BRDE

Durante visita à região do Alto Vale do Itajaí, a diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) esteve reunida com lideranças e empresários dos municípios de Presidente Getúlio e Ibirama, afetados pela enxurrada no fim do ano passado. Na oportunidade, o diretor financeiro do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra, o diretor de acompanhamento e recuperação de crédito, Vladimir Arthur Fey, e o superintendente da agência em Santa Catarina, Marcone Souza Melo, esclareceram dúvidas sobre os programas, linhas de crédito e prazos oferecidos pelo banco.

O empresário Cassio Roberto Tambani tem uma loja de paisagismo em Ibirama. Ele foi um dos atendidos durante a visita do BRDE. “Estamos parados desde a enxurrada. A chuva levou parte do nosso estoque e estamos analisando como recuperar isso”, menciona.

Historicamente, o BRDE tem sido parceiro nos momentos de recuperação das cidades. “Santa Catarina é atingida, frequentemente, por grande volume de chuva e o banco tem sempre se colocado à disposição dos empresários. Queremos dar prioridade para as empresas da região que precisam se reerguer”, reforça o diretor financeiro do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra.

Os recursos do banco são destinados para investimento e capital de giro para diversos setores. Estão aptas a contrair as linhas de crédito do BRDE as empresas localizadas na região atingida.

Durante o encontro, foi reforçado o compromisso de atender rapidamente as demandas dos empresários e das associações. “Uma oportunidade para que o BRDE, este braço do Governo do Estado, possa estar junto com quem mais precisa de apoio. Dentro das possibilidades, vamos atender rapidamente as demandas do setor, colocando todo o nosso corpo técnico dedicado para isso”, destaca o diretor de acompanhamento e recuperação de crédito, Vladimir Arthur Fey.

Estiveram presentes também na reunião, o deputado Jerry Comper, o prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, e o vice-prefeito, Jucélio de Andrade, o vice-prefeito de Presidente Getúlio, José Adálcio Krieger, o secretário de desenvolvimento econômico e meio ambiente de Ibirama, Anderson Fozina Krüger, além de representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Empresarial de Ibirama e Presidente Getúlio.

 

Visita à empresa 

Após a reunião, a diretoria do BRDE visitou as instalações da Manoel Marchetti – uma das unidades da empresa, em Ibirama, foi atingida pela enxurrada, deixando prejuízos e paralisando a produção por cerca de 10 dias.

 

A partir da percepção de importantes lideranças políticas, sindicais e de entidades empresariais, um estudo envolvendo diferentes setores produtivos do Rio Grande do Sul procurou identificar os impactos da pandemia de Covid-19, mas também indicar perspectivas para uma retomada da atividade econômica em 2021. O `Censo 2020-21 – O Rio Grande Após a Pandemia´ contou com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e seus resultados foram apresentados nesta quarta-feira (27/1), em evento realizado na Assembleia Legislativa. Para uma maioria de 53,1% dos segmentos consultados existe uma expectativa de crescimento neste ano por conta de uma retomada da economia, ampliação do consumo e condições climáticas mais favoráveis.

A divulgação do estudo contou com as presenças do presidente da Assembleia gaúcha, deputado Ernani Polo, da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos; do secretário estadual de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal; do desembargador Francisco José Moesch, representando o Poder Judiciário; do presidente da Famurs, Maneco Hassen, e do defensor público-geral, Antonio Flávio de Oliveira, além de representantes dos demais parceiros que apoiaram o projeto. O projeto foi desenvolvido pela Consultoria Confirma Brasil e as pesquisas realizadas pela equipe do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), entre os dias 3 de dezembro de 2020 e 7 de janeiro de 2021.

A pesquisa indicou que a pandemia trouxe perdas financeiras para 59,4% dos setores produtivos, com uma estimativa média de até dois anos para a recuperação desse impacto. Dos segmentos ouvidos no Censo 2020-21, 82,1% dizem que precisaram recorrer a capital de giro emergencial, majoritariamente (59,2%) utilizado para os compromissos com os salários.

“Foi diante deste contexto da pandemia no dia a dia das empresas que o BRDE agiu rápido ao lançar o programa Recupera Sul, com recursos para capital de giro e também microcrédito. Foram mais de R$ 445 milhões contratados em auxílio dos setores mais afetados pela pandemia, ajudando a preservar empregos”, destacou a presidente Leany Lemos. Para ela, os resultados da pesquisa ajudam a reforçar a política do banco para o desenvolvimento econômico e social dos três estados onde opera: além do RS, Santa Catarina e Paraná.

