BRDE

*Da Redação Bem Paraná

No momento em que a questão ambiental, em especial as mudanças climáticas, se tornaram uma preocupação mundial, o Banco Regional de Desenvolvimento da Região Sul (BRDE) chega a 2022 com um desafio ambicioso: tornar-se o primeiro ‘banco verde’ do Brasil. A idéia é privilegiar o financiamento de projetos sustentáveis, colaborando assim para que a Região Sul cumpra o compromisso assumido na COP26 de neutralização das emissões de carbono.

O responsável por essa missão é Wilson Bley, que assumiu a presidência da instituição em novembro, depois de já ter atuado como vice-presidente e diretor de operações do banco. Além disso, ele também assume o cargo com um objetivo ainda mais elevado: o de transformar o BRDE no maior banco de desenvolvimento do País. Para isso, ele tem como estratégia a pulverização do crédito como forma de ampliar a presença do organismo de fomento na região. Tanto que a carteira de financiamento do BRDE, que era de cerca de 800 contratos, cresceu para 9 mil, com um total de R$ 4 bilhões em recursos disponibilizados em 2021.

Para 2022, Bley vê um cenário nacional de preocupação com o aumento dos juros, mas de otimismo com a retomada econômica da região Sul, impulsionada pela agricultura e pela indústria de transformação. Em entrevista ao Bem Paraná, o presidente do BRDE projeta o futuro próximo da instituição de mais de 60 anos.

Bem Paraná – O senhor assumiu recentemente a presidência do BRDE, mas já foi vice-presidente e diretor de operações então conhece muito bem a instituição. Então eu gostaria de saber qual a avaliação geral que o senhor faz do ano de 2021 para o BRDE?

Wilson Bley – O ano de 2021 foi uma consolidação de várias possibilidades que nós encontramos frente ao processo da pandemia de 2019. A gente vinha em um planejamento que estabelecemos quando entramos no banco. Havia uma determinação do governador para que nós fossemos mais ‘pops’. Mais presente na sociedade tanto na discussão, quanto na formulação das políticas públicas e principalmente, na pulverização dos recursos. A gente vinha trabalhando com essa ótica. Criamos possibilidades novas de trazer recursos, novos ‘funds’ internacionais, o incremento dos ‘funds’ nacionais e também aplicação de recursos próprios em algumas linhas que pudesse dar essa pulverização. Aí veio a pandemia, bagunçou tudo. Mas nós entendemos que a pandemia, que poderia ser uma crise, poderia ser uma grande oportunidade para que a gente pudesse acelerar, a questão desses objetivos que foram planejados no início. E agora 2021 vem nessa consolidação, um horizonte de otimismo, embora estejamos agora enfrentando uma Selic alta. Mas a consolidação dos empréstimos internacionais, novas esteiras, toda a gestão de documentos feita de forma remota, o trabalho virtual que nos trouxe produtividade. Esse ano a gente olha com olhos de sucesso. Vamos passar de R$ 4 bilhões em novas contratações. Uma inadimplência extremamente baixa, de no máximo 0,42%, 0,45%. São quase 9 mil contratos diretos. Temos a parceria com as cooperativas de crédito, o segundo piso, que dá uma pulverização ainda maior desses recursos. O tícket médio diminuiu. E a gente vê com muito otimismo 2022, na consolidação desse processo de deixar o BRDE menos sisudo e mais próximo da sociedade.

 

MEIO AMBIENTE

Metas alinhadas à COP26

 

Bem Paraná – A questão ambiental, em especial as mudanças climáticas são uma preocupação mundial hoje. Como a ideia do banco verde se insere nesse cenário?

Wilson Bley – Nós temos desafios. Estar contemporâneo ao discurso, estar atento ao que a sociedade exige. ESG (em inglês Environmental, Social and Governance, que significa Governança Ambiental, Social e Corporativa) é algo que nós tratamos lá no banco há um tempo. Já tínhamos produtos, o PCS (Produtos e Consumo Sustentável). Já era um produto alinhado à questão de sustentabilidade. Nós criamos programas novos e conseguimos olhar o futuro e identificar que o banco pode ser o primeiro banco verde do Brasil. Identificando questões de sustentabilidade, podendo apoiar projetos da sociedade, podendo financiar com condições diferenciadas para aqueles que estejam alinhadas às metas da COP26, quanto à neutralização do carbono e a mitigação do metano. Este é o projeto que nós temos. Tem dois desafios: um interna corporis. A gente nas nossas ações ter a preocupação diária com a sustentabilidade, e quando a gente trata com os nossos clientes cria algo que eles possam ter o mesmo alinhamento, possam nos acompanhar. Eu acho que a precificação diferenciada, uma esteira diferenciada traga um estímulo maior. E aí a gente vai ter bons clientes parceiros nesse desafio que já foi estabelecido, e que o Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul são signatários deste compromisso da neutralização da emissão de carbono.

BP – Muitos organismos internacionais também têm se comprometido a alocar recursos para projetos e iniciativas na área ambiental. O BRDE pode firmar parcerias com essas instituições no sentido de atrair mais investimentos para o setor no Brasil?

