BRDE

O Projeto Finanças Climáticas se desenvolve no âmbito do acordo de cooperação técnica entre a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e o Foreign & Commonwealth Office (FCO) do Reino Unido, com recursos do Fundo de Prosperidade Britânico (Prosperity Fund). Entre as ações previstas está o workshop ministrado pela Sitawi – maior consultoria da América Latina especializada em finanças sustentáveis – que se realizou no BRDE, em Porto Alegre, nesta segunda e terça-feira (11 e 12), envolvendo superintendentes, gerentes, técnicos e assessores das agências do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O BRDE e o BDMG foram as duas instituições financeiras selecionadas pela ABDE para integrar a etapa piloto do workshop Finanças Climáticas, após a realização de uma análise preliminar do posicionamento dos bancos brasileiros de desenvolvimento em relação às questões climáticas. A ideia é relatar os resultados dessa experiência aos demais bancos associados à ABDE em encontro a ser realizado em março, buscando ampliar o engajamento das instituições e qualificar as iniciativas de ação climática, segundo informou a gerente técnico-operacional da ABDE, Cristiane Viturino, acompanhada pela gerente do programa Energia e Finanças Verdes do Consulado-Geral Britânico no Rio de Janeiro, Erika Gouveia.
“O objetivo do workshop é auxiliar o BRDE no desenvolvimento de uma estratégia climática, aproveitando as oportunidades que podem advir de sua ‘carteira sustentável’, mediante a criação de indicadores apropriados e o desenvolvimento de metodologias para mensurar os benefícios dos projetos”, explica Pedro Preussler, do Departamento de Novos Negócios (DEPEN) da Superintendência de Planejamento e Sustentabilidade (SUPLA) do BRDE, que coordena internamente a ação. A participação nesse projeto situa-se no contexto de uma estratégia mais ampla que vem sendo empreendida pelo BRDE de apoio a empreendimentos sustentáveis e de diversificação de fontes de financiamento, com atuação em diversas frentes.
Programação
Na segunda-feira (11), na presença do diretor de Planejamento e Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, o diretor Gustavo Pimentel e a consultora Débora Masullo, ambos da Sitawi, apresentaram questões relacionadas à estratégia de finanças climáticas nas instituições financeiras, os objetivos gerais do projeto, aspectos de governança e sistemas, além da exposição inicial sobre a ferramenta de categorização de projetos.
Na terça-feira (12), o encontro teve continuidade com dinâmicas que possibilitaram a interação das equipes com os consultores e a testagem da metodologia para identificação de “projetos verdes”, desde a etapa de recebimento das solicitações de financiamento.

