BRDE

Economista participou em evento organizado pelos 60 anos do BRDE

“Em períodos de normalidade na economia, as instituições de fomento devem agir nas lacunas do mercado onde o setor privado não atende, com foco maior na sustentabilidade e no enfrentamento das diferenças socias.” A avaliação é do economista Persio Arida, durante evento organizado pelo Banco regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com transmissão on line nesta terça-feira (16/6). Para ele, os bancos públicos, na hora de avaliar os projetos em busca de crédito, não devem se fixar apenas na lógica do emprego na política de investimento. “A avaliação precisa ser independente, com critérios e foco na sustentabilidade e na redução da diferença social. É preciso saber se o retorno social é maior do que o privado”, complementou.

Integrante da equipe que implantou o Plano Real e um dos economistas mais respeitados do país, Persio Arida participou como palestrante na programação alusiva aos 60 anos do BRDE. Com a experiência de ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista observa que, em tempos de crise no setor financeiro como o mundo no momento em razão da pandemia de Covid-19, o cenário de incertezas recomenda que as instituições de fomento atuem como garantias ao que ele define como “créditos bons”.  Como nesse cenário há uma redução de funding e de oferta de crédito, os bancos públicos não devem recorrer ao mercado para suas captações, “pois daí farão parte do problema e não da solução”, indicou.

O economista fez uma avaliação dos cenários da economia mundial, observando uma forte recuperação em termos de crescimento em alguns países ao nível de 2019, porém fez um alerta para a volta do processo inflacionário. Na sua palestra, abordou os desafios que seguem para ganhos de produtividade no Brasil. “Os nossos desafios cresceram com a Covid e não se percebe avanços na abertura da economia e numa política de privatização”, frisou.

A diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, conduziu a transmissão e fez questão de abordar o tema do desenvolvimento sustentável. “Nos temos hoje um desafio global, mas uma oportunidade nacional, mas é preciso ter um conjunto de políticas que promovam a sustentabilidade. E primeiro é energia, é preciso fazer que o Brasil tenha mais energia limpa do que já tem”, apontou. Persio Arida listou ainda ações como incentivo ao ecoturismo e o combate à grilagem de terras pelo país.

Ao completar 60 anos, o BRDE está entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, com a missão de promover o desenvolvimento econômico e social da Região Sul. O banco é signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas, com aproximadamente 83% da sua carteira de crédito sendo aderente a pelo menos um dos ODS

Economista do Ano de 2003, Persio Arida já presidiu também o Banco Central do Brasil e tem larga experiência também no setor privado. A íntegra da palestra pode ser conferida no canal do Youtube do BRDE: https://www.youtube.com/watch?v=fsvc6QuFREc

No mesmo dia em que o banco completa 60 anos, é anunciada a consulta pública do projeto de concessão dos pátios veiculares do Detran, projeto em que o BRDE esteve presente no desenvolvimento

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está completando 60 anos de história, e, no dia do seu aniversário, é anunciada a consulta pública do projeto de concessão dos pátios veiculares do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), o qual o banco teve participação no desenvolvimento, junto às equipes do Detran-PR e da Superintendência Geral de Parcerias (SGPAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

A consulta pública do projeto é uma forma de reunir possíveis licitantes para que todos deem suas opiniões para o certame que será proposto. Os interessados em participar da licitação terão acesso à minuta do edital, anexos e documentos complementares por meio do Portal do Detran-PR e da SGPAR.

A iniciativa do BRDE em apoiar a estruturação de concessões e PPPs, ou seja, processos de desestatização é uma prova de que o banco está cada vez mais envolvido em projetos inovadores e estruturados.

“Isso mostra uma nova leitura que o BRDE traz internamente de estar preparado para participar deste processo nos três governos. Isso mostra uma nova postura do banco, cada vez mais atual e inovador em seus projetos”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

CONCESSÃO DOS PÁTIOS VEICULARES – A consulta pública é a forma de reunir possíveis licitantes e a sociedade para que todos deem suas opiniões para a estruturação do projeto proposto. Dúvidas, sugestões e questionamentos poderão ser encaminhados ao e-mail  concessao.patios@detran.pr.gov.br até o dia 20 de julho. Também será realizada uma Audiência Pública, em data a ser divulgada no portal do Detran.

