BRDE

 

Primeiro dia do seminário organizado pelo BRDE abordou as ações do setor público

Responsável por quase 64% da matriz energética do Brasil, o que o coloca como o segundo maior gerador do mundo, as hidrelétricas já não conseguem acompanhar o mesmo crescimento da demanda de energia do país. Com isso, entre as fontes renováveis, a energia eólica e a fotovoltaica tiveram crescimento expressivo no ano passado e apresentam enorme potencial de crescimento na próxima década.

É o que aponta um estudo do Ministério de Minas e Energia, apresentado nesta segunda-feira (16/8), no primeiro dia do seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento. Organizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o evento prosseguirá até a próxima quarta-feira (18/6) abordando os principais desafios para incentivar a geração de energia por fontes renováveis, as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional.

Conforme a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Fátima Dadald Pereira, as fontes renováveis ganham de importância como papel de complementariedade ao sistema nacional, em especial diante do crescimento de demanda e em períodos de escassez hídrica, como o que o país enfrenta no momento. “Em um ano, a participação da energia solar cresceu mais de 60%. O mercado livre do setor contribuiu para isso, e há uma mudança do perfil do consumidor, que vem buscando sua própria geração”, observou a secretária. Ela confirmou que o leilão que o Ministério realizada agora em setembro vai contemplar projetos que se valem de fonte eólica, resíduos sólidos urbanos e o hidrogênio.

Diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos do Ministério, André Luiz Rodrigues Osório demonstrou que a energia eólica já responde por quase 10% da capacidade instalada no país. Segundo, até 2030 a previsão é que a geração de energia que se vale dos ventos passe dos atuais 15,9 Giga Watts (GW) de capacidade instalada, para 32,2 GW. O saldo com a energia solar é mais significativo ainda:  de 3,1 para 8,4 GW. O crescimento dessas duas fontes deverá compensar a redução da participação hidrelétrica na matriz brasileira.

Conforme o diretor, o país tem uma forte projeção de investimentos para a próxima década, que chegam a cifra de R$ 2,68 trilhões. “Temos um compromisso de elevar para 86% as fontes de geração renováveis da nossa matriz elétrica”, destacou André Osório.

Ações nos Estados

Com o objetivo de debater as políticas do setor público, o painel reuniu também a participação dos governos estaduais do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Secretário-adjunto de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (SEMA), Guilherme de Souza salientou de uma transição energética e destacou que o estado apresenta 81% de suas fontes renováveis e onde a geração eólica já responde por 20% em termos de potência instalada. Souza elencou as ações do governo gaúcho em termos de privatizações como uma agenda importante: “precisamos do parceiro privado para investir”, resumiu. O diretor do Departamento de Energia da SEMA, Eberson José Thimmig Silveira, apresentou detalhes da política que o governo vem adotando para incentivar os investimentos no setor.

Guilherme de Souza

Representando o governo do Paraná, o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, destacou o esforço do governo local em criar o programa Invest Paraná. “Buscamos unificar num único ambiente a segurança técnica e jurídica a quem quer investir. Descomplicar a vida do empreender, mas respeitando as questões de sustentabilidade”, descreveu o secretário. Ele apresentou indicadores que apontam para o crescimento de novos projetos de geração de energia licenciados  apenas nos últimos dois anos.

Márcio Nunes

Já o secretário Executivo do Meio Ambiente (SEMA), Leonardo Schorcht Bracony Porto Ferreira, trouxe um relato da capacidade instalada da matriz energética de Santa Catarina e mencionou o esforço de gradativamente substituir o carvão como fonte geradora no estado, que ainda tem importância para o sistema local, mas que precisa ser substituída por novos modelos por razões ambientais.  “Estamos trabalhando por uma transição energética que seja justa. O estado vem avançando muito em termos de pequenas hidrelétricas e há uma previsão de crescimento para os próximos anos”, observou, salientando que o SC trabalha para cumprir os acordos internacionais.

Leonardo Porto Ferreira

Financiamentos

Na abertura do primeiro dia do seminário, a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, destacou que os projetos de fontes renováveis de energia são tema estratégico para o Banco, mas igualmente para o desenvolvimento da região Sul. “Trata-se de um debate relevante neste momento e o BRDE já tem na sua carteira de operações uma presença forte de apoio a projetos de energia renovável”, acrescentou. O diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian, igualmente destacou a qualidade das palestras ao longo do dia.

