BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) busca iniciativas e estuda soluções, a fim de reduzir os impactos da severa estiagem da Região Sul do país. Diante desse quadro que afeta diretamente a produção agrícola, a diretoria do banco está em comunicação com o Banco Nacional de Desenvolvimento  Econômico e Social (BNDES), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outros agentes setoriais e  governamentais, em demonstração e apoio para estratégias conjuntas e suporte nesse momento, além de diagnósticos e monitoramento da situação nas regiões mais atingidas com a seca.

De acordo com levantamento dos governos dos três estados, 295 municípios estão em estado de emergência ou calamidade pública e outros 178 estão ameaçados de entrar nesse perfil. A falta de chuvas atinge drasticamente o setor agrícola e os produtores rurais, o que afeta a contribuição do setor primário ao PIB da Região Sul do país.

Inscrições começam em março e encerram no mês de maio com incentivo a novos realizadores

Depois da renovação de contrato até 2026 com o Fundo Setorial do Audiovisual, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e ANCINE (Agência Nacional do Cinema) publicaram o primeiro Edital da Chamada Pública de 2022, para produção cinematográfica. As inscrições começam em 14 de março e se estendem até 13 de maio.

O edital é destinado à seleção, em regime de concurso público, com propostas de novos realizadores de produção independente de obras cinematográficas brasileiras de longa-metragem de ficção, documentário e animação, com propósito inicial ao mercado de salas de exibição, apresentadas por meio de produtoras brasileiras independentes.

O BRDE realiza a operacionalização dos recursos do FSA para os projetos aprovados pela ANCINE, através de um comitê que avalia tecnicamente as propostas, de acordo com os critérios estabelecidos pela agência de cinema. De 2013 a 2021, o banco realizou 4.167 contratos no valor total de R$ 2,86 bilhões; só em 2021 foram 551 contratos que abrangeram 25 estados brasileiros, somados R$ 407 milhões.

De acordo com a ANCINE, o objetivo é investir em obras audiovisuais, a fim de contribuir para a expansão da participação do filme brasileiro no mercado de salas de exibição. Para o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, “essa é uma oportunidade para promover a produção de novos realizadores do audiovisual e incrementar empresas brasileiras do setor”.

A íntegra do edital pode ser consultada no link Novos Realizadores 2022.

* Matéria da Band News Curitiba – 96,3 FM

Mais de quatro bilhões de reais de recursos devem ser aplicados neste ano no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, o BRDE, nos três estados da região sul. A boa expectativa vem do resultado atingido no ano passado, que superou a meta de 2021. Só no Paraná foram movimentados um bilhão e quatrocentos milhões de reais de contratações. Com esses números, o banco atingiu resultado 15% superior do volume previsto. De acordo com o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, o desafio agora é procurar outros meios de oferecer mais formas de créditos aos paranaenses.

Ele ressalta que o Governo do Estado, empresas, cooperativas, a indústria e as operações do BRDE contribuem para dar potência ao fomento de negócios e serviços, especialmente depois do período mais crítico causado pela pandemia.

Os setores de comércio/serviço representaram 32,5% dos contratos firmados no BRDE Paraná, enquanto agropecuária atingiu em torno de 29%; a indústria chegou a 20% e infraestrutura próximo aos 17%.

Aumento em 2021 comparado ao ano anterior se deve ao atendimento para micro, pequenos empresários e MEIs afetados pela crise da Covid-19.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou em 2021, aumento de 162,5% no número total de contratos voltados para o setor de comércio e serviços em Santa Catarina, na comparação com o ano anterior. Ao todo, foram 2449 contratos realizados, chegando ao montante de R$ 472 milhões. Em termos de recursos disponibilizados, comparado a 2020, representa um crescimento de 117,5%.

“Com a chegada da pandemia, esse é o segundo movimento consistente de crédito que o BRDE realiza em pouco mais de um ano, sempre com o objetivo de manter a atividade econômica e, principalmente, o emprego. Com a crise mundial, ajustamos nosso foco procurando viabilizar crédito, especialmente capital de giro, para o pequeno empreendedor. Além dos juros subsidiados, temos prazo de carência e amortização que atendem a necessidade de quem busca o recurso”, ressalta o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

O crescimento ocorreu por conta do SC Mais Renda Empresarial e do Recupera Sul, programas desenvolvidos pelo banco para oferecer capital de giro e possibilitar que as empresas pudessem se manter durante a crise causada pela pandemia.