A concessão para a prestação de serviços públicos de implantação, operação, manutenção e gestão dos pátios veiculares integrados, compreende a prestação dos serviços de implantação e operacionalização da central de gestão e monitoramento por meio de plataforma tecnológica; serviços de remoção dos veículos apreendidos e/ou removidos nas operações da Polícia Militar e do Detran, ou em razão de ocorrência de trânsito; guarda, monitoramento e segurança dos veículos; notificação dos proprietários de veículos; liberação dos veículos para os proprietários que quitarem seus débitos; preparação de leilões; entre outros.

A licitação, realizada em dois lotes, será julgada pelo critério do menor valor da tarifa dos serviços públicos a serem prestados, tendo como base os valores referenciais para tarifas de remoção, tarifas de guarda e renda dos serviços de preparação do leilão.

A concessionária será remunerada pela cobrança das seguintes tarifas, a serem pagas pelos usuários: remoção (cobrada uma única vez do usuário, compreendendo os serviços de remoção e vistoria do veículo removido e/ou apreendido) e guarda (cobrada pelo valor da diária multiplicada pelo número de dias que o veículo permanecer nos pátios veiculares).

LEILÃO – Além das tarifas, a concessionária receberá a renda dos serviços de preparação do leilão, correspondente ao valor incidente por veículo efetivamente alienado para produção de todos os atos necessários à realização do leilão.

CONCESSÃO – O projeto de concessão dos pátios veiculares foi desenvolvido pelas equipes do Detran, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e da Superintendência Geral de Parcerias (SGPAR), vinculada à Secretaria estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e foi aprovado pelo Conselho de Parcerias (CPAR). O BRDE atuou desde o início do projeto, em 2019, realizando o trabalho de estruturação do projeto de concessão, prestando apoio na modelagem técnica, econômica e financeira, e  continuará atuando no desenvolvimento do projeto até o momento de licitação.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas nos três Estados do sul do país, celebrou, nesta terça-feira (15/6), seu aniversário de 60 anos. A cerimônia de comemoração ocorreu em formato híbrido e pode ser conferida, na íntegra, neste link.

Entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, o BRDE tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação, compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

Além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, a instituição vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados pela pandemia de Covid-19. O BRDE fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três Estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Governadores de três estados do Conselho de Desenvolvimento do Extremo Sul (Codesul) estiveram reunidos no Palácio Piratini mais cedo e, após, participaram do evento de aniversário. “Estarmos celebrando este aniversário significa celebrar que, por 60 anos, diante de cenários econômicos incertos, de dificuldades, de pandemia, e de tantas outras adversidades, esse banco, fruto da união de esforços entre três Estados do Sul do Brasil, e do Mato Grosso do Sul, via Codesul, não só resiste às dificuldades dos tempos como é um apoio importante para enfrentá-las nos Estados. Além de dar suporte a tantas iniciativas do setor privado, de pequenas fábricas às grandes instalações, o BRDE tem sido, ao longo da pandemia, parceiro importante para o capital de giro, que também é financiado por meio do banco nesse momento crítico da pandemia, e vai ser parceiro fundamental na retomada econômica pós-Covid”, disse o governador Eduardo Leite.

Diante de um cenário de crise, além dos próprios recursos, o banco vem trabalhando por meio de parcerias com outras instituições, nacionais e internacionais, com o objetivo de contemplar tanto o crédito emergencial em momento de extrema dificuldade para os empreendedores como o apoio a novos investimentos.