O seminário tem transmissão pelo canal de Youtube do BRDE. Nesta tyerça-feira (17/8), serão debatidas as linhas de financiamento, diretrizes e prioridades das para seleção de projetos, alternativas inovadoras de acesso a recursos para projetos sustentáveis de energia, com a participação do BNDES, Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Banco Europeu de Investimento (BEI), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD)  e  Banco de Desenvolvimento da América Latina CAF).

O conteúdo do primeiro dia do evento está disponível no seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=nH7QbJyspPY

Desde 2018, Lar Santa Maria da Paz já foi contemplada com cerca de R$ 65 mil via Lei de Incentivos

Localizado no município de Tijucas, litoral de Santa Catarina, o Lar Santa Maria da Paz atende idosos, preferencialmente aqueles com algum grau de dependência que exija a presença de cuidadores. Sua missão é acolher e garantir assistência material, moral, social e espiritual a esses idosos. Fundada incialmente pelas irmãs do Sagrado Coração de Jesus em 1910, em Curitiba (PR), a instituição hoje é gerenciada pela Associação Casa Irmã Dulce, que está atuando como dirigente desde 2014.

Através de projetos elaborados pela Associação e apoiados pelas leis de incentivo fiscal do idoso, o lar recebe apoio financeiro de empresas parceiras. O BRDE é parceiro da instituição desde 2018. Através do projeto “Ampliação da capacidade de atendimento da instituição”, o Banco destinou um total de R$ 44,7 mil. O lar propõe diversas atividades e programas que melhoram a qualidade no seu atendimento e fazem com que os idosos presentes tenham a melhor experiência possível. Além de um atendimento qualificado e especializado 24 horas por dia por meio de equipes multidisciplinar qualificadas

De acordo com a primeira-secretária da Associação, Tainá Terezinha Coelho, o apoio foi de extrema importância. “Foi uma conquista que ultrapassou as expectativas da instituição, pois além de aumentar a capacidade de atendimento em 2020, quando iniciou-se a pandemia, essa nova área foi utilizada para receber os idosos sintomáticos e afastá-los dos demais”, relatou ela.

No ano seguinte o Banco continuou com o apoio repassando cerca de R$ 20,5 mil para o programa “Aquisição de equipamentos para lavanderia”, que permitiu o aumento na qualidade da higienização das roupas, redução no consumo de água e luz e, consequentemente, uma redução nas contas.

“O apoio do BRDE é fundamental para a execução de projetos sociais que têm alto impacto na qualidade de vida dos idosos que habitam o lar. São poucas instituições com processo de apoio a projetos sociais que, anualmente, publica com transparência o processo de cadastramento e seleção dos projetos a serem apoiados. Sem esse apoio anual não teríamos condições de executar projetos importantes, somos gratos pela confiança e suporte financeiro do BRDE”, salientou Tainá Coelho.  Ela ainda ressalta que todos esses projetos apoiados geram uma melhora na qualidade de vida dos idosos do lar e os auxiliam a continuar entregando à sociedade um atendimento socioassistencial de ponta.

Leis de Incentivos

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

Agora o banco já soma R$ 20 milhões em projeto piloto que diversifica as fontes via oferta de títulos

Seis meses depois de ir ao mercado de capitais através de um projeto piloto com foco na diversificação de suas fontes de captação de recursos através da oferta de títulos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou nessa semana sua segunda operação.  Com o mesmo valor da primeira oferta, o banco efetivou a venda de mais R$ 10 milhões em Recibos de Depósitos Bancários (RDBs) a um único comprador, através da Agência de Porto Alegre.

A ida ao mercado através da emissão de RDBs fez parte uma estratégia do BRDE que prevê a captação global de R$ 30 milhões, através da modalidade de depósito a prazo. Um primeiro lote foi ofertado ainda no mês de fevereiro, através da Agência de Curitiba. De acordo com o projeto piloto, os recursos serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região (BRDE Promove Sul) e serão aplicados no fundo rotativo estadual de respectiva agência que realizou a venda dos RDBs.

“Trata-se de um grande esforço da equipe técnica do banco para que possamos seguir na nossa estratégia em favor da diversificação de funding. Além disso, é uma demonstração de solidez e de confiança que a instituição conquistou junto ao mercado”, destacou o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian. Ele salienta que a captação de R$ 10 milhões vai servir como mais um reforço para apoiar, através da concessão de crédito, novos projetos de desenvolvimento econômico no Rio Grande do Sul.

