BRDE

Linhas de crédito, financiamento e repasse de recursos por meio de programas do Governo do Estado fortalecem empresas, cooperativas e produtores rurais na Região Norte do Paraná

     

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou contratos que somam R$ 52,5 milhões, em recursos, financiamentos e linhas de crédito com empresas, cooperativas e produtores rurais, no Expolondrina 2022. Os termos foram assinados pelo diretor administrativo do banco, Luiz Carlos Borges da Silveira, que consolida o relacionamento de transparência do BRDE e “potencializa o desenvolvimento na região Norte do Paraná, com sua produção agrícola, incremento nas indústrias, crescimento na área de tecnologia e na geração de empregos”. A formalização das assinaturas foi realizada nessa quinta-feira (07), na Sociedade Rural do Paraná, Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina.

A Integrada Cooperativa Agroindustrial, criada em 1995, com 15 regionais e 65 unidades distribuídas no Paraná e São Paulo, assinou com o BRDE um termo de aprovação de financiamento no valor de R$ 50 milhões, destinados à modernização e ampliação das unidades da cooperativa. O diretor e vice-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, comentou sobre a parceria com o BRDE. “Sempre apoiando projetos e investimentos, principalmente na melhoria ampliação e construção de unidades de recebimento e armazenamento, no apoio ao fortalecimento na agroindustrialização da Integrada, para agregar valor na produção de nossos cooperados, levando a geração de empregos e desenvolvimento dessas regiões”, concluiu. Atuante em 50 municípios, a Integrada tem 11 mil cooperados e mais de 1.800 colaboradores, no incremento do agronegócio no país, com um faturamento de 4,4 bilhões de reais, em 2020. Também foi realizada a assinatura da LSE Empreendimentos, de Apucarana, com o representante da empresa, Pedro Baleotti.

Nos últimos 15 meses, o BRDE realizou operações de crédito, financiamentos e inserção de empresas (pequenas, micro e médias), indústrias, cooperativas em fundos e programas de facilitação de negócios que totalizam R$ 156,5 milhões em contratações na Região Norte do Paraná. Os setores de maior investimento são o Agronegócio, seguido da Indústria e Energia.
“Essa é uma demonstração de que o BRDE cumpre seu papel no que diz respeito a ser um banco de desenvolvimento, na pulverização de recursos, mais próximos do produtor rural até as grandes empresas, conforme compromisso com as diretrizes do governador Ratinho Júnior”, destacou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

Em publicação recente do balanço financeiro do banco, o BRDE nos três estados do Sul alcançou a marca histórica, com um lucro líquido em 2021 de R$ 266,6 milhões, valor 33,8% superior comparado ao ano anterior. Também bateu recorde de R$ 4,1 bilhões em contratações, mesmo no segundo ano de pandemia e início do período de vacinação, enquanto o Paraná teve R$ 1,4 bilhões em contratações desse total do banco.

Todas as linhas de crédito, documentos ou atendimento com a equipe de prospecção, pode ser acessado com facilidade pelo aplicativo do BRDE ou no link https://www.brde.com.br/equipe-de-atendimento/

*Por Fabio Calsavara para Gazeta do Povo

Os números divulgados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) mostram que a instituição fechou, em 2021, um valor total de negócios 61,4% maior do que no ano anterior. Os mais de R$ 4 bilhões negociados pelo banco foram comemorados pelo presidente Wilson Bley Lipski, em entrevista à Gazeta do Povo.

Para ele, os bons resultados são fruto da diversificação de fundos de financiamento oferecidos pelo BRDE. Além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já chegou a responder por 99% dos recursos captados pelo BRDE, a instituição agora conta cada vez mais empréstimos feitos com instituições internacionais e outras opções que antes
não estavam disponíveis para o setor privado, como os recursos do FGTS.

“Os recursos oriundos do BNDES estão ficando mais caros. Estamos falando de uma taxa de juros nominal entre 3%, 3,5%, mais uma Selic de 11,75%, já dá mais do que 1% ao mês. Por isso nós fomos diversificar a nossa captação, e conseguimos encontrar no FGTS recursos que antes eram carreados somente para o setor público. Conseguimos trazer esses recursos para o setor privado. O BNDES começou a colocar políticas restritivas, e nós precisamos diversificar as nossas opções. Se não o fizéssemos, provavelmente nossos números não chegariam a R$ 1,7 bilhão em contratação
em 2021”, apontou o presidente.

Comércio e serviços fecharam mais empréstimos do que o agronegócio

A busca por novas fontes de financiamento permitiu ao BRDE oferecer opções mais adequadas às demandas que surgiram durante a pandemia. Assim, o agronegócio, que sempre foi o principal setor a buscar financiamento no BRDE, foi ultrapassado pelas áreas de comércio e serviços no ano passado – praticamente um a cada três financiamentos fechados pelo banco foram para esses setores do
mercado.

“O agronegócio e as cooperativas são os nossos maiores parceiros, os nossos grandes clientes do BRDE. Só que nesse ano houve esse movimento diferenciado, e mais de 9 mil contratos diretos. Se formos contar os indiretos, esses fechados por meio desses parceiros, como as cooperativas e as operações de segundo piso da Fomento Paraná, nós passamos de 70 mil contratos. Isso para um banco de desenvolvimento é um número muito substancial”, comentou Lipski.