“Logo nos primeiros movimentos da pandemia, percebemos que o que viria a se impor teria um impacto econômico, devido às restrições que se fizeram necessárias para poupar vidas, e não apenas as restrições no RS, mas também aquelas em outros Estados e países que afetaram a demanda e o abastecimento de determinados insumos e equipamentos necessários para a produção. Tudo isso afetou a economia de uma forma muito forte. Começamos a buscar os caminhos para que pudéssemos estender a mão, e o BRDE foi imediatamente percebido como o braço que teríamos, com força, com fôlego, com estrutura e com expertise, para dar suporte a quem mais precisaria. O banco teve de se reposicionar e fez isso com competência, se adaptou à realidade, e estruturou novas formas de apoio e novas linhas de financiamento, com prazos de carência fundamentais para quem estava sendo mais afetado”, relembrou Leite.

“É motivo de alegria ver a força desse banco pelo desenvolvimento desses quatro estados que representam uma fatia importante do PIB brasileiro, que têm em comum a vocação do agronegócio. Lá atrás, o BRDE foi criado para levar um trator ou uma máquina para um agricultor que ainda usava enxada. Hoje, ele é parte do sucesso das grandes indústrias de transformação de alimentos do planeta, que passara a ser uma grande base econômica do País”, celebrou do Paraná e presidente do Codesul, Ratinho Junior.

Ele endossou, ainda, a importância da presença do BRDE para o desenvolvimento das cooperativas paranaenses. “Há muito tempo temos um sistema de cooperativas muito forte: das 20 maiores cooperativas do Brasil, 14 estão no Paraná. E hoje não se pensa mais em agronegócio sem pensar em tecnologia. O BRDE é muito importante porque, entendendo tanto de agricultura como de tecnologia, ele conhece a alma de quem quer crédito hoje”, relatou.

Para o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, o BRDE cumpre um papel estratégico em termos de desenvolvimento regional. “A Região Sul é uma das mais ricas do país e a divulgação do PIB do primeiro trimestre mostra a importância dos nossos estados e que têm na agroindústria, que são hoje financiadas em larga escala pelo BRDE, tem levado o Brasil a crescimento muito importantes”, frisou Azambuja. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, participou da reunião do Codesul. Porém, compromissos de agenda em Brasília fizeram antecipar o seu retorno.

“É com muito orgulho que percebemos a nossa responsabilidade, como dirigentes de uma instituição, de honrar esse legado e de construir juntos, alinhados com os interesses dos nossos Estados, mas também com a visão de futuro que seja regional e que seja para impactar a qualidade de vida das pessoas. É a celebração da força de uma ideia, da ambição que foi criada lá atrás, e que, para que se consolidasse, contou com a colaboração, trabalho e dedicação de muita gente, além do esforço empreendedor dos nossos clientes que geram renda, riqueza e empregos, e que são o foco da nossa atuação”, destacou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Em seis décadas de atuação, o banco já alcança a marca de R$ 200 bilhões em operações de crédito.

Sustentabilidade

Nesse sentido, um aspecto relevante é o compromisso assumido pelo banco como signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. “A partir da diversificação das nossas fontes de funding, houve também um esforço em ampliar os programas e linhas para atender a esse compromisso, o que compreende desde projetos para o uso e produção de energias renováveis, agricultura de baixo carbono e obras de saneamento, mas também estímulo ao empreendedorismo das mulheres”, acrescentou Leany. Aproximadamente 83% da carteira de crédito é aderente a, no mínimo, um ODS.

Os diretores do BRDE igualmente se manifestaram no evento, que teve a Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul como participação cultural. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, além de representantes de bancos internacionais, como o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Ricardo Mourinho Félix, o diretor regional da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Philippe Orliange, o representante do Grupo BID no Brasil, Morgan Doyle, o representante do CAF no Brasil, Jaime Holguín, e a diretora-geral do Escritório Regional das Américas do NDB, Cláudia Prates, enviaram mensagens que foram exibidas ao longo da programação.

*Com informações da Secom/RS e Agência de Notícias/PR.

