BRDE

O advogado e economista Guilherme Fumagalli Guerra é o novo diretor de Operações do Banco do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Guerra foi empossado no cargo nesta segunda-feira (29), na Agência Paraná do Banco, pelo diretor-presidente da instituição, Orlando Pessuti.
“Você chega num momento de celebração de conquistas, mas também de grandes desafios”, afirmou Pessuti, ao relembrar a trajetória do BRDE nos últimos oito anos, quando a instituição passou de um capital social de R$ 100 milhões R$ 1,2 bilhão, por conta da capitalização feita pelos governos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“Estamos fazendo o crédito acontecer, avançando muito, com parcerias internacionais, novas fontes de recursos, investimentos em inovação e a preocupação com as questões socioambientais, que vem permitindo ao BRDE ter mais de 82% de suas operações aderentes aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.
Guilherme Guerra agradeceu a confiança depositada nele pela governadora Cida Borghetti e a diretoria do BRDE e disse e estar tranquilo para assumir a nova função, pela experiência adquirida com o trabalho na área financeira e, principalmente, pelo conhecimento que tem a respeito da qualificação do corpo técnico do BRDE.
Guerra é graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde cursa atualmente mestrado em Economia. Atuou por 11 anos no mercado financeiro, com experiência nas áreas de Compliance e Risco e estruturação de fundos de investimento.
Acompanharam a posse a superintendente da Agência Paraná, Juliana Dallastra, o conselheiro do BRDE Valmor Weiss, o representante do Comitê de Auditoria Alan Jones dos Santos, gerentes e assessores de diretoria e o advogado Fernando Vernalha Guimarães, da VGP Advogados.

O Biopark – Parque Científico e Tecnológico de Biociências, localizado em Toledo, no Oeste do Paraná, contratou R$ 10 milhões em financiamentos junto ao BRDE, provenientes do FINEP Inovacred, para conclusão de um dos prédios do empreendimento. O projeto do Biopark tem como objetivo transformar a região em um polo de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O empreendimento é o primeiro do gênero com foco em biociências e biotecnologia do Brasil. O BRDE está apoiando a construção do primeiro prédio do Biopark que abrigará institutos de pesquisas e o centro analítico, além do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que já está funcionando no local.
“O projeto do BIOPARK é uma iniciativa pioneira do setor empresarial privado do Paraná. Para o BRDE, financiar este empreendimento tem estreita ligação com a missão e vocação do banco, ao estimular iniciativas pioneiras e inovadoras”, afirma o gerente adjunto de Operações da Agência Paraná do BRDE, Sérgio Sato.
O projeto arquitetônico do Biopark compreende uma área física de 240.000m² e é composto por três edifícios para universidades, outros três para laboratórios, auditório para 600 pessoas, prédio corporativo com 12 andares, restaurante e ginásio poliesportivo, além de grande área verde. A área total do projeto é de 4 milhões de metros quadrados.
“A parceria com o BRDE é de extrema importância para a evolução e consolidação das atividades iniciais do Biopark que beneficiarão não apenas Toledo, mas toda a Região Oeste e o Estado do Paraná”, comenta Marcelo Sáfadi Alvares, membro do Conselho Consultivo do Biopark.
Inovacred – A linha FINEP Inovacred financia projetos de empresas com receita operacional de até R$ 90 milhões para aplicação em desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos ou no aprimoramento daqueles já existentes. Pode também financiar inovação em marketing ou inovação organizacional, visando ampliar competitividade das empresas.
Pelo Inovacred, podem ser financiados até 90% do valor do projeto para microempresa, até 80% para pequena empresa e até 80% para média empresa. As taxas são: TJLP para micro e pequenas empresas; TJLP + 1% ao ano para médias empresas. O prazo total é de até 96 meses.
Saiba mais sobre as linhas de crédito do BRDE para inovação: acesse o portal www.brde.com.br ou entre em contato com a Agência Paraná pelo telefone: (41) 32198150 e pelo endereço eletrônico brdepr@brde.com.br.

