BRDE

Relatório de Administração e Sustentabilidade do BRDE de 2017 está publicado no site do Banco
O Relatório de Administração e Sustentabilidade 2017 que está publicado no site do Banco site do Banco é um instrumento de prestação de contas aos governos dos Estados-controladores e, principalmente, à sociedade da Região Sul. Mais do que registrar o desempenho do BRDE no ano que passou, o Relatório celebra conquistas e desafios.
O ano de 2017 ficará marcado como um período de adaptação e superação para o BRDE. Em paralelo ao enfrentamento à conjuntura de baixo crescimento da economia brasileira e aos reflexos do contexto político turbulento, o Banco teve de se ajustar às transformações estruturais promovidas no sistema brasileiro de fomento e em seu principal fornecedor de funding, o BNDES. Frente a estes desafios, o BRDE buscou novas alternativas e soluções, não só alcançando resultados financeiros e operacionais positivos, como também abrindo novos caminhos e possibilidades para a construção de um futuro próspero e sustentável.
· Do ponto de vista financeiro e patrimonial, o BRDE superou de forma exitosa as dificuldades enfrentadas: o lucro foi de R$ 118 milhões, similar ao do ano anterior, levando o Patrimônio Líquido a superar R$ 2, 5 bilhões. No plano operacional, apesar do contexto recessivo e de estreitamento dos recursos disponibilizados pelo BNDES terem levado ao recuo do valor contratado e desembolsado, o BRDE manteve posição destacada no ranking dos repassadores de recursos daquele banco, mesmo atuando apenas em âmbito regional:
1ª colocação nos desembolsos na Região Sul
6ª colocação no total de operações indiretas
5ª colocação no produto BNDES Automático
4ª colocação nos programas agrícolas do Governo Federal
· O BRDE também se destacou como o maior repassador nacional de recursos do Programa INOVACRED da FINEP, que se destina a financiar projetos de inovação. Foram desembolsados R$ 194,4 milhões até o final de novembro de 2017, o que corresponde a 32,5% do total.
· O desempenho do BRDE produziu repercussões socioeconômicas importantes para o Sul. Foram 33.065 postos de trabalho criados ou mantidos – 6.613 diretos e 26.452 indiretos. As operações também geraram o recolhimento de ICMS incremental de R$ 359 milhões aos Estados-Controladores.
· Das 4.744 operações de crédito executadas pelo BRDE, 79% foram para micros, pequenas e médias empresas (MPMEs). A média de R$ 463 mil por contratação demonstra o compromisso do BRDE com o fomento ao desenvolvimento econômico e social sustentável para empreendimentos de todos os portes.
· Dentre os programas de crédito do banco, o destaque em 2017 foi o BRDE Produção e Consumo Sustentáveis (PCS), com R$ 482 milhões destinados a empreendimentos de desenvolvimento sustentável – econômico, ambiental e social – na Região Sul do país.
· O Programa BRDE Municípios foi ampliado, passando a oferecer às prefeituras dos três estados da Região Sul novas modalidades de apoio, mediante linhas de crédito e assistência técnica. O programa busca promover o desenvolvimento institucional e a infraestrutura econômica, social e turística, urbana e rural dos Municípios da Região Sul do Brasil, por meio de prestação de serviços e apoio a investimentos em gestão, e nos tecidos urbanos e rurais, visando o atendimento da demanda por serviços básicos e bens públicos, a melhoria da qualidade de vida da população e melhores práticas de gestão e de sustentabilidade.
· Somado o valor de R$ 2,2 bilhões das contratações aos recursos próprios dos investidores, o total aplicado nos projetos financiados pelo banco chegou a R$ 4,071 bilhões. Assim, o BRDE elevou para R$ 132,7 bilhões, em valores atualizados, o volume de recursos que aplicou nos seus 56 anos de atuação na Região Sul.
· Continuando sua política de preservar o emprego e a geração de renda, o BRDE firmou contratos de reestruturação de dívidas da ordem de R$ 182,1 milhões, num total de 220 operações, permitindo, com isso, a manutenção do funcionamento de várias empresas com baixo grau de liquidez no curto prazo, mas avaliadas como viáveis no médio e longo prazo.
· Na busca pela diversificação de fundings, o BRDE assinou, em dezembro de 2017, convênio com o Ministério do Turismo para operar com recursos do Fundo Geral de Turismo (FUNGETUR). Os recursos do fundo têm como objetivo financiar a implantação, ampliação, modernização ou a reforma de empreendimentos turísticos como hotéis, pousadas, restaurantes, agências de viagens e parques temáticos, entre outros. Os recursos serão utilizados por meio do programa “BRDE PROTUR”, criado em junho de 2017 com o objetivo de fortalecer a atuação do Banco no segmento mediante assessoria e apoio técnico, além do apoio creditício a empreendimentos prestadores de serviços reconhecidos pelo Ministério do Turismo como de interesse turístico, em estreita consonância com os objetivos estratégicos e as metas traçadas no Plano Nacional do Turismo – PNT.
