BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ultrapassou em outubro a meta para 2020 de R$ 1 bilhão em concessões de crédito para projetos paranaenses. O Estado representa, até o momento, 40,52% do total de valores trabalhados no Sul do País.

Os créditos foram destinados aos setores rurais, empresas de todos os portes e prefeituras, entre outros. As médias empresas foram as responsáveis por financiar a maior parte desses recursos.

De acordo com Wilson Bley Lipski, vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, o banco tem potencial para aplicar esses recursos anualmente, mas o resultado alcançado em outubro projetou o Paraná como líder em concessão de crédito no extremo Sul do País.

Segundo Bley, esse é o reflexo do conjunto de ações da instituição para assistir empresas de todos os ramos de investimentos. Entre elas, o Programa Recupera Sul, que contou com recursos próprios na ordem de R$ 300 milhões. O programa foi implantado para a retomada de investimentos no pós-crise de 2018 e 2019, mas, neste ano, acabou se tornando uma linha de capital de giro para os empreendedores.

CICLO INTERROMPIDO – “Nós conseguimos superar essa meta e chegar a R$ 1,5 bilhão alguns anos atrás. O ciclo foi interrompido em 2016, na crise que veio no pós 2014, que se instalou em 2015, e que atingiu os investimentos de uma forma mais significativa no Paraná a partir de 2016, no nicho em que o BRDE atua”, explicou o diretor-presidente.

Ele acrescentou ainda que 2016, 2017, 2018 e 2019 foram anos em que o banco atingiu o menor índice mediante as possibilidades de financiamento, mas, em 2020, voltou a ter um desempenho acima do valor mínimo e que estes recursos serão aplicados no Paraná.

O vice-presidente destacou também que, além do Programa Recupera Sul, a captação de recursos que o BRDE tem promovido com instituições multilaterais internacionais e contratos assinados com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Europeu de Investimento (BEI) e com Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), proporcionam recursos para que o banco possa continuar financiando o empreendedor paranaense. Com isso, estima superar a marca de R$ 1,2 bilhão até o final de 2020.

Bley citou ainda a retomada de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para financiar empreendimentos em energia renováveis, como PCHs, biomassa, parques eólicos e centrais fotovoltaicas, também para empreendedores no Mato Grosso do Sul.

“Outro ponto importante é que continuamos investindo, e agora para o segundo semestre com demanda para investimentos dos programas de sustentabilidade do banco, como o Programa de Produção e Consumo Sustentáveis (PCS) e o Programa Inovacred, para repassar aos empresários que estão inovando”, ressaltou o vice-presidente.

A articulação com o Governo do Estado e a parceria com diversas instituições, como associações comerciais e federações, também foram caminhos essenciais para que o banco levasse informação aos clientes, contribuindo para a retomada de ações e credibilidade no mercado.

Segundo a gerente de Operações Juliana Dallastra, o BRDE se mostrou como opção para as empresas em um momento em que os principais bancos estavam reduzindo sua exposição e restringindo o crédito no mercado. “Buscamos funding e atuamos fortemente no financiamento ao capital de giro que, embora não seja o nosso foco, era o que o mercado precisava no momento de crise”, explicou.

PANDEMIA – Bley explicou que, com a pandemia, muitos bancos privados recuaram nas concessões de créditos e abriram a possibilidade de bancos públicos atuarem mais fortemente no mercado por demanda.

“O BRDE retoma a demanda na forma de capital de giro, que não é o carro-chefe da instituição, mas que, neste ano excepcional, abriu oportunidades para dar assistências às empresas que ficaram desassistidas pelos bancos privados. Foram milhares de pedidos de financiamento nos meses de março, abril e maio, que foram concedidos para empresas que precisavam de recursos para passarem pelas dificuldades momentâneas”, explicou o vice-presidente.

De acordo com o superintendente da agência paranaense do BRDE, Paulo Cesar Starke Junior, outro setor que alavancou o resultado atingido foi o do turismo. Acrescentou que, devido à pandemia, o banco precisou assistir as empresas do setor, proporcionando financiamentos de capital de giro para dar sustentação a elas.