O BRDE participou nesta sexta-feira (21) do lançamento do Espaço HUB Local 2030, o primeiro centro local de convergência das ações da Agenda 2030 estabelecido pela ONU no Brasil, instalado no polo da Companhia Paranaense de Energia (Copel) em Curitiba, conhecido como “Chapéu Pensador”. A gerente de Planejamento da Agência Paraná, Lisiane Astarita, representou o banco no evento.
O diretor do Programa Cidades do Pacto Global da ONU, Michel Nolan, participou do evento. Disse que o HUB Local lançado no Paraná será replicado ao redor do mundo e destacou a importância dos atores locais, governos estaduais e municipais, na implantação das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e nos avanços da Agenda 2030.
“Como líderes, vocês devem se orgulhar desse protagonismo”, afirmou Nolan, que ao lado de representantes do Governo do Paraná, da Copel e da Prefeitura de Curitiba, plantou uma árvore no local para marcar o lançamento do HUB Local e as comemorações do 21 de Setembro, Dia da Árvore. Na quinta-feira (20), Nolan visitou a agência do BRDE em Curitiba.
“É um orgulho para o Paraná sediar o primeiro HUB Local do Brasil e da América Latina”, disse o secretário de Planejamento e Coordenação Geral do Paraná, Rodrigo Salvatore. “O trabalho do Estado em prol da implantação dos ODS é reconhecido e assim deve permanecer, porque a ideia é agregar resultados a quem mais precisa”, acrescentou.
HUB 2030 – A ONU decidiu implantar HUBs locais para o avanço da Agenda 2030 em âmbito global, com base na estimativa de que 65% das metas dos ODS não serão atingidas se não houver participação efetiva de governos estaduais e municipais. Em função do protagonismo do Paraná nas iniciativas em prol dos ODS, o Estado foi escolhido para sediar o primeiro HUB do Brasil.
O HUB Local é um centro para convergência de ações multissetoriais com vistas ao atingimento das metas da Agenda 2030, tendo o governo do Estado como líder, com monitoramento e criação de um banco de boas práticas para ser reportado ao país e à ONU – e, a partir daí, tendo acesso a linhas de financiamento diversas.
Sediado na Copel e coordenado pelo Governo do Paraná, o HUB Local promoverá, numa parceria entre os setores público, privado e acadêmico, a expansão do Programa Cidades no Sul do país, com a adesão de municípios e reconhecimento de projetos inovadores, tornando-se um centro dinâmico, de conexão e alinhamento entre os atores.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou nesta segunda-feira (17) com a Prefeitura de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, o primeiro contrato de financiamento no Paraná no âmbito do programa Avançar Cidades, do governo federal, no valor de R$ 17,1 milhões. Os recursos são oriundos do FGTS.
O município investirá os recursos na pavimentação de importantes vias da cidade, beneficiando 5 mil moradores. A prefeita de Colombo, Beti Pavin, agradeceu a parceria com o BRDE e falou da importância das obras, principalmente as melhorias na avenida Abel Scuissiato, a quarta principal via urbana do município.
“Chegamos hoje aqui, porque lá atrás, o BRDE foi capitalizado pelos governos dos três estados do Sul, o que permitiu o fortalecimento e a projeção da instituição como indutora do desenvolvimento dos municípios”, disse Pessuti. Ele lembrou também as parcerias internacionais formalizadas pelo banco e o resultado do primeiro semestre de 2018, que chegou a R$ 800 milhões em contratações.
Acompanharam a assinatura do contrato no município de Colombo vereadores, lideranças comunitárias, comerciantes, empresários, moradores, o gerentes de Operações da Agência Paraná do BRDE, Tiago Pesch, assessores do banco e o secretário do Desenvolvimento Urbano do Paraná, Silvio Barros.
Barros destacou o impacto das obras e elogiou a atuação do BRDE para viabilizar o projeto. “São obras transformadoras, que vão fazer grande diferença na vida de milhares de pessoas”, afirmou. No Paraná, o Avançar Cidades acontece em parceria entre BRDE e Paranacidade, órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Urbano, responsável pela análise dos projetos.
