BRDE

Em 2020, o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões apresentou um especial comemorativo em conjunto com a HAUS com reportagens sobre arte, arquitetura e história do local. Para complementar a programação que celebra o importante momento e marcar o início das atividades em 2021, o BRDE apresenta agora um vídeo documental em que personalidades ligadas às atividades e à memória do Palacete Leão Jr. falam sobre sua relação com o local.

Nele, estão compiladas entrevistas e imagens que revelam detalhes arquitetônicos da construção, bem como sua importância para a arte e cultura, economia e sociedade curitibana e a conexão com a erva-mate. Confira a seguir o vídeo comemorativo!

 

 

Novas exposições com formato híbrido e visitas agendadas

O Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões anunciou sua reabertura ao público adotando um plano de reabertura gradual de suas atividades. No dia 22 de fevereiro será inaugurada a exposição “O que resta” da artista Teca Sandrini, individual que toma como casa o Palacete dos Leões. São oito pinturas, dois desenhos, três esculturas em mármore e um voil que convidam o espectador para um universo de detalhes.

Nas palavras da crítica de arte Maria José Justino, que assina a curadoria da exposição, o trabalho de Teca “é inseparável de sua existência” e os papéis de criadora e criatura se confundem constantemente. “As retinas fatigadas de Sandrini prosseguem executando a sua reforma doméstica. A pintura continua passional, dramática, brutal, moldada quase que exclusivamente pela cor, que inscreve, no branco da tela, traços cruéis e fortes.” escreve Justino em seu texto “Teca Sandrini, água de todas as possibilidades”.

Estela Sandrini é formada em pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e tem especialização em Antropologia Filosófica pela Universidade Federal do Paraná. Trabalhou no ateliê do Professor Juan Carlo Labourdette, em Buenos Aires e no Maryland Institute of Art, nos Estados Unidos. Entre 2011 e 2017 foi Diretora Cultural do Museu Oscar Niemeyer. Participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior e possui obras em importantes acervos institucionais.

A exposição conta com um formato híbrido de atividades, com uma programação ampliada para ser acessada de modo virtual e com tour virtual com audiodescrição.

 

Teca Sandrini, Sem Título, 2020| Divulgação/Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões

 

Além disso, o Programa de Artes Visuais do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões também seleciona propostas de jovens artistas e, desde 2019, a Torre do Palacete passou a abrigar propostas artísticas da cena contemporânea. A partir de 01 de março “Mãe, mar” exposição da artista Livia Fontana será apresentada na Sala da Torre, antiga cozinha da fase de moradia do Palacete.

O trabalho realizado por Livia é uma reflexão sobre a fotografia na sociedade contemporânea, a partir de uma poética crítica que envolve a manipulação de imagens antigas e atuais, que partem de apropriações e acontecimentos da internet.  “É uma exposição sobre a vida cada vez mais vigiada, o imperativo de representar e a impossibilidade de desconexão”. A exposição aborda esta temática a partir da evolução dos usos da fotografia, como em sua série Loading, que lidam com o estado de ansiedade de imagens que ainda não se formaram, “traz aqueles segundos de espera, um momento aparentemente sem sentido, que ao ser captado pela poética da fotografia, permite reflexões sobre a nossa relação com as imagens e sobre a potência estética desse “entre” lugar.”, relata a artista.

Livia Fontana é artista visual. Nasceu em Curitiba, Paraná – Brasil, 1979. Duas obras da série Loading foram adquiridas em 2018 pelo Museu Oscar Niemeyer. A crítica Amélia Correia assina o texto crítico da mostra.

 

Narrativas e Poéticas do Mate

A erva-mate será celebrada ao longo dos próximos meses também na programação do local. Em 2020, o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões e o Museu Paranaense iniciaram o programa Circuito Ampliado – Acervos em Circulação, uma iniciativa de cooperação entre as instituições culturais, que tem como objetivo “incentivar a pesquisa em acervos, estimular novos recortes curatoriais e proporcionar a ampliação de públicos com a circulação de acervos de Curitiba”, conforme apontam as instituições.

