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Desempenho
financeiro aponta processo contínuo de
recuperação
O
DESEMPENHO FINANCEIRO recente do BRDE sinaliza
um processo contínuo de recuperação.
Depois de registrar um resultado contábil
negativo de R$ 52 milhões em 1998 e de
R$ 37 milhões em 1999, o Banco apresentou
um resultado positivo de R$ 800 mil no ano 2000
e R$ 30,1 milhões em 2001. No primeiro
semestre de 2002, o lucro foi de R$ 13,5 milhões.
O acumulado do ano até outubro foi de R$
40,5 milhões, sinalizando que o ano encerrará
com um novo resultado positivo.
Resultado
Contábil do BRDE - 1995-2002
O
importante, do ponto de vista dinâmico,
é perceber que houve reversão da
trajetória de declínio patrimonial,
iniciada em 1997.
Rentabilidade
do Patrimônio - 1995-2002
Patrimônio
Líquido do BRDE - 1995-2002
Assim,
no atual período de Administração,
após acumular resultado negativo em 1999
(do qual cerca de 85% atribuível a resultados
passados, conforme nota explicativa ao Balanço)
e de ajustar-se aos ditames da Resolução
BACEN nº 2.682 em 2000 (com resultado contábil
positivo, ainda que com perda patrimonial em face
da reavaliação de financiamentos
passados), o BRDE recuperou a capacidade de gerar
resultados positivos. A rentabilidade (relação
resultado/patrimônio) de 8,1% em dezembro
de 2001, foi o melhor desempenho no período
após 1995. No acumulado janeiro/outubro
de 2002 a rentabilidade chegou a 9,1%.
Este resultado reflete a busca planejada e sistemática
de um melhor desempenho no acompanhamento do
crédito. A reestruturação
da área de recuperação de
créditos do Banco e o aprimoramento nos
critérios de concessão de recursos,
podem ser apontados como fatores centrais na explicação
daquele bom desempenho.
Taxa
de inadimplência 1994-2002
Créditos
normais (AA até C)
Créditos
de risco ampliado (D até G)
Créditos
de risco ampliado II (H)
Taxa
de provisionamento (provisões/créditos
total
A
consistência deste processo aparece nos
gráficos, onde se constata:
I) a queda da inadimplência - crescente
desde 1995, iniciando uma trajetória de
queda a partir de 2000. Em outubro de 2002, a
taxa de inadimplência estava em 8,5%;
II)
a tendência de convergência entre
a qualidade da carteira do BRDE vis-à-vis
o SFN. No período de implantação
e ajuste à Resolução BACEN
nº 2.682, que introduziu critérios
de classificação de risco dos créditos
e modificou regras de provisionamento, os créditos
considerados de curso normal (AA até C,
na nova classificação) correspondiam,
em média, a cerca de 81% do total dos créditos
no BRDE e 88% no SFN. Por decorrência os
créditos de risco correspondiam a, respectivamente,
19% e 12%. Nos meses seguintes, a convergência
foi evidente. Em 2002, o BRDE passou a ter uma
configuração da carteira muito próxima
à média do SFN; e
III)
a tendência de convergência da taxa
de provisionamento. Depois do ajuste inicial à
Resolução BACEN nº 2.682,
verificou-se uma gradual e persistente redução
na taxa de provisionamento do BRDE, que se aproximou
dos padrões médios do SFN.
É
importante perceber-se que tal ajuste origina-se
de um esforço de aprimoramento da governança
interna. Emprestar bem e recuperar os créditos
concedidos são dois aspectos fundantes
da sustentabilidade de uma instituição
financeira. Os textos Melhorando a qualidade dos
créditos e Recuperação de
créditos destacam algumas medidas adotadas
na Administração 1999-2002 e que
visaram o fortalecimento destes alicerces.
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