*Fotos: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini

Programação pelos 60 anos do Banco terá também palestra do economista Persio Arida

Para marcar os 60 anos de sua atuação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) programou uma série de atividades ao longo da próxima semana. O destaque é a participação dos governadores que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) no evento que acontece na terça-feira (15/6), em Porto Alegre, dia do próprio aniversário da instituição. Fundado em 1961, o BRDE é a principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas da Região Sul.

Assim como as demais atividades da semana, a celebração pela data do aniversário inicia às 15 horas e terá transmissão on line através do canal do BRDE no Youtube (/brdeoficial). Os governadores Ratinho Junior (Paraná e atual presidente do Codesul), Carlos Moisés (Santa Catarina) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul) serão recepcionados mais cedo pelo governador Eduardo Leite no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, onde está prevista reunião do Conselho.

O primeiro dia da programação vai trazer um resgate histórico dos principais momentos da trajetória de seis décadas do Banco. O Memória BRDE (segunda-feira, dia 14/6) reunirá relatos de ex-funcionários do Banco dos três estados controladores e depoimentos que destacam passagens marcantes.

Na quarta-feira (16/6), também às 15 horas, está prevista palestra com o economista Persio Arida. Ex-presidente do Banco Central e do BNDES, Persio Arida integrou a equipe que idealizou o Plano Real e é reconhecido como um dos grandes estudiosos sobre a inflação brasileira.

Os dois dias seguintes da programação estão voltados para a celebração e valorização da nossa cultura. Na quinta-feira (17/6) haverá a transmissão de um espetáculo produzido exclusivamente pela Escola de Teatro Bolshoi, de Santa Catarina, em homenagem aos 60 anos do BRDE. Já no fechamento da semana, haverá a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná e uma apresentação especial do Espaço Cultural BRDE-Palacete dos Leões, que fica em Curitiba.

Nesses eventos serão destacados os diferentes apoios do Banco através das Leis de Incentivos, que desde 2015 representam, no acumulado, repasses que superam R$ 23 milhões. Apenas no apoio à cultura, por meio da Lei Rouanet e Audiovisual, foram mais de R$ 10,8 milhões repassados.

 

Confira a programação na íntegra:

https://www.brde.com.br/wp-content/uploads/2021/06/SemanaBRDE.pdf

Banco reafirma seus compromissos de apoiar o desenvolvimento econômico e social alinhado com a sustentabilidade

Principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a produtores rurais e empresas nos três estados do Sul do país, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) completa 60 anos de atuação na próxima terça-feira (15/6). Entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões, o BRDE tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação, compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

Além de financiar projetos de longo prazo para empreendimentos públicos e privados de todos os portes, a instituição vem dando uma resposta importante às necessidades de maior capital de giro aos segmentos mais afetados pela pandemia de Covid-19. O BRDE fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Diante de um cenário de crise, além dos seus próprios recursos, o Banco vem trabalhando por meio de parcerias com outras instituições, nacionais e internacionais, com o objetivo de contemplar tanto o crédito emergencial em momento de extrema dificuldade para os empreendedores quanto o apoio a novos investimentos.

“Como agente de fomento, chegar aos 60 anos representa um acúmulo muito significativo de conquistas para toda a região, mas também carrega um grande desafio de futuro. Por isso, o BRDE busca acompanhar de modo contemporâneo as mudanças cada vez mais aceleradas, acentuando seu compromisso com uma agenda de sustentabilidade, de apoio à inovação, de um olhar para o impacto ambiental, econômico e social que cada projeto trará”, destaca a diretora-presidente Leany Lemos. Em seis décadas de atuação, o banco já atinge a marca de R$ 200 bilhões em operações de crédito.

Neste sentido, um aspecto relevante é o compromisso assumido pelo Banco como signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. “A partir da diversificação das nossas fontes de funding, houve também um esforço em ampliar os programas e linhas para atender a esse compromisso, o que compreende desde projetos para o uso e produção de energias renováveis, agricultura de baixo carbono e obras de saneamento, mas também estímulo ao empreendedorismo das mulheres”, acrescenta Leany Lemos. Aproximadamente 83% da sua carteira de crédito é aderente a, no mínimo, um ODS.

