BRDE

Durante a Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI), realizada nesta sexta-feira (23) de forma virtual, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) esteve representado pelo diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey, e o Gerente de Operações, Júlio Oliveira. Na oportunidade, foi feita uma explanação aos prefeitos sobre a estrutura, resultados do banco e as possibilidades de parcerias para o desenvolvimento dos municípios.

Fey destacou em sua fala a missão do BRDE em promover e liderar ações de fomento ao desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação. “Nosso compromisso é apoiar as iniciativas que necessitem de crédito para saírem do papel e gerarem valor e crescimento às cidades. Os gestores municipais possuem no BRDE um parceiro para contribuir com os projetos”.

Durante a reunião, os prefeitos receberam informações detalhadas sobre os produtos financeiros e parcerias para investimentos no setor público, além de opções de financiamento, taxas de juros e prazos de pagamento. Entre as áreas que o BRDE apoia no setor público estão projetos de Mobilidade Urbana e Rural, Saúde, Educação, Saneamento e Energia renovável.

“Muito importante essa porta aberta, porque assim a gente evolui e torna mais rápido a realização dos projetos e sonhos de cada município”, destacou a presidente da AMAVI e prefeita de Trombudo Central, Geovana Gessner.

A participação do BRDE na reunião dos prefeitos foi proposta pelo Deputado Estadual, Jerry Comper.  Além deste encontro virtual, está prevista em breve uma visita presencial da diretoria do banco aos municípios da região do Alto Vale do Itajaí.

Poucas vezes com tamanho destaque como agora, diante do desafio global de enfrentamento da pandemia da Covid-19, o uso da pesquisa científica na definição das políticas públicas esteve em debate, nesta quinta-feira (22/4), em evento organizado por um grupo de instituições responsáveis pelo Prêmio Evidência e pelo Troféu IMDS – Mobilidade Social. As duas distinções são iniciativas do Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear), o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com o objetivo de destacar ações governamentais aplicadas no Brasil e que se valeram de evidências cientificamente fundamentadas, cujos vencedores serão conhecidos no final deste ano.

A diretora-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, foi uma das painelistas convidadas do webinar com foco no desenvolvimento de políticas a partir do uso de evidências e da prática de monitoramento e avaliação na gestão pública, com destaque para o envolvimento da sociedade civil, por meio das organizações do terceiro setor. Como ex-secretária de Planejamento do Rio Grande do Sul, ela coordenou o Comitê de Dados no enfrentamento da pandemia e atuou diretamente na elaboração do modelo de Distanciamento Controlado, que buscou compatibilizar a estrutura de atendimento de saúde com a atividade econômica.

“Parece fácil efetivar uma política pública baseada em dados, mas na prática se enfrenta uma série de desafios enormes”, observou Leany Lemos. Para ela, o caminho mais indicado na hora de implementar uma política precisa reunir rapidez, efetividade e relevância para a comunidade, “com métricas para medir efeitos diretos e indiretos”. Após um breve relato sobre a experiência da crise financeira que enfrentou no Distrito Federal como secretária de Planejamento, a presidente do BRDE abordou o modelo inédito implementado no RS no combate à pandemia. “Além de produzir uma série de estudos para embasar as decisões do governo, através do Gabinete de Crise, um dos grandes desafios foi comunicar e dar transparência aos dados e às decisões”, acrescentou.

“Posso dizer que, como experiência pessoal, 90% das políticas públicas com base em evidências se mostraram acertadas”, observou Leany Lemos. Com o objetivo de ampliar o debate sobre e contribuir na divulgação do Troféu Evidência, o evento contou também com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, e do gerente-geral do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli. O webinar teve a mediação do diretor do Vetor Brasil, Marco Camargo e foi realizado em parceria com o Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife).

Maiores informações sobre as duas premiações estão disponíveis no site: https://eventos.fgv.br/premioevidencia

Para avançar em soluções inovadoras, BRDE reúne experiências de grandes instituições de fomento e do setor privado

Determinado a incorporar novas plataformas digitais nos seus processos de análise e concessão de crédito, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) estará reunindo, ao longo da próxima semana, experiências bem-sucedidas de organizações que atuam no sistema financeiro com a utilização de soluções tecnológicas e inovadoras. A partir de segunda-feira (26/4), o seminário ´O Mercado Financeiro e as Oportunidades com as Fintechs´ terá quatro dias de palestras (sempre a partir das 14 horas) com a participação de importantes instituições de fomento, bem como cases de empresas privadas com destaque em negócios que romperam com o modelo tradicional na financeira.

Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, o seminário representa uma grande oportunidade para o banco se aproximar do mercado da tecnologia financeira. “Inovar nas suas relações com o cliente, se valendo cada vez mais de plataformas digitais, é um caminho sem volta mas que ganhou uma velocidade muito grande com a pandemia. Estamos em meio a uma verdadeira revolução e os bancos de fomento precisam acompanhar esse processo”, destacou.

Conforme a presidente, um dos principais objetivos da série de palestras é compartilhar os desafios e as soluções que diferentes instituições encontram na automação dos processos e na relação totalmente digital com o público. “Os bancos de fomento estão cada vez mais desafiados a ampliar sua atuação com diferentes segmentos empreendedores, em especial os de menor porte. Essas soluções permitirão avançar no volume das operações de crédito, com valores menores. Ou seja, uma plataforma que otimize e simplifique o crédito em escala”, pontua Leany Lemos.

Além de reunir experiências de instituições de fomento como BNDES, BDMG e DesenvolveSP, além de empresas como a Amazon e Global Web, o evento terá uma atualização do panorama das fintechs no país por parte da Associação que congrega o setor no Brasil. No primeiro dia de atividade, as palestras terão a participação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ao lado da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), as duas instituições criaram o Laboratório de Inovação Financeira (Lab), um fórum de discussões sobre ferramentas financeiras que permitam o avanço do desenvolvimento sustentável.

O seminário integra as atividades relacionados aos 60 Anos do BRDE, que serão comemorados agora no mês de junho. É aberto ao público e terá transmissão pelo canal do BRDE no Youtube (@brdeoficial).

Confira a programação:

https://www.brde.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Programação-Seminário.pdf

 

O banco foi um dos fundadores do Movimento Nacional ODS em Santa Catarina.

 

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) é uma das organizações que contribui com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Em março, o BRDE recebeu o selo como signatário do Movimento Nacional ODS em Santa Catarina, para o ano de 2021. Essa certificação renova o compromisso permanente do banco com o desenvolvimento sustentável.

Os ODS compõem um plano de ações para as pessoas, o planeta e prosperidade, busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. São objetivos integrados e indivisíveis, que equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e ambiental.

O BRDE possui em suas operações de crédito elevada aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Conforme Relatório Administrativo e Sócio Ambiental do Banco, publicado no mês de março, mais de 80% das operações financiadas pelo BRDE seguem no mínimo um dos ODS.

A participação do banco em Santa Catarina iniciou em 2006, quando integrava a rede antes mesmo dela se tornar o Movimento ODS SC. Na época, o grupo chamado de Diálogos pela Responsabilidade Social, era formado por 15 instituições. Em junho de 2009, essas 15 organizações adotaram os ODM como bandeira, e assim, surgiu o Movimento Nacional Cidadania e Solidariedade – Nós Podemos SC. Com o surgimento dos ODS em 2016, o nome mudou para Movimento Nacional ODS Santa Catarina.

O Selo ODS 2021 comprova o engajamento da instituição com questões que promovem a melhoria da sociedade em todo o estado catarinense.

Inspirada na primeira cúpula global de bancos públicos de desenvolvimento, ocorrida em novembro de 2020, na França, foi lançada nesta terça-feira (6/4) a Aliança de Bancos Subnacionais de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (Alianza de Desarrollo), também com o compromisso de se alinhar às metas de clima, desenvolvimento sustentável e biodiversidade.

O evento contou com a participação da diretora-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, que elencou os avanços que a instituição vem alcançando nos últimos anos através dos programas com aderência à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas – ODS.