· No mesmo sentido, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o BRDE assinaram em setembro de 2017 memorando de entendimentos, cumprindo uma das etapas do acordo de cooperação financeira entre as duas instituições. A parceria do BRDE com a AFD permitirá ao Banco incrementar o apoio a projetos voltados à produção e consumo sustentáveis. Com isso, o BRDE amplia suas fontes de recursos, garantindo novos investimentos nos setores produtivos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
· O BRDE, perseguindo continuamente o tema da sustentabilidade, ampliou seu comprometimento com a Agenda Ambiental do Setor Público – A3P, mediante acordo de cooperação, assinado em maio de 2017, com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Secretarias de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O objetivo do acordo é a promoção e divulgação da A3P entre os órgãos públicos da Região Sul. Cinco oficinas foram realizadas em polos regionais do RS, e outras estão programadas para Santa Catarina e Paraná. O benefício direto da agenda se move em seis eixos: racionalização do uso dos recursos naturais, a destinação correta dos resíduos, licitação e compras sustentáveis, construções sustentáveis, qualidade de vida no trabalho, sensibilização e capacitação.
· Pela esfera cultural, o BRDE renovou o contrato com a ANCINE para seguir como agente financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA por mais 5 anos. Nesse período, a previsão de repasses ao setor chega a R$ 5 bilhões.
· Como agente mandatário do Fundo de Apoio aos Municípios (FUNDAM) desde 2013, o BRDE já repassou mais de R$ 587 milhões aos municípios catarinenses. Esses valores foram aplicados na pavimentação de ruas, construção e ampliação de escolas e creches, transporte escolar, equipamentos de saúde, além de obras voltadas para saneamento, esporte, lazer e assistência social.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou contratos nesta quarta-feira (11) com produtores rurais e empresas de Londrina e região, no valor de R$ 43,5 milhões. A liberação dos recursos foi durante a Expolondrina 2018, na sede da Sociedade Rural do Paraná, com a presença do diretor de Operações do Banco, João Luiz Regiani.
Os contratos foram assinados com avicultores, a empresa Granjeiro, de Rolândia, cooperativas de crédito, a Cooperativa Integrada, de Londrina, e empresas dos setores do comércio, serviços e indústria. São recursos destinados a construção de unidades produtivas, aquisição de equipamentos, modernização, armazenagem e implantação de aviários.
O diretor Regiani aproveitou a ocasião para anunciar que, a partir de maio próximo, o Banco passará a operar o
Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, com um aporte inicial de R$ 50 milhões. “É a busca do BRDE por novas fontes de recursos, mantendo a missão do Banco de fomentar a economia e gerar emprego e renda”, disse Regiani.
“A liberação desses recursos reflete a trajetória do BRDE como banco de fomento à economia e indutor da geração de emprego e renda e a busca por novas fontes de recursos para ampliar ainda mais os seus serviços”, afirmou o diretor. Regiani lembrou a primeira parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o primeiro contrato internacional do BRDE.
Contratos – Foi assinada a renovação do convênio já existente com a Granjeiro, no valor de R$ 35 milhões, com a entrega simbólica de cheques a três produtores rurais integrados à empresa, os avicultores Alexandre Ogasawara, de São Sebastião da Amoreira, Jhessica Antunes Vallini e Otávia Maria Vallini,de Jataizinho.
Os três produtores integrados à Granjeiro financiaram no BRDE a construção de aviários. Ao lado da família, a produtora Otávia Vallini recebeu o cheque simbólico de R$ 685,5 mil e agradeceu o apoio do Banco. “Sem uma parceria como essa, fica difícil melhorar, produzir mais”, disse.
De São João do Ivaí, o casal Márcia e Ademir Molina recebeu um cheque simbólico no valor de R$ 1,4 milhão, para construção de dois aviários. Os produtores são integrados da Jaguafrangos. O contrato foi assinado em parceria com a Sicredi Paranapanema e a Sicredi União.
Com a Cooperativa Integrada, de Londrina, foi assinado contrato de R$ 4,8 milhões para aquisição de equipamentos e modernização das unidades de recebimento, beneficiamento e armazenagem de grãos dos municípios de Cornélio Procópio, Cambará, Bandeirantes, Mariluz, Goioerê e Andirá.
Também foi entregue um cheque simbólico à empresa Roldamax Indústria de Componentes para Esquadrias, no valor de R$ 525 mil. O investimento é para relocalização da empresa, cuja sede passará de Londrina para Ibiporã. A empresa fabrica esquadrias de metal para as linhas: madeira, móveis e vidro temperado.
A Hoftalon Centro de Estudos e Pesquisa da Visão, de Londrina, cliente do BRDE desde 2010, assinou financiamento de R$ 1 milhão. Os recursos serão destinados a procedimentos envolvendo o mutirão de cirurgias de catarata no munícipio. A meta é realizar 1.500 cirurgias em 2018, contribuindo para zerar a fila de pacientes que aguarda o procedimento.