Para o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, “estes recursos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda”.

Ele destaca que o BRDE bateu recordes em investimentos no ano de 2021. “Entendendo a necessidade do mercado, o BRDE criou ou apoiou novos produtos, oferecendo capital de giro. Em especial, o SC Mais Renda Empresarial, uma iniciativa do Governo do Estado, repassou recurso a juro zero para micro e pequenas empresas, algo inédito na operação do banco”, explica Pinho.

SC Mais Renda Empresarial – Lançado pelo Governo do Estado no final de julho do ano passado, o programa SC Mais Renda Empresarial beneficiou micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEIs) catarinenses. A iniciativa foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda e contou com a operacionalização feita pelo BRDE. O SC Mais Renda Empresarial concedeu R$ 263 milhões até o dia 31 de dezembro, somando mais de 6 mil contratos distribuídos em 218 municípios. Além dos financiamentos a juro zero, subsidiado pelo Governo do Estado, o impacto na manutenção dos empregos também é destaque com quase 15 mil empregos preservados.

 

 

No Paraná, 177 startups se inscreverem no programa do BRDE em 2021 com foco na indústria; esse ano o tema será ESG

 

O programa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que une empresas e startups a fim de acelerar o desenvolvimento do Paraná teve como destaque um modelo de gestão que é tendência: a inovação aberta. “O objetivo desse modelo é promover a colaboração com pessoas e organizações externas à empresa, expandindo os horizontes dos negócios, assim como propõe o BRDE Labs”, explicou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

Cada ano, o programa tem um tema central que guia a escolha das empresas e, consequentemente, das startups. Em 2021, o foco foi a indústria do Paraná. As startups inscritas apresentaram propostas para nove empresas âncoras, que testaram as soluções dentro do próprio sistema. Até o momento, dois contratos foram assinados e sete estão em fase de negociação. Em 2022, o tema será ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

A experiência do BRDE Labs foi um divisor de águas na história da Specrux. A startup da área de monitoramento e processamento de dados, incubada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), trabalhou em conjunto com a empresa âncora Enaex, líder em produção de explosivos e serviços de fragmentação de rocha. Ambas apontam a valorização da inovação aberta como ponto forte do programa.

 

Equipe da Specrux | Foto: divulgação

 

“Além de todas as mentorias que o programa nos forneceu gratuitamente, o contato com a Enaex foi um casamento perfeito: eles tinham problemas complexos, nós tínhamos vontade e técnica para resolvê-los”, conta Conrado Chiarello, cientista de dados da Specrux.

O desafio proposto pela Enaex foi testar a tecnologia de monitoramento da Specrux do nível de explosivos em diversos tanques. “Temos mais de 50 tanques em que fazemos as inspeções manualmente, e com o BRDE Labs aprovamos uma tecnologia que torna possível acompanhar esses dados à distância. A tecnologia já está validada e agora a gente precisa estabilizar um projeto padrão para digitalizar todos os nossos tanques estacionários, é isso que estamos fazendo”, explica Antoine Moreau, Líder de Inovação na Enaex Brasil.

Além disso, Antoine acredita que o BRDE cumpre seu papel como apoiador da inovação no Paraná e no Brasil ao ter programas que unem empresas e startups, ajudam a identificar problemas e encontrar soluções e viabilizam financeiramente projetos inovadores. “Nesse caso, empresas como BRDE são fundamentais. São agentes do ecossistema que, sem eles, o país conseguiria rodar um conjunto muito menor de projetos estratégicos. “A lógica do BRDE Labs é uma lógica vencedora”, conclui.

 

Local onde o sistema de monitoramento de dados foi instalado. O Sistema é composto por um módulo de energia elétrica, baseado em captação de energia fotovoltaica. A energia elétrica é direcionada para alimentação do sensor instalado em nossa área de tanques estacionários | Foto: divulgação

 

O projeto está em fase de contratação de um MVP (Minimum Viable Product = Produto Mínimo Viável), um modelo com o projeto detalhado e padronizado para instalar a tecnologia nas 50 unidades. As quatro primeiras serão instaladas até o final de junho | Foto: divulgação

 

Criado com o objetivo de acelerar o ambiente de inovação da Região Sul do Brasil, o BRDE Labs une empresas consolidadas a startups que possuem soluções inovadoras. Apenas em 2021, no Paraná, o programa teve 177 startups inscritas; 18 delas passaram pela fase de pré-aceleração e nove, pela de aceleração.