Bley – Nós temos alguns empréstimos internacionais, que nos oferecem ‘funds’ em condições muito especiais. Temos com o Banco Europeu, com a Agência Francesa de Desenvolvimento, com o Banco de Desenvolvimento da América Latina – CAF. A gente conversa agora com a Fonplata, com a Jica. E já temos quatro contratos com três instituições: uma com o BID, outra com o NDBI e outra com o Bird, em processo já assinado, comprometido o recurso, esperando apenas a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) nos dar o aval da operação já que ela tem uma garantia soberana, e o contra garantidor foi assumido pelos estados. E a gente vê, com isso, que nós temos uma capacidade ainda maior, de vender essa imagem, de dizer dessa aderência às ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Com essa questão de sustentabilidade. A gente tem a possibilidade de angariar outros recursos, quem sabe até recursos a fundo perdido. Aqui no Paraná nós temos a SPVS (Sociedade de Pesquisa sobre Vida Selvagem), a Fundação Boticário, projetos de prefeituras.

 

PULVERIZAÇÃO

‘Aprendemos com a pandemia’

 

BP – Outro desafio que enfrentamos atualmente é a retomada da economia após a pandemia da covid. Quais as iniciativas do BRDE em relação a isso?

Bley – Nós temos um grande objetivo, além desse banco verde, ser maior e melhor, a gente tem um objetivo estatutário e social que nos motiva e nos dirige. A gente precisa desenvolver economicamente os estados e gerar emprego e renda. Eu creio que não existe política social melhor do que a gente gerar emprego. Eu sempre falo que a cada empreendimento, nós temos um empreendedor, mas quantos empregos diretos e indiretos a gente movimenta nessa escala de poder fornecer um empréstimo de longo prazo para a amortização. Nós temos um grande diferencial dos bancos comerciais. A gente aposta no sucesso do empreendimento. A gente assume aquele empreendimento como um padrinho. Apostando que a realidade que está lá projetada se confirme. Porque por trás dela todo um desenvolvimento social se faz. Eu quando cheguei no banco a gente tinha algumas operações. A característica do banco era fazer poucos contratos, ticketes maiores. Apoiando alguns setores de forma preferencial. Não que nós vamos mudar essas condições. Mas a gente tem que aprimorar essa questão do crédito. Com a pandemia a gente aprendeu. Eu falava sempre para a minha equipe, que por trás daquele pedido de financiamento, e quando a gente falava ‘não’ a eles, a gente não estava fechando uma porta de financiamento. A gente estava fechando a porta de uma realidade, de um sonho que foi criado por aquele empreendedor. Então nós tínhamos que trabalhar de uma forma de estar próximo dele, de dar alento naquele período que era muito difícil. Saímos de 800 contratos para 9 mil contratos. Operações de segundo piso que a gente pensava em não fazer dentro do banco, a gente teve a CAF, o Sebrae, sociedades garantidoras de crédito. Reforçamos as parcerias com as cooperativas de crédito e produção que são nossos grandes parceiros. E acho que com isso nós cumprimos com esse objetivo social dentro da parcela que nós poderíamos atender. No ano passado, nós colocamos 100% das nossas possibilidades de ‘fund’. Nesse ano, da mesma forma. Então acho que esse desafio social, alinhada a essas questões de querer ser o maior e melhor banco de desenvolvimento do Brasil, do banco verde, são motivações e mantras que falamos diariamente no sentido de ter um alinhamento com a sociedade. Todo banco tem uma forma um pouco sisuda de trabalhar. O BRDE talvez um pouco mais, até pelos 60 anos de história. De ser um banco com governança de três estados, no Codesul com quatro estados. Mas nós tínhamos que estar contemporâneos, discutindo com a sociedade. Eu fiz como diretor de operações mais de 200 reuniões aqui no Paraná, corri todas as associações de municípios, associações comerciais. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul não foi diferente. Recebemos muitas críticas. Mas recebemos muitos desafios e principalmente, o que pudemos ver é que temos uma imagem muito consolidada de respeitabilidade, confiança, transparência e assertividade na entrega do crédito. Eu estou muito feliz. Me sinto hoje família BRDE. Já tive uma vida profissional ocupando outros cargos na administração pública. Fui secretário de Estado. Estive com o governador no Paranacidade. E parece que as coisas se casam. Eu assumi a indicação do governador com o grande desafio de dar uma resposta. E a resposta maior é essa resposta social. Essa resposta social com o banco verde, nós vamos ter um sucesso enorme. E aí eu posso projetar que nós seremos o maior e o melhor. É claro que ser maior que o BNDES não é um desafio pequeno. E talvez possa não ser alcançado, mas é bom um desafio grande porque faz a gente trabalhar mais.

BP – Como o senhor vê o cenário econômico brasileiro para 2022?

