BRDE

Circuito destinado ao público juvenil funciona há dez anos e conta com o apoio do BRDE

Além de oportunizar entretenimento, a cultura do audiovisual vem se intensificando como uma das ferramentas mais importantes no âmbito educacional, principalmente para o público juvenil.   Lançado há dez anos e atendendo a mais de 100 mil pessoas por temporada, o projeto Circuito de Cinema Infantil é um exemplo de iniciativa que busca fomentar a produção cinematográfica e democratizar o acesso das crianças de Santa Catarina à sétima arte.

Realizado pela Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo, coordenado pela Lume Produções Culturais e com apoio a lei de incentivo à cultura, o projeto contato com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desde 2014. Neste período, o banco já repassou um total de R$ 100 mil, buscando promover a diversidade cultural e inclusão social desses jovens através do cinema brasileiro.

Circuito mobiliza cerca de 100 mil jovens a cada ano – Imagens captadas antes da pandemia de Covid-19

“O apoio do BRDE ao Circuito de Cinema Infantil é a garantia de fazer chegar para as crianças do interior do estado arte brasileira da melhor qualidade. Graças ao patrocínio de tantos anos pudemos garantir a milhares de crianças a alegria de assistir a um filme onde ela pode ver a cultura brasileira na tela”, destaca a diretora-geral do programa, Luiza da Luz Lins. A iniciativa tem como objetivo levar o cinema nacional para crianças, de 3 a 12 anos, em municípios catarinenses em que o acesso a estas atividades é restrito ou em alguns casos inexistente.

Para cada município participante é elaborado um DVD contendo 7 a 8 filmes de curtas metragens, vencedores da mostra de cinema infantil em Florianópolis, com recursos de audiodescrição e Libras para crianças que tenham deficiências auditivas ou visuais. As sessões são organizadas por gestores culturais de cada município e podem ser realizadas em locais como escolas, museus ou centros culturais.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Microsoft Word – ERRATA Incentivos Fiscais 2021 (brde.com.br). Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

A convite da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), técnicos do BRDE explicaram nesta quinta-feira (02) os procedimentos que devem ser adotados por Ongs, produtores culturais, associações esportivas e outras entidades da cidade, interessadas em receber aportes das Leis de Incentivo. Por videoconferência a Assessora de Comunicação da AGFLO, Deborah Sabatini e o Coordenador do CRESA, Eduardo Grijó, tiraram dúvidas, explicaram as singularidades de cada Lei, os tipos de projetos que o BRDE costuma apoiar – com base na política de responsabilidade socioambiental do banco – além de instruir os interessados sobre como navegar pelo site e cadastrar o projeto.

“Oportunidades como esta democratizam a informação e ajudam a esclarecer as entidades, evitando que os interessados fiquem pelo caminho por erro na inscrição”, explica Deborah.

O encontro virtual promovido pela Acic teve duração de aproximadamente uma hora e reuniu trinta e seis interessados.

“Temos um regramento claro e um processo muito rígido para inscrição e análise dos projetos. Inicialmente parece uma burocracia desnecessária. Mas com o tempo as entidades compreendem que é um cuidado necessário, que garante a lisura de todo processo”, complementa o Diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey.

Para se habilitar aos aportes das Leis de Incentivo os interessados precisam aprovar o projeto para captação na Lei de Incentivo à Cultura ou Lei do Audiovisual; Lei de Incentivo ao Esporte; Fundo da Infância e Adolescência; Fundo Nacional do Idoso; Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica ou Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência. Estando apto o próximo passo é inscrever o projeto em portais como o do BRDE. Esta etapa se encerra em 30 de setembro e é seguida pela análise técnica dos projetos e validação em diretoria.

Nos últimos seis anos o BRDE disponibilizou R$ 23,7 milhões para projetos sociais esportivos e culturais nos três estados de atuação. Santa Catarina recebeu R$ 7,9 milhões para 193 projetos, impactando diretamente mais de 150 mil pessoas.

