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Palestra da FIESC abre série de eventos do BRDE na Mercoagro

Por: Imprensa - SC

Tendências e desafios do setor de alimentos foram tema de workshop com Sidnei Rodrigues

As oportunidades de negócios e as principais tendências observadas no mundo para a indústria de transformação de alimentos foram tema do primeiro workshop da Mercoagro On Business, iniciativa idealizada pelo BRDE e pela ACIC para informar o público da feira sobre inovações nos negócios e fontes de fomento à inovação em ambiente produtivo. 

O evento, paralelo à Mercoagro, vai trazer outros 3 workshops e oferecer consultoria de crédito especializada para projetos de inovação aos visitantes e expositores da feira, que acontece em Chapecó até a próxima sexta-feira (14). 

O coordenador do Observatório da Fiesc, Sidnei Rodrigues, foi o convidado de estreia. Durante o workshop, Rodrigues destacou os principais desafios do setor de alimentos e as principais tendências que as empresas precisam observar para incorporar ao seu modo de fazer negócios. Segundo ele, embora a tecnologia vá trazer impactos relevantes a este mercado, em 8 anos ela terá sido disseminada a ponto de deixar de ser um diferencial. “Em 2020, as empresas catarinenses que exportam alimentos terão incorporado tecnologias já usadas em outros países e precisarão ter feito isso para continuar tendo acesso e vendendo para estes mercados. Internet das Coisas, Big Data e inteligência artificial farão parte de suas rotinas”, explica. 

Rodrigues acredita que o vai diferenciar uma empresa da outra na escolha do consumidor é o seu modelo de negócios. “As indústrias não poderão mais ser só indústrias. Elas precisarão entender e organizar toda a cadeira produtiva, rastrear fornecedores, ajudar esses fornecedores a inovar, pensar no pós-venda e em pesquisa e tecnologia. Precisarão entender a jornada do consumidor, que está mudando”, afirmou. 

Entre as oportunidades para o segmento, Rodrigues destacou o crescimento populacional projetado para os principais mercados importadores da indústria catarinense de alimentos, como China e outros países da Ásia. Também destacou que o aumento da expectativa de vida, tanto no Brasil como no exterior, vão trazer mudanças no comportamento do consumidor e que as empresas, especialmente as micro e pequenas, precisam ficar atentas a esses novos anseios.

A  escolaridade é outro fator que impacta no comportamento do consumidor, que vai ficando mais exigente em relação ao que consome. O perfil desse consumidor também está mudando, com o crescimento de pessoas que moram sozinhas, por exemplo. 

Ele lançou um desafio aos participantes, de refletir sobre qual será o diferencial de sua empresa quando todas as empresas do setor estiverem no mesmo patamar tecnológico. “Qual será o diferencial de um produto made in Chapecó? “, questionou. Segundo ele, a resposta a essa pergunta pode significar a continuidade da empresa.

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