BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) inaugura, em 2020, a segunda etapa de captação de recursos internacionais junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que já viabilizou investimentos sustentáveis nos três estados da Região Sul. A celebração do contrato de financiamento, no valor de 70 milhões de euros – cerca de R$ 425 milhões –, foi realizada no dia 11 de agosto em evento on-line transmitido pelo YouTube @brdeoficial.

Participaram do ato de assinatura Philippe Orliange, Diretor da AFD no Brasil; Olivier da Silva, Encarregado de Negócios da Embaixada da França; Eduardo Leite, Governador do Rio Grande do Sul; Carlos Moisés, Governador de Santa Catarina; Darci Piana, Vice-governador do Paraná; Luiz Corrêa Noronha, Diretor-presidente do BRDE; Wilson Bley Lipski, Vice-presidente e Diretor de Operações do BRDE e Marcelo Haendchen Dutra, Diretor Financeiro do BRDE.

“Este segundo financiamento vem consolidar ainda mais a parceria entre a AFD e o BRDE, sobretudo pela inclusão no projeto de uma análise de desenvolvimento sustentável para toda a carteira do BRDE, permitindo assim o financiamento de ainda mais projetos de alto impacto social e ambiental”, afirmou o Diretor da AFD no Brasil, Philippe Orliange.

Para o Encarregado de Negócios da Embaixada da França, Olivier da Silva, “é necessária não somente a resposta aos tempos atuais, mas também uma resposta às gerações futuras, principalmente ao fortalecer e cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

“A ampliação da oferta de crédito para a Região Sul é um objetivo constante do BRDE, principalmente no contexto atual de acentuada crise econômica”, informou o Diretor-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha. “Nessa nova rodada de recursos franceses, a linha de crédito foi ampliada e contemplará projetos que contribuem positivamente para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas (ONU), em especial os investimentos em saúde, educação e patrimônio cultural. Desse modo, o BRDE busca consolidar sua carteira verde, social e sustentável”.

Histórico

O primeiro empréstimo do BRDE junto à AFD, obtido em 2018, no montante de 50 milhões de euros, aproximadamente R$ 304 milhões, foi direcionado ao Programa BRDE PCS – Produção e Consumo Sustentáveis, que financia projetos de impacto positivo sobre o meio ambiente e o clima. O PCS se tornou a linha de crédito mais demandada no BRDE nos últimos anos, abrangendo cinco eixos prioritários: energias limpas e renováveis; gestão de resíduos e reciclagem; uso racional e eficiente da água; agronegócio sustentável e cidades sustentáveis.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE é um dos principais parceiros da inovação. Tem como uma de suas principais linhas de crédito o Inovacred, que recentemente passou por atualizações. Ocorreram mudanças nas linhas já operadas pelo BRDE e novas linhas foram acrescentadas.

Através do programa BRDE Inova, o Banco é o maior repassador no Brasil dos recursos da Financiadora de Estudos e Projeto (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O Inovacred, disponibilizado desde 2013, é um dos principais instrumentos oferecidos pelo BRDE para promover a inovação no ambiente produtivo na região Sul. Oferece financiamentos de longo prazo para empresas e projetos inovadores com juros, condições, tarifas e acompanhamentos diferenciados. As empresas beneficiárias devem ter receita operacional bruta anual ou anualizada de até R$ 90 milhões. O crédito é direcionado ao desenvolvimento ou aprimoramento de novos produtos, processos e serviços. Também é financiável a inovação organizacional ou de marketing.

Através do Inovacred, linhas complementares são oferecidas pelo BRDE, como os programas Inovacred Expresso, Inovacred Conecta e Inovacred 4.0, que recentemente passaram por atualizações.

Agora, empresas com receita bruta anual de até R$ 300 milhões podem ser beneficiadas com o crédito do Inovacred Conecta, linha que visa estimular a cooperação entre empresas e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), de forma a levar conhecimento gerado nas ICTs para as empresas brasileiras.

Houve também mudança no Inovacred Expresso, anteriormente o valor limite de financiamento era de R$ 200 mil, agora o aporte pode chegar a R$ 2 milhões. Esse programa tem fluxo operacional simplificado para empresas brasileiras inovadoras, buscando facilitar o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas com histórico de inovação.

O Inovacred 4.0 passou de no máximo R$ 3 milhões financiáveis a até R$ 10 milhões na atualização. O crédito é disponível para pequenas empresas com faturamento anual até R$ 16 milhões.

Além disso, novas linhas complementares foram adicionadas no programa de fomento da inovação do BRDE, são elas: Inovacred Telecom, Inovacred Conecta Telecom, Inovacred Aquisição Inovadora Telecom Inovacred Aquisição Inovadora Energia e Inovacred Aquisição inovadora Saúde

Para mais informações sobre financiamentos do BRDE à inovação, entre em contato pelo email: brdepr@brde.com.br ou visite o site https://www.brde.com.br/servicos/inovacao/

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou de janeiro a julho mais de R$ 600 milhões em operações de crédito em todo o Paraná, volume 60% superior ao do mesmo período de 2019. O montante compreende investimentos em diversas linhas como agro, inovação, sustentabilidade e recuperação econômica no Paraná.

