BRDE

Já com um histórico de aprimoramento das estruturas de governança, gestão de riscos e controle interno, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) acaba de formalizar sua adesão ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC). Com o objetivo de reduzir os níveis de fraude e corrupção no Brasil a patamares similares aos de países desenvolvidos, o projeto pretende mobilizar dirigentes, instituições de controle e gestores públicos.

Para integrar o programa e receber a marca de participante, o BRDE submeteu-se a uma avaliação sobre mecanismos que medem o nível de atuação da organização em termos de prevenção, investigação, detecção e correção da sua governança, buscando identificar eventuais pontos vulneráveis. “O banco vem se aprimorando de maneira contínua nos seus processos internos, buscando sempre agregar boas práticas. Com a adesão ao programa, reafirmamos nosso compromisso público em promover a integridade e a ética, sempre com transparência. Somos um banco público e precisamos prestar contas à sociedade”, destacou a diretora-presidente, Leany Lemos.

O PNPC busca avaliar todas as organizações públicas do Brasil, mobilizando as redes de controle e os gestores através dos Estados. A partir de um mapeamento e diagnóstico das situações mais suscetíveis à corrupção, o programa pretende apontar caminhos para padrões de integridade de alto nível, com geração de relatório, avaliação e homologação da rede de controle.

Banco já destinou mais de R$ 23,7 milhões a entidades por meio de leis de incentivo fiscal

Termina nesta quinta-feira (30/9) o período de inscrições das entidades interessadas em ter o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) por meio de leis de incentivo fiscal. Até o momento, perto de 300 entidades da região Sul já iniciaram os processos de cadastramento dos seus projetos através do Portal de Incentivos. O formulário está disponível exclusivamente na forma digital.

A inciativa do banco constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Desde 2015, o BRDE já disponibilizou mais de R$ 23,7 milhões para instituições dos três Estados.

Os projetos apoiados qualificam equipes e programações de entidades que prestam atendimento a crianças, jovens e idosos; promovem atividades de educação pelo esporte e competições que valorizam atletas; permitem a aquisição de equipamentos para hospitais, creches e asilos; estimulam a produção e a distribuição de livros para escolas e bibliotecas públicas; possibilitam apresentações de dança, música, artes visuais e cênicas, bem como a valorização do patrimônio arquitetônico e histórico, e ajudam a manter programações anuais de instituições como museus, centros de cultura e orquestras, entre outras.

Recursos

O edital de 2021 para seleção pública foi lançado em 17 de junho, durante as comemorações dos 60 anos de atuação do BRDE na região Sul do país. No ano passado, foram selecionados 106 projetos, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Os projetos selecionados terão os recursos disponibilizados até o dia 28 de dezembro deste ano.

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar projetos por meio dos seguintes mecanismos de renúncia fiscal:

Lei Federal de Incentivo à Cultura 8.313, de 23/12/1991;

Lei Federal 8.685, de 20/7/1993 (Lei do Audiovisual);

Lei Federal 11.438, de 29/12/2006 (Lei de Incentivo ao Esporte);

Lei Federal 8.069, de 13/7/1990 (Fundo da Infância e da Adolescência);

Lei Federal 10.741 (Estatuto do Idoso) e Lei Federal 12.213 (Fundo Nacional do Idoso);

Lei Federal 12.715/2012 e Decreto 7.988/2013 – Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas).

Para outras informações:

Rio Grande do Sul: duvida.incentivofiscalRS@brde.com.br

Santa Catarina: duvida.incentivofiscalSC@brde.com.br

Paraná: duvida.incentivofiscalPR@brde.com.b

 

Criado para apoiar empreendedores afetados pela pandemia de Covid-19, o programa oferece linhas de crédito com juros subsidiados integralmente pelo Governo de Santa Catarina.

A partir desta semana, o SC Mais Renda Empresarial abre operações de crédito para microempreendedores individuais (MEIs). Os empréstimos são viabilizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com apoio de cooperativas de crédito conveniadas. “Como ele é um programa amplo, dividimos inicialmente em duas etapas de atendimento, a primeira para micro e pequenos empresários (MPEs) com liberação de até R$ 100 mil e esta segunda fase, iniciando nesta quarta-feira com a operação para os MEIs que poderão financiar até R$ 10 mil, com prazo de carência de seis meses e de amortização de até doze meses”, explica o diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey.