Diversificação

Criado em 1961 com o desafio inicial de propiciar ganhos de produtividade para uma economia regional à época majoritariamente agrícola, o BRDE nasce diante da necessidade de atrair para os estados do Sul melhores fatias das linhas de crédito federal, por muitos anos fonte majoritária de funding.

Ao longo de sua trajetória, em especial no período mais recente, o Banco buscou diversificar suas fontes a ponto de registrar, no último ano, uma redução da participação do Sistema BNDES a 57,6% do total de financiamentos contratados.  Esse resultado ocorreu mesmo com um aumento de 24,3% do volume contratado com recursos do BNDES em relação ao ano anterior, que passou de R$ 1,5 bilhão em 2019 para R$ 1,9 bilhão em 2020.

O BRDE registra hoje uma importante relação de parcerias com organismos internacionais, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), BIRD-Banco Mundial, Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Europeu de Investimentos (BEI), Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).  No ano passado, as contratações com fontes externas corresponderam a R$ 308,4 milhões em operações, um salto de 93,6% na comparação com 2019. Já as concessões de crédito com recursos próprios do BRDE somaram R$ 651 milhões, uma elevação de 75,1% em relação a 2019.

“É um orgulho imenso ver o crescimento do Banco nesses 60 anos e também a diversificação de fundings que conquistamos. A captação de recursos no BID, por exemplo, representa a terceira parceira internacional da história do BRDE, que já contratou 50 milhões de euros na Agência Francesa de Desenvolvimento e outros 80 milhões de euros no BEI. Isso é muito importante para o futuro e inovação dos três estados, porque os recursos contratados na AFD são destinados ao financiamento de projetos relacionados à produção e consumo sustentáveis na Região Sul”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

O BRDE também já trabalha com a preparação na emissão de títulos financeiros como alternativa de captação de recursos. Numa etapa inicial, a captação de RDB´s é estimada em R$ 30 milhões, os quais serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região Sul – BRDE PROMOVE SUL, a fim de serem utilizados para operações de crédito. Outras emissões estão programadas para 2022.

Incentivos Fiscais

Além de apoiar com crédito produtores rurais, cooperativas, indústrias, serviços e o setor público, sempre a partir das diretrizes das políticas delineadas pelos estados acionistas, o banco desenvolve sua política de responsabilidade socioambiental. Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como diretriz apoiar, por meio das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde, aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. No acumulado desde 2015, o Banco já destinou mais de R$ 23,7 milhões através das Leis de Incentivos.

Quem somos

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE foi fundado em 15 de junho de 1961 pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o objetivo de fazer o Sul do Brasil prosperar. Desde então, o BRDE tem sido um parceiro que apoia e acompanha o desenvolvimento de projetos para aumentar a competitividade de empreendimentos de todos os portes na região. O ativo total do banco é de R$ 16,7 bilhões e com um patrimônio líquido que chegou agora a R$ 3,12 bilhões (Relatório 2020).

Uma referência em financiamentos de longo prazo para investimentos, capaz de transformar projetos em realidades. É uma Instituição financeira pública de fomento, controlada pelos três estados do Sul e que conta com autonomia financeira e administrativa.

O BRDE atua incorporando nas suas rotinas práticas de boa gestão ASG (ambiental, social e governança), com uma visão de desenvolvimento sustentável da Região Sul, apoiando as políticas públicas dos estados controladores,

Conta atualmente com mais de 33 mil clientes ativos e está presente em 1.088 municípios, o que corresponde a 91,4% das cidades da região Sul. O BRDE está sujeito a acompanhamento e controle do Tribunal de Contas, bem como à fiscalização do Banco Central do Brasil. O Banco tem hoje 468 colaboradores nos três Estados. Sua estrutura administrativo-organizacional é determinada por Regimento Interno estabelecido pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul – CODESUL e fundamentada por Atos Constitutivos aprovados pelas Assembleias Legislativas dos Estados-Membros.