Outro destaque foi o rápido retorno do Banco diante das incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus. O BRDE lançou o Programa Recupera Sul, que destinou mais de R$ 300 milhões, por meio de recursos próprios, para os empreendedores paranaenses amenizarem os efeitos da crise.  Com a ação, estima-se que pelo menos 16 mil empregos foram resguardados, evitando um colapso na economia do Estado.

MUDANÇA OPERACIONAL – Além dos números, o Banco também implantou uma mudança operacional. Com as recomendações de distanciamento social e o fortalecimento do universo digital, o BRDE acelerou o processo de digitalização e, ao completar 59 anos, disponibilizou uma plataforma digital que o aproxima do público e oferece soluções diretas e rápidas para financiamentos.

“Esse movimento estava previsto para 2021, mas as circunstâncias nos fizeram acelerar. Hoje, pelo internet banking, o paranaense consegue movimentar processos, solicitar financiamentos e ter atendimento especializado da equipe, tudo a distância e de forma acessível”, explica o diretor de operações do BRDE, Wilson Bley Lipski. “É uma conquista para o Banco e para os paranaenses”, destaca.

INVESTIMENTOS – No setor agro, os investimentos do Banco ganham destaque. Com o encerramento do último Plano Safra, entre julho de 2019 e junho de 2020, o total de investimentos do BRDE ultrapassou R$ 330 milhões para as mais diversas finalidades como expansão e construção de aviários, investimento em plantio e colheita e aporte para compra de maquinários, por exemplo.

Outros setores são destacados nestes primeiros sete meses de 2020. Considerando o porte de empresas, por exemplo, só para micro, pequenas e médias foram R$ 447 milhões, contra R$192,9 no ano passado – o que representa 132% de crescimento.

No recorte por tipo de projeto, na área de inovação, empresas inovadoras receberam mais de R$ 10,2 mi por meio do Programa BRDE Inova, que financia projetos com recursos da Finep. Entre 2019 e 2020, o volume de financiamentos do programa já soma mais de R$90 milhões, somente por meio da agência paranaense do BRDE.

“Seguimos as orientações dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, e a sustentabilidade é sempre um aspecto importante nos projetos que financiamos pelo Programa BRDE PCS, por exemplo, que entre janeiro e julho de 2020, registrou contratação de mais de R$184,3 milhões”, ressalta o diretor de operações.

“Valor importante que financia projetos para geração de energia limpa, com foco na instalação e desenvolvimento de sistemas fotovoltaicos, com predominância no agro paranaense”, explica.

SEGUNDO SEMESTRE – Para este segundo semestre, os planos de expansão continuam. Só no Plano Safra 2020-2021, por exemplo, o BRDE já oficializou: pelo menos R$ 460 milhões serão disponibilizados para o Paraná e mais R$100 mil para o Mato Grosso do Sul. Além disso, projetos ligados à inovação, sustentabilidade, empreendedorismo e recuperação econômica também continuarão sendo contemplados.

“Foi um primeiro semestre intenso. Mobilizamos novos fundings, disponibilizamos recursos próprios, criamos uma força-tarefa de atendimento ao paranaense. O ano de 2020 ainda não acabou e continuaremos salvaguardando empregos, auxiliando empresas, oferecendo suporte para o agronegócio e fazendo com que as engrenagens da economia continuem girando”, finaliza o diretor.

Para saber mais sobre as linhas de crédito e atuação do BRDE no Paraná, basta acessar o site www.brde.com.br ou procurar pelo Banco nas redes sociais.

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Banco quer ampliar a parceria com o BNDES

O BRDE quer ampliar a parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aumentar ainda mais a oferta de crédito na agência paranaense. A ampliação do crédito é considerada essencial para reativar a economia no pós-pandemia de Covid-19. O assunto foi tratado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em reunião por videoconferência com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, na terça-feira (04.08). Ratinho Junior destacou o apoio que o BNDES já dá ao Paraná e afirmou que neste momento é necessária uma atenção imediata, dada a grande demanda por crédito.

O diretor de Operações do BRDE no Estado, Wilson Bley Lipski explicou que logo no início da pandemia, o Banco criou uma força-tarefa para agilizar os atendimentos de novos pedidos e, também, analisar possibilidades de renegociação entre os contratos vigentes. No total, o BRDE conseguiu enquadrar 1.445 contratos, o que representa mais de 800 clientes, com prioridade para os contratos com micro e pequenas empresas.

Segundo Montezano, a diretoria do BNDES considera o Paraná como parceiro prioritário e afirmou que a condição econômica do Estado permite a ampliação do crédito. No mês passado, disse ele, o BNDES aprovou um limite de crédito de R$ 1 bilhão para o BRDE, válido para o segundo semestre de 2020 para financiar projetos de investimento em diferentes setores nos três estados da Região Sul.

