BRDE

A Cooperativa Juriti, cujo principal produto é o arroz parbolizado, inaugurou ontem (30/03), em Massaranduba, a obra que amplia sua capacidade de beneficiamento de arroz com a presença de Namir Pieri, André de Sousa e Zulmar Faustino representando o BRDE. Com financiamento do Banco no valor de R$ 20 milhões para investimentos em obra civil, instalações e aquisição de equipamentos, a nova unidade aumenta de 7,6 para 12,6 toneladas por hora a sua capacidade de produção.
A nova construção que possui 11.788,61 m² abriga o setor de beneficiamento de arroz, refeitórios, instalações sanitárias, prédio administrativo, auditório e guarda de insumos, solucionando os problemas do processo industrial que até então era feito em duas plantas industriais com distância de 2,5 km.
A Cooperativa atualmente possui cinco unidades industriais, sendo três em Massaranduba, uma em Jaraguá do Sul, SC, e outra em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul.

Agroindústria e energias renováveis foram as áreas que concentraram o maior número de operações na Agência do Rio Grande do Sul do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, conforme divulgado na manhã de segunda-feira (28) durante a coletiva de imprensa sobre o Balanço de 2015 da instituição. O BRDE também destacou o financiamento à inovação como estratégia para gerar desenvolvimento.
No setor agroindustrial, um financiamento de R$ 35 milhões em complemento aos R$ 70 milhões já financiados em 2014 viabilizará a duplicação da mais moderna fábrica de leite em pó do Brasil pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, em Cruz Alta. Quando concluída, a unidade será a maior em operação no Brasil, tendo capacidade para processar mais de dois milhões de litros de leite por dia, gerando cerca de 143 novos postos de trabalho.
No segmento de energias renováveis – uma das prioridades da Agência RS – foi relevante o apoio concedido pelo BRDE aos Parques Eólicos de Chuí, no município de mesmo nome, e de Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar e Chuí. O investimento total nesses projetos alcançou R$ 2 bilhões, sendo R$ 243 milhões apoiados pelo BRDE em 2015. “Esses investimentos contribuem para a revitalização de regiões economicamente deprimidas do Estado e estão alinhados com a estratégia do Banco de promover o desenvolvimento regional por meio de projetos que visem à sustentabilidade e à geração de energia renovável”, explicou Paulo Raffin, superintendente da Agência do Rio Grande do Sul.
Um exemplo de apoio à inovação e à introdução de novas tecnologias é o crédito concedido para a Bhio Supply, empresa com sede em Esteio, responsável pela fabricação e o desenvolvimento de produtos médico-hospitalares, em especial para videocirurgias. O BRDE aprovou financiamento no valor de R$ 2,16 milhões para o Projeto Feevale Techpark, em Campo Bom, cujo prédio abrigará o centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa, bem como permitirá a implantação do laboratório e de planta produtiva ANVISA Classe 4 para introdução de novos produtos no mercado de equipamentos médicos e hospitalares.
O superintendente da agência do RS informou que o BRDE superou a marca de 10 mil clientes atendidos no Estado em 2015, distribuídos por 437 municípios gaúchos. “Isso mostra a grande capilaridade do BRDE no Estado. Encerramos 2015 com 87,92% dos municípios atendidos com algum financiamento, seja para empresas, cooperativas ou produtores rurais”, disse Raffin.
No ano passado foram fechados contratos de financiamento no montante de R$ 804,8 milhões, o que permitiu a geração ou a manutenção de 7.255 postos de trabalho.

No Paraná, um dos destaques operacionais de 2015 foi a diversificação de fontes de recursos disponibilizados para seus clientes