Retomada

Na comparação com os demais setores, o agronegócio teve percentual menor de perdas (28.7%) e associadas à estiagem que o RS sofreu no ano passado. Mas o setor, segundo o estudo, é apontado como principal âncora de recuperação da economia, incluindo boas perspectivas de crescimento por conta das exportações. “O agro, o que inclui o importante papel das cooperativas, tem no BRDE um grande parceiro, o que reforça mais ainda o nosso papel estratégico nesse momento”, acrescentou Leany Lemos

A pesquisa identificou que os impactos nos setores do comércio e da indústria resultaram da situação geral da economia (consumo reprimido). Porém as perdas foram maiores para o segmento industrial por conta da falta de matéria-prima e produtos.

As empresas ouvidas avaliam que a retomada da produtividade e do nível de competitividade dependerá de uma combinação de fatores, entre eles maior estímulo ao empreendedor e redução da carga tributária. As lideranças ouvidas consideram também importante que os bancos públicos mantenham linhas emergenciais, em especial para micro e pequenas empresas, assim como sugerem políticas públicas para combater o aumento da pobreza, através ações de renda mínima para os mais vulneráveis, programas de moradia e de geração de emprego.

Na avaliação do diretor de Planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, a Assembleia Legislativa e parceiros do Censo 2020-21 estão oferecendo uma importante contribuição para o mapeamento de soluções possíveis diante dos problemas que ainda impactam todos os setores. “A escuta de líderes setoriais e gestores públicos, realizada de forma profissional, é estratégica porque qualifica e joga luz sobre as discussões atuais”, considerou Noronha.

Além do BRDE, o Censo 2020-21 teve o apoio do Banrisul, Badesul – Agência de Fomento e da Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs). Roram realizadas 429 entrevistas, com lideranças que têm representação em áreas como comércio, serviços, indústria, cooperativas e da gestão pública e integram entidades como Farsul, Federasul, Fecomercio, Fiergs, FecoAgro/RS, Fetag/RS e Sebrae/ RS, além de prefeituras.

.

Tão logo seja possível o retorno presencial, o público que costuma frequentar as instalações da Bibliotheca Pública Pelotense terá algumas novidades para conferir. A partir de recursos repassados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a instituição fundada no ano de 1875 investiu em melhorias no espaço destinado ao público infantojuvenil, além de adquiri um projetor para a exibição de filmes e documentários aos jovens que visitarem o Museu Histórico da Bibliotheca Pelotense.

Para conhecer de perto os investimentos e também a trajetória de um espaço que passa por três séculos diferentes, a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, esteve em visita à Bibliotheca nessa sexta-feira (22/01). Num rápido evento com a participação da prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, e da presidente da instituição, Lisarb Crespo da Costa, foram conferidas as intervenções realizadas ao longo do ano passado na sala infantojuvenil, que ganhou novo mobiliário, adaptações em termos de acessibilidade e um reforço de 60 livros para o seu acervo. “O apoio a iniciativas que contribuem para o desenvolvimento social, facilitando e ampliando o acesso à educação e à cultura, de forma inclusiva, faz parte da missão e da política de responsabilidade socioambiental do BRDE, assim como reafirma nosso compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, destacou Leany Lemos.

Na soma dos valores repassados desde 2017, o BRDE destinou mais de R$ 86 mil para a Bibliotheca Pelotense, o que viabilizou as melhorias ao longo dos últimos três anos. Um dos destaques foi o patrocínio do banco para a aquisição, ainda em 2019, de um scanner planetário. O equipamento possibilitou disponibilizar à população o acesso a documentos e publicações históricas, começando pelas edições do jornal A Alvorada, semanário liderado por um grupo de intelectuais negros surgido quase duas décadas depois da abolição da escravatura no Brasil e que se propunha a difundir os ideais da  luta pelo fim das desigualdades raciais e o maior acesso da população negra à educação.