Como convidada do painel que debateu o papel dos bancos de fomento como formuladores de políticas e de mercado para apoiar as áreas urbanas e o desenvolvimento territorial, Leany Lemos destacou que a área de atuação do BRDE compreende em torno de mil cidades da região do Sul do país. “Esse é um diferencial do banco, a proximidade com os municípios com a oferta não apenas de crédito, mas de assistência técnica na construção dos projetos”, mencionou. Um dos grandes desafios, segundo ela, é continuar na diversificação de fundos através de parcerias nacionais e internacionais com o objetivo de ampliar a carteira de financiamento aos municípios, que hoje representa 5% entre todas as operações.

A partir do compromisso com a Agenda 2030 e os ODS, Leany Lemos salientou que o BRDE, através do seu programa voltado à produção e ao consumo sustentáveis, ampliou o apoio às cidades e empresas privadas para projetos de energia renovável, eficiência energética, tratamento de água e agricultura de baixo carbono. “De uma carteira de R$ 3,3 bilhões ao final de 2020, esses programas já respondem por 17%”, enumerou.

A presidente também listou o BRDE Labs, programa de financiamento para as ações de inovação e aceleração de startups com presença forte nos três estados acionistas do banco: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Para enfrentar o que ela definiu como desafio mundial de incentivar o empreendedorismo das mulheres, presente entre as metas das Nações Unidas para o planeta, Leany Lemos mencionou o recente programa BRDE Empreendedoras do Sul.

Aliança

Organizadora da cúpula mundial (Cúpula Finance in Common) realizada em Paris, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) está entre as instituições que lideram a formação da Alianza de Desarrollo. Participam também do lançamento o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Fundo Global para Cidades
Desenvolvimento (FMDV) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável
e Relações Internacionais (IDDRI). Na abertura do evento, manifestaram-se o diretor-executivo da AFD, Rémy Rioux, e o presidente do BDMG, Sérgio Gusmão Suchodolski.

A mesa redonda que teve a presença de Leany Lemos foi coordenada pelo diretor-executivo do IDDRI, Sébastien Treyer, e contou ainda com as participações de representantes de bancos de desenvolvimento de países vizinhos da América Latina.

A diretora-presidente do Banco regional de Desenvolvimento do extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, participou de evento que debateu, nesta segunda-feira (5/4), os principais desafios do setor financeiro nacional em apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPME´s) na retomada da economia diante da crise da Covid-19. Organizada pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a webinar reuniu representantes das importantes instituições de fomento do país.

No painel que discutiu a atuação do Sistema Nacional de Fomento em apoio às MPME´s, Leany Lemos destacou que os bancos subnacionais, como o BRDE,  tiveram condições de dar uma resposta mais rápida diante da crise justamente por reunirem maior conhecimento das realidades regional e setorial. “Ampliamos nossa oferta de crédito com recursos próprios, além dos demais fundings, além de avançar no uso da tecnologia, o que garantiu maior acesso e agilidade na análise. Um processo mais simples, aumentando nossa capacidade de atuar, o que ajudou a proteger muitos empregos”, acrescentou.

Leany Lemos observou ainda, que diferente dos bancos comerciais que reagem de maneira mais conservadora diante da percepção de risco durante uma crise, as instituições de fomento conseguiram uma melhor resposta por atuarem com fundos de longo prazo. Diante da exigência de uma maior flexibilidade por conta dos impactos da pandemia, a presidente destacou que o BRDE fechou 2020 com crescimento de 45% no volume de financiamentos para as MPME´s na comparação com o ano anterior.

Atuando em parceria com cooperativas de microcrédito, o banco ampliou em 230% o número de contratos para o segmento no mesmo período, o “ajudou aqueles que mais sofrem com a crise”. Ela mencionou os programas em favor dos determinados segmentos, como do turismo, da economia criativa e de sustentabilidade, citando o BRDE Empreendedoras do Sul, lançado há duas semanas para apoiar empresas lideradas por mulheres e produtoras rurais nos três estados de atuação do banco.