“Isso tudo contando com recursos do Fundo Geral do Turismo, o Fungetur, que também viabilizou recursos importantes a empresas que se aproveitaram da baixa demanda em atividades turísticas para investir”, disse Starke Junior.

Segundo a gerente de Planejamento do banco, Lisiane Maldaner Astarita de Limas, essas ações, em um primeiro momento, significaram a preservação de empregos. “Mas agora o foco maior é fomentar projetos de investimento para geração de riqueza e renda nas mais diversas regiões do Estado”.

MUDANÇAS DE ROTINA – Além dos números, o Banco Mundial também fez mudanças nos negócios. Com sugestões de distanciamento social e o fortalecimento do mundo digital, o BRDE acelerou o processo de digitalização e disponibilizou uma plataforma que aproximou o público e ofereceu soluções de financiamento diretas e rápidas.

“A mudança estava prevista inicialmente para ocorrer em 2021, mas as circunstâncias aceleraram o ritmo. Agora, por meio do Internet Banking, o paranaense pode tratar de processos de maneira remota e acessível, solicitar financiamento e receber atendimento profissional pela equipe do BRDE” , Bley Lipski.

“Migrar toda nossa plataforma de atendimento ao cliente para o ambiente digital possibilitou que pudéssemos atender um número muito maior de clientes, mesmo com toda equipe trabalhando remotamente. Considero que foi um sucesso, melhorias ainda precisam ser feitas, mas nosso tempo de resposta está melhorando continuamente”, observa a gerente de Planejamento.

LOGO PRAZO – Outro ponto importante destacado é que o BRDE atua no financiamento de longo prazo, em investimentos que mantêm no Paraná R$ 5 bilhões nas mãos de empresários. Ou seja, atualmente o mercado conta com esse valor viabilizado pelo BRDE e que só voltará à instituição num prazo de nove anos.

De acordo com Lisiane, o papel do BRDE, como banco de desenvolvimento, é ser resiliente e adaptável ao momento e às necessidades dos clientes. “O Programa Recupera Sul, por exemplo, permite o capital de giro com prazo mais longo e postergação dos pagamentos para os clientes que já tinham operação com o banco, dando um fôlego nos primeiros meses da pandemia.

Montante é de janeiro a setembro deste ano. Financiamentos garantiram suporte a esses segmentos no período da crise gerada pelo coronavírus. Um exemplo é o Supermercado Rickli, dos Campos Gerais.

O volume de crédito liberado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), de janeiro a setembro deste ano, para o comércio e serviços do Paraná ultrapassa R$ 196 milhões.

O resultado, praticamente igual ao do mesmo período de 2019, é considerado bastante positivo, diante das condições difíceis de 2020, em função da pandemia do novo coronavírus e a desaceleração da atividade econômica. “O desempenho demonstra o apoio do BRDE ao comércio e serviços, garantindo o suporte das atividades mesmo durante a forte crise deste ano”, afirma o diretor de Operações do Banco, Wilson Bley Lipski.

Um exemplo é o Supermercado Rickli, que no último dia 21 de outubro reabriu as portas da unidade de Jaguariaíva, após ampliação viabilizada por financiamento junto ao Banco.

O investimento no projeto de ampliação da unidade de Jaguariaíva foi de aproximadamente de R$ 5 milhões e proporcionou a geração 35 novas vagas de emprego. O financiamento permitiu ao supermercado ampliar a área total do imóvel locado, de 1.100 para 1.970 metros quadrados.

Além da ampliação, a rede  fez reformas na estrutura principal e substituiu alguns equipamentos, com o objetivo de aprimorar a experiência de compra dos consumidores com uma unidade mais moderna e completa.

As unidades seguem os procedimentos de higienização, controle de fluxo e orientações de distanciamento para garantir um ambiente seguro para os clientes e colaboradores.

Fundada há 35 anos, a rede Supermercados Rickli é da região dos Campos Gerais, conta atualmente com quatro unidades (Carambeí, Jaguariaíva e Arapoti. O BRDE também participou do investimento em Carambeí, em 2016, de R$ 8 milhões.