Banco contou com novidades para aumentar volume de negócios

O programa BRDE Empreendedoras do Sul foi lançado em março de 2021 e é apontado como uma das novidades que alavancaram os bons números do banco, explica o presidente. O público-alvo são as produtoras rurais e as empresas com mulheres em cargos de comando, ou com no mínimo 40% de sócias. Somente no Paraná este programa movimentou R$ 32,1 milhões – nos quatro estados onde o BRDE atua foram R$ 96,2 milhões financiados por meio dessa iniciativa.

O banco também oferece o BRDE Labs, um programa de aceleração de startups. Só no ano passado cerca de 4 mil pessoas foram impactadas com lives, mentorias e treinamentos. Em parceria com a Hotmilk, da PUC-PR, o programa contou com 177 startups paranaenses cadastradas. Destas, 18 passaram pela fase de pré-aceleração e 9 avançaram para a aceleração. Para 2022 o programa trabalhará projetos dentro do tema ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

Outro destaque importante citado por Lipski foi o Banco do Agricultor Paranaense. O instrumento, criado pelo Governo do Paraná, auxilia produtores rurais, cooperativas, associações de produção, comercialização e reciclagem, além das agroindústrias familiares. Projetos destinados à irrigação e que utilizem fontes renováveis de geração de energia também podem buscar financiamento junto ao BRDE. Somente no ano passado, o Banco do Agricultor negociou R$ 43,7 milhões com mais de 350 agricultores.

Baixa inadimplência e assertividade dos analistas de crédito

A inadimplência nos contratos aumentou de 2020 para 2021, impactada principalmente pela pandemia. Mesmo assim, o índice de atual de contratos não honrados em dia ainda é considerado aceitável pelo presidente do BRDE. “Subimos de 0,32% para 0,58%, reflexo da pandemia. Mas ainda é um número que está longe da média do sistema financeiro nacional, que passa dos 2,70%”, citou.

Na avaliação do presidente, os bons resultados nesse quesito são fruto da assertividade dos analistas de crédito da instituição. O relacionamento entre banco e cliente, exemplificou Lipski, é quase como se os analistas se tornassem padrinhos e madrinhas dos empreendimentos financiados. O foco, garantiu, é ter a certeza de que os recursos serão aplicados em negócios que fazem a economia girar, criam empregos e impulsionam o desenvolvimento da região.

“Nós estamos querendo agregar valores a essa operação, não é só entregar dinheiro pensando nas garantias. Nós queremos saber se esse contratante vai manter os empregos, vai gerar mais postos de trabalho. São esses os compromissos que nós estabelecemos ainda mais durante a pandemia, garantir que esses contratos, esses empréstimos gerem desenvolvimento econômico dentro dos estados nos quais nós trabalhamos. Nós fomos nos adaptando a essas realidades, tentando garantir o objetivo maior do banco, que é esse atingimento social de uma boa entrega de crédito. Nós buscamos sempre ter produtos adequados para que quem nos procure consiga gerar empregos e desenvolvimento econômico e social”, finalizou.

Nos últimos cinco anos foram liberados R$133,7 milhões em recursos para empresas do setor supermercadista

Com a oportunidade de divulgar seus novos macroprogramas em linhas de crédito, financiamento e novos negócios, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), vai participar da Mercosuper, que acontece a partir desta terça-feira (04) até dia 07, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Nos últimos cinco anos, o BRDE liberou R$ 133,7 milhões para empresas do setor supermercadista de atacados e atacarejos (forma de comércio que reúne atributos de duas formas tradicionais de comercialização: o atacado e o varejo), com enfoque nas micro, pequenas e médias empresas. Desse valor, 19,3%, ou seja, R$ 25,8 milhões foram destinados a projetos do Programa BRDE Energias Limpas e Renováveis, que financia a instalação de placas fotovoltaicas, a fim de reduzir custos do negócio com energia.

No entanto, a Mercosuper, uma das maiores feiras do setor supermercadista do país, também funciona como espaço de prospecção para os programas de desenvolvimento do banco: Meu Negócio é BRDE e Mais Energia Sustentável é BRDE. “Nossa equipe apresenta todas as linhas possíveis, voltadas às empresas de todos os portes; desde o pequeno mercado até grandes redes, incluindo recursos para construção de novas unidades, ampliação e reforma das instalações e capital de giro associados ao projeto”, explicou o presidente o BRDE, Wilson Bley Lipski.

Energia renovável – Nos últimos anos, houve um crescimento do setor supermercadista, à procura de investimentos ligados a fontes alternativas de energia, como forma de reduzir o custo de um dos principais insumos da atividade.

Em fevereiro deste ano, Leonardo Basseto, proprietário do Supermercado Baía Azul, localizado em Guaratuba, no litoral paranaense, contou sobre a implantação de um sistema gerador fotovoltaico, em suas unidades na região, com recursos captados da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), onde o BRDE trabalha essa linha de financiamento para projetos de impacto social e ambiental. Segundo o empresário, o projeto atende 35% do consumo total da rede e futuramente deve ser estruturada em sua totalidade, com energia solar. O case de Basseto foi matéria que pode ser acompanhada na Agência Estadual de Notícias do Paraná.