Atuar no apoio a projetos estratégicos em termos de fortalecimento da economia da região Sul do país, mas com maior alinhamento possível às metas de ação global da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. É com essa premissa que o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu, no primeiro semestre deste ano, uma marca importante: 84,2% as operações diretas contratadas no período têm vinculação com ao menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de metas estabelecidas pelas Nações Unidas a serem alcançadas até o final da década.

Através de um projeto-piloto e pioneiro entre os bancos de fomento no Brasil, a análise envolveu um valor total de R$ 1,1 bilhão em financiamentos contratados nos três estados. Deste volume em crédito, mais de R$ 924 milhões tiveram aderência a um ou mais entre os 17 Objetivos.

É o caso de projetos de geração de energia solar destinados ao consumo de empresas e produtores rurais que, além do ODS 7 (Energia Limpa e Acessível) como enquadramento principal, estão presentes na agenda da gestão dos recursos naturais (ODS 12) e das metas climáticas (ODS 13). O mesmo contrato de financiamento, por vezes, ainda está presente o vínculo ao ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico) ao destinar crédito para micro e pequenas empresas.

“É um resultado bastante expressivo e reflete, em termos práticos, o compromisso do BRDE de estar alinhado à agenda da sustentabilidade, aliando crescimento econômico com um legado social e ambiental. Fazer na nossa cidade, na nossa região, significa impactar de maneira global”, destaca a diretora-presidente, Leany Lemos. O estudo confirma esse alinhamento mencionado pela presidente, ao mencionar que o impacto total das operações do banco no primeiro semestre alcança 112,1% do valor contratado, o que significa algo acima de R$ 1,2 bilhão

Segundo a presidente, nos últimos anos o banco incorporou a agenda da sustentabilidade ao próprio planejamento estratégico, processo esse que foi acelerado com a participação de instituições internacionais na formação do funding. “Na medida que o BRDE busca essas parcerias para ampliar sua capacidade de atender a demanda na região Sul, automaticamente reafirma seus compromissos com o desenvolvimento sustentável”, acrescentou ela.

Destaques 

Conforme aponta o estudo, os maiores impactos positivos estão nas contratações direcionados ao ODS 2 (segurança alimentar e agricultura sustentável), que isoladamente alcançou R$ 460 milhões em financiamento. Deste montante, 81% decorre de crédito para as cooperativas agroindustriais. Outros projetos importantes são de armazenamento de grãos, irrigação, agricultura de baixo carbono, agricultura familiar, entre outros.

Para o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian, o alto percentual de vinculação das operações do banco com as metas globais de sustentabilidade significa um diferencial para a região Sul. “O BRDE é um parceiro histórico do agronegócio e, através dos projetos que apoia, vem oportunizando ganhos de produtividade com respeito às questões ambientais. Ao mesmo tempo, o banco está sintonizado com as demandas por inovação na indústria, no apoio aos municípios nas questões de saneamento e na geração de energia com fontes limpas. É um legado importante para as novas gerações”, destaca o diretor.

Neste ranking de vinculação das operações o ODS 8 (crescimento e emprego decente) vem na sequência, com R$ 215 milhões aplicados na disponibilidade de crédito, direcionados em especial para micro e pequenas empresas (total de R$ 170 milhões, considerando a participação de parceiros operacionais do BRDE para atender a esse cliente). As contratações tiveram maior foco no crédito para capital de giro e atenuar os efeitos da pandemia de Covid-19 neste segmento. O mesmo ODS compreende a modernização tecnológica das empresas, que contou com R$ 34 milhões em projetos financiados.

Já o ODS 3 (saúde de qualidade) teve ótimo expressivo no primeiro semestre em decorrência de financiamento à construção de um importante hospital no Rio Grande do Sul que irá refletir na ampliação de leitos e melhoria das condições de atendimento à população em saúde pública. O alinhamento ao ODS 3 respondeu a contratos no valor total de R$160 milhões.