O BRDE promoveu nesta quarta-feira (21) a Product Lab Final Pitch, por meio de seu canal oficial no Youtube. Dez startups selecionadas pelo programa apresentaram suas soluções já desenvolvidas para parceiros, clientes e fundos de investimento.

O Programa BRDE Labs no Paraná foi realizado em parceria com a Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com o apoio de cooperativas agroindustriais paranaenses, clientes do BRDE. Para a etapa Product Lab foram 179 startups inscritas.

O evento on-line foi apresentado pelo head de Inovação da Hotmilk, Marcelo Finger, e começou com a explanação de autoridades e parceiros sobre a importância do programa, que teve como principal objetivo fomentar inovação e empreendedorismo no Estado.

O gerente da Hotmilk, Marcelo Moura, explicou que o BRDE Labs foi projetado para ter duas fases. Uma de produtos, com startups que estão na fase de validação do seu MPV (Mínimo Produto Viável) e têm as cooperativas como parceiras, e clientes delas, para que possam desenvolver tecnologia em conjunto.

Na segunda fase, que ainda está em andamento, com startups que se encontram numa fase de produtos desenvolvidos, que também estão trabalhando com as cooperativas e stakeholders, que podem ser clientes, desenvolver tecnologias juntos, aprimorar ainda mais e escalar.

O diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, agradeceu a todos pela parceria e falou do comprometimento da instituição com o agronegócio. “O BRDE é o banco da agricultura paranaense e isso que nos motivou efetivamente a unir as startups, que têm as ideias, à necessidade dos agricultores, apresentadas pelas cooperativas.”

“Nós temos um compromisso público de transformar o nosso Estado no mais digital do País. E estamos fazendo um esforço grande para fazer essa digitalização em todo o Estado, em todos os segmentos”, destacou o vice-governador, Darci Piana.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, falou da necessidade de se investir em inovação para avanços. “Queremos uma agricultura menos penosa, mais eficiente e poupadora de recursos. A gente precisa entregar mais e gerar mais resultados. Por isso, veio em muito boa hora essa visão estratégica, da BRDE junto com a PUC-PR, lançando esse desafio para as nossas empresas nascentes”, enfatiza.

Para o reitor da PUC-PR, Waldomiro Gremski a ciência produzida na universidade deve ter um reflexo na sociedade e em seus diferentes segmentos. “Nós sempre defendemos que a universidade tem o papel de desenvolver o País de uma maneira sustentável.”

A primeira parte de considerações, antes do pitches, foi encerrada com o diretor da  Hotmilk, Fernando Bittencourt Luciano. “É nosso desejo que, com esse programa, a gente possa apoiar o crescimento do nosso Estado e do Brasil, por meio do empreendedorismo, gerando uma cultura de inovação”, disse Luciano.

PITCHES – Cada startup teve quatro minutos para apresentar seu negócio, a solução oferecida e explicar em que mercado irá atuar. Elas receberam feedbacks de uma banca formada pelo secretário da Agricultura, do diretor de Operações do BRDE e de Franco Pontillo, do Fundo de investimento Domo, no qual o BRDE é cotista. Confira as dez melhores avaliadas:

Manfing: seu objetivo é conhecer o padrão de consumo dos clientes das empresas para que elas tenham previsões de vendas. Dentro de uma plataforma digital ela faz a análise dos dados e encontra oportunidades de aumentar essas vendas, dentro da própria base, respeitando o momento de consumo de cada cliente. Para isso se utiliza de algoritmos próprios, de inteligência artificial. No agronegócio, também é possível fazer previsões consolidadas de safras futuras, prevendo a necessidade de compra dos clientes. Também atende o setor de indústria e varejo.

PecSmart: repensa a produtividade para a produção animal a partir da gestão de informação e pecuária de precisão. Responder a questões, tais como: qual o custo adicional de um animal que já atingiu seu peso de abate, mas continua consumindo, ou quanto custa um animal que foi medicado tardiamente? Sua missão é olhar para a produção animal inteligente orientada a dados, de forma 100% automática, 24 horas por dia. Os trabalhos possuem quatro norteadores: nutrição, reduzindo custos; logística, otimizando abate no frigorífico; sanidade, com uma lógica de prevenção, e mercado, acelerando ou freando em função das oportunidades.