O Governo do Estado formalizou pedido para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) amplie a parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A intenção é passar a oferecer maior volume de recursos na agência paranaense do BRDE, que atende a projetos dos três estados do Sul. A ampliação do crédito é considerada essencial para reativar a economia no pós-pandemia de Covid-19.

A solicitação foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (04), durante reunião por videoconferência com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano. “O BNDES tem nos ajudado bastante, mas precisamos de uma atenção imediata porque estamos tendo uma demanda muito grande por crédito”, destacou o governador.

Diretor de Operações do BRDE no Estado, Wilson Bley Lipski explicou que as linhas de crédito oferecidas pelo banco chegaram ao limite por causa dos pedidos durante a pandemia do novo coronavírus.

Logo no início da pandemia, o Banco criou uma força-tarefa para agilizar os atendimentos de novos pedidos e, também, analisar possibilidades de renegociação entre os contratos vigentes. No total, o BRDE conseguiu enquadrar 1.445 contratos, o que representa mais de 800 clientes, com prioridade para os contratos com micro e pequenas empresas.

“Estamos sensíveis a esse momento crítico e buscamos alternativas para ajudar os clientes que já tinham contratos vigentes conosco. Por isso a importância em buscar novos fundings para atender aos pedidos que, desde início do ano, somaram mais de R$ 1,3 bilhão em liberações de crédito em todo Sul”, afirmou Lipski. “Tudo que tínhamos de recursos próprios nós colocamos no mercado”, completou.

PRIORITÁRIO – Montezano informou que a diretoria do banco considera o Paraná como parceiro prioritário e que a condição econômica do Estado permite a ampliação do crédito. No mês passado, disse ele, o BNDES aprovou um limite de crédito de R$ 1 bilhão para o BRDE, válido para o segundo semestre de 2020.

O valor é 45% maior que o do semestre anterior, de acordo com o banco nacional, e será utilizado para financiar projetos de investimento em diferentes setores nos três estados da Região Sul. “Contamos com o BRDE nos nossos programas de crédito. Vale o esforço e vamos focar nesta ampliação, ver o que pode ser feito”, disse Montezano.

PRESENÇAS – Participaram também da reunião os secretários Renê Garcia (Fazenda), Michel Micheletto (Administração e Previdência) e Márcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo), e os presidentes da Compagas, Rafael Lamastra; Copel, Daniel Pimentel Slaviero, e Sanepar, Claudio Stabile.

Essa é uma das medidas prováveis para reforçar o crédito anunciado no Plano Safra. Existe um movimento também para criar o Fundo Sul, de forma a compensar a falta de fundos constitucionais. Na outra ponta, o IDR, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, trabalha para aperfeiçoar a assistência técnica. Temas em debate na edição da última terça-feira (28) do #OAgroNãoPara.

 

No Dia do Agricultor, 28 de julho, a GMC Eventos e a Sociedade Rural de Maringá promoveram mais uma edição do #OAgroNãoPara. Os convidados desta edição foram o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Wilson Bley Lipski, e o diretor-presidente do IDR, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Natalino Avance de Souza.

 

O IDR incorporou, entre outras instituições, o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para potencializar a pesquisa e a extensão rural no Paraná.

 

É com esta macrovisão da agropecuária no estado que o IDR aposta numa recuperação rápida do Paraná após a pandemia. O diretor-presidente do IDR, Natalino Souza, diz que a história da humanidade prova que após grandes dificuldades a civilização avança.

 

Além de tecnologia, o agronegócio precisa de crédito. O Plano Safra é a principal política agrícola para o campo, mas não oferece todo o recurso necessário, segundo o diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley.

 

Ele diz que o banco capta recursos internacionais para financiar o produtor rural do Paraná. Com este aporte é possível oferecer os mesmos juros dos bancos públicos, entregando a maior número de crédito possível aos agricultores paranaenses.

 

“Nesse momento nós temos oito empréstimos internacionais, nós temos algumas linhas nacionais e dentro da possibilidade de aumentar esse limite do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. […] Pela primeira vez na história do banco nós conseguimos fazer a equalização de juros diretamente para o Plano Safra. Então nós temos duas possibilidades, além dos limites que são repassados do BNDES, nós estamos fazendo captações internacionais para que nós possamos equalizar esses juros e poder somar aos recursos para poder entregar maior número de crédito possível aos nossos agricultores”, explicou Bley.

 

O #AgroNãoPara é uma realização da Sociedade Rural e da GMC Eventos, com o apoio da CBN Maringá empresas do Grupo Maringá de Comunicação. Quem não viu, ou quer assistir o conteúdo está disponível nas páginas da CBN Maringá no Facebook e no Youtube.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior disse nesta terça-feira (28) que o Governo do Estado vai apoiar o cooperativismo paranaense para que alcance as metas do PCR-200, plano estratégico elaborado pela Ocepar para atingir R$ 200 bilhões de faturamento nos próximos anos. A parceria envolve crédito, melhorias na infraestrutura e desburocratização.