O projeto de emissão de RDB´s é conduzido pela equipe da Diretoria Financeira do banco e tem como público alvo clientes ou instituições parceiras do BRDE devidamente habilitados conforme regras da Comissão de Valores Mobiliários. Para o diretor Financeiro do BRDE, Vladimir Fey, essa diversificação de funding é muito importante para a independência do banco. “Isso mostra todo planejamento que o BRDE vem traçando nos últimos anos para conquistar esse resultado agora. Essa estratégia de diversificação para o mercado deve se ampliar nos próximos anos, destaca ele.

Toda a operação segue normas do Banco Central do Brasil. A emissão dos títulos tem valor unitário de R$ 1 mil e, por se tratar de uma primeira experiência da instituição com essa natureza, está direcionada a um único investidor interessado em cada agência. O banco já viveu uma primeira experiência no mercado de capitais, mas isso no início da década de 80.

Banco presenteou o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e agradeceu pela parceria que gera de inovação e desenvolvimento à região

Com 60 anos de história, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) é a principal referência em fomento de caráter público no apoio de produtores rurais e empresas nos três estados do Sul. Além disso, tamanha sua importância, é posicionado entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil.

Tantos contratos, recheados de inovação e desenvolvimento, que são marcos do BRDE, não foram construídos sozinhos. Sem os parceiros, o banco não teria o que comemorar nesta data. “São nossos parceiros que ajudaram a construir a história do BRDE. Foi com a relação de confiança que conseguimos crescer e auxiliar na construção de uma região forte e preparada”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley Lipski.

Por isso, o BRDE irá entregar troféus simbólicos para 100 parceiros que estiveram lado a lado do banco nos últimos 60 anos. Os primeiros a receberem foram o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o vice-governador do estado, Darci Piana. “O BRDE tem participado de grandes projetos do Paraná nos últimos 60 anos, sendo reconhecidamente uma das instituições financeiras mais importantes do país”, afirma Ratinho.

Piana também destacou a importância do banco para a região ao receber o troféu. “O BRDE é um banco que apoia diversos setores. O fato dele ter acompanhado o crescimento de muitas cooperativas, fez com que o nosso agronegócio crescesse e se tornasse um dos mais relevantes do Brasil”, conta.

Agora, o banco seguirá sua agenda de entrega, inclusive no interior do Paraná, para as cooperativas, associações comerciais e tantos outros parceiros que fazem parte dos 60 anos do BRDE.

Números do BRDE

O banco fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul. Em seis décadas de atuação, já atinge a marca de R$ 200 bilhões em operações de crédito.

O diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira destaca que “o BRDE tem sido a força motora do desenvolvimento econômico no sul do País, atendendo as demandas de forma consistente. Esta dinâmica ficou clara durante a pandemia, quando o banco bateu recordes no repasse de recursos para socorrer o setor produtivo”.

No Paraná, informa Bley, a carteira de crédito é de R$ 5,2 bilhões. Os investimentos em 2020 atingiram montante de R$ 1,25 bilhão. Em 60 anos, a agência paranaense chega a R$ 58,7 bilhões em créditos.

“O trabalho do BRDE é cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade”, afirma Bley. Ele destaca que, além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, a instituição vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados pela pandemia.

 

Evento inicia na próxima segunda-feira, 16/8, com participação do setor público e principais agentes financeiros de apoio a projetos sustentáveis

Os principais desafios para incentivar a geração de energia por fontes renováveis, as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional. Esses serão temas que estarão em debate no seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento, promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e que inicia na próxima segunda-feira (16/8).

Com a participação do Ministério de Minas e Energia e representantes dos governos dos três estados do Sul do país, o evento terá a duração de três dias, sempre a partir das 14 horas e com transmissão aberta pelo canal do Youtube do banco. A programação do primeiro dia vai abordar justamente as políticas públicas de fomento ao setor.

Importantes organismos financeiros internacionais, que já atuam em parceria com o BRDE oferecendo alternativas inovadores de acesso ao crédito, estarão expondo suas diretrizes em termos de apoio a projetos sustentáveis. O BNDES também participará do painel organizado para a terça-feira (17/8).