Foram liberados ainda R$ 800 mil para a confeitaria Ateliê de Delícias, de Londrina. O proprietário, Nilo Hachimitsu, cliente do Banco desde 2011, solicitou financiamento para construção de uma unidade industrial de 650 metros quadrados e aquisição de equipamentos. “Sem o apoio do BRDE, esse sonho não seria possível”, afirmou.
Estavam presentes também a gerente de Planejamento da Agência Paraná, Lisiane Astarita, os assessores de diretoria Marcus Ferreira, João Carlos Kuritza, Carlos Kaust e Cacibo Buffara e o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Afrânio Brandão .
Exposição – O BRDE participou da Expolondrina 2018 com estande próprio e equipe técnica para atendimento a parceiros e novos clientes. O Banco disponibiliza linhas de financiamento para os diversos setores ligados à cadeia do agronegócio: armazenagem, pecuária de corte, avicultura, suinocultura, florestas e aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas.
Organizada pela Sociedade Rural do Paraná, a Expolondrina, é um dos maiores eventos de negócios e entretenimento do Brasil e tem grande importância para o agronegócio paranaense. Recebe todos os anos em torno de meio milhão de visitantes.
A feira reúne empresas e produtores que expõem a excelência genética da pecuária, novas tecnologias em máquinas e equipamentos, implementos agrícolas, setor automotivo, laboratório e indústria farmacêutica, instituições bancárias, telecomunicação, energia, informática, indústria do vestuário e acessórios, instituições governamentais e educacionais.
Na edição de 2017, participaram da Expolondrina 3.170 expositores e a movimentação financeira foi de R$ 570 milhões. As instituições financeiras presentes à exposição liberaram R$ 345 milhões em financiamentos para o setor rural. O BRDE assinou contratos com empresas e produtos no valor de R$ 21,4 milhões. A feira segue até o próximo dia 15.
Este ano o BRDE participa também na Expoingá que que acontece de 3 a 14 de maio. Na feira, que acontece há 46 anos, estão presentes os setores do agronegócio, indústria, comércio, serviços, gastronomia, entretenimento, lazer e cultura.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) liberou nesta quinta-feira (8), durante o Show Rural Coopavel, R$ 45,2 milhões em financiamentos a cooperativas, empresas e produtores rurais das regiões Oeste e Noroeste do Paraná. Os recursos serão investidos em armazenagem, construção de aviários e ampliação e modernização de unidades produtivas.
“Estamos solenizando hoje os bons resultados alcançados pelo BRDE em 2017, apesar da crise econômica, política e moral que o país atravessa”, disse o diretor-presidente do Banco, Orlando Pessuti. “Os recursos liberados aqui fazem parte do total de R$ 2,3 bilhões investidos pelo BRDE em projetos de desenvolvimento nos três estados do Sul”, acrescentou.
O diretor de Operações do BRDE, João Luiz Regiani, disse que o Banco está sempre ao lado do setor produtivo, mas que, sozinha, a instituição não conseguiria cumprir a missão de facilitar o acesso ao crédito de agricultores, empresas, indústria e comércio. “Por isso a importância dessa parceria com vocês, produtores, cooperativas e empreendedores”.
“O BRDE tem sido um grande parceiro nesses 40 anos da cooperativa”, disse o diretor vice-presidente da Coagru Cooperativa Agroindustrial União, Cavalini Carvalho. Ele e o diretor-presidente da cooperativa, Áureo Zampronio, receberam um cheque simbólico no valor de R$ 11 milhões. O valor contratado pela Coagru será investido na ampliação da unidade de recebimento e beneficiamento de grãos em Ubiratã, sede da cooperativa.
Cavalini Carvalho informou que os novos investimentos em armazenagem irão agilizar a entrega de grãos pelos produtores e possibilitar um aumento na capacidade estática da unidade de recebimento em mais de meio milhão de sacas. “Apenas com esses investimentos, teremos um crescimento superior a R$ 150 milhões no faturamento”, destacou.
O avicultor Nelson Alves, cooperado da Copacol, contratou R$ 695 mil para construção de um aviário para frango de corte, com 2.400 metros quadrados. “Sem essa parceria com o BRDE, seria praticamente impossível investir num novo aviário. Sem essa força, avicultores como eu não poderia fazer novos investimentos”, afirmou.
O presidente da C. Vale, Alfredo Lang, lembrou que o Banco financiou o primeiro armazém da cooperativa, em 1970. “Até hoje todos os investimentos da C. Vale passam pelo BRDE”, disse. “O BRDE é nosso suporte no desenvolvimento da cooperativa”. A C. Vale contratou R$ 3,4 milhões para investimentos em diversas unidades da cooperativa no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além da C. Vale e Coagru, foram repassados recursos também às cooperativas Frimesa, Coasul e Tradição, à Sociedade Garantidora de Crédito Garantioeste/PR, ao Supermercado Paraná, e a mais um produtor, o avicultor Joaquim Thomé. Estavam presentes o presidente da Frimesa, Valter Vanzela, o presidente da Coasul, Paulino Fachin, e o vice-presidente da Garantioeste/PR, Augusto José Sperotto.