“O Estado deve muito à qualidade das suas cooperativas, que empregam milhares de paranaenses. Queremos ajudar a Ocepar a alcançar a meta otimista, em 2026, o quanto antes”, disse Ratinho Junior. “Todos os investimentos e a cadeia do agronegócio têm influência direta no dia a dia da economia do Estado”, afirmou.

A apresentação do plano estratégico ao governador foi feita pelo presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas. O PCR-200 ainda será formatado e o lançamento oficial acontecerá em abril de 2021, na Assembleia Geral da entidade, quando o sistema completa 50 anos. Ele será uma atualização do PCR-100, de 2015, e que terá fim neste ano, com a previsão das cooperativas paranaenses de ultrapassar faturamento de R$ 100 bilhões – R$ 102 bilhões, no cenário otimista.

O Paraná, disse o governador, será a central logística da América do Sul. “Temos investimentos e modernizações em todos os modais. Com isso, vamos ajudar o cooperativismo e toda a sociedade”.

No apoio ao agronegócio, o governador citou o programa Paraná Trifásico, da Copel, que prevê implementação de 25 mil quilômetros de linhas seguras para os produtores rurais; o Descomplica Rural, que permite acesso mais ágil às licenças necessárias para ampliação da produção; a conquista de área livre de febre aftosa sem vacinação, que deve ser chancelada pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) em 2021; e o Plano Safra e os programas regulares de investimento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

PRODUÇÃO E PIB – O sistema cooperativo responde por 60% da produção de grãos e 45% da indústria de carnes e lácteos no Paraná e vai encerrar o ano com mais de 100 mil funcionários diretos. As 112 unidades agroindustriais das cooperativas e os 2,6 milhões de cooperados ajudaram o Produto Interno Bruto (PIB) estadual a crescer 2,3% no primeiro trimestre de 2020, mesmo diante dos impactos da pandemia provocada pelo novo coronavírus. O segmento agroindustrial, responsável por cerca de 34% da fatia da geração de riquezas da economia do Estado, cresceu 14,96% nesse mesmo período.

A Ocepar reúne 221 cooperativas. Além do agronegócio, no segmento de crédito as cooperativas geram mais de 14 mil empregos, e, na saúde, as 35 cooperativas médicas e odontológicas reúnem 2 milhões de beneficiários e 13 mil profissionais associados. O Paraná possui, ainda, entidades com esse perfil que atuam nos ramos de transporte, infraestrutura, consumo, trabalho, produção de bens e serviços.

PRESENÇAS – Participaram do encontro virtual o vice-governador Darci Piana; o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas; e o diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira.

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Projeto Escola Agrícola 4.0 leva inovação aplicada à agricultura

No evento, o governador também apresentou o projeto da Escola Agrícola 4.0, anunciado nesta terça-feira. Disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura familiar serão oferecidas no Colégio Estadual de Educação Profissional (CEEP) Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele funcionará como um laboratório de práticas inovadoras que podem ser usadas em todo o Ensino Técnico Agrícola do Estado.

“Estamos unindo infraestrutura, crédito e conhecimento. As novas gerações estão antenadas ao que há de mais moderno no agronegócio, como uso de drones, inteligência artificial, novos mapas”, disse Ratinho Junior.

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Panorama dos investimentos em infraestrutura

O governador também apresentou um panorama dos investimentos em infraestrutura, além da garantia de recursos para continuidade da modernização dos municípios. Fazem parte desse pacote o novo Anel de Integração com pelo menos 1,3 mil quilômetros a mais do que o desenho original; a concessão da Ferroeste para a iniciativa privada e um financiamento de R$ 1,6 bilhão para investimento em rodovias, no Litoral e em estradas rurais.

Ele citou, ainda, o Banco de Projetos e o lançamento de licitações importantes para melhorias em rodovias de todas as regiões; a nova ferrovia Maracaju (MS) até Paranaguá, além de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu; e a concessão de quatro aeroportos (São José dos Pinhais, Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu) para a iniciativa privada e as melhorias no terminal de Cascavel e nas pistas de Foz do Iguaçu e Maringá para receber mais voos internacionais. Também foram mencionados os projetos para o Porto de Paranaguá, como a ampliação da capacidade do Corredor de Exportação, a revitalização da moega para descarga dos trens e a manutenção das obras de calado para favorecer o acesso de navios maiores.

CRÉDITO – O BRDE terá R$ 460 milhões para fomentar o desenvolvimento do agronegócio do Paraná entre 2020 e 2021. O valor integra o Plano Safra, editado pelo Governo Federal. Uma novidade em relação ao anterior é a redução nas taxas de juros aplicadas sobre os recursos para as atividades no campo.

Eles se somam a uma carteira de programas próprios do BRDE para financiamento das cooperativas, como o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária.