A partir de recursos captados em fontes do exterior, o banco já opera com linhas de financiamento para implantação e modernização de unidades geradoras de energia hidráulica, solar, eólica e demais energias renováveis, assim como a aquisição de turbinas, geradores fotovoltaicos e aerogeradores. O banco igualmente tem presença em projetos com unidades de produção de biodiesel.

Agenda sustentável

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a crise hídrica que afeta a produção de energia no Brasil, elevando os custos tanto ao consumidor doméstico e como para as empresas, reforça ainda mais a necessidade de uma maior segurança energética e estimula o debate em torno de fontes alterativas. “Na verdade, esse é um desafio que já vem de algum tempo na agenda de sustentabilidade global e que também representa forte impacto em termos de competitividade. Se tivermos um crescimento mais efetivo da nossa economia, a demanda por energia poderá ser um grande obstáculo”, observou ela.

Além de uma política de apoio a projetos estruturais, Leany Lemos observa que a geração de energia com fontes alternativas em pequenas unidades, tanto nas empresas como e nas propriedades rurais, representa um caminho muito promissor. “São exemplos onde é possível suprir a necessidade de energia, agregando ganhos ambientais e com menor custo”, destaca a presidente.

As principais entidades que representam a geração de energia com fontes renováveis participam do terceiro e último dia do seminário. A ideia do painel de encerramento é mensurar as potencialidades do setor. A participação no evento não exige inscrição prévia.

Confira a programação completa.

Para acompanhar o Seminário, acesse:

O Banco já apoiou cinco projetos do Hospital de Clínicas desde 2016

 

Próteses para melhoria na qualidade de vida de pessoas idosas, atenção e assistência a recém-nascidos, pesquisas voltadas às células-tronco, ao diagnóstico de câncer e para tratamento de doenças. Essas são algumas das frentes de atuação para as quais o Hospital de Clínicas, o maior prestador de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná, recorreu aos apoios do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Por meio dos Amigos do HC, uma organização sem fins lucrativos e que tem o propósito de realizar ações para melhorar a qualidade de vida dos pacientes do hospital, seus familiares e acompanhantes de tratamento, o Banco apoiou, desde 2016, cinco projetos do HC. “É de extrema importância para a instituição contar com o apoio de parceiros como o BRDE. A contribuição de forma constante em nossos projetos, permite que sigamos investindo em Pesquisa Oncológica, atendimento pediátrico e ao paciente idoso no HC, que é um hospital 100% SUS”, destacou o presidente dos Amigos do HC, Pedro de Paula Filho.

Para o banco, que está sempre apoiando projetos por meio dos incentivos fiscais, fazer parte da história de um hospital tão importante para a população paranaense tem um significado especial. “O Hospital de Clínicas é referência em todo o Paraná. Por isso, temos muito orgulho em investir em projetos e propostas de inovação que trarão diversos benefícios para a sociedade”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Equipe do Hospital de Clínica e do BRDE quando da entrega do projeto “Atenção e assistência ao recém-nascido na Maternidade do Complexo Hospital de Clínicas” Foto: Divulgação

Conheça os projetos

1. Atenção e assistência ao recém-nascido na Maternidade do Complexo Hospital de Clínicas

O projeto tem o objetivo de qualificar o atendimento através da atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, assegurar à criança o direito ao nascimento seguro, por meio da renovação de equipamentos e mobiliários, a fim de oferecer serviços de qualidade reduzindo a probabilidade de ocorrência de danos à saúde do recém-nascido, além de impactar diretamente na morbidade e mortalidade, especialmente em bebê prematuro.

São aproximadamente 280 recém-nascidos por mês na maternidade do hospital. O auxílio do BRDE vem para auxiliar na renovação de equipamentos, permitindo a melhoria na qualidade do atendimento do paciente recém-nascido no HC.

2. A Prótese de Estenose Aórtica e a qualidade de vida da pessoa idosa

Este projeto de 2016 teve como objetivo oferecer alternativa terapêutica para pacientes idosos portadores de estenose aórtica degenerativa grave sintomática, considerados de alto risco ou inaceitável para a cirurgia de troca valvar, de forma a lhes propiciar uma qualidade de vida adequada, permitindo que permaneçam ativos e independentes. Participaram do projeto 11 pacientes idosos, acima dos 60 anos de idade.

