BRDE

*As informações sobre o total dos financiamentos e de contratos realizados em 2020  que constam dessa nota foram atualizados em 20/01/2021

O BRDE encerrou 2020 atingindo resultados históricos. Com um crescimento nominal na ordem de 34% na comparação ao ano anterior, as operações de financiamento para apoiar diferentes setores da economia atingiram R$ 3,315 bilhões. Nesse período, foram firmados 4.375 contratos nos três estados do Sul onde o banco atua – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Um dos destaques é o Programa Recupera Sul, implementado pelo BRDE para auxiliar os segmentos mais atingidos pelos efeitos da pandemia de Covid-19 e que alcançou R$ 445,8 milhões em crédito.

O apoio do BRDE buscou suprir situações emergenciais de clientes, em especial micro, pequenas e médias empresas, e os empreendedores individuais que demandaram capital de giro durante as restrições impostas para combater o avanço do novo coronavírus. Após rodadas de negociações com os provedores de recursos, o BRDE viabilizou, inclusive, adiar algumas parcelas de financiamentos nesse período.

“Apesar da pandemia, o BRDE conseguiu cumprir plenamente o seu propósito de ser um parceiro estratégico dos setores que produzem a riqueza da nossa região. Conseguimos atuar na proteção das empresas mais afetadas e, em especial, na preservação de um bom número de empregos”, destacou a diretora-presidente Leany Lemos.

Esses avanços foram registrados de maneira bastante equilibrada, tanto em número de contratações quanto em valores, nas três agências do banco. A equipe de Curitiba (PR) fechou financiamentos ao longo do ano na casa de R$ 1,2 bilhão, seguida de Porto Alegre (RS), com R$ 1,1 bilhão, e Florianópolis (SC), com R$ 1 bilhão. A agência catarinense responde por mais da metade (2.621) de todas as contratações realizadas pelo BRDE desde janeiro de 2020.

Os setores do comércio e serviços tiveram o maior salto em termos de valores financiados, com expressivo R$ 1,262 bilhão no período. O crescimento é de 66% na comparação com 2019. Os investimentos via parceria com o BRDE em infraestrutura igualmente cresceram e, em 2020, passaram dos R$ 766 milhões. A indústria seguiu em patamar bastante expressivo, assim como o agronegócio, que mantém um papel decisivo no desenvolvimento da região.

Diversificação

Seguindo uma diretriz adotada nos últimos anos, em 2020 o BRDE conseguiu ampliar ainda mais sua diversificação de funding (captação de recursos para os financiamentos). Como principal parceiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ampliou sua participação em valores absolutos de um ano para o outro (R$ 1,75 bilhão ante R$ 1,31 bilhão, em 2019), porém a fatia percentual ficou em 54%, quando um ano antes era de 55,6%. Quando somadas as contratações com o FINANE, o Sistema BNDES totalizou em 2020 o valor de R$ 1.870 bilhão (participação no fundo fica em 58%, também abaixo dos 64% do ano anterior).

Entre as movimentações em termos da composição do fundo está o aumento das operações com capital próprio do BRDE, que passou de 14% para 18,2% (R$ 590 milhões). Outra novidade foi a ampliação da participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que agora já responde por quase 9% (R$ 292 milhões) e o ingresso do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). “A ideia é avançarmos nesta diversificação iniciada no período mais recente do banco, inclusive com possibilidades de irmos ao mercado”, observou Leany Lemos.

Desafios

As operações com micro e pequenas empresas tiveram enorme incremento neste ano. Somadas, representaram 1.861 contratações, quando no anterior foram pouco mais de 500 operações. “Isso mostra o quanto o BRDE operou em socorro para o segmento, por certo bastante afetado pela pandemia e que sempre tem alta capacidade de gerar postos de trabalho”, destacou a presidente.

Entre os próximos desafios na condução do BRDE, Leany Lemos aposta justamente numa maior oferta de microcrédito como medida de recuperação da economia no pós-pandemia. Ela pretende igualmente incrementar as parcerias com as prefeituras dos três estados. “Mais do que ampliar o volume de operações financeiras, também vamos atuar com oferta de apoio técnico, o que é importante para a boa execução das políticas públicas”, ressalta ela.