Com sede administrativa e agência na cidade de Porto Alegre (RS), possui também agências em Florianópolis (SC) e em Curitiba (PR), além de um escritório de representação no Rio de Janeiro (RJ) e espaço de divulgação em Campo Grande (MS). Possui também espaços de divulgação em 10 cidades da Região Sul.

Terceiro episódio do podcast Circuito Ampliado fala sobre os rótulos ervateiros. Episódio traz uma entrevista com o professor José Humberto Boguszewski sobre suas pesquisas relacionadas ao tema.

Com o título “Os rótulos da erva-mate”, o terceiro episódio da série de podcasts já está disponível nas redes sociais do Espaço Cultural BRDE– Palacete dos Leões e do Museu Paranaense. O episódio traz uma entrevista com o professor José Humberto Boguszewski sobre suas pesquisas relacionadas aos rótulos da erva-mate no Paraná, destacando os impactos do surgimento da litografia como nova solução para impressões em maior escala e um panorama da indústria gráfica local na produção dessas narrativas visuais.

José Humberto Boguszewski é artista, pesquisador e designer. Graduado em Artes Plásticas pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, foi professor do Departamento de Design da Universidade Federal do Paraná.

Foi na UFPR que ele defendeu a dissertação “Uma história cultural da erva-mate: o alimento e suas representações”, de 2007, e a tese “A primeira impressão é a que fica: imagens, imaginário e cultura da alimentação no Paraná (1884-1940)”, de 2012, ambas sob orientação de Carlos Roberto Antunes do Santos.

Para a coordenadora do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, Rafaela Tasca, as pesquisas do professor José Humberto constituem uma importante referência para estudos sobre os rótulos ervateiros.

“Nesta entrevista, o professor nos instiga a pensar sobre a forma como estamos preservando elementos da cultura material. Se considerarmos a quantidade de rótulos produzidos naquele período do final do século 19 e início do 20, poucas peças foram preservadas, sendo parte significativa desses exemplares pertencentes ao acervo do Museu Paranaense”, disse.

COOPERAÇÃO – A série de podcasts integra o programa Circuito Ampliado – Acervos em Circulação, uma iniciativa de cooperação institucional idealizada pelo Museu Paranaense e pelo Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, que propõe fomentar estudos sobre acervos relacionados à erva-mate a partir da perspectiva histórica, antropológica, artística e cultural.

Além de duas exposições que discutem memória, representação, identidade e representatividade, os podcasts trazem entrevistas com pesquisadores com estudos variados sobre o tema, contribuindo para a ampliação das percepções sobre o patrimônio ervateiro.

BRDE – Inaugurado em junho de 2005, o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, em Curitiba, é mantido e coordenado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Oferece programação gratuita, realiza exposições e atividades relacionadas à história, artes visuais, arquitetura e patrimônio cultural. Sua agenda contempla um programa de exposições temporárias e projetos em parceria com outras instituições culturais. A sede é o centenário Palacete Leão Jr., edificação tombada como Patrimônio Cultural do Estado do Paraná desde 2003.

MUSEU PARANAENSE – O Museu Paranaense, fundado em 1876, é o mais antigo do Paraná e o terceiro mais antigo do Brasil. Com um acervo atual de aproximadamente 800 mil itens, as peças são mostradas ao público em exposições abertas e gratuitas, divididas em salas de mostras temporárias e de longa duração. Devido ao rico acervo histórico, o museu tem uma forte atuação de pesquisa em áreas como a Antropologia, História, Arqueologia, mas também propõe conexões interdisciplinares entre estes campos, combinadas com uma visão expandida para a Arte Contemporânea.

Serviço

Episódio 3 – “Os rótulos da erva-mate” com José Humberto Boguszewski

Como acessar: Redes sociais do Museu Paranaense @MuseuParanaense e Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leoes @EspacoCulturalBrde

A cada mês, um novo episódio é disponibilizado nas redes sociais do Museu Paranaense e do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões. O próximo episódio será veiculado na última semana de junho, tendo como tema as bombas de chimarrão.

