BRDE

Na noite de segunda-feira, dia 3, o Espaço Cultural BRDE deu as boas vindas a semana do meio ambiente e a exposição coletiva Coleção Palmae: topos de grandes folhas. A mostra reúne obras de diferentes técnicas de 5 artistas residentes em Minas Gerais, Andressa Boel, Beatriz Rauscher, Mariza Barbosa, Nikoleta Kerinska e Priscila Rampin.
O trabalho conjunto começou em um grupo de estudos na Universidade Federal de Uberlândia, onde elas enquanto alunas e professoras discutiam técnicas artísticas e realizavam experimentações. Todas já haviam trabalhado a temática da natureza em seus trabalhos individuais. Mariza Barbosa relata que uma de suas performances artísticas consistia em passar um tempo em baixo de uma árvore de Ipê, aguardando que as flores caíssem sobre a artista. A atitude, que poderia ser rotineira a todos que se dispusessem a observar a natureza com calma, acabava sendo inusitada, e chamando a atenção dos passantes, nesse universo da rapidez em que vivemos.
Andressa Boel conta que o estudo partiu da descoberta de que um pesquisador da Universidade mantinha várias de palmeiras de diferentes espécies, que chamava de coleção. A visita a este “acervo natural” motivou outras expedições por pequenas áreas de preservação do cerrado na região de Uberlândia, patrimônios naturais que abrigam além das plantas nativas, as principais bacias hidrográficas do país.
A exposição busca aproximar o público dessa natureza tão restrita, que vive em constante ameaça por conta dos longos períodos de seca e das queimadas. Beatriz Rauscher narra que em uma das visitas à floresta, uma queimada havia acabado de ser contida. As artistas encontraram pequenos tocos que antes foram enormes troncos carbonizados, e não deixaram de retratar esse momento em algumas das obras.
Para conhecer o Cerrado sem sair de Santa Catarina, visite a exposição Coleção Palmae: topos de grandes árvores no Espaço Cultural BRDE até 28 de junho. A visitação ocorre das 9h às 19h com entrada gratuita.

 

Como despedida da mostra ‘Impressões em Tempo’ ao Espaço Cultural BRDE, as artistas Roberta Kramer e Nara Guichon se reuniram no dia 25 de abril para uma demonstração de suas técnicas.
Durante a tarde com o público, Roberta deu uma demonstração utilizando aquarela vegetal, mesmo pigmento utilizado em suas obras. A artista utiliza frutas, água de cozimento e plantas de seu próprio jardim, mostrando que a arte pode ser democrática.
Logo depois, Nara conversou sobre sustentabilidade, um dos principais temas de seu trabalho. Nara utiliza redes de pesca industrial que seriam descartadas para fazer esculturas e tricô. Dessa maneira, o material não vai parar nos oceanos, e levanta um importante debate sobre nossa relação com o meio ambiente.
Não deixe de conferir as próximas exposições do Espaço Cultural BRDE.

A mostra Impressões em Tempo, de parceria entre as artistas Nara Guichon e Roberta Kremer abriu na noite de ontem (03), no Espaço Cultural BRDE.
Os convidados prestigiaram as obras que apresentam uma reflexão sobre nossa relação com a natureza. As telas de Roberta são produzidas com plantas do próprio jardim e tintas caseiras – água do cozimento de alimentos, por exemplo –  criando formas abstratas e orgânicas.
As esculturas de Nara são produzidas com redes de pesca que geralmente acabam sendo esquecidas nos oceanos, prejudicando a vida marinha. A artista recolhe esse material em galpões de pesca, e as diferentes cores aparecem por conta da ação do tempo ou da pintura ecológica feita pela artista.
Os projetos das artistas conversam em torno da valorização dos nossos recursos naturais, além de propor uma reconexão harmoniosa com a natureza. O uso de materiais que seriam descartados, como as redes e as cascas de alimentos, apresentam obras de arte conscientes e acessíveis.
‘Impressões em Tempo’ fica no Espaço Cultural BRDE até o dia 30 de abril das 19h às 22h. A visitação é gratuita, não deixe de conferir.