Também em Colombo, o BRDE viabilizou em 2016, por meio de financiamento com recursos repassados pelo BNDES, no valor de R$ 11 milhões, projeto de revitalização de vias urbanas, envolvendo as obras de terraplenagem, meio-fio, tapa-buracos, revestimento em CBUQ, drenagem, sinalização e outros serviços.
O QUE É O AVANÇAR CIDADES
O programa Avançar Cidades financia projetos voltados à melhoria da circulação de pessoas, incluindo qualificação viária, transporte público coletivo sobre pneus, transporte não motorizado e elaboração de planos de mobilidade urbana, com recursos oriundos do FGTS.
São financiáveis pelo Avançar Cidades: pavimentação de itinerários de transporte público coletivo urbano ou pavimentação de vias de um bairro ou de ligação entre bairros, vinculadas obrigatoriamente à execução de passeios com acessibilidade, microdrenagem e sinalização viária. É possível também financiar infraestrutura cicloviária, medidas de moderação de tráfego, iluminação pública, arborização, redes de abastecimento de água e redes de coleta de esgotamento sanitário.

 Workshop é parte da programação da Mercoagro On Business, iniciativa conjunta da ACIC e do BRDE 
A inovação tecnológica é um dos pilares da Mercoagro, maior feira do setor de processamento de proteína animal da América Latina. Dentro deste cenário, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE e a ACIC desenvolveram uma atividade paralela à feira para trazer informações sobre tendências e fontes de financiamento para a inovação disponíveis para expositores e visitantes da Mercoagro.
Nesta quarta-feira, o diretor regional Sul da Finep, João Florêncio da Silva, apresentou as linhas de financiamento do órgão de fomento federal na Mercoagro On Business. Florêncio explicou que a Finep atua principalmente em três frentes de suporte à inovação: subsídios e recursos não reembolsáveis – por meio de editais e chamadas públicas, financiamento direto e por meio de agentes como o BRDE, e ainda investimento em participações em empresas diretamente e via fundos de investimento.
Nos financiamentos diretos, a Finep atende empresas que pretendem financiar projetos acima de R$ 10 milhões. Para valores menores, os empreendedores podem procurar os agentes repassadores de recursos, como é o caso do BRDE, que é líder em repasses da linha Finep Inovacred no País.
“A Finep financia empresas e projetos de todos os portes, inclusive startups e empresas de alto risco, neste caso por meio das participações diretas”, explicou.
O diretor explicou ainda que não é necessário ter um projeto de inovação disruptivo ou inédito no mundo para conseguir captar recursos da Finep. “Por meio da linha Finep Inovacred, por exemplo, é possível financiar não só a pesquisa e o desenvolvimento de um produto, mas todas as etapas posteriores, como o início da produção a partir de um protótipo, a logística e distribuição, o marketing e todos os processos e necessidades para colocar aquele produto no mercado”, detalhou.
Para Florêncio, além das taxas de juros atrativas, um dos grandes diferenciais da Finep são os prazos de carência e de amortização mais longos nos financiamentos diretos. “As taxas de juros variam de projeto para projeto, no caso do financiamento direto. Quanto maior o grau de inovação e maior a relevância da inovação, menores serão as taxas”, explicou.
Já na linha de repasse Inovacred, a Finep financia projetos de R$ 150 mil a R$ 10 milhões. Os valores variam de acordo com o porte da empresa:
Microempresas e EPPPs com receita de até R$ 4,8 milhões podem financiar de R$ 150 mil a R$ 3 milhões. As pequenas empresas com receita entre R$ 4,8 milhões e R$16 milhões podem financiar os mesmos valores. Já as médias empresas, que faturam de R$ 16 milhões a R$ 90 milhões, podem financiar até R$ 10 milhões.
As Microempresas, EPPPs e pequenas empresas podem contar ainda com alinha de crédito Inovacred Expresso, que limita os pedidos de financiamento a R$ 200 mil.

Tendências e desafios do setor de alimentos foram tema de workshop com Sidnei Rodrigues
As oportunidades de negócios e as principais tendências observadas no mundo para a indústria de transformação de alimentos foram tema do primeiro workshop da Mercoagro On Business, iniciativa idealizada pelo BRDE e pela ACIC para informar o público da feira sobre inovações nos negócios e fontes de fomento à inovação em ambiente produtivo. 