Além dos diretores Orlando Pessuti e João Luiz Regiani, estavam presentes as gerentes da Agência Paraná do BRDE Tatiana Henn, Lisiane Astarita e Carmem Truite, e os técnicos Sérgio Hekave, Paulo Marques, Ronaldo Ribas, Luiz Antonio Werlang e Aurican Paiva de Siqueira, que faz atendimentos no escritório do Banco em Mato Grosso do Sul.
FINANCIAMENTOS LIBERADOS
COOPERATIVA FRIMESA: R$ 5 milhões
Investimento: modernização da unidade de abate de suínos em Medianeira.
COAGRU COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL UNIÃO: R$ 11 milhões.
Investimento: ampliação da unidade de recebimento/beneficiamento de grãos em Ubiratã, com aumento da capacidade estática de armazenagem dos atuais 28.680t para até 41.040t e ampliação da capacidade de secagem de cereais dos atuais 400 t/h para até 670 t/h.
C. VALE COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL: R$ 3,4 milhões.
Investimento: melhoria e modernização em diversas unidades da cooperativa no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
COOPERATIVA AGROPECUÁRIA TRADIÇÃO: R$ 6 milhões.
Investimentos: expansão das atividades da cooperativa – reforma, ampliação e melhorias operacionais nas novas unidades da Tradição em Mangueirinha e Condói, para aumento da capacidade de armazenagem estática e de secagem de grãos.
COASUL COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL: R$ 10,4 milhões.
Investimento: expansão das atividades de recepção/beneficiamento/armazenagem de grãos nas unidades de Francisco Beltrão, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro, para aumento da capacidade de armazenagem de cereais.
GARANTIOESTE/PR: renovação e ampliação do limite de contratação da sociedade garantidora de crédito em mais R$ 1 milhão.
SUPERMERCADO PARANÁ: R$ 7 milhões.
Investimento: construção da 7ª unidade do grupo empresarial em Goioerê.
AVICULTORES INTEGRADOS À COPACOL:
Joaquim Thomé Neto – R$ 761,4 mil.
Investimento: construção de um aviário (1.820 m²) e modernização de aviário já existente (1.260 m²) para criação de frango de corte.
Nelson Alves – R$ 655 mil.
Investimento: construção de um aviário (2.400 m²) para frango de corte.
Confira também a celebração da parceria entre BRDE e CRESOL.

A produtora de leite Marlene Kaiut, mutuária do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), fez palestra nesta terça-feira (6) no estande do Programa Oeste em Desenvolvimento, no Show Rural Coopavel, para contar como recuperou a leiteria da família, em Carambeí, Região dos Campos Gerais, que há 7 anos estava prestes a fechar. Hoje, a propriedade é referência em tecnologia na produção leiteira.
A recuperação da leiteria, que hoje produz 2.200 litros/dia, se deu a partir de investimentos em tecnologia, qualidade genética e instalações adequadas. A ampliação da sala de ordenha e a compra de equipamentos mais modernos para a unidade foram financiadas pelo BRDE. Como empreendimento-modelo, a propriedade recebe estagiários e a visita de produtores rurais do Paraná e outros estados.
Marlene contou que, por causa da situação financeira praticamente insustentável da leiteria, seu marido, que é produtor rural, queria desistir do empreendimento. Ela então, com 24 anos, uma filha, trocou o salto alto pela bota – trabalhava como modelo para grifes de roupas – e decidiu tocar a leiteria sozinha. O marido foi cuidar da lavoura.
Como produtora integrada à Frísia, Marlene conseguiu renegociar a dívida com a cooperativa e obter outro financiamento para as reformas emergenciais na propriedade. Aos poucos, os investimentos foram dando resultado, a produção aumentou, melhorou a qualidade e as dívidas foram saldadas. Marlene despontou como liderança na região e, como mulher de negócios, recebeu prêmios estaduais e nacionais com seu case de sucesso.
“Eu, que nunca tinha usado nem um chinelinho, passei a fazer tudo o que um homem faz, desde a ordenha até dirigir o trator, inclusive grávida de minha segunda filha. Sofri preconceito, fui discriminada, tinha funcionário que não queria receber ordem de mulher, enfrentei um problema grave de saúde da minha filha mais velha, mas superei tudo isso”, recorda Marlene, orgulhosa.
A propriedade, que no início do processo de recuperação financeira e aumento da produção tinha 60 animais, hoje abriga 200. “Tudo que passei valeu a pena. Quando gostamos do que fazemos, não tem como dar errado”, ensina a produtora.
Feira – O BRDE participa do Show Rural com estande próprio e equipe técnica para atendimento a clientes e parceiros. O diretor-presidente Orlando Pessuti e o diretor de Operações João Luiz Regiani estarão na feira na quarta (7) e quinta-feira (8), para acompanhar as atividades do banco. No dia 8, serão assinados contratos de financiamento entre o BRDRE, cooperativas e empresas da Região Oeste.