Os resultados do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE de 2015 foram divulgados na manhã de segunda-feira (28) com números positivos, incluindo um lucro líquido de R$ 263 milhões. A atuação da agência do Paraná em 2015 destacou-se pela diversificação da fonte de recursos e pelos investimentos em infraestrutura e avicultura.
O BRDE fechou o ano de 2015 com lucro líquido de R$ 262,99 milhões, o maior da história da instituição em seus 55 anos. A atuação da agência do Paraná destacou-se pela diversificação da fonte de recursos e pelos investimentos em infraestrutura e avicultura. A divulgação do lucro recorde da instituição aconteceu em coletiva de imprensa realizada no Palacete dos Leões em Curitiba, com a presença do governador Beto Richa.
No Paraná, um dos destaques operacionais de 2015 foi a diversificação de fontes de recursos disponibilizados para seus clientes. Foram fechados contratos com repasses não só do BNDES, mas também da FINEP, FGTS e FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste).
“Em 2015, conseguimos fechar contratos com repasses não só do BNDES, mas também da FINEP, FGTS e FCO [Fundo Constitucional do Centro-Oeste. Isso é resultado do foco do banco em inovação e também pode ser observado pelas operações de infraestrutura de saneamento e nos investimentos no Mato Grosso do Sul, com recursos do FCO”, comentou o superintendente da agência do BRDE no Paraná, Paulo Cesar Starke Junior.
O diretor de Operações do Banco, Wilson Quinteiro, explicou que a diversificação tem sido muito positiva para a Agência Paraná. “Dos R$ 12 bilhões aplicados nos estados da Região Sul, R$ 5,2 bilhões estão hoje no estado do Paraná, o que representa 42% de tudo o que o Banco aplicou. E esse índice tem se mantido estável nos últimos anos”, disse Quinteiro.
O diretor Administrativo do BRDE, Orlando Pessuti, destacou a postura assertiva no crédito que resultou, em 2015, em baixa inadimplência, o que vem proporcionando ao BRDE uma estrutura de capitais sólida, demonstrada pelo Índice de Basiléia de 16,74, que mede a relação entre o capital próprio do banco e os riscos de crédito assumidos pela instituição.
“O número de 16,74 aponta para uma instituição com flexibilidade para definir suas estratégias de desenvolvimento e que otimiza sua capacidade de oferecer crédito, função primordial de um banco de fomento como o BRDE”, disse Pessuti. O índice de inadimplência de 30 dias fechou em 3,11% ao final de 2015, contra 2,54% registrado em 2014. O de 90 dias, mais usado pelo mercado, foi de 1,81% no fechamento de 2015, contra 3,36% do SFN.
 
DESTAQUES NO PARANÁ
Entre as operações de crédito de 2015 no âmbito do FGTS, destaca-se o financiamento de R$ 58,5 milhões para a ampliação e consolidação dos sistemas de esgotamento sanitário nos municípios de Matinhos e Pontal do Paraná, Litoral do Estado. O investimento no projeto será de R$ 252 milhões, em operação consorciada com a Caixa Econômica Federal, pelo programa FGTS – Saneamento para Todos.
Entre as operações com recursos do FCO, está o apoio ao desenvolvimento da avicultura no Mato Grosso do Sul, por meio do financiamento ao grupo paranaense Pluma. Foram firmados 10 contratos com o grupo, no valor total de R$ 16,07 milhões para a construção de 28 aviários. O BRDE é repassador de recursos do FCO desde 2011. Em 2015, aplicou R$ 59 milhões do fundo em 64 projetos.
Ainda no segmento de avicultura, o Paraná foi responsável pela contratação de R$ 393,20 milhões em 2015, com 269 contratos firmados. Isso corresponde a 25% de todas as contratações feitas pelo BRDE no Estado.
 
NÚMEROS DO PARANÁ
O BRDE tem atualmente mais de R$ 12 bilhões de seus ativos aplicados na economia da Região Sul, dos quais R$ 5 bilhões no Paraná, com prazo de retorno aproximado de 9 anos. Contribuiu para o resultado o aporte de R$ 200 milhões feito pelo Governo do Estado em 2014.
A Agência Paraná do BRDE bateu um recorde histórico em 2015, com a contratação de R$ 1,53 bilhão em financiamentos, superando com folga a meta de operações estipulada para o ano, de R$ 1 bilhão. As operações no Paraná em 2015 resultaram na criação de 7.505 postos de trabalho e na geração de R$ 390 milhões de ICMS.
Para 2016, a agência paranaense tem um orçamento de R$ 1,33 bilhão para financiar projetos de todos os segmentos do setor produtivo. As contratações devem ser puxadas por projetos do agronegócio, energia e infraestrutura para municípios.