Cada vez mais ocupando escala na carteira do banco, os projetos de construção de centrais geradoras hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas na geração de energia limpa tiveram R$ 74 milhões em financiamento, com destaque para projetos em Santa Catarina e no Paraná. Também alinhados ao ODS 7(energias limpas e renováveis), a geração distribuída fotovoltaica, permitindo o autoconsumo e a compensação do excedente disponibilizado nas redes de distribuição, registrou R$ 11 milhões em contratos.

Demais vinculações: 

Resultado operacional 

Na última semana, o BRDE divulgou o balanço financeiro do primeiro semestre de 2021. Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas neste período, o banco registrou um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

 

 

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30), a Cooperativa Agroindustrial Cooperja inaugurou o novo parque industrial JM II, localizado no bairro Araçá, em Jacinto Machado, no Sul Catarinense. A obra de expansão abriga o mais moderno complexo industrial do Sul do Brasil, com uma área construída de 25 mil metros quadrados, capacidade de 10 mil fardos/dia de produção e com armazenagem total de 2 milhões de sacas. Um investimento de mais R$ 75 milhões, sendo quase a metade (R$ 35 milhões) financiados através do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

O diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey, destaca este momento histórico no dia em que a Cooperja completa 52 anos. “A entrega desta obra, em parceria com o banco, reforça a nossa visão de ser um parceiro estratégico imprescindível na promoção do desenvolvimento econômico e sustentável da região de atuação. Isso só é possível pelo trabalho qualificado de nossa equipe técnica e da relação de confiança que se construiu entre as duas instituições nesses últimos 20 anos”.

O presidente da Cooperja, Vanir Zanatta, destaca que o BRDE foi um parceiro essencial na realização deste sonho. “Com certeza, se não fosse o banco não teríamos condições de entregar esta obra tão importante”.

O novo parque industrial da Cooperja surgiu da necessidade de maior espaço para armazenagem, expansão de novos mercados, modernização e ajustes exigidos pelas Normas Regulamentadoras. Com tecnologia de ponta para seleção e beneficiamento de grãos de arroz, a nova unidade contará com 80 colaboradores diretos. A Cooperja é a maior cooperativa de arroz do Brasil. Com faturamento de R$ 1 bilhão ao ano, reúne atualmente quase 2 mil associados.

“O BRDE fomenta o agronegócio, permitindo a expansão dos negócios e a geração de emprego e renda no campo. Esta obra exemplo para o Brasil tem a marca do banco e isso nos orgulha muito”, destaca o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

A construção do futuro hospital destinado aos pacientes idosos do SUS que necessitam de cuidados para uma rápida recuperação recebe apoio do banco

Com o objetivo de oferecer uma nova opção para tratamentos prolongados a pacientes que necessitam de reabilitação, a implantação da Unidade Hospital São Luis Orione é um dos importantes projetos liderados pelo Pequeno Cotolengo. Com 25 leitos e idealizado para oferecer cuidados de forma individualizada e humanizada, o hospital deverá iniciar o atendimento ao público no próximo ano e sua instalação contou com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O banco igualmente já auxiliou outros projetos da instituição no acolhimento de crianças, jovens e idosos.

Desde 1965, o Pequeno Cotolengo acolhe pessoas com deficiências múltiplas (físicas e intelectuais) de todas as idades que foram abandonadas por suas famílias, sofreram maus tratos ou viviam em situação de risco. Cerca de 230 pessoas que passaram não apenas a ter um lar feito de tijolos, mas construído com confiança, carinho e respeito. Fundada por São Luis Orione, na Itália, hoje a instituição possui seis unidades no Brasil, sendo a de Curitiba a maior delas. Todo o atendimento realizado pelo Pequeno Cotolengo é gratuito para os moradores da região.