O Show Rural chega a sua 30ª edição neste ano. A expectativa da organização da feira é de um público de 250 mil visitantes e uma movimentação em negócios próxima de R$ 2 bilhões. Nesta terça-feira (6), a feira recebeu a visita do governador Beto Richa. Também visitarão o Show Rural os ministros Blairo Maggi, da Agricultura, e Ricardo Barros, da Saúde.
30 anos de Show Rural – O Show Rural teve sua primeira edição em 1989, com um dia de campo destinado a atender associados da Coopavel. Esse primeiro evento contou com 15 expositores e público de 110 pessoas para demonstrar novas técnicas de produção.

O BRDE participa mais uma vez do Show Rural Coopavel, que chega a sua 30ª edição em 2018. O evento acontece de 5 a 9 de fevereiro em Cascavel, Oeste do Paraná, o Banco estará presente com estande próprio e equipe técnica para atendimento a clientes e parceiros. Serão assinados contratos de financiamento com empresas da região durante a feira.
O Show Rural Coopavel funciona como um termômetro de mercado e tendências para o ano por ser o primeiro no calendário do segmento, e um dos maiores da América Latina. É destinado a divulgação de produtos e conhecimentos agropecuários relativos a produção e tecnologias voltadas para o campo.
A programação da feira de 2018 inclui venda e exposição de animais, palestras técnicas e lançamentos de máquinas, equipamentos e novas tecnologias. Além de representar uma oportunidade para o BRDE fechar novos contratos, a feira contribui também para reforçar parcerias.
Em 2017, a equipe técnica do BRDE atendeu produtores rurais, empresários do setor da agroindústria, fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas e empreendedores interessados em financiamento para projetos de energia. Foram liberados financiamentos a produtores rurais e empresas do Paraná e Mato Grosso do Sul.
História – O Show Rural teve sua primeira edição em 1989, com um dia de campo destinado a atender associados da Coopavel. Esse primeiro evento contou com 15 expositores e público de 110 pessoas para demonstrar novas técnicas de produção.
Com o crescimento, em 1995, passou a ser chamado Show Rural e a ter cinco dias de atividades. Hoje é realizado em uma área de 720 mil m2 e conta com a participação de 530 expositores. Na última edição, o evento teve mais de 253 mil visitantes e movimentou R$ 2 bilhões.
A Coopavel Cooperativa Agroindustrial, que promove o Show Rural, foi constituída em 1970 por 45 agricultores. Hoje a Coopavel tem relevante importância para o Oeste do Paraná e para o país, conta com mais de 4,8 mil cooperados e 5,8 mil colaboradores. Os produtos da Coopavel são vendidos para diversos países.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou nesta quarta-feira (24), na sede da instituição em Curitiba, acordo de cooperação técnica com a Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Cultura (FUNPAR). O acordo prevê ações conjuntas de apoio técnico e creditício aos municípios paranaenses.
As ações são voltadas ao apoio a projetos de prefeituras destinados à modernização da administração tributária e melhoria da qualidade do gasto público. A proposta é apoiar também projetos de mobilidade, acessibilidade, saneamento e outros serviços públicos. A FUNPAR oferece serviços aos municípios, como a elaboração de planos diretor e de mobilidade, pré-requisitos para acessar diversas linhas de financiamento operadas pelo BRDE.
Assinaram o acordo o diretor-presidente do BRDE, Orlando Pessuti, o diretor de Operações João Luiz Regiani, e o diretor-superintendente da FUNPAR, João da Silva Dias. Como testemunhas, assinaram o documento a vice-reitora da UFPR, Graciela Bolzón de Muniz, e o diretor de Administração e Finanças da FUNPAR, Enio Fabrício Ponczek.
“Nosso interesse é ajudar o Estado a evoluir”, disse João Dias, ao lembrar as ações da FUNPAR na elaboração de planos diretores dos municípios e projetos de mobilidade urbana. “E o BRDE é o parceiro ideal nesse trabalho, por isso agradecemos a oportunidade dessa parceria, que certamente terá bons resultados”, acrescentou.
Pela parceria, após os projetos elaborados, o Banco entrará com o financiamento de obras e processos. “Hoje, BRDE e FUNPAR estão dando um abraço, tamanha a importância dessa parceria”, disse o diretor-presidente Orlando Pessuti. “O Banco costuma fortalecer as boas parcerias que dão resultados positivos”.
Pessuti citou como exemplo parcerias que resultaram em novas fontes de recursos para o BRDE, tornando, por exemplo, a instituição agente financeiro do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Um acordo entre o Banco e a Ocepar, no final de 2017, pode tornar o BRDE também operador do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).
O diretor João Regiani lembrou que o BRDE mantém parcerias de sucesso com outras instituições financeiras e órgãos estaduais de desenvolvimento. “A FUNPAR se apresenta como um reforço nessas ações com parceiros e tenho certeza que, em conjunto, vamos atingir nossos objetivos, trabalhando pelo bem social do nosso Estado”.