Sala infantojuvenil ganhou novo acervo e maior acessibilidade

Foto: Gustavo Vara / Prefeitura de Pelotas

Entre livros raros e periódicos, são mais de 1.600 volumes e 150 mil páginas, além de 1.600 fotografias históricas que terão acesso facilitado em meio digital.  “O BRDE se faz presente na vida da Bibliotheca Pública Pelotense como um parceiro que reconhece o valor do patrimônio histórico e cultural que esta instituição centenária abriga, e que, com muita competência, coloca à disposição dos gaúchos por meio de novas tecnologias e de recursos atualizados”, acrescentou Leany Lemos. Até a chegada da pandemia da Covid-19, a Bibliotheca Pelotense recebia, em média, 30 mil pessoas por ano.

Novos investimentos

A instituição também teve aprovado pelo governo do Estado um novo projeto para 2021 agora por meio do edital de aquisição da Lei Aldir Blanc. Serão adquiridos computadores para atendimento ao público, tablets para que as crianças que frequentam o setor infanto-juvenil possam acompanhar aulas e outros conteúdos online; tablets para visitas ao Museu Histórico, com libras e audiodescrição; mobiliário e equipamento para o ônibus do projeto “Bibliocantos”, que possibilitará levar livros e peças históricas do Museu a bairros da cidade, com exibição de vídeos educacionais e turísticos durante as viagens. Além disso serão produzidos totem para pessoas com necessidades especiais e totem interativo para o Museu Histórico; aquisição de mobiliário para a Reserva Técnica do Museu, e de caixa acrílica para o projeto de escavação simulada, que busca incentivar a valorização do patrimônio.

 

Compromisso incluiu visitas ao Porto de Rio Grande e a empresas com projetos financiados pelo banco

Uma visita ao Tecon Rio Grande, principal terminal marítimo de contêineres do Rio Grande do Sul, na manhã desta quarta-feira (20/1), marcou o início de um roteiro da diretora-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leany Lemos, voltado a conhecer projetos com impacto na economia da zona sul do Rio Grande do Sul. A agenda no município de Rio Grande compreendeu uma série de visitas a empresas que tiveram projetos financiados pelo banco nos últimos anos e conhecer novas propostas de expansão. Nesta quinta-feira (21/1), a diretora-presidente terá um encontro com o prefeito Fábio Branco e, às 11 horas, participará de uma reunião com entidades empresariais da cidade.

No ano passado, o BRDE alcançou a cifra de R$ 24,3 milhões em financiamentos para projetos de empresas localizadas nos municípios da região. O montante é 153% superior ao registrado no ano anterior. “A zona sul tem potencial para contribuir na retomada do crescimento econômico do estado e o papel do banco é justamente apoiar iniciativas voltadas ao aumento da produção e que garantam maior competitividade das nossas empresas”, destacou Leany Lemos.

Roteiro incluiu visita ao EGR 1
Fotos: Larissa Carvalho/Ascom Portos RS

Após ser recepcionada pelo prefeito Fabio Branco e pelo superintendente dos Portos RS, Fernando Estima, a presidente do BRDE participou de uma reunião-almoço. Ao longo da tarde, visitou a unidade de logística da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) junto ao Porto do Rio Grande, com o objetivo de conhecer os projetos de ampliação de capacidade dos terminais Termasa e Tergrasa para os serviços de recebimento, armazenagem e expedição de granéis agrícolas. Na sequência, ela esteve na empresa Granel Química. Ao lado do superintendente dos Portos RS, conheceu também a estrutura do Estaleiro EGR 1.

No roteiro por Rio Grande, Leany Lemos esteve acompanhada do superintendente da Agência do BRDE no Rio Grande do Sul, Paulo Raffin, e pelo chefe de Gabinete, Maurício Mocelin. Na tarde desta quinta-feira ela seguirá para o município de Pelotas onde, no dia seguinte, o primeiro compromisso será uma reunião com a prefeita Paula Mascarenhas. Ela estará presente também em evento na Bibliotheca Pública Pelotense, que nos últimos anos recebeu repasses do BRDE na ordem de R$ 86 mil através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Os três estados de atuação do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registram, ao longo do mês de novembro de 2020, aumento da produção industrial acima da média nacional. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14/01) pelo IBGE, estão também entre os que tiveram avanço mais intenso na comparação com igual mês do ano anterior, o que indica uma recuperação após os efeitos causados pela pandemia da Covid-19.

No ano passado, o BRDE superou a marca de R$ 755 milhões em financiamentos para o setor industrial nos três estados do Sul. O montante é quase 25% superior às operações de crédito do ano anterior (R$ 606 milhões).