A primeira iniciativa neste sentido foi fomentar pesquisas sobre acervos relacionados à erva-mate, buscando amplificar as percepções sobre o patrimônio ervateiro a partir da perspectiva histórica, antropológica, artística e cultural. Como fruto desta pesquisa, diversas atividades vêm sendo desenvolvidas pelas instituições, entre elas a exposição Narrativas e Poéticas do Mate, em montagem no Espaço Cultural BRDE e com abertura prevista para abril de 2021.

 

Antonio More/ Arquivo GP – Acervo Museu Paranaense

 

Narrativas e Poéticas do Mate apresentará um conjunto de rótulos ervateiros provenientes do acervo do Museu Paranaense . “Os rótulos selecionados para a mostra no Palacete apresentam uma característica comum: paisagens e elementos da natureza. Cenas rurais com plantações, rios, erva-mate e araucária – e mesmo paisagens estranhas à geografia do sul – poderão ser observadas a partir de diferentes composições formais”, aponta a divulgação da exposição do Palacete dos Leões.

Além dos rótulos, a exposição apresentará uma sala botânica, com exsicatas da coleção do Museu Botânico de Curitiba e trechos dos diários de Auguste de Saint Hilaire – naturalista responsável pela classificação científica da erva-mate (Ilex paraguariensis). Também haverá umasala dedicada às pinturas do artista Alfredo Andersen relacionadas à erva-mate, entre as quais, os retratos pintados à óleo do casal Maria Clara Abreu de Leão e Agostinho Ermelino de Leão Jr. Durante a exposição, a Sala da Torre receberá a instalação “O verde é o verde” da artista Eliane Prolik.

 

Exsicata Ilex paraguariensis, 1966. Acervo Museu Botânico de Curitiba. [De Hilaire a Hatschbach/ Narrativas e Poéticas do Mate] | Divulgação/MUPA

Acompanhe a programação de exposições do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões nas redes sociais para saber mais sobre as próximas mostras e conhecer previamente algumas das peças.

 

Serviço

Abertura: Visitas presenciais agendadas pelo site, a partir de 18 de fevereiro.  O agendamento será semanal e aberto às quintas-feiras da semana anterior.
Horário de visitação: de segunda a sexta, das 12h30 às 18h30 – somente mediante hora marcada, neste link.
Local: Espaço Cultural BRDE ― Palacete dos Leões, Av. João Gualberto, 570 – Alto da Glória, Curitiba – PR
Entrada Gratuita
Visita segura: Em sua reabertura o Palacete adotou o ingresso online para agendamento das visitas. Obrigatório uso de máscara durante todo o período no Palacete, mediação da temperatura corporal e seguir as regras de distanciamento social.

Exposição “O que resta – Teca Sandrini”
Período expositivo: de 22 de Fevereiro até 31 de Março
Local: Salas 1 e 2

Exposição “Mãe, mar – Livia Fontana”
Período expositivo: de 01 a 31 de Março
Local: Salas da Torre

Exposição “Narrativas e poéticas do Mate”
Programa Circuito Ampliado – Acervos em Circulação
A partir de 12 de Abril

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu a marca de R$ 58,7 bilhões em projetos financiados no Paraná e 60 mil projetos em toda a sua história.

O contrato de número 60 mil foi com a Integrada Cooperativa Agroindustrial, empresa sediada em Londrina e presente em 49 municípios do Paraná e São Paulo. Para os seus mais de 10 mil cooperados, a Integrada comercializa insumos, presta assistência técnica, recebe, armazena e comercializa produção de grãos, além de agregar valor através da industrialização. O valor repassado pelo BRDE à cooperativa foi de R$ 10 milhões, no programa Funcafé.