Silos: seu foco é resolver as questões de subjetividade, a falta de eficiência e velocidade, envolvidas no processo de classificação de grãos. Oferece tecnologia que substitui o olho e o raciocínio humano por câmeras. Acredita que a rapidez e eficiência a que o equipamento tecnológico se propõe refletirá em resultados que impactam na redução da folha de pagamento e agilidade logística, fomentando excelência operacional, fidelização do cooperado e a diminuição na rotatividade dos colaboradores.

Haka Bio Processos: a empresa é experiente em tecnologia a favor da economia circular e sustentável na cadeia de proteína animal. Oferece uma solução para sanar o problema de baixo valor agregado dos resíduos animais. Sua expectativa é produzir, com os ossos, 400 mil toneladas de bio-óleo, que é um potencial de produção do Brasil, e 300 mil toneladas de fosfato para nutrição animal, que corresponde a 100% do consumo brasileiro. A tecnologia da empresa pode processar não só ossos, mas qualquer tipo de resíduo da indústria de proteína animal.

Extractify: apresentou o facedigital, solução de reconhecimento facial para identificação em portarias e acessos remotos. Acelera todo o ciclo de onboarding, gestão de acessos e autorizações, com segurança e agilidade.  Eles criaram um gêmeo digital de toda a população para revolucionar a forma de identificação. A tecnologia é própria e personalizada, tanto para cadastros em canais digitais, quanto em totens, antifraudes, análise de crédito, reconhecimento facial, controle de acesso, carteira digital, entre outros.

Ylive: oferece soluções em biotecnologia para nutrição e saúde animal, por meio de uma plataforma para desenvolvimento e recomendação de produtos veterinários. A tecnologia analisa a microbiota, que nada mais é do que a população de bactérias presente no intestino do animal. Ela correlaciona essa informação através de análise genética, performance e bem-estar animal, utilizando ferramentas de inteligência artificial. Assim, pode-se analisar se o animal terá bom desempenho, boa saúde e sanidade. A ideia cabe para indústrias e produtores.

Transcender: apresentou o segmento da empresa voltado para o agronegócio, a AGR – IA, criado com o objetivo de resolução de problemas por meio da inteligência artificial e visão computacional. Dentro dessa ferramenta há várias funções. Uma delas é Moobiometrics (biometria de bovinos, por meio de imagens de câmera e smartphones). Outra é a Vet-view, para detecção de doenças em bovinos em estágio inicial e Moocontrol, painel de controle para gerenciamento de rebanhos e relatórios poderosos para decisão com base em informação precisa.

Tecexpert: empresa de agromobility focada em conectividade em missões críticas. Desenvolveu um produto que é uma “carretinha móvel”, que são estações transportáveis e modulares, de fácil instalação, com conectividade distribuída de forma inteligente e integração com internet via satélite. Se dedicam a fornecedores e representantes de máquinas agrícolas, cooperativas agrícolas e agritechs e startups do setor que querem um monitoramento mais preciso.

Agroraptor: oferece drones e processamento de dados, pensados para agricultura, para medida de áreas, linhas de plantio, curvas de nível, elevação do terreno, análise de doenças foliculares, nutrição (análise foliar, N, P, K, entre outros), compactação, inventário, perícia e mapeamento de daninhas, por exemplo. Trabalha tanto na construção de um drone quanto no desenvolvimento do software para o processamento das imagens.

Traive: tem o objetivo de reinventar o crédito agrícola através de dados. Eles entendem que é preciso endereçar o processo de crédito como um todo para atrair capital privado para esse setor. Para isso, desenvolveram uma tecnologia própria em que engloba mais de 3 mil pontos de dados, baseada em cinco grupos de risco: agronômico, financeiro, comportamental, de mercado e de sustentabilidade e compliance. Dessa maneira, consegue-se entender um produtor do ponto de vista individual, único e detalhado. A plataforma de financiamento é integrada, com várias outras tecnologias, que vão desde o pedido da compra e financiamento, passando pela análise, chegando à mitigação de risco, até uma contínua interação com os produtores e análise de dados.