São 553 funcionários na sede da capital paranaense que oferecem saúde, educação e cultura aos moradores. A maioria dos atendimentos é destinado à saúde, segundo o gerente de captação do Pequeno Cotolengo, Carlos Thomazelli, que possui muita paixão pelos cuidados prestados lá. “Enfermagem, psicologia, fisioterapia, dentista e muitas outras especialidades médicas são oferecidas aos moradores. É deslumbrante porque nosso objetivo é oferecer uma vida com qualidade e acessível para essas pessoas”, afirma.

A instituição costuma acolher asilados hospitalares, ou seja, idosos que foram internados em hospitais e depois foram abandonados pela família enquanto estavam lá. “Há idosos que passam um ano abandonados em hospitais, é muito triste. No Pequeno Cotolengo, eles recebem muito carinho e cuidado”, relata o gerente.

Proposta é oferecer atendimento humanizado na nova unidade

Para manter a instituição, que oferece o atendimento gratuito à população, o Pequeno Cotolengo conta com doações, bazares e incentivos fiscais. Conforme o gerente, a captação de recursos por meio de incentivos fiscais é fundamental para o trabalho e desenvolvimento de organizações da sociedade civil.

Diretamente ao projeto da Unidade São Luis Orione, o BRDE contribuiu para toda a instrumentalização do hospital, como equipamentos de acessibilidade e material médico hospitalar permanente, além de treinamentos específicos para equipes multidisciplinares. “Nosso diferencial é que vamos atender melhor a população carente, sempre levando o legado do nosso fundador. São Luis sempre disse que devemos estar à frente do nosso tempo. Este projeto é isso, um bem à sociedade de maneira inovadora”, reflete Thomazelli.

Com o repasses de R$ 26,5 mil em 2018 e R$ 85 mil,  em 2020, o BRDE se sente parte da incrível história que o Pequeno Cotolengo escreve na cidade. “Um projeto tão bonito como este, que visa ajudar o próximo da maneira mais genuína, é um grande orgulho para o BRDE. Nós queremos tornar projetos como este possíveis, que mudam vidas e realidades”, afirma o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley.

Incentivos fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A iniciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021 já está disponível no link Microsoft Word – ERRATA Incentivos Fiscais 2021 (brde.com.br). Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. No ano de 2020, foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses.

A Cooperativa Agroindustrial Cooperja tem cerca de R$ 44 milhões em recursos liberados pelo banco para melhorias em infraestrutura, aquisição de equipamentos e ampliação da capacidade de armazenamento.

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, acompanhado dos diretores do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Marcelo Haendchen Dutra e Vladimir Arthur Fey, anunciou nesta quinta-feira (26) a autorização para contratação de operação de crédito no valor de R$ 8,9 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Cooperja – filial de Jacinto Machado, no Sul catarinense. O recurso se junta a mais R$ 35 milhões que já tinham sido liberados anteriormente à cooperativa pelo banco.

Em seu discurso o governador destacou a importância de parcerias para o desenvolvimento do estado. “O Governo de Santa Catarina se faz presente de várias formas, participando também com o financiamento de projetos essenciais para o crescimento das regiões. Temos que continuar sendo parceiros das cooperativas que tem sido exemplo de sucesso”.

O diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra, menciona que “essa parceria do BRDE com o agronegócio é fundamental, porque permite a expansão dos negócios e a geração de emprego e renda no campo”.

O recurso liberado será destinado para investimentos em obras civis, instalações e aquisição de equipamentos de armazenagem de sementes de arroz. Além disso, com o financiamento do BRDE, a Cooperja inaugura na próxima segunda feira (30), o novo parque industrial, localizado no bairro Araçá, em Jacinto Machado. A obra abriga o mais moderno complexo industrial do Sul do Brasil, com uma área construída de 25 mil metros quadrados, capacidade de 10 mil fardos/dia de produção e com armazenagem total de 2 milhões de sacas. O presidente da Coorperja, Vanir Zanatta, ressalta a importância da união entre as instituições que já completa 20 anos. “Quando pensamos em apoio financeiro para o desenvolvimento de projetos temos sempre a parcerias do BRDE”.