“Esse é um marco para o banco. Chegar a 60 mil projetos financiados é a prova de como o BRDE tem apoiado empresas paranaenses a inovar, gerar empregos e fomentar a economia paranaense”, afirma o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley.

O Funcafé serve para a estocagem de café, já que a cooperativa atua no Norte Pioneiro do Estado, onde a maioria dos produtores são de pequeno e médio porte. “Ajudamos no beneficiamento e processamento do café para esses cafeicultores com produção menor. Isso possibilita que aqueles que não têm estrutura suficiente continuem comercializando seu produto”, diz o diretor-presidente da Integrada Cooperativa Agroindustrial, Jorge Hashimoto.

Segundo o diretor, a cooperativa é responsável por 15% de toda a produção de café do Paraná e, por isso, é tão importante ter o BRDE como um de seus parceiros. “O BRDE tem sido um grande aliado desde o início da Integrada para ampliação do nosso negócio. Assim, estamos cada vez mais gerando empregos e girando a economia local”, ressalta.

De acordo com Wilson Bley, o BRDE pretende ampliar cada vez mais sua atuação em empresas e projetos que construam e projetem inovação ao Estado. Uma prova disso é o total somado de contratos celebrados pelo BRDE até o ano passado (R$ 58,7 bilhões em valores atualizados pelo IGPDI). “Nós provamos que somos um banco que acredita no potencial dessas empresas. Por isso, queremos cada vez mais fazer parte da história delas”, acrescenta Bley.

Participaram do evento nomes como o vice-governador do estado, Darci Piana, o Secretário Estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Na tarde desta segunda-feira (08), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) promoveu a final do programa BRDE LABS, programa desenvolvido em parceria com a Hotmilk, Ecossistema de Inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). As dez startups finalistas apresentaram seus projetos no evento online aconteceu por meio do canal oficial do BRDE no Youtube.

O BRDE Labs foi criado com o intuito de ajudar no desenvolvimento do estado. Com esse projeto, as startups puderam ter contato com cooperativas agroindustriais e pudessem criar soluções para melhorar seus processos de produção, automação, financeiro, gestão, infraestrutura, etc.

O evento foi aberto com a fala de autoridades e parceiros sobre o projeto e a importância que ele tem para o desenvolvimento de novas tecnologias para o Paraná. Estavam presentes o vice-governador do estado, Darci Piana, o Secretário Estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o vice-Presidente e Diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley, o Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Waldemiro Gremski, o Diretor da Hotmilk, Fernando B. Luciano, e o sócio da DemoInvest e Gestor do Fundo  Anjo, Franco Pontillo.

Em sua fala o vice-Governador do estado do Paraná Darci Piana comentou sobre a importância da iniciativa do BRDE em conjunto com a Hotmilk “A atualização dos conceitos produtivos do Paraná podem refletir para os demais estados do país, passando fronteiras, por essa inciativa de que essas startups apresentem seus estudo e inovações”.

Ortigara, falou da importância que a agricultura tem para o estado, que tem rumado para a quarta economia do Brasil, tendo raízes na agroindústria com aproximadamente 34% da sua economia no agro.

Bley agradeceu as cooperativas do Paraná pelo apoio as iniciativas do banco. Ele ainda destaca que nos 60 anos do BRDE eles têm se direcionado para a modernidade. “Essa parceria com a Hotmilk e a PUC, o estreitamento de laços com as cooperativas, fizeram o sucesso desse projeto. Em breve esperamos que essas startups encontrem financiadores para desenvolverem mais ainda seus projetos”. O vice-presindente ainda agradeceu a equipe do BRDE e lançou o desafio para que em breve seja lançado o segundo BRDE Labs.

Confira a descrição de cada startup e seu projeto:

AGAPYS – Comece a transformar os seus processos e tarefas simulando a atuação do ser humano ao executar atividades em um computador (em tempo real). O RPA (Robotic Process Automation) é a inovação tecnológica perfeita para automatizar e otimizar processos / tarefas, que antes só poderiam ser executadas com a intervenção humana, economizando tempo e recursos.