 A Agência do BRDE em Santa Catarina apresentou os resultados do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, em Florianópolis, na manhã da segunda-feira (28), em coletiva de imprensa. Além do lucro líquido de R$ 263 milhões, a agência divulgou os investimentos em inovação e tecnologia, energia e financiamento a cooperativas como os principais destaques de 2015.
Em 2015, no âmbito do Programa BRDE INOVA, foram apoiados 34 projetos. O Superintendente da Agência, Nelson Ronnie, destaca que essa atuação representou 8,0% do total contratado pelo BRDE no Estado, o equivalente a cerca de R$ 82 milhões. “A atuação do BRDE nesse segmento garantiu ao banco a liderança nos repasses de recursos da FINEP por meio do programa Finep Inovacred”, destaca.
No ramo de energia elétrica, no ano passado, seis projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis foram apoiados, representando financiamentos da ordem de R$ 55 milhões ou 5,4% do total contratado pelo BRDE no Estado. “Esses números mostram o compromisso do BRDE com o desenvolvimento econômico sustentável e com o Programa Catarinense de Energias Limpas, SC+Energia, em que somos membros do comitê gestor”, destacou Ronnie.
A Aurora Alimentos e suas 11 cooperativas filiadas foram beneficiadas com o maior contrato de financiamento do BRDE em SC em 2015: R$ 150 milhões. O valor compõe o investimento de R$ 345 milhões para a aquisição do frigorífico da paranaense Cocari pela Aurora, o que eleva a capacidade de abate de aves da cooperativa para 1.050 frangos/dia.
 
NÚMEROS DO BRDE EM SANTA CATARINA

O Espaço Cultural BRDE em Curitiba, que funciona no Palacete dos Leões, informa que o prazo de envio de propostas para exposições de artes visuais no período 2016-17 foi prorrogado. O prazo, que terminaria no próximo dia 30, foi estendido até 30 de junho de 2016.
Para mais informações, acesse a página do Espaço ou ligue para (41) 3219-8184.

Maior lucro do Banco em sua história, resultado recorde representa aumento de 24,11% ante 2014.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE – fechou o ano de 2015 com lucro líquido de R$ 262,99 milhões, o maior da história da instituição em seus 55 anos. O valor representou um incremento de 24,11% frente a 2014, quando o Banco encerrou o ano fiscal com lucro líquido de R$ 211,90 milhões.
Contribuiu para o resultado do período o aumento da receita de intermediação financeira, que passou de R$ 1,04 bilhão em 2014 para R$ 1,2 bilhão em 2015, um crescimento de cerca de 17,00%. Também influenciaram o resultado a adesão do BRDE ao REFIS e a Venda de Bens não de Uso.
As contratações do BRDE cresceram 21,2% em 2015, quando comparadas ao ano de 2014, atingindo R$ 3,35 bilhões. O montante representou um total de 6.965 novas operações de crédito. As liberações de recursos, por sua vez, totalizaram R$ 2,84 bilhões e as operações aprovadas chegaram a R$ 3,48 bilhões.
O cenário econômico adverso foi fator preponderante para o aumento de 38,9% na despesa provisão para créditos de liquidação duvidosa, que passou de R$ 109,94 milhões registrados em 2014 para R$ 152,714 milhões em 2015. O índice de inadimplência de 30 dias fechou em 3,11% ao final de 2015, contra 2,54% registrado em 2014. A inadimplência de 90 dias do BRDE foi de 1,81% no fechamento de 2015, contra 3,36% do Sistema Financeiro Nacional.
A postura assertiva no crédito que resulta em baixa inadimplência, tem proporcionado ao BRDE uma estrutura de capitais sólida, demonstrada pelo Índice de Basileia de 16,74.
O Patrimônio Líquido do BRDE atingiu aproximadamente R$ 2,34 bilhões. O Capital Social aferido em dezembro de 2015 foi de R$ 888,57 milhões, resultado da incorporação de reservas de R$ 150 milhões no primeiro semestre de 2015 e de nova capitalização de reservas no montante de R$ 53,26 milhões no segundo semestre.
DESTAQUES OPERACIONAIS
As operações contratadas pelo BRDE viabilizarão investimentos totais da ordem de R$ 4,81 bilhões na Região Sul, com a geração de R$ 497,8 milhões ao ano de ICMS para os estados controladores. Esses investimentos permitirão a geração ou manutenção de mais de 38 mil postos de trabalho na região.
Tipo de operação – O saldo das operações de créditos do BRDE somou R$ 12,36 bilhões em 2015, um incremento de 10,63% frente aos R$ 11,16 bilhões de 2014. O saldo dos financiamentos rurais e agroindustriais totalizou R$ 7,35 bilhões no fim de 2015, frente aos R$ 6,30 bilhões de 2014, o que aponta um crescimento de 16,60% na carteira de crédito de financiamentos desse tipo.
Os demais financiamentos somaram R$ 4,83 bilhões em dezembro de 2015, um aumento de 2,94% na comparação com igual período de 2014, quando o montante aferido foi de R$ 4,69 bilhões.
Segmentos da economia – O setor agropecuário continua concentrando a maior parcela da carteira de créditos, com R$ 4,23 bilhões, seguido pela Indústria, com R$ 3,58 bilhões. A agropecuária respondia, em 31 de dezembro de 2015, a 34,2% da carteira de crédito, enquanto a indústria era responsável por 29,0%.
O destaque, no entanto, ficou com o setor de Infraestrutura, que apresentou um incremento de 23,72% nos saldos da carteira de crédito em 2015 quando comparado a 2014. O volume financiado para o segmento atingiu R$ 2,108 bilhões em 2015, frente a R$ 1,704 bilhão de 2014, o que representava 17,01% da carteira de crédito. Transporte e Armazenagem lideraram, com números que superam R$ 1 bilhão.
O desempenho do setor de comércio e serviços apresentou um incremento de 14,09%, com o saldo de financiamentos somando R$ 2,43 bilhões em dezembro de 2015, equivalente a 19,7% da carteira de crédito. No mesmo período de 2014, esse número alcançou R$ 2,13 bilhões.
PERSPECTIVAS 2016
O Orçamento do BRDE prevê atingir R$ 3,89 bilhões em novas operações de crédito em 2016. A agropecuária deverá responder pela maior parte, com 35,8% do total,seguida pelo setor de infraestrutura, com 26,9%, pela indústria, com 23,0%, e pelo setor de comércio e serviços, com 14,3%.
 Balanço 2015
 