“Temos um esforço diário de expansão dos limites de crédito. Mais de 60% das operações do BRDE são voltadas ao agronegócio e, dentro desse planejamento, estamos conversando como BNDES para disponibilizar ainda mais recursos”, destacou Wilson Bley Lipski, vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, que também participou do encontro virtual.  “Dentro das nossas competências seremos parceiros dessa expansão programada para os próximos anos”.

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BRDE anuncia financiamento de R$ 88,4 milhões para três cooperativas

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou no 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas financiamento de R$ 88,4 milhões para três cooperativas paranaenses.

A Copacol captou R$ 60 milhões dentro do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). A cooperativa possui um abatedouro de aves em Cafelândia, no Oeste do Estado, desde 1982, e vai ampliar e melhorar a planta para acrescentar abate de 50 mil aves/dia na produção, alcançando 380 mil aves/dia; melhorar a qualidade de produção do peito de frango; adequar a planta para abate Halal; atender as novas determinações sanitárias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e modernizar o ambiente de trabalho para os funcionários.

O projeto está divido em três fases: adequação até o resfriamento e aumento da capacidade final de 340 mil aves/dia; mudanças na sala de cortes, com aumento para 360 mil aves/dia; e modernização do congelamento (embalagem secundária, entrada e saída de túnel e paletização) e do tratamento de efluentes para alcançar a capacidade final de produção de 380 mil aves/dia. A fase 1 está em execução desde novembro de 2018 com apoio do BRDE a previsão de conclusão é janeiro de 2021.

A cooperativa Integrada financiou R$ 4 milhões para capital de giro para ter plenas condições de comercializar 11.034 sacas de café do tipo arábica. Depois de vender e receber pelos produtos, a cooperativa liquidará a operação no BRDE.

Já a cooperativa Coagru captou R$ 24,4 milhões das linhas Prodecoop e Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). O objetivo é construir um entreposto de recebimento e armazenamento de grãos na localidade de São João, em Ubiratã, Centro-Oeste do Estado, no valor de R$ 2,2 milhões; ampliar a capacidade de armazenamento do moinho de trigo de Campina da Lagoa, também no Centro-Oeste, no valor de R$ 3,1 milhões; e ampliar a capacidade de armazenamento da unidade de grãos de Campina da Lagoa, no valor de R$ 17,6 milhões. Também será realizada a modernização do depósito de insumos e espaço de atendimento ao cooperado em Campina da Lagoa, no valor de R$ 1,3 milhão.

Recursos operados por BNDES e BRDE serão destinados à manutenção de empregos e da cadeia produtiva do setor

 Foi lançada nesta segunda-feira, 20 de julho, a linha de crédito emergencial do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), destinada a apoiar o setor que foi gravemente impactado pela pandemia da Covid-19.  O valor total do auxílio é de R$ 400 milhões, que serão destinados à manutenção dos empregos e da cadeia produtiva do setor. Serão beneficiados, por exemplo, produtoras, distribuidores e exibidores. A linha foi elaborada pela Agência Nacional do Cinema – ANCINE, aprovada pelo Comitê Gestor do FSA e será operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Empresas de capital nacional terão prioridade entre os pedidos de financiamento feitos nos primeiros quinze dias de protocolo no BNDES, até 3 de agosto. Após esse prazo, de maneira inédita, as empresas brasileiras com capital internacional do segmento de exibição cinematográfica também terão direito a acessar os recursos remanescentes da linha emergencial, para manter empregos e a cadeia de fornecedores no Brasil.

O Secretário de Cultura, Mário Frias, reforça a importância da agilidade na liberação dos recursos. “A liberação deste apoio para as pequenas, médias e grandes empresas é uma ação rápida e integrada do governo federal. A parceria com BNDES e BRDE para redução de tempo e burocracia fará com que o dinheiro chegue de forma mais ágil aos interessados, possibilitando a manutenção de centenas de empregos diretos. O Ministério do Turismo, a Secretaria Especial de Cultura e a ANCINE estão trabalhando em sinergia, que é uma marca do governo Bolsonaro, para minimizar os impactos do setor audiovisual, um dos mais afetados nesta pandemia”.

Do total de recursos, R$ 250 milhões serão oferecidos, de forma direta, pelo BNDES, em financiamentos superiores a R$ 10 milhões. O BNDES receberá pedidos entre 20 de julho e 30 de setembro. As operações poderão ser contratadas até 31 de dezembro de 2020.

Os recursos serão exclusivamente destinados a financiar os gastos com folha, fornecedores e gastos operacionais fixos. Haverá, porém, algumas limitações, como impedimento do uso para compra de conteúdo e pagamento de verbas rescisórias devidas em caso de demissão de funcionários. O apoio poderá ter flexibilização de garantias reais, que será limitada em função da situação financeira das empresas antes da pandemia.