Bley – Eu vejo dois cenários. Um cenário nacional de preocupação. Uma Selic alta. Majoração dos juros. Alguns estados não estão performando, não estão tendo bons resultados. Vejo por outro lado que o Sul do Brasil tem respostas melhores. E vejo na movimentação e nos pedidos de crédito que a economia está muito aquecida no Sul do Brasil, principalmente por força da nossa agricultura. As indústrias de transformação estão vendo que vender apenas o commodities não seja o mais razoável. Agregar valor a esse commodities, transformar milho em um produto, o porco em outro, acho que é isso que está motivando e nós temos esse cenário com bons resultados na oferta de emprego e da nossa economia. Agora, assim, é sempre uma preocupação, para quem está desse lado do balcão do banco é olhar com uma certa preocupação porque se aumentar muito o juro a inadimplência sobe também, diminui a possibilidade de a gente entregar mais crédito, mas a gente tem que se customizar à realidade. É isso que nós estamos fazendo. Eu me reúno com o G7 a cada quinze dias. Me reúno com várias associações no sentido de entender movimentos. Como foi feito na pandemia. Teve uma situação que nós tivemos de geração de emprego. A Abrasel trouxe uma proposta da gente patrocinar um curso técnico para a área deles. A gente junto com a Fomento Paraná apoiou. Eu fiquei muito feliz que dos 162 capacitados, os 162 saíram com emprego, e com um grande emprego. Inclusive com a possibilidade, logo depois nós customizamos um produto chamado ‘jovem empreendedor’, para eles se tornarem, futuramente em empreendedores. Agora digo para você, preocupação diária, principalmente com as movimentações políticas que podem melhorar as situações ou piorar.

A artista Ercy Arias Zendim foi selecionada para a mostra com duas obras da série “Tabuleiro” que foram as escolhidas por cerca de 20% dos visitantes que votaram

A 1° Mostra Visões da Arte concedeu a Menção Honrosa – Voto Visitantes à artista Ercy Arias Zendim, Cerca de 20% do total de votantes escolheu as duas peças da série “Tabuleiro” como suas preferidas. O certificado foi entregue à artista pela representante do júri, a curadora Waltraud Sekula, alguns dias após o enceramento da mostra, que esteve em cartaz no Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões entre 07 e 17 de dezembro de 2021.

Duas telas da série "Tabuleiro", de Ercy Arias Zendim, na 1° Mostra Visões da Arte. A artista recebeu Menção Honrosa pelo voto dos visitantes.

A artista disse que recebeu com surpresa o anúncio e que está muito feliz por sua obra ter sido escolhida pelo público. “Quanto a obra já há um tempo que eu tenho desenvolvido essa técnica, esses quadradinhos da série Tabuleiro. Bem cheia de sentimentos e emoções, mesmo assim coloridos e alegres. Porque quando a gente pinta libera os sentimentos e minha principal intenção é levar alegria para as pessoas em formas e cor”, analisou.

Waltraud Sekula ressaltou que a seleção para a Visões da Arte foi aberta a todos os estilos, sem delimitar estéticas datadas ou se restringir a produções categorizadas como arte contemporânea. O que permitiu, por exemplo, a mostra receber obras da linha pictórica ou de estáticas mais tradicionais. “Essa mostra foi muito diferenciada. Ela atingiu aquilo que se propunha, inclusive para mudar a cabeça do próprio júri”, declarou.

“Existe o artista que é de salão, aquele que é de salão e galeria, e o artista que é de galeria e residência, o qual a pessoa até pode pensar como arte decorativa. O leigo não é obrigado a entender o que o artista está fazendo. O que ele tem que entender é o que ele quer levar para dentro da casa dele”, disse ao analisar a relação do público visitante com as obras apresentadas.

Premiados

A 1° Mostra Visões da Arte foi realizada pela Academia de Cultura de Curitiba (ACCUR) em parceria com a Associação dos Artistas Plásticos do Paraná (APAP/PR) e tem a Associação Comercial do Paraná (ACP) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) como correalizadores.

A exposição foi viabilizada por meio de edital e seu objetivo era selecionar artistas associados às duas entidades artísticas para participarem de uma exposição coletiva. O primeiro lugar do prêmio foi para o artista Alfi Vivern, que recebeu R$ 6 mil. Em segundo lugar, o artista Carnade levou R$ 2 mil. E, em terceiro lugar, o artista Di Magalhães ganhou R$ 1 mil.

Além dos premiados que foram selecionados pela banca julgadora composta por Fernando Bini, Sabine Feres e Waltraud Sékula, alguns artistas também receberam uma menção honrosa. São eles: Giovanna Hultmann, Joseli Cliton Bezerra e Georgiana Vidal.

O prefeito Rafael Greca, acompanhado do secretário de Finanças, Cristiano Hotz, recebeu do presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, o Troféu BRDE 60 Anos

O prefeito Rafael Greca recebeu, nesta terça-feira (21/12), no Palácio 29 de Março, a visita do presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski, que assumiu o cargo em 3/11. No encontro, foram discutidas possibilidades de financiamento da instituição para projetos dentro do plano de retomada econômica do município.

“O BRDE é um parceiro importante de Curitiba, com sede aqui na capital, no Palacete dos Leões, no Alto da Glória. Discutimos projetos para nossa retomada econômica e o banco aceitou compor o rol de patrocinadores da nossa Oficina de Música” disse o prefeito, que estava acompanhado do secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Cristiano Hotz, e do chefe de gabinete, Francisco Assis. A 39ª Oficina de Música de Curitiba acontece de 16 a 30 de janeiro de 2022.

“Estamos muito interessados em financiar projetos em Curitiba, inclusive na área de turismo”, disse Bley. Natural da Lapa, ele ocupou os cargos de vice-presidente e diretor de operações antes de se tornar presidente da instituição. Na ocasião, ele entregou ao prefeito o Troféu BRDE 60 anos , homenagem concedida pelo banco aos parceiros e clientes históricos, como a Prefeitura Municial de Curitiba.