Dos R$ 60 milhões previstos para serem investidos no Paraná neste ano, R$ 46,87 milhões já estão sendo contratados.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está reforçando sua atuação junto ao setor público e prevê financiar R$ 60 milhões aos municípios paranaenses em 2016. Os recursos fazem parte do BRDE Municípios, programa criado no ano passado pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, controladores do banco. A agência paranaense prevê um total de R$ 150 milhões para empréstimos em três anos, somente no Estado.
Os recursos são destinados, principalmente, para obras de infraestrutura nos municípios, em um momento em que a maioria das prefeituras enfrenta dificuldades para fazer investimentos, por causa da crise econômica, que derrubou a arrecadação e os repasses do governo federal. O programa é realizado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, por meio do Paraná Cidades.
“O BRDE Municípios surge para contribuir ainda mais com o desenvolvimento da Região Sul. É uma oportunidade para cidades de todos os tamanhos ganharem mais capacidade para investir em projetos que melhorem a qualidade de vida da população”, diz Orlando Pessuti, diretor Administrativo do banco.
“Na dificuldade que vive o país, os municípios ficam impedidos de realizar obras importantes de pavimentação, saneamento, construção de escolas e unidades de saúde. Por isso o BRDE está dando sua parcela de contribuição”, afirma Wilson Quinteiro, diretor de Operações do banco.
CONTRATADOS – A maioria dos recursos é para 2016, no entanto, deve ser contratado até junho, por conta da lei eleitoral, explica Sérgio Sato, gerente de operações adjunto responsável pela carteira do setor público. “O ano de 2016 é um ano atípico também por conta das eleições. Por respeito à lei eleitoral, as contratações têm que ser feitas até o início de junho, então a tendência é que esses recursos sejam contratados ainda no primeiro semestre”, diz Sato.
Dos R$ 60 milhões previstos para o ano, R$ 46,87 milhões já estão sendo contratados. Deste valor, R$ 40,47 milhões foram destinados para obras de infraestrutura urbana e viária em Araucária, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande, Quatro Barras e Pato Branco. A contrapartida dos municípios é de R$ 6,52 milhões. Outros R$ 6,4 milhões vão para obras de pavimentação em Cascavel, projeto anunciado na última quinta-feira (17).
O orçamento para os municípios faz parte dos R$ 1,33 bilhão previstos para financiamentos (públicos e privados) pela agência do BRDE em Curitiba em 2016. As contratações devem ser puxadas por projetos do agronegócio, energia e infraestrutura para municípios.
TRÊS VERTENTES – O programa BRDE Municípios tem três eixos principais de financiamento. Um deles é saneamento e mobilidade urbana, que envolve drenagem, tratamentos de resíduos sólidos e líquidos, pavimentação, iluminação pública, ciclovia.
O segundo eixo, que é o de infraestrutura social, urbana e rural, envolve escolas, postos de saúde, centros comunitários, melhorias em estradas vicinais, distritos industriais, infraestrutura turística. A outra vertente do programa é do desenvolvimento institucional, qualificação, modernização de processos e sistema.