O objetivo central do programa é estimular a inovação, com isso, o BRDE Labs do Paraná também atuou na formação de profissionais. No último ano, foram 54 horas de treinamento, mais de 150 pessoas formadas e mais de 20 horas de conteúdos conduzidos por 27 palestrantes e transmitidos por lives que tiveram mais de 4 mil espectadores. Os participantes destacaram a mudança de paradigma que essa experiência em inovação aberta provocou para as empresas.

 

Acelerando a inovação: Hotmilk

O BRDE Labs 2021 foi desenvolvido em parceria com a Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Trabalhar com ideias embrionárias, que buscam solucionar problemas, necessidades e desejos das pessoas e de outras empresas é o foco de uma aceleradora.

“Empresas que trabalham com aceleração de startups têm uma importância gigante para inovação, não apenas no Paraná, mas em todo o território nacional e arrisco dizer, que também em todo o planeta. É através da empresa aceleradora que empreendedores buscam parceria para validar e desenvolver seus negócios. Contando com um ecossistema repleto de diversidade e apoio, as empresas aceleradoras são verdadeiros motores de inovação”, sintetiza João Paulo Moreira, Head de Open Innovation da Hotmilk.
No programa do BRDE, a empresa foi responsável por formar os profissionais através das lives e mentorias e aproximar as startups das grandes empresas participantes do programa para solucionar os desafios listados. Por outro lado, João Paulo destaca que a participação no BRDE Labs representou mais um degrau no caminho da empresa rumo à inovação aberta.

 

Foto: divulgação

 

“Entre as vantagens dessa participação está a conexão entre as pessoas, novas empresas, startups… Cada movimento que fazemos de inovação aberta aumenta o nosso leque de transformação, que é o que queremos: levar cada vez mais transformação positiva através da inovação”, acredita.

 

Aperfeiçoamento de processos e novas parcerias: experiência Agidesk

O BRDE Labs intensificou a expansão da startup de Porto Alegre, focada em soluções odontológicas. Criada há 2 anos, a Agidesk é especialista no gerenciamento de processos de Tecnologia da Informação, Recursos Humanos, Marketing, Manutenção, Jurídico e Financeiro. A partir do programa, a startup fechou negócio com a Ibema, indústria de papéis da região.

“Fizemos a implantação do sistema inicialmente na área de TI e após apenas 2 semanas rodando a solução, fomos procurados por outras áreas de negócios que também tiveram o interesse no gerenciamento de processos e atendimentos nos seus departamentos”, conta Veridiana Caveiro, co-fundadora da Agidesk.

O programa permitiu ainda o aperfeiçoamento de processos já existentes na empresa, mas que passaram por um redesenho com a ajuda de experientes mentores que participaram do BRDE Labs. Por fim, a participação da startup também foi importante para ampliar a aproximação com outras empresas consolidadas do Paraná, que compõem o ecossistema de inovação do Estado.

Mais sobre BRDE Labs neste site.

Linhas de financiamento ágeis e fomento ao comércio e ao turismo impactados pela pandemia, injetaram mais de R$ 80 milhões na região em 2021

As contratações com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), no Litoral e Região Metropolitana na pandemia (2020-2021), cresceram em torno de 90% na comparação de 2021 com 2019, ano pré-pandemia. Foram mais de R$ 80 milhões injetados na região, neste último ano para o setor de Comércio e Serviços. Em todo o Paraná, esse mesmo segmento representa 32,5% dos contratos firmados no ano passado, que teve no total R$ 1,4 bilhão de contratações em todo o estado.

O empresário Leonardo Bassetto acredita que “projeto ambiental precisa ser viável e funcional”. Proprietário do Supermercado Baia Azul, em Guaratuba, no litoral paranaense, Bassetto está com unidades nos bairros Coroados e Piçarras com implantação de sistema gerador solar fotovoltaico, que segundo ele é inédito na região.