Na primeira parte da webinar houve a apresentação da Monografia BID, em co-autoria com a ABDE, que abordou o apoio às MPMEs na crise da Covid-19. O painel com a participação da presidente do BRDE foi coordenado pelo representante do BID no Brasil, Morgan Doyle. O debate teve também as presenças do presidente da ABDE e do Bando de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sérgio Gusmão; do diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky; do presidente da Desenvolve SP, Nelson de Souza; e do presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose. O evento pode ser conferido no canal de Youtube da Associação: https://www.youtube.com/watch?v=RBe8_I2YcXM

Utilização de recursos próprios e diversificação de fundings foram estratégias que permitiram ampliar a oferta de crédito para capital de giro e novos investimentos

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) publicou, nesta terça-feira (30), as demonstrações financeiras correspondentes ao exercício de 2020. No cenário da crise causada pela pandemia de Covid-19, além dos seus próprios recursos, o BRDE buscou parcerias com outras instituições, nacionais e internacionais, com o objetivo de contemplar tanto o crédito emergencial em momento de extrema dificuldade para os empreendedores quanto o apoio a novos investimentos. Dessa forma, mais de R$ 3,3 bilhões em financiamentos foram operacionalizados por meio de seus programas de desenvolvimento, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

No período, as contratações com recursos próprios do BRDE somaram R$ 651 milhões, uma elevação de 75,1% em relação a 2019, enquanto as fontes externas corresponderam a R$ 308,4 milhões em operações, um salto de 93,6% na comparação com o ano anterior.

“Apesar de todos os desafios e dificuldades, de um ambiente de muita incerteza econômica, de muita insegurança tendo em vista o cenário sanitário que estamos enfrentando, mesmo assim conseguimos cumprir a nossa missão de apoiar e fomentar o desenvolvimento econômico e social da região Sul”, avalia a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos.

“Nós utilizamos a palavra crise como oportunidade. Esse foi o mantra que mantivemos no ano passado e desse resultado hoje estamos aqui aferindo as grandes possibilidades”, afirmou o vice-presidente e diretor de Operações, Wilson Bley Lipski. “Tivemos um belo desempenho, o terceiro melhor resultado da história do BRDE, e isso é fruto do trabalho e do empenho diário de nossos colaboradores. Fizemos a nossa parte”.

Em termos reais, o BRDE aumentou o valor total contratado em 28,5% ante 2019, elevando também o número de contratos efetivados em 19,5%. Sob o aspecto financeiro, o BRDE conseguiu igualmente resultados positivos diante das adversidades inicialmente previstas por conta da pandemia: o resultado líquido do BRDE chegou a R$ 199,3 milhões, em parte fruto da baixa inadimplência, que atingiu sua mínima histórica ao final de 2020.

Recupera Sul

Para ampliar ainda mais o auxílio aos empreendedores afetados pelas medidas de distanciamento social, principalmente as micro e pequenas empresas, em março de 2020 o BRDE lançou o Programa de Crédito Emergencial para recuperação da Economia da Região Sul – BRDE Recupera Sul. Os recursos repassados, na forma de capital de giro e microcrédito, totalizaram R$ 518,9 milhões no ano, atendendo 1.612 empresas e auxiliando na manutenção de milhares de empregos na região Sul.

Para o diretor Financeiro, Marcelo Haendchen Dutra, “apesar de todas as surpresas e mudanças geradas em 2020, ganhamos a chance de enxergar novas oportunidade e perceber a importância da conexão com as pessoas”. “Tivemos esse resultado histórico e ajudamos muitas pessoas a não perderem seus empregos”, destacou.

Em 2020, o investimento em municípios cresceu 93% com relação a 2019, e as operações com micro e pequenas empresas, quase 80%. O apoio ao turismo foi 225% maior do que em 2019. E o programa BRDE Labs de apoio à inovação, parte do BRDE Inova, acelerou 32 startups.

Diversificação

O BRDE trabalhou para ampliar a oferta de crédito em três frentes: elevando a disponibilização de seus próprios recursos, obtendo aumento de limite com seus atuais parceiros e captando novos recursos, no país e no exterior.

O empenho na diversificação de fontes resultou na redução da participação do Sistema BNDES a 57,6% do total de financiamentos contratados em 2020, dentro da meta máxima de 60% para um único funding, estabelecida no Planejamento Estratégico. Esse movimento ocorreu mesmo com um aumento de 24,3% do volume contratado com recursos do BNDES em relação ao ano anterior, que passou de R$ 1,5 bilhão em 2019 para R$ 1,9 bilhão em 2020.