 

 

Por meio das leis de incentivos fiscais, o banco apoiou o projeto paranaense com R$ 37 mil em 2020

Com as mudanças causadas pelo início da pandemia, muitas instituições que prestavam serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade se viram em uma situação difícil. Com a falta de contato humano, elas precisaram se reinventar.

Um exemplo disso é o projeto Academia Banda Marcial, da Guarda Mirim de Londrina. No interior do Paraná, a iniciativa ensina, atualmente, 45 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social a tocar instrumentos e formar uma banda. Os alunos estão matriculados na Rede Pública de Ensino de Londrina e dos distritos de Guaravera e Lerroville. A banda deve alcançar 60 alunos ainda este ano.

“Eu dediquei minha vida a este trabalho. Gosto de dizer que nós plantamos uma semente, porque a música proporciona isso. Ela melhora a concentração e traz diversos benefícios às crianças. Ver eles tocando realmente nos toca, eles ficam radiantes”, diz o gerente geral de projetos, Claudio Melo.

No entanto, com o distanciamento social, a Banda precisou continuar suas aulas de uma maneira diferente, online. ”Os alunos levaram seus instrumentos para casa e nós treinamos assim, distantes”, afirma o gerente. Ele também conta que neste meio tempo, usou o apoio do que recebeu do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para manter a associação e o que sobrava para fazer adaptações no espaço e comprar novos instrumentos.

“Com o dinheiro que conseguimos fazer sobrar, vamos juntar para comprar novos instrumentos. Como usamos de sopro e percussão, precisamos manter a qualidade para as crianças tocarem bem”, finaliza. A instituição recebeu o apoio do banco em 2017, 2018 e 2020.

Incentivos Fiscais

O BRDE, como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural do Paraná, está sempre apoiando, por meio de leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e também da saúde.

 

“Nossas iniciativas são direcionadas para a política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Temos muito orgulho em nos intitular um banco inovador, que está na vanguarda e apoia projetos que visam um amanhã melhor para todos”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Em 2020, foram selecionados 106 projetos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que totalizaram R$ 4,3 milhões de recursos.

O Banco regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) vai leiloar um imóvel industrial em Curitiba, cujo terreno tem área de 98.605,62 metros quadrados, além 7.863 metros quadrados de área construída. O lance mínimo é de R$ 47.345.208,00. O leilão ocorrerá em 21 de junho, às 13h30, na sede do banco na Capital. A sessão publica será na Avenida João Gualberto, 570.

O imóvel industrial fica na Rua João Chede, 1955, na CIC, próximo à New Holland.

As condições são à vista ou a prazo, com entrada mínima de 20%, podendo o saldo ser parcelado em até 120 parcelas mensais, iguais e consecutivas, reajustadas com juros de 4,0% ao ano e atualização monetária pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA (IPCA/IBGE).

A íntegra do edital está disponível em www.brde.com.br/vendadebens/2021-046/.

São nove empresas da indústria paranaense que buscam de startups soluções inovadoras para seus negócios

Sempre voltado às necessidades do setor produtivo, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem como um de seus objetivos estratégicos a promoção do ecossistema de inovação da Região Sul. Por isso, o banco lança nesta segunda-feira (31) a segunda edição do BRDE Labs, um programa que tem o objetivo de capacitar e acelerar o desenvolvimento do estado do Paraná aproximando as startups do Governo, Universidade, Indústrias e o BRDE. O programa é uma parceria entre o banco, a Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), e a Amcham Brasil.

Com nove empresas da indústria paranaense participantes, o programa mapeia 37 desafios que essas empresas enfrentam hoje em seus processos. Após, serão selecionadas 10 startups que apresentem soluções viáveis para os desafios mapeados, afim de inovar e solucionar processos industriais. As empresas paranaenses participantes neste ano são: Agraria, Agrocete, Angelus, DoceDocê, Enaex, Furukawa Eletric, Ibema, Leclair e Vetore.