A primeira cooperativa que vai operacionalizar os créditos para MEIs é a Cresol, com atendimentos nos municípios de Curitibanos, Campos Novos, Frei Rogério, Santa Cecília, São José do Cerrito, Dona Emma, Ibirama, Presidente Getúlio, Mirim Doce, Taió, Irineópolis, Bela Vista do Toldo, Canoinhas, Major Vieira, Monte Castelo, Porto União, Apiúna, Indaial, Lontras, Ascurra, Presidente Nereu e Rio do Sul. A partir do dia 30 de setembro, a parceria se estenderá com o Sicoob em 95 municípios catarinenses.

Para auxiliar os empreendedores na busca dos recursos, o BRDE firmou e seguirá com as parcerias das cooperativas de crédito que tem capilaridade em todas as regiões catarinenses. “Essas primeiras cidades reúnem quase 65% da população catarinense que já poderá ser atendida nesta primeira semana com as cooperativas credenciadas. A implantação desses atendimentos se dará de forma contínua e novas cooperativas vão aderir ao programa para atender o maior número pessoas”, ressalta o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra.

Valores liberados

Desde que o SC Mais Renda Empresarial foi lançado, através do BRDE foram aprovadas 649 operações de crédito para os micro e pequenos empresários, totalizando R$ 54 milhões para 115 municípios catarinenses. Até o momento, a região Oeste catarinense lidera com o maior número de contratos firmados, seguida do Vale do Itajaí e Norte catarinense.

Podem solicitar o empréstimo MPEs com faturamento bruto de até R$ 4,8 milhões por ano e é necessário que a atividade principal ou secundária seja nos setores de turismo, bares, restaurantes, eventos, educação, transportes, salões de beleza e estética, comércio varejista e atacadista, atividades de contabilidade, artigos de vestuário e confecções de vestuário. Além do pagamento das parcelas em dia para ter direito aos juros subsidiados, os micro e pequenos empreendedores beneficiados devem manter quadro de funcionários compatível com a realização da sua atividade econômica, mantendo, no mínimo, o mesmo quadro de funcionários pelo período da carência concedida.

Convidado da 3ª edição do BRDE Cenários, consultor econômico avaliou impactos da pandemia na renda das famílias mais pobres

Mesmo com uma alta carga tributária e gastos sociais em bom volume, o Brasil não consegue enfrentar o problema histórico das desigualdades de renda das famílias. Uma das saídas apontadas pelo consultor econômico do Senado, Pedro Fernando Nery, é destinar maiores investimentos na infância, a exemplo de países que criaram um incentivo universal infantil. “Numa comparação global, o Brasil está ente os mais desiguais e o estado brasileiro acaba gastando muito com quem ganha mais e gasta pouco, com as famílias que ganham menos. Ou seja, uma estrutura de proteção social que não está bem calibrada”, apontou ele, durante participação na terceira edição do BRDE Cenários, nesta quarta-feira (22/9).

Uma das razões para o Brasil não superar a desigualdade, na visão de Pedro Nery, é o gasto público muito baixo na infância em comparação a outras nações. “Existe uma carência enorme por creches e pré-escola no país e precisamos de programas de transferência de renda para famílias com filhos, e não apenas para as mais pobres. Toda a criança teria o direito de receber um auxílio, salvo aquelas muito ricas”, insistiu.

O retorno para o investimento público na infância se reflete nas diferentes fases da vida adulta, sendo um cidadão adulto mais produtivo, gerando bens e serviços, acrescentou o consultor econômico. “Investir na infância e na primeira-infância, em particular, representa uma quebra estrutural da pobreza”, resumiu.

Conforme um estudo que apresentou na sua palestra, Pedro Nery demonstrou que o país convive com um contingente estimado em 17 milhões de crianças e jovens que estão fora das políticas de proteção social. “Existe esse fosso de cobertura para as crianças brasileiras que não se encontram entre aquelas tão miseráveis a ponto de estarem no Bolsa Família ou entre as mais ricas, que declaram Imposto de Renda e que acaba, pelo modelo de dedução, recebendo uma transferência em média de R$ 50 por mês”, descreveu.

Consultou avaliou impactos da crise entre os mais pobres

Com o tema “Desigualdade em V”, a palestra de Pedro Nery abordou os impactos da pandemia na renda das famílias e o quanto o programa Auxílio Emergencial conseguiu marcas históricas na redução da pobreza e da extrema pobreza no país. Ele demonstrou, no entanto, que a redução do valor de ajuda federal representa um retorno muito acentuado da situação anterior. “A crise atingiu as famílias de forma muito desigual. É uma verdadeira ´montanha russa´ na vida dos mais pobres”, lamentou. Pedro Nery lembrou que uma fatia da população que trabalhava no mercado informal hoje está vivendo uma situação de “desemprego oculto”, algo entre 10 a 12 milhões de pessoas.

Promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o ciclo de palestras tem por finalidade abordar temas sobre a conjuntura econômica e fiscal do país, tendências de mercado e o papel das instituições de fomento. Na abertura do evento, a diretora-presidente, Leany Lemos, destacou que o banco tem na sua missão um olhar atento para a questão social. “É importante debater como um banco de fomento deve se interessar no tema da desigualdade e mitigar esse problema do país”, frisou a presidente.

A palestra teve transmissão no canal de Youtube do banco e segue disponível para que não acompanhou ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=VAJ6MeViIzM

Pedro Fernando Nery é o convidado da próxima edição do ciclo de palestras promovido pelo banco

Depois de atenuar ao longo de 2020 os efeitos da pandemia de Covid-19 especialmente nas famílias mais pobres, o programa de socorro federal em uma escala menor pode fazer a desigualdade de renda retornar na mesma velocidade. Para debater o impacto de transferências como o Auxílio Emergencial e o risco de milhões de pessoas retornarem a viver na pobreza ou extrema pobreza, o BRDE Cenários terá, na edição desta quarta-feira (22/9), a participação do professor e consultor econômico do Senado Federal, Pedro Fernando Nery. A palestra iniciará às14 horas, com transmissão pelo canal de Youtube do banco.

“O impacto do Auxílio Emergencial em 2020 foi muito poderoso. A pobreza e a pobreza extrema caíram para o menor nível já registrado”, menciona Pedro Nery. Porém, alerta ele, com a redução do programa a desigualdade de renda deverá subir para um patamar maior do que antes e numa velocidade rápida. O tema da sua palestra será “Desigualdade em V”.

Colunista do jornal O Estado de São Paulo, o convidado do BRDE Cenários é Doutor, Mestre e Bacharel em Economia pela Universidade de Brasília. No Senado, atua como consultor na área de Economia do Trabalho, Renda e Previdência.

Promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o ciclo de palestras tem por finalidade abordar temas sobre a conjunta econômica e fiscal do país, tendências de mercado e o papel das instituições de fomento. “Somos uma instituição cuja missão é apoiar o desenvolvimento econômico e social, por isso o tema da desigualdade de renda das famílias merece essa reflexão”, comentou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. O evento é aberto ao público e não exige prévia inscrição.

O Banco

O BRDE completou 60 anos agora em no mês de junho, se consolidando entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 13,5 bilhões. O Banco fechou 2020 com mais de R$ 3,3 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul.

Prazo para que as instituições encaminhem proposta ao banco termina no dia 30 deste mês

Restam poucos dias para que entidades interessadas em ter o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) por meio de leis de incentivo fiscal encaminhem seus projetos. O prazo para inscrição termina no próximo dia 30 deste mês e todo o processo de cadastramento deve ser realizado através do Portal de Incentivos. O formulário está disponível exclusivamente na forma digital.

O edital para seleção pública foi lançado em 17 de junho, durante as comemorações dos 60 anos de atuação do BRDE na região Sul do país. No ano passado, foram selecionados 106 projetos, que totalizaram R$ 4,3 milhões. Os projetos selecionados terão os recursos disponibilizados até o dia 28 de dezembro deste ano.

A inciativa do banco constitui parte de sua política de responsabilidade socioambiental e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicando de forma direta recursos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Desde 2015, o BRDE já disponibilizou mais de R$ 23,7 milhões para instituições dos três Estados

Como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar projetos por meio dos seguintes mecanismos de renúncia fiscal:

Para outras informações:

Uma das mais tradicionais empresas de Joinville vai contar com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para ampliar a capacidade produtiva. O ato de assinatura que autoriza a operação para contratação de crédito no valor de R$ 45 milhões foi nesta sexta-feira (17), em Joinville e reuniu representantes da empresa, autoridades e diretoria do banco.