Balanço revela aumento de 61.4% nos contratos em 2021 na comparação ao ano anterior e parcerias com novos fundos, nacionais e internacionais ajudaram reduzir impactos causados pela pandemia

Com R$ 4,1 bilhões em contratações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou seu recorde histórico em 2021. No ano em que completou 60 anos de existência, o demonstrativo financeiro da instituição aponta a realização de mais de sete mil operações, o que representa um aumento de 61,4% em comparação ao ano anterior. “Foi um ano muito significativo para o BRDE, porque atuamos fortemente na economia dos três estados, injetando recursos que garantiram não só o desenvolvimento de grandes empresas, mas também assegurando a permanência de milhares de empreendimentos que enfrentaram a crise junto com a pandemia”, comemorou o presidente Wilson Bley Lipski.

 

Se garantir a economia em pleno funcionamento é uma das premissas do banco, em 2021 a instituição lançou mão de recursos próprios para minimizar os impactos da pandemia sobre a atividade econômica, o que representa um total de 10,7% das contratações. Além de suprir o crédito emergencial no ano anterior (2020), no ano passado, o BRDE obteve recursos adicionais e intensificou suas operações com instituições financeiras para incrementar o microcrédito.

 

De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, em 2021 o BRDE manteve sua essência em promover o desenvolvimento em todas as áreas. “Prosseguimos com investimentos no agronegócio, na promoção de projetos sustentáveis e de inovação, no estímulo aos empreendimentos da mulher e do jovem e ainda mantivemos a taxa de inadimplência sob controle (atingindo 0,58% em dezembro) e aumentamos as receitas com a recuperação de créditos”, assegurou.

 

Resultado operacional

O BRDE fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 266,6 milhões, montante 33,8% superior na comparação ao ano anterior.  Trata-se do segundo melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. “Considerando que vivemos em 2021 um cenário econômico ainda com fortes impactos da pandemia, sem dúvida alcançamos um resulto muito expressivo.  Buscamos melhorar nossos processos de gestão, oferecer maior agilidade no atendimento dos clientes. O BRDE, sem dúvida, se preparou para auxiliar os diferentes setores e entender as demandas de cada um para a retomada dos investimentos”, celebrou a diretora de Operações, Leany Lemos.

Além de manter a taxa de inadimplência em 0,58% sobre a carteira – entre as mais baixas de bancos de fomento do país, o BRDE fechou 2021 com novo recorde em termos de patrimônio líquido: R$ 3,4 bilhões (9,6% maior que o ano anterior). “Com isso, tivemos maior capacidade financeira para apoiar o desenvolvimento econômico e social da região Sul que é a nossa principal  missão”, comemorou Leany Lemos, ela que presidiu o banco até novembro de 2021, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 60 anos de história da instituição.

 

BRDE em números

O setor com maior volume destinado foi o de Comércio e Serviços, com valor de R$ 1,3 bilhão, seguido pela Agropecuária com R$ 904,1 milhões em créditos e a Infraestrutura, chegou ao valor de R$ 873,6 milhões. A variação percentual mais expressiva foi observada no Agronegócio, com 89,8% na comparação com 2020.

Em relação ao número de operações contratadas, 53,1% foram direcionadas aos produtores rurais e 44,3% às pequenas e médias empresas, dados que demonstram o sucesso do esforço do BRDE em apoiar os pequenos empreendedores, principalmente em época de dificuldade econômica.

Outro dado relevante para os resultados, está na ampliação de fontes de recursos com parcerias de fornecedores de créditos nacionais e internacionais. Do total contratado, 59,5% dos recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido por aportes internacionais (15,7%), equivalente a R$ 649 milhões, oriundos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), três parcerias firmadas nos anos recentes com a internacionalização das fontes do BRDE.

 

Programas e Projetos

Com o propósito de fomentar renda, geração de emprego e retomar a economia do país no processo pós-pandemia, o BRDE incrementou programas, fortaleceu projetos e ampliou parcerias.

 

 

SC Mais Renda Empresarial – O programa beneficiou micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEIs) de Santa Catarina. A iniciativa foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda e contou com a operacionalização feita pelo BRDE. O SC Mais Renda Empresarial concedeu R$ 263 milhões, somando mais de 6 mil contratos distribuídos em 218 municípios. Além dos financiamentos a juro zero, subsidiado pelo Governo do Estado, o impacto na manutenção dos empregos também é destaque com quase 15 mil empregos preservados.

Para o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, o programa fomentou milhares de empresas catarinenses. “Ajustamos nosso foco procurando viabilizar crédito, especialmente capital de giro para o pequeno empreendedor. Além dos juros subsidiados, temos prazo de carência e amortização que atendem a necessidade de quem busca o recurso. Esses investimentos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda”, explicou.

 

BRDE LABS – No setor de inovação, foram elevados limites por fundos em empresas inovadoras de 1,8% para 2.5%, além do desenvolvimento do programa de aceleração de startups, o BRDE Labs, com soluções para empresas âncoras. Cerca de quatro mil pessoas foram impactadas com o programa, por lives, mentorias e treinamentos. 

 

Banco do Agricultor Paranaense – Instrumento criado pelo Governo do Estado do Paraná para auxiliar produtores rurais, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, e as agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e programas destinados à irrigação. Em 2021, o valor contratado totalizou R$ 43,7 milhões, beneficiando 351 agricultores. “São linhas de financiamento destinadas ao desenvolvimento sustentável, inovação e tecnologia, a fim de melhorar a competitividade dos produtos do Paraná, por meio de subsídios, com a Fomento Paraná, Secretaria de Agricultura, cooperativas de crédito e o BRDE, com a finalidade de ajudar no crescimento de pequenos e médios agricultores” – explicou o diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira.