O banco, que completou 60 anos em 2021,  atua nos três estados do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e no Mato Grosso do Sul. Segundo o BRDE, as contratações em 2021 devem bater na casa dos R$ 3,5 bilhões. Em 2020, foram R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão foi em aprovações no Paraná. Tem uma carteira de 32 mil clientes em 1.285 municípios.

*Fonte: SMCS/ Prefeitura de Curitiba

A APAE – Ipiranga atende crianças, jovens e adolescentes que tenham alguma deficiência física e mental

No pequeno município de Ipiranga, no interior do Paraná, adolescentes e jovens com deficiência mental, física e múltipla vivem em condições de vulnerabilidade. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, APAE de Ipiranga, promove a inclusão, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento da autonomia dessas crianças e jovens com deficiência. Assim, facilitando a integração na família, na escola e na comunidade.

O trabalho desenvolvido pela ONG, inclusive, está alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (ODS). São eles: Educação de qualidade (ODS 4) e Igualdade de gênero (ODS 5).

A fundação da APAE – Ipiranga ocorreu em 1989, por um grupo de pais e amigos da comunidade no município. “A APAE de Ipiranga atende pessoas com algum tipo de deficiência. Além disso, somos a única instituição do município que atende esse público”, conta Luciane Cominesi, assistente social da ONG.

Dentre seus atendimentos, a APAE de Ipiranga presta apoio educacional especializado à Escola Zilda Arns, que atualmente atende 114 alunos e à saúde do município, com uma equipe mantida pelo SUS (composta por fonoaudióloga, fisioterapeuta, psicóloga, assistente social, terapeuta ocupacional e neurologista). “Também ofertamos o serviço de assistência Social aos que necessitarem, pois somos uma instituição de defesa à garantia de direitos”, diz Luciane.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contribuiu para o custeio do projeto “Quebra-nozes”. Os objetivos do projeto foram ofertar aulas de balé os usuários como uma forma de prevenir o isolamento e possíveis violações de direitos. Além disso, visa o desenvolvimento de habilidades como empoderamento, protagonismo e sentimentos de pertença.

“O projeto Quebra-Nozes foi muito importante para nós. Nossos usuários tiveram a possibilidade de ter aulas de balé com um professor capacitado e acesso a todo material necessário para que essas aulas acontecessem. Sem o apoio do BRDE, a APAE não poderia oferecer esta oficina e podemos afirmar que o apoio veio para propiciar aos alunos oportunidades de aprender alguns passos e coreografias do balé e, assim, realizar apresentações em nossa cidade e em cidades vizinhas”, conclui a assistente social.

Para o banco que, assim como a APAE – Ipiranga, se preocupa com os ODS, sente-se orgulhoso em apoiar um projeto e uma instituição que transforma a vida de crianças e jovens. “Transformar o futuro e tornar o mundo um lugar melhor. Esses são os objetivos que a APAE – Ipiranga e o BRDE trazem em comum”, afirma o presidente do BRDE, Wilson Bley.

As nove startups finalistas apresentaram suas soluções em transmissão pelo Youtube nesta quarta-feira (15)

As nove startups aceleradas pelo programa BRDE Labs 2021, apresentaram suas propostas no “Final Pitch”, transmitido pelo canal oficial do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Youtube. Foram 177 startups que se inscreveram nessa segunda edição deste ano em parceria com a Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Amcham Brasil.

“O BRDE Labs 2021, com foco na indústria, cumpre seu objetivo como um ecossistema de inovação aberta para promover e capacitar as startups, aproximando Governo do Estado, universidades e o programa, com estratégias baseadas no tripé conhecimento, inovação e aceleração. Ou seja, soluções que criam forma e novos negócios, de acordo com a dinâmica dos novos tempos”, analisou o presidente do BRDE, Wilson Bley.

Números

As startups finalistas apresentaram suas soluções, após uma avaliação de uma banca composta por especialistas em inovação e tecnologia. Foram selecionadas nove empresas âncora no programa, com inscrição na fase inicial de 177 startups, sendo 58 selecionadas para pitches e 18 delas passaram para a fase de imersão.

As nove startups finalistas escolhidas pelas empresas:
Angelus – Agidesk
Agrocete – Área Argumented
Coop Agrária – Digitalk
Ibema – Logreversa
Furukawa – James Tip
Enaex – Specrux
Doce D’Ocê – Optime
Leclair – Seek
Vetore – Checklist Fácil

Todas foram para o ciclo de aceleração, com mentorias especializadas e workshops, o que resultou em dois contratos assinados, nove provas de conceito e sete negociações em andamento.
Na área de conhecimento, o BRDE Labs teve 54 horas de formação e uma masterclass e ainda 16 lives de conteúdo, com mais de 4 mil pessoas impactadas, que pode crescer ainda mais, ao ser acessado o canal do BRDE.

O superintendente do BRDE Paraná, Paulo Starke acompanhou o “Final Pitch”, onde ressaltou o alto nível das apresentações das startups e lembrou o programa do ano de 2020, com foco no agronegócio e esse ano às grandes indústrias associadas. “Para o próximo ano, vamos inserir o tema ESG, que trata sobre investimentos com critérios de sustentabilidade, mote do banco que se posiciona nessa área”, concluiu Starke.

Sobre o programa

O BRDE Labs foi elaborado com o objetivo de capacitar e acelerar o desenvolvimento do estado do Paraná aproximando as startups do Governo, Universidade, Indústrias e o BRDE para a geração de inovação. O foco do programa será a aceleração das startups selecionadas e conexão com as grandes indústrias do Paraná.