Para o diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey, “os recursos reforçam a condição de Santa Catarina como participante no desempenho da agricultura brasileira. Além dos números, esse investimento representa melhorias na realidade dos agricultores da região”.

O evento realizado na Associação Empresarial de Araranguá (Aciva) contou com a presença de autoridades políticas e empresariais da região Sul do estado.

 

É o melhor desempenho nominal em duas décadas, com crescimento de 57% na comparação ao mesmo período de 2020

Com mais de 1.400 operações de crédito aprovadas no primeiro semestre deste ano, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 130,495 milhões. Trata-se do melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica que inicia em 2001. Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o lucro apurado é 57% superior na comparação aos primeiros seis meses de 2020.

“Trata-se de um resultado muito expressivo se considerarmos o cenário econômico ainda fortemente impactado pela pandemia. Demonstra o quanto a instituição está preparada para auxiliar os diferentes setores para uma retomada dos investimentos”, celebrou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Nos primeiros seis meses do ano, o banco já acumula R$ 1,591 bilhão em operações de crédito aprovadas. Um total de 1.393 contratos de empréstimo e financiamento já foram assinados, em especial em favor do setor agropecuário da região (823 contratos). O segmento do comércio e serviços responde por outras 291 operações, seguindo-se a área de infraestrutura (141) e indústria (138). Em termos de operações contratadas, o crescimento de um período para o outro foi de 3,5%.

Impactos
As operações contratadas pelo BRDE no semestre viabilizaram investimento totais de R$ 890,4 milhões na região Sul. Estima-se que esse montante tenha possibilitado a manutenção e/ou criação de aproximadamente 18 mil postos de trabalho. Já em termos de arrecadação de ICMS para os estados onde o banco opera, a projeção é de um incremento na casa de R$ 82,1 milhões/ano.

Presidente ressaltou desempenho mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia

Na avaliação da presidente, além de sua parceria histórica no fomento aos projetos de longo prazo, o banco vem dando uma resposta positiva mesmo ainda em meio a um contexto de incertezas, em especial no apoio aos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19. “Sem se afastar da missão maior de ser um parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região Sul, o primeiro semestre deste ano demonstra que o BRDE caminha alinhado com os novos tempos. Criamos programas de estímulo ao empreendedorismo das mulheres, dos jovens, à economia criativa, às microfinanças e para capital de giro para empresas de menor porte. Os temas da sustentabilidade ambiental e social fundamentam nossas ações”, destacou ela.

Na primeira metade do ano, o BRDE intensificou a parceria com instituições financeiras internacionais. Essa diversificação de seu funding permitiu, em especial, financiar capital de giro e um maior apoio a projetos na área de geração de energia com fontes renováveis. Ao mesmo tempo, no esforço de ampliar o volume de crédito disponibilizado, o banco tornou-se o principal repassador nacional do Programa Agrícola Prodecoop (para desenvolvimento de cooperativas), do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), das operações via Canais Digitais para o Setor Público e do Pronaf Investimento.

Resultados
No primeiro semestre deste ano, o resultado operacional alcançou R$ 264,7 milhões. Boa parte deste número se deve a um melhor desempenho em termos de intermediação financeira, com redução acima de R$ 120 milhões no item das despesas de operações com empréstimos e repasses. O resultado operacional foi igualmente influenciado pela redução significativa das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, que quais passaram de R$ 74,5 milhões no primeiro semestre de 2020 para R$ 2,8 milhão (reversão) no período idêntico deste ano.

Do lado da receita, o balanço do primeiro semestre aponta para um crescimento expressivo de 78% na recuperação de créditos: R$ 91,7 milhões. Esse resultado considera a recuperação por renegociação e a recuperação efetiva.