 

ODS – Em 2021, o BRDE aportou mais de R$ 1 bilhão em projetos que colaboram com os desafios do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, com a participação significativa de investimentos na infraestrutura de produção de alimentos, incluindo projetos das diversas cooperativas que são tradicionalmente clientes do Banco. E financiou R$ 684 milhões, o que representa 20% das operações diretas em 2021, para projetos que contribuíram para os desafios do ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis: geração de energia por fonte renovável, saneamento, florestas comerciais, manejo e disposição de resíduos sólidos e uso ou reciclagem de resíduos.  

O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destaca a importância do banco ter implementado, em 2021, uma restruturação de sua matriz de programas e linhas de crédito, tornando a instituição ainda mais aderente à realidade global, aos critérios ESG e à Agenda 2030.  “Ao avançarmos nas parcerias com bancos internacionais, ampliamos o nosso compromisso com a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, o BRDE teve um ano de forte atuação diante das demandas de cada setor neste período de retomada da economia, apoiando as pequenas empresas sem descuidar dos setores mais tradicionais da economia”, evidenciou o diretor.

 

BRDE Empreendedoras do Sul – Entre as novidades de 2021 está o programa BRDE Empreendedoras do Sul. Lançado no mês de março, com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais. Agora sem limite de operação, o programa fechou o ano com a marca de  nos três estados do Sul, com R$ 96, 2 milhões em financiamentos.

Projeto traz obras realizadas em 12 cidades de diferentes países

O Espaço Cultural BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) – Palacete dos Leões abre ao público, a partir do dia 25 de março, a exposição Exploring Emotions, a primeira do ano de forma presencial. O trabalho é do artista português radicado no Brasil, Eduardo Bragança, inédito no Brasil e apresenta pinturas em grandes formatos além de recursos audiovisuais. O projeto foi iniciado pelo artista no ano de 2011 em Londres e, desde então, Eduardo Bragança percorreu 12 cidades de diferentes países: Rio de Janeiro, Oslo, Paris, Berlim, Madrid, Atenas, Marrakesh, Liubliana, Zagreb, Lisboa e Nova York.

A exposição traz ainda um filme documental baseado nesses relatos e apresenta pinturas em grandes formatos, a partir da vivência com a situação da entrevista na cidade documentada e a narrativa desencadeada pelas diferentes questões apresentadas aos participantes.

“Iniciado em 2011, num período de crise econômica e política em Portugal, e em alguns outros locais da Europa, tomei a iniciativa de agitar consciências, dando impulsos, estímulos, encorajamentos constantes para que cada um se sinta, pelo menos num curto espaço de tempo, realizador e parte de um trabalho artístico que resulta em uma obra de arte”, explica o artista Eduardo Bragança.

O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski ratifica o compromisso firmado com o Governo do Estado, a respeito das atividades realizadas no Espaço Cultural BRDE. “Nosso objetivo é tornar as ações do Palacete, um ambiente vivo, onde a comunidade possa socializar nesse espaço, e esse viés da cultura fomentado pelo BRDE entrega de forma difusa à sociedade tudo aquilo que temos de bons resultados, como a preservação do patrimônio e da história do Paraná”, concluiu.

Desde 2005, o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões realiza uma convocatória pública para selecionar projetos que passam a integrar seu calendário de exposições. “O calendário 2022 abre com a exposição Exploring Emotions, selecionada dentro de nosso programa de Artes Visuais. Esse trabalho iniciado há pouco mais de uma década pelo artista Eduardo Bragança, apresenta reflexões importantes para a cultura contemporânea, especialmente no atual contexto da globalização”, reflete Rafaela Tasca, coordenadora do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões.

“Exploring Emotions” de Eduardo Bragança é uma exposição selecionada pelo Programa de Artes Visuais do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, uma realização do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. A exposição também foi viabilizada com o apoio da Galeria Zilda Fraletti e da Construtora Laguna.

A exposição tem entrada gratuita e com período de visitação de 25 de março a 06 de maio de 2022. Visitas de escolas e grupos são possíveis mediante consulta e agendamento prévio pelo e-mail: palacete@brde.com.br ou pelo telefone 3219-8184.

Sobre o artista

Natural de Portugal (Porto, 1974), Eduardo Bragança vive e trabalha em Curitiba, PR. Formado em Design de Moda (EMP) e Design de Calçado, iniciou sua carreira artística em 2003. Realizou exposições em variados países, entre as quais as coletivas “Galeria Artevistas” (Barcelona, 2009) e “See me Colective” (Nova York, 2013), e a individual no Palácio das Artes (Porto, 2013). Possui obras em coleções particulares e acervos públicos, como a Fundação José Rodrigues.

Sobre o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões
Inaugurado em junho de 2005, o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, localizado em Curitiba, é mantido e coordenado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Há programação gratuita, com exposições e atividades relacionadas a arquitetura, história, artes visuais e patrimônio cultural. Sua programação contempla um programa de exposições temporárias de artistas nacionais e outras em parceria várias instituições culturais.

Serviço
Exposição Exploring Emotions – Eduardo Bragança
Período expositivo: 25 de março a 06 de maio de 2022
De segunda a sexta, das 13h às 18h

Local: Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões
Av. João Gualberto, 570 – Alto da Glória – Curitiba – Paraná
Entrada gratuita

Agendamento pelo site: www.brde.com.br/palacete

Visita segura
O Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões segue com agendamento das visitas e certificação de boas práticas sanitárias pela Local Confiável. Entre as medidas para uma visita segura, recomenda-se o uso de máscara durante todo o período da visita, inclusive para fotos, e manter o distanciamento social.