O diretor de Planejamento, Luiz Corrêa Noronha, enfatizou o esforço de diversificação de fundings, o crescente apoio do banco aos municípios e as realizações no campo da responsabilidade socioambiental. “Nós vivemos no banco um processo de evolução constante, sempre aprendendo e tentando melhorar. Para isso, evidentemente, contamos com o trabalho inestimável dos nossos colegas e colaboradores”, disse.

A ampliação dos recursos disponibilizados pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o início da parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), através da assinatura de contratos de empréstimos, demonstram o esforço do BRDE para a crescente diversificação das suas fontes de recursos, principalmente com instituições de fomento internacionais. Para essas instituições, um aspecto relevante é o compromisso assumido pelo banco como signatário da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. As estimativas do BRDE apontam que, aproximadamente, 83% de sua carteira de crédito é aderente a, no mínimo, um ODS.

A emissão de títulos financeiros, mais uma alternativa de captação de recursos, foi estruturada pelo BRDE em 2020. A primeira emissão está prevista para o início de 2021 no valor de R$ 30 milhões, os quais serão alocados no Fundo BRDE de Promoção ao Desenvolvimento Produtivo, Sustentável e Social dos Estados da Região Sul – BRDE PROMOVE SUL, a fim de serem utilizados para operações de crédito.

O diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira, salientou o desempenho dos colaboradores do banco: “O BRDE superou as expectativas em termos de trabalho e de rendimento. Do trabalho importante no momento difícil da economia brasileira, o BRDE deu a sua colaboração e cumpriu a sua missão”, registrou.

“Com responsabilidade socioambiental, adotamos práticas que colaboram para o desenvolvimento sustentável, tornando o BRDE uma referência dentro de nossos estados, para atender demandas atuais e futuras”, concluiu o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos, Vladimir Arthur Fey.

Apresentação do Relatório

A novidade deste ano foi a adoção de um formato totalmente digital para a publicação do Relatório de Administração e Socioambiental, juntamente com a divulgação do Balanço de 2020. Os conteúdos estarão acessíveis através de um hotsite que incorpora vídeo e recursos de realidade aumentada, entre outras ferramentas. Clique aqui para acessar o Relatório.

O novo modelo de Relatório foi apresentado pela diretora-presidente, Leany Lemos, e todos os integrantes da Diretoria aos colaboradores do banco na manhã desta terça-feira (30), com participação especial de Luciana Bodanese, diretora da empresa BTWOB, que desenvolveu o projeto para o BRDE.

Empresas lideradas por mulheres e produtoras rurais podem acessar a financiamento para capital de giro e investimento

Com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando, gerar novas oportunidades e assim reduzir as desigualdades, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está disponibilizando, a partir desta quinta-feira (25/3), um programa de crédito voltado exclusivamente ao empreendedorismo feminino. Com possibilidade de financiamento para investimentos fixos e capital de giro, incluindo micro e pequenas empresas, o programa BRDE Empreendedoras do Sul vai atender clientes interessadas nos três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Além de recursos próprios, o BRDE vai se valer de outros fundigns nacionais e de captação de recursos em organismos internacionais para atender a demanda. O programa é direcionado para empresas de diferentes portes que tenham ao menos 50% do seu capital social de sócias mulheres. A oferta de crédito para capital de giro é reservada apenas para pessoas jurídicas e com receita operacional bruta de até o máximo de R$ 90 milhões no ano anterior ao pedido.

Produtoras rurais poderão acessar as linhas repassadas pelo BRDE através do Plano Safra. Já as microempreendedoras individuais e pessoas físicas poderão ter o apoio através de parcerias do banco com outras instituições que atuam com programas de microcrédito, como as cooperativas.

“O programa Empreendedoras do Sul significa um grande esforço da instituição que vai além do seu papel de agente do desenvolvimento do Sul do país. Fomentar o empreendedorismo das mulheres representa um passo importante em termos de inserção social”, definiu a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Ao realizar o anúncio do programa durante as atividades da Semana da Mulher, Leany Lemos já antecipava que a oferta exclusiva de crédito teria condições atrativas e por meio de uma análise simplificada dos pedidos de financiamento. “É para que as mulheres tenham do BRDE o efetivo apoio para suas empresas”, destacou ela.