O relatório também aponta para uma evolução positiva do patrimônio líquido do banco, que agora está em R$ 3,223 bilhões. No primeiro semestre de 2020, esse número estava em R$ 2,968 bilhões. A carteira de crédito está em R$ 13,250 bilhões, que coloca o banco entre os maiores do país neste quesito. Já o ativo total alcançou o valor de R$ 16,1 bilhões.

Aspecto que vem sendo ressaltado pelas agências de classificação de risco, o índice de inadimplência registrado pelo banco é outro ponto ressaltado no balanço. O percentual de atrasos nos pagamentos, a partir de 90 dias, continua em patamares muitos baixos, atingindo 0,61% em junho. O percentual é consideravelmente inferior ao do conjunto de bancos públicos, que atingiu 2,27%, e dos bancos privados, com 2,28%.

Perfil da carteira
Sem mudanças expressivas em relação ao mesmo período do ano passado, a concentração das operações segue majoritária em apoio ao setor privado (96%), com destaque para a agropecuária (27.1%) e indústria (22,8%). Na sequência, a carteira está dividida em projetos de infraestrutura (20,8%), comércio (17,2%) e serviços (8,1%). A carteira total de financiamentos do banco é composta por 33,3 mil operações ativas de crédito, com saldo médio de R$ 396,8 mil.

O demonstrativo financeiro do primeiro semestre de 2021 foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRDE nesta quarta-feira (25/8) e sua íntegra está publicada no site da instituição. Em 30 de junho, o banco possuía 31,8 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estavam localizados em 1.084 municípios. A instituição acaba de completar 60 anos de atuação, com um compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade.

É o primeiro banco de fomento do país a receber o selo

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) passa a integrar um grupo seleto de empresas do Brasil que são reconhecidas por estimular o aumento de participação das mulheres em cargos de liderança e conselhos. Nesta quarta-feira (25/8), o banco recebeu o selo Women On Board, conferido a companhias com no mínimo duas mulheres com assento no Conselho de Administração. Além da diretora-presidente Leany Lemos, o BRDE tem outras três conselheiras no colegiado que representa os três estados acionistas.

O WOB é um movimento independente criado há dois anos, com o objetivo de valorizar a existência de ambientes corporativos com a presença de mulheres na liderança máxima das empresas, em conselhos de Administração ou Consultivo. Até o momento, pouco mais de 60 grandes companhias do país foram certificadas e o BRDE é a primeira instituição de fomento a receber esse selo em todo o país.

“Esse reconhecimento tem um significado enorme não apenas para o banco, mas para toda uma luta em favor da diversidade, da igualdade de gênero no ambiente profissional, nas academias e onde quer que nós, mulheres, queremos estar presentes”, comemora Leany Lemos, ela própria a primeira mulher a ser indicada para o cargo de presidente em 60 anos de trajetória do BRDE.

Com a experiência de também ter sido pioneira em ocupar cargos no setor público tradicionalmente reservados aos homens, Leany Lemos lembra o quanto a presença de uma mulher em posições de destaque estimula que outras busquem o seu espaço. “Tem um efeito de espelho. A mulher no comando preenche suas equipes preferencialmente com outras mulheres, pois reconhece nelas suas habilidades e competências e todo um histórico da sociedade que, por vezes, não lhes permitem avançar na carreira”, complementa.

A certificação do WOB aconteceu no mesmo dia da posse de mais uma mulher no Conselho de Administração. Eleita pelos colegas, Marisa Marques de Toledo Camargo Barroso Magno passa a ocupar a cadeira representando os funcionários do banco. Já integravam o colegiado Vanessa Neumann Sulzbach (representante do Rio Grande do Sul) e Juliana Baldessar Weber Becker (Santa Catarina). Por ser presidente do banco, Leany Lemos responde também pelo mesmo posto no Conselho.