Clique aqui para acessar na íntegra o Product Lab Final Pitch

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem sido um forte aliado da inovação nas empresas paranaenses. Por meio do programa de crédito Inovacred, foram liberados R$ 10 milhões para iniciativas voltadas ao desenvolvimento e aprimoramento de produtos, processos e serviços, e também ações inovadoras no âmbito organizacional e de marketing.

 

Em parceria com o Governo do Paraná, o acesso ao crédito voltado a projetos inovadores foi ampliado. O objetivo é a consolidação de uma cadeia produtiva moderna, para transformar o Estado o segundo mais inovador do País, como líder nos próximos anos.

 

“Estimular a inovação contribui para tornar a economia paranaense mais competitiva. Por isso, colocamos o fomento à inovação entre as nossas prioridades e é muito importante ter linhas de crédito para que os empreendedores possam investir e melhorar seus produtos e processos”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

O diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, explica que o Inovacred é um dos principais instrumentos oferecidos pelo Banco para promover a inovação no ambiente produtivo da Região Sul. “São financiamentos de longo prazo para empresas e projetos inovadores com juros, condições, tarifas e acompanhamentos diferenciados. Incentivos importantes que nos permitem fomentar a inovação e o desenvolvimento da economia paranaense”, diz Lipski.

 

O Inovacred pode ser solicitado por empresas beneficiárias com receita operacional bruta anual ou anualizada de até R$ 90 milhões. Já as linhas Inovacred 4.0 e Inovacred Conecta podem ser acessadas por empresas de porte maior.

 

No Brasil, o BRDE é o maior financiador da inovação, repassando recursos da Financiadora de Estudos e Projeto (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O Inovacred é disponibilizado desde 2013.

 

NOVOS MERCADOS – A Circuibras Circuitos Impressos é uma das empresas beneficiadas com os recursos do Inovacred. Fundada em 1985, em Curitiba, com dois funcionários, tem sede em Araucária, na Região Metropolitana da Capital, desde o início de 2020. Hoje, são 180 colaboradores. Nos últimos dois anos, foram celebrados quatro contratos de financiamento com o BRDE.

 

“Utilizamos recursos do Inovacred para montar a infraestrutura da nossa atual sede, em Araucária. Mas em todos os grandes projetos, desde 1998, tivemos apoio do BRDE”, diz Katia Ulaf Webber, diretora-administrativa da Circuibras.

 

Em 2016, por exemplo, a empresa iniciou um projeto para produção de placas eletrônicas para televisores LCD. No ano passado, a empresa passou a fornecer para grandes fabricantes de TV na Zona Franca de Manaus. Em 2020, diante da pandemia da Covid-19, houve fortalecimento da atuação na área médica, com a produção de placas para ventiladores pulmonares.

 

“A indústria médica percebeu a necessidade de contar com fornecedores nacionais, abrindo possibilidades para fornecer placas para outros equipamentos. O apoio do BRDE foi fundamental. Sem ele, não teríamos conseguido implantar os projetos”, afirma Katia.

 

A Circuibras tem ainda atuação nas áreas aeroespacial, militar, de segurança, transporte, energia e comunicações, entre outras.

Por meio da Secretaria do Trabalho e Assistência Social (STAS), o governo do Estado do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (22), a formação da rede de apoio aos empreendedores gaúchos com a assinatura do termo de cooperação entre o BRDE, um dos parceiros do Programa RS Trabalho, Emprego e Renda – RS TER, e a STAS.

A cerimônia contou com a presença do governador Eduardo Leite, da secretária de Trabalho e Assistência Social, Regina Becker, do diretor-presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Rogério Grade, e do diretor-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha. O lançamento do RS TER está previsto para o início de novembro de 2020.

Crédito e cooperação técnica

“Esse acordo tem dois pilares principais, que são o crédito e a cooperação técnica”, informou o presidente do BRDE. A parceria com a STAS e a FGTAS permite que nós possamos chegar mais facilmente na ponta do microcrédito urbano, rural e da agricultura familiar. Para o BRDE, é uma oportunidade de aprender a fazer crédito social”, disse Noronha.