Os recursos foram solicitados pela empresa Krona Tubos e Conexões, especializada na fabricação de artefatos para a indústria da construção civil, com destaque para tubos e conexões em PVC. O financiamento será intermediado pelo BRDE, por meio de recursos vindos do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A operação vai permitir a ampliação da empresa com a construção de um galpão para expedição. A estrutura com aproximadamente 14 mil m² de área construída será erguida ao lado da matriz, em Joinville. O recurso vai servir também para aquisição de insumos, compra de matérias-primas e capital de giro.

O diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey, ressalta que o investimento faz parte de um pacote de recursos disponibilizados nos últimos dias para Joinville e região Norte do Estado. E permite “mais que a ampliação da estrutura da empresa, a melhoria de vida das pessoas ligadas direta ou indiretamente à Krona”. A importância do investimento é reforçada pelo diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra. “Ao disponibilizar estes recursos o BRDE cumpre sua missão de fomentar o desenvolvimento econômico e social, apoiando as iniciativas  que tem grande impacto econômico e social”.

O Governador Carlos Moisés, que acompanhou a entrega, diz que o crédito concedido à empresa de Joinville é um bom exemplo da importância estratégica do BRDE, que “cumpre o papel de apoiar empreendedores de todos os ramos e de todas as regiões do Estado”.

 

Histórico operações Krona e BRDE

A relação da Krona com o BRDE começou em 2009, quando as primeiras solicitações de financiamento foram realizadas. Nos últimos três anos, já foram disponibilizados quase R$ 74 milhões para investimentos – sendo esta última contratação a maior dos últimos 12 anos. A Krona está entre as três maiores empresas do país em seu segmento. Perto de completar 27 anos, a empresa possui mais de dois mil colaboradores, ocupando uma área total de 300 mil m² em três unidades fabris em Joinville/SC e outra em Marechal Deodoro/AL.

Com o apoio do BRDE, iniciativa vai contemplar mil estudantes de todas as regiões

A partir da próxima terça-feira (21/09), estarão abertas as inscrições para o programa Dev the Devs, que vai oportunizar a formação gratuita na área da tecnologia de mil jovens da rede estadual do Rio Grande do Sul. O Dev the Devs tem o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), sendo uma correalização do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), da Rede Gaúcha de Ambientes Inovadores (Reginp) e da Associação de Empresas de Tecnologia (Assespro-RS). O curso terá aulas totalmente on line, com duração de quatro meses. Serão 500 vagas para meninos e outras 500, para meninas matriculadas na rede estadual.

Para realizar a inscrição, o estudante precisa primeiro estar logado no seu e-mail @educar.rs.gov.br. Em seguida, o estudante deve acessar bit.ly/InscricaoDev. Mais informações: devthedevs@educar.rs.gov.br.  O programa conta com apoio da Secretaria da Educação do Estado, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia e do Inova RS.

No lançamento do Dev the Devs, nesta quinta-feira (16/09), o governador Eduardo Leite ressaltou os impactos positivos da formação para ampliar as oportunidades no mercado de trabalho. “A gente vive um momento de revolução tecnológica, encerrando empregos em determinados setores, mas abrindo grandes oportunidades a partir de tecnologia e desenvolvimento de sistemas. E quem desenvolve os desenvolvedores? Essa é a questão que a gente busca, mais do que responder, dar efetiva solução e encaminhamento ao apoiar o desenvolvimento daqueles que vão desenvolver, quem criará soluções e sistemas. A capacitação começa mudando a vida de mil alunos da nossa rede pública de ensino e de suas famílias, e esperamos possa ser apenas o início de uma profunda mudança. Estou muito entusiasmado com o que pode significar”, destacou Leite.

Governador participou do lançamento e destacou impactos do programa

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, a iniciativa em apoiar o projeto reflete a própria missão do banco em apoiar o desenvolvimento econômico da região Sul, mas sempre agregando impactos sociais. “Educação é missão de todos nós como cidadãos e cidadãs deste país. O mercado de tecnologia está aquecido e no futuro vai estar mais. Esse é um futuro promissor. Por isso, queremos que os jovens se profissionalizem, trabalhem nesse setor e impactem suas comunidades”, salientou a presidente.

O reitor da PUCRS, Ir. Evilázio Teixeira, destacou que o projeto tem estreita relação com a visão de mundo da PUCRS. “Sermos catalisadores do conhecimento e da inovação. As tecnologias, tão associadas aos mecanismos da inovação, são frutos da mente humana, do conhecimento, da criatividade, da técnica ensinada e aprendida. Essa união de esforços por si só já representa um passo além. Pois demonstra que juntos podemos transformar realidades, tendo a formação, o cuidado com as pessoas e a educação como premissa”, sintetizou.