Com recursos captados da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o BRDE trabalha essa linha de financiamento para projetos de impacto social e ambiental. “Fomentar os negócios no litoral do Paraná com projetos e linhas de crédito ágeis e de acordo com os Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável (ODS) é possível, viável e o banco pretende ampliar essas ações para expandir a economia nessa região tão importante do Paraná”, comentou o presidente de BRDE, Wilson Bley.

Desde novembro, começaram as instalações das placas de energia solar das unidades do Supermercado Baia Azul, que funciona em Guaratuba desde 1998. Bassetto explicou que o projeto é executado em etapas e que até março deve estar com a cobertura do estacionamento de uma das unidades já concluída. “Esse projeto vai atender 35% da nossa geração total da rede, um projeto-piloto, pois a ideia no futuro é que as próximas lojas sejam estruturadas com 100% da energia solar, sem depender de rede externa. O apoio do BRDE foi excelente, com a menor taxa (euro) bem mais estável e tem pouca oscilação. Então esse financiamento vai representar 50% do que estaremos gerando de energia, além de economia para o empreendimento, utilizamos uma fonte renovável” analisou o empresário.

Nos últimos dois anos, outras empresas no litoral também receberam recursos para investimentos e capital de giro, em ações de apoio a empresas na pandemia dentro do premiado programa BRDE Recupera Sul. Os investimentos em negócios ligados ao Turismo nesse período, foram apoiados com o Fungetur, uma linha de crédito exclusiva para o setor de turismo, com taxas diferenciadas e prazos e carência mais longos.

Para saber mais sobre os programas e linhas de crédito no litoral ou Região Metropolitana de Curitiba, acesse este link ou fale direto com a equipe BRDE pelo WhatsApp.

Para auxiliar empreendedores de Santa Catarina impactados pela crise econômica, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) disponibilizou em 2021 recursos na ordem de R$ 159 milhões para financiar projetos de investimentos ou como fonte de capital de giro.  Os valores ajudaram a manter negócios e empregos, por exemplo, nas empresas de agências de viagens, empreendimentos turísticos de médio e grande porte, hotéis e pousadas, restaurantes e lanchonetes, transporte de passageiros, etc.

“Acreditamos que apoiar o setor e toda a cadeia do turismo, em meio aos efeitos e prejuízos da pandemia, tem ajudado na reestruturação e desenvolvimento deste importante segmento na nossa economia regional. A entrega destes valores envolve a união de esforços entre BRDE, Governo do Estado de Santa Catarina e Agência de Santa Catarina de Desenvolvimento do Turismo (Santur)”, destaca o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

Além de recursos próprios do banco, os valores também foram disponibilizados por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) do Ministério do Turismo, e do SC Mais Renda Empresarial, programa do Governo do Estado, com subsídio integral dos juros, operacionalizados pelo BRDE. Os projetos contemplados são para implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, além da compra de equipamentos e capital de giro isolado, principalmente, para micro e pequenas empresas – recursos que ajudam no fluxo de caixa.

“Em Santa Catarina, desde o início da pandemia (março de 2020), o BRDE já disponibilizou R$ 211,5 milhões para o setor. Os investimentos para o turismo, além de ajudar os empresários a desenvolver seus negócios, têm sua importância social por manter e ajudar a gerar mais empregos e atrair renda para o Estado”, comemora o diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira.

Suporte na crise – O setor do turismo foi um dos mais afetados com a pandemia e, em resposta a isso, foram tomadas diversas medidas para ajudar a aliviar os impactos financeiros nesse setor. Entre elas, houve redução do teto de encargos financeiros para projetos (obras civis) e capital de giro isolado, baixando de 6% e 7% para até 5% a.a. + Selic. Aumento da carência para capital de giro isolado, passando de 6 para até 12 meses, com a suspensão do pagamento de juros por até 6 meses durante o período de carência, devendo o saldo ser capitalizado.

Ainda foram tomadas medidas para ajudar a economia durante a pandemia. Houve aumento do prazo de financiamento para capital de giro isolado de 48 para 60 meses, extensão das linhas de crédito para todos os portes (MEI, micro, pequenas, médias e grandes empresas), suspensão dos limites impostos a aplicação dos recursos do Fundo, permitindo a aplicação de 100% no capital de giro, entre outros.