O evento, paralelo à Mercoagro, vai trazer outros 3 workshops e oferecer consultoria de crédito especializada para projetos de inovação aos visitantes e expositores da feira, que acontece em Chapecó até a próxima sexta-feira (14). 
O coordenador do Observatório da Fiesc, Sidnei Rodrigues, foi o convidado de estreia. Durante o workshop, Rodrigues destacou os principais desafios do setor de alimentos e as principais tendências que as empresas precisam observar para incorporar ao seu modo de fazer negócios. Segundo ele, embora a tecnologia vá trazer impactos relevantes a este mercado, em 8 anos ela terá sido disseminada a ponto de deixar de ser um diferencial. “Em 2020, as empresas catarinenses que exportam alimentos terão incorporado tecnologias já usadas em outros países e precisarão ter feito isso para continuar tendo acesso e vendendo para estes mercados. Internet das Coisas, Big Data e inteligência artificial farão parte de suas rotinas”, explica. 
Rodrigues acredita que o vai diferenciar uma empresa da outra na escolha do consumidor é o seu modelo de negócios. “As indústrias não poderão mais ser só indústrias. Elas precisarão entender e organizar toda a cadeira produtiva, rastrear fornecedores, ajudar esses fornecedores a inovar, pensar no pós-venda e em pesquisa e tecnologia. Precisarão entender a jornada do consumidor, que está mudando”, afirmou. 
Entre as oportunidades para o segmento, Rodrigues destacou o crescimento populacional projetado para os principais mercados importadores da indústria catarinense de alimentos, como China e outros países da Ásia. Também destacou que o aumento da expectativa de vida, tanto no Brasil como no exterior, vão trazer mudanças no comportamento do consumidor e que as empresas, especialmente as micro e pequenas, precisam ficar atentas a esses novos anseios.
A  escolaridade é outro fator que impacta no comportamento do consumidor, que vai ficando mais exigente em relação ao que consome. O perfil desse consumidor também está mudando, com o crescimento de pessoas que moram sozinhas, por exemplo. 
Ele lançou um desafio aos participantes, de refletir sobre qual será o diferencial de sua empresa quando todas as empresas do setor estiverem no mesmo patamar tecnológico. “Qual será o diferencial de um produto made in Chapecó? “, questionou. Segundo ele, a resposta a essa pergunta pode significar a continuidade da empresa.

A Agência Paraná do BRDE apresentou as linhas de financiamento destinadas a empresas e projetos inovadores durante o Workshop de Investimentos em Inovação, promovido em agosto, em Curitiba pelo Sistema Fiep. O evento faz parte do programa Bússola da Inovação, de incentivo ao processo de inovação nas indústrias. O BRDE é parceiro do Sistema Fiep no programa. O objetivo é ampliar o compartilhamento de informações entre as instituições e a divulgação dos serviços prestados.
O apoio do BRDE à inovação foi apresentado durante o workshop pelo gerente adjunto de Operações da Agência Paraná Sérgio Sato. O Banco é hoje o maior repassador do país de recursos do programa INOVACRED da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Foram desembolsados R$ 232,1 milhões até junho de 2018, o que corresponde a 32,8% do total nacional. O BRDE oferece as seguintes linhas de financiamento para inovação:
FINEP Inovacred
Financiamento para empresas com receita operacional de até R$ 90 milhões para aplicação em desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos ou no aprimoramento daqueles já existentes. Pode também financiar inovação em marketing ou inovação organizacional, visando ampliar competitividade das empresas.
Beneficiários: micro, pequena e médias empresas.
Itens financiáveis:
Inovação de produtos
Inovação de processos
Inovação de marketing
Inovação em modelo de negócios
Participação do financiamento: até 90% para microempresa, até 80% para pequenas e médias empresas.
Taxas de juros: TJLP para micro e pequenas empresas; TJLP + 1% ao ano para médias empresas.