As obras do artista Leandro Serpa já podem ser visitadas no Espaço Cultural BRDE. A mostra ‘A Presença da Matéria’ inaugurou na noite de quinta-feira (12) e representa a imersão do artista pela técnica da monotipia.
O processo de imprimir a imagem uma única vez difere a monotipia de outras técnicas de gravura, como a xilogravura por exemplo. Leandro mistura diversos materiais e linguagens em suas obras, utiliza poesias escritas à mão e objetos pessoais “manchados” com o tempo.
Entre os pigmentos, o artista faz experiências para cada composição. Há marcas de vinagre, de tinta, de frutas e de xilogravuras antigas. Cada peça possui texturas e relevos únicos, causando reações e interações diferentes com o público.
As 22 obras da série ‘A Presença da Matéria’ conectam o expectador a busca do artista por novas narrativas e materiais, alternativos aos clássicos do mundo da arte. A exposição fica aberta à visitação até o dia 29 de março das 9h às 19h de segunda a sexta e é gratuita.

A exposição coletiva Essência Negra, inaugurada ontem (7) no Espaço Cultural BRDE, traz obras das artistas Fernanda Jerônimo e Simone de Fáveri. Até o dia 30 de novembro a mostra celebra o mês da Consciência Negra.
O contraste do colorido das pinturas digitais de Fernanda aos tons terrosos e naturais das esculturas e pinturas em tinta artesanal de Simone, traduzem em arte o amor e interesse pelas referências africanas e afro-brasileiras das multifacetadas artistas.
Em uma perspectiva moderna da cultura afro-brasileira, Fernanda pintou mulheres negras que representam amor, liberdade, e a força da mulher que sabe quem é. Fernanda enfatiza em suas obras a descoberta da identidade, autenticidade e poder da mulher negra.
Já as pinturas e esculturas de Simone de Fáveri remetem ao antigo, as obras representam os povos africanos Surma e Mursi, habitantes do vale do Rio Omo, na Etiópia. Esses povos cultivam ainda uma rica cultura de contato com a natureza, preservada pelas condições geográficas. Eles realizam rituais, pinturas corporais à base de argila e se embelezam com a terra e as plantas.
A exposição fica aberta à visitação até o dia 30 de novembro das 9h às 19h de segunda a sexta e é gratuita.

A abertura da mostra As Linhas do Corpo lotou o Espaço Cultural BRDE na última terça-feira (4).
Mesmo com a noite fria, cerca de 90 visitantes vieram conferir as histórias contadas por meio das linhas e agulhas. As telas estampadas de emoções, sensações e experiências vividas pelas 28 bordadeiras convidadas deram vida à galeria. Histórias de gestação, de luta contra doenças como o câncer, de amizades e afetos, de espiritualidade e sexualidade.
A noite de abertura da mostra coletiva contou ainda com música ao vivo da artista Larissa Lis, que compôs uma música especialmente para a exposição.
A bordadeira e psicóloga Susan Mariot enfatizou a importância dos temas abordados e agradeceu a dedicação de cada uma para o sucesso da mostra.
“Bordar as linhas do corpo é de uma imensidão inimaginável. Todas nós mergulhamos nessa imensidão. Bordar o corpo é enfrentar tabus encontrados na sociedade e lidar também com os que criamos dentro de nós.”
A mostra segue aberta para visitação até o dia 29 de setembro. Entrada gratuita.

O Espaço Cultural BRDE abriu na noite de terça-feira (7), a mostra Movimentando ArteBio da artista plástica Débora Raizer.
A mostra, aberta à visitação até o dia 31 de agosto, é composta de telas e garrafas pintadas de vida, insetos, animais, plantas e rios, retratando também a interação entre as figuras do meio ambiente.
Débora aplica nas obras o olhar de expectadora dos processos da natureza que acontecem em meio ao cotidiano da cidade, buscando a poesia nos detalhes e na imaginação, “Na atual fase faço um resgate da beleza e poesia do meio ambiente, tudo que nos cerca e nos faz sentir vivos. Meu objetivo é levar cor e imaginação para a vida das pessoas”, explica.
A artista é natural de Rio do Sul, Santa Catarina, começou a rabiscar e desenhar na infância, sendo influenciada na carreira artística pela mãe, também artista plástica. A intuição para Débora, é um meio de deixar-se levar a novos estilos artísticos e possibilidades. A técnica utilizada no conjunto de obras Movimentando ArteBio é a acrílica sobre tela e eucatex.