Projeto: Cuidar e Educar Centro de Educação Infantil Bom Pastor | Proponente: Ação Social do Paraná | Helton L. Moreira – Comunicação ASPR

 

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destinou R$ 4,6 milhões, em 2021, para projetos que beneficiam públicos de todas as idades com ações educativas, culturais, esportivas e de assistência social. O aporte foi realizado por meio das leis de incentivo fiscal e igualmente distribuído entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nos últimos seis anos, o montante aplicado pelo banco na região Sul pelos mecanismos de renúncia fiscal ultrapassou a marca de R$ 22 milhões.

O diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley, considera que a postura de destaque do banco em relação aos projetos sociais causa impactos positivos na sociedade e cumpre com o propósito do trabalho. “O compromisso do BRDE é transformar o futuro e tornar o mundo um lugar melhor. É por isso que investimos, cada vez mais, em projetos que contribuem para essa mudança”, destacou.

A cada ano, o banco recebe inscrições, exclusivamente em meio eletrônico, para projetos que já tenham obtido aprovação oficial para captar recursos por meio dos seguintes mecanismos: Lei Federal de Incentivo à Cultura/Lei do Audiovisual; Lei Federal de Incentivo ao Esporte; Fundos da Infância e da Adolescência; Fundo Nacional do Idoso; Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS).

As iniciativas apoiadas qualificam equipes e programações de entidades que prestam atendimento a crianças, jovens e idosos; promovem atividades de educação pelo esporte e competições que valorizam atletas; permitem a aquisição de equipamentos para hospitais, creches e asilos; estimulam a produção e a distribuição de livros para escolas e bibliotecas públicas; possibilitam apresentações de dança, música, artes visuais e cênicas, bem como a valorização do patrimônio arquitetônico e histórico, e ajudam a manter programações anuais de instituições como museus, centros de cultura e orquestras, entre outras.

Para conhecer os projetos apoiados em cada estado, clique nos links abaixo:

Rio Grande do Sul 

Santa Catarina 

Paraná

 

 

Crédito em 2021 alcança marca histórica e atende milhares de empreendedores, a maioria beneficiada com o programa de financiamento a juro zero lançado pelo Governo do Estado.

Santa Catarina conta com cerca de 500 mil micro e pequenas empresas. Apesar de ser uma das forças da economia no estado, é um dos setores que mais sofre com a crise da Covid-19. Considerando o cenário de enfrentamento da pandemia, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), tradicionalmente focado em operações de longo prazo em diversos setores, vem nos últimos dois anos inovando para atender à necessidade urgente de capital de giro e recursos para investimentos, assegurando a manutenção de milhares de negócios e emprego. Só em 2021, o BRDE concedeu recursos na ordem de R$ 400,5 milhões – deste montante são R$ 138,3 milhões para micro e R$ 262,6 para pequenos empresários e microempreendedores individuais.

“Mais de 95% das empresas catarinenses são de micro e pequeno porte, que juntas respondem por 35,1% do PIB no Estado. Com algumas ações, foi possível que muitas dessas empresas em dificuldades financeiras viabilizassem a manutenção dos negócios, garantindo renda e desenvolvimento durante esse momento difícil”, ressalta o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra.

Crédito emergencial – Os empreendedores catarinenses de diversos setores como eventos, turismo, alimentação e comércio, tiveram os rendimentos afetados por causa da crise provocada pela Covid-19 e precisaram de apoio para manter os negócios e empregos. Lançado pelo Governo do Estado no final de julho do ano passado, o programa SC Mais Renda Empresarial foi uma das alternativas para socorrer as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEIs). A iniciativa foi viabilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda e contou com a operacionalização feita pelo BRDE. O SC Mais Renda Empresarial concedeu R$ 263 milhões, sendo deste montante, R$ 230 milhões para micro e pequenos empresários e R$ 33 milhões para os microempreendedores individuais (MEIs).

“O programa deve chegar a mais de 6 mil contratos distribuídos em 218 municípios. Isso corresponde a 74% do território catarinense. Além dos financiamentos a juro zero, subsidiado pelo Governo do Estado, o impacto na manutenção dos empregos também é destaque com quase 15 mil empregos preservados”, comemora o diretor financeiro Eduardo Pinho Moreira.