Durante o evento, a secretária de Educação, Raquel Teixeira, destacou que a rede estadual concentra 82% dos estudantes do ensino médio no RS, mas um percentual muito parecido não chega a ingressar numa universidade. “Vivemos em plena economia baseada no conhecimento. O que vai gerar riqueza é o nível de ciência e de inovação que se consegue gerar. E é para esse contingente de alunos da escola pública que precisamos olhar, abrindo todas as oportunidades”, observou Raquel Teixeira.

Capacitação inicia em novembro e terá quatro meses de duração

O secretário Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), Luís Lamb, igualmente ressaltou o impacto das pessoas no contexto da economia. “A riqueza está no conhecimento. Tenho certeza que esse programa, a partir de todos os atores que estão envolvidos, vai semear muitas árvores que darão muitos frutos na trajetória de vida desses jovens”, frisou ele.

Participaram ainda o evento, que transmissão ao vivo pelo canal de Youtube do BRDE e da PUC o presidente da Assespro-RS, Julio Ferst;  presidente da Reginp, Artur Gibbon; o diretor de Planejamento do BRDE, Otomar Vivian; e o superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, Jorge Audy,

Mais sobre o programa

O Dev the Devs é um programa de formação de jovens desenvolvedores exclusivo para estudantes de ensino médio da Rede Estadual do Rio Grande do Sul. No curso, você entenderá:

Mais informações: www.pucrs.br/devs

Mil jovens da rede estadual do Rio Grande do Sul terão a oportunidade de realizar uma formação gratuita na área da tecnologia. O programa tem o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), sendo uma correalização do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), da Rede Gaúcha de Ambientes Inovadores (Reginp) e da Associação de Empresas de Tecnologia (Assespro-RS), com apoio da Secretaria da Educação do Estado, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia e do Inova RS. O lançamento acontece nesta quinta-feira (16/9), às 11 horas, com transmissão no Youtube do BRDE e da PUCRS.

Dados da Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação – revelam que o mercado de TI deve criar 420 mil novas vagas até 2024, porém, estima-se que, até lá, 150 mil vagas não sejam preenchidas por falta de pessoas qualificadas. A alta demanda por recursos humanos nas empresas de TI gera oportunidade para formação de jovens que desejam iniciar a carreira de desenvolvimento de sistemas. É nesse contexto que nasce o Dev the Devs.

Na avaliação da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, o projeto coloca o banco numa condição de parceiro múltiplo de todo o ecossistema de inovação no Estado. “O BRDE já tem uma atuação forte no apoio à inovação nas empresas, na aceleração de startups e na participação em fundos de investimentos no setor. Agora, ao estabelecer essa parceria com a rede de parques tecnológicos, pretende deixar um legado importante ao oportunizar a jovens de diferentes regiões acessar a um mercado promissor e que apresenta uma demanda crescente de profissionais com essa qualificação inicial”, destaca ela.

O projeto Dev the Devs, prossegue a presidente, representa o maior patrocínio direto que o banco já realizou em termos de apoio na formação profissional de jovens estudantes da rede pública estadual. “É nossa missão apoiar o desenvolvimento econômico na região Sul, mas com impacto social, algo que essa parceria traz de mais significativo. Vamos atingir mil estudantes, com vagas iguais para meninos e meninas, reafirmando nosso compromisso em favor da inclusão e da diversidade”, acentua Leany Lemos.

A secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira, afirma: “No mundo que nos aguarda, que é o mundo da realidade virtual, da realidade aumentada, da inteligência artificial, da internet das coisas, precisamos guiar nossos jovens para um novo modelo mental”. Ela explica que o sistema educacional público, que abriga 82% dos jovens gaúchos, precisa criar oportunidades como essa, que o BRDE, o Tecnopuc, a Reginp, a Assespro e a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, estão criando para consolidar um ecossistema de inovação no estado.

Raquel ainda complementa: “Não dá mais para pensar na inovação como característica de algumas pessoas e alguns grupos. Ecossistema pressupõe todo mundo. Dar a mil jovens da escola pública, 500 meninas e 500 meninos, essa iniciação, essa inserção no mundo da tecnologia, no mundo do pensamento computacional, na formação de desenvolvedores é um presente. Não só para esses jovens e suas famílias, mas é também o que se espera de um Estado responsável que prepara seu recurso mais precioso, que é o capital humano para um futuro moderno e próspero. Como secretária, agradeço em nome dos primeiros mil jovens e dos outros mil, e dos outros mil, que espero que venham.

O secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Ricardo Bastos, destaca que o projeto é uma ótima oportunidade para os jovens do Estado iniciarem sua caminhada nas promissoras carreiras da área da tecnologia da informação. “A qualificação contribuirá para o atendimento da crescente demanda de pessoas pelas empresas desta área. A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS valoriza sobremaneira a oportunidade de poder contribuir neste projeto, em especial por se tratar de uma iniciativa que oportuniza o desenvolvimento do potencial de nossos jovens, direcionando-os para uma das áreas de conhecimento essenciais para o desenvolvimento de nosso Estado”, sinaliza Ricardo.

O superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, Jorge Audy, sinaliza que é um orgulho e uma enorme responsabilidade para a PUCRS e para o Tecnopuc correalizar o programa com a Reginp e com a Assespro-RS, tendo o BRDE como patrocinador. “Nosso propósito é transformar conhecimento em desenvolvimento, oferecendo novas oportunidades para as pessoas crescerem, pessoal e profissionalmente. E com o Dev the Devs queremos dar ainda mais força para o propósito de impacto social que rege as nossas ações institucionais. Esperamos que estes mil jovens aproveitem ao máximo essa formação e se tornem profissionais de tecnologia no nosso ecossistema de inovação gaúcho. Temos certeza de que é só o início desse programa que ainda transformará muitas vidas – cada um dos estudantes que se inscrever será protagonista da sua história e a educação é o meio pelo qual cada um poderá construir seu futuro. Queremos estar JUNTOS nesta construção!”.

O presidente da Reginp, Artur Gibbon, diz que para a Rede o programa Dev the Devs é uma ótima oportunidade para trazer o jovem estudante gaúcho para o empreendedorismo e o mundo do trabalho, oferecendo formação para que ele(a) possa desenvolver o seu potencial e optar por uma carreira no setor de TI onde as ofertas de vaga de trabalho são grandes e com salários muito atrativos. “Poder disseminar esse programa em todas as regiões do RS, por meio dos ambientes da REGINP, é motivo de muito orgulho para nós”, destaca Gibbon.

Julio Ferst, presidente da Assespro-RS, afirma que é importante e objetivo para a Assespro apoiar ações estratégicas para o setor de Tecnologia do RS como esta de formação de capital humano. “Estaremos sempre presentes nestas iniciativas pois geram emprego e crescimento”, frisa Julio.

 

Meta estava fixada em projeto piloto para diversificação de funding do banco

Como parte da estratégia de diversificação de suas fontes de captação de recursos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou o valor global de R$ 30 milhões através da emissão de títulos no mercado de capitais. Uma terceira e última oferta de R$ 10 milhões em Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), conforme previa projeto piloto, acaba de ser fechada pela Agência de Florianópolis.

De acordo com o projeto piloto, os recursos serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região (BRDE Promove Sul) e serão aplicados no fundo rotativo estadual de respectiva agência que realizou a venda dos RDBs. Um primeiro lote havia sido ofertado ainda em fevereiro pela Agência de Curitiba e um segundo, em agosto, foi vendido pela Agência de Porto Alegre.

“A ida ao mercado através da emissão de RDBs faz parte de uma estratégia do BRDE definida no início de 2020, trazendo mais diversificação de funding, como planejamento importante para a independência do banco, além de oportunizar maior oferta de crédito para os potenciais projetos de desenvolvimento em Santa Catarina”, destacou o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Dutra.

O projeto de emissão de RDBs é conduzido pela equipe da Diretoria Financeira do banco e tem como público alvo clientes ou instituições parceiras do BRDE devidamente habilitados conforme regras da Comissão de Valores Mobiliários. “Esta entrega é resultado de um trabalho primoroso da equipe técnica do banco, demonstrando que o BRDE mantém sua solidez e capacidade de inovar de acordo com a necessidade do mercado. Essa estratégia de diversificação deve se ampliar nos próximos anos”, salientou o diretor Financeiro do BRDE, Vladimir Fey.

Toda a operação segue normas do Banco Central do Brasil. A emissão dos títulos tem valor unitário de R$ 1 mil e, por se tratar de uma primeira experiência da instituição com essa natureza, está direcionada a um único investidor interessado em cada agência. O banco já viveu uma primeira experiência no mercado de capitais, mas isso no início da década de 80.