Enquanto o crescimento da indústria em novembro ficou em 1,2% em todo o país, no Rio Grande do Sul o avanço da produção no setor, comparando com o mês de outubro, alcançou 3,8%, enquanto Santa Catarina registrou 2,8%. O Paraná repetiu a média nacional (1,2%) e integra a lista de oito estados pesquisados com resultados positivos.

Trimestral

A média móvel trimestral cresceu 1,7% no trimestre encerrado em novembro de 2020 frente ao nível do mês anterior, conforme os indicadores conjunturais apurados pelo IBGE. Esse indicador ficou positivo em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados registrados por Paraná (4,5%), Santa Catarina (3,4%) e Rio Grande do Sul (3,1%), que também figuram no topo desse ranking trimestral.

Na comparação com novembro de 2019 e o mesmo mês de 2020, a produção industrial cresceu 2,8% em todo o país, com dez dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos. Paraná (14,0%), Santa Catarina (11,1%) e Pernambuco (10,0%) assinalaram os avanços mais intensos. Rio Grande do Sul (8,7%), Amazonas (7,8%), Ceará (6,0%), Minas Gerais (5,2%), São Paulo (4,7%) e Região Nordeste (3,0%) também mostraram avanços mais intensos do que a média nacional (2,8%).

Responsável por cerca de 130 mil empregos formais antes da chegada da pandemia, as empresas da economia criativa do Rio Grade do Sul terão uma linha especial de financiamento disponibilizada pelo BRDE. O anúncio da oferta de crédito para o setor, que terá taxa de juro entre as mais baixas do mercado, ocorreu na manhã desta quinta-feira (14/1), em evento na sede do banco, com as presenças do governador Eduardo Leite e da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos.

A medida se soma a outras ações já adotadas pelo governo para auxiliar a os diferentes setores a enfrentar as restrições impostas pela Covid-19 e, desta maneira, está alinhado com o eixo promoção e investimento voltado à recuperação da atividade econômica no RS.

“Sabendo do impacto econômico, do potencial em geração de empego e da forte conexão com os novos tempos, o incentivo à economia criativa já estava no nosso planejamento de governo. Diante do grave quadro sanitário, que impactou fortemente o setor, buscamos construir soluções. Já temos uma carteira de opções bastante expressiva, como editais da Lei Aldir Blanc, programa RS TER e oferta de microcrédito. Mas também demandamos esforço também do BRDE, um banco público focado no desenvolvimento e com vocação para atender ao interesse maior da sociedade, o que se concretiza nessa linha de financiamento”, afirmou o governador.

“Nossas ações não se esgotam aqui. Continuamos dialogando para construir novas soluções para a retomada de eventos e atividades culturais de forma a preservar vidas e a economia”, complementou Leite.

A linha de financiamento está no escopo do programa Recupera Sul, lançado pelo banco ainda no ano passado para socorrer os setores mais afetados pela pandemia. Além de crédito para capital de giro das empresas e a possibilidade de oferta para investimento no pós-pandemia, com prazos diferenciados e análise de acordo com a demanda, a linha do BRDE para a economia criativa vem acompanhada de uma nova diretriz.

“Vamos oferecer treinamento e orientações para acessar o crédito, ajudando no planejamento e na organização das empresas”, destacou Leany Lemos. Além desse suporte, acrescentou, o banco se compromete a simplificar a análise dos pedidos, com a elaboração de um relatório específico e sucinto para o setor. Os recursos para a linha de financiamento têm origem de fundings captados pelo banco e recursos próprios.

A diretora-presidente observa que o BRDE, como instituição de fomento, tem por característica financiar projetos de desenvolvimento de longo prazo e que a oferta para capital de giro é uma novidade na instituição.

“Diante da importância cada vez maior da economia criativa na geração de emprego, renda e inovação, o BRDE considera importante essa ação, em especial neste momento crítico que todos seguimos vivendo com a Covid-19”, enfatizou Leany.

Entre abril e o final de 2020, o banco concretizou 223 operações de crédito no programa Recupera Sul, considerando somente os financiamentos de valores inferiores ao usualmente praticado, entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, chegando ao total de R$ 40 milhões. No âmbito da economia criativa foram já realizadas 60 operações de crédito no volume de R$ 7,6 milhões, com valor médio de R$ 127 mil.

Mais recursos na cultura

A secretária da Cultura, Beatriz Araujo, observou que a linha de financiamento é uma ação do banco que vai contribuir com os objetivos do eixo Promoção e Investimento, do RS Criativo, e direcionada aos empreendedores.