Ao mesmo tempo, Leany Lemos destaca que o BRDE buscará atuar, cada vez mais, na parceria com o setor primário e nas operações voltadas às empresas de inovação e geração de energias limpas, assim como em infraestrutura. “Isso garantirá competitividade para os nossos produtos”, resume. Ela salienta que, em média, mais de 80% das operações do banco estão sintonizadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao todo, em 2020, foram aprovados cerca de R$ 4,1 milhões para projetos sociais, culturais e esportivos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Como parte de sua política de responsabilidade socioambiental, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) se mobiliza todos os anos para o recebimento, avaliação e deliberação de projetos que buscam apoio com base em leis de incentivo. Em 2020, após um longo trabalho de análise das inscrições, foram aprovados mais de 100 projetos sociais, culturais e esportivos nos três estados do Sul, por meio do Fundo do Idoso, Fundo da Criança e do Adolescente, Lei de Incentivo ao Esporte, Lei de Incentivo à Cultura, Pronas/Saúde e Pronon/Oncologia. O valor a ser repassado às entidades e organizações sociais chega a R$ 4,1 milhões. Apenas em Santa Catarina, são 33 iniciativas contempladas num total de R$ 1,1 milhão em recursos aprovados para investimento nos projetos sociais.

É o caso do Bairro da Juventude, de Criciúma, no Sul do Estado, instituição com 70 anos de história voltados ao atendimento gratuito de 1,5 mil crianças, adolescentes e jovens em risco social. “Existem três grandes vantagens para que os doadores colaborem com nossa Instituição através do Imposto de Renda. Primeiro, o recurso fica no estado; segundo, pode acompanhar o investimento, ver o que estamos realizando com as doações; e terceiro, está ajudando uma causa social. Esse fluxo de solidariedade certamente alcança quem mais precisa”, ressalta o diretor de Projetos do Bairro da Juventude, Anézio Luiz de Souza.

Em Florianópolis, uma das instituições beneficiadas é o Instituto Guga Kuerten que atende 500 crianças com ações educacionais e esportivas no Programa Campeões da Vida. “Nada disso é possível sem as parcerias. Por isso gostaríamos de agradecer o apoio do BRDE neste projeto que faz a diferença na vida dessas crianças e seus familiares”, menciona a Superintendente Executiva do Instituto Guga Kuerten, Silvana Silveira Medeiros.

Nos últimos seis anos, o BRDE disponibilizou cerca de R$ 24 milhões para instituições dos três estados do Sul. Já são cerca de 600 projetos beneficiados que ajudaram milhares de crianças, idosos, artistas, portadores de necessidades especiais, pacientes com câncer e pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

“Acreditamos que como agente do desenvolvimento social, econômico e cultural da região, temos o dever de apoiar esses projetos. Se mais empresas aderirem a essa modalidade de doação, estaremos aumentando a nossa contribuição para o crescimento de toda a região Sul’, reforça o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey.

Todas as propostas foram analisadas pela Comissão de Avaliação Interna do banco, que considerou a viabilidade e o impacto social dos projetos. As iniciativas mais bem avaliadas pela equipe técnica foram encaminhadas à diretoria que reconheceu os nomes dos proponentes contemplados e os valores a serem distribuídos. “Um trabalho que orgulha nossa instituição e que tem impacto em todas as regiões de Santa Catarina. O apoio a um projeto importante para Santa Catarina representa uma maneira de solidificar os valores do BRDE dentro e fora da nossa instituição”, ressalta o diretor financeiro, Marcelo Haendchen Dutra.

Outro exemplo de como os recursos ajudam no desenvolvimento social das regiões vem de São Miguel do Oeste. O apoio do BRDE com o projeto de “Imersão Literária” possibilitou à Editora Mais que Palavras a produção, publicação e distribuição de pelos menos 3 mil livros ilustrados, impressos e digitais, destinados às crianças, famílias e educadores. “Tudo isso só é possível mediante as parcerias, como essa do BRDE”, destaca a editora e produtora cultural, Terezinha Osmari.

Um dos projetos atendidos este ano fica no município de Sul Brasil, no Meio Oeste catarinense. O apoio do BRDE ao projeto “Multiplicadores Maduros, conectando e fortalecendo os idosos no enfrentamento ao coronavírus”, vai proporcionar mais qualidade de vida e valorização da pessoa idosa. “Esse apoio que o BRDE tem dado tem sido fundamental para a realização de sonhos que foram construídos com parcerias e com objetivos em comum: tornar o mundo melhor”, comemora a Coordenadora do CRAS, Simone Rottava Ferrari.