Como o procedimento não é coberto pelo SUS, graças ao projeto, com o incentivo do BRDE, foi possível realizar o sonho de 11 idosos, permitindo o alívio dos sintomas e aumento da sobrevida desses pacientes.

3. Caracterização dos Anticorpos Anti-HLA em Pacientes com Doenças Hemato-Oncológicas

Também de 2016, o projeto de pesquisa tinha como objetivo detectar a presença de anticorpos contra moléculas HLA alogênicas no soro de receptores de células tronco hematopoiéticas. O benefício vindo do banco auxiliou na identificação mais abrangente de anticorpos utilizando estratégias fundamentadas na análise epitôpica.

4. Endoscopia Biliopancreática e Citogenética Molecular no Diagnóstico de Câncer de Pâncreas e trato biliar

O projeto visa avaliar o impacto do emprego de técnicas endoscópicas avançadas e da utilização de citogenética por técnica de Fluorescência por hidridização in situ (FISH) no diagnóstico de tumores biliopancreáticos.  A ideia é replicar essa modalidade diagnóstica para outros centros especializados do Brasil, traduzindo em melhoria dos recursos técnicos e humanos para o diagnóstico de pacientes com tumores biliopancreáticos no âmbito do SUS.

Segundo o HC, o auxílio do BRDE permite desenvolver os profissionais pesquisadores, colocando em prática estudos e pesquisas que qualifiquem os serviços prestados pelo SUS no Paraná e no Brasil.

 5. Uso de células-tronco mesenquimais para tratamento da doença do enxerto contra hospedeiro refratária

O projeto visa avaliar a segurança e eficácia do uso de células-tronco mesenquimais obtidas de doadores aparentados ou não aparentados HLA compatíveis ou haploidênticos, para tratamento de doença do enxerto contra hospedeiro aguda e crônica refratárias a corticóide e inibidor de calcineurina.

Esta doença tem consequências debilitantes com impacto na qualidade de vida dos pacientes, comprometimento funcional, necessidade de imunossupressão prolongada, levando a infecções graves recorrentes e diminuição da sobrevida. A utilização das células-tronco adultas como uma alternativa de tratamento tem sido amplamente estudada, pois estas células oferecem suporte para o crescimento e diferenciação de células progenitoras hematopoéticas no microambiente da medula óssea.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no próprio site. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apresenta uma classificação de risco de crédito, em escala local e longo prazo, de nota AA (Bra). O grau significa o BRDE estar no mesmo patamar de outras instituições públicas como Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal. A avaliação acaba de ser emitida pela Fitch Ratings, uma das agências de rating entre as mais conceituadas do mercado financeiro internacional.

No relatório, a Fitch mencionou que o “banco possui um modelo de negócios estável” e destacou as medidas emergências de socorro à economia adotadas durante a pandemia de Covid-19. De maneira específica, a agência salientou o papel do programa BRDE Recupera Sul na retomada da atividade econômica da região Sul do país, “com o objetivo de dar suporte a empresas (principalmente micro e PMEs) e microempreendedores individuais (MEI) afetados direta ou indiretamente pela pandemia de coronavírus”.

O documento identifica, também, o papel do BRDE em termos de apoiar o desenvolvimento nos estados onde atua na concessão de financiamento, em maior escala, para empresas privadas e cooperativas.

“A avaliação demonstra que o BRDE vem cumprindo com seu papel estratégico em  auxiliar diferentes segmentos durante a pandemia e apostar fortemente numa retomada pós-crise. Essa estabilidade em termos de risco em momento de tamanhos desafios, por sua vez, mostra que a instituição tem parâmetros muito sólidos em termos de gestão”, salientou a diretora-presidente, Leany Lemos.

No relatório divulgado na última segunda-feira (2/08), a Fitch descreve que, em 2020, os indicadores de qualidade dos ativos do banco estavam estáveis e “ainda se comparavam favoravelmente com os de pares brasileiros com o mesmo perfil de desempenho” (os créditos na faixa ‘D–H’ da escala do Banco Central corresponderam a 3,9%, contra 3,8% em 2019 e 4,5% em 2018).