“Seja para estabelecer capital de giro, ou para reduzir o impacto negativo da pandemia nos negócios, trata-se de um mecanismo com acesso facilitado e condições atraentes, contribuindo para fomentar a economia criativa e ampliar sua importância na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul, fortalecendo o setor cultural”, afirmou durante a videoconferência de anúncio da linha de financiamento.

A secretária igualmente destacou o crescimento na atual gestão em termos de investimentos no Sistema Pró-Cultura com o objetivo de mitigar o impacto da pandemia na produção cultural. Com essa medida, foi possível alcançar a cifra de R$ 50 milhões investidos até dezembro de 2020 – R$ 10 milhões via Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e R$ 40 milhões via Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A previsão de investimentos no Pró-Cultura para 2021 é de R$ 55 milhões.

Em outra frente, o governo gaúcho já efetuou repasses de R$ 26,6 milhões por meio de editais e R$ 1,6 milhão em renda básica, viabilizados pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. E, ainda em janeiro deste ano, R$ 46,1 milhões serão disponibilizados em três editais por meio de parcerias com entidades culturais.

O anúncio contou ainda com as seguintes participações: secretária de Trabalho e Assistência Social, Regina Becker; secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni; secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Mauro Hauschild; diretor de Planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha; superintendente da Agência de Porto Alegre do banco, Paulo Raffin; adido Cultural do RS em 2020, cantor e compositor César Oliveira; além de deputados estaduais, e representantes do BRDE e de setores culturais.

ECONOMIA CRIATIVA DO RS

Linha Especial de Financiamento

Quem pode buscar o financiamento
• Micro, pequenas e médias empresas de setores da economia criativa com sede no RS.
• Microempreendedores individuais (MEIs) poderão ser contemplados em linhas específicas do banco, como o Microcrédito BRDE, ou através dos parceiros operacionais do banco.

Valores máximos
• Capital de giro limitado a 20% do faturamento bruto do exercício anterior da empresa ou do grupo econômico;
• Micro e pequenas empresas (faturamento até R$ 4,8 milhões por ano): até R$ 200 mil;
• Demais empresas: até R$ 1,5 milhão;
Observação: poderão ser avaliados valores maiores conforme demanda específica, mas sem a utilização do Relatório Simplificado.

Prazos do financiamento
• Prazo total de até 60 meses (inclusos até 24 meses de carência)
• Pagamento de juros trimestrais durante a carência. Após, pagamentos mensais (Sistema SAC);
• Custo da taxa Selic, mais juro entre 4% e 6% ao ano;

Como pedir
• Solicitação de financiamento poderá ser via site do BRDE.

Clique aqui e acesse informações sobre a linha de financiamento

Clique aqui e acesse cartilha sobre a linha especial de financiamento para a economia criativa

Texto: Pepo Kerschner/Ascom BRDE
Edição: Marcelo Flach/Secom

Por meio das leis de incentivo fiscal, ao final de 2020 o BRDE aportou R$ 4,4 milhões, igualmente distribuídos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, para apoiar 118 projetos que beneficiarão públicos de todas as idades com ações de assistência social, educação, cultura e esporte. Nos últimos cinco anos, o montante aplicado pelo banco na região Sul pelos mecanismos de renúncia fiscal ultrapassou a marca de R$ 18 milhões.

“A utilização dos incentivos fiscais previstos em lei faz parte da Política de Responsabilidade Socioambiental do BRDE e é percebida pela instituição como um instrumento valioso no cumprimento de sua missão de promover e liderar ações de fomento ao desenvolvimento econômico e social”, afirma a diretora-presidente Leany Lemos. “Parte do imposto que seria recolhido aos cofres públicos permanece na nossa região e viabiliza projetos com impactos sociais, culturais e esportivos relevantes e que beneficiam, em grande parte, grupos em situação de vulnerabilidade”, destaca.

“Além de impactar de forma positiva a vida de milhares de pessoas, o apoio aos projetos de entidades e profissionais de reconhecido valor é também uma forma de reafirmarmos o compromisso do BRDE com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, avalia o diretor de Planejamento, Luiz Corrêa Noronha.

A cada ano, o banco recebe inscrições, exclusivamente em meio eletrônico, para projetos que já tenham obtido aprovação oficial para captar recursos por meio dos seguintes mecanismos: Lei Federal de Incentivo à Cultura/Lei do Audiovisual; Lei Federal de Incentivo ao Esporte; Fundos da Infância e da Adolescência; Fundo Nacional do Idoso; Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS).