O que é incentivo fiscal?

O incentivo fiscal é um instrumento que permite que as empresas escolham a destinação de parte de seus impostos a projetos que considerem importantes na transformação social do país. Os recursos podem ser diretamente aplicados em projetos sociais relacionados à cultura, pesquisa, esporte, saúde, entre outras áreas.

Como inscrever um projeto?

O interessado em inscrever seu projeto no Portal de Incentivos do BRDE necessita, primeiramente, ter seu projeto já aprovado no Diário Oficial do órgão competente e ter autorização para captar recursos no ano vigente. É preciso ressaltar que o BRDE apoia projetos que desempenhem suas atividades apenas nos estados em que o banco atua – ou seja – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

 

Esta é a primeira liberação de um contrato assinado no valor de US$ 70 milhões com o CAF.

Na terça-feira (15), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) processou a primeira liberação de recursos que contratou do Banco de Desenvolvimento da América Latina, o CAF, no valor de US$ 4.339.644,83. A primeira liberação veio de um contrato assinado em agosto de 2020 por ambos os bancos para liberação de US$ 70 milhões ao BRDE.

Segundo o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, este primeiro valor já irá beneficiar quatro empresas paranaenses. “Com este crédito, já conseguimos dar suporte a quatro empresas do Paraná e auxiliar na geração do emprego do estado”, afirmou.

Ainda de acordo com Bley, o objetivo da contratação de crédito é financiar projetos de pré-investimento e de investimento nas áreas de produtividade empresarial, eficiência energética, energias renováveis e agronegócios.

Com créditos como esse, o banco pretende atingir metas como as de 2020, quando liberou R$ 3 bilhões para empresas que fizeram a economia da região Sul crescer e os empregos no Paraná aumentarem com mais de 124 mil contratações nos setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária.

Toda a documentação foi assinada pelo vice-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski e pelo diretor de planejamento, Luiz Corrêa Noronha e encaminhada ao CAF.

O investimento total anunciado pelo banco este ano é dez vezes maior do que o operacionalizado em 2019 para o setor. O recurso vem através do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) e será gerenciado pelo BRDE para atender micro, pequenos e médios empresários. 

Em cerimônia realizada nesta sexta-feira (18), em Balneário Camboriú, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou a liberação de mais R$ 100 milhões para apoio ao setor turístico em Santa Catarina. O recurso será gerenciado na região Sul pelo BRDE via Fundo Geral de Turismo (Fungetur), do Ministério do Turismo. Ao todo, o programa prevê destinar R$ 300 milhões para o segmento, divididos em valores iguais nos três estados do Sul. Em Santa Catarina, desde o início da pandemia, o BRDE já disponibilizou R$ 52 milhões para o setor. O recurso total anunciado para atender o estado é dez vezes maior do que o operacionalizado em 2019.

O governador Carlos Moisés participou do ato e enalteceu a iniciativa num momento importante para o setor turístico. “Santa Catarina tem o turismo como uma das forças econômicas, por isso, os recursos são essenciais para ajudar nesta retomada do setor afetado pela crise do coronavírus”, ressaltou.

O programa pretende disponibilizar capital de giro para empresas ligadas ao turismo, permitir a aquisição de máquinas e equipamentos turísticos, além de viabilizar a construção de novos empreendimentos ou reformas e obras de ampliação. Os investimentos em equipamentos e capital de giro terão carência de até 12 meses e outros 60 meses para pagamento. Já obras civis contam com 60 meses de carência e 240 meses para amortização da dívida.

“Em 2019 o banco disponibilizou R$ 15,7 milhões para empreendedores de Santa Catarina via Fungetur, valor que aumentou para 52 milhões em 2020. Com mais os R$ 100 milhões anunciados hoje, aumentamos dez vezes mais o recurso disponível para ajudar os empresários catarinenses”, comemora o diretor financeiro do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra.

Um dos exemplos atendidos é o projeto turístico do Oceanário de Balneário Camboriú, que recebeu aporte desta linha de crédito, através do BRDE. O local é uma das mais novas atrações da cidade. “O banco vem se empenhando este ano para atender todas as regiões do Estado. Os recursos somam-se aos R$ 264 milhões que o BRDE, maior operador desta linha de crédito no Brasil, já havia executado até agora.”, destaca o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey.