Através do programa, o BRDE está se comprometendo também a reduzir as tarifas de análise e fiscalização dos contratos, assim como do percentual de comissão interna. Com isso, o custo final do financiamento ficará, em média, entre taxa Selic mais 4,5% ao ano nos casos de crédito para capital de giro e de Selic mais 4%, quando destinando a investimento fixo.

O que é possível financiar

Destinado a auxiliar as empresas lideradas por mulheres reorganizarem suas finanças e comprar matéria-prima, por exemplo, o crédito para capital de giro está limitado a 20% do faturamento bruto registrado no ano anterior ao pedido. Já para investimento fixo, não há limite fixado no programa. O valor máximo de apoio será definido a partir do projeto e da capacidade de pagamento calculada pelo banco, permitindo a empresa investimentos de longo prazo, buscando a expansão, modernização e inovação da sua atividade, incluindo a produção e o consumo sustentável. Será possível financiar obras de construção ou reforma, compra de equipamentos nacionais ou do exterior, adaptações de tecnologia e para capital de giro associado ao projeto.

Como acessar

Para solicitar o financiamento, as empresas devem acessar o site www.brde.com.br, no ambiente do Internet Banking (IB) – https://ib.brde.com.br/Usuario/Login. Todos as operações serão através da plataforma digital e a documentação deverá ser inserida (upload) também através do site. O app do BRDE também traz as informações sobre o programa.

 

 

Novo acordo permitirá prestar apoio às PMEs afetadas pela Covid-19 nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O empréstimo enquadra-se na resposta da Equipe Europa à Covid-19

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram, nesta segunda-feira (22/3), a disponibilização de financiamento dirigido especificamente às pequenas e médias empresas (PMEs) nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no Brasil, afetadas pela pandemia da Covid-19.

O novo acordo vem alterar um contrato assinado em 2018, no sentido de permitir maior flexibilidade às duas instituições e de ampliar os critérios de elegibilidade do atual empréstimo-quadro BRDE CLIMATE ACTION FL, no montante de 80 milhões de EUR, com o objetivo de apoiar e acelerar a concessão de empréstimos a empresas do setor privado, confrontadas com a crise da Covid-19 na América Latina, especialmente no Brasil.

Esta flexibilidade permitirá acelerar o acesso das PMEs e, em particular, das microempresas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a financiamento no montante de 15 milhões de EUR. Algo próximo de R$ 100 milhões pela cotação do dia, essa liberação inicial será destinada para capital de giro de MPEs, além da possibilidade de crédito para investimento. Trata-se da primeira ação do BEI no Brasil desde o início de 2021.

O BEI e o BRDE estabeleceram uma parceria para apoiar diversos projetos de ação climática no Brasil, incluindo nos domínios da energia solar fotovoltaica, das pequenas centrais hidroelétricas e de outras fontes de energia renováveis. No contexto da Covid-19, a parceria foi adaptada para ajudar a dar resposta às necessidades específicas das PME nesta nova situação difícil, ao permitir maior rapidez no desembolso dos empréstimos às empresas.

No âmbito do empréstimo-quadro BRDE CLIMATE ACTION FL, até 30 milhões de EUR serão destinados ao financiamento de projetos urbanos, apoiados pelo FELICITY. O FELICITY é um mecanismo de preparação de projetos financiado pela Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI), promovida pela Alemanha, e implementado em cooperação com a GIZ. O FELICITY presta assistência aos promotores de projetos em áreas urbanas na elaboração de estudos de viabilidade e outras medidas de preparação e capacitação para apresentar ao BRDE.

Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI responsável pela América Latina, afirmou: “Promover o empreendedorismo é fundamental para o crescimento sustentável, especialmente nestes tempos difíceis. Congratulamo-nos por anunciar este acordo de alteração celebrado com o BRDE para disponibilizar apoio financeiro adicional às pequenas empresas afetadas pela COVID-19 no Brasil. Este financiamento no âmbito da Covid-19 visa acelerar a absorção e afetação de fundos destinados às empresas brasileiras pelo BRDE. Em colaboração com a Equipe Europa, o acordo realça as nossas prioridades na América Latina, ajudando a promover o desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo, ao fomentar o investimento produtivo”.