Além do Conselho de Administração, o banco também vem avançando na presença de mulheres em postos de liderança: tanto nos cargos com função gratificada, superintendências e gerências, a média sempre está acima de 30%. Na avaliação da presidente, isso demonstra o quanto a instituição está alinhada com meta específica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no que se refere à igualdade de gênero.

Ainda neste ano, o BRDE aprovou no âmbito de sua Diretoria uma diretriz interna em favor da diversidade e lançou um programa especificamente para mulheres empreendedoras da região Sul. Trata-se de uma política de concessão de crédito para empresas lideradas por mulheres e produtores rurais nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Também durante a reunião do Conselho, houve a adesão formal do BRDE à Associação Women On Board. Pelo termo, o banco se compromete seguir as boas práticas corporativas e a manter pelo duas mulheres na composição efetiva do Conselho ou notificar a instituição caso não manter as condições de certificação.

Atuando em parceria no apoio a projetos com impacto positivo no meio ambiente, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) iniciam, a partir desta terça-feira (24/6), a apresentação de uma série de vídeos sobre iniciativas que contemplam a geração de energia com fontes renováveis e melhorias em sistemas de iluminação pública. Com investimentos que alcançam R$ 320 milhões, a parceria já contabiliza 45 projetos na região Sul do país, a partir de um fundo de 50 milhões de euros destinado a financiar propostas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas.

Denominada de Parcerias no Desenvolvimento Sustentável da Região Sul, a websérie vai reunir exemplos de empresas privadas que buscaram financiamento do BRDE para implantar usinas de geração fotovoltaicas e a partir de fontes hídricas. Ao todo, os projetos apoiados representam crescimento de 290 GWh por ano na geração de energia renovável e uma redução de 22 milhões de toneladas na emissão de dióxido de carbono (CO2).

O trabalho relata também projetos de instituições e prefeituras que investiram para ganhar maior eficiência energética e avanços no sistema de iluminação pública.

É o caso da prefeitura de Guarapuava, no Paraná, primeiro destaque da série que estará disponível no canal de Youtube do BRDE e também nas redes sociais do banco. Pioneiro no país, o projeto Ilumina Guarapuava permitiu que, em apenas um ano, todo as luminárias da cidade fossem substituídas por lâmpadas LED, o que representou economia de consumo de energia e maior segurança à população local.

Ainda no ano passado, BRDE a AFD estabeleceram uma nova parceria, agora no montante de 70 milhões de euros. Esse fundo é um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três estados do Sul.

Ao todo, a websérie reúne seis vídeos. A periodicidade da divulgação será semanal, sempre às terças-feiras.

Há quatro anos o projeto ‘Envelhecimento Jovem’, que oferece atendimento aos idosos no RS, recebe recursos do Banco

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o número de idosos (60 anos ou mais) no Brasil chegou a 32,9 milhões, e a tendência de envelhecimento da população vem se mantendo. O Rio Grande do Sul, em especial, apresenta um ritmo mais acelerado de envelhecimento dos seus habitantes e, pelas estimativas de um estudo elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado ao governo do Estado, os idosos serão 30% da população gaúcha em 2060.

Além dos desafios para ampliar a produtividade da faixa da população economicamente ativa, o fim do bônus demográfico exigirá maiores cuidados com os idosos em termos de atenção com saúde e mobilidade. Nesse sentido, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apoia diversas entidades através da sua política de responsabilidade socioambiental, com repasses via Fundo Nacional do Idoso.

Uma dessas parcerias é mantida com a Associação Beneficente Casa de Amparo Mão de Deus (ABCAMD), localizada na cidade de Montenegro e que desenvolve o projeto  ‘Envelhecimento Jovem’, por meio do Fundo Municipal do Idoso (FUMID).  O projeto gaúcho atende, em média, 70 idosos que residem na instituição de longa permanência, com atendimento multidisciplinar, oficinas de inclusão digital, oficinas terapêuticas e garantia de ambiente seguro e acolhedor. A iniciativa garante aos idosos em estado de vulnerabilidade social serviços de atenção biopsicossocial em regime integral, priorizando o vínculo familiar e a integração comunitária.