A entrega destes valores envolve a união de esforços entre BRDE, Governo do Estado de Santa Catarina e Agência de Santa Catarina de Desenvolvimento do Turismo (Santur), garantindo mais fomento, manutenção e desenvolvimento do segmento turístico.

“Essa era uma das  principais necessidades do setor no enfrentamento dos impactos da pandemia”, reforça o presidente da Santur, Leandro “Mané” Ferrari.

 

FUNGETUR – Criado em 1971 para financiar empreendimentos, obras e serviços de interesse para o desenvolvimento do turismo nacional, o Fungetur é uma linha de financiamento, com recursos do Ministério do Turismo, destinada, preferencialmente, aos segmentos de micro, pequenas e médias empresas. Diante dos impactos causados pela pandemia de Covid-19, o governo federal autorizou um crédito orçamentário de R$ 5 bilhões para auxiliar empreendimentos turísticos de todo o país, com taxas e prazos diferenciados.

 

 

Quase mil negócios protegidos e mais de 10 mil empregos preservados em Santa Catarina. Esse é o balanço prévio do programa Recupera Sul, apresentado esta semana pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O programa iniciado em abril disponibilizou R$ 100 milhões para crédito emergencial, com condições diferenciadas aos empresários catarinenses para enfrentamento da crise provocada pelo coronavírus. Do montante, 82% já foram repassados e o restante está em processo final de liberação.  “A estimativa é de que, com a conclusão dos processos em andamento, outras 200 empresas devam ser beneficiadas, aumentando para 12 mil o número de empregos protegidos pelo programa de crédito”, destaca o diretor financeiro, Marcelo Haendchen Dutra.

Um dos empresários já beneficiados é Wesley Silva, da cidade de Joinville. Dono de um negócio no ramo de vestuário, ele conseguiu a liberação de R$ 83 mil em menos de 20 dias. “O programa ajudou para que a minha empresa não parasse. Desta forma consegui manter os empregos e a venda dos produtos nas lojas”, destaca.

Sidinei Chieza, proprietário de uma padaria de Chapecó, também acessou o programa e diz que os recursos do BRDE vieram em boa hora. “Ter um programa que permitiu empréstimos sem burocracia e com condições de pagamento facilitadas, foi uma ótima maneira de ajudar empresários como eu”, afirma. Um dos diferenciais do Recupera Sul foi a possibilidade de acesso ao crédito sem a necessidade de garantias reais. Um formato que viabilizou aproximadamente 80% das operações do programa.

Adriana Bertelli, de Lages, garantiu R$ 200 mil para manter a empresa de autopeças da família funcionando. “O prazo e o juros são excelentes. Isso deu fôlego para me manter no mercado”, comemora.

Outros empresários atendidos pelo programa foram retratados em uma série de vídeos produzidos pelo BRDE, e que começaram a ser exibidos na semana passada nas redes sociais. “A intenção é dar transparência e mostrar o impacto deste trabalho”, destaca o Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey. O levantamento prévio mostra que os recursos disponibilizados pelo BRDE chegaram a 125 cidades catarinenses. A região que mais firmou contratos foi o Vale do Itajaí, seguido do Oeste Catarinense e Grande Florianópolis. Na sequência vem Norte, Região Serrana e Sul. “Alcançamos os mais diversos pontos do estado, ajudando muita gente que precisava de apoio neste momento difícil. E isso valoriza o papel do BRDE como banco de fomento”, complementa Fey.

 

O PROGRAMA – Entidades empresariais de Santa Catarina acessaram o Governo do Estado no início da pandemia, solicitando a liberação de crédito emergencial para os empreendedores catarinenses. A partir desta demanda o BRDE disponibilizou recursos próprios e criou o programa Recupera Sul, exclusivo para capital de giro. A linha de crédito disponibilizou entre R$ 20 mil e R$ 200 mil, com carência de 18 meses, prazo de 30 meses para pagamento e juro muito abaixo da média de mercado. As operações tiveram o apoio do Sebrae e cooperativas de crédito parceiras, que auxiliaram na análise dos processos e pulverização dos recursos. “As operações entre R$ 20 mil e R$ 80 mil puderam ser realizadas com o benefício do Fundo de Aval, que funciona como uma espécie de fiador, dispensando a apresentação de garantias como imóvel ou veículo”, complementa o Diretor Financeiro, Marcelo Haendchen Dutra.