Também acompanharam a assinatura do acordo o superintendente em exercício da Agência Paraná Sandro Hauser, o gerente Administrativo em exercício Sérgio Sato, a gerente de Planejamento, Tatiana Henn, a analista da Gerência de Planejamento Ronice Silveira, o professor Maurício Gobbi, do curso de Engenharia Ambiental da UFPR, e Bruno Kaesemodel, da Unidade de Captação da FUNPAR.
APOIO AOS MUNICÍPIOS
O Banco apoia municípios de toda Região Sul por meio dos programas BRDE Municípios, da linha PMAT Automático – para modernização da administração tributária – e Avançar Cidades, linha para projetos de mobilidade com recursos do FGTS.
Criado em 2015, o programa BRDE Municípios contribui para o aumento da capacidade de investimento dos municípios. Surgiu com três eixos principais de financiamento: Saneamento e Mobilidade Urbana; Infraestrutura social, urbana e rural e Desenvolvimento Institucional.
Em 2017, o programa foi ampliado e passou a contar com recursos do programa FINAME (BNDES/FINAME), do FGTS, da FINEP e outras instituições nacionais e internacionais de financiamento. Agora há mais opções de financiamento, contemplando operações tradicionais e novas fontes de recursos.
Um exemplo é o programa Avançar Cidades, do Ministério das Cidades, que tem o Banco como um dos agentes financeiros, utilizando recursos do FGTS. O BRDE é um dos agentes financeiros do programa.
O Avançar Cidades financia projetos voltados à melhoria da circulação de pessoas, incluindo qualificação viária, transporte público coletivo sobre pneus, transporte não motorizado e elaboração de planos de mobilidade urbana. Os recursos são oriundos do FGTS.
O BRDE financia pelo Avançar Cidades projetos de municípios com até 250 mil habitantes. São financiáveis: pavimentação de itinerários de transporte público coletivo urbano ou pavimentação de vias de um bairro ou de ligação entre bairros, vinculadas obrigatoriamente à execução de passeios com acessibilidade, microdrenagem e sinalização viária.
É possível também financiar obras de pavimentação, infraestrutura cicloviária, medidas de moderação de tráfego, iluminação pública, arborização, redes de abastecimento de água e redes de coleta de esgotamento sanitário.

O mundo dos negócios cada vez mais competitivo destaca a importância da aplicação de iniciativas inovadoras, por parte dos setores produtivos da economia, como forma de se manter ativos no mercado. Aprimorar processos e criar produtos diferenciados são fundamentais na busca pela competitividade de produtos e serviços.
O BRDE é apoiador da inovação, financiando projetos por meio da linha FINEP Inovacred e outras linhas de crédito convencionais destinadas ao setor. Hoje, o BRDE é o maior repassador da linha FINEP Inovacred no país. Nos últimos cinco anos, o Banco investiu quase meio bilhão de reais em inovação na Região Sul.
A linha financia empresas com projetos inovadores na área de produtos, processos, gestão e marketing, podendo financiar pesquisa, desenvolvimento e testes de conceito, simulações, adaptações de tecnologias e outros. Pela FINEP Inovacred, é possível financiar também a instalação de empresas dentro de parques tecnológicos.
O apoio a projetos de inovação não para de crescer no BRDE. Em novembro passado, o Banco e a FINEP assinaram memorando de entendimentos para ampliar a parceria entre as instituições, com a formulação de novos produtos e linhas a serem oferecidas a empresas ligadas à inovação.
Também pela linha Inovacred o BRDE fechou parceria com a empresa PGA Soluções em Tecnologia, para desenvolvimento de uma plataforma de atendimento a assessorias credoras. O contrato com a PGA foi realizado por meio de convênio firmado entre o Banco e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII).
MPME – Empresas e projetos inovadores também podem se enquadrar na linha MPME Inovadora, que fortalece a inovação no meio produtivo. São apoiados tanto projetos quanto aquisições de equipamentos no mercado interno por parte de empresas de todos os portes que investem em inovação.
O BRDE ainda é um dos principais cotistas do Criatec 3, Fundo de Investimento em Participação, criado pelo BNDES. O programa promove a capitalização e o crescimento rápido de micro e pequenas empresas inovadoras. O apoio é dirigido a diferentes setores: tecnologia da informação e comunicação, agronegócio, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais.
Saiba mais sobre as linhas de financiamento a projetos inovadores: entre em contato com a Agência Paraná do BRDE pelo telefone (41) 3219-8150 ou pelo e-mail brdepr@brde.com.br.

Como parte de sua política de Responsabilidade Socioambiental, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apoiou em 2017 no Paraná 36 projetos via leis de incentivos fiscais, no valor de R$ 1,2 milhão. Nesta quarta-feira (27), o diretor-presidente Orlando Pessuti recebeu, em Curitiba, entidades e instituições contempladas com os recursos.
“A presença de vocês hoje, nesse momento de celebração da fé cristã, valoriza o BRDE como instituição indutora do desenvolvimento, da geração de emprego e renda e também da promoção da cultura, do esporte, da saúde e da qualidade de vida das pessoas. Valoriza, porque as ações de vocês estão construindo um mundo melhor”, afirmou Pessuti.