Com o objetivo de auxiliar os empreendedores na busca destes recursos, garantindo um atendimento ágil e eficiente, o BRDE firmou parceria com as cooperativas de crédito em todas as regiões catarinenses.

De acordo com os dados registrados pelo banco, a região com mais recursos contratados para micro e pequenos empresários através do programa é a Oeste, com R$ 126 milhões em 1482 contratos, o que representa 54,8% das operações; em seguida, aparece o Vale do Itajaí, com R$ 58,9 milhões disponibilizados em 699 contratos, cerca de 25% do total de recursos liberados. O Sul catarinense vem na sequência com R$ 15,4 milhões e 184 contratos; seguido do Norte com R$ 14,6 milhões em 192 contratos firmados. A regiões Serrana e da Grande Florianópolis somaram R$ 7,3 milhões cada.

Atendimento aos MEIs – No fim de setembro do ano passado, o BRDE iniciou por meio do programa de crédito emergencial, o atendimento aos microempreendedores individuais (MEIs). Neste caso, a linha de crédito é de até R$ 10 mil e pode ser solicitada independentemente da atividade econômica. O prazo de carência é de seis meses e 12 meses de amortização, totalizando 18 meses. O atendimento é realizado por meio de cooperativas de crédito credenciadas pelo BRDE e a expectativa é alcançar a marca de 3.300 contratos para MEIs.

“Narrativas e Poéticas do Mate” foi a principal iniciativa do Espaço Cultural BRDE em 2021, em cooperação com o MUPA, Associação de Amigos de Alfredo Andersen e a Superintendência da Cultura.

Numa parceria com o Museu Paranaense (Mupa), Associação de Amigos Alfredo Andersen e Superintendência-Geral da Cultura do Paraná, o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões manterá em cartaz até maio de 2022 a exposição “Narrativas e Poéticas do Mate”, como parte do “Circuito Ampliado: Acervos em Circulação”. Também integra o mesmo programa “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta”, no Museu Paranaense, sem data de encerramento.

O programa “Circuito Ampliado: Acervos em Circulação” nasceu da cooperação entre o MUPA e a instituição cultural mantida pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O objetivo é a integração entre diferentes instituições a fim de incentivar a pesquisa em acervos, estimular novos recortes curatoriais e ampliar o acesso de públicos diversos com a movimentação dessas coleções por outros centros expositivos.

O primeiro projeto foi a série de exposições sobre o contexto histórico e cultural da erva-mate no estado do Paraná. Em fevereiro de 2021, foi inaugurada da exposição de longa duração “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta”, composta por obras, objetos e documentos históricos relacionados à erva-mate sob a perspectiva dos saberes e usos dos povos indígenas do Sul, em cartaz no MUPA.

Foto: Divulgação

Detalhe da exposição “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta” no MUPA.

A coordenadora do Espaço Cultural BRDE, Rafaela Tasca, explica que o interesse em receber no Palacete dos Leões, os retratos originais, executados pelo pintor Alfredo Andersen, dos primeiros moradores do edifício histórico, Agostinho Ermelino de Leão Junior e Maria Clara Abreu de Leão, fundadores da empresa Matte Leão, desencadeou o processo de planejamento desse projeto, resultando na exposição “Narrativas e Poéticas do Mate”.

“Uma característica desse projeto sobre a erva-mate foi o envolvimento da nossa equipe no processo de planejamento e curadoria, algo realizado anteriormente em ocasiões como as mostras do acervo de obras do BRDE. A partir de nossos 15 anos de atuação, passamos a incluir na programação mais ênfase no contexto histórico-cultural ligado à existência do Palacete”, ressaltou a coordenadora.

“Narrativas e Poéticas do Mate” foi dividida em eixos temáticos ambientados ao longo das salas do Palacete do Leões. O eixo denominado “Trânsitos Culturais” apresenta rótulos e medalhas concedidos às comissões paranaenses em feiras internacionais e industriais. Entre elas, a Exposição Internacional da Filadélfia de 1876, que contou com a presença do imperador Dom Pedro II. Além da Filadélfia (Pensilvânia), Rio de Janeiro, Turim (Itália) e Bruxelas (Bélgica) foram alguns dos destinos da erva-mate paranaense.