Por meio da utilização de mecanismos de renúncia fiscal, o BRDE aporta, a cada ano, recursos financeiros que viabilizam a realização de projetos de caráter social, cultural e esportivo relevantes para as comunidades dos três estados do Sul. Em 2018, o montante total distribuído foi de R$ 2.895.609,69 – um percentual do imposto de renda devido pelo banco que permanece na região para gerar bem-estar: mais assistência social, saúde, educação, valorização do patrimônio, cultura, promoção do esporte e do lazer.
No Rio Grande do Sul, a Agência do BRDE destinou R$ 963.575,29 a 28 projetos selecionados pela subcomissão interna e aprovados pela Direção dentre os 167 inscritos no portal do BRDE no âmbito do Estado. Desses, dois foram incentivados via Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon); um pelo Programa Nacional de Atenção à Pessoa com Deficiência (Pronas); 12 pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); três pelo Fundo do Idoso; seis pelo Fundo da Infância e da Adolescência; e quatro por meio da Lei do Esporte. A maior parte dos projetos se desenvolve na capital e Região Metropolitana, mas foram contemplados outros 10 municípios gaúchos: Cachoeira do Sul, Campinas do Sul, Canoas, Gramado, Montenegro, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santiago e Vacaria.
Cultura e educação
Entre os contemplados via Lei Rouanet, estão a Bibliotheca Pública Pelotense, que fará aquisição de equipamento para digitalização e manutenção de importantes arquivos bibliográficos; a Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul, que completa 10 anos em 2019 e dá continuidade ao seu plano de atividades, promovendo educação musical para jovens; o projeto “Ouviravida”, que oferece aulas de música para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social no bairro Bom Jesus, na capital; o plano anual do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), que possibilitará o reparo de obras, manutenção interna, aquisições e atividades culturais diversas abertas ao público, além das visitas escolares; e o “Porto Verão Alegre 2019”, que neste ano completa 20 anos de história e traz mais de 100 espetáculos teatrais a preços acessíveis nos meses de janeiro e fevereiro como opção para quem permanece na cidade.
Ainda na campo da literatura, há o Projeto Pró-Biblioteca, que distribuirá coleções de livros a escolas públicas do Estado, e o lançamento de três livros: “Poesia Líquida”, “Cavalo de Santo” e “De Pai para Filho na Migração Gaúcha”. Já a ópera “O Navio” mostrará a saga dos escravos trazidos da África, enquanto o Festival Primeiro Filme estimulará a produção audiovisual e cinematográfica entre jovens criativos e empreendedores. Em Santa Maria, a continuidade do projeto “Medianeira Instrumental” garantirá a oferta de música de qualidade ao grande público no interior da Basílica.
Esporte
Duas parcerias bem-sucedidas do BRDE foram renovadas por mais um ano: com a Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (Agafuc), de Canoas, e a Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa), contempladas via Lei do Esporte com recursos para os projetos “Olhar no Presente, Visão de Futuro Ano II” e “Projeto Olímpico IV”, respectivamente. O sucesso dos atletas sogipanos tem sido motivo de orgulho para gaúchos e brasileiras, conferindo forte visibilidade à marca BRDE no meio esportivo. Aprendizagem e torneios de futebol e de tênis para crianças e adolescentes são também alvos de projetos contemplados, como o da Fundação Tênis.
Saúde e assistência social
Pelo Fundo da Infância e Adolescência, foram selecionados projetos do Instituto do Câncer Infantil, para manutenção e qualificação do atendimento; da Associação de Amparo a Meninos Assistidos Santa Cecília, de Vacaria, que promove atividades no contraturno escolar para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade; da Fundação de Atendimento de Deficiência Múltipla (Fadem), que atende cerca de 100 crianças e adolescentes com deficiência e do IPDAE, entidade que desenvolve atividades educativas e culturais para jovens no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.
Os projetos “Mulheres Sem Câncer – diagnóstico precoce do câncer de mama no Hospital São José” e “Integração e Humanização no atendimento oncológico por completo”, do Hospital Ana Nery, foram contemplados via Pronon. A Casa do Menino Jesus de Praga recebeu apoio via Pronas e, através da Lei do Idoso, a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e a Associação Beneficente Casa de Amparo Mão de Deus receberam recursos para seus projetos “Um olhar sobre nossos idosos” e “Envelhecimento jovem”.
A relação completa dos projetos incentivados pelo BRDE em 2018 está publicada em www.brde.com.br/incentivos-fiscais/.