AWARE – O TAS é o TMS para empresas embarcadoras (Transportation Management System) da Aware. A diferença para todos os outros é que ele foi pensado em automatizar seus processos, reduzindo custos e falhas humanas. Além disso, diferente de outros TMS do mercado que foram pensados para transportadoras, o TAS possui ferramentas próprias para que embarcadores possam gerenciar o seu relacionamento e acompanhar suas remessas com diversas transportadoras diferentes.

BART DIGITAL – Criada com o objetivo de facilitar os processos de financiamento agrícola, a Bart Digital possibilita a digitalização dos recebíveis agrícolas. Os credores do agronegócio passam a formalizar as garantias de maneira 100% digital, contando com emissão, coleta de assinaturas digitais e registros eletrônicos em cartórios e centrais registradoras.

COWMED – A Cowmed monitora o comportamento de bovinos de leite através de um colar e antenas, onde monitoramos 24 horas por dia, o tempo de ruminação do animal durante o dia todo, o tempo de atividades e o tempo de ócio. Com esses parâmetros medidos, cruzamento esses dados para dar alertas no celular ao produtor se o animal está no Cio e qual melhor horário para inseminar, aumentando assim as taxas reprodutivas, alertas de saúde, se o animal mudou o comportamento dele nos últimos dias, prevenindo doenças, baixando as taxas de descarte da fazenda e alertas de nutrição, onde informamos se o lote monitorado está tendo uma nutrição desejada, se houve alguma mudança no consumo impactante positivamente ou negativamente e assim melhorando a produção leiteira.

CYCLOAR – O Cycloar é um sistema de exaustão e iluminação natural para Silos e Armazéns Graneleiros que utilizará iOT. Resolvemos o problema de perda de grãos (apodrecimento) depositados por conta da condensação. Atualmente o sistema Cycloar já reduz as perdas dos grãos armazenados por conta do sistema de exaustão e iluminação e com a integração de soluções iOT poderemos fazer a gestão das unidades armazenadoras, monitorando e automatizando a estocagem em silos e armazéns graneleiros.

DIGIFARMZ SMART AGRICULTURE – A DigiFarmz é uma plataforma digital que combina dados de pesquisas, informações climatológicas, genética de cultivares, datas de semeadura, local e outros parâmetros, para apresentar recomendações inteligentes que auxiliam produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário, tanto no controle de doenças, pragas e plantas daninhas quanto na nutrição das plantas. Empoderando decisões de toda a cadeia do agronegócio, permitindo a utilização dos insumos de forma racional e sustentável visando maior produtividade e rentabilidade nas lavouras.

GIRO.TECH – Apoiamos grandes empresas e cooperativas na criação de suas próprias operações de financiamento, gerando novas receitas para a companhia e maior inteligência financeira para sua operação. Temos as licenças do BACEN e CVM para criar e gerir o fundo de investimento da sua empresa e fornecemos as plataformas e tecnologia necessária para a criação das operações digitais de financiamento a seus clientes e fornecedores. Com a Giro.Tech você pode pode ter sua própria plataforma de financiamento sem os altos custos e burocracia da abertura de uma instituição financeira regulada.

NOVAGUATÁ – Fazemos kits de biologia molecular voltados para contaminantes microbiológicos, como Salmonella sp. A produção de frango e outras produções industriais necessitam de respostas rápidas quanto a contaminantes, e desenvolvemos um kit que analisa em 7 horas, o que o método clássico leva de 3 a 15 dias. Queremos revolucionar a analise microbiológica, trocando as análises realizadas pelos métodos convencionais por métodos moleculares. Migrando do analógico para o digital nas análises laboratoriais.