As iniciativas apoiadas qualificam equipes e programações de entidades que prestam atendimento a crianças, jovens e idosos; promovem atividades de educação pelo esporte e competições que valorizam atletas; permitem a aquisição de equipamentos para hospitais, creches e asilos; estimulam a produção e a distribuição de livros para escolas e bibliotecas públicas; possibilitam apresentações de dança, música, artes visuais e cênicas, bem como a valorização do patrimônio arquitetônico e histórico, e ajudam a manter programações anuais de instituições como museus, centros de cultura e orquestras, entre outras.

Do total de 118 projetos apoiados em 2020, 57 são da área de Cultura/Audiovisual; 21 de Fundos da Criança e do Adolescente; 17 são propostas de Esporte; 16 de Fundos do Idoso; quatro de PRONON e três de PRONAS.

Para conhecer os projetos apoiados em cada estado, clique nos links abaixo:

Rio Grande do Sul https://bit.ly/397ikB2

Santa Catarina https://bit.ly/38mMRLI

Paraná https://bit.ly/2XlgqHi

 

O valor disponibilizado pelo banco para o setor em 2020 foi o maior dos últimos 4 anos

Aproximadamente um terço do valor em créditos liberados pelo BRDE em Santa Catarina em 2020 foram destinados ao agronegócio.  O setor recebeu R$ 316 milhões – o maior volume em contratações desde 2017. Só as cooperativas juntas tiveram cerca de 230 milhões em recursos aprovados pelo banco. “Este número mostra a importância do trabalho do BRDE para Santa Catarina. O banco tem uma visão de sustentação do desenvolvimento, ou seja, de ser parceiro para o crescimento econômico e não somente de financiador”, ressalta o diretor financeiro, Marcelo Haendchen Dutra.

Uma das últimas operações realizadas entre o BRDE e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) vai permitir melhorias em mais uma unidade de produção no estado. O recurso disponibilizado pelo banco para financiamento é de R$ 20,6 milhões. A parceria é para reforma e modernização da unidade de produção de fertilizantes em São Francisco do Sul, no Norte do estado, contemplando investimentos em obras civis, instalações e equipamentos.

Das três linhas de produção existentes, duas serão modernizadas e uma será inteiramente substituída, para obter avanços na produtividade, precisão e qualidade dos fertilizantes. Ainda serão executadas obras de adequação em um galpão para utilizá-lo na armazenagem de grandes volumes de matérias-primas.

Para o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, Vladimir Arthur Fey, as ações executadas pelo banco em 2020 permitiram aumentar a capacidade de apoio ao setor e, de forma geral, para Santa Catarina. “Foram mais de 2,7 mil operações – número de contratações quase 60 por cento maior do que o comparado a 2019 e ainda destaque como uma das maiores pulverizações já realizadas pelas agências do banco”, ressalta.

Todas as regiões do estado e diferentes atividades econômicas tiveram créditos liberados pelo BRDE, “comprovando a forma plural de atuação do banco, contribuindo de maneira decisiva para o desenvolvimento harmônico do Estado”, reforça ainda Fey.

 

Repactuação das dívidas ajudou quem vive no campo

Além da liberação de crédito, mais de 1,3 mil empreendedores, entre eles agricultores, foram beneficiados com a postergação dos contratos por pelo menos seis meses. Foi uma espécie de “congelamento da dívida” durante o período mais crítico da pandemia. Somadas as parcelas postergadas desde o mês de março, quando empresas, prefeituras e trabalhadores do campo deixaram de desembolsar, o valor chega a aproximadamente R$ 115 milhões.

*As informações sobre o total dos financiamentos e de contratos realizados em 2020  que constam dessa nota foram atualizados em 20/01/2021

O BRDE encerrou 2020 atingindo resultados históricos. Com um crescimento nominal na ordem de 34% na comparação ao ano anterior, as operações de financiamento para apoiar diferentes setores da economia atingiram R$ 3,315 bilhões. Nesse período, foram firmados 4.375 contratos nos três estados do Sul onde o banco atua – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Um dos destaques é o Programa Recupera Sul, implementado pelo BRDE para auxiliar os segmentos mais atingidos pelos efeitos da pandemia de Covid-19 e que alcançou R$ 445,8 milhões em crédito.