Conforme regulamento aprovado pela diretoria do BNDES na quinta-feira (16), os financiamentos contarão com a cláusula social que já vinha sendo incorporada pelo Banco em outras linhas emergenciais. A empresa que mantiver, repor ou ampliar postos de trabalho ao longo de um ano terá direito a um custo financeiro reduzido, de 0,5% ao ano, além da Taxa Referencial (TR, que atualmente está em zero). Se houver demissões sem reposição, esse custo permanece em TR mais 4% ao ano. O pagamento de empréstimo terá carência de 24 meses e prazo total para pagamento de até oito anos – o maior prazo de todas as linhas de crédito emergencial lançadas pelo BNDES desde o início da pandemia.

“No BNDES, a linha de financiamento dos recursos do FSA incorporará as inovações das modalidades dos créditos emergenciais durante a pandemia. Por esse motivo, o prazo médio de liberação dos recursos de cerca de seis meses deverá cair para até dois meses, a partir da aprovação dos pedidos”, explicou Petrônio Cançado, diretor de Crédito e Garantia do BNDES. Dessa forma, as primeiras liberações são esperadas para setembro.

Já os R$ 150 milhões restantes da linha de crédito emergencial do FSA serão operados pelo BRDE para créditos entre R$ 50 mil e R$ 10 milhões, com compromisso de manutenção de emprego e do pagamento de fornecedores. Segundo Wilson Bley Lipski, diretor de Operações do BRDE, a expectativa é de grande demanda. “Estamos preparados para atender todo o Brasil, especialmente as pequenas empresas do setor. Nossa equipe do BRDE está neste momento finalizando os detalhes dos processos para que todas as solicitações recebam resposta no menor tempo possível. Esperamos poder desembolsar todo recurso, mas atentos também à qualidade do crédito que estará sendo concedido. É imprescindível que o empreendedor atenda aos quesitos necessários para obtenção do crédito e, assim, manteremos a meta de liberar todo o montante estabelecido para as boas empresas do segmento, que vão manter suas atividades e empregos que geram”.

Pequenos Exibidores terão apoio não reembolsável

Adicionalmente, o pacote de medidas emergenciais aprovado pelo Comitê Gestor do FSA conta também com o Programa de Apoio Especial ao Pequeno Exibidor (PEAPE). Na modalidade não reembolsável, o Programa é destinado aos grupos exibidores de até 30 salas.  Para esse segmento, foram reservados recursos do FSA no valor de R$ 8,5 milhões que poderão ser usados para custear folha de pagamento, serviços terceirizados, fornecedores de equipamentos e despesas correntes relativas ao funcionamento das salas. As inscrições para este Programa abrem na semana que vem.

De acordo Mário Frias, conversas mostram a ansiedade do setor pelo PEAPE. “O retorno que estamos tendo de alguns exibidores mostra que seguimos o caminho esperado. É muito satisfatório saber que estamos levando um pouco de tranquilidade para aquele exibidor que, muitas vezes, tem como única fonte de renda uma sala de cinema, conhece os familiares de seus funcionários e está na luta para manter os empregos”.

 

Para mais informações e como participar das linhas de crédito acesse os links:

www.bndes.gov.br/fsaemergencial

https://www.brde.com.br/linhas-financiamento

Tendo 60% da sua carteira, tanto no Paraná, quanto em toda a Região Sul, contratada com o agronegócio, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) liberou aproximadamente R$ 16,6 milhões em investimentos relativos ao Plano Safra 2019/2020 para a região dos Campos Gerais até o final de maio.

O valor é bem inferior ao registrado no ano passado, quando a cifra alcançou R$ 113,8 milhões; porém, considerado o o montante da safra 2017/2018, de R$ 28,8 milhões, percebe-se que a safra 2018/2019 foi atípica.

“A última safra foi ‘prejudicada’ por conta do aumento de 1% na taxa média dos juros, comparando com a safra 2018/2019, “o que deixou boa parte dos produtores retraídos, aguardando um pouco mais para realizar seus investimentos. Além disto, o volume de recursos disponibilizados não foi suficiente para atender a demanda nos investimentos mais corriqueiros, e portanto o volume aplicado acabou sendo menor. Diversas linhas acabaram ainda em dezembro, impossibilitando os investimentos dos produtores que decidiram investir após os primeiros meses do Plano Safra”, afirma Carmem Rodrigues Truite, gerente do BRDE.

Quanto à nova safra, porém, o Banco se mantém otimista, principalmente com o agronegócio desenvolvido nos municípios próximos à Ponta Grossa. “Esta região é bastante forte no agronegócio e o BRDE sempre se colocou à disposição para atender os produtores rurais de qualquer porte, as cooperativas e as empresas dos Campos Gerais e estamos preparados para atender a demanda que chegar até nós”, destaca Carmem.

“Acreditamos que haverá uma redução de 1 p.p. nas principais linhas e que os demais subsídios serão direcionados para a área de seguros agrícolas. Esperamos uma safra com condições um pouco mais acessíveis para viabilizar os investimentos estratégicos do setor, evitando desta forma um sucateamento das máquinas, a redução de uso das tecnologias que permitem o uso cada vez mais intenso das mesmas áreas de plantio e o empobrecimento dos solos – manutenção e correção de solos é investimento prioritário”, exemplifica a gestora do banco.