Em parceria com a Rede Pampa de Comunicação e com apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul, o BRDE promoveu, na segunda-feira (3/12), no auditório do Ministério Público, em Porto Alegre, o Fórum Fomento ao Desenvolvimento Sustentável no Sul do Brasil. O evento, que teve 500 inscritos, reuniu autoridades dos setores público, privado e financeiro para debater, em três painéis temáticos, os problemas, soluções e expectativas sobre o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Estado, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e na Agenda 2030 propostos pela ONU.
Representatividade
A mesa de autoridades, na abertura oficial do Fórum, foi composta pela secretária estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori – no ato representando o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori; pelo procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Fabiano Dallazen; o diretor de Planejamento e Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha; o presidente da Rede Pampa de Comunicação, Alexandre Gadret; o deputado estadual Ernani Polo, representando a presidência da Assembleia Legislativa gaúcha; o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan; o conselheiro do Tribunal de Contas do RS, Cesar Miola, representando a presidência do TCERS; a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do RS, Ana Pellini; o presidente do Sistema Farsul, Senar e Casa Rural, Gedeão Silveira Pereira; Gilberto Petry, presidente do Sistema Fiergs – Ciergs, SESI e SENAI; o presidente do Sistema Fecomércio– SESC, Senac e IEL, Luis Carlos Bohn; o superintendente Estadual do Banco do Brasil, Edson Bündchen; o vice-presidente do Banrisul, Irany de Oliveira Sant’Anna Júnior; o representante do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Haroldo Machado Filho; o representante da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira; a presidente do Sindirádio, Christina Gadret, e o vice-presidente da Rede Pampa e coordenador do Fórum, Paulo Sérgio Pinto.
Ações sociais
No painel do setor público, as secretárias Maria Helena Sartori, Ana Pellini, e o procurador-geral de Justiça, Fabiano Dallazen, apresentaram os avanços e desafios de suas áreas, respectivamente, social, ambiental e de justiça. A coordenação do painel coube a Haroldo Machado Filho, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), co-presidente da Força Tarefa no âmbito do Sistema da ONU no Brasil sobre os ODS.
A secretária Maria Helena destacou o valor da educação e da promoção da cultura da paz, em diversas ações e programas em desenvolvimento do Estado, que envolvem crianças e adolescentes. “Nossos cuidados começam com o Programa Primeira Infância Melhor – PIM, que está presente em 247 municípios, tendo beneficiado mais de 200 mil famílias e 250 mil crianças. Temos também o Criança Feliz, presente em 82 municípios do Estado, acompanhando mais de 5 mil e duzentas famílias e as Cipaves, presentes nas 2,5 mil escolas estaduais, com excelentes resultados como a redução, em 2018, de 60,3% nos índices de agressões físicas em relação a 2017″, informou, ressaltando a importância de avançar no campo das ações preventivas.
Para a secretária Ana Pellini, “emprego e renda são importantes em qualquer país do mundo, todos os problemas mais graves decorrem da pobreza”, enfatizando o ODS 8: trabalho digno e crescimento econômico. Ela defende a simplificação de processos burocráticos com o objetivo de dar agilidade à concessão de licenças ambientais sem, no entanto, descuidar do propósito central de proteção à vida no planeta.
Sobre o setor privado, debateram, com a coordenação do secretário executivo do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, o presidente do Sistema Fecomércio/RS, Luiz Carlos Bohn, o presidente do Sistema Fiergs, Gilberto Petry, e o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Silveira Pereira. Para os dirigentes empresariais, a geração de novos postos de trabalho é o maior desafio.
No terceiro e último painel, sobre o setor financeiro, o diretor de Planejamento e Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, participou junto com o vice-presidente do Banrisul, Irany de Oliveira Sant’Anna, e com o superintendente estadual do Banco do Brasil, Edson Bündchen.
Oportunidade
Segundo Noronha, o Fórum veio ao encontro “da linha de trabalho do BRDE com foco realmente no desenvolvimento sustentável”. O diretor considerou que o Fórum foi uma excelente oportunidade para avaliar como está o Rio Grande do Sul frente à Agenda 2030, que hoje, em nível mundial, conta com o compromisso assumido por praticamente todas as nações alinhadas aos 17 ODS e às 169 metas para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta. “Cada um dos interlocutores falou um pouco sobre o que está acontecendo na sua área no Rio Grande do Sul, foi uma prestação de contas dos três setores”, disse.
Na visão do diretor do BRDE, o conteúdo da Agenda 2030 é inquestionável, tanto que foi aprovada por inúmeros países no âmbito das Nações Unidas. “Todos assumiram um compromisso internacional”. Noronha considera que o Rio Grande do Sul é hoje um dos estados mais focados na sustentabilidade e um dos exemplos disso é a transformação da matriz energética.

O BRDE, representado por seu diretor de Planejamento e Financeiro, Luiz Corrêa Noronha, e a Associação Gaúcha de Supermercados – AGAS, por seu presidente, Antônio Cesa Longo, celebraram Acordo de Cooperação Técnica na manhã desta terça-feira (21/08), primeiro dia da 37ª Convenção Gaúcha de Supermercados – EXPOAGAS, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. O Acordo BRDE-AGAS prevê a promoção de ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento do meio empresarial supermercadista, especialmente entre associados da AGAS, bem como o fomento e a divulgação de novas oportunidades de investimentos no setor.
Pelo Banco, participaram do ato de assinatura o superintendente da Agência do Rio Grande do Sul, Mauricio Mocelin, o gerente de Planejamento, Alexander Leitzke, e o analista Cesar Silveira. Até quinta-feira (23), o BRDE estará presente na EXPOAGAS como expositor, com espaço para divulgação de programas e linhas de crédito pelos técnicos da Gerência de Planejamento. A equipe responsável pelo atendimento a clientes e prospects é formada pelos analistas Beatriz Poli, Jorge Dexheimer, Leosergio Angheben, e pelos os gerentes regionais Márlon Bentlin (Região dos Vales e Central) e José Rafael Wojtowicz (Região da Serra).
A EXPOAGAS 2018 reúne 372 expositores e seu foco central é a qualificação profissional na cadeia de supermercados. Nesse sentido, há uma programação paralela de palestras e seminários. A expectativa dos organizadores é de movimentar cerca de R$ 506 milhões em negócios. Na edição especial da revista AGAS distribuída na abertura do evento, o BRDE veicula anúncio com ênfase nas linhas de financiamento exclusivas para compra e instalação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica, bastante procurados pelos empresários do setor.