O apoio do BRDE buscou suprir situações emergenciais de clientes, em especial micro, pequenas e médias empresas, e os empreendedores individuais que demandaram capital de giro durante as restrições impostas para combater o avanço do novo coronavírus. Após rodadas de negociações com os provedores de recursos, o BRDE viabilizou, inclusive, adiar algumas parcelas de financiamentos nesse período.

“Apesar da pandemia, o BRDE conseguiu cumprir plenamente o seu propósito de ser um parceiro estratégico dos setores que produzem a riqueza da nossa região. Conseguimos atuar na proteção das empresas mais afetadas e, em especial, na preservação de um bom número de empregos”, destacou a diretora-presidente Leany Lemos.

Esses avanços foram registrados de maneira bastante equilibrada, tanto em número de contratações quanto em valores, nas três agências do banco. A equipe de Curitiba (PR) fechou financiamentos ao longo do ano na casa de R$ 1,2 bilhão, seguida de Porto Alegre (RS), com R$ 1,1 bilhão, e Florianópolis (SC), com R$ 1 bilhão. A agência catarinense responde por mais da metade (2.621) de todas as contratações realizadas pelo BRDE desde janeiro de 2020.

Os setores do comércio e serviços tiveram o maior salto em termos de valores financiados, com expressivo R$ 1,262 bilhão no período. O crescimento é de 66% na comparação com 2019. Os investimentos via parceria com o BRDE em infraestrutura igualmente cresceram e, em 2020, passaram dos R$ 766 milhões. A indústria seguiu em patamar bastante expressivo, assim como o agronegócio, que mantém um papel decisivo no desenvolvimento da região.

Diversificação

Seguindo uma diretriz adotada nos últimos anos, em 2020 o BRDE conseguiu ampliar ainda mais sua diversificação de funding (captação de recursos para os financiamentos). Como principal parceiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ampliou sua participação em valores absolutos de um ano para o outro (R$ 1,75 bilhão ante R$ 1,31 bilhão, em 2019), porém a fatia percentual ficou em 54%, quando um ano antes era de 55,6%. Quando somadas as contratações com o FINANE, o Sistema BNDES totalizou em 2020 o valor de R$ 1.870 bilhão (participação no fundo fica em 58%, também abaixo dos 64% do ano anterior).

Entre as movimentações em termos da composição do fundo está o aumento das operações com capital próprio do BRDE, que passou de 14% para 18,2% (R$ 590 milhões). Outra novidade foi a ampliação da participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que agora já responde por quase 9% (R$ 292 milhões) e o ingresso do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). “A ideia é avançarmos nesta diversificação iniciada no período mais recente do banco, inclusive com possibilidades de irmos ao mercado”, observou Leany Lemos.

Desafios

As operações com micro e pequenas empresas tiveram enorme incremento neste ano. Somadas, representaram 1.861 contratações, quando no anterior foram pouco mais de 500 operações. “Isso mostra o quanto o BRDE operou em socorro para o segmento, por certo bastante afetado pela pandemia e que sempre tem alta capacidade de gerar postos de trabalho”, destacou a presidente.

Entre os próximos desafios na condução do BRDE, Leany Lemos aposta justamente numa maior oferta de microcrédito como medida de recuperação da economia no pós-pandemia. Ela pretende igualmente incrementar as parcerias com as prefeituras dos três estados. “Mais do que ampliar o volume de operações financeiras, também vamos atuar com oferta de apoio técnico, o que é importante para a boa execução das políticas públicas”, ressalta ela.

Ao mesmo tempo, Leany Lemos destaca que o BRDE buscará atuar, cada vez mais, na parceria com o setor primário e nas operações voltadas às empresas de inovação e geração de energias limpas, assim como em infraestrutura. “Isso garantirá competitividade para os nossos produtos”, resume. Ela salienta que, em média, mais de 80% das operações do banco estão sintonizadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao todo, em 2020, foram aprovados cerca de R$ 4,1 milhões para projetos sociais, culturais e esportivos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Como parte de sua política de responsabilidade socioambiental, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) se mobiliza todos os anos para o recebimento, avaliação e deliberação de projetos que buscam apoio com base em leis de incentivo. Em 2020, após um longo trabalho de análise das inscrições, foram aprovados mais de 100 projetos sociais, culturais e esportivos nos três estados do Sul, por meio do Fundo do Idoso, Fundo da Criança e do Adolescente, Lei de Incentivo ao Esporte, Lei de Incentivo à Cultura, Pronas/Saúde e Pronon/Oncologia. O valor a ser repassado às entidades e organizações sociais chega a R$ 4,1 milhões. Apenas em Santa Catarina, são 33 iniciativas contempladas num total de R$ 1,1 milhão em recursos aprovados para investimento nos projetos sociais.