 

Pensar o Paraná para os próximos 30 anos, criando linhas estratégicas de desenvolvimento com foco na modernização do Estado, geração de riquezas, justiça social e ampliação do bem-estar da população. Esse é o objetivo do Conselho de Desenvolvimento Empresarial e de Infraestrutura do Paraná, formalmente empossado nesta quinta-feira (16) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em cerimônia por videoconferência.

Criado por meio de decreto estadual em dezembro do ano passado, o grupo de trabalho se reuniu pela primeira vez para a posse dos 39 conselheiros. Os integrantes estão divididos entre agentes do Governo e do setor produtivo, dos mais diversos segmentos e de todas as regiões do Paraná.

A intenção, explicou Ratinho Junior, é que o Conselho se encontre mensalmente, sempre com uma pauta pré-definida relacionada a temas macros do Estado. Ele destacou que a formalização do órgão atrasou devido à pandemia do novo coronavírus. A expectativa agora, disse, é que a primeira reunião de trabalho ocorra já em agosto.

“A ideia primordial será planejar o futuro do Paraná, marcar um compromisso com o Estado. Um grupo especializado para pensar e deixar um legado de desenvolvimento para as futuras gerações”, ressaltou o governador. “É um conselho com independência, formado por bons paranaenses. Pessoas ligadas e que querem o bem do Paraná e não de um governo”, completou.

INSPIRAÇÃO – Ratinho Junior contou que a ideia de criar um grande conselho estadual para pensar o Paraná nasceu de uma experiência bem-sucedida aplicada na Região Noroeste. Criado há 25 anos, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (CODEM) foi responsável por planejar, antecipar problemas e ajudar a transformar a cidade em uma das principais do Estado e do País.

“Essa união com a sociedade civil organizada transformou Maringá. É essa união de esforços que queremos aplicar também no desenvolvimento do Paraná”, disse.

GARGALOS – Um dos idealizadores do projeto, o vice-governador Darci Piana vai acumular a coordenação do grupo com a secretaria-executiva do órgão. Segundo ele, a intenção é identificar as principais demandas e apontar soluções para gargalos diversas áreas, como infraestrutura, logística, social e cultural do Estado.

“Vamos ouvir, conversar e construir juntos. Um grupo de ajuda permanente, com planejamento de médio e longo prazo, para organizar o Paraná”, afirmou. “Queremos pensar um Estado em que todos ganhem. Ser um instrumento de governança dinâmico e eficiente”, acrescentou Jefferson Nogarolli, representante da Região Noroeste e o outro secretário-executivo do grupo.

DESTAQUES – A iniciativa de se criar um fórum permanente de discussão e planejamento do Estado recebeu elogios de diversos segmentos do setor produtivo. Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken disse que a medida reforça a intenção do Governo do Estado em ser parceiro da sociedade civil organizada no desenvolvimento do Paraná.

“A criação do Conselho demonstra desprendimento, senso democrático e a intenção em pensar no Paraná em primeiro lugar”, afirmou. “Nós, do setor empresarial, nos sentimos felizes e assumimos essa reponsabilidade de ajudar a criar o mapa estratégico do Paraná”, acrescentou Ricken.

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Veja quem integra o Conselho de Desenvolvimento Empresarial e de Infraestrutura do Paraná