“Nosso papel é coordenar a construção de um ambiente favorável à geração de trabalho, emprego e renda, por meio de uma grande rede de apoio ao empreendedorismo, aproximando todos os atores do movimento empreendedor. É interligar os ‘nós’ dessa rede para que os processos necessários à constituição de novos negócios e à promoção da sustentabilidade das empresas sejam constituídos dentro do papel de cada um dos atores, construindo pontes de parceria”, destacou a secretária Regina Becker.

“A entrada do BRDE no projeto RS TER vai nos permitir viabilizar os projetos de microcrédito que não apenas devem significar recursos na mão de empreendedores, mas uma orientação e um acompanhamento, dando suporte para que os empreendimentos que ali nascem resistam a eventuais dificuldades”, afirmou o governador Eduardo Leite.

O que é o RS TER

O programa RS Trabalho, Emprego e Renda – RS TER é uma política coordenada pela STAS com foco na geração de trabalho, emprego e renda, por meio do fomento ao empreendedorismo, a criação e/ou sustentabilidade de negócios embrionários, MEIs (microempreendedores individuais) e micro e pequenas empresas.

Tem como principal objeto disponibilizar, sistemicamente, os três eixos (crédito, gestão e mercado) a 15 mil empreendedores no RS, contribuindo com a implementação e/ou sustentabilidade econômico-financeira desses negócios, até dezembro de 2022.

O público-alvo do RS TER é a agricultura familiar, negócios informais, MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte e pequenos produtores rurais com faturamento máximo de R$ 4,8 milhões por ano.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu a marca de R$ 900 milhões em contratos no Paraná, em menos de nove meses – de janeiro até o início de setembro. Nos três estados do Sul, o valor chega a R$ 2,2 bilhões em contratos.

Na análise aprofundada dos contratos celebrados até o momento no Paraná, o BRDE apresentou aumento de 320% nos financiamentos de projetos de micro e pequenas empresas e 75% para médias empresas paranaenses.

Os projetos de eficiência energética e energias renováveis também têm destaque: tiveram aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2019, atingindo R$ 294 milhões em contratos no Estado. Já o Recupera Sul, Programa emergencial de crédito para recuperação da economia da região Sul, atingiu, por sua vez, a marca de R$240 milhões em contratos.

“Os números são expressivos e mostram que o BRDE esteve, mais do que nunca, ao lado do paranaense. Continuaremos trabalhando arduamente para manter e elevar estes marcos, fazendo ainda mais diferença na economia do Estado”, diz o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley Lipski.

NA REGIÃO – Nos três estados, o montante de R$ 2,2 bilhões em menos de nove meses deste ano já é superior ao valor total de 2019Se considerado o mesmo período do ano anterior, o crescimento em créditos contratados é de mais de 65%. No que diz respeito a recursos próprios, o aumento, comparado ao ano passado, ultrapassa 170%.

Avanços que, segundo Wilson Bley Lipski, demonstram a rápida resposta do Banco diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.  “Na crise, não nos escondemos. Pelo contrário, criamos o Programa Recupera Sul, destinamos créditos para a recuperação das empresas e montamos uma força-tarefa em parceria com o Governo do Paraná e outros parceiros para promover a manutenção e geração de empregos no Estado”, Lipski.

Ele ressalta que, além disso, foi aumentada a possibilidade de crédito com recursos próprios e com novos contratos como, por exemplo, AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento), CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), Fungetur (Fundo Geral do Turismo) e Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira).

Mais informações sobre programas, linhas de crédito e atuação do BRDE no Paraná e nos outros dois estados do Sul no site www.brde.com.br/

Depois do sucesso no Brasil, onde foi exibido em diversas salas de cinemas e plataformas digitais (VOD), o documentário Alex Câmera 10, que retrata a carreira do ex-jogador paranaense Alex, vai ganhar o Mundo.

O filme começou a ser exibido em 63 países de língua inglesa, entre eles, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul pela Amazon Prime, que possui 150 milhões de assinantes em todo o mundo. Estima-se que um terço disso, mais de 50 milhões, estão nessa área de abrangência.