Mais informações no site https://www.brdelabs.com.br/pr/

O recital contou com 35 jovens cantores e instrumentistas de Piraquara-PR, todos atendidos pelo trabalho da Associação Beneficente São Roque

O retorno ao trabalho presencial, nesta quarta-feira (15/12), de 70% (setenta por cento) dos funcionários da agência do BRDE em Curitiba-PR foi marcado por apresentação musical com temática natalina do Conjunto de Cordas e Coro Juvenil Gato na Tuba, projeto da Associação Beneficente São Roque (ABSR). O grupo artístico visitante era composto por 35 jovens cantores e instrumentistas de Piraquara-PR, cidade onde a ABSR mantém atividades desde 2008. Todo o evento foi transmitido por videochamada, assim os colaboradores em trabalho remoto puderam apreciar a apresentação.

O programa deste recital incluiu a execução pelo conjunto de cordas das peças “Valsa n°2” de Dmitri Shostakovich e “With or Without You”, da banda irlandesa U2. Na sequência, o coro, sob a regência do músico e arranjador Carlos Todeschini, apresentou as músicas ‘De magia de dança e pés”, de Milton Nascimento, “All you need is love”, conhecida canção da banda inglesa The Beatles, com trecho incidental de “Pais e Filhos”, de Renato Russo, e finalizou a apresentação com “Uma canção é para isso”, de Samuel Rosa e Arnaldo Antunes, todas com a participação da coordenadora cultural da ABSR e pianista, Ana Cristina Lago.

A São Roque é uma organização sem fins econômicos, fundada em 1988, cuja sede administrativa fica no bairro Bacacheri, na capital paranaense. Na comunidade Guarituba, em Piraquara, a associação promove programas culturais, com os núcleos de música e literatura, e parte do programa de assistência social. O BRDE apoiou as atividades da São Roque em 2020 e em 2021, via Lei de Incentivo à Cultura.

A missão da São Roque é promover a garantia da convivência familiar e comunitária de pessoas em situação de vulnerabilidade social e risco, como também o atendimento aos direitos e interesses dos atingidos pela hanseníase e seus familiares. É declarada entidade de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal. Inscrita no Conselho Municipal de Assistência Social de Piraquara, no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Piraquara e possui o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS).

As assinaturas dos contratos ocorreram em solenidade durante o Fórum Pato Branco – Cidadão Para o Mundo na última sexta-feira (10).

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) promoveu solenidade de assinatura de contratos de financiamento com empresas, cooperativas e produtores rurais na sexta-feira (10/12), durante o Fórum Pato Branco – Cidadão Para o Mundo 2021. O valor total dos contratos assinados na ocasião ultrapassa R$60 milhões. O evento contou com a participação do diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira.

Essa rodada de assinaturas abrangeu 13 (treze) contratos, sendo 4 (quatro) firmados com clientes próprios do BRDE e outros 9 (nove) negociados por instituições conveniadas, como Cresol, Sicred e Sicoob, que, como lembrou o diretor Borges da Silveira em seu discurso, possuem mais “capilaridade”, ou seja, mais postos de atendimento o que torna as linhas mais acessíveis aos produtores rurais. Entre os contemplados estão um hotel, uma indústria de laticínios, duas cooperativas agroindustriais e nove agricultores. Todos contemplados receberam o Trófeu BRDE 60 Anos, homenagem que o banco ofereceu em 2021 aos clientes e parceiros.

Os recursos serão usados para ampliação de instalações, aquisição de equipamentos, ampliação de capacidades de armazenamento, correção de solo e irrigação. Além destes, destacam-se contratos para a instalação de sistema fotovoltaico em propriedades rurais como a finalidade de produzir energia limpa. Foram 4 (quatro) liberações com este propósito. As contratações de valores mais expressivos foram da Coasul Cooperativa Agroindustrial, no valor de R$ 35 milhões, e da Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição), no valor de R$ 15 milhões.

Convidado a falar em nome dos clientes do BRDE, o presidente da Coopertradição, Julio Tonus, agradeceu a colaboração do banco por apoiar a cooperativa desde seu surgimento. “São 18 anos da Coopertradição, temos hoje 13 (treze) entrepostos, com a matriz. Temos uma grande indústria de soja, de trigo e estamos faturando R$ 2 bilhões este ano. E 100% de todo investimento foi com o BRDE. Ele que abriu as portas para nós lá atrás, com uma simplicidade, honestidade e transparência que nos deixa muito feliz”, comemorou.

O prefeito de Pato Branco, Robson Cantu, ressaltou a importância dos contratos com a finalidade de produção de energia limpa nas propriedades rurais e revelou que a prefeitura planeja adaptar todos os edifícios públicos com fornecimento de energia produzida por placas fotovoltaicas. “O Paraná hoje é referência em alimentos e grãos e o BRDE tem uma participação muito grande nisso. Quando vemos aqui pequenos produtores sendo agraciados com um financiamento desse isso é muito importante. É isso que nós temos que fazer. O dinheiro tem que ficar no Sul e quando fica no Paraná, a gente dá mais emprego”, declarou.

