter pelo duas mulheres na composição efetiva do Conselho ou notificar a instituição caso não manter as condições de certificação.

Atuando em parceria no apoio a projetos com impacto positivo no meio ambiente, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) iniciam, a partir desta terça-feira (24/6), a apresentação de uma série de vídeos sobre iniciativas que contemplam a geração de energia com fontes renováveis e melhorias em sistemas de iluminação pública. Com investimentos que alcançam R$ 320 milhões, a parceria já contabiliza 45 projetos na região Sul do país, a partir de um fundo de 50 milhões de euros destinado a financiar propostas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas.

Denominada de Parcerias no Desenvolvimento Sustentável da Região Sul, a websérie vai reunir exemplos de empresas privadas que buscaram financiamento do BRDE para implantar usinas de geração fotovoltaicas e a partir de fontes hídricas. Ao todo, os projetos apoiados representam crescimento de 290 GWh por ano na geração de energia renovável e uma redução de 22 milhões de toneladas na emissão de dióxido de carbono (CO2).

O trabalho relata também projetos de instituições e prefeituras que investiram para ganhar maior eficiência energética e avanços no sistema de iluminação pública.

É o caso da prefeitura de Guarapuava, no Paraná, primeiro destaque da série que estará disponível no canal de Youtube do BRDE e também nas redes sociais do banco. Pioneiro no país, o projeto Ilumina Guarapuava permitiu que, em apenas um ano, todo as luminárias da cidade fossem substituídas por lâmpadas LED, o que representou economia de consumo de energia e maior segurança à população local.

Ainda no ano passado, BRDE a AFD estabeleceram uma nova parceria, agora no montante de 70 milhões de euros. Esse fundo é um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três estados do Sul.

Ao todo, a websérie reúne seis vídeos. A periodicidade da divulgação será semanal, sempre às terças-feiras.

14 projetos serão acelerados pela Feevale entre 31 de agosto e 22 de dezembro de 2021

As startups do Rio Grande do Sul que participam da segunda edição do Programa BRDE Labs serão anunciadas em evento híbrido, na próxima quinta-feira (26/08), às 9 horas, em Porto Alegre, com transmissão ao vivo pelo YouTube (veja link abaixo). A iniciativa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, como responsável pela metodologia e a condução do processo de aceleração das startups neste ano.

Em formato de Talk, o lançamento contará com a presença do governador Eduardo Leite e do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, dos dirigentes do banco, da universidade e parceiros do ecossistema de inovação gaúcho.

Além do Feevale Techpark, selecionado pelo BRDE para executar o trabalho junto às startups, cinco empresas parceiras do banco participam da aceleração na condição de âncoras: CCGL, Coagrisol, Fida, Santa Casa de Porto Alegre e Xalingo. Essas empresas contribuem com suas experiências para propor desafios que possam ser solucionados pelos participantes, uma prática já consolidada no mercado e um dos aspectos mais relevantes do programa.

Das 66 propostas inscritas no Estado, foram selecionados 15 projetos das áreas de saúde, tecnologia da informação, agronegócio, IoT e Indústria 4.0, dos quais 14 participarão do processo de aceleração.

A etapa de aceleração, que corresponde à terceira fase do programa, inicia no dia 31 de agosto e termina em 22 de dezembro deste ano, durante o evento BRDE Labs Demoday. Durante o período de quatro meses, as startups serão contempladas com as fases de validação, product market fit, go to market, crescimento e monitoramento e mentorias, além de mentoria com especialistas, workshops de monitoramento e desenvolvimento, conexões e networking e infraestrutura de apoio no Hub One Porto Alegre. Ao final do processo, os cinco melhores projetos acelerados receberão premiação em dinheiro.

Para acompanhar o evento ao vivo, no dia 26/8, às 9h, acesse: https://youtu.be/NDrdQCl_pBg

14 projetos serão acelerados pela Feevale de 31 de agosto a 22 de dezembro de 2021

As startups do Rio Grande do Sul que terão o seu desenvolvimento acelerado na segunda edição do Programa BRDE Labs serão oficialmente anunciadas em evento híbrido, nesta quinta-feira (26/08), às 9 horas, em Porto Alegre. A iniciativa do BRDE tem a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, como responsável pela metodologia e a condução dos trabalhos em 2021. O lançamento será no HubOne da Feevale, em formato de Talk com transmissão ao vivo pelo link abaixo, e contará com a presença do governador Eduardo Leite, do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, de representantes do banco, da universidade e parceiros do ecossistema de inovação.

Além do Feevale Techpark, selecionado pelo BRDE para executar o trabalho junto às startups, cinco empresas parceiras do banco participam da aceleração como âncoras: CCGL, Coagrisol, Fida, Santa Casa de Porto Alegre e Xalingo. Essas empresas contribuem com suas experiências para orientar e propor desafios que possam ser solucionados pelos participantes, uma prática já consolidada no mercado e um dos aspectos mais relevantes do programa.