O futebol brasileiro sempre encantou o mundo e agora muitos países poderão ver essa homenagem que fizemos ao Alex, um dos maiores camisas 10 dos últimos tempos, ídolo no Brasil e na Turquia”, disse o diretor executivo do filme, Adriano Rattmann.

APOIO – A distribuição do filme Alex Câmera 10 foi possível com o investimento do BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Ancine.

O aporte faz parte da linha de crédito emergencial do FSA elaborada pela Ancine e operada pelo BRDE e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com objetivo de auxiliar o setor de produção audiovisual, tão impactado pela pandemia.

“O BRDE compreende a relevância de apoiar a cultura brasileira através do setor audiovisual”, afirma Wilson Bley Lipski, vice-presidente e diretor de Operações do banco. “Os R$ 400 milhões que serão destinados ao cinema representam a manutenção de empregos e a sobrevivência de diversas empresas do ramo, que são tão importantes, tanto para a cultura, quanto para a economia do Brasil”, afirma.

“Um filme passa por várias etapas e sem dúvida a distribuição é uma das mais importantes”, afirma Adriano Rattmann. “Por isso a confiança e o investimento do BRDE e do Governo do Estado em nosso projeto foi muito importante para levarmos para o mundo a história de um dos maiores jogadores da história Paraná”, declarou.

Um dos momentos marcantes do filme se passa no Teatro Guaíra, onde o jogador tem um reencontro com as principais bolas que fizeram parte de sua carreira ao som do poema inédito “A Bola” do poeta e músico paranaense Marcos Prado, falecido em 1996.

No Brasil o filme está disponível na Vivo, iTunes, Google Play, NOW e Amazon Prime.

Alex Câmera 10 –  O filme Alex Câmera 10, de Adriano Rattmann e Cauê Serur, começou a ser produzido quando o jogador retornou da Turquia e optou, entre várias propostas, em jogar seus últimos anos de carreira pelo time que o revelou.

A obra mostra desde a chegada do jogador com calorosa recepção da torcida alviverde com mais de 10 mil pessoas no estádio Couto Pereira e acompanha o jogador pelos dois últimos anos da carreira desfilando seu futebol de Norte a Sul do país em 2013 e 2014.

No roteiro, momentos marcantes como o primeiro título com a camisa do Coritiba, um tetracampeonato estadual, algo que não acontecia há 40 anos; o gol 400 e o jogo mil da carreira, além da homenagem em seu jogo de despedida.

O mês de setembro começou com concerto virtual na Orquestra Sinfônica do Paraná em homenagem aos trabalhadores do campo. A obra apresentada nesta terça-feira (01) foi O Cio da Terra, de Chico Buarque e Milton Nascimento. O vídeo está disponível nas redes sociais do BRDE e do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná.

Os músicos da OSP gravaram cada uma de suas partes em suas próprias casas. A regência, também remota, é do maestro-titular Stefan Geiger. O vídeo teve a realização do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o apoio do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná.

Os concertos virtuais da OSP são um sucesso de público desde março. O primeiro da série foi O Trenzinho do Caipira, seguido por Carinhoso, uma homenagem aos profissionais de saúde, Parabéns pra Você, em comemoração ao aniversário da OSP, e O Bêbado e a Equilibrista, em homenagem a Aldir Blanc.

Os homenageados do novo concerto são os trabalhadores do campo, que assim como os profissionais da saúde merecem reconhecimento por manterem o País funcionando mesmo em tempos de crise.

O BRDE é agente financeiro repassador de recursos do Plano Safra, viabilizando crédito ao setor agrícola paranaense há 59 anos. O Paraná vai receber R$ 460 milhões por meio do Sistema Paranaense de Fomento, valor que será integralmente destinado a financiar a próxima safra. Este projeto visa aproximar a marca do banco com o pequeno agricultor, consolidando o BRDE como banco do agricultor.

O concerto virtual O Cio da Terra contou com o apoio do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná, Palco Paraná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura e Governo do Estado. A realização é do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).

Onde assistir:

https://www.youtube.com/brdeoficial 

https://www.facebook.com/brdeoficial/

https://www.instagram.com/brdeoficial/

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável do Paraná. Nos últimos meses, pelo menos três projetos ligados a esta temática foram aprovados e receberão financiamento do banco.