Em sua fala, ao fim da solenidade, o diretor Borges da Silveira rememorou sua chegada a Pato Branco, há 55 anos, e disse que não se cansa de divulgar o progresso que a cidade tem alcançado. Também lembrou da homenagem que o BRDE recebeu do Sistema Ocepar, no início deste mês de dezembro, como grande parceiro das cooperativas. “O cooperativismo reconhece que sua evolução no Paraná teve a participação do BRDE e continua tendo. O setor cooperativista representa de 40% a 50% de todos os financiamentos que o banco realiza”, analisou.

“Faço votos que o dinheiro que vocês vão aplicar se multiplique. E cada vez mais vocês melhorem as condições e gerem mais empregos para fortalecer ainda mais essa belíssima região que é o sudoeste do Paraná”, é o que desejou o diretor do BRDE aos novos mutuários.

Em sua passagem pela capital do sudoeste paranaense, o diretor Borges da Silveira também visitou obras do Pato Branco Shopping previsto para ser inaugurado em Abril de 2022, e que foi financiado em parte pelo BRDE.

FORÚM

O Fórum Pato Branco – Cidadão Para O Mundo ocorreu de 09 a 11 de dezembro no Largo da Liberdade em Pato Branco-PR. Escritores, professores, economistas, jornalistas, médicos, advogados, engenheiros, poetas, políticos, cientistas políticos, músicos, artistas plásticos e empresários que possuem ligação com a cidade proferiram palestras e participaram de painéis no Fórum. O evento fez parte da semana de comemoração oficial da emancipação do município de Pato Branco (PR).

Na condição de quem já residiu e participou da sociedade patobranquense, o diretor Borges da Silveira fez participação em três painéis do Fórum. O convite foi motivado pela experiencia dele em mais de 15 (quinze) anos como médico em Pato Branco, sendo um dos responsáveis pela implantação da saúde pública na região sudoeste do estado, e ter alcançado proeminência na política nacional como ministro da saúde e deputado federal durante a constituinte.

O fórum foi todo transmitido pelos perfis em redes sociais do evento, como no Youtube onde todos os painéis estão disponíveis. Para assistir à solenidade com a assinatura dos contratos, acesse aqui à transmissão.

Iniciativa, criada em 2019, foi retomada pela presidência do banco num momento menos crítico da pandemia. Com esses diálogos, o BRDE tem a ideia de se colocar à disposição para àqueles que têm interesse na participação do banco em seus municípios, associações, cooperativas e empresas.

Continuando o projeto que iniciou em 2019, antes da pandemia, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) voltará a fazer seus encontros regionais das rodadas de negócios neste fim de ano e a partir de 2022. Passado o período mais crítico da pandemia, o banco levará informações das linhas de crédito disponíveis para o Interior do Estado.

“Este foi um projeto que iniciamos em no começo da gestão, mas, com a pandemia, teve que ser interrompido. Esta é uma forma de se aproximar da população e dialogar, criando políticas públicas e novas iniciativas com esses encontros”, afirma o presidente do BRDE, Wilson Bley.

Com esses diálogos, o BRDE tem a ideia de se colocar à disposição para àqueles que têm interesse na participação do banco em seus municípios, associações, cooperativas e empresas. “Queremos uma instituição atuante, que ajude as regiões a crescerem e se desenvolverem. Nós podemos trabalhar juntos e vermos muitos frutos desta parceria”, pontua Bley.

A iniciativa no Paraná foi feita pela presidência do BRDE por determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

RETOMADA

Em 2019, o banco já tinha uma visão de se aproximar mais da sociedade, trazendo políticas públicas que beneficiam a todos. À época, alguns encontros foram marcados. Agora que esta estratégia está sendo retomada, o BRDE também aproveita para homenagear os parceiros da instituição nos últimos 60 anos. Por isso, durante os encontros, o BRDE também irá entregar troféus simbólicos dessas parcerias.

Das homenagens já feitas, foram entregues aos conselheiros e ex-conselheiros in memorian do BRDE, ao Conselho de Políticas Públicas para Juventude da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho do Paraná, e também ao Secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara.

Foram entregues, ainda, à Assembleia Legislativa do Paraná, ao Tribunal de Justiça do Paraná, ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná e ao procurador-geral da Justiça do Paraná, Gilberto Giacoia.

O presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves, e os diretores do BRDE Marcelo Haendchen Dutra e Vladimir Arthur Fey também foram contemplados. Em uma reunião presencial, a diretoria do banco também homenageou o G7.

“Gosto de dizer que o BRDE é um grande mosaico com pessoas que construíram tudo isso. Nós, da diretoria, somos passageiros. Por isso homenagear aqueles que sempre tiveram importância, sempre foram parceiros”, destaca Bley.

O vice-governador Darci Piana e representantes do Governo receberam, na tarde desta quinta-feira (09), o Embaixador do Grão-Ducado de Luxemburgo no Brasil, Carlo Krieger, para apresentar os potenciais de investimentos do Paraná.

No encontro, o embaixador teve a oportunidade conhecer os projetos nas áreas de infraestrutura, investimentos, agronegócio, economia, turismo, ciência e tecnologia e ensino superior.

Darci Piana ressaltou que o Paraná tem buscado, desde o início da gestão do Governador Carlos Massa Ratinho Junior, atrair o interesse de investidores estrangeiros a fim de tornar o Estado uma referência nos mais diversos setores.