Das 66 propostas inscritas, foram selecionados 15 projetos das áreas de saúde, tecnologia da informação, agronegócio, IoT e Indústria 4.0, dos quais 14 participarão do processo de aceleração. São elas: 2metric, Agidesk, AlterVision, Crops Team, Goclin, Latos, MaxxIntelli, NeedDigital, Nurseme, Pix Force, Prosumir, StartLearning, Zeir e Ziel, tendo a AuRos Robotics ficado como suplente, podendo assumir uma das vagas em caso de desistência de alguma selecionada.

A etapa de aceleração, que corresponde à terceira fase do programa, vai iniciar no dia 31 de agosto e terminará em 22 de dezembro deste ano, durante o evento BRDE Labs Demoday. Durante esse período de quatro meses, as startups serão contempladas com as fases de validação, product market fit, go to market, crescimento e monitoramento e mentorias, além de mentoria com especialistas, workshops de monitoramento e desenvolvimento, conexões e networking e infraestrutura de apoio no Hub One Porto Alegre. Ao final do processo, os cinco melhores projetos acelerados receberão premiação em dinheiro.

Para acompanhar o evento no dia 26/8, às 9h, acesse https://youtu.be/NDrdQCl_pBg

Há quatro anos o projeto ‘Envelhecimento Jovem’, que oferece atendimento aos idosos no RS, recebe recursos do Banco

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o número de idosos (60 anos ou mais) no Brasil chegou a 32,9 milhões, e a tendência de envelhecimento da população vem se mantendo. O Rio Grande do Sul, em especial, apresenta um ritmo mais acelerado de envelhecimento dos seus habitantes e, pelas estimativas de um estudo elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado ao governo do Estado, os idosos serão 30% da população gaúcha em 2060.

Além dos desafios para ampliar a produtividade da faixa da população economicamente ativa, o fim do bônus demográfico exigirá maiores cuidados com os idosos em termos de atenção com saúde e mobilidade. Nesse sentido, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apoia diversas entidades através da sua política de responsabilidade socioambiental, com repasses via Fundo Nacional do Idoso.

Uma dessas parcerias é mantida com a Associação Beneficente Casa de Amparo Mão de Deus (ABCAMD), localizada na cidade de Montenegro e que desenvolve o projeto  ‘Envelhecimento Jovem’, por meio do Fundo Municipal do Idoso (FUMID).  O projeto gaúcho atende, em média, 70 idosos que residem na instituição de longa permanência, com atendimento multidisciplinar, oficinas de inclusão digital, oficinas terapêuticas e garantia de ambiente seguro e acolhedor. A iniciativa garante aos idosos em estado de vulnerabilidade social serviços de atenção biopsicossocial em regime integral, priorizando o vínculo familiar e a integração comunitária.

“O projeto é de suma importância por possibilitar, através do acompanhamento multidisciplinar, a adesão dos idosos a um estilo de vida mais saudável, para gerenciamento de suas principais doenças e adaptação às incapacidades funcionais, com foco em valorizar a autonomia e a máxima independência possível deles”, explica Lilian Druzian, executiva de projetos da Idealize, empresa responsável pela consultoria do projeto. Segundo ela, as atividades propostas no projeto contribuem para a redução do isolamento por meio da experiência comunitária e do estímulo à criatividade. “Percebe-se, através do projeto, aumento da autoestima, da saúde e do bem-estar físico e mental dos idosos”, completa.

Projeto oferece atenção multidisciplinar

Com o apoio do BRDE, entre 2017 e 2020, o projeto ‘Envelhecimento Jovem’ recebeu em torno de R$ 89 mil de incentivos fiscais.  Segundo a Associação, o valor repassado foi usufruído para o pagamento de profissionais da equipe multidisciplinar, incluindo atividades de inclusão digital, terapêutica e física. “Para favorecer a promoção da saúde e de um envelhecimento saudável e colaborar para o desenvolvimento de sujeitos resilientes, com boa autoestima, que vivenciem uma velhice ativa e participativa, com uma qualidade de vida satisfatória”, explica Lilian Druzian.

Qualidade de vida aos idosos

Ainda segundo a executiva do projeto, o apoio do BRDE tem sido de grande relevância, sobretudo no ano de 2020, em que tiveram maior dificuldade em captar recursos e maiores despesas financeiras na instituição por conta da Covid-19. “O apoio financeiro recebido foi fundamental para garantir a continuidade dos atendimentos multidisciplinares, que tiveram uma relevância ainda maior dentro da atual conjuntura, em que os idosos estão impossibilitados de receber visitas de familiares e voluntários e as oficinas terapêuticas são de suma importância para a manutenção da saúde mental dos idosos”, ressalta a executiva de projetos.