Novo Fundo de Investimentos em Participações terá até R$ 200 milhões para investir em empresas inovadores, com grande potencial de crescimento e lucro.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a Fomento Paraná e a Inseed Investimentos apresentaram nesta quinta (17), em evento na sede do BRDE em Curitiba, o novo Fundo de Investimento em Participação Criatec 3.
O fundo, que reúne R$ 200 milhões para investimento em empresas de alto potencial de crescimento em todo o país, conta com aportes do BRDE e da Fomento Paraná. O BRDE fará um aporte de R$ 12 milhões e a Fomento Paraná, de R$ 1,5 milhão.
É a primeira vez que as duas instituições participam de um fundo de participação em investimentos como cotistas. O objetivo no momento é assegurar que empresas e projetos situados no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul possam ser apoiados pelo Criatec 3.
A prioridade do fundo Criatec 3 é investir em empresas dos setores de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), agronegócio, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais. O investimento será feito em empresas com faturamento anual de até R$ 12 milhões.
“Estamos vendo o BRDE cumprir sua missão enquanto instituição de desenvolvimento da Região Sul, oportunizando agora, junto com a Fomento Paraná, novos investimentos no setor de inovação”, disse o diretor de Operações do Banco, Wilson Quinteiro. “Além do Criatec, estamos organizando um novo fundo, com investimentos de R$ 5 milhões”, acrescentou.
O presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, afirma que a entrada em um Fundo de Investimento Participação é um passo muito importante para a instituição e para o Estado, que foi o último estado a aderir a essa modalidade de fundo.
“O capital semente é uma ponta que faltava fechar no circuito do investimento no Estado” afirmou Juraci Barbosa. “O apoio à inovação, à pesquisa e desenvolvimento, são objeto do Plano de Governo, porque são fatores essenciais para o desenvolvimento de uma nação. Este é um campo inesgotável, que está avançando, e do qual queremos fazer parte”, destacou.
Segundo Juraci Barbosa, a adesão a fundos como o Criatec 3 e o Fundo Sul Inovação, apoiado pela FINEP, representa um grande passo para consolidar o Paraná como um estado amigável ao empreendedorismo e às empresas e pessoas que se dedicam a inovar
O Criatec 3 será gerenciado pela empresa Inseed Investimentos. “O Criatec é um fundo voltado a empresas com características inovadoras. O fundo investe diretamente na empresa, fica sócio dela e desenvolve com o empreendedor projetos de inovação”, explicou o diretor-sócio da Inseed, Alexandre Alves.
“Normalmente as áreas de tecnologia de informação, pela sua própria natureza, estão mais preparadas para receber investimentos de fundos como o Criatec, mas é importante diversificar. No Paraná, onde a agricultura e a pecuária são altamente desenvolvidas, podemos encontrar bons projetos de inovação nessas áreas”, disse o diretor Administrativo do BRDE, Orlando Pessuti.
O secretário estadual da Ciência e Tecnologia, João Carlos Gomes, disse que o Criatec é um mecanismo indispensável para alavancar o setor de inovação no Paraná. “É um fundo que aglutina os setores público, privado e produtivo ligados à inovação. Essa ação do BRDE e Fomento Paraná, comprova que o nosso Estado tem estrutura de financiamento consolidada na área de financiamento a projetos inovadores”
A intenção do fundo é atuar nesses segmentos em busca de empresas inovadoras com bons projetos, que possuem grande potencial de crescimento, mas que normalmente tem dificuldade em captar ou reunir recursos suficientes para alavancar o empreendimento, por falta de garantias de retorno do valor investido.
Em geral trata-se das chamadas startups ou negócios nascidos em incubadoras tecnológicas, que precisam de um aporte inicial para capitalização e crescimento.
O FUNDO – O Criatec 3 será gerenciado pela Inseed Investimentos, empresa que venceu o edital lançado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. De acordo com os planos da empresa, o fundo poderá investir em 36 empresas inovadoras em estágio inicial entre os anos de 2016 e 2019.
Cabe ao gestor do fundo identificar e selecionar as empresas que receberão os investimentos. A seleção é feita a partir da análise da proposta de inovação, que deve preferencialmente estar direcionada à resolução de um problema de mercado claro e economicamente relevante.
Outro ponto importante é que a inovação não seja facilmente replicável por outras companhias, o que permitiria a entrada de concorrentes no mercado.
Além disso, o perfil do empreendedor deve estar atrelado à inovação e ao mercado de atuação. Para submeter um negócio à avaliação do fundo, o empreendedor deve preencher um formulário disponível no site www.inseed.com.br/criatec3.
GESTÃO — Os fundos de investimentos em participação, ou ‘capital semente’ são fundos fechados, que podem investir em companhias abertas ou fechadas, sempre como um projeto de longo prazo. Ao decidir fazer um aporte em uma empresa o fundo passa a ter participação na gestão no empreendimento e apoiar a tomada de decisões.
Entre as vantagens desse processo estão o alto potencial de maturação e retorno do investimento e a transparência nos processos de governança corporativa, permitindo uma visão clara e segura do que está acontecendo com cada projeto de investimento.
No Brasil, esses fundos são utilizados para apoiar projetos e empresas de menor porte e apoiam setores de atividade de interesse do estado. Por isso contam com a participação de instituições financeiras públicas, como BNDES e FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Entre prospecção, aceleração do investimento e desinvestimento, o processo de um fundo pode levar entre cinco e oito anos para obter o resultado desejado.
 

A Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul – MOVERGS e o BRDE assinaram acordo de cooperação técnica nesta quinta-feira (17), durante a 20ª Movelsul, em Bento Gonçalves. O Banco disponibilizará linhas de crédito para as empresas associadas à MOVERGS, em apoio a projetos que enfatizam a sustentabilidade ambiental, no âmbito do Programa BRDE PCS – Produção & Consumo Sustentáveis.
“Nosso objetivo é promover a conjugação de esforços para o desenvolvimento econômico das indústrias moveleiras estabelecidas nas áreas de atuação do Banco. O momento é de construir parcerias”, disse o vice-presidente do BRDE, Odacir Klein, que firmou o documento com o presidente da MOVERGS, Volnei Benini. Klein enfatizou a importância da interação com as indústrias neste momento de dificuldades econômicas. “O que nós estamos firmando aqui, hoje, é um compromisso de interação. Conjuntamente, vamos divulgar as nossas linhas de crédito e buscar novos interessados nos diversos programas de financiamento que o Banco disponibiliza”, afirmou, acrescentando que a indústria moveleira que está expondo na Movelsul dispõe de crédito junto ao BRDE.
Parcerias pelo desenvolvimento
Segundo o vice-presidente, o evento promovido pela Associação é grandioso e mostra ao Brasil e ao mundo que a indústria moveleira não está parada. “Apesar das dificuldades presentes, não estão assustados e trabalham para construir caminhos de desenvolvimento. E nós, do BRDE, auxiliamos para que esse caminho seja trilhado com segurança e garantias”, sublinhou.
Odacir Klein contou ter presenciado a evolução da indústria desde muito novo, acompanhando o trabalho de seu pai em uma pequena fábrica de móveis no interior de Getúlio Vargas. “Naquela época, a fábrica contava com apenas quatro ou cinco pessoas e meu pai – que era marceneiro – também desenhava, criava os móveis e tudo mais. Esta indústria cresceu, evoluiu e hoje tem um potencial enorme como geradora de empregos, de renda, de ICMS e desenvolvimento”, observou.
Para o presidente da MOVERGS, o ato de assinatura do contrato com o BRDE é um momento especial para celebrar parcerias e fortalecer os elos entre aqueles que impulsionam o setor moveleiro. “É missão da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul atuar em prol do fomento de oportunidades para o crescimento das indústrias da cadeia produtiva de madeira e móveis. E, para que isso se torne realidade, o BRDE é o parceiro ideal. Unir para fortalecer, renovar para crescer”, destacou Volnei Benini.
Participaram do evento o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin; o vice-prefeito, Mário Gabardo; o presidente do Sindimóveis e Movelsul 2016, Henrique Tecchio; o presidente da FIMMA Brasil 2017, Rogerio Francio; o presidente da CIC de Bento, Laudir Piccoli; o presidente da Expobento, Rafael Zanetti; o presidente da AFFEMAQ, Fabricio Zanetti; a vice-presidente da CIERGS e representante da ABIMÓVEL, Maristela Cusin Longhi; o gerente do BRDE para a Região da Serra, José Rafael Wojtowicz, e diversas autoridades municipais e empresariais.
MOVERGS: força para a inovação
A MOVERGS congrega cerca de 250 empresas associadas, sendo a entidade representante das mais de 2.700 indústrias do segmento existentes no Estado, o que equivale a 13,3% das empresas do Brasil. Em 2015, as indústrias de móveis gaúchas produziram 85,3 milhões de peças e faturaram cerca de R$ 7 bilhões. Também foram responsáveis pela exportação de 183 milhões de dólares e geraram mais de 39 mil postos de trabalho.
Para o setor moveleiro gaúcho, a MOVERGS é uma importante aliada na busca pelo fortalecimento das empresas em toda a cadeia produtiva do segmento, altamente competitivo e com permanente demanda por inovação. Nesse sentido, a MOVERGS promove uma intensa agenda de eventos que estimulam a adoção de novas tecnologias e ferramentas para ampliar os negócios e as perspectivas das indústrias. Entre as feiras já consagradas encontra-se a FIMMA Brasil, que se realiza em Bento Gonçalves de dois em dois anos, e conta com a participação e o apoio do BRDE.
A 13ª FIMMA Brasil já tem data marcada: ocorrerá de 28 a 31 de março de 2017, em Bento Gonçalves.