Em escala internacional, de longo prazo, a classificação de risco em moeda estrangeria que a Fitch atribuiu ao BRDE é de BB-. A classificação em escala global decorre da própria classificação de risco do Brasil em escala global (mesmo rating ao soberano). Ainda no mês de julho, o BRDE recebeu avaliação positiva de outra agência de rating reconhecida.  Conforme a Moody´s Local, que presta serviços a diferentes instituições financeiras do país, o banco mereceu classifica de longo prazo, escala nacional, em A.br, com perspectiva estável.

Entre os pontos positivos, o relatório da Moody´s apontou que o BRDE fechou o último exercício (dezembro de 2020) com um índice de atrasos nos pagamentos (inadimplência) sobre a carteira de crédito de apenas 0,4%.

Consultora econômica foi a convidada da segunda edição do BRDE Cenários

Além de reafirmar a importância de uma trajetória saudável em termos de déficit das contas públicas e de controle da dívida, a crise provocada pela pandemia de Covid-19 “forçou o país a refletir sobre suas fraquezas e isso, somado a uma sociedade mais inquieta, faz mover uma agenda de reformas”. A expectativa foi manifestada pela consultora econômica Zeina Latif, nesta quarta-feira (4/08), durante sua participação no BRDE Cenários. “Bastou a economia do Brasil recuperar o nível de pré-pandemia, e não falamos de pré-crise de 2015, para que surgissem os gargalos que limitam o nosso crescimento”, alertou ela durante a segunda edição do clico de palestras promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Na sua análise das lições que pandemia trouxe, Zeina Latif apontou como principal pecado a ausência de uma coordenação nacional mais efetiva. “É essencial termos maior eficiência nas políticas públicas. O Brasil gastou bastante, mais do que muitos países emergentes, mas não colheu frutos”, comparou, referindo-se ao elevado percentual de óbitos causados pela Covid-19.

A sobrecarga na área da saúde exigiu muitas medidas de socorro, mas na visão de Zeina Latif a falta de uma melhor calibragem pode estar na origem da inflação e dos juros altos que a economia se depara agora. “A questão fiscal é sempre um combustível para a inflação e ela, quanto mais alta, mais teimosa”, sentenciou a consultora econômica na sua mensagem, alertando para o fato da escalada do indicador no Brasil estar descolada do cenário de outras economias. Ela lembrou que ter disciplina no controle fiscal é importante justamente para, em casos de emergência, o país possa ter política anticíclicas.

Gargalos

Ao identificar como um “apagão de reformas” o que o país viveu entre o período do Mensalão até o ano de 2016, Zeina Latir afirmou que o crescimento da nossa economia tem baixo potencial por diferentes gargalos. Entre outros, ela cita os desafios em termos de melhor qualificação da mão de obra e os desafios de infraestrutura, estes impactados pela falta de maior segurança jurídica. “Nem só recurso e crédito resolve, precisamos de marcos legais. A atual crise de energia, por exemplo, não é apenas uma crise hídrica, mas sim de uma melhor regulamentação do setor”, expôs.

Palestrante abordou os limites ao crescimento da economia do país

Para Zeina Latif, a pandemia acelerou e antecipou muitos investimentos das empresas em inovação como resposta à crise, mas nem todas conseguiram avançar nessa fronteira tecnológica. “Mas nem todas as empresas se salvarão, por isso é importante que as políticas públicas sejam direcionadas em favor do capital organizacional, empresas que são consolidadas e que precisam de socorro e crédito”, apontou. Conforme a economista e colunista do jornal O Globo, os bancos públicos e de fomento têm um papel importante nessa engrenagem justamente para atender empresas que não terão condições de financiar, por exemplo, no mercado de capitais.

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a segunda edição do ciclo de debates, com a presença de Zeina Latif, cumpriu com o objetivo do evento. “Permite refletir sobre a conexão do Banco com ao desenvolvimento econômico e social da região Sul”, observou a presidente. A palestra foi transmitida ao vivo e segue disponível no canal de Youtube do Banco.

Próxima rodada do ciclo de palestras acontece nesta quarta-feira, dia 4/08

Entre as mulheres mais influentes no mercado de ações do Brasil e com passagem em importantes instituições financeiras, a consultora econômica Zeina Latif é a convidada da próxima edição do BRDE Cenários. A palestra está marcada para a próxima quarta-feira (4/08), a partir das 14 horas, com transmissão aberta pelo canal do Youtube do Banco. 

Promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o ciclo de palestras tem por finalidade abordar temas sobre a conjunta econômica e fiscal do país, tendências de mercado e o papel das instituições de fomento. Zeina Latif tem doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e já atuou como economista-chefe da XP Investimentos.