(Imagens: Divulgação – Eduardo Bragança)

O evento ocorre nesta quinta e sexta-feira e evidencia cinco temáticas que dialogam com o tema “O Futuro Urbano Liderado pela Sociedade”

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participa com a equipe de prospecção de novos negócios, em atendimento aos visitantes no estande montado no Centro de Eventos Positivo, no Parque Barigui, em um dos maiores eventos mundiais relacionado à temática de cidades inteligentes, o Smart City Expo Curitiba (SCECWB). “O tema deste evento tem sinergia com a atuação do BRDE que é signatário do Pacto Global e busca por meio de suas ações promover o desenvolvimento sustentável e impactar os ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]”, afirma o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

A finalidade da participação do banco é divulgar a destinação de recursos, por meio de linha de crédito, à projetos de inovação e sustentabilidade não somente em empresas privadas, como também para investimentos de municípios. “Realizamos esse papel por meio do programa Município Forte é BRDE, que atua diretamente no desenvolvimento local e do apoio financeiro a soluções inovadoras que promovem a transformação digital, que atuam na melhoria e eficiência dos espaços urbanos” explica Bley.

O Programa Município Forte é BRDE apoia o desenvolvimento institucional e da infraestrutura econômica, social e turística das cidades, em zonas rurais e urbana dos municípios da região Sul do país. Dentro de suas metas, têm capacidade de investir em projetos que visem melhorar a qualidade de vida da população, como exemplo, a disponibilidade de linhas de crédito para saneamento, mobilidade, gestão de resíduos, energia e iluminação pública, construção de escolas e postos de saúde e repassa recursos para qualificação do funcionalismo, modernização de processos e sistemas, entre outras rotinas. Mais informações a respeito com a equipe de atendimento BRDE.

Conexão e Networking

De acordo com os organizadores, o SCECWB funciona como um grande hub de conexão e networking entre gestores das iniciativas públicas, diretores e executivos de organizações privadas, investidores, empreendedores, pesquisadores, órgãos de fomento e sociedade civil. O congresso apresentará o que há de mais inovador em Tecnologias Inteligentes para Cidades, Inovação e Negócios Disruptivos, Governança em uma Sociedade Inteligente, Mobilidade Inteligente para o Futuro, e Cidades Sustentáveis. As cinco temáticas dialogam com o tema “O Futuro Urbano Liderado pela Sociedade”, com palestrantes de países como Estados Unidos, Canadá, México, Itália, Portugal, Colômbia e Uruguai.

Na programação desta sexta-feira (25/03), o BRDE compõe o painel “Financiando a inovação urbana: tornando os projetos de cidades inteligentes reais” com a participação de representantes do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e das prefeituras de Jundiaí e de São Paulo. Esta sessão ligada ao eixo temático “Cidades Sustentáveis” terá como mediadora a gerente adjunta de Planejamento e Novos Negócios – PR e MS do BRDE, Thais Paola Grandi.

Em sua terceira edição, a organização do SCECWB estima a participação de 10 mil pessoas de 30 nacionalidades. O congresso internacional conta com 95 palestrantes de 10 países e a feira reúne 50 empresas que expõem soluções inteligentes para problemas urbanos. O evento é organizado desde 2018 pelo iCities Smart Cities Solutions – hub de negócios e soluções em cidades inteligentes pioneiro no Brasil. Para mais informações acesse: https://smartcityexpocuritiba.com/.

Via Agência Estadual de Notícias

 

Os quatro estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) planejam projetos conjuntos para melhorar a infraestrutura da região, com destaque para os modais rodoviários e ferroviários. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; e de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior; e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discutiram o tema nesta segunda-feira (21), em Chapecó (SC), na primeira reunião do ano do bloco.

O presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski, participou do encontro, onde assinou em conjunto com os governadores e seus representantes, a resolução que cria o Grupo de Trabalho para o Planejamento Integrado de Rodovias e Ferrovias do Codesul, que vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados, que estão entre os principais produtores do agronegócio brasileiro. O projeto de maior envergadura nessa área é a Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, e tem nos planos um ramal interligando Cascavel e Chapecó, cidades do Oeste paranaense e catarinense. Na reunião, também participou a diretoria do BRDE: o vice-presidente Marcelo Haendchen Dutra, o diretor administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira, o diretor financeiro Eduardo Pinho Moreira e diretora de Operações Leany Barreiro de Sousa Lemos, além do diretor de Planejamento, Otomar Oleques Vivian.

Diretores do RS ao lado do vice-governados Ranolfo Vieira Júnior (ao centro)

 

Ratinho Junior destacou que o projeto da nova ferrovia, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 30 bilhões, está bastante avançado. A previsão é que as audiências públicas ocorram em abril. A liberação da licença prévia deve sair no final de maio, com a expectativa de que o projeto vá a leilão na Bolsa de Valores ainda neste semestre.

“Iniciamos os estudos para a ampliação da ferrovia em 2019, mas a discussão para ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá vem de décadas. O Mato Grosso do Sul depende muito do porto e é também um grande fornecedor de matéria prima para a produção de proteína animal. Paraná e Santa Catarina respondem por 70% da carne de porco e de frango exportada pelo Brasil”, salientou Ratinho Junior.