Passada a fase aguda da crise o banco começa a estruturar outros programas de crédito que possam incentivar a retomada dos negócios. “O esforço é para atrair recursos, inclusive de fontes internacionais, para que o empreendedor catarinense possa fazer os investimentos que ficaram represados nos últimos meses. A expectativa é que isso possa ajudar a movimentar significativamente a economia local”, finaliza Dutra.

O BRDE e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) celebraram a assinatura de contrato de crédito no valor de 70 milhões de euros – cerca de R$ 425 milhões – em videoconferência transmitida nesta terça-feira (11/8) pelo canal do banco no YouTube. O evento assinalou o início da segunda etapa da parceria BRDE-AFD.

A primeira operação, no montante de 50 milhões de euros (cerca de R$ 304 milhões), foi firmada em março de 2018 e direcionada a projetos de grande impacto positivo sobre o meio ambiente e o clima. Os novos recursos também serão destinados a projetos sustentáveis e que estejam alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas na Agenda 2030, em especial em áreas como saúde, educação e patrimônio cultural.

Participaram do ato de assinatura o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés; o vice-governador do Paraná, Darci Piana; o diretor da AFD no Brasil, Philippe Orliange; o encarregado de Negócios da Embaixada da França, Olivier da Silva; o diretor-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha; o vice-presidente e diretor de Operações, Wilson Bley Lipski, o diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira, e o diretor Financeiro, Marcelo Haendchen Dutra. O evento foi acompanhado por integrantes do Conselho de Administração do BRDE, equipes do banco e da AFD, imprensa e convidados, somando mais de 300 pessoas.

Inovação ao quadrado

“Promovemos uma inovação ao quadrado, pois partimos de uma linha específica de ODS para uma que apresenta objetivos aderentes com a Agenda 2030”, afirmou o diretor-presidente do BRDE, Luiz Noronha. Segundo ele, os investimentos em eficiência energética representaram economia de 2800 MW anuais, “voltagem suficiente para abastecer um município de 90 mil habitantes por ano”. Noronha antecipou que o primeiro contrato da segunda linha de crédito da AFD foi aprovado para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre no valor de 7 milhões de euros.

“A primeira experiência gerou confiança mútua, assim como uma visão compartilhada do desenvolvimento sustentável”, observou o diretor da AFD no Brasil, Philippe Orliange. Ele destacou que o BRDE foi pioneiro na implantação dos ODS no Brasil e afirmou que a AFD pretende aprimorar sua relação com a Região Sul, onde já viabilizou investimentos relevantes nos setores de energia, desenvolvimento urbano e saneamento. “Acredito que essa liderança vai ser um dos destaques da primeira cúpula mundial dos bancos de desenvolvimento, que acontecerá em Paris no próximo mês de novembro por iniciativa da AFD”, adiantou Orliange.

Para Olivier da Silva, que representou a embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, este projeto “mostra a ambição e a força dos laços franco-brasileiros para a construção de um futuro em que a sustentabilidade seja cada vez mais o motor da nossa sociedade”. E completou: “Sabemos que para alcançar esse futuro, precisamos de parcerias, de metas e de uma visão em comum”.

Fomento para gerar empregos e renda

“Nós temos uma nova lógica e mostramos efetivamente a importância do sistema de fomento nacional. Os bancos de fomento têm um papel primordial a desempenhar”, avaliou o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, destacando que isso se torna ainda mais importante no momento mais agudo da pandemia de COVID. “Com a possibilidade dessas novas captações, nosso propósito de criar emprego e renda vem sendo cumprido. Estamos criando grandes oportunidades em meio a crise”, sublinhou Lipski.

Conforme o diretor Financeiro do BRDE,  Marcelo Dutra, os resultados do banco “são baseados não em aumento de taxas e tarifas, mas sim calcados em eficiência de gestão, que é um compromisso dos estados controladores”. Para ele, “esses resultados são um reconhecimento à família BRDE”.

Foco no desenvolvimento regional

“É bom lembrarmos o quanto é importante e quanto têm sido extraordinários os resultados dessa entidade, que tem ajudado sobremaneira os nossos três estados do Sul”, disse o vice-governador do Paraná, Darci Piana, referindo-se ao BRDE.