Os contemplados foram parabenizados pela aprovação dos projetos e receberam cartas com os valores repassados. A superintendente da Agência Paraná do BRDE, Juliana Dallastra, abriu o evento falando dos esforços que o Banco faz todos os anos para continuar contribuindo com a inclusão social e um maior acesso das pessoas à saúde, esporte e cultura.
A gestora de Ações Estratégicas e Projetos do Hospital do Câncer de Londrina, Mara Rossival Fernandes, fez um depoimento emocionado, lembrando que há 9 anos a instituição passava por sérias dificuldades financeiras e buscou ajuda no BRDE.
“O BRDE entrou na nossa vida e não mediu esforços para nos atender. Hoje, o empréstimo está pago e o hospital passou de uma área de atendimento de 6 mil metros quadrados para 22 mil metros quadrados”, comemorou a gestora.
Pelas leis de incentivos fiscais, o Banco apoiou neste ano projetos em todo Paraná por meio da Lei de Incentivo à Cultura e ao Audiovisual (Lei Rouanet), Lei de Incentivo ao Esporte, os fundos para Infância e Adolescência (FIA) e Municipal do Idoso e o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON).
Contemplados – Entre os projetos aprovados estão o Esperança Solidária, da Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia e o projeto Qualificar – Ampliação e Garantida de Qualidade de Vida para Crianças e Adolescentes com Deficiências Múltiplas, do Pequeno Cotolengo do Paraná, ambos apoiados via Fundo da Infância e Adolescência.
Pela Lei Rouanet, foram selecionados, entre outros, os projetos do Instituto Cultural de Danças e Artes Folclóricas, da Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra, do Circo Zanchettini, da Coperarte – Sudoeste, da Harmonia Associação Cultural e Assistencial e da empresa Laz Audiovisual.
Pela Lei de Incentivo ao Esporte, foram contemplados os projetos Futsal na Escola, de Cascavel; Handebol de Ponta, de Ponta Grossa; Handebol Toledano, de Toledo; Jogando Pela Vida, de Francisco Beltrão, e o Programa de Fomento e Inclusão Social no Rugby em Cadeiras de Rodas, de Curitiba.
Pelo PRONON, foram aprovados os projetos dos Hospitais do Câncer de Londrina e Cascavel, da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e da Fundação de Estudos das Doenças do Fígado Koutoulas-Ribeiro (Hospital São Vicente), ambos em Curitiba. Pelo Fundo do Idoso, foi contemplado outro projeto apresentado pelo Hospital de Clínicas.
HOMENAGEADOS EM NOME DOS 36 CONTEMPLADOS
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
ASSOCIAÇÃO DE BAILARINOS E APOIADORES DO BALÉ TEATRO GUAÍRA
LAZ AUDIOVISUAL LTDA
ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE APOIO À CRIANÇA COM NEOPLASIA
PEQUENO COTOLENGO DO PARANÁ DOM ORIONE
SAÚDE ESPORTE – SOCIEDADE ESPORTIVA
FUNDAÇÃO ECUMÊNICA DE PROTEÇÃO AO EXCEPCIONAL
MARCELLO ANDRADE DOS SANTOS
EDITORA JORNAL DE BELTRÃO S/A
HARMONIA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ASSISTENCIAL
INSTITUTO CULTURAL DE DANÇAS E ARTES FOLCLÓRICAS
COPERARTE – SUDOESTE
UNIÃO OESTE PARANAENSE DE ESTUDOS E COMBATE AO CÂNCER
INSTITUTO DO CÂNCER DE LONDRINA
FUNDACAO DE ESTUDOS DAS DOENÇAS DO FÍGADO KOUTOULAS – RIBEIRO

As taxas de juros usadas nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão mudar a partir de 1º de janeiro de 2018. De acordo com lei publicada em setembro deste ano, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) será substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP).
A TLP será definida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais a taxa de juro real da NTN-B de cinco anos (média trimestral). A aplicação da taxa de juro real da NTN-B será gradativa, em cinco anos, de forma a reduzir o impacto da mudança. Então, em 2 de janeiro de 2018, a primeira TLP será igual à TJLP vigente na mesma data. Um redutor será aplicado na taxa de juro real da NTN-B de cinco anos. Este redutor será válido por um ano e irá subindo progressivamente até 2023.
Enquanto a TJLP era definida pelo Conselho Monetário Nacional a cada três meses, com base na meta de inflação para o ano mais prêmio de risco, a TLP utilizada pelo BNDES será divulgada pelo Banco Central mensalmente. A TJLP será mantida até o final da vigência dos contratos que estão em fase de desembolso e amortização, além das operações enquadradas ou aprovadas pela diretoria do BNDES até 31 de dezembro de 2017.
Com a mudança, a taxa antes subsidiada se iguala às pagas pelo Tesouro na tomada de empréstimos junto ao mercado. Ou seja, a nova taxa é definida sem interferências de ordem subjetiva que poderiam acontecer na TJLP. Os juros antes cobrados com base em dias corridos (365 ou 366) passam a ser cobrados com base em dias úteis (252 dias) e o que excede 6% a.a não será capitalizado, o que ocorria com a TJLP.