“Nós tínhamos a meta de atrair durante os quatro anos de gestão R$ 40 bilhões em infraestrutura no Paraná. Mesmo com todas as dificuldades da pandemia, o Paraná já atraiu mais de R$ 86 bilhões de recursos de investimentos”, afirmou o vice-governador.

Somente no setor de infraestrutura, o Paraná busca junto aos investidores internacionais o novo modelo de concessão das rodovias pedagiadas no Estado. São mais de 3.370 km de duplicação de estradas, nesta que será a maior licitação da América Latina dos últimos 20 anos, com investimentos de R$ 44 bilhões.

A modernização das ferrovias que atravessam o Estado é o outro grande projeto que pretende transformar o Paraná no mair Hub Logístico do país. A Nova Ferroreste vai ligar Maracaju (MT) ao Porto de Paranaguá e a estimativa é transportar cerca de 38 milhões de toneladas no primeiro ano de operação plena. O valor do investimento é de R$ 29,4 bilhões. O projeto deve ir a leilão no segundo trimestre de 2022.

Sustentabilidade

Na vanguarda dos setores de infraestrutura, agronegócio, tecnologia, inovação e turismo, o Estrado também tem investido em ações de preservação ambiental e sustentabilidade. O assunto foi um dos mais debatidos durante o encontro.

O litoral concentra a maior área contínua de Mata Atlântica preservada no do país, além de outros grandes biomas. São mais de 1,2 mil em hectares em unidades de conservação. Toda essa preocupação possibilita que o Estado passe a tratar o assunto como um ativo econômico importante.

Para o Diretor-Presidente do Banco de Desenvolvimento Regional do Paraná – BRDE, Wilson Bley, a aproximação com Luxemburgo, um país que é considerado o centro econômico da Europa e concentra um dos maiores fundos para investimentos, é fundamental e estratégica.

“Para o BRDE nós vamos trazer uma atenção especial. Nós queremos sair a mercado, capitar recursos e green bonds (títulos sustentáveis), lançando lá na bolsa de Luxemburgo, fazendo que haja uma atração de bons investidores para que nós possamos irrigar esses recursos através de empréstimos aqui na região sul”, explicou.

Parceria histórica

O Paraná tem uma história de laços econômicos e comerciais com o país europeu desde a década de 20, com serviços financeiros bancários, fundos de investimentos e na indústria do aço.

Em São José dos Pinhais, está localizada a maior empresa de carga aérea luxemburguensa, a Cargolux. A empresa é uma das maiores companhias aéreas e transporte de cargas da Europa.

Para o Embaixador de Luxemburgo, o Paraná é um grande parceiro potencial para assuntos econômicos, sociais, políticos, culturais e principalmente de sustentabilidade. “Estou muito feliz por estar aqui negociando com o governo do Paraná, um estado que tem um potencial muito grande, que possui laços históricos com Luxemburgo”, celebrou.

O diplomata acredita que investidores do seu país possam formar parcerias com o Paraná, principalmente nos projetos ligados à ao meio ambiente. “Eu acho que temos muitas possibilidades de trabalhar juntos, como por exemplo, os títulos verdes, força verde e outros investimentos, como os fundos luxemburgueses”.

Investimento responsável

Para o presidente da Ivest paraná, Eduardo Bekin, o Estado está trabalhando com dois pilares fundamentais. Um deles tem sido o trabalho feito para atrair os investidores estrangeiros, o outro seria promover a internacionalização. “Quando falo da internacionalização do Estado, eu falo da marca Paraná, somos um estado de um povo que trabalha, investimos em parceiras privadas com muita responsabilidade”, disse. Bekin explicou a criação do Comitê Público-Privado ESG, por exemplo, idealizado pra cuidar do meio ambiente, ficando no desenvolvimento da industrialização, porém com sustentabilidade, pensando no social e com a uma governança firme.

O encontro também serviu para estreitar as relações com o país europeu. Na oportunidade o assessor de Relações Internacionais da Superintendência de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Luis Mascarenhas, pode apresentar o retrato da educação pública nas 7 universidades estaduais, que coloca o Paraná em situação de protagonismo em formação, pesquisa, e tecnologia.

Presenças

Estiveram presentes no encontro Diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Rafael Andreguetto, Chefe de Missão Adjunto e Cônsul da Embaixada, Charles Schmit; Conselheira para Assuntos Políticos e Culturais da Embaixada, Nadia Mellina; Adido Econômico e Comercial da Embaixada, Felipe Diniz; Cônsul Honorária do Grão-Ducado de Luxemburgo em Curitiba, Andréa Vianna e o Chefe do escritório de representação do Itamarati no Paraná, Braulio Pupim.

 

Créditos vão financiar obras, maquinários e equipamentos, além de compor o capital de giro dos empreendimentos. Para o governador Ratinho Junior, os contratos ajudam no desenvolvimento e na geração de empregos no Estado.

A agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou nesta terça-feira (7), em Curitiba, contratos de financiamento com quatro cooperativas e sete empresas do Estado. Os créditos somam R$ 330,7 milhões e vão financiar obras, maquinários e equipamentos, além de compor o capital de giro dos empreendimentos.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior, que acompanhou as assinaturas, destacou que as ofertas de crédito pelo BRDE e pela Fomento Paraná ajudam no desenvolvimento e na geração de empregos no Estado. Ele lembrou que, até outubro deste ano, cerca de 176 mil vagas foram criados no Paraná, que está entre os estados que lideram a abertura de postos de trabalho formais neste ano no País.