No auditório do MASP, em São Paulo, o Fórum Pacto Global – 15 anos da Rede Brasil expôs avanços e perspectivas da sustentabilidade corporativa no Brasil, nesta quarta-feira (16). O diretor de Planejamento e Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, palestrou sobre Financiamento para a Agenda ODS, tendo o Banco como único representante do setor financeiro na programação.
O Fórum difundiu a convicção de que empresas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm mais vantagens competitivas, estão mais preparadas para atender às necessidades dos clientes e se relacionam melhor com a sociedade, governos, políticas públicas e incentivos. O diretor de Operações do BRDE, João Luiz Regiani, e o coordenador de Responsabilidade Socioambiental, Eduardo Grijó, também participaram do evento, que foi transmitido online, em tempo real, pela Rede Brasil.
O Banco dos ODS
“Existem boas condições para que o BRDE seja o Banco dos ODS”, concluiu Noronha após apresentar a trajetória percorrida pela instituição para fortalecer e conferir maior institucionalidade à área de Responsabilidade Socioambiental. “O impacto total da carteira do BRDE nos ODS chega a 114,6%, em média, considerando que há projetos financiados pelo Banco que são aderentes a mais de um ODS”, informou o diretor. Exemplos disso são os empreendimentos que contribuem para o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 7 (Energia Limpa e Acessível) e ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), entre outros.
Durante o painel “Estratégias de negócios para empresas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Agenda 2030 das Nações Unidas”, o secretário executivo do Pacto Global, Carlo Pereira, lançou a estratégia que propõe um ciclo de implementação dos ODS na atuação empresarial, baseado na metodologia criada pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU.
Em cinco etapas, o Pacto Global auxilia empresas a compreender os ODS e firmar seu compromisso com a Agenda, desenvolver capacidades internas por meio de treinamentos e aplicação de ferramentas. Além disso, engaja o nível estratégico e suas lideranças, comunica avanços de forma transparente e dissemina boas práticas na cadeia de valor e com parceiros, tais como o sistema ONU, governo e sociedade.

Avançar em temas que contribuam para o desenvolvimento empresarial na região Norte do Rio Grande do Sul é um dos propósitos da Expoacisa, mostra de produtos e serviços promovida pela Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio – Acisa, de Passo Fundo, que teve sua 13ª edição de 24 a 26 de novembro. Na sexta-feira (24), o diretor Financeiro do BRDE, Odacir Klein, integrou o painel “Desenvolvimento Regional” com a senadora Ana Amélia Lemos, a presidente da Federasul, Simone Leite, e o empresário Antônio Roso, representante da Fiergs.
Diante de um grupo representativo dos setores público e privado, com forte presença de lideranças políticas e de ACIs da região, o debate foi aberto pelo presidente da Acisa, Lamar Sakis, e mediado pelo jornalista Mateus Rodighero.
Odacir Klein enfatizou que o BRDE, como agente do desenvolvimento regional, tem custo zero para a União e os estados, financiando a geração de empregos, de renda e a arrecadação de tributos. “Mesmo com redução dos recursos aportados pelo BNDES, o banco continua cumprindo seu papel fundamental junto ao setor produtivo”, disse. Na avaliação de Klein, não há saída para a crise a não ser pelo empreendedorismo: “temos que apoiar e estimular quem empreende e corre riscos”, sublinhou.
Para a senadora, entre os problemas mais graves a serem enfrentados estão a burocracia que dificulta e atrasa as iniciativas de quem quer empreender, e a falta de infraestrutura e logística, que abrange desde os sistemas de transporte à matriz energética. A urgência de um pacto federativo, a reforma trabalhista, conflitos de interesse e insegurança jurídica foram alguns dos temas debatidos com o público.
Presença na feira
O BRDE também marcou presença na 13ª Expoacisa com estande próprio para atendimento a clientes e prospecção de negócios, a cargo do gerente regional Miguel Oliveira. Junto com ele, estiveram no evento e acompanharam o painel o gerente de planejamento da AGPOA, Alexander Leitzke, e o analista de projetos, Alexandre Barros.
Segundo os organizadores da Expoacisa, em três dias, cerca de 25 mil pessoas visitaram a feira, no espaço do Bourbon Shopping. Ao todo, foram mais de 60 empresas participantes, de Passo Fundo e mais nove cidades, que expuseram seus produtos e serviços, dos segmentos do comércio, indústria, serviços e agronegócio.