É o caso do Bairro da Juventude, de Criciúma, no Sul do Estado, instituição com 70 anos de história voltados ao atendimento gratuito de 1,5 mil crianças, adolescentes e jovens em risco social. “Existem três grandes vantagens para que os doadores colaborem com nossa Instituição através do Imposto de Renda. Primeiro, o recurso fica no estado; segundo, pode acompanhar o investimento, ver o que estamos realizando com as doações; e terceiro, está ajudando uma causa social. Esse fluxo de solidariedade certamente alcança quem mais precisa”, ressalta o diretor de Projetos do Bairro da Juventude, Anézio Luiz de Souza.

Em Florianópolis, uma das instituições beneficiadas é o Instituto Guga Kuerten que atende 500 crianças com ações educacionais e esportivas no Programa Campeões da Vida. “Nada disso é possível sem as parcerias. Por isso gostaríamos de agradecer o apoio do BRDE neste projeto que faz a diferença na vida dessas crianças e seus familiares”, menciona a Superintendente Executiva do Instituto Guga Kuerten, Silvana Silveira Medeiros.

Nos últimos seis anos, o BRDE disponibilizou cerca de R$ 24 milhões para instituições dos três estados do Sul. Já são cerca de 600 projetos beneficiados que ajudaram milhares de crianças, idosos, artistas, portadores de necessidades especiais, pacientes com câncer e pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

“Acreditamos que como agente do desenvolvimento social, econômico e cultural da região, temos o dever de apoiar esses projetos. Se mais empresas aderirem a essa modalidade de doação, estaremos aumentando a nossa contribuição para o crescimento de toda a região Sul’, reforça o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Vladimir Arthur Fey.

Todas as propostas foram analisadas pela Comissão de Avaliação Interna do banco, que considerou a viabilidade e o impacto social dos projetos. As iniciativas mais bem avaliadas pela equipe técnica foram encaminhadas à diretoria que reconheceu os nomes dos proponentes contemplados e os valores a serem distribuídos. “Um trabalho que orgulha nossa instituição e que tem impacto em todas as regiões de Santa Catarina. O apoio a um projeto importante para Santa Catarina representa uma maneira de solidificar os valores do BRDE dentro e fora da nossa instituição”, ressalta o diretor financeiro, Marcelo Haendchen Dutra.

Outro exemplo de como os recursos ajudam no desenvolvimento social das regiões vem de São Miguel do Oeste. O apoio do BRDE com o projeto de “Imersão Literária” possibilitou à Editora Mais que Palavras a produção, publicação e distribuição de pelos menos 3 mil livros ilustrados, impressos e digitais, destinados às crianças, famílias e educadores. “Tudo isso só é possível mediante as parcerias, como essa do BRDE”, destaca a editora e produtora cultural, Terezinha Osmari.

Um dos projetos atendidos este ano fica no município de Sul Brasil, no Meio Oeste catarinense. O apoio do BRDE ao projeto “Multiplicadores Maduros, conectando e fortalecendo os idosos no enfrentamento ao coronavírus”, vai proporcionar mais qualidade de vida e valorização da pessoa idosa. “Esse apoio que o BRDE tem dado tem sido fundamental para a realização de sonhos que foram construídos com parcerias e com objetivos em comum: tornar o mundo melhor”, comemora a Coordenadora do CRAS, Simone Rottava Ferrari.

O que é incentivo fiscal?

O incentivo fiscal é um instrumento que permite que as empresas escolham a destinação de parte de seus impostos a projetos que considerem importantes na transformação social do país. Os recursos podem ser diretamente aplicados em projetos sociais relacionados à cultura, pesquisa, esporte, saúde, entre outras áreas.

Como inscrever um projeto?

O interessado em inscrever seu projeto no Portal de Incentivos do BRDE necessita, primeiramente, ter seu projeto já aprovado no Diário Oficial do órgão competente e ter autorização para captar recursos no ano vigente. É preciso ressaltar que o BRDE apoia projetos que desempenhem suas atividades apenas nos estados em que o banco atua – ou seja – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.