Segundo o estudo de viabilidade técnica, a Nova Ferroeste terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos já no primeiro ano de operação plena, tornando-se o segundo maior corredor de exportação de grãos e de proteína animal do País, atrás apenas da malha paulista.

“Dentro dos estudos que fizemos, se chegou à possibilidade de construção de um ramal até Chapecó. Os produtores de proteína animal são muito dependentes dos grãos produzidos no Mato Grosso do Sul. Essa conexão vai criar um grande corredor de insumos para o Paraná e Santa Catarina e, no caminho inverso, de fertilizantes para o Mato Grosso do Sul”, explicou o governador.

AMPLIAÇÃO – Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o Governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste do Estado e também entre os portos de Itajaí e Araquari. “É uma visão de futuro para Santa Catarina. Com a conexão entre Cascavel e Chapecó, vamos começar a trabalhar com projetos de Chapecó até o Planalto Serrano de Santa Catarina, formando um importante corredor Leste-Oeste”, explicou Carlo Moisés.

“Ao invés de rejeitar qualquer projeto que venha de outro estado, queremos aproveitar a integração que já temos através do Codesul. Os quatro estados são muito parecidos economicamente, e uma integração logística regional trará ganhos de eficiência, além da redução dos custos de transporte da produção e de insumos, principalmente para o Oeste catarinense. São investimentos coordenados, de médio a longo prazo”, destacou o governador de SC.

Grande exportador de grãos, o Mato Grosso do Sul não tem saída para o mar e conta com a integração logística com os outros estados para o acesso ao mercado internacional. “Temos um posicionamento muito forte em buscar saídas logísticas, exatamente pela dificuldade de acessar os portos”, explicou Jaime Verruck.

“A competitividade do Mato Grosso do Sul passa necessariamente pela redução dos custos de transporte, e o nosso foco é a ferrovia. A Nova Ferroeste vai adentrar justamente na maior região produtora do Estado, 60% do que produzimos está no eixo da ferrovia”, salientou o secretário do MS.

“A forma como a malha está sendo concebida, de não adentrar unidades de conservação, áreas indígenas e quilombolas, antecipou muito o cronograma. A ferrovia vai gerar o desenvolvimento integrado de todas as regiões, já que ela também se conecta com a Malha Oeste, promovendo uma integração nacional”, complementou.

MEIO AMBIENTE – Durante o encontro, também foi firmado um termo de Cooperação Técnica para elaboração do diagnóstico e mapeamento de áreas desmatadas nos quatro estados-membro, por meio do compartilhamento da ferramenta Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento de Santa Catarina (Simad/SC).

A ferramenta detecta, registra e gera alertas precisos de desmatamento após cruzamento de diversos bancos de dados e imagens de satélites. O código-fonte do sistema será compartilhado com os demais estados, para a criação de um banco de dados conjunto para observar onde há a supressão ilegal da vegetação.

Foi instituído, ainda, o Grupo de Trabalho de Loterias do Codesul, e aprovado o Relatório Financeiro e de Atividades do exercício de 2021 do bloco.

CODESUL – Criado em 1961, o Codesul integrava, primeiramente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, em 1992, passou a contar também com o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo do conselho é buscar alternativas aos desequilíbrios regionais e potencializar questões comuns aos estados-membros, sobretudo em questões essenciais como desenvolvimento econômico e social, além de fomentar a integração dos quatro estados com o Mercosul.

PRESENÇAS – Também participaram da solenidade, pelo Paraná, os secretários de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, e de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. De Santa Catarina, o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira, e o secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira; e do Rio Grande do Sul, o secretário extraordinário de apoio à Gestão Administrativa e Política, Agostinho Meirelles. Os secretários executivos do Codesul do Paraná, Wilson Quinteiro; de Santa Catarina, Amauri Cantu e Gustavo Salvador Pereira; do Mato Grosso do Sul, Magda Côrrea dos Santos, e do Rio Grande do Sul, Micheli Petry; os presidentes da Aurora Alimentos, Neivor Canton; e do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.

No final do evento, o vice-governador Ranolfo convidou os integrantes do conselho para o South Summit, de 4 a 6 de maio, em Porto Alegre. “Um dos maiores eventos mundiais de inovação e tecnologia, que pela primeira vez ocorrerá fora da Europa. Por isso, deixo aqui o convite para que as equipes dos demais estados prestigiem o evento e aprofundem a discussão nesse tema tão importante”, finalizou

Neste mês da mulher, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destaca o trabalho das mulheres que estão à frente de cargos estratégicos do Banco e que são responsáveis por dar vida à instituição que também contribui para o desenvolvimento de muitas empreendedoras brasileiras. 

Hoje, 30% dos cargos estratégicos do BRDE são ocupados por elas. Isso significa que das 153 funcionárias do Banco, 25 delas lideram suas equipes. Em 2020, Leany Lemos tornou-se a primeira mulher a assumir a diretoria e a presidência do BRDE. Essas conquistas deram ao Banco o selo Women On Board, que valoriza a existência de ambientes corporativos com a presença de mulheres na liderança máxima das empresas, em conselhos de Administração ou Consultivo. 

“O Banco tem mulheres fantásticas em papéis de liderança, que dão o seu melhor pelo desenvolvimento da região, do Brasil e do mundo, porque quando a gente muda o local, a gente muda o global também. Temos muito orgulho disso e continuamos trabalhando para que nenhum homem e nenhuma mulher sejam impedidos de desenvolver seus talentos simplesmente por uma questão de gênero”, afirmou Leany.