RADEK SYSTEMS – Radek ajuda empresas concessionárias de energia a reduzir perdas comerciais e não técnicas (roubo) de energia utilizando inteligência de dados (IA) e internet das coisas (IoT). A empresa pretende utilizar a nossa experiência no setor de Utilities (concessionárias de energia) para ajudar a formatar nossa plataforma SeGRID para atender as empresas do setor de Agronegócio – sobretudo na gestão energética, logística e processos produtivos; através da experiência da equipe na redução de perdas utilizando IoT e IA.

SCOREPLAN – Sistema para Planejamento Estratégico e Orçamentário; automatiza processos, potencializa os controles e entregas, reduz erros e retrabalho, agiliza os processos de tomada de decisão e integra toda a gestão estratégica da empresa; objetivos, indicadores, ações, projetos, Budget e etc. O Scoreplan é uma plataforma Cloud que unifica todos os processos de gestão estratégica da empresa em um único local.

O crédito irá financiar projetos nas áreas de produtividade empresarial, eficiência energética, energias renováveis e agronegócios.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) recebeu recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina, o CAF, no valor de US$ 4.339.644,83. Segundo o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, este valor irá beneficiar quatro empresas paranaenses. Ao longo de 2021, o BRDE estima liberar US% 70 milhões de CAF.

Ainda de acordo com Bley, o objetivo da contratação de crédito é financiar projetos de pré-investimento e de investimento nas áreas de produtividade empresarial, eficiência energética, energias renováveis e agronegócios. “Com este crédito, já conseguimos dar suporte a quatro empresas do Paraná e auxiliar na geração do emprego do estado”, afirmou.

Uma das empresas beneficiadas pelo crédito é a Romanha Alimentos. Segundo o Diretor Presidente da marca, Cesar Renato Vasquez Kulpa, o crédito é vital para o projeto de expansão de sua fábrica, localizada atualmente em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

“Nós temos um mercado sólido, onde as demandas estão crescendo em outros estados. Por isso, queremos ampliar e focar na excelência. Para isso, precisamos monitorar cada processo e estruturar um crescimento sólido, que possa até almejar um mercado internacional”, afirma Kulpa.

Bons resultados

Com créditos como esse, o banco pretende atingir metas como as de 2020, quando liberou R$ 3 bilhões para empresas que fizeram a economia da região Sul crescer e os empregos no Paraná aumentarem com mais de 124 mil contratações nos setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária.

Toda a documentação foi assinada pelo vice-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski e pelo diretor de planejamento, Luiz Corrêa Noronha e encaminhada ao CAF.

O banco também atuou como estruturador das conceções dos pátios veiculares do Detran.

 

Na tarde de segunda-feira (25), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) se reuniu com a diretoria da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) para tratar da desestatização da empresa.

Estavam presentes no encontro o Vice-Presidente e Diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, o presidente da Compagás, Rafael Lamastra Jr., e o presidente do Conselho de Administração da Compagás, Wendell Alexandre Paes.

A Compagás se prepara para iniciar um processo de desestatização, e o BRDE pode contribuir na construção de uma solução sustentável. “O BRDE detém todas as competências necessárias para apoiar os Estados nos processos de desestatização, conferindo segurança e agilidade”, afirmou Bley.

Não é a primeira vez que o BRDE inova na prestação de serviços. Em outro projeto estruturante para o Estado do Paraná, o banco é o consultor técnico-financeiro no projeto que visa estabelecer uma parceria público-privada para concessão dos pátios veiculares, hoje administrados pelo Detran. “Estamos modernizando os serviços do BRDE para atender as demandas dos nossos Estados, e isso nos enche de orgulho. Estamos fazendo história e apoiando a modernização da máquina pública”, finalizou o vice-presidente.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) liberou R$ 125 milhões em fundos para sete cidades do Paraná, através do programa BRDE Munícipios. Os recursos foram aprovados para serem investidos em projetos de energia solar, iluminação pública e infraestrutura viária.