Prazo total: até 96 meses, incluindo prazo de carência.
MPME Inovadora
Financiamentos de longo prazo para empresas e projetos inovadores com juros, condições, tarifas e acompanhamento diferenciado.
Objetivo: fortalecer a inovação no ambiente produtivo na Região Sul mediante apoio creditício a empresas e projetos inovadores: desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços; aprimoramento dos já existentes; inovação em marketing, inovação organizacional no ambiente produtivo ou social; investimentos fixos na modernização das instalações de empresa inovadora; aquisição, no mercado interno, de softwares e serviços correlatos desenvolvidos no Brasil
Público-alvo: empresas de todos os portes que investem na inovação com foco nas vencedoras de editais de subvenção, nas empresas instaladas em incubadoras, polos e distritos de inovação e nas empresas apresentadas pelos parceiros operacionais do Programa BRDE Inova.
Entidades parceiras: instituições que realizam atividades relevantes no campo da inovação, conveniadas para executar o trabalho de orientação, seleção e encaminhamento das propostas de financiamento.
Saiba mais sobre as linhas de crédito do BRDE para inovação: acesse o portal www.brde.com.br ou entre em contato com a Agência Paraná pelo telefone: (41) 32198150 e pelo endereço eletrônico brdepr@brde.com.br.

A gerente adjunta de Operações da Agência Paraná Carmem Truite foi a mediadora do painel “Crédito Sustentável – Uma produção que cresce alavancada, como parte da programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, que terminou no início desta sexta-feira (24), em Curitiba. Participaram do painel o diretor de Infraestrutura do Banco Mundial para o Brasil, Paul Procee, e o economista Pedro Loyola, da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP).
O Fórum de Agricultura da América do Sul é uma iniciativa do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo (AgroGP), plataforma de conteúdo do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM). Ao todo, foram 15 painéis com mais de 30 palestrantes, incluindo o ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi. Participaram mais de 400 pessoas, entre produtores rurais, empresários do campo, lideranças agropecuárias e jornalistas.O BRDE foi um dos patrocinadores do evento.
Carmem apresentou o BRDE e destacou a atuação forte do Banco no agronegócio. Pedro Loyola falou da importância cada vez maior da participação cada vez maior do setor privado mais na oferta de crédito para o agronegócio, seja por meio de bancos e cooperativas de crédito como Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e o crédito comercial oferecido por tradings e empresas privadas.
Loyola avaliou que o governo vem aos poucos abandonando o crédito rural. “O gasto será cada vez mais racional”. O subsídio estatal para safra deste ano é de 194,3 bilhões. Segundo Loyola, o teto de gastos públicos será um desafio para o setor, que vai investir cada vez menos. “O produtor precisa encontrar outras maneiras para subsidiar a produção”, afirmou.
No caso do seguro rural, a situação é ainda mais complicada, destacou Loyola. Atualmente, apenas 2% do subsídio (R$ 380 milhões) é destinado ao benefício. “Um estudo do Banco Mundial afirma que 1% do PIB agrícola é perdido para eventos climáticos. No Paraná, por exemplo, há problema com milho safrinha e com o trigo. Atualmente, apenas 15% das propriedades estão cobertas, número muito abaixo de outros países”.
“É preciso envolver mais os agentes privados”, acrescentou Loyola. “Garantir subsídios aos pequenos produtores, que muitas vezes não têm acesso ao benefício por falta de garantia e investimentos em tecnologia, indispensáveis para o crescimento do setor. O Estado precisa ter uma política agrícola que melhore a competitividade do agronegócio”.
Sustentabilidade – Paul Procee, do Banco Mundial, afirmou que os investimentos em projetos agrícolas serão cada vez mais criteriosos em relação à sustentabilidade. “Através do investimento em busca da produtividade e de novas tecnologias, você consegue criar um novo ecossistema de crescimento na produção”, disse.
Segundo Procee, o Brasil ainda está no berço do investimento tecnológico e precisa aumentar essa busca. “Temos que criar mecanismos para criar linhas de financiamento, alinhando as políticas dentro da União. Criar programas regionais com sistemas claros de monitoramento para pequenos produtores”, destacou.