E nesse cenário de transformação do papel da mulher, as colaboradoras do BRDE contam suas jornadas de crescimento.

“Quando a gente tem a oportunidade, agarramos e fazemos nosso nome” – Fernanda Santos Silva, Gerente de Operações Adjunta

Fernanda Silva, Gerente de Operações Adjunta do Paraná, acredita que os espaços estão sendo conquistados pelas mulheres, devido à competência delas. “Eu vejo isso na prática. A mulher tende a ter uma postura motivacional mais forte do que o homem, mais generosidade, paciência, ela costuma pensar em todos os aspectos, se colocar no lugar do outro”, diz. 

Responsável pelas operações com micro e pequenas empresas e relacionadas ao Fundo Setorial Audiovisual (FSA), a Engenheira Agrônoma e Civil diz que sempre teve referências de mulheres em cargos de liderança no BRDE. “Me inspirei e ainda me inspiro nelas, porque são muito competentes, e é gratificante ver o Banco como exemplo nesse movimento”, conta. 

Fernanda também percebe um crescimento da presença de clientes mulheres. Para ela, esse é um processo sem volta: “Se as mulheres são mais da metade da população, tem que ter essa representatividade em todos os setores da sociedade”, defende. Ela acredita que, com igualdade de condições, não haverá mais barreiras.

Silvia Daniela da Silva Monteiro, Gerente Adjunta de Operações de Florianópolis

 

“Para avançarmos ainda mais, faltam oportunidades mesmo. Existem pessoas com visões que impedem o avanço das mulheres” – Silvia Daniela da Silva Monteiro, Gerente Adjunta de Operações de Florianópolis

Silvia Daniela da Silva Monteiro, gerente adjunta de Operações, lidera uma equipe de nove pessoas e cuida dos projetos de análise de crédito dos setores de inovação e indústria, na agência do BRDE de Florianópolis. Formada em Administração, Silvia está há 23 anos no Banco. Hoje, ela é a única mulher em sua gerência. “Se me perguntam como os meus colegas me veem, eu respondo que sem nenhuma diferença. O grande problema é ter acesso”, reafirma.  

Para ela, as mulheres costumam usufruir da empatia e da habilidade de fazer mais atividades ao mesmo tempo que são ensinadas a elas ao longo da vida nos cargos estratégicos que ocupam. Porém, destaca que ainda há muitos preconceitos na sociedade relacionados à maternidade e à capacidade das mulheres de se doarem para seus cargos. 

“Eu fui convidada para ser gerente logo que entrei de licença maternidade pela segunda vez. E, desde a primeira licença, quando retornei, segui com minhas tarefas normalmente. Ou seja, eu sou um exemplo de que essas questões não influenciam em nossa competência”, conta.

Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance

 

“Os avanços precisam se manter e isso deve ser encarado como algo normal. Aí sim teremos avançado” – Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance do BRDE

Vera Regina Ferreira Carvalho, Superintendente de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance, acredita que, especialmente na área em que atua, “observar qualquer questão por diversos pontos de vista sempre é enriquecedor para os processos”. Por isso, destaca essa habilidade de pensar no coletivo das mulheres como ponto forte delas, bem como a resiliência. Para ela, o avanço na presença das mulheres no mundo empresarial é perceptível e acompanha essa evolução em todas as carreiras: 

“Sou economista de formação e em diversas cadeiras era a única mulher, mesmo em turmas de 70 pessoas. Ouvi piadas de que ali não era meu lugar, mas fui aprendendo a reagir e a fazer tudo com dedicação, muito estudo e sempre dar o meu melhor, pois eu sabia que seria testada. Depois, durante muitos anos fui professora de diversas disciplinas na área de economia e havia sempre muitas mulheres na turma”, relata.

Apesar dos benefícios representados pela presença de mulheres em cargos estratégicos nas empresas, ainda há um caminho pela frente até que a igualdade seja alcançada. O preconceito e a dupla, por vezes tripla, jornada ainda são alguns dos desafios a serem percorridos. Entretanto, é por meio da participação cada vez maior das mulheres em empresas tão importantes quanto o BRDE que eles serão superados, porque lugar de mulher é no mundo empresarial, no BRDE, em cargos estratégicos e onde ela quiser. 

Visão

O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, tem a visão de que habilidades específicas das mulheres contribuem para melhorar o ambiente de trabalho. “A mulher geralmente traz a experiência da inteligência emocional nas relações profissionais, o que torna o ambiente mais leve e equilibra eventuais conflitos. Na maioria dos casos, se mostra mais disposta ao aprendizado e ensina com paciência. Todas essas características somadas à competência da função, agregam para que ocupem seu espaço merecidamente”, analisou.  

Evento no BRDE Espaço Cultural- Palacete dos Leões chama atenção para incentivar projetos culturais da cidade com alcance aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Com objetivo de incentivar a destinação de recursos para projetos culturais das cidade ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) abriu o IV Circuito de Projetos Incentivados do Conselho de Cidadania Empresarial, grupo temático de Responsabilidade Social da FIEP, nessa quinta-feira (17), que realizou um tour em vários pontos de Curitiba. Aproximadamente 20 pessoas de diversos segmentos, participaram dessa atividade, que começou pelo Espaço Cultura BRDE- Palacete dos Leões, seguindo para o Colégio Estadual do Paraná, Sesi, Museu da História da Medicina do Paraná, com visitas, palestras e conversas de temas ligados à cultura, leis de incentivo e programas de fomento.