As cidades contempladas foram Arapongas (R$ 11,4 milhões), Campo Mourão (R$ 16,2 milhões), Cascavel (R$ 20,1 milhões), Florestópolis (R$ 893 mil), Londrina (R$ 71,4 milhões), Mauá da Serra (R$ 2 milhões) e Roncador (R$ 3,3 milhões).

Londrina, que fica na região Norte do Estado, pretende modernizar a iluminação da cidade na aplicação de luminárias de LED. Segundo o secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Janderson Marcelo Canhada, essas luminárias são mais eficientes e têm menor consumo energético comparado as lâmpadas de vapor convencionais.

O município estima uma redução de 20% no consumo de energia elétrica, gerando economia à cidade. “A iluminação urbana representa o bem-estar e desenvolvimento do município. Cidade bem iluminada atrai turista, mais segurança para as pessoas e na proteção do meio ambiente”, diz Canhada.

OPERAÇÕES 2020 – Os valores fomentam as ações promovidas pelo BRDE para a ampliação de recursos, priorizando o desenvolvimento e assistência aos municípios, viabilizando ações que minimizem efeitos da pandemia.

Segundo Wilson Bley, vice-presidente e diretor de operações do BRDE, o banco vem garantindo possibilidades de desenvolvimento aos municípios de forma ágil e transparente, contribuindo para suas transformações e para a continuidade das atividades produtivas.

“As linhas de créditos são importantes para este momento, considerando as retomadas de crescimento. E, assim, o BRDE cumpre seu papel de banco de desenvolvimento”, ressaltou Bley.

Essas ações permitem o desenvolvimento local, bem como agregam valor à vida dos moradores, dando melhores condições de mobilidade urbana, e atuando para a responsabilidade socioambiental, investindo em energia solar e gerando fatores de economia aos consumidores.

O BRDE tem apoiado projetos ligados às energias limpas e renováveis; gestão de resíduos e reciclagem; uso racional e eficiente da água; agronegócio sustentável e cidades sustentáveis. “Nosso objetivo é continuar aliado dos interesses municipais, disponibilizando créditos para viabilizar as melhorias contínuas regional”, afirmou Bley.

O BRDE – O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) é uma instituição de fomento criada pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com o objetivo de fazer o Sul do Brasil prosperar. É signatário do Pacto Global da ONU e opera em sintonia com os ODS. Também conta com recursos internacionais da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e Banco Europeu de Investimento (BEI) para o financiamento de projetos voltados à produção e consumo sustentáveis. É agente financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine) em todo o território nacional. Apoia projetos culturais, sociais e esportivos que beneficiam milhares de pessoas e instituições, por meio das leis de incentivo. Somente de janeiro a setembro de 2020, financiou R$ 2,2 bilhões para projetos na Região Sul que beneficiam todos os portes de empresas e setores da economia.

A instituição oferece crédito de longo prazo para viabilizar investimentos a empresas de todos os setores e portes, cooperativas, produtores rurais e prefeituras, mantendo acordos com instituições internacionais de fomento para ampliar as fontes de recursos à disposição dos clientes.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou um aditivo contratual em sua parceria com o Ministério do Turismo para administrar o Fundo Geral de Turismo, o Fungetur. Com o aditivo, foram adicionados mais R$ 100 milhões em investimentos no turismo da Região Sul do País, chegando ao total de R$ 646 milhões. Desses, R$ 293 milhões já foram aplicados em operações aprovadas até 30 de novembro do ano passado.

Para o Paraná, foram direcionados até agora R$ 102 milhões, que estão disponíveis para investimentos em projetos relacionados ao turismo, como implantação, ampliação, modernização ou reforma de empreendimentos.

“Esses investimentos, além de ajudar os empresários a desenvolver seus negócios, ajudam a gerar mais empregos e atrair renda para o estado”, afirma o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley.

Essa parceria entre o BRDE e do Ministério do Turismo começou em 2017 e nos últimos três anos foram investidos R$ 121,9 milhões na construção e revitalização do turismo no Paraná.