Representantes das instituições públicas, privadas e da sociedade civil que integram o GT Proteína Animal reuniram-se nesta quarta-feira (22), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, a convite do chefe da Casa Civil, secretário Fábio Branco, para dar continuidade ao trabalho conjunto realizado desde o início de 2017 sob coordenação do BRDE. No encontro, foram anunciadas a institucionalização do GT Proteína Animal e a oficialização da coordenação dos trabalhos desenvolvida pelo BRDE, sob a liderança de diretor Financeiro, Odacir Klein, e a coordenação técnica do assessor da direção, Paulo Roberto da Silva.

Ao longo do ano, os grupos temáticos que compõem o GT analisaram os setores de Aves/Ovos e Suínos, Lácteos, Bovinos, Ovinos e Peixes, indicando gargalos e soluções para cada segmento, e produziram um amplo estudo sobre a cadeia agroindustrial de proteína animal. No início de setembro, por ocasião da 40ª Expointer, Odacir Klein entregou ao governador José Ivo Sartori a publicação resultante desse trabalho, que envolveu, por mais de seis meses as secretarias do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT); do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR); do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema); da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi); órgãos estaduais, lideranças e executivos dos segmentos envolvidos, além de técnicos de entidades públicas e privadas.
Segundo Fábio Branco, Klein foi indicado pelo governo gaúcho para desempenhar essa função “por sua grande capacidade de diálogo com entidades públicas e da sociedade civil no desenvolvimento de projetos integrados”, os quais exigem soluções e medidas tomadas em comum acordo.Participaram do evento de hoje o secretário estadual Ernani Polo (SEAPI); o secretário-adjunto da Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), Iberê de Mesquita Orsi; o subsecretário da Receita Estadual, Mario Luís Wunderlich dos Santos; o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Bernardo Todeschini, entre outras lideranças setoriais. Pelo BRDE, estiveram presentes, além de Odacir Klein e Paulo Roberto da Silva, Marcelo do Canto, Carlos Ponzoni, Leosergio Angheben e Fabiano Casiraghi.

Foto: Nabor Goulart

Com as presenças do presidente da Finep, Marcos Cintra, e do governador gaúcho, José Ivo Sartori, foi ratificado nesta sexta-feira (10/11), em Porto Alegre, o documento de interação institucional entre a Finep e o BRDE para desenvolver instrumentos de financiamento à inovação.
No ato de assinatura, Marcos Cintra disse que a Finep conta com a especialização do BRDE na Região Sul para operacionalizar o financiamento à inovação e anunciou a obtenção de recursos da ordem de 1,5 bilhão de dólares que a instituição acaba de captar junto ao BID, em Washington. 
O diretor-presidente do BRDE, Odacir Klein, ressaltou que a ampliação do relacionamento institucional com a Finep ocorre dentro do planejamento de busca de diversificação de recursos para a atuação do banco no financiamento à inovação na atividade produtiva.
Participaram também do ato os diretores do BRDE, Neuto de Conto, Renato Vianna e João Regiani, o vice-presidente da Finep, Ronaldo Camargo, e os secretários de Estado do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, Carlos Búrigo e Fábio Branco.