A cidade de Não-me-Toque, no Rio Grande do Sul, sediou uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, a 17ª Expodireto Cotrijal, de 7 a 11 de março. Durante o evento, o BRDE recebeu pedidos de financiamento que, somados, atingem R$ 101 milhões.
O gerente de Planejamento da agência BRDE no Rio Grande do Sul, Alexander Leitzke, explica que as solicitações estão concentradas em projetos de armazenagem, irrigação e em linhas específicas para cooperativas. “Ficamos muito satisfeitos com a demanda que encontramos na feira, considerando o momento econômico. A Expodireto é um grande evento e continua tendo um potencial de geração de negócios muito atrativo.”
A Cotrijal, cooperativa organizadora da feira, divulgou que durante os cinco dias de evento passaram pela Expodireto mais de 210 mil pessoas. O volume de negócios fechados superou R$ 1,58 bilhão, o que representa um recuo de 28% frente ao ano anterior. As instituições financeiras foram responsáveis por R$ 1,23 bilhão em negócios.
COASA – Entre os protocolos de intenções firmados durante o evento pelo BRDE, estão investimentos de R$ 8,2 milhões da Cooperativa Agrícola Água Santa Ltda. – COASA, para o projeto de ampliação das unidades de armazenagem de grãos em Caseiros e Laranjeiras. A operação possibilitará também a construção de uma nova unidade em David Canabarro, bem como a aquisição de equipamentos para melhorar a logística junto aos associados da COASA.
O presidente da COASA, Orildo Belegante, salientou o papel do BRDE no crescimento da cooperativa. Segundo ele, a COASA deve ao apoio do BRDE o porte e o volume de negócios que alcançou, pois desde o primeiro financiamento, em 2005, todos os projetos de ampliação das operações e de expansão da área de atuação têm sido realizados com suporte do Banco.
Para Leitzke, foi uma satisfação estar presente na assinatura do protocolo, 11 anos depois do primeiro financiamento. Isso porque ele foi um dos analistas que recomendou o crédito ao primeiro projeto. “O reconhecimento da importância dessa primeira operação para a cooperativa, assim como as que se seguiram – que envolveram muitos outros analistas – foi, para nós, motivo de grande satisfação e recompensa profissional.”
O Banco também assinou protocolo de intenções com a Universidade de Passo Fundo – UPF, para disponibilizar linhas de crédito para pequenas, médias e grandes empresas ligadas ao Polo Científico e Tecnológico da UPF. Estiveram no espaço do BRDE o reitor da UPF, José Carlos Carles de Souza, e o coordenador do Polo Científico e Tecnológico da UPF, Marcos Citolin. Ambos destacaram o objetivo compartilhado pelo BRDE e a UPF de fomentar iniciativas inovadoras em todos os setores.
O BRDE também firmou o Termo de Cooperação com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul – SEAPA referente à conservação do solo e da água.