PANDEMIA  O turismo foi um dos mais afetados com a pandemia e, em resposta a isso, foram tomadas diversas medidas para ajudar a aliviar os impactos financeiros nesse setor. Entre elas, houve redução do teto de encargos financeiros para projetos (obras civis) e capital de giro isolado, baixando de 6% e 7% para até 5% a.a. + Selic.

Houve, também, aumento da carência para capital de giro isolado, passando de 6 para até 12 meses, com a suspensão do pagamento de juros por até 6 meses durante o período de carência, devendo o saldo ser capitalizado.

Ainda foram tomadas medidas para ajudar a economia durante a pandemia. Houve aumento do prazo de financiamento para capital de giro isolado de 48 para 60 meses, extensão das linhas de crédito para todos os portes (MEI, micro, pequenas, médias e grandes empresas), suspensão dos limites impostos a aplicação dos recursos do Fundo, permitindo a aplicação de 100% no capital de giro, entre outros.

FUNGETUR – O Fundo Geral de Turismo foi criado para promover a melhoria da infraestrutura do setor, a partir do aprimoramento de serviços prestados a visitantes e da dinamização da vocação turística de todas as regiões do País.

Em 2020, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desenvolveu o Programa BRDE Labs no Paraná, realizado em parceria com a Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e apoio de cooperativas agroindustriais paranaenses.

O objetivo do projeto é selecionar startups que apresentem soluções já desenvolvidas para parceiros, clientes e fundos de investimento. Inicialmente, na etapa Product Lab, 179 startups se inscreveram. No Product Lab Final Pitch, em outubro, foram selecionadas dez.

Como o foco do projeto é o agronegócio, o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, salientou o comprometimento da instituição com o setor. “O BRDE é o banco da agricultura paranaense e isso nos motivou efetivamente a unir as startups que têm as ideias, à necessidade dos agricultores, apresentadas pelas cooperativas”, afirmou.

As dez startups selecionadas foram Manfing, PecSmart, Silos, Haka Bio Processos, Extractify, Ylive, Transcender, Tecexpert, Agroraptor e Traive. Atualmente, no processo final do projeto, algumas das empresas selecionadas explicaram como está sendo a experiência e como elas conseguiram auxiliar seus parceiros.

A Silos, por exemplo, tem o foco de resolver questões de subjetividade, falta de eficiência e velocidade envolvidas no processo de classificação de grãos.

O CEO da Silos, Ian Cavalcante, explicou que hoje essa classificação é feita por pessoas. Por isso, o processo está sujeito a opinião destes profissionais para confirmar a qualidade dos grãos. Como é esse processo que define o preço pago pela carga, não é incomum que haja casos de fraudes, segundo Cavalcante.

A solução da startup, portanto, é entregar transparência para o mercado por meio de um equipamento que automatiza este processo com inteligência artificial, entregando assim, uma maior certeza acerca da qualidade dos grãos que estão sendo comprados e vendidos.

Financeiramente, a solução também impacta positivamente a empresa que a adotar. Segundo o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, as falhas na classificação de grãos podem gerar até R$ 3,1 bilhões de prejuízo por safra.

Segundo o CEO, a solução é muito importante para a classificação de grãos no país. “Melhorar este processo, portanto, pode levar o Brasil rumo à liderança no agronegócio mundial”, relata.

PECUÁRIA DE PRECISÃO – Outra startup que desenvolveu uma solução para um cliente no projeto e teve êxito foi a Pecsmart. Dentro do BRDE Labs, a empresa propõe repensar a produtividade para a produção animal a partir da gestão de informação e pecuária de precisão. “Quebramos a lógica do monitoramento olhado pelo retrovisor. Ou seja, quando você entrega o lote e só depois extrai as métricas. Nós fazemos tudo isso em tempo real”, afirma o CEO da Pecsmart, Diego Kurtz.