“O projeto é de suma importância por possibilitar, através do acompanhamento multidisciplinar, a adesão dos idosos a um estilo de vida mais saudável, para gerenciamento de suas principais doenças e adaptação às incapacidades funcionais, com foco em valorizar a autonomia e a máxima independência possível deles”, explica Lilian Druzian, executiva de projetos da Idealize, empresa responsável pela consultoria do projeto. Segundo ela, as atividades propostas no projeto contribuem para a redução do isolamento por meio da experiência comunitária e do estímulo à criatividade. “Percebe-se, através do projeto, aumento da autoestima, da saúde e do bem-estar físico e mental dos idosos”, completa.

Projeto oferece atenção multidisciplinar

Com o apoio do BRDE, entre 2017 e 2020, o projeto ‘Envelhecimento Jovem’ recebeu em torno de R$ 89 mil de incentivos fiscais.  Segundo a Associação, o valor repassado foi usufruído para o pagamento de profissionais da equipe multidisciplinar, incluindo atividades de inclusão digital, terapêutica e física. “Para favorecer a promoção da saúde e de um envelhecimento saudável e colaborar para o desenvolvimento de sujeitos resilientes, com boa autoestima, que vivenciem uma velhice ativa e participativa, com uma qualidade de vida satisfatória”, explica Lilian Druzian.

Qualidade de vida aos idosos

Ainda segundo a executiva do projeto, o apoio do BRDE tem sido de grande relevância, sobretudo no ano de 2020, em que tiveram maior dificuldade em captar recursos e maiores despesas financeiras na instituição por conta da Covid-19. “O apoio financeiro recebido foi fundamental para garantir a continuidade dos atendimentos multidisciplinares, que tiveram uma relevância ainda maior dentro da atual conjuntura, em que os idosos estão impossibilitados de receber visitas de familiares e voluntários e as oficinas terapêuticas são de suma importância para a manutenção da saúde mental dos idosos”, ressalta a executiva de projetos.

Cuidados com a saúde são oferecidos a cerca de 70 idosos perla instituição

Lilian Druzian destaca que a atuação de profissionais de saúde da instituição, viabilizada através do projeto, contribuiu muito para evitar casos de Covid-19 dentre os idosos atendidos. “Os idosos não tiveram que se deslocar para atendimentos de saúde e tiveram uma equipe presente na instituição, garantindo o cumprimento de todos os protocolos de prevenção à doença”, relata.

O gerente regional do BRDE na região dos Vales do Taquari, do Rio Pardo e do Centro do Estado, Márlon Alberto Bentlin, visitou a instituição ainda em 2019 para participar da inauguração de uma sala de convivência para os idosos e contou que, na ocasião, teve uma ótima impressão do projeto ‘Envelhecimento Jovem’. “Não é um trabalho momentâneo. Ele tem qualidade e tem história, além de continuidade de trabalho”, explica. “Deu para notar que o recurso foi empregado corretamente. Até clientes do BRDE apoiam o projeto, que somado a outras parcerias, de outras empresas, valorizam a marca do Banco”, completa o gerente regional.

Incentivos Fiscais

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar, através das leis de incentivos fiscais, diferentes projetos sociais, do esporte, da cultura e da saúde. A inciativa constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No mês de junho, o banco publicou o edital de seleção para os projetos que serão contemplados em 2021. Os pedidos de apoio aos projetos são recebidos exclusivamente em meio eletrônico, através do Portal de Incentivos, disponibilizado no site do BRDE. As instituições têm até dia 30 de setembro para encaminhar proposta ao patrocínio. No ano passado foram selecionados 106 projetos nos três estados, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Desde 2015, foram ao redor de R$ 24 milhões de repasses