REGRAS NA PRÁTICA
Em operações do BRDE, até hoje os juros incidentes no financiamento são resultado da soma de 3 parcelas: TJLP + spread do BNDES + spread do BRDE. A partir da TLP, serão o produto de 4 parcelas: IPCA x parcela fixa da TLP x spread do BNDES x spread do BRDE.
Na forma de cálculo das parcelas, que vencem sempre dia 15, outra regra prática importante é em relação à taxa mensal do IPCA utilizada em cada parcela. Será assim: para o período de juros entre os dias 15 e 31 de cada parcela a vencer, será utilizado o IPCA de dois meses anteriores ao vencimento. Entre os dias 1 e 14, o IPCA de um mês atrás, sempre pro rata.

PORQUE A TLP É NECESSÁRIA
O crédito do Sistema Financeiro para recursos livres chegou a R$ 1.431,9 bilhão no mês de setembro de 2017, com juros médios de 23,2% a.a. e prazo de 24,1 meses para pagamento. Já o crédito com recursos do BNDES, no mesmo mês, chegou a R$ 504,3 bilhões, com juros de 18,6% a.a. para operações de capital de giro (46,6 meses).
Os bancos que trabalham com recursos livres emprestam num prazo menor e cobram mais caro, enquanto o BNDES promove um prazo maior cobrando menos, com base no custo menor proporcionado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O objetivo, na prática, é a aproximação das duas taxas.
Complementando a informação sobre o custo e prazo de operações com recursos BNDES, segundo dados do Banco Central, para investimentos em geral a taxa de juros média é de 10,9% a.a. com prazo de 129,9 meses. Para investimentos no agronegócio, a taxa de juros média é de 8,4% a.a., com prazo médio de 70,6 meses.
PROJEÇÕES COM AS MUDANÇAS
Segundo Paulo Cesar Starke Junior, chefe de gabinete da diretoria do BRDE, considerando a inflação projetada de 3,96% a.a. para 2018, segundo relatório FOCUS-BACEN de dezembro, e analisando, no início de dezembro, o comportamento dos juros reais da NTN-B, pode-se projetar a TLP próxima de 8% em até 3 anos.
“Considerando a gradativa elevação da TLP, confirmando-se a expectativa de retomada do crescimento da economia, necessariamente os spreads bancários, inclusive do BNDES, serão reduzidos”, diz Starke.
Para saber mais sobre a nova taxa de juros, a TLP, procure a equipe de atendimento da Agência Paraná do BRDE pelo telefone (41) 3219-8150 ou entre em contato por e-mail: brdepr@brde.com.br.

O BRDE e a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) assinaram protocolo de intenções com o objetivo de fortalecer a economia cafeeira do Paraná. As duas instituições trabalharão juntas para o credenciamento do Banco como agente financeiro do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e divulgação da oferta dos recursos disponíveis a cooperativas e seus cooperados.
A assinatura aconteceu durante o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, em Curitiba, no último dia 8. Neste ano, foram liberados R$ 3 bilhões do Funcafé aos agentes financeiros, o que representou 65,6% do total de R$ 4,60 bilhões repassados na atual safra cafeeira. Com o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura, o BRDE esperar operar em 2018 pelo menos R$ 40 milhões por meio do Funcafé.
“O Funcafé, que hoje já é demandado de uma forma bastante significativa em outras regiões do país, em especial Minas Gerais e Espírito Santo, poderá ter uma presença de liberação de recursos mais forte para a nossa cafeicultura, que também tem importância para o PIB agropecuário do nosso Estado. Por isso, nós só temos a comemorar a assinatura desse protocolo de intenções”, avalia o presidente do BRDE, Orlando Pessuti.
Homenagem – Cerca de 2 mil pessoas, de 47 delegações de cooperativistas de todas as regiões do Estado, entre cooperados, familiares e colaboradores, participam do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses. O evento é promovido tradicionalmente pelo Sistema Ocepar para celebrar as conquistas obtidas pelo setor ao longo do ano.
Durante o encontro, o diretor financeiro do BRDE, Odacir Klein, recebeu a Medalha do Mérito Cooperativista, entregue pela Ocepar, como reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao cooperativismo. “É muito significativo receber essa medalha da Ocepar, entidade modelo que implantou a autogestão, um processo tão necessário e importante do setor cooperativista”, afirmou Klein.
BRDE e cooperativas – Somente em 2017, o BRDE realizou mais de 4,6 mil operações de crédito, num total de R$ 1,98 bilhão em financiamentos, dos quais R$ 620 milhões realizados pela Agência do Paraná. Mais de R$ 244 milhões desse valor foram destinados a projetos relacionados às cooperativas do Estado. Nos últimos 10 anos, os financiamentos diretos a cooperativas paranaenses chegaram a R$ 3,9 bilhões, em mais de 400 operações de crédito.