A Finep e o BRDE ajustaram interação institucional para desenvolver instrumentos de financiamento à inovação na Região Sul, em reunião realizada nesta quinta-feira (9/11), em Porto Alegre. O presidente do BRDE, Odacir Klein, e o vice-presidente da Finep, Ronaldo Souza Camargo, representando o presidente Marcos Cintra, assinaram memorando de entendimento para a renovação do convênio operacional. Entre os desdobramentos, está a possibilidade de elevar os limites de crédito para o BRDE aplicar através do Programa Inovacred.
“Temos a honra de nos relacionar com 23 bancos regionais de desenvolvimento no País e achamos que o BRDE, assim como o BDMG, é referência como parceiro da Finep, pela modernidade, seriedade, agilidade e permeabilidade nos três estados”, afirmou Ronaldo Camargo.
“A Finep hoje possui uma carteira de crédito de R$ 20 bilhões e um crédito pendente de R$ 5,3 bilhões. Entretanto, operamos um ticket médio de R$ 30 a 100 milhões. Com os novos instrumentos, estamos invertendo o modus operandi. Ficávamos atrás do balcão aguardando os clientes chegarem e então alteramos totalmente essa política. Queremos os bancos de desenvolvimento capazes e competentes ao nosso lado como parceiros”, enfatizou o vice-presidente da Finep. Ele anunciou que está sendo discutida, com a superintendência de crédito, investimento e captação da instituição, inclusive a possibilidade de criação e estruturação de um fundo garantidor.
Três novos produtos
“Inovar é o passo seguinte à simples modernidade”, disse o diretor-presidente do BRDE, Odacir Klein, no ato no ato de assinatura, destacando a importância dos três novos produtos que a Finep já disponibilizou para o BRDE nos três estados. O Banco recebeu o cadastramento como agente financeiro dos programas Finep Telecom (softwares e equipamentos de telecomunicação e conectividade) e Finep Conecta (projetos de empresas associados a universidades ou centros de pesquisas de produtos e processos de trabalho). Além disso, o BRDE foi credenciado como prospector e analista líder de operações de inovação para financiamento, em consórcio com a Finep, a grandes empresas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
“São produtos novos que nos dão a possibilidade de implementar mais rapidamente ciência, tecnologia e avanço em inovação no Brasil. Não queremos lucrar com os bancos de desenvolvimento regional, queremos ser sócios, parceiros, e dependendo do produto, discutir inclusive os resultados. É disso que precisamos para alcançar o avanço que pretendemos. É nessa linha que estamos caminhando. Espero que este namoro que já existe há muitos anos com o BRDE vire um casamento consolidado e sem retroação alguma”, concluiu o vice-presidente da Finep.
O BRDE é o maior repassador do Inovacred em todo o Brasil, mesmo atuando em apenas três estados. Com os instrumentos firmados com a Finep, Odacir Klein aponta que o Banco ampliará, de forma significativa, o apoio a empresas e a projetos inovadores.
Participaram do evento o secretário de Modernização Administrativa e Recursos Humanos do Rio Grande do Sul, Raffaele Quinto Di Cameli, e o conselheiro do BRDE, Thiago Moysés. Pelo BRDE estiveram presentes o diretor de Planejamento, Luiz Corrêa Noronha, o diretor financeiro, Renato Vianna, o superintendente da agência do Rio Grande do Sul, Maurício Mocelin, o chefe de gabinete, Marcelo do Canto, gerentes e assessores da direção.

Os financiamentos a partir do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) estão mais baratos para as empresas. De acordo com a programação para o segundo semestre de 2016, o valor das taxas do FCO Empresarial passam a ser de 9,5% considerando o bônus de adimplência (pagamento em dia). Anteriormente, a taxa era de 12%.
Já o FCO Rural, destinado aos micro e pequenos produtores rurais, passou de 6,5% a 7,2%. “São taxas bastante atrativas. No caso do crédito agrícola, mesmo com o aumento, os juros ainda são menores que os disponibilizados pelo BNDES”, explica a gerente do escritório de Mato Grosso do Sul (MS), Lisiane Astarita.
Energia – Outra novidade do FCO é a possibilidade de financiar empreendimentos em energia renováveis, como PCHs, biomassa, parques eólicos e centrais, com taxa de 9,5, já considerando bônus de adimplência de 15%. O BRDE tem dois projetos da área em análise.
O BRDE financia, através do FCO, investimentos no MS para empresa e produtores rurais que faturam até R$ 16 milhões por ano. Podem ser financiados projetos de empresários e produtores rurais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul interessados em fazer investimentos no MS, e também de empresários sul mato-grossenses que invistam naquele estado e adquiram bens e serviços produzidos na Região Sul.
Em 2015, o BRDE repassou R$ 59,4 milhões de recursos do FCO em financiamentos a empreendimentos em 23 municípios do MS. Em 2016, já foram R$ 26,8 milhões. Outros R$ 17 milhões estão em análise.
O escritório do BRDE no MS funciona em Campo Grande, na Avenida Afonso Pena, 5723 – sala 405, Bairro Santa Fé. Informações também podem ser solicitadas pelo e-mail brdems@brde.com.br e brdepr@brde.com.br e pelo telefone (67) 3382-2660.