Vice-presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix 

O embaixador da União Europeia no Brasil, embaixador Ignacio Ybáñez Rubio, igualmente salientou a importância em apoiar as empresas do setor privado, especialmente as PMEs como principais motores da criação de empregos. “Trata-se de um dos principais objetivos da UE e dos seus Estados-Membros. É também uma parte importante da sua agenda de cooperação com os países parceiros. No atual contexto pandêmico, é ainda mais importante alinhar esforços para garantir uma recuperação sustentável dos negócios e reduzir ao máximo as consequências socioeconômicas negativas implícitas derivadas de uma desaceleração da atividade econômica. Temos o orgulho de confirmar que apoiamos a criação deste mecanismo desde o início, uma vez que esta ação faz parte do mandato de empréstimo externo do BEI, que inclui uma garantia da UE. Aplaudimos a conclusão deste acordo que, além do objetivo do contrato original de dar prioridade à ação climática, que está em linha com a abordagem atual do Acordo Verde da UE, também traz a possibilidade de usar até 15 milhões de euros do empréstimo aprovado para prestar apoio às PMEs impactadas pelo Covid-19 nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.”

Embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez Rubio

Para a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, o acordo com o BEI é resultado de um grande esforço das duas instituições e chega num momento crucial para os micro e pequenos empresários. “O estágio atual da pandemia acabou acentuando as dificuldades que muitas atividades já vêm enfrentando há um ano. Auxiliar nessa travessia significa a sobrevivência de muitas empresas de pequeno porte, mas acima de tudo representa manutenção de empregos e renda, uma melhor perspectiva na hora da retomada”, salientou ela.

Presidente do BRDE, Leany Lemos

O diretor de Planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, conduziu o encontro on line e fez um breve histórico das tratativas que levaram à parceria com o BEI.  Representante da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência alemã de cooperação internacional, Johannes Kissel, também se pronunciou, como responsável pelos programas de energias renováveis e eficiência energética apoiados no Brasil.

 

 

A partir de um fundo constituído de recursos próprios com o propósito de fortalecer as atividades de empresas, produtores rurais e cooperativas, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou a cifra de R$ 851,7 milhões em contratos de financiamento em plena crise provocada pela pandemia de Covid-19. Através do programa BRDE Promove Sul, o banco procurou fomentar o desenvolvimento produtivo, sustentável e social nos três estados da região Sul a partir de prioridades identificadas pelos governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

“De um total de R$ 900 milhões disponibilizados, conseguimos em um ano de programa contratar 94% do fundo, o que reforça o papel estratégico do banco neste momento de tantos desafios”, destacou a diretora-presidente, Leany Lemos. O BRDE Promove Sul destinou R$ 300 milhões a cada um dos três estados, com oferta de crédito de longo prazo para aumentar a capacidade de investimento dos empreendedores e, desta maneira, gerar renda e manter empregos.

“Num momento de tantos desafios, o BRDE se mostrou, mais uma vez, um banco com um papel estratégico para atuar no desenvolvimento econômico de sua região. Isso é muito positivo para todos”, destacou o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE no Paraná, Wilson Bley.

Crédito Emergencial

Para o diretor Financeiro do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra, os recursos chegaram ao mercado num momento decisivo. “Sabemos que havia um ambiente de retomada, mas também o início de uma crise provocada pela pandemia. Era o momento em que os empreendedores precisavam de suporte financeiro para manter ou ampliar seus negócios, por isso o BRDE não mediu esforços para ser um parceiro, garantindo recursos do próprio caixa”, reforçou ele.

Grande parte dos valores financiados através do programa se transformaram, em outra frente de atuação BRDE, numa linha emergencial de crédito com objetivo de auxiliar na recuperação da economia diante dos impactos da pandemia de Covid-19.

Por intermédio do Recupera Sul, oferecendo para capital de giro na modalidade de microcrédito (através de parceiros operacionais) e crédito empresarial de forma direta, o banco já ultrapassou a cifra de R$ 520 milhões em operações nos três estados do Sul. Essa linha emergencial está operando há quase um ano buscando socorrer aqueles setores da economia mais afetados pela crise sanitária e apoiar os projetos para uma retomada nos pós-pandemia.