De acordo com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, “esses projetos que visam à sustentabilidade chegam em um momento de gerar riqueza, desenvolvimento e esperança para toda a população dos estados do Sul. Acreditamos que esse é o caminho”.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, enfatizou que o contrato BRDE-AFD se soma às ações de desenvolvimento econômico que estão sendo realizadas no Estado. “Aqui temos investimentos em projetos pioneiros e sustentáveis. Essa nova parceria vai possibilitar financiamentos de alto impacto social e ambiental através do nosso BRDE, consolidando a nossa carteira verde, social e sustentável e viabilizando investimentos privados conectados com essa visão de responsabilidade com as próximas gerações”, disse.

Todos os anos o cinema nacional movimenta pelo menos R$ 25 bilhões, ganhando cada vez mais destaque nos índices do PIB. Para que o setor continue se desenvolvendo e movimentando a economia do País, uma das principais linhas de financiamento para a produção audiovisual é o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que tem entre os principais fomentadores o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento).

Neste ano, diante da crise ocasionada pelo coronavírus, o comitê gestor do FSA, junto ao Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Ancine, aprovou a linha de crédito emergencial para o setor audiovisual por meio de recursos administrados pelo BRDE e BNDES.

O aporte servirá para a manutenção financeira do setor durante a pandemia, visando a proteção de empregos e empresas.

O valor total da linha fornecida pelos bancos será de R$ 400 milhões. Para ter acesso ao crédito, o solicitante é obrigado a comprovar que não houve demissões no quadro permanente do beneficiário.

“Compreendemos a relevância de apoiar a cultura brasileira através do setor audiovisual. O cinema é um ramo que cresce significativamente a cada ano e apresenta uma relevância não só no importante meio cultural, mas também no econômico, gerando muitos empregos diretos e indiretos e contribuindo para o PIB do país”, destaca o diretor-administrativo do BRDE, Wilson Bley Lipski.

CONEXÃO COM A CULTURA- Desde o início, o BRDE é agente operador do Fundo em contrato firmado com o BNDES sob a interveniência da Ancine, com validade de cinco anos. Em 2013, o valor contratado representou pouco mais de R$ 68 milhões. Com o notório crescimento do setor no Brasil, em 2017, um novo contrato foi assinado, tendo o mesmo tempo de durabilidade e prevendo um repasse de recursos de até R$ 5 bilhões.

Desde o início de sua participação no FSA, o BRDE executa atividades que abrangem a etapa que precede a seleção dos projetos, o desenvolvimento e a disponibilização da plataforma para a inscrição dos projetos (Sistema FSA), a revisão dos Editais e das minutas de contrato, além da etapa final de acompanhamento dos projetos.

No que se refere ao valor de recursos desembolsados, o FSA apresentou um crescimento exponencial de R$27 milhões em 2013 para R$ 542,3 milhões no último ano.

“Apenas em 2019, o BRDE realizou a triagem documental de 343 projetos e de 145 cumprimentos de objeto. Também foram analisados cerca de 1.700 relatórios de comercialização, dos quais 805 apresentaram retornos para o FSA, com um montante retornado de R$ 11 milhões somente nesse ano”, afirma Bley.

Há quase 60 anos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE está ao lado das pessoas, empresas, instituições e governos que promovem o desenvolvimento socioeconômico nos três estados da Região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Neste momento de dificuldades extremas, trabalhamos com o objetivo de garantir todo o apoio para salvaguardar não apenas a economia, mas, fundamentalmente, a vida e o bem-estar coletivos em nossa região.

Nesse sentido, informamos que:

Com tais medidas, que serão alvo de detalhamento técnico nos próximos dias, buscamos atender à clara determinação dos três governadores – do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná – para, de forma integrada, solidária, célere e coerente, auxiliar nossos estados e seus cidadãos a vencer essa crise sem precedentes.

A todos os nossos clientes, pessoas físicas e jurídicas do setor produtivo e do setor público, prestamos solidariedade e permanente apoio. Juntos e de forma coordenada, estamos certos de que ultrapassaremos esse período e sairemos ainda mais fortes.

 

Marcelo Haendchen Dutra – Diretor Presidente (SC)

Luiz Corrêa Noronha –  Vice-Presidente, Diretor Financeiro e Diretor de Planejamento (RS)

Wilson Bley Lipski  – Diretor de Operações (PR)

Luiz Carlos Borges da Silveira – Diretor Administrativo (PR)

Vladimir Arthur Fey – Diretor de Acompanhamento e  Recuperação de Créditos (SC)

A reunião do Conselho de Administração do BRDE, aconteceu na manhã desta quarta-feira (19/02), na sede do Banco, em Porto Alegre, com a participação de dois novos conselheiros. Foram empossados, Marco Vinicius Aguirre Gouvêa, indicado pelo Rio Grande do Sul; e Wagner Aichner, indicado pelo Estado do Paraná.