O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, comentou sobre as diretrizes do banco alinhadas com a proposta do governador Carlos Massa Ratinho Júnior, a respeito de políticas públicas acessíveis à sociedade. “O BRDE tem promovido ações para tornar o Palacete dos Leões um espaço vivo de acolhimento, cultura e realizações , uma forma de devolver à sociedade bons resultados, como a preservação do patrimônio, trazer a história da erva-mate e sua importância na atividade econômica do Estado, aproximar os jovens e a comunidade para socializar nesse ambiente”, explicou.

A coordenadora do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, Rafaela Tasca, onde foi realizada a abertura e enceramento do “tour”, apresentou as ações realizadas em 2021 na área cultural, com destaque para a exposição “Narrativas e Poéticas do Mate”, mantida em cartaz até maio, assim como essas atividades estão ligadas a ODS 11 (preservação, proteção e conservação de todo o patrimônio cultural e natural e tipo de financiamento privado (doações em espécie, setor privado sem fins lucrativos e patrocínios). “Essas parcerias são fundamentais para a realização de nossas metas ligadas à cultura e ODS, sempre em conexão com toda a sociedade, artistas, estudantes, professores, pesquisadores, apoiadores da Cultura, Educação e toda a comunidade local”, ressaltou Rafaela.

Conselho – O CPCE, Conselho de Responsabilidade Social da FIEP propõe com esse circuito, contribuir com projetos que preservam o patrimônio cultural, essenciais para a sociedade, sem custo adicional, já que o recurso vem de uma parte do imposto de renda a ser declarado, utilizando de leis de incentivos. Michel de Castro Nunes, representou a FIEP e lembrou que a indústria hoje “pensa sob a visão de sociedade a respeito do seu legado, na preocupação em qual direção seguir e os projetos de cidadania, especialmente voltado aos jovens, a fim de construir um futuro realmente consciente em sua missão”. Também membro do Conselho, Ezilda Furquim Bezerra lembrou que “toda política pública deve estar em conformidade com a realidade social”.

O professor Manuel Gama do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade de Universidade do Minho, em Portugal considerou fundamental uma instituição como BRDE, desenvolver cultura e metas das ODS. “O trabalho do BRDE e Palacete não é comum, trabalham também com outros objetivos, incluindo mulheres, criação de emprego e cultura para jovens de forma responsável e criativa e mesmo com os impactos da COVID-19, conheci as diferentes ações que desenvolveram no decorrer desse período. É um trabalho cultural e social, com movimento sustentável”, analisou Gama.

Antes do início do circuito, Wilson Bley propôs a criação de uma cartilha com as entidades parceiras, a fim de “estimular a relação do BRDE no compromisso da Responsabilidade Social e Poder Público”. Também citou sobre o papel de desenvolvimento do banco, por meio de programas como BRDE Labs, que tem o propósito de acelerar o ambiente de inovação na Região Sul, esse ano com a proposta do tema ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português), assim como o Jovem Empreendedor, que consiste em oferecer linhas de crédito para incentivar geração de emprego e desenvolvimento de negócios para pessoas de 18 a 29 anos.

Foram apresentadas as principais ações do ano passado para fortalecer novos projetos para 2022

 

O Espaço Cultural BRDE -Palacete dos Leões, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul reuniu os principais parceiros estratégicos que fizeram parte da programação 2021 para evento de celebração, com apresentação de um relatório de atividades realizados ano passado, no fim da tarde dessa terça-feira (15).

Para o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, essa ação é uma forma de demostrar à sociedade que existe a intenção de que o espaço cultural seja um centro vivo para a população. “Trouxemos a retrospectiva das ações culturais no Palacete no ano passado, como uma forma de agradecimento àqueles que participaram e fizeram desse ambiente um lugar vivo, que pode devolver à comunidade um pouco daquilo que o banco faz através dos aspectos culturais”, comentou. Há projetos de renovar a continuidade dessas parcerias e fomentar o conhecimento da história. “Temos que socializar esse espaço , esse é nosso objetivo, onde as pessoas se orgulhem daquilo que aconteceu no Paraná, nas atividades econômicas que marcaram a nossa trajetória de desenvolvimento acelerado até hoje”, concluiu Bley.

A coordenadora do Espaço Cultural BRDE, Rafaela Tasca explicou que a apresentação passou pelos cinco pontos do programa: perfil do público, as exposições, as iniciativas na interface digital das pesquisas, especialmente a pesquisa que deriva o estudo sobre o ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) 11 meta 11.4. “Esse foi o primeiro encontro institucional, reconhecendo a ligação com essas pessoas tão importantes no dia a dia do Palacete”, analisou.

O evento teve a presença de artistas, pesquisadores, curadores e representantes das seguintes instituições: Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Museu Paranaense, Museu Alfredo Andersen (Wilson Andersen Ballão), Academia de Cultura de Curitiba, Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná, Associação Comercial do Paraná e Colégio Estadual do Paraná e Antônio Carlos Leão, que representa a família

Uma das ações em destaque na apresentação foi a respeito do artigo “Uma Equação para a Cultura: A Salvaguarda do Patrimônio Cultural e a Agenda 2030”, que aborda o case do Palacete dos Leões, como patrimônio histórico e simbólico do Paraná, exibido no Seminário Internacional de Economia e Políticas da Cultura e Indústrias Criativas. O seminário foi realizado pelo Observatório Itaú Cultural e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com a Unesco, em outubro de 2021.