Com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), por meio do Programa BRDE PCS – Produção e Consumo Sustentáveis, que financia projetos de impacto positivo sobre o meio ambiente e o clima, o BRDE tem apoiado projetos ligados às energias limpas e renováveis; gestão de resíduos e reciclagem; uso racional e eficiente da água; agronegócio sustentável e cidades sustentáveis.

Recentemente, três municípios comemoraram a conquista de recursos: Roncador, Barbosa Ferraz e Assis Chateubriand. No primeiro, o projeto contemplado consiste na substituição dos 1.596 pontos do parque de iluminação pública, atualmente formado por luminárias com lâmpadas de vapor de sódio, por luminárias em LED. Integralmente financiado pelo BRDE PCS, o valor passa de R$ 2,4 milhões.

Em Barbosa Ferraz, o projeto também diz respeito à iluminação pública. Por lá, aproximadamente 1,8 mil pontos de iluminação foram trocados por luminárias de LED. O valor do projeto, também financiado de forma integral, é de cerca de R$ 2,1 milhões.

No município de Assis Chateubriand a construção de um abrigo para estacionamento da frota de veículos leves e pesados do município, assim como a instalação de sistema de geração de energia fotovoltaica de 214,4 kilo-Watt-pico (kWp), recebeu investimento de mais de R$ 1,8 milhão pelas linhas AFD e BNDES.

SOBRE A AFD – A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) recentemente celebrou o financiamento de 70 milhões de euros – cerca de R$ 425 milhões – para o BRDE. Historicamente, desde 2018, o banco conta com empréstimos da agência, direcionando os recursos para o Programa BRDE PCS – Produção e Consumo Sustentáveis.

Hoje, esta é a linha mais demandada no BRDE, que procura atender e incentivar o financiamento de projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU. Entre eles, estão itens como educação de qualidade; igualdade de gênero; cidades e comunidades sustentáveis; produção e consumo sustentáveis, paz e justiça, entre outros.

A etapa de pré-aceleração do programa BRDE Labs no Paraná acaba de ser concluída. Dez startups foram escolhidas para a próxima fase, a de aceleração. O projeto tem como objetivo oferecer apoio, capacitação e aporte de recursos às startups que desenvolvem soluções para diversas áreas e conta com a parceria da Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e curadora do programa.

Ao todo 179 startups se inscreveram no BRDE Labs.  Através de variadas etapas avaliativas, as 10 startups escolhidas para a fase de aceleração foram: Transceder.Dev, Traive, Tecexpert Brasil, Agroraptor, Extractify, Manfing, Haka Bioprocessos, Pecsmart, Silos, Ylive.

Dentre os projetos selecionados, soluções tecnológicas para o agronegócio se destacaram, como por exemplo o monitoramento e automação de lavouras através de drones para diagnóstico de precisão nas tomadas de decisão no manejo das lavouras; a automação do processo de classificação de grãos através de visão computacional nas cooperativas, aumentando a agilidade e confiabilidade deste processo; e uma proposta de monitoramento de granjas combinando métricas zootécnicas, biometria e gerenciamento de dados, com foco no aumento da produtividade e bem estar animal.

As finalistas do programa receberão capacitação em áreas como liderança, OKRs, modelos de negócios, vendas, marketing, propriedade intelectual e captação de investimento.

Visando o desenvolvimento dos empreendedores, estão incluídos no processo de aceleração a participação em 6 workshops de capacitação, o apoio para a implantação das Provas de Conceito (PoCs) junto às cooperativas participantes, e auxílio para criação de um plano de desenvolvimento individualizado, com apoio de mentores para aceleração de seus negócios. Através das conexões feitas no projeto, as startups poderão fechar parcerias com as cooperativas ligadas ao BRDE Labs e receber aporte de Fundos em que o BRDE é cotista. Por meio deste programa, o BRDE busca acrescentar aos empreendedores experiência de mercado, conhecimento prático de empreendedorismo e visa proporcionar oportunidades de implementação dos projetos, fomentando a inovação sustentável.