O Espaço Cultural BRDE estreou ontem (5), a mostra Diálogos do Inconsciente, da artista Suzete Herrmann.
Mesmo com a noite chuvosa, cerca de 70 pessoas compareceram à abertura da exposição, que reuniu obras de pintura espontânea e dripping. Muitos visitantes impressionaram-se com a técnica e ficaram curiosos sobre o processo criativo da artista.
Durante 4 anos, Suzete se limitou a fazer releituras de artistas famosos em um ateliê de pintura. Foi somente 15 anos depois que a artista resolveu voltar às telas. Dessa vez, recusou professores, escolas e aulas de técnicas de pintura, e partiu para as experimentações, criando sua primeira drip-painting.
A obras seguem a linha do Expressionismo Abstrato, movimento artístico iniciado nos anos 40 caracterizado pela intensidade emocional e estética anti-figurativa das obras. Como processo de autoconhecimento, esta forma de Pintura Espontânea permite que símbolos pessoais se expressem sem crítica ou repressão, de forma intuitiva e inconsciente.
Além de se dedicar a arte, Suzete atua como psicóloga e arteterapeuta. Como escritora lançou por conta própria em 2009, o romance “Os Segredos de Serena”, na Feira do Livro, em Lajeado – RS e desde 2011 mantem o blog bySuzete.com sobre diversos temas, incluindo a Arteterapia.
Suzete Herrmann dedicou uma fala para agradecer aos visitantes e organizadores da mostra e do Espaço Cultural pela realização e sucesso da sua primeira exposição.
Além das obras, foi apresentado um vídeo com explicações do processo criativo e da teoria psicológica por trás deste tipo de arte.
A mostra fica aberta para visitação gratuita até o dia 29 de junho, de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Na última quinta-feira (3), cerca de 80 visitantes passaram pelo Espaço Cultural BRDE para conferir as obras do artista Paulo Gobbi na mostra Traço-Ponto, um olhar sobre o homem, o urbano e a natureza.
O artista, que por muitos anos esteve focado apenas no trabalho com a arquitetura e deixou de lado a vocação artística, mostrou-se muito contente em exibir ao público todo o trabalho realizado nos últimos dois anos.
“Expor no Espaço Cultural BRDE foi uma grande oportunidade para retornar e me re-lançar como projetista das artes do coração, livre de barreiras. Tenho um passado de histórias, sempre voltadas ao desenho à mão livre.”
Os desenhos na técnica bico de pena e pontilhismo apresentam sobreposição de pontos e traços, além de composições e desconstruções das formas geométricas, mescladas e associadas a elementos da natureza, rostos, corpos e silhuetas, em diferentes perspectivas, de figuras humanas. A abertura da mostra contou ainda com música ao vivo de Christian Wunderlich, tocando cítara.
O artista, arquiteto e urbanista, pratica o desenho desde a infância. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 1979 e atuou como professor do curso de graduação da UFSC por cerca de 30 anos. Atualmente é sócio-proprietário do escritório Gobbi Arquitetos Associados. Com a formação em arquitetura enriquecendo a arte, Gobbi relaciona o geometrismo arquitetônico ao processo de criação e explora a liberdade que a arte proporciona.
A mostra fica aberta para visitação gratuita até o dia 30 de maio.

O artista visual Rafael Carlan abriu o Festival Pinhole Day Floripa, no Espaço Cultural BRDE com oficina gratuita da técnica de fotografia Pinhole na quinta-feira, dia 26.
Os 13 participantes receberam câmeras artesanais feitas pelo artista com materiais simples. Depois de uma introdução à técnica, fotografaram o Centro de Florianópolis. Cerca de 10 segundos são suficientes para os registros. O processo seguinte foi o de revelação com os químicos na sala escura, um laboratório improvisado na própria galeria.
A técnica do “buraco de alfinete” não precisa de lentes, a câmera é feita em qualquer objeto similar a uma caixa, em tamanhos variados e onde não penetre luz. Nessa câmara escura se faz um furo pequeno que é exposto por alguns segundos a um objeto bem iluminado para formar a imagem no papel especial fixado dentro da caixa. A oficina contou também com as dicas de Lilian Barbon, participante do Festival Pinhole com a oficina que trabalha o processo de impressão Marrom Van Dyken, no próximo sábado (28), na Faferia DNA de Arte.
Ainda é possível conferir a mostra de fotografias pinhole de Rafael Carlan no Espaço Cultural BRDE, que encerra hoje (sexta).