Com o sucesso do programa em 2020, a expectativa é que o BRDE Labs continue gerando resultados para as indústrias paranaenses este ano. “Nós temos muito orgulho em desenvolver um programa tão inovador quanto esse, que atua diretamente em soluções reais para a indústria paranaense, tornando-a cada vez maior e mais independente”, afirma o Diretor Administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira.

Na inauguração do evento, feita de forma online pelo canal do banco no YouTube, também participaram o reitor da PUCPR, Waldomiro Gremski, e o vice-governador do Estado do Paraná, Darci Piana. No evento, Gremski demonstrou a importância de criar um programa voltado à indústria. “Nós sabemos que a indústria é fundamental para o desenvolvimento de um país. E, para ser pujante, é preciso caminhar junto à evolução tecnológica. Por isso, para a Hotmilk é uma honra e também um desafio traçar esse caminho ao lado do BRDE”, conclui o reitor.

Cativado pelos resultados obtidos pelo programa em 2020, o vice-governador também vê o programa como um passo gigante para a indústria paranaense. “Nós queremos uma indústria inovadora porque merecemos e queremos estar competindo com o mercado internacional. O BRDE Labs mostra que estamos no caminho certo e que isso é possível”, finalizou Piana.

Próximas etapas do programa

Agora, as startups interessadas em participar e apresentar soluções para os 37 desafios mapeados pelo programa precisam se inscrever no site www.brdelabs.com.br/. As soluções passarão por três processos de seleção, restando as 10 vencedoras que vão desenvolver seus projetos junto às empresas. Também teremos uma série de Lives durante o ano com foco em Inovação na indústria, as informações serão disponibilizadas nas redes socias do Banco e transmitidas no Canal do Youtube do BRDE.

As inscrições começaram nesta segunda, dia 31 de maio, e vão até o dia 31 de julho.

Dois exemplos são o Sistema de Transporte de Curitiba e o Anel de Integração do Estado do Paraná

Nesta quinta-feira (27), faleceu o ex-governador Jaime Lerner, aos 83 anos, que deixou um legado no Paraná, na área cultural e urbanística de Curitiba. Dois exemplos são o Sistema de Transporte de Curitiba, exemplo para o mundo, e o Anel de Integração do Estado do Paraná. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) se orgulha do legado de Jaime Lerner, especialmente por ter participado no passado e até hoje financiando os investimentos realizados pelos operadores destes dois sistemas.

“É inegável a importância e participação de Jaime Lerner para a história do Paraná. Ele deixa um grande legado e exemplo de como expandir e inovar, assim como são os ideais do BRDE”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do banco, Wilson Bley.

Lerner e sua história com Curitiba e o Paraná

O arquiteto Jaime Lerner deixou um legado que transformou profundamente a paisagem de Curitiba, criando a identidade urbana para as gerações que nasceram ou viveram em Curitiba desde a década de 1970. Os destaques são a Ópera de Arame, a UNILIVRE, a Rua 24 Horas, o Jardim Botânico e o Museu Botânico, e os parques São Lourenço, Tingui e Tanguá.

No setor cultural, o ex-governador, em seu último mandato como governador do Paraná (1999-2002), idealizou a construção do Museu Oscar Niemeyer, inaugurado oficialmente no dia 22 de novembro de 2002. Em sua gestão como prefeito, diversos casarões do Centro Histórico foram restaurados e transformados em galerias de arte, livrarias, cafés e lojas, nos moldes do que havia de mais moderno no mundo. Pequenos cinemas, a Casa da Memória e a tradicional feirinha de artesanato do Largo da Ordem também fizeram parte dessa ação.

Lerner também transformou o Teatro Paiol, em Curitiba, em um espaço cultural. A construção do lugar data de 1874, originalmente um paiol de pólvora, mas somente a partir de 1972 passou a ser um dos pontos mais queridos pela cena da Cultura na cidade.