Intercooperação – O segundo dia do fórum começou com um debate sobre intercooperação no sistema cooperativo, com a participação de representantes das cooperativas paranaenses Capal, Frísia e Castrolanda e da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
Erik Bosch, diretor-presidente da Capal, afirmou que os produtores precisam se sentir pertencentes à cooperativa, pois a confiança é ponto principal para que o sistema cooperativista funcione de verdade. Renato Nobile, da OCB, elogiou as boas práticas do cooperativismo do Paraná e disse que a inovação é o caminho a seguir pelas cooperativas.
Para Frans Borg, presidente da Castrolanda, o modelo de inter cooperativismo adotado por eles, de investir em inovação e tecnologia, só funciona por que o investimento em fábricas e na cadeia produtiva é feito em conjunto pelos produtores cooperados. “Percebemos que a necessidade dos produtores, que são a base da cooperativa, é a mesma. Então porque não construir uma operação conjunta?”, questionou Borg.
Emerson Moura, superintendente da Frísia, destacou que as cooperativas precisam acabar com o “egosistema”, em que cada uma dá prioridade para suas necessidades individuais sem pensar no bem maior do conjunto. Sem isso, segundo ele, é impossível conseguir um bom intercooperativismo.

Com apoio do BRDE, começou nesta quinta-feira (23) o 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, no Museu Oscar Niemayer (MON), em Curitiba. Mais de 400 pessoas, entre produtores rurais, executivos, técnicos e membros de entidades e instituições do setor, acompanharam o primeiro dia de trabalhos do fórum, evento promovido pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo. O tema deste ano é: “O campo digital e conectado, o grande desafio do século 21”.
O gerente do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira, disse na abertura do evento que o fórum tem como objetivo discutir mercado, antecipar tendências e debater soluções para o agronegócio. “Na 6ª edição, o Fórum de Agricultura acontece em um momento peculiar. Não apenas por se tratar de um ano eleitoral, mas é um ano marcado por embargos, sobretaxas, greve. E esses desafios e, principalmente, as oportunidades, justificam e fortalecem debates como esse”, afirmou.
Nesta sexta-feira, às 9 horas, o BRDE será mediador do painel “Crédito Sustentável – Uma produção que cresce alavancada, mas que precisa de regras para continuar crescendo”, que terá a participação de Paul Procee, do Banco Mundial, e de Pedro Loyola, da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP). A mediadora será a gerente adjunta de Operações da Agência Paraná, Carmem Truite.
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi acompanhou a abertura do fórum e falou do crescimento da agricultura brasileira nos últimos anos. “Crescemos muito, a ponto de incomodar, ser um grande player. E isso traz problemas, desafios e, claro, oportunidades. Crescer não é problema. Se precisarmos dobrar a produção, temos tecnologia, temos espaço e, o principal, temos gente para trabalhar. As cooperativas do Paraná são um exemplo”.
“Mas é preciso chamar atenção para um problema que se avizinha”, acrescentou o ministro Maggi. Precisamos cuidar dos processos, para que sejamos levados a sério. O comércio internacional mudou, não cabe mais jeitinho. E isso não é uma responsabilidade apenas do agente público, do fiscal do Mapa, isso também é dever das empresas, dos produtores, dos elos envolvidos”.
Conexão – O primeiro painel do fórum tratou dos desafios da tecnologia e da integração das informações para incrementar a produção agrícola no Brasil. O tema “Agronegócio 4.0” foi debatido pelos palestrantes Almir Meinerz, da empresa SPRO IT Solutions, George Hiraiwa, secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Dori Goren, cônsul-geral de Israel, e José Ricken, presidente do Sistema Ocepar.
George Hiraiwa disse que o Estado possui mecanismos para impulsionar um bom ecossistema de inovação e se tornar vanguarda no agrodigital. José Ricken disse que não basta apenas tecnologia, o segredo é haver conexão entre os player do agronegócio, desde produtores, cooperativas, governo e outros. “Queremos ser protagonistas do nosso desenvolvimento. Temos que nos adequar à demanda e gerá-la. Isso se faz com tecnologia”, afirmou.