O Vice-Presidente, Diretor de Planejamento e Diretor Financeiro, Luiz Corrêa Noronha, presidiu a reunião do Conselho de Administração do BRDE que contou ainda com as presenças dos conselheiros Raffaele Marsiaj Quinto Di Cameli, representante do Rio Grande do Sul; Valmor Weiss, representante do Paraná; Juliana Baldessar Weber Becker e Wagner Marcos Salai, representantes de Santa Catarina; do Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos, Vladimir Arthur Fey; do diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges Da Silveira e do Diretor de Operações, Wilson Bley Lipski.

Marco Vinicius Aguirre Gouvêa, é formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; foi Chefe de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública RS; Secretário Municipal de Segurança e Mobilidade Município de Cachoerinha/RS; Chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento e Turismo do Rio Grande do Sul; entre outros cargos.

Wagner Aichner é formado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Positivo –  UNICENP no Paraná. É empresário; como gestor é responsável pelo projeto, execução e administração do Aeroparque Aldeia da Serra, empresa criada para incorporação do Aeroparque Aldeia da Serra, primeiro e único aeródromo executivo destinado a aviação geral/executiva da capital paranaense.

O Conselho de Administração é formado pela Diretoria do BRDE, sem direito a voto, e por dois representantes de cada Estado-membro nomeados pelos Governadores, cabendo sua presidência ao Diretor-Presidente do BRDE. O Conselho de Administração reúne-se bimestralmente e é responsável por deliberar sobre matérias relativas à administração e aos interesses do Banco que sejam propostas pela Diretoria e assuntos pertinentes ao Regimento Administrativo.

 

Informações
(48) 3221-8020 / (51) 3215-4900
Assessoria Geral de Comunicação BRDE

*Foto ASCOM Geral

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) formalizou na quinta-feira (16) a mudança na diretoria de Santa Catarina. O professor Vladimir Arthur Fey, nomeado no fim de outubro, e assinou o termo de posse. Fey agradeceu a acolhida e disse que pretende trabalhar com afinco para “auxiliar o BRDE a desenvolver ainda mais Santa Catarina e o Sul do país”. O Diretor Presidente, Marcelo Haendchen Dutra, deu as boas-vindas ao novo colega, apresentou a estrutura organizacional do BRDE e procurou explicar ao novo Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, os principais desafios que o aguardam na nova função.

Natural de Presidente Getúlio, no médio Vale do Itajaí, Vladimir Arthur Fey tem 53 anos. Graduado em Ciências Contábeis, tem especialização em Qualidade de Produtividade e é servidor de carreira da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Por quase duas décadas foi professor do curso de contabilidade da instituição, além de ocupar o cargo de Secretário de Planejamento e Orçamento da universidade. Já foi conselheiro da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE); do Conselho Regional de Contabilidade (CRC/SC), e também preside o Conselho de Administração da Companhia de Águas e Saneamento de Santa Catarina (Casan).

Despedida e homenagem – Na véspera, gestores do BRDE em Santa Catarina prestaram uma homenagem ao então diretor Neuto Fausto de Conto, que deixou a instituição, depois de oito anos e meio. Representando todo o corpo técnico do BRDE, o grupo reconheceu o trabalho prestado por De Conto como diretor e diretor presidente da instituição. “Neste rápido, mas intenso convívio, o Neuto demonstrou ser uma pessoa generosa, compartilhando informações, e auxiliando sempre que necessário”, resumiu o Diretor Presidente Marcelo Haendchen Dutra.

Em nome da equipe, Dutra entregou a De Conto uma placa pelo relevante trabalho prestado “em prol do BRDE, dos estados do Sul e, em especial ao estado de Santa Catarina”. O superintendente Nelson Ronnie dos Santos falou em nome da equipe e destacou a habilidade do ex-diretor em criar um bom ambiente de trabalho e “mobilizar as equipes para atingir os resultados esperados”.
De Conto agradeceu o carinho do grupo. Relembrou momentos de sua história pessoal, política, e passagens à frente do BRDE. E destacou que o bom trabalho realizado na diretoria e presidência do banco, se deveu sempre “ao excelente trabalho de toda uma equipe”.