Nessa sala também são apresentados rótulos ervateiros provenientes do acervo do MUPA. Conforme explicação da pesquisadora Cecília Bergamo, que compôs a equipe de curadoria, esses rótulos foram peças que, apesar de sua existência efêmera, foram fundamentais na construção de um imaginário ervateiro. “O surgimento da indústria litográfica e a utilização dessa nova técnica, menos artesanal, garantia volume e novos recursos visuais, com formas e cores modernas”, explicou a pesquisadora.

Foto: Marcelo Almeida

À esquerda, pesquisadora Cecília Bergamo e à direita, a coordenadora do Espaço Cultural – BRDE, Rafaela Tasca.

A sala botânica apresenta duas exsicatas (exemplar vegetal dessecado prensado) de Ilex paraguariensis coletadas pelo professor Gerdt Hatschbach, provenientes do acervo do Museu Botânico de Curitiba, além de um exemplar do livro do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire traduzido por David Carneiro e uma obra sonora com memórias ervateiras. As duas salas seguem abertas à visitação no Palacete dos Leões.

Integraram essa primeira fase do programa, além das exposições já citadas, outras mostras de curta duração como “Andersen e a Erva-Mate”, com paisagens, retratos e outras cenas realizadas pelo pintor Alfredo Andersen, e a instalação site-specific “Verde é o Verde” da artista Eliane Prolik. Essa última estimulou os sentidos da visão e do olfato com dois grandes blocos cobertos com folhas de erva-mate que exalavam o aroma característico e, ao longo dos dias, foram perdendo o verde e assumindo o tom marrom.

O objetivo desse projeto foi ampliar as percepções sobre o patrimônio ervateiro a partir da perspectiva histórica, antropológica, artística e cultural. O programa propôs uma pluralidade de ações, desenvolvendo a curadoria das duas exposições, além de uma série de podcasts com entrevistas com pesquisadores sobre a erva-mate, disponíveis nas redes sociais do MUPA e do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões.

Outras parcerias

A pandemia de Covid-19 provocou a suspensão de atividades de centros culturais e museus em 2020, porém, com a diminuição de casos e decretos menos restritivos de circulação de pessoas, a partir de agosto de 2021, o Palacete dos Leões adotou o retorno gradual às atividades, com agendamento de visitas pela internet e certificação de boas práticas dos protocolos sanitários, com intuito de preservar a segurança dos colaboradores e de seus visitantes.

Em Agosto, foi realizada a reabertura com as exposições “O Que Resta”, individual da artista Teca Sandrini e “Mãe Mar” da artista Lívia Fontana, ambas selecionadas pelo Programa de Artes Visuais.

O calendário de exposições foi encerrado com a “I Mostra Visões da Arte”, com obras de artistas associados a duas entidades culturais do Paraná, ACCUR e APAP/PR, e correalizado pelo BRDE e a Associação Comercial do Paraná.

O Palacete dos Leões sediou ainda o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses 2021 promovido pela OCEPAR e duas atividades que celebraram a atuação com a juventude: a reunião do Conselho da Juventude do Paraná e do Youth Action Hub – CWB, iniciativa vinculada a ONU e alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e à divulgação da Agenda 2030.

No conteúdo online destaca-se a produção de vídeos exclusivos para acesso remoto de professores da rede municipal de ensino durante a 12ª. Semana de Arte, Cultura e Literatura da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, com ênfase em conteúdos sobre artes visuais, arquitetura e patrimônio cultural.

SERVIÇO

Programa Circuito Ampliado – Acervos em Circulação

Narrativas e Poéticas do Mate
Até maio de 2022
No Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões
Horário de visitação: de terça a sexta (14h às 17h), somente mediante agendamento: www.brde.com.br/palacete
Av. João Gualberto, 570, Alto da Glória – Curitiba
Entrada gratuita

Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta
Sem data de encerramento
No Museu Paranaense (MUPA) – Sala 11
Horário de visitação: de terça a sexta (9h às 17h30); sábados, domingos e feriados (10h às 16h)
Rua Kellers, 289, Alto São Francisco – Curitiba
Entrada gratuita