GOVERNO
Carlos Massa Ratinho Junior – governador

Darci Piana – vice-governador

Guto Silva – chefe da Casa Civil

Valdemar Bernardo Jorge – secretário do Planejamento e Projetos Estruturantes

Sandro Alex – secretário de Infraestrutura e Logística

Renê Garcia – secretário da Fazenda

Mauro Rockenbach – secretário da Justiça, Família e Trabalho

Eduardo Bekin – Invest Paraná

Wilson Bley Lipski – BRDE

Heraldo Neves – Fomento Paraná

G7 + SEBRAE

Darci Piana/Ari Bittencourt – Fecomércio

Sérgio Luiz Malucelli – Fetranspar

Ágide Meneguette – Federação da Agricultura do Paraná

Carlos Valter Martins Pedro – Federação das Indústrias do Paraná

José Roberto Ricken – Ocepar

Camilo Turmina – Associação Comercial do Paraná

Marcos Tadeu Barbosa – Faciap

Vitor Tioqueta – Sebrae

MACRORREGIÃO

Junior Durski – Campos Gerais

Odacir Antonelli – Centro-Sul

Danilo Vendrúsculo – Oeste

Jefferson Nogarolli – Noroeste

Fernando Moraes – Norte

Adonai Arruda – Curitiba e Litoral

CONVIDADOS

Ricardo Gondo – Renault

Marlon Bonilha – Protork

Leonardo Petrelli – RIC

Guilherme Cunha Pereira – RPC

Antônio Espolador – Planeta Pé/Scarpini

Gilson Berneck – Berneck S/A

Félix Bordin – Grupo Barigui

Sérgio Bonacelli – ATT Logística

Cláudio Petrycoski – Petrycoski Fogões

Alceu Vezozzo – Bourbon

José Aroldo Gallassini – Coamo

Carlos Beal – Cia Beal Alimentos

Hélio Rotenberg – Grupo Positivo

Eder Maffissoni – Prati Donaduzzi

Mário Gazin – Móveis Gazin

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) terá R$ 460 milhões para fomentar o desenvolvimento do agronegócio do Paraná. O valor integra o Plano Safra 2020/2021, editado pelo Governo Federal, e é 6,1% superior ao volume para crédito disponível na safra anterior no Estado. Em vigência desde o dia 1º de julho, o Plano Safra vai destinar, no total, R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária de pequenos, médios e grandes produtores do País.

O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quarta-feira (08) em live no canal do BRDE no YouTube. “São recursos que vão ajudar o Paraná a avançar cada vez mais no agronegócio, a ser protagonista no mundo da produção de alimentos”, afirmou ele.

“Essa parceria do BRDE com o agronegócio é formidável. Permite capitalizar cooperativas, associações e os pequenos agricultores, colaborando com a expansão dos negócios. É isso que gera emprego e renda no campo e vai ajudar o Paraná a se reerguer desta crise econômica decorrente da pandemia de coronavírus”, ressaltou o governador.

Ratinho Junior destacou que o montante disponível para a próxima safra representa 46% do que foi financiado pela agência paranaense do BRDE nas últimas três safras, estimado em cerca de R$ 1 bilhão.

OUTRAS AÇÕES – Ele destacou outras ações do Governo do Estado que impactam diretamente no resultado do agronegócio paranaense. Citou melhorias no Porto de Paranaguá e na Ferroeste, que ampliaram a capacidade de carregamento e exportação de produtos.

Lembrou, ainda, o forte investimento em infraestrutura, com a modernização de rodovias e aeroportos. “A ambição é transformar o Paraná no hub logístico da América do Sul”, disse.

FINANCIADOR – Diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski explicou que o Banco é agente financeiro repassador de recursos para o plano de forma exclusiva no Estado. Segundo ele, o Paraná vai receber R$ 460 milhões por meio do Sistema Paranaense de Fomento. Valor que será integralmente destinado a financiar a próxima safra.

“Queremos ser o grande parceiro da agricultura paranaense. Ser um elo com os produtores que permita fazer da agricultura estadual a mais pujante do Brasil”, afirmou.

JUROS E CRÉDITO – Lipski reforçou que outra novidade no Plano Safra 2020/2021, em relação ao anterior, é a redução nas taxas de juros aplicadas sobre os recursos para as atividades no campo.

Para agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por exemplo, a taxa foi reduzida de 3 a 4,6% para 2,75 a 4%, enquanto o volume de crédito aumentou mais de 5%, alcançando a marca de R$ 33 bilhões no País. Nos casos dos demais produtores e cooperativas, houve redução de 2% na taxa de juros, alcançando a marca de 6%.

Nos créditos, o Plano destinou mais de R$ 170 bilhões nacionalmente. Nos casos dos produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), são R$ 33,1 bilhões disponíveis em crédito e redução de taxa de juros de 6 para 5%.  “Crédito na ponta de forma barata e longo prazo para pagamento, fomentando a criação de emprego e renda”, disse o diretor.

RELEVANTE – Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, os recursos reforçam a condição do Paraná como ator relevante no desempenho da agricultura brasileira, e mostra a disposição do Governo do Estado em estar presente no processo, orientando os produtores na busca de um bom desempenho e renda.

“Apesar da pandemia o momento do agronegócio estadual é bom. E o Plano Safra é realista, com aumento no volume de dinheiro ofertado e redução do custo”, explicou o secretário. “Mas peço o uso racional do crédito”, completou.

SEGURO – Ortigara destacou também o aumento de R$ 300 milhões na subvenção ao prêmio do seguro rural, que terá R$ 1,3 bilhão disponível para a próxima safra. “Esse é um importante instrumento que vem ganhando espaço na política agrícola nacional”, ressaltou.

Por entender essa importância, o Paraná tem um programa de seguro rural complementar ao federal. Para a atual safra foram destinados R$ 15 milhões. Os recursos ficam à disposição dos produtores para proteger várias lavouras. Auxiliar em casos de perdas climáticas, o programa é, neste instante, alternativa para redução de prejuízos devido à pandemia do novo coronavírus.

INOVAÇÃO – Além da ampliação de créditos, a redução nas taxas de juros e a subvenção do seguro rural, o Plano de Safra também prevê 33% a mais para o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) em comparação com o período, chegando à casa dos R$ 2 bilhões.

PARTICIPAÇÃO – Também participaram da live o presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Natalino de Souza, o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Guto Silva, e a gerente adjunta do BRDE, Carmem Truite.