Isso é possível por meio de algumas soluções: o rastreio dos lotes usando um aplicativo com documentos digitalizados com dados do lote que inclui tudo que aconteceu na vida do animal, ou seja, o quanto ele consumiu, qual ração, o que tinha nessa ração, o que passou pela medicação e muito mais. “É um raio x completo da vida do animal, esse é o objetivo”, relata Kurtz.

Usar dados como os emitidos pela Pecsmart reduz o custo de R$ 5 a R$ 12 por animal. “É possível monitorar o consumo, logística, antecipação de abate, racionalização. Tudo isso influencia no custo final do lote”, avalia o CEO.

A solução, portanto, é um avanço na produção animal, segundo Kurtz. “Acredito que vamos olhar daqui a dez anos e nos perguntar como fazíamos tudo isso sem essa tecnologia de monitoramento”, conclui.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou em 2020, no Paraná, aumento de 34% no valor dos contratos com o setor de comércio e serviços, na comparação com o ano anterior. O crescimento ocorreu por conta do Recupera Sul, programa desenvolvido pelo banco para oferecer capital de giro e possibilitar que as empresas pudessem se manter durante a crise causada pela pandemia.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Estado obteve saldo positivo de 33.615 vagas com carteira assinada, entre janeiro e outubro.

Para o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley, estes recursos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda.

Ele destaca que o BRDE bateu recordes em investimentos no ano de 2020. “Nós recebemos uma demanda de 2.735 pedidos de financiamentos de janeiro a dezembro de 2020, sendo 1.040 delas requisições concentradas de 23 de março a 09 de abril, semanas onde a crise do coronavírus começava a se estabelecer no País”, explica Bley. “Entendendo a necessidade do mercado, o BRDE criou este produto novo, oferecendo capital de giro”.

CRESCIMENTO ECONÔMICO – O BRDE Recupera Sul é um programa emergencial de crédito para recuperação da economia na região Sul do País. Ele tem a finalidade de prover capital de giro nas modalidades de microcrédito (de forma indireta) e crédito empresarial (de forma direta e indireta) para as empresas na recuperação da economia, frente à retração advinda da Covid-19, de modo a possibilitar a retomada do crescimento econômico, com a geração de emprego e renda.

O convênio tem o objetivo de auxiliar no programa Paraná Mais Empregos por meio da área operacional de cadastros e liberação de créditos.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) firmará um novo convênio com a Fomento Paraná que irá estimular empregos no estado por meio do programa do governo Paraná Mais Empregos.

O projeto é responsável por dois subprogramas denominados como Banco do Empreendedor Paranaense e Banco do Agricultor Paranaense. Ambos têm como propósito a geração de empregos na região, apoio ao agronegócio e à agroindústria paranaense, apoio à implantação de projetos que utilizem fontes alternativas para a geração de energias renováveis, sustentabilidade econômica e ambiental e capacitação dos agentes tomadores de recursos, de técnicos e produtores rurais.

“Nós celebramos esta parceria por conta da importância do programa para a economia do Paraná. Os bancos, por meio da liberação de créditos, vão estimular empregos e gerar o crescimento econômico do estado”, relata o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

O papel do BRDE no convênio será de operacionalizar o cadastro e seleção dos interessados em obter crédito no programa, além de se responsabilizar integralmente pela contratação, liberação, acompanhamento e cobrança dos empréstimos nos termos das linhas de crédito utilizadas para a operação do Paraná Mais Empregos. O beneficiários terão parte dos juros da operação de financiamento pagos pelo FDE, sendo que as maiores reduções serão para projetos em municípios com IDH abaixo da média Estadual.

Podem solicitar crédito ao Banco do Empreendedor Paranaense e ao Banco do Agricultor Paranaense a micro/pequena/média empresa, o produtor rural, a agroindústria familiar, as cooperativas da agricultura familiar, as cooperativas de produção, de comercialização e de reciclagem e as associações regularmente constituídas.

A parceria ainda aguarda ser publicado o Decreto do Estado para ser validada.