Com passagem por várias instituições financeiras, como o Royal Bank of Scotland, ING, ABN Amro e HSBC, foi eleita pela Revista Forbes como uma das mulheres mais influentes do mercado financeiro no Brasil em 2006. Já em 2008, a Ordem dos Economistas do Brasil a destacou como a melhor economista-chefe. Ela é colunista do jornal O Globo.

O evento é aberto ao público e não exige prévia inscrição. Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a presença de Zeina Latif em uma atividade organizada pelo Banco reforça o debate em torno da participação das mulheres nos espaços de liderança das organizações. “Além do amplo conhecimento sobre os movimentos do mercado e as perspectivas para a economia do país, ela tem uma trajetória que serve de inspiração para que vez mais as mulheres ocupem cargos de influência nas organizações”, observa a presidente.

Aliando inclusão social e ensino de música, o projeto Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul (OJRS) tem apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2017. Criada em 2009, com foco na formação musical e voltada para o atendimento de crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, a Orquestra trabalha com estudantes entre os 10 aos 24 anos.

No curso ofertado pelo projeto gaúcho, os jovens aprendem tudo sobre os instrumentos que compõem uma orquestra sinfônica: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, percussão, trompa, trompete, trombone, tuba, flauta transversal, clarinete, oboé, fagote e piano. O projeto se organiza em grupos de iniciantes, intermediários e avançados.

A entidade mantenedora é a Associação Orquestra Jovem do RS, criada em 2010, e conforme sua presidente, Carla Zitto, o projeto tem o compromisso de transformar vidas através da música. “Acreditamos que oferecendo acesso a um bem cultural que se encontra fora do alcance da maior parte da população, seja pela falta de recursos financeiros ou mesmo pela falta de oportunidade, contribuímos para evolução do futuro da nossa comunidade, e de um mundo mais humano e solidário”, explica a presidente da Associação.

Entre 2017 e 2020, foram repassados para a OJRS em torno de R$ 195 mil. Esse valor foi investido em manutenção e aquisição de instrumentos, materiais pedagógicos, recursos humanos, bolsas-auxílio para alunos, equipes e equipamentos para realização dos concertos musicais. Atualmente, a OJRS atende 134 alunos, com entrada de 30 novos alunos agora em julho deste ano. Os jovens acima dos 14 anos são inseridos no programa Jovem Aprendiz na área da música, no curso de músico instrumentista. Nas oficinas diárias, os alunos frequentam aulas de musicalização, de instrumentos musicais e de prática de concerto. As aulas são individuais, por instrumento, naipes e grupos orquestrais.

Orquestra tem o apoio do Banco desde 2017

Música em tempos de pandemia

Em 2020, a OJRS, seguindo as orientações sanitárias para o enfrentamento da pandemia, teve que readequar as suas atividades presenciais para um modelo de ensino on-line. Conforme a presidente da Associação, o principal desafio foi em relação a essa adequação e como manter o vínculo com os alunos e seus níveis de motivação para o aprendizado da música. Também foi constatada a necessidade de uma maior atuação dos professores, resultando em aumento da carga horária e consequentemente a necessidade de mais investimentos. A manutenção e a aquisição de instrumentos também demandaram grande investimento. “Isso aconteceu porque cada aluno levou o instrumento para casa, não havendo compartilhamento como aconteceria em uma situação normal”, completa Carla Zitto.

Mesmo com as restrições, projeto manteve suas atividades na pandemia

Apesar dos desafios, o projeto manteve as aulas individuais através de interação on-line entre aluno e professor. Também foram realizadas apresentações e masterclasses no formato on-line e ao vivo, entre todos os professores e os alunos. Assim, houve manutenção contínua da troca de conhecimento musical e interatividade entre todos os integrantes da Orquestra.

Segundo Zitto, o apoio do BRDE, principalmente no ano passado, foi decisivo para garantir a qualidade dessa “transformação”. “Destaco que os valores do BRDE na sua missão institucional estão muito entrelaçados com os valores da Orquestra Jovem, principalmente neste período quando precisamos aprender e ser resilientes”, ressalta. A Orquestra fez, inclusive,  uma apresentação especial nas comemorações de aniversário dos 60 anos do BRDE, respeitando todos os protocolos sanitários.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.