“A função do BRDE, junto com a Fomento, é facilitar o crédito para as empresas que querem investir ou ampliar seus negócios no Paraná. Nossa orientação foi diversificar o leque de clientes do BRDE, para dar oportunidade a diferentes setores”, afirmou Ratinho Junior. “Com isso, conseguimos pulverizar esses recursos, fazendo com que chegasse não apenas aos grandes empreendimentos, como também nos pequenos, a exemplo do Banco do Agricultor Paranaense”.

Em 2021, quando o BRDE completou seus 60 anos de fundação, o banco chegou à marca de R$ 3,3 bilhões em operações de crédito, sendo que R$ 1,25 bilhão foram contratados no Paraná. “Já superamos a meta para o ano, mas pretendemos fechar 2021 com R$ 3,5 bilhões em contratos. A agência paranaense responde por quase 40% desses recursos, o que mostra a pujança da nossa economia”, afirmou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

“Os contratos assinados nesta terça são bastante diversificados, com a pulverização dos recursos para diferentes setores”, destacou Bley. “Assumimos o desafio de ajudar na manutenção e criação de empregos, principalmente durante a pandemia, e estamos cumprindo com nosso objetivo social. Tanto que recebemos o Prêmio Banking Transformation 2021 pelo Recupera Sul, um programa de crédito emergencial para a recuperação das empresas afetadas nesse período”.

CONTRATOS

O maior contrato assinado nesta terça é com a cooperativa de crédito Cresol, no valor de R$ 120 milhões. O recurso vai ajudar no financiamento de empreendimentos dos clientes e cooperados, como projetos para geração de energias limpas e renováveis, salões de beleza, panificadoras, oficinas mecânicas, marcenarias, pequenas costureiras, entre outros.

“Temos uma parceria com o BRDE desde 1997 e, a cada ano, fortalecemos mais esse trabalho. Começamos, na época, com um empréstimo de R$ 700 mil e agora chegamos a R$ 120 milhões”, ressaltou o presidente da Cresol, Alzemiro Thomé. “Com esse valor, vamos disponibilizar créditos a cerca de mil clientes, principalmente micro e pequenas empresas”.

A Cooperativa Integrada financiou R$ 30 milhões, que serão investidos na melhoria das estruturas de recebimento e armazenamento de grãos, além de suporte aos cerca de 11,4 mil cooperados. A cooperativa conta com 15 unidades espalhadas no Estado, que vão receber esses investimentos, além de três indústrias e aproximadamente 2 mil funcionários.

“A modalidade de financiamento que contratamos com o BRDE, de Certificado dos Recebíveis do Agronegócio (CRA), tem um perfil de longo prazo, o que dá mais tranquilidade e solidez para a cooperativa negociar com os cooperados”, explicou o vice-presidente da Integrada, João Francisco Sanches Filho. “O banco é, provavelmente, nosso principal parceiro para fomentar os investimentos. A cooperativa tem 26 anos e, graças à parceria com o BRDE e o Governo do Estado, crescemos ano a ano”.

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Ainda entre as cooperativas, a Copacol assinou um contrato no valor de R$ 15 milhões para ampliação da estrutura e aquisição de equipamentos. A C.Vale fez uma operação no valor de R$ 19,6 milhões para a compra de equipamentos. Já o contrato com o Sicoob, de R$ 50 milhões, vai atender os associados de todo o Estado da cooperativa de crédito.

EMPRESAS

Entre as operações de crédito com as empresas está um contrato no valor de R$ 25,3 milhões com a empresa Cavernoso III Energia, para a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Cavernoso III. O empreendimento, que está sendo instalado no Rio Cavernoso, em Virmond, no Centro Sul do Estado, terá 6,5 MW de potência instalada.

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A distribuidora de insumos agrícolas Disan, que tem sede em São Miguel do Oeste e 27 unidades espalhadas na região Oeste, contratou um empréstimo de R$ 8 milhões para fomentar projetos do agronegócio, com investimentos na infraestrutura que seriam silos para a armazenamento de grãos. “São investimentos que trazem oportunidades de emprego e abre oportunidade para que mais pessoas participem do nosso negócio, que cresce junto com o agro”, afirmou a diretora da empresa, Leila Zorzetto.

O contrato da indústria de fertilizantes Agrocete foi de R$ 15 milhões. O recurso será usado para a ampliação da fábrica de inoculantes e construção de uma fábrica de fertilizantes e em um barracão armazenagem. A fabricante de tintas Alessi também fez um empréstimo no valor de R$ 15 milhões para a instalação de sua sede própria em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba.

Também foram assinados contratos com a empresa de transportes rodoviário Vale do Piquiri, que vai aplicar R$ 12,7 milhões em capital de giro, além de R$ 10 milhões para a ampliação das instalações e aquisição de equipamentos para a Metalkraft e R$ 10 milhões para investimento e capital de giro para a produtora de sementes Sojamil.

PRESENÇAS

Participaram da solenidade o chefe da Casa Civil, Guto Silva; os secretários estaduais da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; e do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; o diretor Administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira; o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves; e os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do Governo), Gugu Bueno, Tião Medeiros, Doutor Baptista e Boca Aberta Júnior.