Cuidados com a saúde são oferecidos a cerca de 70 idosos perla instituição

Lilian Druzian destaca que a atuação de profissionais de saúde da instituição, viabilizada através do projeto, contribuiu muito para evitar casos de Covid-19 dentre os idosos atendidos. “Os idosos não tiveram que se deslocar para atendimentos de saúde e tiveram uma equipe presente na instituição, garantindo o cumprimento de todos os protocolos de prevenção à doença”, relata.

O gerente regional do BRDE na região dos Vales do Taquari, do Rio Pardo e do Centro do Estado, Márlon Alberto Bentlin, visitou a instituição ainda em 2019 para participar da inauguração de uma sala de convivência para os idosos e contou que, na ocasião, teve uma ótima impressão do projeto ‘Envelhecimento Jovem’. “Não é um trabalho momentâneo. Ele tem qualidade e tem história, além de continuidade de trabalho”, explica. “Deu para notar que o recurso foi empregado corretamente. Até clientes do BRDE apoiam o projeto, que somado a outras parcerias, de outras empresas, valorizam a marca do Banco”, completa o gerente regional.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses

O Heitor era o único engenheiro em nossa equipe da GEARC* e, por conta disso, muito demandado por todos. Sempre quieto e reservado, causava agitação na equipe quando divulgava o ranking de solicitações, informando quem estava na frente, ou seja, quem tinha pedido mais avaliações no período, e todos queriam saber o resultado final, ano a ano.

Gremista “até debaixo d’agua”, morava em frente ao Olímpico, o que facilitou a frequência com que acompanhava o time do coração. Também fez questão de apresentar aos seus sobrinhos o clube, a fim de levá-los aos jogos e incentivar o mesmo amor esportivo. Sofreu com a mudança do time para a Arena, em função da distância, mas nem isso esfriou a sua torcida ou a sua presença.

Mestre cervejeiro, algumas vezes chegou a testar receitas pedidas pelos colegas, como uma vez que uma colega solicitou uma cerveja com frutas vermelhas…nem sempre deu certo. Mas a cerveja era mais uma de suas paixões, como o Grêmio, a corrida e a família.

Não tinha filhos, mas assumiu junto aos seus sobrinhos uma presença constante, e falava de cada um com a preocupação e o orgulho semelhantes aos dos colegas que falavam dos filhos.

Natural de Porto Alegre, deixou-nos aos 49 anos, faria 50 no próximo 31 de outubro. Como destacou o primo Mauricio Grassi: “Heitor era mais preocupado com os outros do que consigo mesmo. Estava sempre disposto a ajudar a todos na família. Como não teve filhos, cuidar dos sobrinhos era tudo para ele.”  Neste espírito, cuidou dos pais durante períodos de doença até o final da vida de cada um. Caseiro, gostava de estar na companhia da família, dos irmãos, tias, primos e sobrinhos, com quem gostava de saborear as cervejas de produção própria e os churrascos do final de semana. Melhor ainda se fosse em Atlântida Sul, onde tinha casa e desfrutava do convívio da família, depois de supervisionar pessoalmente a reforma.

A disposição para ajudar quem estivesse por perto também alcançou os colegas da GEARC, Luciana Piatnicki lembra: “Era um colega que, além de prestativo nos assuntos profissionais, também me auxiliou muito com questões referentes a imóveis. Tinha um vasto conhecimento de tudo que envolve este universo, e não poucas vezes eu solicitei sua ajuda em questões pessoais minhas, como por exemplo na compra e reforma da casa onde moro hoje”.

Funcionário do BRDE desde 2006, Heitor era para todos o sinônimo de um grande colega e profissional, como ressaltou Cristine Rödel: “Competência e confiança eram as palavras para classificar as informações que vinham dele”. De fato, quando algo que o Heitor entregava não batia com o restante das informações, podíamos ter certeza: era erro de sistema, contrato, cadastro, matrícula, mas nunca das planilhas ou laudos do Heitor, pois esses sempre estavam corretos.

Também era rigoroso em seus planejamentos de viagem: distâncias, horários, restaurantes, hotéis, tudo programado com precisão para ele e os colegas que o acompanhavam.  “Um relógio dirigindo”, definiu André Falcão, gerente da Área e colega em muitas viagens, inclusive algumas delas em o próprio o Heitor preferia dirigir.

Celia, prima de Heitor, compartilhou a mensagem da filha Luana, que mostra bem a forma de ser e de agir do tio querido: “Sempre muito preocupado com o crescimento profissional dos sobrinhos. Quis me dar todos os livros quando entrei na faculdade, ofereceu locação de sala para os meus atendimentos e mesmo internado perguntou como estavam as vendas do meu e-book… E o mais incrível: fazia de coração…”

19/08/2021

* Por Simone Thomazi, funcionária da Gerência de Acompanhamento e Recuperação de Crédito – GEARC do BRDE, com a colaboração de colegas e familiares de Heitor Velloso Grassi.

Heitor faleceu no último domingo, 15 de agosto de 2021, vítima de Covid-19. Deixou saudade entre nós. #RIP