O FÓRUM
Entre 2013 e 2017, mais de 200 palestrantes de 30 países participaram do Fórum de Agricultura da América do Sul. Em seis edições, foram mais de 2 mil participantes que acompanharam 80 painéis de discussão. O congresso ocorre nos dias 23 e 24 de agosto no Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico). Confira a programação completa do evento: https://www.agrooutlook.com.br/.
“Vamos discutir tecnologia, mercado, oferta, demanda, sustentabilidade. A América do Sul viveu uma década de ouro no agronegócio. Somos um grande player deste mercado e precisamos avançar. Agronegócio é a nossa vocação natural. Estamos aqui para identificar problemas, pensar em oportunidades e apontar soluções”, disse o coordenador do evento, Giovani Ferreira.

A política de responsabilidade socioambiental do BRDE foi apresentada pela gerente de Planejamento da Agência Paraná, Lisiane Astarita, nesta quarta-feira (22), durante a 7ª edição do Fórum de Sustentabilidade e Governança, evento que acontece em Curitiba, com apoio do Banco. O tema deste ano é “estratégias que impactam negócios e norteiam o amanhã”. O diretor-presidente Orlando Pessuti participou da abertura do evento.
O fórum é um espaço estratégico voltado para a discussão de tendências, perspectivas e cases de sucesso na gestão da sustentabilidade nas empresas. Com uma estrutura interativa que integra tanto iniciativas privadas como governamentais, o evento mostra como as grandes corporações praticam a sustentabilidade no seu dia a dia, saindo do escopo do meio ambiente e entrando na cadeia produtiva de cada negócio.
Lisiane apresentou os grandes números do banco e mostrou que, a partir de 2014, houve uma maior institucionalização da Responsabilidade Socioambiental no BRDE (RSA). Entre as ações do banco a partir daquela data listou:
2014 – Institui a Política de Responsabilidade Socioambiental do BRDE.
2015 – Aprova o Plano de Ação da Responsabilidade Socioambiental do BRDE; adere à Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P); cria o Programa BRDE Produção e Consumo Sustentáveis.
2016 – Cria a Coordenadoria e a Comissão de Responsabilidade Socioambiental.
2017 – Assinou o protocolo com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; assinatura de empréstimo de 50 milhões de euros com a AFD – Agência Francesa de Desenvolvimento para apoiar projetos de empresas e municípios registrados no BRDE PCS (Programa de Produção e Consumo Sustentável).
2018 – O conselho do BRDE aprovou o BRDE Municípios para aumentar o financiamento e a parceria com as cidades; renomeia a Superintendência de Planejamento e Sustentabilidade; participa, como ouvinte, das reuniões do grupo de bancos brasileiros signatários dos Princípios do Equador.
A gerente mostrou também como foi implantada no BRDE a Agenda A3P, a partir dos programas de uso racional de recursos; gestão de resíduos sólidos, acessibilidade, compras Sustentáveis, divulgação de Boas Práticas Socioambientais junto às comunidades interna e externa e adoção de critérios socioambientais na análise de crédito e atribuição do Nível de Risco e acompanhamento e Gestão dos Aspectos Socioambientais da Carteira de Crédito.
Lisiane apresentou os eixos do BRDE PCS, lembrando que desde a criação do programa os investimentos em projetos voltados à produção e consumo sustentáveis já somam R$ 1 bilhão. Mostrou o índice elevado de adesão da carteira do BRDE aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), de 83%, em média. E disse que as operações do BRDE estão mais próximas dos ODS 2 (fome zero), 7 (energia limpa e acessível) e 8 (trabalho decente e desenvolvimento econômico).
A gerente encerrou a apresentação apontando as oportunidades e desafios do BRDE em relação ao desenvolvimento sustentável : novas captações (BEI e BID), aumento de parcerias (aderência ao ODS 17), ser a ponte entre o setor privado e os municípios, ampliação da captação de projetos PCS e aumento do valor dos clientes – esforço dos ODS’s e monitoramento dos resultados e relato das ações relacionadas aos ODS.